30 de março de 2019

Capítulo 42

Elena, Stefan e Damon foram para o alojamento de Elena juntos, e a tensão pulsava entre eles.
Elena pegou a mão de Stefan automaticamente enquanto eles andavam, e ele se enrijeceu, relaxando aos poucos. Agora sua mão estava natural na dela.
As coisas não tinham voltado a ser como eram entre eles, ainda não. Mas os olhos verdes de Stefan estavam cheios de um afeto tímido quando a olhavam, e Elena sabia que podia consertar tudo. Algo tinha mudado em Stefan quando Damon apareceu em seu resgate, quando Elena o desamarrou e pediu desculpas. Talvez Stefan só precisasse saber que, independentemente do que houvesse entre ela e Damon, ele vinha em primeiro lugar para ela. Ninguém o estava rejeitando.
Elena destrancou a porta e eles entraram. Só tinham se passado algumas horas desde que ela esteve ali, mas tanta coisa aconteceu que parecia um lugar do passado distante, os pôsteres, roupas e ursinho de pelúcia de Bonnie como relíquias de uma civilização perdida.
— Ah, Stefan — disse Elena —, estou tão feliz por você estar bem. — Ela estendeu a mão e envolveu os braços nele, e, como aconteceu quando pegou sua mão, ele se retesou por um momento antes de retribuir o abraço. — Estou feliz porque os dois estão bem — corrigiu-se ela, e olhou para Damon.
Seus olhos negros encontraram os dela friamente, e ela sabia que, sem precisar discutir o assunto, ele entendia que as coisas não iam seguir o caminho que estavam tomando. Ela amava Stefan. Tinha tomado sua decisão.
Quando Stefan contou a eles do plano de Ethan de pegar o sangue dos dois irmãos para ressuscitar Klaus, ela ficou apavorada. Não só pelo perigo que Stefan correra, ou pela ideia medonha de Klaus vivo e sem dúvida vingativo, mas por causa da armadilha que Ethan tinha preparado para Damon. Ele pretendia tirar o melhor de Damon — o amor relutante, com frequência desfigurado mas ainda assim forte, que ele tinha pelo irmão — e usar para destruí-lo.
— Estou eternamente feliz por ver os dois bem — disse ela novamente, estendendo a mão para Damon também.
Damon caiu em seus braços de boa vontade, mas, quando ela o apertou, ele estremeceu.
— O que foi? — perguntou, confusa, e Damon franziu o cenho.
— Ethan me cortou — disse ele, com o franzido na testa transformando-se numa careta de dor. — É só um corte pequeno. — Ele pegou a camisa pela borda rasgada e puxou para cima, expondo um trecho de pele firme e clara. Na pele branca, Elena viu que o corte longo já estava se curando.
— Não é nada — continuou Damon. Ele abriu um sorriso malicioso para Elena. — Um bom drinque de uma doadora complacente e estarei novo em folha, garanto.
Ela meneou a cabeça para ele em reprovação, mas não respondeu.
— Boa noite, Elena — disse Stefan, e roçou as costas da mão gentilmente em seu rosto. — Aliás, bom dia, mas procure dormir um pouco.
— Vocês vão atrás dos vampiros? — perguntou ela, ansiosa. — Cuidado.
Damon riu.
— Vou cuidar para que ele tome cuidado com os vampiros maus — disse ele. — Pobre Elena. A vida normal não está indo muito bem, não é?
Elena suspirou. Era este o problema, não? Damon jamais compreenderia por que ela queria ser uma pessoa comum. Ele a considerava sua princesa das trevas, queria que fosse igual a ele, que fosse melhor que uma pessoa comum. Stefan não a via como uma princesa das trevas; pensava que ela era um ser humano.
Mas será que ela era? Elena pensou brevemente em contar a eles sobre os Guardiões e os segredos de seu nascimento, mas não podia. Não agora. Ainda não. Damon não entenderia por que isso a incomodava. E Stefan estava tão pálido e cansado depois da provação com as cordas com verbena que ela não queria sobrecarregá-lo com seus temores em relação aos Guardiões.
Enquanto Elena pensava isso, Stefan cambaleou, só um pouco, e Damon estendeu a mão automaticamente para segurá-lo.
— Obrigado — agradeceu Stefan. — Por ir me salvar. Vocês dois.
— Eu sempre o salvarei, maninho — disse Damon, mas olhava para Elena, e ela ouviu o eco de quando ele disse o mesmo a ela. — Embora eu pense que ficaria melhor sem você — acrescentou.
Stefan abriu um sorriso fatigado.
— Hora de ir — disse ele.
— Eu te amo, Stefan. — Elena roçou os lábios nele suavemente.
Damon assentiu para ela brevemente, com a expressão neutra.
— Durma bem — disse ele.
A porta se fechou, e Elena ficou sozinha. Sua cama nunca lhe pareceu tão confortável ou convidativa, e ela se deitou com um suspiro, olhando a luz branda que começava a passar pela janela.
A Vitale Society acabara. O plano de Ethan fora interrompido. O campus estava mais seguro e um novo dia nascia. Stefan a perdoara e Damon não foi embora, nem se voltou contra eles.
Por ora, era o melhor que ela podia esperar. Elena fechou os olhos e enfim dormiu. Amanhã seria outro dia.

Um comentário:

  1. Quem dera as coisas ficassem normais agora, mas... Sabemos que não vai kkkk oh grupinho pra se meter em encrenca ta loko

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Boa leitura, E SEM SPOILER!