30 de março de 2019

Capítulo 19

Ninguém mentia para Elena Gilbert e se safava.
Ela andou decidida pela calçada até a biblioteca, a indignação mantendo a cabeça erguida e os passos rápidos. Então James achava que podia fingir que não se lembrava de nada sobre aqueles broches em forma de V? Pelo modo como seus olhos tinham se desviado dos dela e o leve rubor havia aparecido em suas bochechas gorduchas, era óbvio que existia alguma coisa ali, algo secreto sobre ele e seus pais que James não queria contar a ela.
Se ele não ia contar, ela descobriria sozinha. A biblioteca parecia o lugar lógico para começar.
— Elena — chamou uma voz, e ela parou. Estava tão concentrada em sua missão que quase tinha passado direto por Damon, recostado numa árvore em frente à biblioteca. Ele sorriu com uma expressão inocentemente curiosa, as pernas compridas estendidas.
— O que está fazendo aqui? — perguntou ela abruptamente. Era tão estranho vê-lo à luz do dia no campus, como se ele fizesse parte de uma foto sobreposta a outra. Ele não pertencia a esta parte de sua vida, a não ser que ela própria o trouxesse.
— Curtindo o sol — disse Damon secamente. — E o cenário. — Seu gesto abrangia as árvores e os prédios do campus, bem como um grupo de meninas bonitas que riam do outro lado da calçada. — E o que você está fazendo aqui?
— Eu estudo nesta universidade — respondeu Elena. — Não é esquisito que eu ande pela biblioteca. Entendeu meu argumento?
Damon riu.
— Descobriu meu segredo, Elena — disse ele, levantando-se. — Eu esperava ver você. Ou uma de suas amiguinhas. Fiquei tão solitário que até o seu Mutt seria uma distração bem-vinda.
— É mesmo? — perguntou ela.
Ele lhe lançou um olhar irônico com os olhos pretos.
— Claro que eu sempre quero ver você, princesa. Mas estou aqui por outro motivo. Eu devia investigar os desaparecimentos, lembra? Então tenho de passar algum tempo no campus.
— Ah. Tudo bem. — Elena pensou nas alternativas.
Oficialmente, ela não devia ficar perto de Damon de maneira nenhuma. Os termos de seu rompimento (ou o tempo, ela se corrigiu) com Stefan eram de que ela não veria nenhum dos irmãos Salvatore, não até que eles resolvessem seus problemas e essa coisa entre os três tivesse tempo de esfriar. Mas ela já violara isso deixando Damon dormir no chão de seu quarto, uma concessão muito maior do que ir à biblioteca juntos.
— E o que você veio fazer aqui? — perguntou Damon. — Alguma coisa que eu possa ajudar?
Na verdade, uma ida à biblioteca devia ser bem inocente. Elena se decidiu. Ela e Damon deviam ser amigos, afinal.
— Estou tentando descobrir uma informação sobre meus pais — disse ela. — Quer me ajudar?
— Certamente, minha linda — respondeu Damon, pegando sua mão. Elena sentiu um leve desconforto. Mas os dedos dele eram tranquilizadores e firmes, e ela deixou a hesitação de lado.
A velha bibliotecária de tênis encarregada da sala do arquivo explicou como procurar no banco de dados dos registros da universidade, e colocou Damon e Elena num computador no canto.
— Ai — disse Damon, cutucando desdenhosamente uma tecla. — Não ligo para computadores, mas os livros e imagens deviam ser reais, e não estar em uma máquina.
— Mas assim todo mundo pode ver — argumentou Elena com paciência.
Ela já havia tido uma conversa dessas com Stefan. Podia parecer que os irmãos Salvatore tinham idade universitária, mas havia algumas coisas no mundo moderno com que eles não se entendiam.
Elena clicou na seção de fotos do banco de dados e digitou o nome da mãe. Elizabeth Morrow.
— Olhe, tem um monte de fotos. — Ela passou os olhos, procurando a que tinha visto pendurada na parede. Viu muitas fotos de elenco e da equipe técnica de várias produções teatrais. James disse a ela que a mãe era uma estrela do figurino e do cenário, mas parecia que ela também havia encenado algumas produções. Em uma, a mãe de Elena dançava com a cabeça jogada para trás, o cabelo voando para todo lado.
— Ela era parecida com você. — Damon contemplava a foto, a cabeça inclinada, os olhos escuros atentos. — Mais suave aqui, porém, perto da boca — fez um gesto com o dedo longo —, e o rosto dela é mais inocente que o seu. — Sua boca se torceu, irônica, e ele lançou um olhar de soslaio para Elena. — Uma garota mais gentil que você, eu diria.
— Eu sou gentil — disse Elena, magoada, e rapidamente clicou para encontrar a foto que procurava.
— Você é inteligente demais para ser gentil, Elena — comentou Damon, mas ela mal o ouvia.
— Aqui está — disse ela.
A foto era exatamente como se lembrava: James e os pais sob uma árvore, fervorosos e incrivelmente jovens. Elena deu um zoom na imagem, focalizando no broche na camisa do pai. Definitivamente era um V. Era azul, bem escuro, ela agora podia ver, o mesmo tom dos anéis de lápis-lazúli que Damon e Stefan usavam para se proteger do sol.
— Já vi esses broches — falou Damon abruptamente. Ele franziu a testa. — Mas não me lembro onde. Desculpe.
— Viu recentemente? — perguntou Elena, mas Damon só deu de ombros. — James disse que minha mãe fez para eles — disse ela, dando um zoom maior para ver na tela apenas a imagem granulada do V. — Mas não acredito nele. Ela não fazia joias, não era disso que gostava. E não parece feito à mão, a não ser que tenha sido feito por um joalheiro. Acho que tem esmalte no V. — Ela digitou V no motor de busca, mas não conseguiu nada. — Eu queria saber o que significa.
Com outro gracioso dar de um ombro só, Damon pegou o mouse a fim de ampliar e reduzir diferentes partes da foto. Atrás deles, a bibliotecária baixou um livro com ruído e Elena a olhou, descobrindo que os olhos da mulher estavam fixos neles com uma intensidade desconcertante. A boca da mulher se estreitou quando seus olhos pousaram nos de Elena e ela virou o rosto, andando um pouco mais pelo corredor. No entanto, Elena ficou com a sensação arrepiante de que a bibliotecária ainda os observava e ouvia.
Ela se virou para cochichar algo a Damon sobre aquilo, mas foi apanhada novamente pelo caráter inesperado dele, da presença dele ali. Damon não combinava com a monotonia e a estação de computador comum da biblioteca — era como encontrar um animal selvagem enroscado em sua mesa. Como um anjo negro preparando aveia em sua cozinha.
Será que ela já o havia visto sob luzes fluorescentes? Algo na iluminação realçava a palidez de sua pele, lançando sombras longas pelas maçãs do rosto e caindo sem reflexo no veludo preto de seu cabelo e dos olhos. Alguns botões da camisa estavam abertos, e Elena se viu quase hipnotizada pelo movimento sutil dos músculos longos do pescoço e dos ombros.
— O que seria a Vital Society? — perguntou ele de repente, arrancando-a de seus devaneios.
— O quê? — perguntou ela, confusa. — Do que está falando?
Damon clicou o mouse e alterou o zoom, focalizando desta vez no caderno ao colo da mãe de Elena. As mãos da mulher — lindas, Elena percebeu, mais que as dela, que tinham o dedo mínimo ligeiramente torto — estavam sobre o livro aberto, mas, entre os dedos, Elena podia ler: Vit l Soci y.
— Imagino que seja isso que queira dizer — disse Damon, dando de ombros. — Já que você está procurando alguma coisa que começa com V. É claro que pode significar outra coisa. Vital Socially, talvez? Sua mãe era uma abelha-rainha social, como você?
Elena ignorou a pergunta.
— A Vitale Society — disse ela lentamente. — Sempre achei que fosse um mito.
— Deixem a Vitale Society em paz. — O silvo veio de trás deles, e Elena virou o corpo de repente.
A bibliotecária pareceu curiosamente impressionante emoldurada pelas estantes, apesar dos tênis e do suéter de tom pastel. Seu rosto de falcão estava tenso e concentrado em Elena, o corpo alto e, Elena sentiu instintivamente, ameaçador.
— O que quer dizer? — perguntou Elena. — Sabe alguma coisa sobre eles?
Confrontada com uma pergunta direta, a mulher pareceu encolher da figura quase ameaçadora que assumira um segundo antes para uma velha comum e um tanto agitada.
— Não sei de nada — murmurou ela, fechando a cara. — Só o que posso dizer é que não é seguro mexer com os Vitale. Coisas acontecem perto deles. Mesmo que você tenha cuidado. — E começou a empurrar o carrinho para longe.
— Espere! — Elena ergueu-se um pouco. — Que tipo de coisas? — No que os pais dela estavam envolvidos? Eles não teriam feito nada de errado, teriam? Não os pais de Elena. Mas a bibliotecária só acelerou o passo, as rodas do carrinho guinchando ao contornar a esquina de outro corredor.
Damon soltou um riso baixo.
— Ela não vai te contar nada — disse, e Elena olhou feio para ele. — Ela não sabe de nada ou tem medo demais de dizer o que sabe.
— Isso não ajuda em nada, Damon — falou Elena rigidamente. Ela apertou os dedos contra as têmporas. — O que vamos fazer agora?
— Procurar a Vitale Society, é claro — respondeu Damon. Elena abriu a boca para protestar, mas Damon a calou, arrastando um dedo frio por sua boca. O toque era macio em seus lábios, e ela levantou um pouco a mão em direção a eles. — Não se preocupe com o que uma velha tola tem a dizer — disse Damon. — Mas, se realmente quiser descobrir os segredos dessa sociedade, precisamos procurar em outro lugar, não na biblioteca.
Ele se levantou e estendeu a mão.
— Vamos?
Elena assentiu e pegou a mão dele. Quando se tratava de descobrir segredos, de cavar o que as pessoas queriam manter escondido, ela sabia que podia depositar sua fé em Damon.

* * *

— Atenda, Zander — murmurou Bonnie ao telefone.
O toque parou, e uma voz mecânica informou que ela podia deixar um recado na caixa postal. Bonnie desligou. Já deixara alguns recados, e não queria que Zander a achasse uma maluca ou mais sem noção do que ele inevitavelmente pensaria quando visse sua lista de chamadas não atendidas.
Bonnie tinha certeza absoluta de que ia passar pelas cinco Fases do Abandono. Quase havia acabado a Negação, onde estava convencida de que algo acontecera com ele, e passava rapidamente à Raiva. Mais tarde, ela sabia, resvalaria na Negociação, na Depressão e, por fim (assim ela esperava), na Aceitação.
Ao que parecia, suas aulas de psicologia já lhe serviam de alguma coisa.
Já fazia dias desde que ele tinha saído correndo abruptamente, deixando-a sozinha na frente do prédio de música. Quando ela descobriu que uma menina desapareceu na mesma noite, no início ficou com raiva e medo por si mesma. Zander a deixara só. E se a desaparecida fosse Bonnie? Depois começou a se preocupar com Zander, a ter medo de que ele estivesse com problemas. Ele parecia tão meigo e tão a fim dela que era quase impossível acreditar que simplesmente a estivesse evitando assim, tão de repente.
Os amigos dele não teriam soado o alarme se Zander também tivesse sumido? E, quando pensou nisso, Bonnie percebeu que não sabia como entrar em contato com nenhum daqueles garotos; não os via pelo campus desde aquela noite.
Bonnie olhou o telefone enquanto novos filetes de preocupação cresciam e se retorciam dentro dela. Na realidade, sentia muita dificuldade para avançar à Raiva quando ainda não tinha certeza de que ele estava seguro.
O telefone tocou.
Zander. Era Zander.
Bonnie pegou o celular.
— Onde você se meteu? — exigiu saber, com a voz trêmula.
Houve uma longa pausa do outro lado da linha. Bonnie quase estava desligando quando Zander finalmente falou.
— Desculpe — disse ele. — Eu não pretendia te assustar. Surgiu um problema de família, e tive que perder contato. Agora voltei.
Bonnie sabia que Elena ou Meredith teriam dito algo curto e grosseiro, para que Zander soubesse exatamente como não gostavam de ser esquecidas, mas ela não conseguiu fazer isso. Zander parecia nervoso e cansado, e sua voz saiu entrecortada quando ele pediu desculpas, levando-a a querer perdoá-lo.
— Você me deixou sozinha na rua — disse ela suavemente. — Uma menina desapareceu naquela noite.
Zander suspirou, um som triste e longo.
— Desculpe — disse ele de novo. — Foi uma coisa horrível de se fazer. Mas eu sabia que você ficaria bem. Precisa acreditar nisso. Eu não teria deixado você em perigo.
— Como? — perguntou ela. — Como poderia saber?
— Confie em mim, Bonnie. Não posso explicar agora, mas você não corria perigo naquela noite. Vou lhe contar quando puder, está bem?
Bonnie fechou os olhos e mordeu o lábio. Elena e Meredith nunca se conformariam com uma explicação dessas, ela sabia. Nem mesmo meia explicação, só um pedido de desculpas e uma evasiva. Mas ela não era parecida com as duas, e Zander parecia sincero, tão desesperado para que ela acreditasse nele. Era decisão dela, Bonnie sabia: confiar nele ou deixá-lo partir.
— Tudo bem. Tudo bem, eu acredito em você.
Zander soltou outro suspiro, porém desta vez mais de alívio.
— Vou compensá-la — disse ele. — Por favor. Que tal se eu levar você para sair este fim de semana, a qualquer lugar que queira ir?
Bonnie hesitou, mas estava começando a sorrir, mesmo contra a vontade.
— Tem uma festa no alojamento de Samantha no sábado — disse ela. — Quer me encontrar lá às nove?


— Tem alguma coisa peculiar acontecendo na biblioteca — disse Damon, e Stefan se sobressaltou com o aparecimento repentino do irmão.
— Não vi você aí — falou em voz baixa, olhando para a sacada escura na qual Damon ser recostava.
— Acabei de pousar. — Damon sorriu. — Literalmente. Estive voando sobre o campus, dando uma olhada nas coisas. É uma sensação maravilhosa, cavalgar na brisa enquanto o sol se põe. Você devia experimentar.
Stefan assentiu, mantendo a expressão neutra. Os dois sabiam que uma das poucas coisas que Stefan invejava em Damon era sua capacidade de se transformar numa ave. Mas não valia a pena — ele teria de beber sangue humano regularmente para ter um Poder tão forte.
O rosto de Elena surgiu na sua mente, e ele afastou a imagem. Ela era sua salvação, aquela que o ligava ao mundo dos humanos, que o impedia de afundar nas trevas. Acreditar que sua separação era apenas temporária era o que o fazia continuar.
— Não sente falta de Elena? — perguntou Stefan, e o rosto de Damon se fechou imediatamente, tornando-se duro e vago.
Stefan suspirou demoradamente. Claro que Damon não sentia falta de Elena, porque ele sem dúvida a estava vendo o tempo todo. Ele sabia que Damon não obedecia a regras.
— Qual é o problema? — perguntou Damon. Sua voz estava quase preocupada, e Stefan se perguntou o que o próprio rosto revelava para gerar esse tipo de reação em Damon. Ele provavelmente acabara de ver Elena.
— Às vezes eu sou um tolo — respondeu Stefan, seco. — O que você quer, Damon?
O irmão sorriu.
— Quero que faça um trabalho de detetive comigo, maninho. Na verdade, qualquer coisa é melhor do que ver essa testa franzida e rabugenta na sua cara.
Stefan deu de ombros.
— Por que não? — Stefan saltou da sacada com uma elegância perfeita, e Damon o seguiu rapidamente.
Enquanto o levava ao destino dos dois, Damon forneceu os detalhes a Stefan. Ou melhor, o cenário vago que Stefan podia montar pela explicação de Damon. Ele não era de revelar tudo. Só o que Stefan sabia era que uma pesquisa na biblioteca incitou um alerta vago de uma velha bibliotecária. Stefan riu intimamente da ideia de uma mulher frágil encarando Damon por causa de multas de empréstimo.
— O que você estava procurando? — Stefan tentava obter informações mais substanciais. — Do que ela queria que você se afastasse? — Ele se mexeu no galho rugoso do carvalho no qual os dois estavam sentados, tentando ficar mais confortável. Damon tinha o hábito de se sentar em árvores, Stefan percebeu. Deve ser um efeito colateral de passar tanto tempo como pássaro. Eles vigiavam a frente da casa da bibliotecária, mas o que exatamente procuravam, Stefan não sabia.
— Só umas fotos antigas da história da universidade — respondeu Damon. — Não importa. Só quero ter certeza de que ela é humana. — Ele espiou pela janela mais próxima da árvore, onde uma idosa bebia chá e via televisão.
Stefan notou com irritação que Damon parecia muito mais à vontade na árvore que ele. Estava curvado para a frente, apoiando graciosamente em um joelho, e Stefan podia sentir os filamentos inquisitivos de Poder enviados por Damon à mulher, tentando descobrir se havia algo de incomum nela.
Seu equilíbrio parecia tremendamente precário, e ele estava inteiramente concentrado na velha. Stefan se aproximou um pouco de Damon, estendeu a mão e de repente o empurrou.
Foi muito satisfatório. Damon, com sua compostura abalada pela primeira vez, soltou um grito abafado e caiu da árvore. No ar, transformou-se num corvo e voou de volta, empoleirando-se num galho acima de Stefan e olhando-o com um ódio maligno. Damon grasnou alto sua irritação para Stefan.
Stefan olhou pela janela de novo. A mulher não parecia ter ouvido o grito de Damon ou do corvo — estava mudando de canal. Quando ele voltou a olhar para Damon, o irmão tinha voltado à forma humana.
— Eu pensava que pregar uma peça dessas iria contra seu precioso código moral — disse Damon, ajeitando meticulosamente o cabelo.
— Na verdade, não — explicou Stefan, sorrindo. — Não pude me conter.
Damon deu de ombros, parecendo aceitar de bom humor a brincadeira de Stefan, e voltou a olhar pela janela da bibliotecária. Ela se levantara para preparar outra xícara de chá.
— Sentiu alguma coisa vindo dela? — perguntou Stefan.
Damon meneou a cabeça.
— Ou ela está escondendo brilhantemente sua natureza de nós ou é apenas uma bibliotecária peculiar. — Ele se impeliu do galho e pulou, caindo de leve na grama bem abaixo. Seja o que for, para mim já basta, acrescentou em silêncio.
Stefan o seguiu, caindo ao lado de Damon ao pé da árvore.
— Você não precisa de mim para nada disso, Damon — disse ele. — Por que me pediu para vir com você?
O sorriso de Damon brilhava no escuro.
— Só pensei que você ia gostar de um pouco de animação — respondeu apenas.
Claramente, não era com a atitude peculiar da bibliotecária que Stefan devia se preocupar.

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