13 de dezembro de 2018

CAPÍTULO Cinco

— TELA QUATRO — DISSE CRESS, APERTANDO OS OLHOS PARA VER melhor a grade de ícones. — Coringa para... D5.
Sem esperar que o bobo da corte animado fosse dando estrelas até o novo espaço, ela desviou a atenção para o outro jogo.
— Tela cinco. Coletar rubis e espadas. Descartar as coroas.
A tela piscou, mas ela já tinha se voltado para outra.
— Tela seis. — Ela fez uma pausa e mordeu as pontas do cabelo. Doze filas de números preenchiam a tela, com alguns espaços vazios, alguns pintados com cores e desenhos. Depois de seu cérebro se contorcer com uma equação que ela não sabia se seria capaz de resolver outra vez, o enigma pareceu se iluminar, com a solução tão clara quanto o luar sobre a Terra. — No 3A, inserir um 4 amarelo. No 7B, um 16 preto. No 9G, um 20 preto.
A tabela desapareceu, dando lugar a um cantor da segunda era cantando em um microfone, e a plateia aplaudindo.
— Parabéns, Mana — disse a Pequena Cress. — Você ganhou!
A sensação de vitória de Cress durou pouco. Ela se virou de lado e reavaliou o primeiro jogo. Ao ver a jogada da Pequena Cress desde a última dela, seu orgulho murchou. Tinha sido encurralada.
— Tela um — murmurou, jogando o cabelo por cima do ombro e prendendo as pontas úmidas em nós ao redor do dedo. Cinco nós depois, sua vitória na tela seis já tinha sido esquecida. A Pequena Cress venceria essa.
Ela suspirou e fez a melhor jogada que conseguiu, que foi imediatamente seguida por um deslocamento do rei da Pequena Cress até o centro do labirinto holográfico para tomar o cálice dourado. Um bobo gargalhou e engoliu o resto do tabuleiro do jogo.
Cress gemeu e tirou o cabelo do pescoço, esperando a próxima tarefa que seu eu mais novo selecionaria aleatoriamente para ela.
— Eu ganhei! — disse a Pequena Cress depois que a holografia desapareceu na tela. Os outros jogos pararam automaticamente. — Você me deve dez minutos de dança country, usando o vídeo como guia, seguidos de trinta pulos com agachamento. Vamos começar!
Cress revirou os olhos e desejou não ter estado tão alegre quando gravara a voz. Mas fez o que foi pedido e saiu da cama quando o homem de bigode com o chapéu grande apareceu na tela, os polegares presos nos passadores do cinto.
Dois anos antes, ao perceber que sua moradia não oferecia muitas oportunidades para se exercitar, Cress entrou em um surto de boa forma. Instalou todos os jogos com um programa que cobria uma variedade de atividades físicas, que ela teria que executar todas as vezes que perdesse. Embora lamentasse a instalação do programa com frequência, ele a ajudava a não ficar grudada na cadeira, e ela gostava de dançar e das sequências de ioga. Só não estava ansiosa para os pulos com agachamento.
Quando a melodia da guitarra anunciou o começo da dança, um apito alto atrasou o inevitável. Com os polegares enfiados nos passadores de cinto imaginários, Cress olhou para as telas.
— Pequena Cress, o que...
— Recebemos um pedido de comunicação direta de um usuário desconhecido. Usuário: Mecânica.
Suas entranhas se contorceram, como se ela tivesse dado um mortal.
Mecânica.
Com um grito, Cress meio que cambaleou e meio que caiu na direção da tela menor, digitou rapidamente o código para cancelar a sequência de exercícios, verificou as configurações de firewall e privacidade e viu. Um pedido D-COMM e a mais inocente das perguntas.
ACEITAR?
Com a boca seca, Cress passou as mãos sobre o cabelo.
— Sim! Aceitar!
A janela desapareceu, foi substituída por escuridão, e então...
E então...
Ali estava ele.
Carswell Thorne.
Estava reclinado em uma cadeira, os calcanhares das botas apoiados na frente da tela.
Havia três pessoas atrás dele, mas Cress só via os olhos azuis olhando para ela, diretamente para ela, começando a se encher com o mesmo assombro sem fôlego que sentia.
A mesma admiração.
O mesmo encantamento.
Apesar de estarem separados por duas telas e uma quantidade enorme de espaço vazio, ela podia sentir a ligação nascendo entre eles naquele olhar. Uma ligação que não poderia ser rompida. Seus olhos se encontraram pela primeira vez, e, pela expressão de puro espanto no rosto dele, ela soube que ele também sentia.
Um calor subiu pelas bochechas dela. Suas mãos começaram a tremer.
— Caramba — murmurou Carswell Thorne. Colocou os pés no chão e se inclinou para a frente a fim de observá-la melhor. — Isso tudo é cabelo?
A ligação desapareceu e a fantasia de um momento perfeito de amor verdadeiro se desintegrou ao redor dela.
Um pânico repentino e absurdo subiu pela garganta de Cress. Com um grito, ela se escondeu da câmera e foi para baixo da escrivaninha. Suas costas bateram na parede com um baque que fez seus dentes tremerem. Ela ficou ali agachada, com a pele queimando e a pulsação trovejando enquanto observava a sala à sua frente, a sala que ele também estava vendo, a cama desfeita e o homem de bigode mandando-a abraçar o parceiro imaginário e girá-lo.
— O qu... para onde ela foi?
A voz de Thorne chegou a ela pela tela.
— Sinceramente, Thorne. — A voz de uma garota. Linh Cinder? — Você alguma vez pensa antes de falar?
— O quê? O que eu disse?
— ‘Isso tudo é cabelo?’
— Você viu? Parecia um cruzamento de ninho de passarinho e novelo de lã depois de ser atacado por um guepardo.
Um momento. Em seguida:
— Guepardo?
— Foi o primeiro felino grande que me veio à mente.
Cress tentou depressa pentear com os dedos os nós ao redor das orelhas. Não cortava o cabelo desde que tinha sido colocada no satélite e naquele momento chegava até abaixo dos joelhos. Mas Sybil não levava objetos afiados para o satélite, e Cress tinha parado de se preocupar havia tempos em mantê-lo cuidadosamente trançado. Afinal, quem a veria?
Ah, se ela tivesse arrumado o cabelo de manhã. Se tivesse colocado o vestido que não tinha um buraco na gola. Será que havia escovado os dentes depois do café da manhã? Não lembrava, e tinha certeza de que estava com pedaços de espinafre dos ovos à florentina congelados presos nos dentes.
— Deixe que eu falo com ela.
Barulho de movimento vindo da tela.
— Olá? — A voz de uma garota de novo. — Sei que você consegue me ouvir. Peço desculpas por meu amigo ser tão idiota. Você pode ignorá-lo.
— É o que costumamos fazer — disse a outra voz feminina.
Depressa, Cress procurou um espelho ou qualquer coisa parecida.
— Precisamos falar com você. Eu sou... Aqui é Cinder. A mecânica que consertou o androide.
A parte de trás da mão de Cress bateu no cesto de roupas sujas. O cesto colidiu com a cadeira de rodinhas, que foi lançada pela sala e bateu na escrivaninha do outro lado e fez um copo de água cheio até a metade se balançar e inclinar. Cress ficou paralisada, com os olhos se arregalando quando o vidro chegou perto do drive de memória que abrigava a Pequena Cress.
— Hã, olá? Você pode falar agora?
O copo parou sem cair e ficou imóvel mais uma vez, sem derramar uma gota.
Cress expirou lentamente.
Não era assim que esse encontro deveria acontecer. Essa não era a fantasia com a qual sonhara umas cem vezes. O que ela disse em todos aqueles sonhos? Como agiu? Quem era aquela pessoa?
Ela só conseguia pensar na humilhação horrível do dançarino country (fique de frente pro parceiro e dois pra lá, dois pra cá) e do cabelo que parecia um ninho, nas mãos suando e na pulsação disparada.
Apertou bem os olhos e se obrigou a se concentrar, a pensar.
Ela não era a garotinha boba escondida debaixo da escrivaninha. Ela era... ela era...
Uma atriz.
Uma atriz linda, cheia de pose e talentosa. E estava usando um vestido de lantejoulas que brilhava como as estrelas, um vestido que deixaria qualquer um hipnotizado. Não podia questionar seu próprio poder de encantar os que estavam ao redor, tanto quanto um taumaturgo não questionaria sua capacidade de manipular uma multidão. Ela era de tirar o fôlego. Estava...
Ainda escondida debaixo da escrivaninha.
— Você está aí?
Uma risada debochada.
— É, isso está indo muito bem.
Carswell Thorne.
Cress se encolheu, mas sua respiração estava ficando menos esporádica conforme ela ia se envolvendo em sua fantasia.
— Isso é um cenário de novela — sussurrou, baixo o bastante para eles não ouvirem.
Ela obrigou a ideia a penetrar na imaginação. Aqui não era o quarto dela, seu santuário, sua prisão. Era um cenário de novela, com câmeras e luzes e dezenas de diretores e produtores e assistentes androides zanzando de um lado para outro.
E ela era uma atriz.
— Pequena Cress, pausa no programa de exercício.
As telas pararam, a sala ficou silenciosa, e Cress saiu de baixo da escrivaninha.
Cinder estava sentada em frente à tela agora, Carswell Thorne pairando atrás do ombro dela. Cress olhou-o por tempo suficiente para ver um sorriso que talvez pretendesse ser um pedido de desculpas, mas só fez o coração dela pular mais.
— Oi — disse Linh Cinder. — Me desculpe por pegá-la de surpresa assim. Você se lembra de mim? Nós nos falamos algumas semanas atrás, no dia da coroação, e...
— S-sim, claro — gaguejou Cress. Seus joelhos começaram a tremer, e ela puxou sorrateiramente a cadeira de volta e se sentou. — Estou feliz por você estar bem.
Ela se obrigou a se concentrar em Linh Cinder. Não em Carswell Thorne. Se não olhasse nos olhos dele de novo, conseguiria ir até o fim. Não desmoronaria.
Mas a tentação de olhar para ele estava presente, incomodando-a.
— Ah, obrigada — falou Cinder. — Não sei bem... Quero dizer, você acompanha as notícias da Terra? Sabe o que está acontecendo desde...
— Sei de tudo.
Cinder fez uma pausa.
Cress percebeu que suas palavras saíram todas misturadas e se lembrou de pronunciar melhor, uma vez que estava fazendo um papel tão sofisticado. Ela se obrigou a sentar mais ereta.
— Acompanho todos os noticiários — esclareceu. — Eu sabia que você tinha sido vista na França e venho rastreando sua nave, então sabia que não fora destruída, mas não sabia se você havia sido ferida e nem o que aconteceu. Eu estava tentando estabelecer a ligação pelo chip D-COMM, mas você nunca respondia. — Ela murchou um pouco, com os dedos amarrando o cabelo. — Mas estou feliz de ver que está bem.
— Sim, sim, ela está bem, estamos bem, todo mundo está bem — disse Thorne, apoiando um cotovelo no ombro de Cinder e se inclinado sobre a tela com sobrancelhas franzidas. Olhar nos olhos dele foi inevitável, e um gritinho involuntário escapuliu pelos lábios de Cress, um som que ela nunca tinha se ouvido fazer antes. — Você acabou de dizer que estava rastreando nossa nave?
Ela abriu a boca, mas fechou-a um momento depois, quando nenhum som saiu. Por fim, deu um leve aceno positivo com a cabeça.
Thorne apertou os olhos para ela como se estivesse tentando descobrir se estava mentindo. Ou se era apenas idiota.
Ela sentiu uma forte vontade de voltar para baixo da escrivaninha.
— É mesmo? — perguntou ele. — E para quem você trabalha mesmo?
Você é uma atriz. Uma atriz!
— Para a mestra — disse ela, forçando as palavras. — A mestra Sybil. Ela me mandou encontrar vocês, mas não contei nada para ela, e nem vou, não precisam se preocupar com isso. Eu... eu estou embaralhando os sinais de radar e garantindo que os satélites de observação estejam virados para o outro lado quando vocês passam, esse tipo de coisa. Para que mais ninguém encontre vocês. — Hesitou, percebendo que quatro rostos estavam olhando boquiabertos para ela, como se todo o cabelo dela tivesse acabado de cair. — Vocês devem ter reparado que ainda não foram capturados, não é?
Cinder ergueu uma das sobrancelhas e desviou o olhar para Thorne, que soltou uma gargalhada repentina.
— Esse tempo todo nós pensamos que Cinder estava lançando algum tipo de feitiço de bruxa nas outras naves, mas era você?
Cinder franziu a testa, mas Cress não sabia a quem sua irritação se dirigia.
— Acho que devemos um grande agradecimento a você.
Desconfortável, Cress deu de ombros.
— Não foi tão difícil. Encontrar vocês foi a parte mais difícil, mas qualquer um seria capaz de descobrir como. E levar naves despercebidas por toda a galáxia é uma coisa que os lunares fazem há anos.
— Minha cabeça vale um preço alto o bastante para comprar a província do Japão — lembrou Cinder. — Se alguém fosse capaz de nos encontrar, já teria nos descoberto. Então, é sério, obrigada.
Um rubor desceu pelo pescoço de Cress.
Thorne cutucou Cinder no braço.
— Amolecer com elogios. Boa estratégia.
Cinder revirou os olhos.
— Olha. O motivo de estarmos fazendo contato com você é que precisamos de sua ajuda. Evidentemente, muito mais do que eu imaginava.
— Sim — disse Cress com ênfase, desenrolando o cabelo dos pulsos. — Sim. O que você precisar.
Thorne abriu um sorriso largo.
— Está vendo? Por que vocês não podem ser sempre agradáveis assim?
A segunda garota deu um tapa no ombro dele.
— Ela nem sabe ainda o que queremos que faça.
Cress olhou direito para ela pela primeira vez. Tinha cabelo ruivo ondulado, uma coleção de sardas no nariz e curvas injustamente exageradas em comparação a Cinder, que era toda angulosa. O homem ao lado dela fazia as duas parecerem anãs. Ele tinha cabelo castanho espetado para todos os lados, cicatrizes que indicavam uma quantidade exagerada de brigas e um hematoma recente no maxilar.
Cress se esforçou para parecer confiante.
— Com o que vocês precisam de ajuda?
— Quando falei com você antes, no dia do baile, você me disse que estava espionando os líderes terráqueos e relatando tudo para a rainha Levana. E também que sabia que, quando Levana se tornasse imperatriz, planejava mandar assassinar Kai para ter controle absoluto da Comunidade e usar esse poder para deflagrar um ataque total contra os outros países da Terra.
Cress assentiu, talvez com vigor demais.
— Bem, nós precisamos que as pessoas da Terra saibam tudo o que ela está disposta a fazer para tomar a Terra toda para si, não só a Comunidade das Nações Orientais. Se os outros líderes soubessem que ela os vem espionando esse tempo todo e que tem toda a intenção de invadir seus países na primeira oportunidade que tiver, não vão aceitar esse casamento. Eles não a aceitariam como líder mundial, o casamento seria cancelado e... com sorte, isso nos daria uma chance de... er. Bem, o objetivo final é destroná-la.
Cress lambeu os lábios.
— Então... o que vocês querem que eu faça?
— Evidências. Preciso de evidências do que Levana está planejando, do que tem feito.
Refletindo, Cress apoiou as costas no encosto da cadeira.
— Tenho cópias de todos os vídeos de monitoração ao longo dos anos. Seria fácil escolher algumas das cenas mais incriminadoras e enviar para você por este canal.
— Isso é perfeito!
— Mas é circunstancial. Só provaria que Levana está interessada no que os outros líderes estão fazendo, não necessariamente que planeja invadir os países deles, e acho que não tenho nenhuma documentação sobre ela querer assassinar Sua Majestade. É basicamente minha desconfiança, além de especulações sobre coisas que minha mestra disse.
— Tudo bem, nós aceitamos o que você tiver. Levana já nos atacou uma vez. Acho que os terráqueos não vão precisar de muito para serem convencidos de que ela o fará de novo.
Cress assentiu, mas seu entusiasmo tinha murchado. Ela limpou a garganta.
— Minha mestra vai reconhecer as imagens. Vai saber que fui eu que as forneci.
O sorriso de Cinder começou a sumir, e Cress percebeu que não precisava explicar aonde queria chegar. Ela seria morta por traição.
— Me desculpe — disse Cinder. — Se houvesse um jeito de levarmos você para longe dela, nós faríamos, mas não podemos correr o risco de irmos até Luna. Passar pela segurança do porto...
— Eu não estou em Luna! — As palavras saíram desesperadas, levadas por uma pontada de esperança. — Vocês não precisam ir a Luna. Não estou lá.
Cinder observou o aposento atrás de Cress.
— Mas você disse antes que não podia fazer contato com a Terra, então você não está...
— Estou em um satélite. Posso dar minhas coordenadas e já verifiquei semanas atrás que sua Rampion tem equipamento de atracagem compatível, ou pelo menos as naves de passeio que a acompanham têm. Vocês... vocês ainda têm as naves, certo?
— Você está em um satélite? — disse Thorne.
— Estou. Regulado para uma órbita polar de dezesseis horas ao redor da Terra.
— Há quanto tempo você mora em um satélite?
Ela enrolou o cabelo nos dedos.
— Sete anos... mais ou menos.
— Sete anos? Sozinha?
— S-Sim. — Ela deu de ombros. — A mestra traz comida e água, e tenho acesso à rede, então nem é tão ruim, mas... bem...
— Mas você é uma prisioneira — falou Thorne.
— Eu prefiro dizer donzela em perigo — murmurou ela.
Um lado da boca de Thorne se levantou naquele meio sorriso perfeito da foto da formatura. Um olhar que era um pouco malicioso e totalmente encantador.
O coração de Cress parou, mas se eles repararam que ela estava se derretendo na cadeira, não disseram nada.
A garota ruiva se afastou e saiu da imagem, embora Cress ainda a ouvisse.
— Não podemos mesmo fazer nada para Levana querer nos encontrar ainda mais do que já quer.
— Além disso — disse Cinder, trocando um olhar com os companheiros — queremos mesmo deixar alguém que sabe rastrear nossa nave aos cuidados de Levana?
Os dedos de Cress começaram a formigar nas partes em que o cabelo estava
interrompendo a circulação, mas ela nem percebeu.
Thorne inclinou a cabeça e olhou para ela pela tela.
— Tudo bem, donzela. Mande suas coordenadas.

12 comentários:

  1. Isso se chama Complexo de Cinderela
    -Carol

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  2. "Donzela em perigo"??? Sério colega???Nem a Disney usa isso hoje em dia. 😑😑😑

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    1. Então, as donzelas da Disney agora salvam os príncipes

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    2. Acho que é compatível a uma menina presa a 7 anos, isolada de tudo e de todos, que não teve outras experiências para amadurecimento e que pra conseguir falar com eles teve que fantasiar que era uma atriz... Meio piegas mais não me espantou não!!!!?

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    3. Olha, ela está a maior parte da vida presa nesse satélite. Ela é manipulada e ameaçada o tempo todo. Ela está colocando a própria vida em risco ajudando todos eles, tentando impedir a Levana, mesmo sem ter qualquer obrigação para isso. Mesmo sabendo que nenhum ser humano em situações normais faria o mesmo por ela.

      Ela cresceu isolada de todos, alienada de qualquer mínima concepção da realidade, rejeitada por seu próprio povo, roubada de sua família. Ela não tem a menor noção do mundo real mesmo com sua brilhante inteligência, teve que fixar totalmente em sua imaginação e mundo de sonhos para não enlouquecer, pode parecer uma adolescente mas ainda tem a mentalidade daquela garotinha perdida e sem ninguém com quem contar que era quando foi isolada aí.

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  3. 😂😂😂😂 adorei! Ela tem que ser a donzela para o príncipe Thorne resgatar ela!

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  4. Coitada, gente, se imaginem vivendo a vida dela... eu também seria essa mistura de bicho do mato/ cinderella/fangirl

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  5. Novo Shipp na área, Cress e Thorne. Mas ela podia ao menos tentar esconder né kkkk tadinha

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  6. Gente, vamos levar em conta que a Cress nunca teve instrução nenhuma, é nova. Acho que a proposta da autora é de amadurecimento. Ela já é uma garota corajosa e inteligente. Imaginem ficar 7 anos presa sem ter como sair, ela usou uma frase clichê pra fazer graça. Mais tenho certeza que ela vai amadurecer e aprender a se cuidar sozinha, ter autoconfiança e tudo mais.
    Não julguem a autora por mostrar uma realidade que muitas meninas vivem hoje em dia, a falta de instrução.

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Boa leitura, E SEM SPOILER!