5 de abril de 2019

Capítulo 35

Elena se movia rápido. Ela não podia parar, não podia pensar no que poderia estar acontecendo com Andrés, ou que poderia ser tarde demais. Tinha que ficar calma, manter o foco. Ela pegou o celular e ligou para os outros, informando-os sobre a situação e dizendo-lhes para se prepararem para uma briga e encontrá-la em uma clareira no bosque bem no limite do campus.
— Estamos levando a batalha para Klaus — ela disse a Damon, empurrando o telefone rapidamente de volta em sua bolsa. — Desta vez, vamos vencer.
Eles pararam no quarto de Elena para deixar sua mochila e, quando chegaram à clareira, os outros já haviam se reunido. Bonnie e Alaric estava olhando um livro de feitiços juntos, enquanto Stefan, Meredith, Zander e Shay discutiam táticas do outro lado da clareira. Os olhos de Zander, Elena percebeu, foram na direção de Bonnie, mas ela estava focada no livro. Todos estavam ocupados afiando estacas ou organizando armas.
O silêncio caiu sobre a clareira quando Elena entrou com Damon. A mão de Meredith apertou seu bastão, e Matt puxou Chloe um pouco mais perto dele, protetor.
Elena estava olhando para Stefan, que se adiantou, com a boca sombria.
— Damon me salvou de Klaus — anunciou ela, alto o suficiente para que todos pudessem ouvir. — Ele está lutando por nós agora.
Stefan e Damon se encararam de lados opostos da clareira. Após um momento, Stefan assentiu desajeitadamente.
— Obrigado — disse ele.
Damon deu de ombros.
— Eu tentei ficar longe — disse ele — mas acho que você não pode ficar sem mim. — A boca de Stefan se repuxou em um meio sorriso relutante, e então os irmãos se afastaram um do outro, Damon vagando em direção a Bonnie e Alaric enquanto Stefan veio para Elena.
— Você tem certeza que está bem? — ele perguntou a ela, passando as mãos levemente sobre seus ombros, como se quisesse se assegurar de que ela não estava obviamente ferida.
— Estou bem — Elena respondeu, e beijou-o. Stefan a puxou para mais perto e ela se inclinou em seus braços, sentindo conforto na força de seus braços ao redor dela. — Andrés reteve Klaus, Stefan. Ele foi tão corajoso, e disse a Damon para me levar embora. Eles me salvaram. — Ela engoliu um soluço. — Não podemos deixar Klaus matá-lo.
— Nós não vamos — prometeu Stefan, sua boca contra o cabelo dela. — Vamos chegar a tempo.
Elena limpou as lágrimas.
— Você não pode saber disso.
— Faremos o nosso melhor — disse Stefan a ela. — E vai ter que ser bom o suficiente.
O sol estava baixo no céu e a luz do sol da tarde se espalhava pela grama entre as árvores. Elena passou os próximos minutos afiando estacas. Eles não tinham madeira da árvore abençoada, mas estacas comuns pelo menos prejudicariam Klaus. E qualquer madeira mataria seus descendentes vampiros.
— Tudo bem — disse Stefan finalmente, chamando todos. — Acho que estamos tão prontos quanto poderíamos estar.
Elena olhou para o grupo reunido: Meredith e Alaric, de mãos dadas, parecendo fortes e prontos para qualquer coisa. Bonnie, as faces coradas e seus cachos indo para todas as direções, mas empinando o queixo desafiadoramente. Matt e Chloe, pálidos, mas determinado. Zander, ainda na forma humana, por enquanto, atirando olhares confusos e melancólicos para Bonnie, ladeado por Shay e os outros lobisomens, um espaço vazio entre eles.
Damon ficou sozinho no outro lado do círculo, observando Elena. Quando Stefan pigarreou, preparando-se para falar, Damon moveu os olhos para observar seu irmão. Ele parecia, pensou Elena, resignado. Não feliz, mas não mais com raiva.
Stefan sorriu suavemente para Elena ao lado dele e olhou para o resto do grupo.
— Vamos encontrar Andrés — disse ele. — Hoje nós vamos resgatá-lo, e nós vamos matar Klaus e seus vampiros. Somos uma equipe, agora, todos nós. Ninguém, nenhum de nós aqui, e mais ninguém no campus ou na cidade, estará seguro enquanto Klaus e sua seguidores estiverem vivos. Nós já vimos do que eles são capazes. Eles mataram James, que era gentil e experiente. Eles mataram Chad, que era inteligente e leal. — Os lobisomens se retesaram de raiva, e Stefan continuou. — Eles atacaram pessoas inocentes em todo o campus e em toda a cidade nas últimas semanas, e antes disso, os vampiros do exército de Klaus massacraram inocentes em todo o mundo. Temos que fazer o que pudermos. Somos os únicos que podem afastar as trevas, porque somos os únicos aqui que conhecem a verdade. — Seus olhos se encontraram com os de Damon e eles se olharam por um longo momento até que Damon finalmente desviou o olhar, mexendo no punho de sua jaqueta. — É hora de tomarmos uma posição — disse Stefan.
Houve um murmúrio de concordância, e todos estavam se virando, pegando as armas e reunindo-se, prontos para lutar. Elena pegou Stefan em um abraço apertado e forte, com o coração repleto de amor. Ele tentou muito cuidar de todos.
— Você está pronta, Elena? — Stefan perguntou ela, e ela o soltou e assentiu, passando a mão rapidamente pelos olhos.
Respirando fundo, ela alcançou profundamente dentro de si mesma, pensando em proteção, pensando no mal, tentando acionar seu Poder da maneira que Andrés lhe ensinara.
Quando abriu os olhos, sentiu um puxão forte, quase inegável, empurrando-a para Damon. Incapaz de se conter, ela se adiantou antes de sentir a mão de Stefan em seu braço, contendo-a.
— Não — sussurrou ele. — Você deve encontrar Klaus.
Elena assentiu, evitando os olhos assustados de Damon. A atração para Damon era intensa: ela tentou ignorá-la, mas sabia que era sua tarefa de Guardiã chamando por ela. Fechando os olhos novamente, ela respirou e se concentrou em Klaus. As imagens voaram em rápida sucessão em sua mente: seu beijo frio e brutal, sua risada quando chutou a lateral do elevador, o jeito como jogara o pobre corpo destroçado de Chad pela clareira.
Desta vez, quando abriu os olhos, o puxão escuro dentro dela estava saindo da clareira, longe de Damon, e ela quase pode sentir o nevoeiro denso,  preto e nocivo da aura de Klaus.
Elena se dirigiu para onde seu Poder a levava, e seus amigos seguiam, caminhando juntos. Enquanto eles iam, Zander, Shay e os outros lobisomens que podiam mudar sem a lua se transformaram, caminhando ao lado dos humanos com as orelhas em pé para qualquer som de ataque, as bocas abertas para pegar os aromas que o vento carregava.
Eles contornaram a beira do campus, agarrando-se às árvores e tentando ficar fora de vista. Elena esperava que seu Poder os conduzisse para o bosque, para onde haviam lutado com Klaus antes, mas em vez disso, a puxou de volta para o campus.
Nos fundos do campus ficavam os antigos estábulos. Ao se aproximarem, o miasma das trevas parecia estar puxando-a para o prédio, e uma escuridão semelhante se acumulava no alto. Nuvens negras pairavam sobre os estábulos, baixas e ameaçadoras. Zander inclinou as orelhas para frente, sua cauda endurecendo, e um dos lobisomens na forma humana — Marcus, Elena pensou — inclinou a cabeça como se estivesse ouvindo.
— Zander diz que não é uma tempestade natural — disse Marcus, apreensivo.
— Não — disse Elena. — Klaus pode lidar com raios. — Os lobisomens a olharam alarmados por um momento, as cabeças desgrenhadas subindo, as orelhas erguidas, depois voltaram a atenção para a porta dos estábulos, parecendo ainda mais belicosos do que antes.
— Ele sabe que estamos chegando — disse Stefan, tenso. — É isso que as nuvens de tempestade estão mostrando. Ele está pronto para nós. Bonnie, Alaric, para os lados. Fiquem longe da luta, mas continuem lançando tantos feitiços quanto puderem. Damon, Meredith, Chloe, eu quero vocês comigo na primeira fila. Zander, o que você achar melhor para o bando. Matt e Elena, peguem as armas, mas fiquem para trás.
Elena assentiu. Parte dela queria se rebelar contra ser mantida na retaguarda enquanto seus amigos estavam na batalha, mas fazia sentido. Ela e Matt eram fortes, mas não tão fortes quanto vampiros ou lobisomens, e não tão capazes de proteger a si mesmos e aos outros quanto os usuários de magia. Se ela matasse Damon, assumiria alguns combates mágicos. Os Poderes apareceriam eventualmente, mas ela não sabia o quão útil a leitura de auras e rastreamento seriam agora que tinham encontrado Klaus.
Quando chegaram à porta, houve um momento de hesitação.
— Pelo amor de Deus — disse Damon com desdém. — Eles já sabem que estamos aqui fora. — Batendo uma elegante bota italiana no centro das portas do estábulo, ele as chutou bem abertas.
Foi só por causa da velocidade de seus reflexos vampíricos que Damon sobreviveu. Assim que as portas se abriram, uma viga pesada e pontiaguda que tinha sido cuidadosamente montada em cima deles caiu. Damon conseguiu desviar automaticamente para o lado apenas o suficiente para que o golpe o pegasse no ombro, empurrando-o para trás e para fora da porta, em vez de atravessar o peito. Segurando o ombro, ele se dobrou e caiu na terra.
Automaticamente, Elena correu para frente, apenas parcialmente ciente de Matt mantendo o ritmo ao lado dela. Os outros, os lutadores, estavam entrando pelas portas: Meredith com o bastão balançando, o rosto de Stefan retorcido de fúria, lobisomens saltando para a briga.
Com a ajuda de Matt, Elena puxou Damon para fora do caminho e sentiu seu peito, checando sua lesão. O feixe tinha perfurado seu ombro, deixando uma ferida aberta que cabia os punhos de Elena dentro. O chão abaixo dele já estava preto e pantanoso de sangue.
— Parece muito ruim — disse Matt.
— Não vai me matar — Damon engasgou, apertando a ferida com uma mão, como se pudesse puxar suas bordas para trás. — Voltem para a luta, seus idiotas.
— Poderia matá-lo se alguém passar com uma estaca — Elena retrucou. — Você não pode se defender assim. — A atração de seu Poder em direção a Damon estava fazendo-a coçar novamente. Ele está indefeso, algo dentro dela disse. Acabe com ele.
Ela sentiu uma presença atrás dela e se virou rapidamente quando Stefan, de volta da luta, se ajoelhou na lama sangrenta ao lado do irmão, correndo os olhos sobre ele clinicamente. Eles trocaram um longo olhar, e Elena sabia que estavam se comunicando em silêncio.
— Aqui — disse Stefan. Ele mordeu o próprio pulso e segurou-o na boca do irmão. Damon olhou para ele e, então bebeu profundamente, sua garganta trabalhando.
— Obrigado — disse ele, por fim. — Guarde alguns vampiros pra mim. Estarei lá em um segundo. — Ele se deitou, respirando profundamente. Elena podia ver que a ferida já estava se fechando, nova carne e músculos sob a pele rasgada.
Stefan se virou e correu de volta para o estábulo, Matt atrás dele. Elena se inclinou sobre Damon na lama e esperou até ele se colocar cansadamente sobre os cotovelos, depois em pé.
— Ugh — disse ele. — Eu não estou no meu melhor agora, princesa. Mas eles arruinaram minha jaqueta, e isso me dá uma razão para lutar. — Ele atirou-lhe um eco pálido de seu habitual sorriso brilhante.
— Bem, já que você veio até aqui — Elena respondeu, mantendo a voz leve com dificuldade. Ela resistiu ao impulso de apoiá-lo em direção aos estábulos e, quando chegaram às portas, ele caminhava com força.
Lá dentro, parecia um inferno. Damon passou por ela, atirando-se na batalha.
Seus amigos estavam lutando duramente, ela podia ver isso de relance. Meredith estava envolvida em uma quase-dança de atacar e defender com um vampiro de pele clara, que só podia ser seu irmão gêmeo. Bonnie e Alaric estavam em cantos opostos do estábulo, com os braços levantados acima das cabeças, cantando em voz alta, entoando algum tipo de feitiço de proteção sobre seus aliados. Andrés também estava ali, ela viu, amarrado e pendurado descuidadamente ao lado de uma parede, mas estava pressionando as mãos amarradas na terra e levantando uma onda verde de Poder protetor também.
Lobisomens teciam em meio à multidão, lutando juntos, humanos e lobos, como um bando. Damon, Stefan e até Chloe lutavam com vampiros, enquanto Matt rapidamente arremessou o oponente de Chloe para trás.
De repente, a mente de Elena clareou. Ela estava se afastando como Stefan tinha ordenado, acostumada a ser frágil, menos lutadora do que os outros. Mas não poderia ser morta pelo sobrenatural agora.
Segurando sua estava com força, Elena se jogou na batalha, empolgada. Seu Poder puxou-a, e ela olhou para ver Damon lutando com um dos vampiros de Klaus, os dentes arreganhados e sangrentos. Seu Poder a instigou a atacá-lo, e ela reprimiu suas emoções. Não Damon, disse a si mesma severamente.
Um vampiro de pele escura girou em torno dela pelo ombro, o rosto alegre, e tentou afundar suas presas em seu pescoço. Com um golpe de sorte e rapidez, Elena empurrou a estaca em seu peito.
Em seu primeiro empurrão, não foi profundo o suficiente para atingir o coração do vampiro. Por um segundo, tanto Elena quanto o vampiro olharam para a estaca no meio do peito, e então Elena reuniu suas forças e bateu na estaca. O vampiro caiu no chão, parecendo pálido e de alguma forma menor. Elena, selvagemente triunfante, procurou seu próximo oponente.
Mas havia tantos vampiros. E, no centro de tudo, o rosto iluminado com alegria, estava Klaus. A poucos metros dele, Stefan finalizou seu oponente e atacou Klaus, com as presas à mostra.
Klaus levantou as mãos acima da cabeça para uma abertura no telhado em ruínas e, com o estrondo de um trovão, um raio surgiu. Klaus riu e apontou para Stefan, mas Bonnie, rápida como um relâmpago, ergueu as mãos e gritou em latim. O raio mudou de direção no ar, atingindo uma das antigas barracas e soprando sua porta para fora. A barraca começou a queimar alegremente. Klaus gritou, um grito alto de raiva, e empurrou as mãos para cima, levantando Stefan dos pés.
Elena gritou e tentou correr para Stefan, mas havia muitos no caminho, muitos lutadores lutando. Por que não podia liberar mais de seus Poderes? Ela podia senti-los lá, sob as portas trancadas em sua mente, e sabia que seria mais forte se pudesse alcançá-los.
Seu Poder coçava para ela, e Elena involuntariamente olhou para longe de onde Stefan havia caído, para ver Damon rasgar a garganta de seu oponente.
Em um instante, Elena entendeu.
— Damon! — ela chamou, e ele estava imediatamente ao seu lado, limpando o sangue da boca na parte de trás da manga.
— Você está bem? — perguntou ele.
— Lute comigo — disse Elena, e ele olhou para ela, perplexo. — Lute comigo! — disse ela novamente. — É assim que eu desbloqueio meu Poder.
Damon franziu a testa. Então, ele assentiu e bateu no braço dela. Não foi um golpe duro, certamente não pelos padrões de Damon, mas doeu e a sacudiu para trás.
Algo dentro de Elena se abriu, e Poder correu por ela. De repente, ela sabia como fazer isso. Estava cheia de Poder agora, pronto para liberar, e tudo estava focado em Damon. Não ele, ela disse ao Poder novamente. Não Damon. Com o que parecia ser um enorme esforço físico, ela desviou a atenção para longe dele, de volta para Klaus e Stefan.
Elena acenou com a mão e uma das vigas do estábulo se soltou, e ela a mandou na direção de Klaus, derrubando-o para trás quando Stefan se levantou.
Houve um grito agudo, quase inaudível sobre o agora mais alto crepitar das chamas, e Elena se virou para ver Bonnie no aperto de um dos vampiros de Klaus, chutando furiosamente enquanto ele lutava. Sua mão estava presa na boca para impedi-la de lançar feitiços.
Com um pulso de fúria, Elena enfiou uma tábua no peito do vampiro e o viu cair sem vida no chão.
Klaus estava de pé novamente agora. Stefan tinha sido atacado por outro dos descendentes de Klaus, e mais perto dela, Damon lutava com um vampiro enorme, de cabelos vermelhos e aparência brutal. Uma Viking, pensou Elena. Klaus estava invocando raios em torno dele, e o ar estava denso de fumaça escura e sufocante.
Não, Elena pensou, e caminhou em direção a Klaus, empurrando o fogo à sua frente. Ela tinha que mantê-lo longe de seus amigos, manter o fogo em torno do próprio Klaus.
As chamas estavam todas à sua volta agora. Olhando para trás, porém, ela podia ver que o ar estava mais claro onde seus amigos lutavam, e parecia que eles poderiam estar ganhando. Enquanto ela observava, Meredith pressionou seu bastão contra o coração do irmão, e ele disse algo para ela. Eles estavam muito longe e as chamas eram muito altas para que Elena ouvisse suas palavras, mas o rosto de Meredith se contorceu no sorriso mais triste quando ela enfiou o bastão no coração dele.
Elena tossiu e tossiu de novo. Era difícil recuperar o fôlego em meio a toda aquela fumaça, e seus olhos estavam ardendo. Ela usou sua mente para empurrar as chamas mais perto Klaus. Era tão cansativo, no entanto, esse novo Poder dela, e ela estava tão tonta. Podia sentir o Poder drenando para fora dela agora que não estava mais focado em Damon, e ela tentou se agarrar a ele. Elena tossiu e arquejou novamente. Klaus estava olhando para ela, estendendo a mão para ela, e suas mãos imundas, salpicadas de cinzas e lama e sangue, roçaram seu braço.
Ela reuniu o restante de sua energia e derramou sua força em seu novo Poder, forçando as chamas maiores entre seus amigos e os vampiros de Klaus, forçando-os a se separar, forçando os amigos para trás, longe da extremidade do estábulo onde enfrentava Klaus. Em volta de Klaus e Elena, o fogo rugiu.
— Elena! Elena! — Ela podia ouvir suas vozes gritando, e avistou o rosto agoniado de Stefan pouco antes das paredes desmoronarem em cima dela e de Klaus, derrubando-os.

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Boa leitura, E SEM SPOILER!