10 de abril de 2019

Capítulo 8 - Canteiros há muito esquecidos

Diana se apressou em direção à casa do canal na rua Princewater, o vento fresco da manhã levantando seu
cabelo. Ela se sentiu atingida por adrenalina tensa com a perspectiva de contar sua história para Emma e Jules.
Ela manteve guardada por tantos anos, dizer para Gwyn tinha sido como abrir as costelas e mostrar seu coração.
Ela esperava que a segunda vez fosse mais fácil. Emma e Julian a amavam ela disse a si mesma. Eles iriam…
Ela parou, os saltos de suas botas batendo nos paralelepípedos. A casa do canal azul alegremente pintada de
rosa na frente dela, mas era cercada por um anel de guardas do Conselho. Não apenas guardas do Conselho, na
verdade alguns deles eram jovens Centuriões. Cada um estava armado com um oak bo staff*.
*Bo Staff é uma arma japonesa que é basicamente um pedaço de pau de comprimento, variando entre 180 cm
e 210 cm.
Ela olhou ao redor, alguns Caçadores de Sombras se apressaram, nenhum deles olhando para a casa. Ela se
perguntou quantos deles sabiam que Jules e Emma ainda estava em Alicante — Mas o Inquisidor planejava fazer
um exemplo do testemunho deles. Eles teriam que saber eventualmente.
No topo da escada estava Amelia Overbeck, que estava rindo com Zara no funeral. Aborrecimento acelerou o
passo de Diana e ela passou o primeiro anel de guardas e subiu os degraus. Amelia, que estava encostada na
porta conversando com uma garota com longos cabelos vermelho-alaranjado, virou-se para Diana com um
sorriso frágil. — Senhorita Wrayburn, — Ela disse. — Existe algo que você queira?
— Eu gostaria de ver Julian Blackthorn e Emma Carstairs, — Disse Diana, mantendo sua voz tão neutra quanto
possível.
— Deus, — Disse Amelia, claramente se divertindo. — Eu acho que não.
— Amelia, eu tenho todo o direito, - Disse Diana. — Deixe-me entrar.
Amelia olhou para o ruivo. — Esta é Diana Wrayburn, Vanessa — Disse ela. — Ela acha que é muito importante
— Vanessa Ashdown? — Diana olhou mais de perto: a prima de Cameron tinha saído para a Academia como uma
adolescente magra, e estava quase irreconhecível agora. — Eu conheço seu primo Cameron.
Vanessa revirou os olhos. — Ele é chato. Cachorro chicoteado de Emma. E não, não pense que você pode
entrar nessa casa sendo legal comigo. Eu não gosto dos Blackthorns ou qualquer dos amigos deles.
— Ótima notícia, já que supostamente você deveria protegê-los — Disse Diana. — Sua adrenalina estava se
enraivecendo. — Olha, eu vou abrir essa porta. E se você quer tentar me impedir…
— Diana!
Diana se virou, empurrando o cabelo para fora do rosto: Jia estava do lado de fora do anel de guardas, a mão
erguida como se estivesse cumprimentando.
— A Cônsul. — Os olhos de Vanessa saltaram para fora. — Oh mer…
— Cale a boca, Vanessa, — Sussurrou Amelia. Ela não parecia preocupada ou com medo de Jia, apenas
irritada.
Diana desceu os degraus e foi para o lado de Jia. Jia usava uma blusa de seda e calça, o cabelo preso com um
clipe de jóias. Sua boca era uma linha de raiva. — Não se incomode, — Disse ela em voz baixa, colocando a mão
no cotovelo de Diana e a guiando para longe da multidão gritante guardas. — Eu os ouvi dizer que Emma e
Julian estavam com o Inquisidor.
— Bem, por que elas não me disseram isso? — Diana retrucou, exasperada. Ela olhou por cima do ombro para
Vanessa Ashdown, que estava rindo. — Vanessa Ashdown. Minha mãe costumava dizer que algumas pessoas
tinham mais cabelo do que bom senso.
— Ela parece provar a teoria, — Disse Jia secamente. Ela tinha parado a alguma distância da casa, onde um
pequeno banco de pedra se inclinava para o canal, tinha uma camada espessa de musgo, verde brilhante sob a
água prateada que derramava ao seu lado. — Olha, Diana, eu preciso falar com você. Onde podemos ir e não ser
escutadas?
Diana olhou para Jia de perto. Era sua imaginação, ou quando a Cônsul olhou para os Centuriões que
cercavam a pequena casa do canal, ela parecia — receosa?
— Não se preocupe, — Disse Diana. — Eu sei exatamente o que fazer.

Ela estava subindo uma escada em espiral que parecia alcançar as estrelas. Cristina não lembrava como havia
encontrado a escada, nem se lembrava do seu destino. A escada subiu das trevas e subia para as nuvens; ela
manteve o material de suas longas saias agarrado em suas mãos para não tropeçar. Seu cabelo parecia denso e
pesado, e o aroma de rosas brancas engrossava o ar.
As escadas terminaram abruptamente e ela saiu maravilhada para um telhado familiar: Ela estava
empoleirada no topo do Instituto na Cidade do México, ela podia ver a cidade: El Ángel, brilhando ouro no topo
do Monumento à Independência, o Parque Chapultepec, o Palácio de Bellas Artes iluminado e brilhante, as
torres em forma de sino do Guadalupe Basílica, as montanhas subindo atrás de tudo, cobrindo a cidade como se
estivesse em uma palma aberta.
Uma figura sombria estava na beira do telhado: esbelta e masculina, mãos enroladas nas costas. Ela sabia
antes que ele se virasse que era Mark: ninguém mais tinha cabelos assim, como ouro martelado a prata arejada.
Ele usava uma longa túnica com cinto, um punhal empurrado através da correia de couro e calças de linho. Seus
pés estavam descalços quando ele veio em direção a ela e a tomou em seus braços.
Seus olhos estavam sombreados, cobertos de desejo, seus movimentos tão lentos quanto se ambos estivessem
debaixo d’água. Ele a puxou para ele, passando os dedos pelo cabelo dela, e ela percebeu por que ele se sentia
tão pesada: O tecido era feito completamente de videiras em que cresciam rosas vermelhas. Elas caíram ao
redor de Mark enquanto ele a embalava com seu outro braço, a mão livre correndo dos cabelos até os lábios, as
clavículas, dedos mergulhando abaixo do decote de seu vestido. Suas mãos estavam quentes, a noite fria e seus
lábios nos dela estavam ainda mais quentes. Ela balançou para ele, suas mãos encontrando suas caminho para a
parte de trás do pescoço, onde os pêlos finos eram mais macios, desviando-se para tocar suas cicatrizes…
Ele recuou. — Cristina, - ele murmurou. — Se vire.
Ela se virou em seus braços e viu Kieran. Ele estava em veludo, onde Mark estava na somente em linho, e
havia anéis de ouro pesados em seus dedos, seus olhos brilhando com preto aros de kohl*. Ele era um pedaço
arrancado do céu noturno: prata e preto. Um dos braços de Mark passou por Cristina. O outro alcançou Kieran.
E Cristina estendeu a mão para ele também, suas mãos encontrando a suavidade de seu gibão, puxando-o em
direção a ela e a Mark, envolvendo-os no veludo escuro dele. Ele beijou Mark, e então se inclinou para ela, os
braços de Mark ao redor dela enquanto os lábios de Kieran encontravam os dela…
— Cristina. — A voz perfurou o sono de Cristina, e ela sentou-se instantaneamente, segurando os cobertores
contra o peito, com os olhos arregalados de choque. — Cristina Mendoza Rosales?
Era a voz de uma mulher. Sem fôlego, Cristina olhou em volta enquanto seu quarto entrava em foco: a mobília
do Instituto, a luz do sol brilhante através da janela, um cobertor emprestado a ela por Emma dobrado ao pé da
cama. Havia um mulher sentada no peitoril da janela. Ela tinha pele azul e cabelos da cor de papel branco. As
pupilas dos olhos dela eram de um azul muito profundo.
— Eu recebi sua mensagem de fogo,— Ela disse enquanto Cristina olhava para ela, atordoada.
O que eu acabei de sonhar? Não agora, Cristina. Pense nisso depois.
— Catarina Loss? — Cristina queria falar com a feiticeira, ela reconhecia, mas não esperava que Catarina
aparecesse em seu quarto, e certamente não em um momento tão estranho. — Como você chegou aqui…?
— Eu não cheguei. Eu sou uma projeção. — Catarina moveu a mão na frente da brilhante superfície da janela;
a luz do sol passava por ela como se passasse por um vidro manchado.
Cristina puxou discretamente o cabelo dela. Sem rosas. Ay — Que horas são?
— Dez,— Disse Catarina. — Sinto muito - eu realmente achei que você estaria acordada. Aqui. —Ela fez um
gesto com os dedos, e um copo de papel apareceu na cabeceira de Cristina.
— Café do Peet — Disse Catarina. — Meu favorito na Costa Oeste.
Cristina abraçou o copo contra o peito. Catarina era sua nova favorita pessoa.
— Eu realmente queria saber se eu ouviria de você. — Cristina tomou um gole de café. — Eu sei que foi uma
pergunta estranha — Eu também não tinha certeza. — Catarina suspirou. — De certa forma, isso é negócio de
feiticeiros, Caçadores de Sombras não usam Linhas Ley.
— Mas nós usamos feiticeiros. Vocês são nossos aliados, se estão ficando doentes, então nós devemos fazer
alguma coisa. Catarina pareceu surpresa, depois sorriu. — Eu não estava — é bom ouvir você dizendo isso. —
Ela olhou para baixo. — Está ficando pior. Mais e mais feiticeiros estão sendo afetados.
— Como está Magnus Bane? — Disse Cristina. Ela não conhecia Magnus há muito tempo, mas gostava muito
dele.
Ela ficou surpresa ao ver lágrimas nos olhos de Catarina. — Magnus é - bem, Alec cuida bem dele. Mas não,
ele não está bem.
Cristina colocou o café para baixo.— Então, por favor, nos deixe ajudar. Como seria um sinal de contaminação
nas Linhas Ley? O que devemos procurar?
— Bem, em um lugar onde as Linhas Ley foram comprometidas, teria aumento da atividade demoníaca —
Afirmou Catarina.
— Isso é algo que podemos definitivamente verificar.
— Eu posso olhar isso sozinha. Vou enviar-lhe um mapa marcado via mensagem de fogo. — Catarina levantouse
e a luz do sol atravessou seu cabelo branco transparente. — Mas se você for investigar uma área com
atividade demoníaca aumentada, não vá sozinha. Leve vários outros com você. Vocês Caçadores de Sombras
podem ser tão descuidados.
— Não somos todos Jace Herondale — Disse Cristina, que geralmente era a menos uma pessoa descuidada
que ela conhecia.
— Por favor. Eu ensinei na Academia dos Caçadores de Sombras. Eu… — Catarina começou a tossir, seus
ombros tremendo. Seus olhos se arregalaram.
Cristina saiu da cama alarmada. — Você está bem…?
Mas Catarina havia desaparecido. Não havia nem um redemoinho de ar para mostrar onde sua projeção tinha
estado.
Cristina vestiu suas roupas: jeans e uma camiseta velha de Emma. Cheirava como o perfume de Emma, uma
mistura de limão e alecrim. Cristina desejou com todo o coração que Emma estivesse aqui, que elas pudessem
conversar sobre a noite passada, que Emma pudesse dar seus conselhos e um ombro para chorar.
Mas ela não estava e não podia. Cristina tocou o colar dela, sussurrou uma oração rápida para o Anjo, e
seguiu pelo corredor até o quarto de Mark.
Ele tinha ficado acordado até tão tarde quanto ela, então havia uma grande possibilidade de ele ainda estar
dormindo. Ela bateu na porta, hesitante e depois mais forte; finalmente Mark abriu-a, bocejando e
completamente nu.
— Híjole! — Cristina gritou, e puxou o colarinho da camiseta para cima do rosto. — Coloque suas calças!
— Desculpe — Ele falou, se escondendo atrás da porta. — Pelo menos você já viu tudo.
— Não em uma boa iluminação! — Cristina ainda podia ver Mark através da lacuna na porta; Ele estava
vestindo um calção boxer e colocando uma camisa. Sua cabeça apareceu através do colarinho, seu cabelo loiro
adoravelmente desarrumado.
Não, não adorável, ela disse a si mesma. Terrível. Irritante.
Nu.
Não, ela não ia pensar sobre isso também. Estou acordada? ela perguntou. Ela ainda se sentia vacilante com o
sonho que tivera. Sonhos não significam alguma coisa, ela lembrou a si mesma. Provavelmente tem algo a ver
com ansiedade, e não com Mark e Kieran.
Mark reapareceu na porta. — Eu sinto muito. Eu… Nós frequentemente dormíamos nus na Caçada, e eu
esqueci…
Cristina puxou a blusa de volta para baixo. — Não vamos discutir isso.
— Você quer falar sobre a noite passada? — Ele parecia ansioso. — Eu posso explicar.
— Não. Eu não quero — disse ela com firmeza. — Eu preciso da sua ajuda, e eu - bem, eu não poderia
perguntar alguém mais. Ty e os outros são jovens demais, e Aline e Helen sentiriam que tem que dizer a Jia.
Mark pareceu desapontado, mas se recuperou. — Isso é algo que a Clave não pode saber?
— Eu não sei. Eu só - neste momento, me pergunto se podemos dizer alguma coisa a eles.
— Você pode ao menos me dizer do que se trata? Demônios?
— Para variar, sim — disse Cristina, e explicou sobre as Linhas Ley, a doença dos feiticeiros, e sua conversa
com Catarina. — Tudo o que faremos é ver se há algo incomum para relatar. Nós provavelmente nem iremos sair
do carro.
Mark se animou. — Você estará dirigindo? Seremos apenas nós dois?
— Eu estarei — disse ela. — Esteja pronto às sete da noite. — Ela começou a se afastar, então parou e olhou
por cima do ombro. Ela não pôde evitar. — Só me faça um favor esta noite. Use calças.

Quando Kit entrou na cozinha, Ty não estava lá.
Ele quase se virou e saiu, mas os outros já o tinham visto. Aline, de calça preta e blusa, estava no fogão, o
cabelo amarrado no topo da cabeça, uma carranca de concentração em seu rosto. Dru, Mark, Cristina e Tavvy
estava na mesa; Dru inquieta com Tavvy, mas Cristina e Mark cumprimentaram Kit com um aceno.
Ele sentou-se e foi imediatamente dominado pelo constrangimento. Ele tinha nunca passava muito tempo com
qualquer um dos Blackthorns além de Ty e Livvy. Sem nenhum deles, ele sentiu como se tivesse entrado em uma
festa cheia de pessoas que ele mal conhecia, com as quais se esperava que ele fizesse conversa fiada.
— Você dormiu bem? — Perguntou Cristina. Era difícil se sentir estranho em torno de Cristina - ela parecia
irradiar gentileza. Kit conseguiu, no entanto. Johnny Rook tinha defraudado muitas pessoas extremamente
gentis em sua vida e Kit duvidava que ele não tivesse a capacidade de fazer o mesmo.
Ele murmurou algo em resposta e se serviu um suco de laranja. Ele dormiu bem? Na verdade não. Ele passou
metade da noite acordado se preocupando sobre ir ao Mercado das Sombras com Ty, e a outra metade sendo
estranhamente animado em ir ao Mercado das Sombras com Ty.
— Onde está Helen? — Dru disse em voz baixa, olhando para Aline. Kit estava se perguntando o mesmo. Ela
parecia muito estressada no dia anterior. Ele não iria culpá-la se ela percebesse o que ela havia feito e tivesse
saído correndo e gritando para o deserto.
— O Conclave está se reunindo hoje — Disse Mark. — Helen está participando.
— Mas não é Aline quem deveria estar dirigindo o Instituto? — Dru parecia intrigada.
— Helen pensou que o Conclave deveria se acostumar com ela —Disse Mark. — Lembrar que ela é uma
Caçadora de Sombras como qualquer outra Caçadora de Sombras. E que ela é um Blackthorn, especialmente
porque eles podem acabar falando sobre coisas como se Diana precisa ser substituída como nossa tutora…
— Eu não quero outro professor! — Tavvy exclamou. — Eu quero Diana!
— Mas com certeza ela só vai ficar mais alguns dias fora — Disse Cristina. ansiosamente. — No máximo?
Mark encolheu os ombros. — Todos nós estamos por aqui sem um tutor ou um o horário, isso é o tipo de coisa
que deixa a Conclave nervosa.
— Mas Tavvy está certo — Disse Dru. — Nós já estamos estudando com a Diana. Nós não precisa começar com
outra pessoa. Não é verdade, Kit?
Kit ficou tão surpreso ao falarem com ele que seu copo de suco quase caiu de sua mão. Antes que ele pudesse
responder, Aline os interrompeu indo até a mesa segurando uma frigideira. Cheiros fantásticos exalavam dela. A
boca de Kit começou a salivar.
— O que é isso? — Tavvy perguntou, seus olhos grandes.
— Isso,— Disse Aline — É uma fritada. E todos vocês vão comer isso. -—Ela bateu a comida sobre um tripé de
metal no centro da mesa.
— Não gosto de fritada — Disse Tavvy.
— Que pena — Disse Aline, cruzando os braços e olhando para cada um deles antes de virar. — Você fez Helen
chorar ontem, então você vai comer essa frittata — o que, a propósito, é delicioso — E você vai gostar disso. Isto
é o que tem para o café da manhã, e como não sou Helen, eu não me importo se você morrer de fome ou comer
Cheetos em cada refeição. Helen e eu temos muito trabalho a fazer, o Clave não está nos dando um centímetro,
tudo o que ela quer é estar com vocês, e você está não irá fazê-la chorar novamente. Entendido?
Dru e Tavvy assentiram com os olhos arregalados.
— Sinto muito, Aline — disse Cristina em voz baixa.
— Eu não quis dizer você, Cristina.—Aline revirou os olhos. — E onde está Ty? Eu não quero repetir esta
palestra novamente. — Ela olhou para Kit. — Você é o que fica grudado ao lado dele. Onde ele está?
— Provavelmente dormindo — Disse Kit. Ele supôs que Ty tinha ficado acordado até tarde, pesquisando magia
negra. Não que ele dissesse isso em voz alta.
— Bem. Diga a ele o que eu disse quando ele acordar. E coloque a frigideira na maldita pia quando vocês
terminarem o café da manhã. — Aline pegou sua jaqueta na parte de trás de uma cadeira, deslizou os braços
para as mangas, e saiu da sala.
Kit se preparou para Tavvy ou Dru começarem a chorar. Nenhum deles o fez. — Isso foi muito legal — disse
Dru, servido-se um pouco de fritada, que acabou por ser uma mistura de ovos, salsicha, queijo e cebola
caramelizada. — Eu gosto do jeito que ela defendeu a Helen.
— Você gritou com Helen no outro dia — assinalou Mark.
— Ela é minha irmã — disse Dru, amontoando fritada no prato de Tavvy. Mark fez um barulho exasperado.
Cristina deu uma mordida na fritada e fechou seus olhos de prazer.
— Eu aposto que você costumava gritar com seu pai — Dru disse para Kit. — Quero dizer, toda família brigas
às vezes.
— Nós não éramos uma família realmente gritante. Na maioria das vezes meu pai ou me ignorava, ou gastava
seu tempo tentando me ensinar a arrombar fechaduras.
O rosto de Dru se iluminou. Ela ainda parecia pálida e cansada, e muito jovem em sua camisa grande, mas
quando ela sorriu, lembrou Kit de Livvy. — Você pode arrombar fechaduras?
— Eu posso te mostrar como, se você quiser.
Ela largou o garfo e bateu palmas. — Sim! Mark, eu posso ir aprende como arrombar fechaduras agora?
— Temos runas de abertura, Dru — Disse Mark.
— E? E se eu fosse sequestrada por um demônio de tentáculos, derrubasse minha estela e fosse algemado a
uma cadeira? O que eu faria?
— Isso não vai acontecer — disse Mark.
— Isso pode acontecer — disse Tavvy.
— Realmente não pode. Demônios com tentáculos não podem operar algemas. — Mark olhou exasperado.
— Por favor? — Dru implorou a ele com os olhos.
— Eu… Suponho que não faria mal — Disse Mark, claramente fora de seu habitat. Ele olhou de lado para
Cristina, como se procurasse sua aprovação, mas ela parecia ter se afastado rapidamente. — Só não cometa
nenhum crime real com o seu recém-descoberto conhecimento, Dru. A última coisa que precisamos é outra coisa
para a Clave ficar irritada

— Aquela água é assustadoramente mágica — disse Kieran. Ele estava inclinado fortemente contra o lado de
Diego enquanto eles faziam o caminho o mais rápido possível pelos corredores da Scholomance. Divya e Rayan
ficaram para trás nas portas do Lugar Oco, para evitar que a Tropa corresse atrás de Kieran e Diego. — Eu ouvios
rir disso, enquanto me arrastavam pelos corredores, vendado. — Havia uma amargura altiva em sua voz,
ainda os tons de um príncipe. Por baixo, havia uma camada de raiva e vergonha. — Eu não acreditei que eles
soubessem do que estavam falando, mas eles sabiam.
— Sinto muito, — disse Diego. Ele colocou a mão no ombro do príncipe das fadas, tentativamente. Parecia que
ele podia sentir o coração de Kieran batendo até através dos ossos e músculos. — Eu estava destinado a
proteger você. Eu falhei.
— Você não falhou, — Disse Kieran. — Se não fosse por você, eu teria morrido. — Ele soava desconfortável.
Fadas não gostavam de desculpas ou dívidas. — Nós não podemos voltar para o seu quarto, — Kieran falou
quando eles viraram outra esquina. — Eles vão nos procurar lá.
— Temos que nos esconder, disse Diego. — Em algum lugar em que poderemos te enfaixar. Há dúzias de
quartos vazios— Kieran se afastou. Ele estava andando como um bêbado, instável. — Bandagens são para
aqueles que merecem se curar, —disse ele.
Diego olhou para ele preocupado. — A dor está ruim?
— Não é minha dor, — Disse Kieran. Um grito ecoou pelos corredores. Um grito feminino torturado,
abruptamente cortado fora.
— A garota que caiu nas águas, —disse Kieran. — Eu tentei alcançá-la mais cedo— Samantha. Diego podia não
ter gostado dela, mas ninguém merecia dor que fazia você gritar assim.
— Talvez devêssemos sair da Scholomance, — Disse Diego. A principal entrada era pelo lado da montanha,
mas sempre era vigiada. Havia outras saídas, até mesmo um corredor de vidro que serpenteava através das
águas do lago para o outro lado.
Kieran levantou o queixo. — Alguém está vindo.
Diego pegou Kieran com uma mão e sua adaga com a outra, então congelou quando reconheceu a figura na
frente dele. Cabelo preto, mandíbula tensa e sobrancelhas franzidas, olhos fixos em Kieran.
Martin Gladstone.
— Você não vai deixar o Scholomance, — Disse Gladstone. — Não brevemente.
— Você não entende, — Disse Diego. — Os outros… o grupo de Zara… eles tentaram matar Kieran… Gladstone
passou os olhos de desprezo por Diego e seu companheiro. — Então você realmente teve a ousadia de trazê-lo
aqui —disse ele, claramente referindo-se a Kieran. — A fada é um membro de um exército inimigo. De alto
escalão.
— Ele iria testemunhar contra o Rei Unseelie! — Disse Diego. — Ele ia arriscar a si mesmo… arriscar a ira do
rei… para ajudar Caçadores de Sombras!
— Ele nunca teve essa chance, não é? — Zombou Gladstone. — Então nós não sabemos o que ele teria feito.
— Eu teria testemunhado, — Disse Kieran, encostado na parede. — Eu não sinto amor por meu pai.
— Fadas não podem mentir, — Disse Diego. — Você não pode ouvir?
— Eles podem enganar e manipular. Como ele conseguiu que você ajudasse ele, Diego Rocio Rosales?
— Ele não ‘conseguiu’ me fazer nada, — Disse Diego. — Eu sei em quem confio. E se você matar Kieran, ou
deixar esses bastardos machucá-lo, você estará quebrando os Acordos.
— Interessante escalação — Disse Gladstone. — Eu não tenho intenção de matar ou prejudicar o filho do Rei.
Em vez disso, vocês ficarão na biblioteca até que o Inquisidor possa chegar e lidar com você ambos.

Emma e Julian estavam andando por algumas horas quando Emma percebeu que eles estavam sendo
seguidos.
Na verdade, tinha sido um passeio bastante agradável ao longo de um caminho de árvores. Julian era
suficientemente fácil para conversar quando Emma não pensava sobre o feitiço, ou como ele se sentia sobre ela,
ou sobre como ele se sentia, ponto final. Eles evitaram os tópicos de Livvy e a maldição parabatai, e falaram
sobre a Clave e quais seriam seus próximos planos e como Zara poderia descobrir eles. Julian andou na frente,
segurando o mapa, consultando quando luz suficiente raiava através das árvores para tornar o mapa legível.
— Poderíamos chegar a Corte Unseelie até amanhã de manhã, — disse ele, parando no meio de uma clareira.
Flores azuis e verdes acenaram em remendos no chão da floresta, e a luz do sol transformou as folhas em véus
verdes. — Dependendo de quanto estamos dispostos a viajar à noite— Emma parou em sua trilha. — Estamos
sendo seguidos, — disse ela.
Julian parou também e virou-se para ela, dobrando o mapa no bolso. — Você tem certeza?
Sua voz estava quieta. Emma se esforçou para ouvir o que ela tinha ouvido antes: o som baixo de galhos
quebrando atrás deles, o baque de uma pisada. — Tenho certeza.
Não havia dúvida nos olhos de Julian; Emma sentiu uma leve gratificação que mesmo em seu atual estado
encantado, ele confiava em suas habilidades implicitamente.
— Não podemos correr, — disse ele, ele estava certo; a trilha era muito rochosa e a vegetação rasteira era
grossa demais para eles terem certeza de que eles fugiriam de um perseguidor.
— Vamos. — Emma agarrou a mão de Julian; um momento depois eles estavam escalando o tronco do mais
alto dos carvalhos que cercam a clareira. Emma encontrou a bifurcação de um galho e se acomodou nele; um
segundo depois, Julian subiu em um galho em frente ao dela. Eles se agarraram ao tronco da árvore e olharam
para baixo.
Os passos estavam se aproximando. Cascos, Emma percebeu, e depois um kelpie - verde escuro, com uma
crina de algas cintilantes - entrou no clareira, um cavaleiro em suas costas.
Emma respirou fundo. O cavaleiro era um homem, usando o equipamento de Caçador de Sombras.
Ela se inclinou, ansiosa para ver mais. Não um homem, ela percebeu, um menino— fino e estreito, com um
choque de cabelo preto.
— Dane Larkspear em um kelpie, - Julian murmurou. — O que é isso?
— Se eu vir a Zara subindo no monstro do Lago Ness, vamos para casa — Emma assobiou de volta.
O kelpie tinha parado no meio da clareira. Estava rolando seus olhos — pretos profundos sem partes brancas.
Mais de perto, parecia menos um cavalo, mesmo apesar de ter uma crina, cauda e quatro pernas, e mais como
uma assustadora criatura, algo que nunca foi feito para sair da água.
— Apresse-se. — Dane refreou o kelpie e uma memória piscou em a parte de trás da mente de Emma - algo
sobre como refrear um kelpie para força-lo a te obedecer. Ela se perguntou como Dane tinha conseguido. —
Precisamos encontrar a trilha do Blackthorn e da Carstairs antes do anoitecer ou nós os perderemos.
O kelpie falou. Emma sacudiu. Sua voz soava como a quebra de ondas contra rochas. — Eu não conheço essas
criaturas, Mestre. Eu não sei como eles parecem.
— Não importa! Pegue a trilha deles! — Dane bateu no outro lado do ombro do kelpie e sentou-se, carrancudo.
— Ok, vou descrevê-los para você. Julian é o tipo de cara que teria uma garota como um parabatai. Pegou?
— Não — disse o kelpie.
— Passa o tempo todo caçando crianças pequenas. Tem quase um milhão de crianças e ele age como se fosse
pai deles. É assustador. Agora, Emma, ela é o tipo de garota que ficaria gostosa se calasse a boca. Pegou?
— Eu vou matá-lo — Emma murmurou.— Eu vou matá-lo enquanto falo o tempo todo.
— Eu não entendo as atitudes humanas em relação à beleza — disse o kelpie. — Eu gosto de um brilho fino de
algas em uma mulher.
— Cale a boca. — Dane refreou e o kelpie expôs os dentes como agulhas em um assobio. — Precisamos
encontrá-los antes que o sol se ponha. — O sorriso dele era feio. — Quando eu voltar com o Volume Negro,
Horace vai me dar qualquer coisa que quiser. Talvez a última irmã de Julian Blackthorn para brincar. Dru o-queé-
isso. Melhores tetas da família.
Emma estava fora da árvore tão rápido que o mundo era um borrão de folhas verdes e raiva vermelha. Ela
pousou em Dane Larkspear e o derrubou para fora de sua sela, forçando um suspiro de dor dele quando eles
caíram no chão juntos. Ela socou-o com força no estômago e ele dobrou enquanto ela pulava em pé. Ela agarrou
sua espada; por um momento ela estava preocupada de Julian não ter a seguido, mas ele já estava no chão,
arrancando fora o freio do kelpie.
— Meu senhor! — O kelpie curvou suas pernas dianteiras para Julian. Dane estava tossindo e engasgos,
rolando no chão de dor. — Obrigado por me libertar.
— Não mencione isso. — Julian jogou o freio de lado, e o kelpie correu para dentro dentro da floresta.
Emma ainda estava em pé sobre Dane com a espada apontada para sua garganta, onde algo ouro brilhou.
Deitado no chão, ele olhou para ela.
— O que você está fazendo aqui, Larkspear? — Ela exigiu. — Fomos enviados para obter o Volume Negro, não
você.
— Afaste-se de mim. — Dane virou a cabeça e cuspiu sangue. Ele limpou sua boca, deixando uma mancha
vermelha na mão. — Se você me machucar, os Dearborns irão arrancar suas Marcas. — E daí? — Disse Emma. —
Nós nem temos o Volume Negro. Então você acabou desperdiçando seu tempo nos seguindo, Dane. E, a
propósito, você é péssimo. Você soou como um elefante. Um elefante sexista. Você é um terrível Caçador de
Sombras.
— Eu sei que vocês não o tem — Disse Dane em desgosto. — Mas vocês terão, vocês vão encontra-lo. E quando
vocês fizerem— Dane se interrompeu.
— O quê? — A voz de Emma escorria de desprezo. — Estou falando muito?
Emma de repente percebeu que Dane não estava olhando para ela, mas atrás dela; Julian tinha chegado e
estava de pé com sua espada longa em sua mão, olhando para Dane com uma frieza assustadora. — Você sabe —
Ele disse baixinho — que se você alguma vez tocasse em Dru, eu te mataria?
Dane se levantou nos cotovelos. — Você acha que é tão especial — Ele sibilou em uma voz fina e chorosa. —
Você acha que é tão bom - acha que sua irmã é boa demais para mim…
— Ela é jovem demais para você — disse Emma. — Ela tem treze anos, esquisito.
— Você acha que o Inquisidor mandou você em alguma missão especial porque você tão boa, mas ele te
mandou porque você é descartável! Porque você não importa! Ele quer que você morra!
Dane congelou, como se ele percebesse que tinha falado demais.
Emma se virou para Julian. — Ele quer dizer…
— Ele quer dizer que o Inquisidor mandou-o para nos matar — Disse Julian. — Ele está vestindo um dos
medalhões que Horace nos deu. Os que impedem que o tempo corra.
Dane colocou uma mão protetoramente em sua garganta, mas não antes de Emma ver. Julian estava certo. Ela
olhou para Dane. — Então Horace enviou você para pegar o Volume Negro e nos matar e voltar sozinho com ele?
— E então ele diz a todos que fomos assassinados pelo pessoal do Reino das Fadas, disse Julian. — Bônus
extra para ele.
Um lampejo de medo cruzou o rosto de Dane. — Como você adivinhou isso?
— Eu sou mais inteligente que você. — Julian disse. — Mas eu é grande coisa, até a porta é mais inteligente.
— Há uma diferença entre enviar alguém em uma missão perigosa e mandar alguém atrás deles para
apunhalá-los pelas costas — disse Emma. — Quando a Clave descobrir…
— Eles não vão descobrir!, —Gritou Dane. — Vocês nunca vão voltar daqui! Você acha que é só eu? — Ele
cambaleou a seus pés; Emma deu um passo para trás, não tinha certeza do que fazer. Eles poderiam derrubar
Dane, mas e depois? Amarrá-lo? Devolvê-lo para Idris de alguma forma? — A Tropa tem um longo alcance e nós
não precisamos de traidores como você. Quanto menos de vocês houver no mundo, melhor, nós tivemos um bom
começo com o Livvy, mas…
A espada de Julian brilhou como um relâmpago quando ele enfiou a lâmina no coração de Dane.
Emma sabia que era o coração de Dane, porque o corpo de Dane estava espasmódico e arqueado, como um
peixe apanhado com um anzol. Ele tossiu sangue como um spray vermelho, seus olhos fixos em Julian com um
olhar de incredulidade.
Julian tirou sua espada. Dane caiu no chão, a boca entreaberta, sua expressão vítrea e plana.
Emma se virou para Julian. — O que você acabou de fazer?
Julian se inclinou para limpar a lâmina de sua espada em um pedaço de grama e flores. — Matar a pessoa que
estava planejando nos matar.
— Você o assassinou — Disse Emma.
— Emma, seja prática. Ele foi enviado aqui para nos matar. Ele teria feito isso conosco, se eu não tivesse feito
isso com ele. E ele disse que pode haver outros, também, outros membros da Tropa. Se o deixássemos vivo,
poderíamos estar enfrentando muito mais adversários em breve.
Emma sentiu como se não pudesse recuperar o fôlego. Julian tinha embainhado sua espada; as flores a seus
pés estavam manchadas de sangue. Ela não podia olhar o corpo de Dane. — Você não apenas mata outros
Caçadores de Sombras. As pessoas não fazem isso. Pessoas com sentimentos não fazem isso.
— Talvez — Disse Julian. — Mas ele era um problema, e agora ele não é.
Houve um farfalhar no mato. Um momento depois o kelpie reapareceu, cintilando verde na luz do sol. Ele
chegou até Dane. Emma se perguntou por um segundo se estava lamentando seu mestre anterior.
Houve um som trincado quando afundou seus dentes de agulha em Dane, manchando o lado manchado de
sangue. O cheiro acobreado de sangue explodiu no ar, o kelpie engoliu em seco e olhou para Julian, seus dentes
verdes brilhando em vermelho, como um visão perturbadora do Natal.
— Oh Deus. - Emma recuou, revoltada. — Desculpe — Disse o kelpie. — Você queria dividir? Ele está muito
gostoso.
— Não, obrigada. — Julian não parecia nem incomodado nem divertido com o horroroso espetáculo.
— Você é muito generoso, Julian Blackthorn — Disse o kelpie. — Certifique-se de que o irei recompensar
algum dia.
— Precisamos sair — disse Emma, tentando não engasgar. Ela desviou o olhar, mas não antes de ver as
costelas de Dane brilharem brancas ao sol. — Precisamos sair de aqui agora.
Ela girou cegamente. Ela continuou vendo o sangue nas flores, o caminho que os olhos de Dane tinham feito
ao rolar em sua cabeça. O ar ficou subitamente grosso com o cheiro de cobre de sangue, e Emma estendeu a
mão para se firmar no estreito tronco de uma árvore de vidoeiro.
— Emma? — Julian disse atrás dela, e de repente havia o explosivo trovão de cascos e dois cavalos, um
cinzento e um castanho, apareceram na clareira. Um cavaleiro fada sentava-se montado: uma mulher de cabelos
louros no cinza cavalo, e um homem de pele de trigo no marrom.
— É o Grande Centro do Reino das Fadas? — Disse Emma, encostando a testa contra a árvore. — Todo mundo
vem aqui?
— Emma Carstairs? — Disse a mulher de cabelos louros. Emma a reconheceu através da visão turva: era a tia
de Mark, Nene. Ao lado dela andava um dos cortesãos da Rainha Seelie, Fergus. Ele estava carrancudo.
— Isso é um Caçador de Sombras morto? — Ele exigiu.
— Ele me aprisionou e essas pessoas boas me libertaram — disse o kelpie.
— Vá, kelpie,— Disse Fergus. — Saia deste lugar. As palavras dos cortesãos de Seelie não são para você.
O kelpie deu um suspiro reluzente e arrastou o corpo de Dane para a vegetação rasteira. Emma virou-se
devagar, mantendo-se de costas à árvore. Ela estava fervorosamente feliz pelo desaparecimento do cadáver,
embora o chão ainda estivesse molhado de sangue, as pétalas das flores pesadas dele.
— Emma Carstairs e Julian Blackthorn — disse Nene. — Seu curso foi encadernado em direção à Corte Seelie.
Por quê?
— Não, nós estávamos a caminho da Corte Unseelie — disse Emma. — Estávamos…
— Sabemos quais caminhos nas terras levam a certos destinos — Disse Fergus agudamente. — Não tente seus
truques humanos.
Emma abriu a boca para protestar - e viu Julian balançar a cabeça para ela, uma pequena fração de uma
negação, mas ela soube imediatamente o que significava. Eles estavam viajando pelo caminho errado. Por
qualquer motivo, ele havia mentido para ela; cada vez que ele consultou o mapa, aproximou-os da Corte Seelie.
O sabor da traição era amargo na boca dela, mais amargo que o cobre de sangue.
— Nós temos o Volume Negro — disse Julian para Nene, para Fergus e Emma olhou para ele em total espanto.
Do que ele estava falando? — É por isso que nós retornamos ao Reino das Fadas. A rainha nos pediu para
recuperá-lo para ela, e nós viemos, e nós viemos pelo que ela prometeu.
Ele se endireitou, a cabeça jogada para trás. Seu rosto estava muito pálido, mas seus olhos estavam brilhando,
verde-azulado brilhante e ele estava lindo; mesmo com sangue em seu rosto era lindo, e Emma desejou que não
pudesse ver, mas podia.
— Pedimos formalmente uma audiência com a Rainha Seelie — Disse ele.

2 comentários:

  1. o começo da formatação do capitulo ta bugado, se puder ajustar

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  2. Oi Karina
    Queria relatar que a formatação do capítulo esta estranho, a cada duas linhas e meia as frases estão quebradas, isso dificulta a leitura ;-;

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Boa leitura, E SEM SPOILER!