18 de março de 2019

Capítulo 28

Ninguém atendeu a porta na casa dos Smallwood. A entrada de carros estava vazia e a casa parecia deserta com as persianas fechadas.
— Talvez Caleb não esteja aqui — disse Matt nervoso. — Ele pode ter ido para outro lugar quando saiu do hospital?
— Eu sinto o cheiro dele, estou ouvindo sua respiração — rosnou Stefan. — Ele está aqui, isso é certo. Está escondido.
Matt nunca vira Stefan demonstrar tanta raiva. Seus olhos verdes normalmente calmos, brilhavam de fúria, e as presas pareciam se estender involuntariamente, as pontinhas afiadas aparecendo sempre que ele abria a boca. Stefan pegou Matt olhando para elas e franziu a testa, passando a língua pelos caninos com certo constrangimento.
Matt olhou para Alaric, que ele pensara ser o único outro humano normal que restava no grupo, mas Alaric observava Stefan, claramente fascinado ao invés de alarmado. Não completamente normal, pensou Matt.
— Podemos entrar — disse Meredith calmamente. Ela olhou para Alaric. — Me avise se vier alguém. — Ele assentiu e se posicionou para bloquear a visão de quem passasse pela calçada. Com uma eficiência tranquila, Meredith meteu uma ponta do bastão de combate na fresta da porta da frente e começou a arrombá-la.
A porta era de carvalho pesado e, evidentemente, com duas trancas e uma corrente por dentro para resistir à alavanca de Meredith. Ela xingou, depois, murmurou:
— Vamos, vamos — redobrando os esforços.
As trancas e correntes de repente cederam contra sua força, e a porta se abriu, batendo na parede.
— Grande entrada silenciosa — disse Stefan. Ele se remexia indócil na porta enquanto os outros passavam por ele.
— Você está convidado a entrar — chamou Meredith, mas Stefan meneou a cabeça.
— Não posso — disse ele. — Só funciona se você morasse aqui.
Meredith apertou os lábios, e ela se virou e correu escada acima. Houve em breve grito de surpresa e um baque surdo. Alaric olhou para Matt com nervosismo, e, em seguida, para o andar de cima.
— Devemos ajudá-la? — perguntou ele.
Antes que Matt pudesse responder e ele tinha certeza de que não era Meredith que precisava de ajuda, ela voltou, empurrando Caleb escada abaixo, torcendo um dos braços dele com força nas costas.
— Convide-o a entrar — ela ordenou, enquanto Caleb cambaleava até o pé da escada. Caleb balançou a cabeça, e ela puxou seu braço tão alto que ele gritou de dor.
— Não convido — forçou ele teimosamente. — Você não pode entrar — Meredith o empurrou para Stefan, parando-o no limite da porta da frente.
— Olhe para mim —disse Stefan suavemente e os olhos de Caleb voltaram-se para os dele. As pupilas de Stefan se dilataram, o preto engolindo as íris verdes, e Caleb sacudiu a cabeça freneticamente, mas parecia incapaz de deixar de fitar seus olhos.
— Deixe-me entrar — ordenou Stefan.
— Entre, então — Caleb disse de mau humor. Meredith o soltou e seus olhos se clarearam. Ele se virou e correu escada acima.
Stefan irrompeu pela porta como se tivesse sido disparado por um canhão e subiu as escadas. Seus movimentos suaves e furtivos Matt de um predador, um leão ou um tubarão. Matt estremeceu. Às vezes, ele se esquecia como Stefan era verdadeiramente perigoso.
— É melhor eu ir com ele — disse Meredith. — Não queremos que Stefan faça nada de que vá se arrepender mais tarde. — Ela fez uma pausa. — Não até descobrirmos o que precisamos saber, de qualquer maneira. Alaric, você é um dos que mais entendem de magia, então venha comigo. Matt, fique de olho n aruá e nos avise se os Smallwood estiverem chegando. — Ela e Alaric seguiram Stefan escada acima.
Matt esperou que começasse uma gritaria, mas um silêncio sinistro permanecia lá em cima. Vigiando a entrada de carros pela janela da frente, Matt vagava pela sala de estar. Antigamente, ele e Tyler tinham sido amigos, ou pelo costumavam sair juntos, porque os dois eram estrelas do time de futebol. Eles se conheciam desde o colégio.
Tyler bebia demais, farreava demais, era nojento e machista com as garotas, mas havia algo nele que Matt às vezes gostava. Era o modo como ele se jogava nas coisas, ou se atracando com um quarterback da equipe adversária ou dando a festa mais louca que qualquer um já vira. Ou a vez em que eles estavam na sétima série e ele estava obcecado em ganhar no Street Fighter no PlayStation 2.
Todos dia ele recebia Matt e os outros da turma, todos passando horas sentados no chão do quarto de Tyler, comendo batatas fritas, falando besteira e apertando os botões do controle até que Tyler entendeu como ganhar todas as lutas. Matt suspirou e olhou pela janela da frente de novo.
Houve um barulho abafado no andar de cima, e Matt congelou. Silêncio. Ao se virara para andar pela sala novamente, Matt percebeu uma foto específica, em meio a fila arrumada de porta-retratos em cima do piano. Ele atravessou a sala e o pegou.
Devia ser o banquete do time de futebol no penúltimo ano. Na foto, o braço de Matt estava em volta de Elena, eles namoravam na época, e ela sorria pra ele. Ao lado dele estava Tyler, de mãos dadas com uma garota de cujo nome Matt não conseguia lembrar. Alison, talvez, ou Alicia. Ela era mais velha do que ele, e tinha se formado naquele ano e saído da cidade. Todos estavam produzidos, ele e Tyler de paletó e gravata, as meninas com roupas de festa. Elena usava um vestido branco, curto e enganadoramente simples, e estava tão bonita que Matt ficou sem fôlego.
As coisas na época eram tão fáceis. O quarterback e a garota mais bonita da escola. Eles formavam o casal perfeito.
Então Stefan chegou à cidade, uma voz fria e mecânica sussurrou, e destruiu tudo.
Stefan, que fingia ser amigo de Matt. Stefan, que fingia ser humano. Stefan, que perseguiu a namorada de Matt, a única garota por quem Matt realmente foi apaixonado. Provavelmente, a única por quem ele sentira isso na vida. É verdade, eles terminaram pouco antes de Elena conhecer Stefan, mas Matt poderia ter conseguido Elena de volta, se não fosse por ele.
A boca de Matt se retorceu, e ele atirou a foto no chão. O vidro não se quebrou, e a foto ficou deitada ali, Matt e Elena, Tyler e a garota cujo nome ele não se lembrava sorrindo inocentemente para o teto, sem saber do que estava aconteceria no futuro, o caos que surgiria menos de um ano depois.
Por causa de Stefan.
Stefan. O rosto de Matt estava quente de raiva. Havia um zumbido em sua cabeça. Stefan, o traidor. Stefan, o monstro. Stefan, que roubou a garota de Matt.
Matt pisou deliberadamente na foto e a esmagou sob o calcanhar. A moldura de madeira se quebrou. A sensação do vidro se esmagando sob seus pés foi estranhamente satisfatória.
Sem olhar para trás, Matt andou pela sala de estar em direção às escadas. Era hora de lidar com o monstro que tinha arruinado sua vida.


— Confesse! — rosnava Stefan, fazendo o máximo para influenciar Caleb. Mas ele estava muito fraco e Caleb ainda erguia bloqueios mentais. Sem dúvida, o garoto tinha acesso ao poder.
— Não sei do que está falando — disse Caleb, com as costas pressionadas contra a parede, como se pudesse cavar um túnel e entrar nela. Seus olhos se alternavam nervosamente do rosto furioso de Stefan para o de Meredith, que equilibrava o bastão entre as mãos, pronta para atacar, e voltavam para Stefan. — Se me deixarem em paz, não vou chamar a polícia. Não quero problemas.
Caleb parecia mais pálido e mais baixo do que Stefan se lembrava. Havia hematomas em seu rosto, e um dos braços estava engessado e apoiado por uma tipoia. Apesar de tudo, Stefan sentia uma pontada de culpa ao olhar para ele.
Ele não é humano, lembrou a si mesmo. Mas... Caleb também não parecia muito lupino para um lobisomem. Não deveria haver um pouco mais do animal dentro dele? Stefan não conhecia muitos lobisomens, mas Tyler tinha dentes grandes e mal conseguia reprimir a agressividade.
Ao lado, Alaric piscava para o rapaz ferido. Inclinando a cabeça de lado e examinando-o, ele ecoou os pensamentos de Stefan, perguntando com ceticismo:
— Você tem certeza que ele é um lobisomem?
— Um lobisomem? — indagou Caleb. — Você estão todos louco?
Mas Stefan observava cuidadosamente Caleb, e viu uma faísca mínima nos olhos de Caleb.
— Você está mentindo — disse Stefan friamente, sondando com a mente mais uma vez, enfim encontrando uma brecha na defesa de Caleb. — Você não acha que somos loucos. Só está surpreso por sabermos de você.
Caleb suspirou. Seu rosto ainda estava branco e tenso, mas uma certa falsidade transpareceu enquanto Stefan falava. Seus ombros caíram e ele se afastou da parede um pouco, com a cabeça baixa.
Meredith se retesou, pronta para atacar enquanto ele avançava. Ele parou e levantou mãos.
— Não vou tentar nada. E não sou um lobisomem. Mas sim, eu sei que Tyler é, e acho que vocês também sabem.
— Você tem o gene dos lobisomens — Stefan disse. — Pode muito bem ser um lobisomem também.
Caleb deu de ombros e olhou bem nos olhos de Stefan.
— acho que sim. Mas não aconteceu comigo, aconteceu com Tyler.
— Aconteceu? — Meredith perguntou, elevando a voz de indignação. — Você sabe o que Tyler fez para se tornar lobisomem?
Caleb olhou para ela, desconfiado.
— O que ele fez? Tyler não fez nada. A maldição do família o pegou, só isso. — Seu rosto estava sombrio e angustiado.
Stefan atenuou o tom contra a própria vontade.
— Caleb, você tem que matar alguém para se tornar lobisomem, mesmo que carregue o gene. A menos que tenha sido mordido por um lobisomem, há certos rituais que devem ser realizados. Rituais de sangue. Tyler assassinou uma menina inocente.
Os joelhos de Caleb pareceram ceder, e ele escorregou para o chão com um estrondo surdo. Parecia enjoado.
— Tyler não faria isso — disse ele, mas sua voz estava trêmula. — Tyler foi como um irmão para mim depois que meus pais morreram. Ele não mataria ninguém. Não acredito em você.
— Ele matou — Meredith confirmou. — Tyler assassinou Sue Carson. Nós negociamos para que ela voltasse a viver, mas isso não altera o fato de que ele a matou. — A voz de Meredith tinha o tom inconfundível da verdade, e toda a luta pareceu escapar de Caleb. Ele afundou ainda mais e encostou a testa nos joelhos.
— O que vocês querem de mim? — Ele parecia tão magro e amarfanhado desse jeito, que apesar da urgência de sua missão, Stefan foi distraído.
— Você não era mais alto? — perguntou. — Maior? Mais seguro? Da última vez que te vi, quero dizer.
Caleb murmurou alguma coisa entre os joelhos, abafado e distorcido demais, para que mesmo um vampiro conseguisse entender.
— O quê? — perguntou Stefan.
Caleb olhou para cima, com o rosto manchado de lágrimas.
— Foi um encantamento, está bem? — respondeu amargamente. — Eu me fiz parecer melhor, porque queria que Elena me quisesse.
Stefan pensou no rosto saudável e reluzente de Caleb, em sua altura, no halo de cachos dourados que o coroava. Não é à toa que ele parecesse suspeito, no subconsciente Stefan deve ter percebido que era improvável que um humano comum tivesse a aparência de um arcanjo. Não admira que ele fosse muito mais leve do que eu esperava quando o joguei no cemitério, pensou Stefan.
— Então você usa magia, mesmo não sendo um lobisomem — perguntou Meredith rapidamente.
Caleb deu de ombros.
 — Você já sabiam disso — respondeu ele. — Eu vi o que fizeram na minha oficina no telheiro. O que mais querem de mim?
Meredith avançou um passo como advertência com o bastão pronto, o olhar claro e impiedoso, e Caleb se encolheu para longe dela.
— O que queremos — disse ela, pronunciando cada palavra claramente — é que nos diga como invocou o espectro, e como podemos nos livrar dele. Queremos nossos amigos de volta.
Caleb a fitou.
— Eu juro que não sei do que está falando.
Stefan foi até o outro lado de Caleb, mantendo-o desequilibrado a ponto de os olhos do garoto ficarem alternando nervosamente entre Stefan e Meredith.
Depois, Stefan parou. Via que Caleb parecia genuinamente confuso. Seria possível que ele estivesse dizendo a verdade? Stefan se ajoelhou para ficar no mesmo nível dos olhos de Caleb e tentou um tom mais brando.
— Caleb? — chamou ele, esgotando os últimos resquícios de Poder para influenciar o garoto a falar. — Pode nos dizer que tipo de magia você fez? Algo com as rosas, não é? Para que servia o feitiço?
Caleb engoliu em seco, com o pomo de Adão subindo e descendo.
— Eu precisava descobrir o que tinha acontecido com Tyler. Então vim passar o verão aqui. Ninguém parecia preocupado, mas eu sabia que Tyler não teria sumido a toa. Tyler falava de você, de todos vocês e de Elena Gilbert. Tyler odiava você, Stefan, e no início ele gostava de Elena, depois passou a odiá-la de verdade, também. Quando vim para cá, porém, todos sabiam que Elena Gilbert estava morta. A família ainda estava de luto. E você havia sumido, Stefan, tinha saído da cidade. Tentei juntar as peças sobre o que tinha acontecido, havia umas histórias muito estranhas, então um monte de outras esquisitices aconteceram na cidade. Violência, meninas enlouquecendo, filhos atacando os pais. E de repente, tudo acabou, simplesmente parou, e era como se eu fosse o único que se lembrava do que tinha acontecido. Mas eu também me lembrava de um verão normal. Elena Gilbert estava aqui o tempo todo, e ninguém achava nada demais, porque não se lembravam que ela havia morrido. Só eu parecia ter duas memórias. As pessoas que eu vi sendo agredidas — ele estremeceu com a lembrança, — ou sendo mortas estavam bem de novo. Parecia que eu ia enlouquecer. — Caleb tirou o cabelo loiro escuro do rosto, esfregou o nariz, e respirou fundo. — O que quer que estivesse acontecendo, eu sabia que você e Elena eram o centro de tudo. As diferenças entre as lembranças me diziam isso. E eu deduzi que vocês deviam estar ligados ao desaparecimento de Tyler, também. Ou tinham feito alguma coisa com ele, ou sabiam alguma coisa sobre o que acontecera. Eu deduzi que se eu separasse vocês de seus amigos, algo surgiria. Depois que um se colocasse contra o outro, eu poderia descobrir o que estava acontecendo. Talvez conseguisse que Elena se apaixonasse por mim com um encantamento, ou uma das outras meninas. Eu só precisava saber. — Ele olhou de um lado para o outro. — O feitiço da rosa devia deixar vocês irracionais, voltando-se uns contra os outros.
Alaric franziu o cenho.
— Quer dizer que não invocou nada?
Caleb meneou a cabeça.
— Olhe — disse ele, puxando um grosso volume com capa de couro de debaixo da cama. — O feitiço que eu usei está aqui. Foi só isso que eu fiz, é sério.
Alaric pegou o livro e folheou as páginas até encontrar o feitiço certo. Examinou-o com a testa vincada e disse:
— Ele está dizendo a verdade. Não há nada sobre invocação de um espectro neste livro. E o feitiço aqui combina com o que vimos na oficina de Caleb e com o que estive lendo em seus cadernos. Esse feitiço da rosa é um feitiço de discórdia muito leve, tornaria qualquer emoção negativa que estivéssemos sentindo, ódio, raiva, ciúme, medo, tristeza, um pouco mais forte, aumentando a probabilidade de culparmos uns aos outros por qualquer coisa que desse errado.
— Mas, combinado com os poderes do espectro que pode estar rodando por aqui, o feitiço se tornou um círculo vicioso, como a Sra. Flowers disse que podia acontecer, fortalecendo nossas emoções e tornado o espectro mais poderoso — disse Stefan devagar.
— Ciúme — disse Meredith, pensativa. — Sabe de uma coisa, odeio admitir, mas tive um ciúme horrível de Celia quando ela estava aqui. — Ela olhou para Alaric desculpando-se, e ele tocou em sua mão com delicadeza.
— Ela estava com ciúmes de você, também — disse Stefan com naturalidade. — Eu podia sentir. — Ele suspirou. — E eu também andei sentindo ciúmes.
— Então, talvez seja um espectro do ciúme? — indagou Alaric. — Que bom, isso nos dará mais base para uma pesquisa sobre anulação de feitiços. Embora eu não tenha sentido ciúme nenhum.
— Claro que não — disse Meredith incisiva. — Você é o motivo da briga entre duas mulheres.
De repente, Stefan ficou tão exausto que suas pernas tremeram. Ele precisava se alimentar imediatamente. Assentiu sem jeito para Caleb.
— Desculpe pelo que aconteceu.
Caleb olhou para ele.
— Por favor, me diga o que aconteceu com Tyler — implorou. — Preciso saber. Vou deixar vocês em paz se me disserem a verdade, eu prometo.
Meredith e Stefan se entreolharam, e Stefan ergueu as sobrancelhas ligeiramente.
— Tyler estava vivo quando saiu da cidade no inverno passado — disse Meredith lentamente. — Isso é tudo o que sabemos sobre ele, eu juro.
Caleb a olhou por um longo momento, depois assentiu.
— Obrigada — disse apenas.
Meredith assentiu para ele rispidamente, como um general reconhecendo as tropas, e foi a primeira a sair do quarto.
Nesse momento, um grito abafado e entrecortado veio do primeiro andar, seguido de um baque. Stefan e Alaric correram atrás de Meredith escada abaixo, quase tropeçando nela, quando ela parou de repente.
— O que foi? — perguntou Stefan. Meredith se afastou.
Matt estava deitado de rosto para baixo, ao pé da escada, com os braços esticados como se quisesse se equilibrar. Meredith avançou rapidamente pelo resto da escada e o virou com gentileza.
Seus olhos estavam fechados, o rosto lívido. Ele respirava devagar, mas respirava. Meredith sentiu o pulso, depois o sacudiu delicadamente pelo ombro.
— Matt — chamou. — Matt — Ela olhou para Stefan e Alaric. — Igual aos outros — disse ela com melancolia. — O espectro o pegou.

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