3 de dezembro de 2018

CAPÍTULO Vinte e Um

CINDER DESMORONOU EM SUA MESA DE TRABALHO, ALIVIADA por finalmente ter saído daquele apartamento sufocante. Não apenas o sistema de ar estava quebrado — de novo — e o serviço de manutenção não aparecia, mas a estranheza entre ela e Adri beirava o insuportável. Vinham se alfinetando desde que ela chegara em casa do laboratório, dois dias antes. Adri tentara lembrar a Cinder sua superioridade ordenando-lhe que desfragmentasse o computador central de todo o apartamento e atualizasse o software que elas nem sequer usavam mais. Ao mesmo tempo, espreitava-a como se quase já estivesse envergonhada do que fizera a Cinder.
Mas Cinder provavelmente estava imaginando essa última parte.
Pelo menos Pearl saíra durante o dia todo e só aparecera quando Cinder e Iko estavam de saída para trabalhar no carro.
Outro longo dia. Outra noite de trabalho. O carro precisava de mais reparos do que ela imaginara — todo o sistema de escapamento necessitava ser trocado, o que significava que ela mesma teria de produzir várias partes, o que lhe traria muitas dores de cabeça. Cinder tinha o pressentimento de que não conseguiriam descansar se quisesse que ele estivesse em condições de circular até a noite do baile.
Ela suspirou. O baile.
Não se arrependia de ter recusado o convite do príncipe, porque sabia como isso poderia acabar mal. Um número enorme de coisas poderia dar errado — desde tropeçar nas escadas e mostrar ao príncipe uma sensual coxa de metal até encontrar Pearl, Adri ou alguém do mercado. As pessoas comentariam. Os canais de fofoca com certeza vasculhariam seu passado, e em muito pouco tempo o mundo todo saberia que o príncipe tinha levado um ciborgue para seu baile de coroação. Ele ficaria envergonhado. Ela ficaria envergonhada.
Mas o fato de ela se perguntar se estava agindo bem não facilitava as coisas.
E se o príncipe Kai não se importasse? E se o mundo fosse diferente e ninguém se importasse com o fato de ela ser ciborgue… e, além disso, de ela ser lunar?
Aham. Quem dera.
Ao ver o netscreen quebrado sobre o tapete, ela se levantou da cadeira e se ajoelhou diante dele. A tela negra era reflexiva o suficiente para que ela pudesse ver o contorno de seu rosto e corpo, a pele bronzeada dos braços contrastando com o metal escuro em sua mão.
A negação seguiria seu curso até não ter mais para onde ir. Ela era lunar.
Mas não temia a superfície espelhada, não temia seu próprio reflexo. Não conseguia entender o que Levana e os conterrâneos delas achavam tão perturbador naquilo. Suas partes mecânicas eram a única coisa perturbadora no reflexo de Cinder, e isso fora feito a ela na Terra.
Lunar. E ciborgue.
E fugitiva.
Adri sabia? Não, Adri jamais abrigaria uma lunar. Se soubesse, teria denunciado Cinder ela mesma, provavelmente esperando pagamento.
O marido de Adri sabia?
Essa era uma pergunta cuja resposta talvez Cinder nunca soubesse.
De qualquer forma, estava confiante de que, enquanto o dr. Erland não dissesse nada, seu segredo estaria a salvo. Ela apenas precisava seguir adiante como se nada tivesse acontecido.
De várias maneiras, nada acontecera. Ela era tão excluída quanto antes.
Um brilho branco chamou sua atenção na superfície da tela — o androide de Kai, com o sensor sem vida olhando para ela de seu lugar na mesa. O corpo em forma de pera era a coisa mais clara da sala e, provavelmente, a mais limpa. Fez com que se recordasse dos medidroides estéreis nos laboratórios das quarentenas, mas aquela máquina não tinha bisturis nem seringas escondidos em seu torso.
Trabalho. Mecânica. Ela precisava daquela distração.
Voltando para a mesa, ela mudou sua interface de áudio para alguma música de fundo tranquila. Tirou as botas, segurou os lados do androide e o rolou na sua direção. Após um rápido exame do revestimento externo, ela virou o androide, deitando-o de forma que ele se equilibrasse sobre as rodas.
Cinder abriu o painel traseiro e inspecionou os fios ao longo da moldura cilíndrica. Não era um androide complicado. O interior, na maior parte, era oco, uma concha para abrigar o mínimo de discos rígidos, fios e chips. Androides tutores requeriam pouco mais do que uma unidade central de processamento.
Cinder suspeitou de que o androide teria que ser apagado e reprogramado, mas tinha a sensação de que essa não era uma opção viável. Apesar da indiferença de Kai, estava claro que o androide sabia de algo importante, e depois da conversa deles no saguão da ala de pesquisas ela teve um pressentimento inquietante de que tinha algo a ver com lunares.
Estratégias de guerra? Comunicação confidencial? Evidência para chantagem? Fosse lá o que fosse, Kai com certeza achava que poderia ajudar, e confiara em Cinder para salvar o conteúdo.
— Sem pressão nem nada — murmurou ela, segurando uma lanterna entre os dentes para que pudesse ver a parte de dentro do androide. Pegou um alicate e esticou os fios de um lado para o outro do crânio. Sua configuração era similar à de Iko, então Cinder sentiu familiaridade com as partes dela, e sabia exatamente onde encontrar todas as conexões importantes. Ela checou se as ligações entre os fios estavam funcionando, se a bateria segurava carga, se nenhuma peça importante estava faltando, e tudo pareceu bem. Limpou o transmissor de som e ajustou a ventilação interna, mas Nainsi, o androide, continuou uma estátua sem vida em plástico e alumínio.
— Toda arrumada sem nenhum lugar para ir — disse Iko da porta.
Cinder deixou cair a lanterna com uma risada e olhou para baixo, para sua calça cargo suja de graxa.
— Aham, certo. Tudo que preciso é de uma tiara.
— Eu estava falando de mim.
Ela girou a cadeira. Iko colocara um colar de pérolas em volta da cabeça bulbosa e passara batom cor de cereja embaixo do sensor, em uma péssima imitação de lábios.
Cinder riu.
— Uau. Essa cor fica ótima em você.
— Você acha? — Iko rolou para dentro da garagem e parou diante da mesa de Cinder, tentando ver seu reflexo no netscreen. — Eu estava imaginando que podia ir ao baile e dançar com o príncipe.
Cinder esfregou a mandíbula e distraidamente batucou na mesa com a outra mão.
— Engraçado. Eu me peguei imaginando exatamente a mesma coisa nos últimos dias.
— Eu sabia que você tinha gostado dele. Você finge ser imune aos seus encantos, mas pude ver o jeito que você o olhou no mercado. — Iko esfregou o batom, espalhando-o pelo queixo branco.
— Aham, bem… — Cinder apertou com os dedos de metal a ponta do alicate. — Todos temos nossas fraquezas.
— Eu sei — disse Iko. — A minha é por sapatos.
Cinder jogou a ferramenta na mesa. Algo como culpa começava a crescer dentro dela quando Iko estava por perto. Ela sabia que deveria contar-lhe sobre ser lunar, pois Iko, mais do que qualquer um, entenderia como era ser diferente e indesejada. Mas de alguma forma não conseguia dizer aquilo em voz alta. Aliás, Iko, acontece que sou lunar. Você não se importa, não é?
— O que você está fazendo aqui embaixo? — perguntou ela, em vez disso.
— Só vendo se você precisava de alguma ajuda. Eu deveria estar tirando poeira dos ventiladores, mas Adri estava no banho.
— E?
— Eu ouvi ela chorando.
Cinder piscou, confusa.
— Ah.
— Aquilo fez com que eu me sentisse inútil.
— Entendo.
Iko não era um androide servo normal, mas tinha uma característica proeminente — sentir-se inútil era a pior emoção que poderia experimentar.
— Bem, claro, você pode ajudar — disse Cinder, esfregando as mãos. — Só não deixe que ela pegue você usando essas pérolas.
Iko ergueu o colar de contas com suas pinças, e Cinder notou que ela usava a fita que Peony lhe dera. Ela recuou, como se tivesse levado uma ferroada.
— Que tal um pouco de luz?
O sensor azul se iluminou, irradiando um foco de luz no interior de Nainsi.
Cinder apertou os lábios.
— Você acha que ele poderia ter um vírus?
— Talvez a programação dele estivesse sobrecarregada com a sensualidade excepcional do príncipe Kai.
Cinder se encolheu.
— Será que poderíamos, por favor, não falar no príncipe?
— Não acho que isso será possível. Você está trabalhando no androide dele, afinal. Pense só nas coisas que ele sabe, que viu e… — A voz de Iko afinou. — Você acha que ela já viu o príncipe nu?
— Ah, pelo amor de Deus. — Cinder arrancou as luvas e as jogou na mesa. — Você não está ajudando.
— Só estou puxando conversa.
— É melhor parar. — Cruzando os braços sobre o peito, Cinder empurrou a cadeira para longe da mesa de trabalho e apoiou as pernas em cima dela, descansando. — Tem que ser algum problema de software.
Ela deu um sorrisinho malicioso para si mesma. Os problemas de software em geral se resolviam com a reinstalação, mas isso tornaria o androide uma lousa em branco. Ela não sabia se Kai estava preocupado com o chip de personalidade do androide, que provavelmente evoluíra para algo bem complicado depois de vinte anos de serviço, mas tinha certeza de que Kai estava preocupado com alguma coisa no disco rígido daquele androide e não queria se arriscar a apagar o que quer que fosse.
A única maneira de determinar o que havia de errado e se uma reinstalação seria necessária era checar o diagnóstico interno do robô, e para isso era preciso se conectar a ele. Cinder odiava se conectar. Sempre se sentia um pouco exposta ao perigo quando conectava sua própria fiação a um objeto estranho, como se, caso ela não fosse cuidadosa, seu próprio software pudesse ser apagado.
Criticando a si mesma por ser melindrosa, esticou a mão para o painel na parte de trás da cabeça. Sua unha encontrou a pequena tranca e a abriu.
— O que é isso?
Cinder olhou para a mão de Iko em forma de pinça que apontava.
— O que é o quê?
— Esse chip.
Cinder pôs os pés no chão e se inclinou para a frente. Semicerrou os olhos para ver a parte de trás do modelo, onde uma fileira de pequenos chips estavam dispostos como soldados ao longo do fundo do painel de controle. Havia vinte plugues no total, mas apenas treze deles estavam ocupados; fabricantes sempre deixavam espaço de sobra para acréscimos e atualizações.
Iko avistara o décimo terceiro chip, e ela estava certa. Havia algo de diferente nele. Estava enfiado longe o bastante dos demais chips para passar despercebido em uma olhada geral, mas quando Cinder o mirou com a lanterna, brilhou como prata polida.
Cinder fechou o painel na parte da cabeça e pesquisou a impressão digital do modelo do androide em sua retina. De acordo com os planos originais do fabricante, aquele modelo vinha apenas com doze chips. Mas com certeza, depois de vinte anos, o androide teria recebido pelo menos um acréscimo. Certamente o palácio tinha acesso aos mais novos e melhores programas disponíveis. Ainda assim, Cinder jamais vira um chip como aquele.
Ela pressionou com a unha as garrinhas que prendiam o chip e pegou a ponta dele com o alicate. Ele deslizou do plugue como se tivesse graxa.
Cinder o segurou perto do rosto para analisá-lo. Exceto pelo acabamento perolado e brilhante, parecia um chip de programação igual a qualquer outro.
Virando-o, viu as letras D-COMM gravadas no verso.
— É isso mesmo? — Ela abaixou o braço.
— O que é? — perguntou Iko.
— Um chip de comunicação direta.
Cinder franziu a testa. Quase toda a comunicação era feita pela rede — comunicação direta que não usava a rede era quase obsoleta, já que era lenta e tinha tendência a perder a conexão no meio de uma ligação. Ela supôs que tipos paranoicos que exigiam absoluta privacidade achariam comunicados diretos atraentes, mas, mesmo assim, usariam um tablet ou um netscreen, um dispositivo que fosse preparado para tal. Usar um androide como uma das partes da ligação não fazia sentido algum.
A luz de Iko escureceu.
— Meu banco de dados informa que androides não vêm equipados com dispositivos para comunicação direta desde o ano 89 da Terceira Era.
— O que explicaria o motivo de o chip não funcionar com a programação dela. — Cinder ergueu o chip na direção de Iko. — Você pode fazer um escaneamento do material, ver do que ele é feito?
Iko recuou.
— De jeito nenhum. Ter um colapso mental não está na minha lista de coisas a fazer hoje.
— Não parece que ele tenha causado a falha no funcionamento. Será que o sistema simplesmente não o rejeitou? — Cinder ficou virando o chip em vários ângulos, para a frente e para trás, fascinada pela forma como sua superfície reflexiva absorvia a luz de Iko. — A menos que tenha tentado enviar informação pela ligação direta. Isso poderia mexer com a rede.
Pondo-se de pé, Cinder andou devagar pelo espaço de armazenamento em direção ao netscreen. Embora sua moldura estivesse quebrada, a tela e os controles pareciam intactos. Ela deslizou o chip para dentro e pressionou o botão de força, tendo que apertá-lo mais do que o habitual antes que uma pálida luz verde se acendesse ao lado do driver e a tela se iluminasse com uma luz azul-clara.
Um círculo no canto anunciava que o dispositivo estava lendo o novo chip. Cinder soltou a respiração e cruzou as pernas embaixo de si.
Um segundo depois, o círculo desapareceu, substituído por texto.

INICIANDO LIGAÇÃO DIRETA COM USUÁRIO DESCONHECIDO.
POR FAVOR, AGUARDE…
INICIANDO LIGAÇÃO DIRETA COM USUÁRIO DESCONHECIDO
POR FAVOR, AGUARDE…
INICIANDO LIGAÇÃO DIRETA COM USUÁRIO DESCONHECIDO
POR FAVOR, AGUARDE…

Cinder esperou. E moveu seus pés para a frente e para trás. E esperou. E batucou no joelho com os dedos. E começou a se perguntar se estava perdendo tempo. Ela nunca ouvira falar de um chip de comunicação direta fazendo mal a alguma coisa, mesmo que a tecnologia fosse arcaica. Aquilo não a estava ajudando a resolver o problema.
— Acho que isso é meio inútil — disse Iko, rolando para detrás dela. Sua ventoinha se ligou, soprando um ar morno no pescoço de Cinder. — Ah, droga, Adri está me mandando um comunicado. Ela deve ter saído do banho.
Cinder inclinou a cabeça para trás.
— Obrigada pela ajuda. Não se esqueça de tirar as pérolas antes que ela veja você.
Inclinando-se para a frente, Iko pressionou o rosto liso e fresco na testa de Cinder, sem dúvida deixando uma mancha de batom. Cinder riu.
— Você vai descobrir o que há de errado com o androide de Sua Alteza. Não tenho dúvida disso.
— Obrigada.
Cinder esfregou a palma da mão grudenta na calça, ouvindo as rodas de Iko se afastarem. O texto continuou a se repetir na tela. Parecia que, quem quer que estivesse do outro lado da ligação, não tinha a menor intenção de atender.
Uma série de cliques a sobressaltou, seguida por um zumbido revelador. Ela se virou, apoiando-se no chão arenoso.
O painel de controle do androide brilhava enquanto o sistema processava sua rotina de diagnóstico. Ele estava ligando novamente.
Cinder se levantou e tirou a poeira das mãos bem na hora em que uma voz feminina começou a sair dos alto-falantes do androide, como se estivesse continuando um discurso que fora interrompido de modo brusco.
— … que um homem com o nome de Logan Tanner, um médico lunar que trabalhava sob o reinado da rainha Channary, tenha trazido a princesa Selene para a Terra aproximadamente quatro meses depois de sua suposta morte.
Cinder ficou paralisada. Princesa Selene?
— Infelizmente, Tanner foi encarcerado na prisão de Nova Pequim em 8 de maio de 125 da Terceira Era e cometeu suicídio bioeletricamente induzido em janeiro de 126 da Terceira Era. Embora fontes indiquem que a princesa Selene tenha sido dada a outro cuidador anos antes da prisão de Tanner, até agora não fui capaz de confirmar sua identidade. Um suspeito é uma ex-piloto militar da Federação Europeia, tenente-coronel Michelle Benoit, quem…
— Pare — disse Cinder. — Pare de falar.
A voz ficou em silêncio. A cabeça do androide girou 180 graus. O sensor piscou em uma luz azul-clara enquanto escaneava Cinder. Seu painel interno de controle escureceu. A ventoinha no torso dela começou a girar.
— Quem é você? — perguntou o androide. — Meu sistema de posicionamento global indica que estamos no setor 76 de Nova Pequim. Não tenho recordação de ter deixado o palácio.
Cinder montou na cadeira virada, juntando os braços por cima do encosto.
— Bem-vinda à oficina mecânica de Nova Pequim. O príncipe Kai me contratou para consertá-la.
O zumbido alto no torso do androide diminuiu até que mal fosse discernível, mesmo no silêncio.
A cabeça arredondada rotacionava para trás e para a frente, escaneando os arredores desconhecidos. Depois, focou novamente em Cinder.
— Meu calendário me informa que estive inconsciente por doze dias e quinze horas. Eu passei por um colapso no sistema?
— Não exatamente — respondeu Cinder, olhando por cima do ombro para o netscreen. Ele continuava a repetir o mesmo texto, incapaz de estabelecer uma ligação direta. — Parece que alguém instalou um chip de comunicação que não se deu muito bem com a sua programação.
— Eu vim pré-instalada com capacidades de comunicação em vídeo e texto. Um novo chip de comunicação seria desnecessário.
— Esse era para uma ligação direta. — Cinder acomodou o queixo no pulso. — Você sabe se foi o príncipe Kai quem fez isso? Se por acaso ele quisesse ser capaz de entrar em contato com você sem precisar usar a rede?
— Eu não tenho conhecimento de qualquer chip de comunicação direta em minha programação.
Cinder mordeu o lábio. Obviamente, o chip de comunicação fora o responsável pelo súbito mau funcionamento do androide, mas por quê? E se Kai não o havia instalado, quem, então?
— Bem agora, quando você despertou, estava falando sobre… você tem informações sobre a herdeira lunar.
— Essas informações eram confidenciais. Você não deveria ter ouvido.
— Eu sei. Mas acho que você podia estar se comunicando com alguém quando foi desativada. — Cinder torceu para que tivesse sido Kai, ou alguém leal a ele. Ela duvidava que a rainha Levana ficasse feliz em saber que o futuro imperador estava pesquisando sobre a herdeira ao trono dela por direito. — Espere — continuou, procurando sua chave de fenda. — Vou recolocar seu painel, e em seguida levar você ao palácio. Nesse meio-tempo, você deveria baixar as atualizações dos últimos dias. Muita coisa aconteceu durante seu colapso.

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Boa leitura, E SEM SPOILER!