3 de dezembro de 2018

CAPÍTULO Trinta e Três


O VESTIDO DE SEDA DAVA A SENSAÇÃO DE HERA VENENOSA deslizando pela pele de Cinder. Ela olhou para o corpete prateado enfeitado com um laço delicado, para a saia, para as pequenas pérolas, e quis se encolher dentro do vestido e sumir.
Aquele vestido não era dela. Ela era uma farsa, uma impostora.
Estranhamente, o fato de que ele estava enrugado como o rosto de um velho fez com que ela se sentisse melhor.
Ela pegou o antigo pé da prateleira — a coisa pequena e enferrujada com que acordara após a operação, quando era uma garota de onze anos confusa e rejeitada. Jurara jamais colocá-lo novamente, mas naquele momento ele parecia ser feito de cristal, de tão precioso que parecia para ela. Além disso, era pequeno o bastante para caber nas botas de Pearl.
Cinder caiu na cadeira e pegou uma chave de fenda. Foi o conserto mais apressado que já fizera, e o pé estava ainda menor e mais desconfortável do que lembrava, mas logo ela estava pisando sobre dois pés novamente.
As luvas de seda pareciam finas, delicadas e frágeis demais, e ela ficou com medo de rasgá-las em algum prego mal posicionado. Pelo menos também estavam cobertas por manchas de graxa, completando a afronta.
Cinder era um desastre ambulante e sabia disso. Teria sorte se sequer a deixassem entrar no baile.
Mas ela lidaria com a situação quando chegasse lá.
O elevador estava vazio quando ela desceu para a garagem. Apressou-se na direção do carro abandonado, as botas soando estranhamente no chão de concreto conforme ela tentava não tropeçar com o pé muito pequeno e evitar torcer o tornozelo. Ela sentia o pé preso de forma precária no fim da perna. Como não tivera tempo para conectá-lo aos fios de seu sistema nervoso, sentia como se arrastasse um peso de papel de um lado para o outro. Tentou ignorar a sensação, pensando apenas em Kai e no anúncio que ele faria naquela noite.
Ela chegou ao canto escuro da garagem, já suando com o esforço e sabendo que as coisas ficariam ainda piores quando saísse para a umidade implacável da cidade. Diante dela, o carro estava imprensado entre dois aerodeslizadores polidos e cromados. Sua horrível pintura laranja era disfarçada pelas luzes tremeluzentes da garagem. O carro não pertencia àquele local. Cinder conhecia a sensação.
Ela se sentou no banco do motorista, e o cheiro de lixo velho e mofo a envolveu. Pelo menos substituíra o estofado dos assentos e os cobrira com um cobertor velho, então não precisava se preocupar se estava sentando em fezes de rato. Ainda assim, podia apenas imaginar as manchas que o chassi e o piso estavam deixando no vestido de Peony.
Afastando os pensamentos para o fundo da mente, ela esticou a mão para debaixo da barra do volante e pegou os fios de força e circuitos que já havia desencapado e os entrelaçou. Tateou desajeitadamente em busca do fio marrom da ignição.
Segurando a respiração, ela juntou os fios.
Nada aconteceu.
Uma gota de suor deslizou pela parte de trás de seu joelho. Ela juntou os fios mais uma vez. E outra.
— Por favor, por favor, por favor.
Uma centelha surgiu, seguida pelo infeliz barulho do motor.
Isso! — Ela pisou o acelerador, reavivando o motor, sentindo o carro se agitar e roncar embaixo dela.
Cinder se permitiu um gemido de alívio, em seguida enfiou o pé na embreagem e tirou a marcha do ponto morto, recitando as instruções que baixara uma semana antes e vinha estudando desde então. Como dirigir.
Manobrar para fora da garagem se provou ser a parte mais difícil. Uma vez na estrada, seu trajeto era guiado pelas luzes solares da rua e pelo brilho amarelo-pálido das janelas dos apartamentos — a luz constante da cidade era uma bênção, já que os faróis do carro não funcionavam. Cinder se surpreendeu com o quanto as ruas eram cheias de pedrinhas, quanto lixo e escombros estavam jogados no chão, já que aerodeslizadores não precisavam de caminho aberto. O percurso era irregular e difícil, e mesmo assim Cinder sentia uma onda de poder a cada volta da roda, pisada no acelerador, troca de marcha, chiado da borracha dos pneus.
Uma brisa quente soprou pelo buraco da janela de trás, bagunçando o cabelo de Cinder. As nuvens haviam alcançado a cidade e se postaram de modo ameaçador sobre os arranha-céus, cobrindo a noite com uma mortalha cinza. Do outro lado do horizonte, o céu ainda estava bem aberto e orgulhosamente exibindo a nona lua cheia do ano. Uma esfera perfeita no céu escuro. Um olho branco e agourento paralisado acima dela. Ignorando a lua, Cinder pisou fundo no acelerador, forçando o carro a ir mais rápido — a voar.
E ele voou. Não tão suave ou graciosamente quanto um aerodeslizador, mas com todo o rugido e a força de uma besta orgulhosa. Não pôde evitar um sorriso, sabendo que tinha conseguido. Ela trouxera aquela monstruosidade de volta à vida. O carro estava em dívida com ela e parecia saber disso.
Conseguiria, pensou, à medida que o palácio surgia à frente, uma construção alta sobre a cidade no topo do penhasco pontudo. Ela deveria estar beirando os limites da cidade agora. Ganhava velocidade. Observando as luzes se tornarem turvas atrás dela. Correndo para o horizonte sem nunca olhar para trás.
Um esguicho de chuva acertou o para-brisa rachado.
Cinder segurou o volante com mais força quando começou a subir o caminho serpenteante e sinuoso para a entrada do palácio. Não havia aerodeslizadores contra os quais competir — ela seria a última convidada a chegar.
Ela alcançou o topo do penhasco, jubilando-se na sensação de fuga, de liberdade, de força — e logo a torrente começou. A chuva encharcou o carro, embaçando as luzes do palácio. O som martelava no metal e no vidro. Sem faróis, o mundo desapareceu além do para-brisa.
Cinder apertou o freio.
Nada aconteceu.
Uma onda de pânico percorreu seu corpo e ela pisou com desespero no freio duro. Uma sombra se avultou em meio à tempestade. Cinder gritou e cobriu o rosto.
O carro bateu em uma cerejeira, sacudindo Cinder com um solavanco. Metal se amassou ao seu redor. O motor engasgou e morreu. O cinto de segurança queimou seu peito.
Tremendo, Cinder ficou boquiaberta com a chuva que se avolumou no para-brisa. Folhas amarronzadas molhadas caíram dos galhos acima, grudando no vidro. Ela lembrou a si mesma de respirar conforme a adrenalina corria por suas veias. Seu painel de controle recomendou o seguinte processo: respirar devagar e de modo disciplinado, mas a respiração a fazia engasgar tanto quanto o cinto de segurança, até que ela esticou a mão na direção do fecho e o tirou.
Um vazamento apareceu ao longo da vedação na janela da sua porta, pingando em seu ombro.
Cinder se recostou no encosto de cabeça, ponderando se tinha forças para andar. Talvez se ela esperasse a monção passar. Tempestades de verão como essa nunca duravam muito tempo; se tornaria uma garoa em um piscar de olhos.
Ela ergueu as luvas ensopadas e se perguntou o que, exatamente, esperava.
Não era orgulho. Não era respeitabilidade. Estar ensopada poderia ser quase um progresso a essa altura.
Ofegando para respirar fundo, ela puxou a maçaneta da porta e a chutou com a bota para forçá-la a abrir. Ela pisou em um aguaceiro, a chuva fria e refrescante na pele. Ao bater a porta, virou-se para avaliar o estrago, tirando o cabelo da testa.
A dianteira do carro estava contorcida em volta do tronco da árvore, o capô amassado como um acordeão até o para-lama do lado do passageiro. Seu coração se partiu um pouco ao olhar para os escombros — todo o seu trabalho duro destruído tão rapidamente.
E — o pensamento ocorreu um segundo depois — lá se ia sua chance de fugir. Já era.
Tremendo sob a chuva, ela espantou os pensamentos. Haveria outros carros. Naquele instante, precisava achar Kai.
De repente, a chuva parou de cair sobre ela. Ela olhou para cima, para o guarda-chuva sobre sua cabeça, e então se virou. Um recepcionista observava os restos do carro com os olhos arregalados, as mãos segurando o cabo do guarda-chuva.
— Ah, oi — gaguejou ela.
O olhar de descrença do homem se direcionou para ela. Seus cabelos, seu vestido. Ele parecia sentir mais repulsa a cada segundo.
Cinder pegou o guarda-chuva das mãos dele e deu um rápido sorriso.
— Obrigada! — disse, e disparou pelo jardim em direção às portas duplas do palácio, escancaradas, deixando o guarda-chuva nas escadas.
Guardas vestidos em uniformes vermelhos se alinhavam no corredor, direcionando os convidados para longe da plataforma do elevador e na direção do salão de baile, na ala sul, como se o retinir de copos e a música de orquestra não fossem sinais claros o bastante. A caminhada para a entrada do salão de baile era longa e chata. Cinder não sabia se os guardas lhe lançavam olhares estoicos enquanto ela passava, as botas molhadas esguichando, e ela não ousaria olhá-los nos olhos, se fosse esse o caso. Toda sua atenção estava sendo desviada para os fios de seu pretenso pé.
Seja graciosa. Seja graciosa. Seja graciosa.
A música ficou mais alta. O salão estava ornamentado com dezenas de estátuas de pedra — deuses e deusas há muito tempo esquecidos. Câmeras escondidas. Escâneres de identidade ocultos. Ela sentiu uma centelha de paranoia ao lembrar que ainda trazia o chip de identificação de Peony, guardado no compartimento da perna. Imaginou alarmes disparando e luzes piscando quando percebessem que ela tinha dois chips de identificação dentro de si — o que seria suspeito, se não ilegal —, mas nada aconteceu.
Emergindo do corredor, ela se viu no topo de uma grande escada que cascateava até o salão de baile. Uma fila de guardas e servos ladeava a escada, os rostos tão sem expressão quanto os das pessoas que estavam no salão. No teto alto haviam sido penduradas centenas de lanternas de papel vermelhas, cada uma brilhando com uma luz dourada e profunda. A parede mais distante era ocupada por janelas que iam do chão ao teto, com vista para o jardim. A chuva esmurrava os vidros, fazendo quase tanto barulho quanto a orquestra.
A pista de dança fora montada no centro, com mesas redondas cercando o espaço. Cada mesa estava enfeitada com centros de mesa feitos de pródigas orquídeas e esculturas de jade. Nas paredes do salão estavam telas de seda pregueada, pintadas à mão com imagens de grous, tartarugas e bambu, símbolos ancestrais de longevidade que indicavam uma única mensagem definitiva: longa vida ao imperador.
De onde estava, ela podia ver todo o salão, florescendo com sedas vibrantes e crinolinas, strass e plumas de avestruz. Avistou Kai.
Ele não era difícil de ser encontrado — dançando. A multidão abria espaço para ele e sua parceira, a mais bela, mais graciosa, mais divina mulher no salão.
A rainha lunar. Cinder não conseguiu reprimir um engasgo de perplexidade ao vê-la.
Seu estômago se revirou, o espanto momentâneo se transformando em repugnância. A rainha deu um sorriso venenoso, mas a expressão de Kai era tão indiferente quanto uma pedra enquanto eles valsavam pelo chão de mármore.
Cinder recuou na escada antes que a rainha a notasse. Ela observou a multidão, convencida de que Kai não havia feito o anúncio ainda, senão a atmosfera no ambiente não seria tão festiva. Kai estava bem. Estava em segurança. Tudo que ela precisava fazer era encontrar uma forma de falar com ele, em algum lugar privado, e contar a ele sobre os planos da rainha. Dizer a ele que Levana sabia sobre sua busca pela sobrinha. Então dependeria dele adiar a aceitação dos termos da rainha até que…
Bem, Cinder sabia que nada afastaria a rainha Levana para sempre sem convencê-la a começar a guerra que ela vinha ameaçando iniciar havia tanto tempo.
Mas talvez, apenas talvez, a princesa Selene pudesse ser encontrada antes que isso acontecesse.
Expirando lentamente, Cinder saiu do portal amplo e se escondeu atrás do pilar mais próximo, tropeçando no pezinho. Rangendo os dentes, ela olhou em volta, mas os guardas e servos mais próximos permaneciam tão desinteressados quanto paredes de concreto.
Cinder se grudou na coluna, tentando ajeitar o cabelo para trás para que pudesse ao menos fingir fazer parte do ambiente.
A música parou e a multidão começou a aplaudir.
Ela ousou olhar para baixo, para a pista de dança, e viu Kai e Levana se separarem — ele, com uma reverência retesada e ela, com a graça de uma gueixa.
Quando a orquestra começou novamente, todo o salão de baile se juntou à dança. Cinder acompanhou os cachos castanhos e brilhantes da rainha rumando para uma escadaria do outro lado do salão, a multidão se abrindo com antecedência diante dela. Ela procurou Kai novamente e o encontrou tomando o rumo contrário — em direção a ela.
Segurando a respiração, ela se afastou da coluna protetora. Aquela era sua chance. Se ao menos ele olhasse para cima e a visse. Se ao menos viesse até ela. Cinder lhe contaria tudo e em seguida sairia furtivamente. Ninguém jamais saberia que ela estivera lá.
Ela puxou o vestido de baile prateado para cima com os punhos, os olhos praticamente perfurando a cabeça do imperador, desejando que ele levantasse a vista. Olhe para cima. Olhe para cima.
Kai parou com um olhar de leve perplexidade, e Cinder pensou, com um sobressalto, que havia conseguido — teria ela acabado de usar seu dom lunar?
Mas então ela percebeu um ponto dourado ao lado de Kai, uma manga cheia de babados roçando o braço dele. Sua respiração ficou presa.
Era Pearl, roçando as pontas dos dedos no cotovelo de Kai. Estava cheia de sorrisos deslumbrantes e piscadas ao se curvar em uma mesura.
Com o estômago embrulhando, Cinder escondeu-se atrás do pilar.
Pearl começou a falar, e Cinder monitorou as expressões de Kai enquanto sua pulsação martelava em seus ouvidos. No começo, ele apenas ensaiou um sorriso cansado, mas logo pareceu confuso. Surpreso. Um franzir de cenho de dúvida. Ela tentou adivinhar o que Pearl estava dizendo: Sim, eu sou a garota do festival desta manhã. Não, Cinder não virá. Nós não desrespeitaríamos essa ocasião tão importante permitindo que minha horrenda meia-irmã ciborgue comparecesse. Ah, você não sabia que ela era um ciborgue?
Cinder se encolheu, os olhos grudados nos dois. Pearl contaria tudo a Kai, e não havia nada que ela pudesse fazer a não ser observar e esperar o momento horrível em que Kai perceberia que estivera flertando com um ciborgue. Ele não iria querer ouvir suas explicações. Não desejaria nada mais dela. Ela seria forçada a mancar atrás dele para contar a razão pela qual viera, sentindo a desgraça que era.
Alguém pigarreou, e Cinder despertou de seus pensamentos cada vez mais ansiosos, quase torcendo o tornozelo. Um dos servos havia evidentemente se cansado de ficar de pé, imóvel e inexpressivo, e agora a olhava com uma repugnância mal disfarçada.
— Queira me perdoar — disse ele, com firmeza na voz. — Preciso escanear sua identificação.
Cinder instintivamente afastou a mão dele, apertando o pulso no estômago.
— Por quê?
Os olhos dele dispararam para a fila de guardas, prontos para chamá-los e mandá-los escoltarem-na para fora a qualquer momento.
— Para me certificar de que você está na lista de convidados, é claro — respondeu ele, segurando um pequeno escâner de mão.
Cinder pressionou as costas contra o pilar, os nervos zumbindo.
— Mas… eu pensei que todos os cidadãos estivessem convidados.
— De fato, estão. — O homem deu um sorrisinho, parecendo quase feliz com a perspectiva de desconvidar a garota diante dele. — Mas devemos nos assegurar de que estamos recebendo aqueles que responderam aos convites. É uma medida de segurança.
Engolindo em seco, Cinder olhou na direção da pista de dança. Kai ainda estava sendo assediado por Pearl, e agora Cinder podia ver Adri perambulando não muito longe dali, parecendo pronta a se meter na conversa no caso de Pearl dizer alguma coisa que pudesse envergonhá-la. Pearl não perdera seu tímido e galanteador encanto. Permanecia com a cabeça abaixada e uma das mãos cuidadosamente pousada na clavícula.
Kai ainda parecia perplexo.
Com arrepios percorrendo os braços, Cinder se virou para o cortesão e tentou imitar a inocência alegre de Peony.
— É claro — disse ela. Prendendo a respiração, ela esticou o braço. Estava elaborando um monte de desculpas, justificativas; sua confirmação devia ter se misturado à de alguém, ou talvez tenha havido confusão já que sua meia-irmã e sua madrasta haviam chegado sem ela, ou…
— Ah! — O homem ficou chocado, os olhos grudados na pequena tela.
Cinder ficou tensa, perguntando-se quais eram as chances de ela nocauteá-lo com um golpe rápido na cabeça sem que nenhum dos outros guardas notasse.
Os olhos perplexos dele passaram mais uma vez por seu vestido, cabelo, e depois voltaram para a tela. Ela podia ver a luta interna enquanto seu sorriso se transformou, aparentando educação.
— Cara Linh-mèi, que prazer. Estamos tão felizes que você tenha vindo esta noite.
As sobrancelhas dela se levantaram.
— Estão?
O homem lhe fez uma reverência seca.
— Por favor, perdoe minha ignorância. Estou certo de que Sua Majestade Imperial ficará feliz com a sua chegada. Por favor, me acompanhe, e eu a anunciarei.
Ela piscou, seguindo de maneira confusa o braço dele enquanto o homem caminhava em direção às escadas.
— Você vai fazer o quê?
Ele clicou algo em seu tablet antes de olhar novamente para Cinder. O olhar dele se precipitou sobre ela mais uma vez, como se não pudesse acreditar no que estava prestes a fazer, mas seu sorriso cordial não se desfez.
— Todos os convidados pessoais de Sua Majestade Imperial são devidamente anunciados, em reconhecimento à sua importância. É claro, eles normalmente não chegam tão… tarde.
— Espere. Convidados pessoais de… ah. Ah! Não, não, você não tem que…
Ela foi silenciada pelo retumbar de trompetes gravados pelos alto-falantes, invisíveis acima das suas cabeças. Encolheu-se com o som, os olhos se arregalando, quando a curta melodia acabou. Ao último soar dos trompetes, uma voz majestosa retumbou pelo salão de baile.
Por favor, queiram dar as boas-vindas ao 126º Baile Anual da Comunidade Oriental à convidada pessoal de Sua Majestade Imperial: Linh Cinder, de Nova Pequim.

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Boa leitura, E SEM SPOILER!