26 de novembro de 2018

Capítulo 3

IZMAN PARECIA DIFERENTE VISTA DE CIMA. Eu estava no parapeito da grande casa de oração e podia ver a multidão reunida para os jogos do sultim bem abaixo de nós.
Havíamos escolhido aquele lugar justamente para ficar de olho nos eventos daquela manhã. Definitivamente não tinha sido pelo conforto.
Eu me desloquei pela murada estreita tanto quanto pude, tentando obter uma visão melhor do que estava acontecendo. Senti a gravidade e quase perdi o equilíbrio; à minha direita, Jin instintivamente agarrou meu braço, me estabilizando antes que eu mergulhasse centenas de metros até a morte.
— Não posso me dar ao luxo de perder você também, Bandida — disse ele enquanto me ancorava em nosso observatório.
Maz e Izz estavam ao nosso redor. Haviam voado com a gente até ali, na forma de dois rocs gigantes, pouco antes do amanhecer, quando as pessoas começaram a se reunir.
O sol deixava o domo dourado da casa de oração tão brilhante que quase me cegava, apesar de eu estar de costas para ele. O que significava que pareceríamos ilusões caleidoscópicas em vez de carne e osso a qualquer um que por acaso olhasse na nossa direção.
Quando eu estava lá embaixo, a cidade era uma caixinha de surpresas. Curvas bruscas, alcovas escondidas, becos inesperados. Longas ruas pontuadas ocasionalmente por janelas que revelavam outros mundos às pedras empoeiradas do calçamento. Passagens estreitas tornavam-se mais estreitas ainda, tomadas por fileiras de bancas de comércio e um fluxo contínuo de pessoas. Tudo isso coberto por toldos coloridos obscurecendo o céu.
Eu ainda não tinha conseguido decifrar a cidade, mesmo depois de quase um mês presa ali pelo grande domo de fogo. Eu sabia que era uma das invenções perversas de Leyla. Mas, naquela noite, as outras pessoas recorriam à mesma explicação de Sara. Só podia ser magia antiga. Coisas do tipo não eram vistas desde a Primeira Guerra.
Muitos o batizaram de Muro de Ahmed. Alguns até oravam para ele — eram os chamados Acólitos de Ahmed. Homens e mulheres que chamuscavam as roupas e ficavam com o rosto cheio de cinzas porque passavam os dias tentando se aproximar da grande barreira de fogo, com o intuito de rezar para que ela mantivesse os invasores do lado de fora dos portões. Não importava quantas vezes os soldados do sultão enxotassem os Acólitos de Ahmed, eles continuavam voltando, manhã após manhã. Alguns haviam até morrido por se aproximar demais da barreira. Desintegravam-se como a pedra que Jin havia arremessado nela no primeiro dia. Os Acólitos acreditavam que Ahmed havia salvado a todos nós.
Embora eu odiasse admitir, era provável que a barreira realmente tivesse nos salvado. Só que não tinha nada a ver com Ahmed.
De nosso ponto de observação, eu podia ver as fileiras de tendas azuis cercando a cidade com precisão militar. Esperando. Como vinham fazendo havia semanas. Não demorou muito para que chegassem à cidade depois que os gêmeos as viram no horizonte. Mas a invasão parou por aí. Também não era possível atravessar a barreira pelo lado de fora. Suas balas se desintegravam no fogo. Logo os gallans ficaram em silêncio, contentando-se em cercar a cidade. Todos sabíamos que não desistiriam tão fácil.
Os gallans tinham ocupado o deserto por quase duas décadas. Haviam colocado o sultão no trono, ajudando-o a tomá-lo de seu pai e seus irmãos. Em troca, ele havia permitido que nos impusessem suas leis. Deixado que suas crenças os guiassem na matança de demdjis e seres primordiais. Forçado os mais pobres a desempenhar atividades perigosas, como forjar armas para eles lutarem suas guerras. Os gallans impuseram sua violência sem medo das consequências. O sultão havia permitido que aquilo acontecesse até que deixasse de servir aos seus propósitos. Só então havia tentado aniquilá-los usando meu irmão, Noorsham, um demdji que podia destruir cidades inteiras. O sultão usou contra os gallans aquilo que eles mais desprezavam — a magia. Mas havíamos nos metido em seu caminho antes que Noorsham pudesse acabar com eles. Eu queria expulsar os gallans como todo mundo, mas Noorsham levaria junto um monte de mirajins. No fim, a única coisa que o sultão conseguiu foi transformar os gallans em inimigos. E agora lá estávamos nós, sob cerco do maior império do mundo.
Eles pareciam achar que, se esperassem do outro lado da barreira de fogo, cedo ou tarde Izman cederia. Mas eu sabia uma coisa ou outra sobre o sultão. Ele não continuaria no jogo se não acreditasse que podia ganhar.
Me perguntei quantas vilas e cidades mirajins os gallans haviam saqueado no caminho até Izman. Quantas pessoas teriam morrido enquanto o sultão esperava que chegassem até ele.
O sultão me dissera uma vez que seu propósito era proteger o país. Que estava estabelecendo Miraji como uma força a ser respeitada, para que nenhum exército estrangeiro tentasse ocupá-la novamente. E talvez fosse verdade. Mas a cada passo em direção a essa suposta segurança, o sultão acumulava mais poder, e mais corpos eram pisoteados pelo caminho. O povo não havia concordado em ser uma peça daquele jogo contra os invasores estrangeiros.
Então a rebelião ia encerrar o jogo. Traríamos Ahmed de volta. E Rahim. E Shazad. E Delila. E todos os outros que haviam sido capturados. Íamos acabar com aquilo. Assim que descobríssemos como dar o fora daquela cidade.
Uma gota de suor deslizou sob meu sheema, descendo pelo pescoço e por baixo do kurta.
— Você está bem, Bandida? — Jin perguntou no meu ouvido.
Queria ser capaz de mentir. De dizer a ele que estava firme e forte. Como não conseguiria, preferi não responder.
— Chegou a hora — disse apenas, estendendo as mãos para a cidade lá embaixo, esticando os dedos ao máximo. — Se preparem.
Eu não era capaz de alcançar as dunas além da barricada artificial do sultão, mas a cidade estava cheia de areia do deserto. Em seu íntimo. Em sua alma.
Puxei. Meu ferimento doeu, como um músculo protestando em ser usado. Era o que acontecia desde que o metal fora removido da minha pele. A cicatriz na lateral do corpo doía como se lembrasse do ferro e estivesse lutando contra meu poder de demdji.
De início, foi apenas um puxão, mas estava ficando cada vez pior. E uma ou duas vezes senti como se a areia pudesse escapar completamente do meu controle.
Ignorei aquilo o melhor que pude, enquanto a areia se erguia das ruas em uma onda dourada, como vapor saindo de uma banheira. Ela veio das frestas entre os paralelepípedos, de dobras nas roupas, das folhas nos jardins dos terraços. Foi enchendo o ar, rodopiando e se reunindo. Milhares de grãozinhos de areia espalhados pela cidade, que sozinhos não eram nada, mas se uniam em uma tempestade revoltosa.
Em algum lugar lá embaixo, na multidão reunida para assistir aos jogos do sultim, estava Hala, toda coberta para proteger sua pele dourada dos olhares curiosos. Dois rebeldes que haviam escapado conosco, Riad e Karam, a acompanhavam. Eu confiava neles para mantê-la segura ou tirá-la dali se fosse demais para aguentar.
Era uma ilusão em uma escala maior do que Hala jamais tinha feito: a abençoada sultima voltaria à vida. Minha prima Shira, exatamente como aparecia nos meus pesadelos, com a cabeça decapitada, o olhar acusador, seria projetada na mente de milhares de pessoas de uma só vez, para plantar uma centelha de dúvida sobre o sultão e interromper os jogos.
Era arriscado, um ato de desespero, levar os poderes de Hala ao seu limite. Mas tínhamos que fazer algo. A última coisa de que precisávamos era o país se submetendo a um novo príncipe enquanto tentávamos resgatar o antigo.
Mas impedir os jogos do sultim era apenas um de nossos propósitos.
Hala era a distração. Eu era a cobertura.
Nossa real intenção era chegar ao palácio.
Distrações também podem servir à causa.
Shazad me disse isso uma vez, quando tentou me resgatar do harém com panfletos chovendo do céu. Mas Shazad fazia tudo parecer fácil.
Dois alvos. Uma bala. Isso eu podia entender. Dois objetivos. Um plano.
Ouvi um grito lá embaixo quando a ilusão de Hala se infiltrou na mente das pessoas ao redor. Por um momento, perdi o foco, deixando meu poder escapar do controle. Senti a dor ardente na lateral do corpo começar a amenizar. Foi um alívio tão grande que por um segundo quis desistir, soltar a tempestade, bloquear a dor. Deixar tudo ir embora e descansar.
Me esforcei para retomar o controle da areia e, no mesmo instante, a dor voltou. Prossegui até a tempestade cobrir o quarteirão lá embaixo, numa massa rodopiante que impedia que alguém nos visse. Meu corpo ainda doía. Me mexi, tentando amenizar a dor, e a tempestade se mexeu comigo, de forma inesperada. Não podia adiar mais o sinal. Já estava com dificuldade de manter o controle. Virei a cabeça na direção de Jin e dos gêmeos só o suficiente para ser ouvida sobre o barulho da tempestade.
— Agora.
Não precisei falar duas vezes. Maz estava exasperado havia horas, mudando incansavelmente de forma, só esperando a ordem.
Havia um enorme sorriso em seu rosto quando ele jogou de lado o manto que vestia, mandando-o tempestade de areia abaixo enquanto pulava da borda do telhado sem pensar duas vezes. Por um segundo, ele foi apenas um garoto no ar, no ápice de um salto, antes da queda inevitável, o momento em que se para de voar para mergulhar em direção ao solo.
Até que deixou de ser um garoto.
Seu corpo mudou — braços se transformando em asas, pés se tornando garras, pele explodindo em penas. Izz foi logo atrás, segurando um embrulho na boca enquanto ela se transformava em bico e se lançando do parapeito.
Se a multidão lá embaixo pudesse ver, pareceria que dois rocs tinham acabado de brotar do domo dourado da casa de oração, como se ovos místicos tivessem chocado. Eles planaram graciosamente acima da tempestade que os escondia, felizes em voltar a se transformar.
Diferente dos gêmeos, Jin mal havia se movido desde nossa subida. Ele era bom nisso, em permanecer parado quando todo mundo em volta estava inquieto. Mas eu conseguia perceber mesmo assim, sob sua pele, a impaciência da espera para entrar em ação. Estava lá havia semanas. Desde o dia em que vimos Imin ser executada como Ahmed. Desde a noite em que nos descobrimos presos na cidade, incapazes de resgatar nossos companheiros. Incapaz de salvar a família que ele protegera por anos.
Às vezes eu o notava abrindo e fechando a mão compulsivamente sobre a bússola de latão, mas era o único sinal que dava de que estava tão preocupado quanto o restante de nós.
Jin me lançou um olhar de canto de olho, que durou apenas tempo suficiente para eu assentir, garantindo que estava bem. Que podia aguentar firme.
Eu não ia contar que a dor estava se espalhando pelo ferimento na lateral do meu corpo e que eu não sabia quanto tempo mais poderia aguentar.
Jin me respondeu com um sorriso discreto, um fantasma daquele que costumava dar quando as coisas eram mais simples e outras pessoas comandavam a rebelião. O sorriso que dizia que estávamos prestes a nos meter em confusão.
Mas já estávamos em apuros fazia tempo. Então ele deu um passo no ar.
Maz planou abaixo dele, acomodando-o com facilidade em suas costas, depois mudou de direção com uma batida de asas para levá-lo até o palácio, onde Izz esperava em toda sua glória de penas azuis.
Deixei escapar um suspiro desconfortável, lutando contra a urgência de baixar uma das mãos e pressionar onde doía.
Precisávamos encontrar um caminho através daquela barreira intransponível, para enfim sairmos da cidade. Já havíamos procurado por algum tipo de brecha em todo o perímetro de Izman — um portão, uma fissura pela qual desse para passar, qualquer coisa. Mas a cidade estava hermeticamente fechada. O que significava que precisávamos procurar em outro lugar pela saída.
Como na pilha de papéis espalhados na mesa do sultão, que incluíam tudo desde rotas de suprimento para o exército até cartas endereçadas a governantes estrangeiros convidando-os para o Auranzeb, a festa que celebrava a ascensão do sultão ao trono.
Eu tinha vasculhado tudo quando estava no palácio. Só que não tínhamos mais um espião ali. Precisávamos nos infiltrar de novo se pretendíamos conseguir alguma informação.
Aquela estava longe de ser nossa primeira tentativa de entrar no palácio. Algumas semanas antes, Sam havia tentado passar pelos muros. Sua estranha magia albish permitia que deslizasse pela pedra sólida como se fosse água. Era um dom que ninguém em Miraji havia testemunhado, de modo que até então não existia proteção contra ele.
Só que já tínhamos mostrado nossas cartas na emboscada do sultão. Depois de escaparmos por pouco, ele sabia exatamente quais eram os poderes que guardávamos nas mangas. Ele ordenou que colocassem painéis de madeira do lado de dentro dos muros, tão sólidos para Sam quanto para qualquer um. E eles estavam esperando que tentássemos entrar. A bala teria atingido o coração de Sam se ele não tivesse se movido no último segundo para voltar até o lugar onde o aguardávamos, ocultos pela ilusão de Hala, para fazer um comentário sarcástico. Por isso, o tiro pegou no ombro. Houve um bocado de sangue. Por toda parte. Espalhando-se pelo muro enquanto ele saía, sem nenhum lugar para onde recuar a não ser o céu aberto. Pelas minhas mãos, quando o segurei enquanto perdia a consciência. Pela camisa de Jin, quando o colocou no ombro para carregá-lo. Ensopando as roupas de cama limpas quando finalmente o deitamos na Casa Oculta, ainda respirando. Em péssimas condições.
Não que salvá-lo tenha mudado muita coisa no longo prazo. Mas foi como aprendemos a lição. Tínhamos que esperar uma oportunidade melhor. Mesmo que cada segundo que esperássemos significasse que os prisioneiros estavam sendo levados para mais longe. E que podiam estar sendo torturados. Ou mortos. Precisávamos esperar.
Os jogos do sultim pareceram a oportunidade ideal, então tivemos que aproveitá-la. Não importava quão desesperada fosse nossa ação.
Mais adiante, Izz abria suas enormes asas azuis, pegando carona em uma corrente ascendente da minha tempestade de areia enquanto sobrevoava o palácio, sua sombra enorme passando de leve sobre os muros e jardins do harém, depois sobre o domo de vidro que coroava as câmaras do sultão.
Se não éramos capazes de atravessar os muros, tentaríamos algo menos sutil.
Izz largou os explosivos que carregava, deixando-os despencar na direção do vidro. O domo explodiu, estilhaçando-se em uma chuva de cacos que refletiu o sol, parecendo estrelas caindo do céu. Jin e Maz entraram e foram direto para os aposentos do sultão.
Izz deu a volta para me pegar. Ele planou abaixo de mim e respirei fundo, lutando para manter a tempestade de areia sob controle mesmo com a atenção dividida. A dor me distraía, mas eu tinha que confiar que Izz conseguiria me pegar se eu pulasse. Então, dobrando os joelhos de leve, pulei para o nada. Pousei nas costas de Izz, e o impacto expulsou o ar dos meus pulmões, escurecendo minha visão.
Mas não soltei. Lutei para segurar tanto suas costas quanto o deserto enquanto ele voava para cima. Não tínhamos muito tempo. A ilusão de Hala podia funcionar no povo, fazê-lo acreditar que Shira realmente tinha voltado dos mortos, mas o sultão adivinharia que éramos os responsáveis. E não levaria muito tempo para perceber que estávamos fazendo mais do que apenas incitar seu povo contra ele e seus filhos. Ele sairia à nossa procura.
Eu tinha que ganhar mais tempo para Jin. Izz rodopiou pelo ar até estarmos sobre o domo estilhaçado. Jin e Maz haviam sumido de vista no escritório do sultão. Eu só conseguia ver a beira da mesa à qual havíamos nos sentado uma vez, comendo um pato que eu mesma havia matado nos jardins, enquanto ele me provocava, me fazendo duvidar de Ahmed. Agora, ela estava coberta de cacos de vidro.
Ignorando a dor lancinante, afastei o corpo das costas de Izz para que pudesse ver a areia. Lutei para manter o equilíbrio enquanto o vento chicoteava meu cabelo, jogando-o no rosto, repuxando minhas roupas. Respirei fundo e voltei a reunir a areia, segurando mais forte. Ergui os braços como faria se quisesse dissipar a tempestade de areia pelas ruas de Izman, mas em vez disso a lancei em uma grande rajada rodopiando na nossa direção.
A areia disparou, passando por mim e por pouco não pegando a asa de Izz, empurrando-o para cima. Não afrouxei as mãos enquanto ele se debatia, tentava freneticamente recuperar o equilíbrio. Lancei todos os grãos de areia que havia tirado das ruas de Izman pela cúpula de vidro quebrada em uma cascata bem controlada, ignorando a agonia lancinante. Concentrei a areia na direção do corredor que levava aos aposentos do sultão, inundando-o, bloqueando a entrada como uma rolha em uma garrafa, cortando qualquer meio que os soldados teriam para chegar a Jin. Então soltei.
A dor finalmente diminuiu, indo de uma facada para uma dormência enquanto eu recuava.
Me acomodei nas costas de Izz enquanto olhava para o que havia feito. Aquilo não duraria para sempre. Era areia; eles iam retirá-la mais cedo ou mais tarde. Mas provavelmente eu havia ganhado tempo suficiente para Jin encontrar o que precisávamos. Se estivesse mesmo lá.
Com algumas batidas poderosas de suas asas, Izz nos carregou para o alto, para fora do alcance dos tiros que vinham do solo.
Lá de cima, eu podia ver o palácio se abrir sob nós como uma miniatura de brinquedo. Os soldados corriam em direção aos aposentos do sultão. Homens e mulheres na praça caíam de joelhos enquanto a visão de Shira se dissipava de suas mentes. Os doze príncipes permaneciam em choque, um de pé com a espada sacada, sem ninguém com quem lutar. Pessoas fugiam da tempestade de areia, do som da explosão próxima e da aparição repentina de um roc gigante pairando sobre eles.
E então vi uma figura solitária lá embaixo, nos jardins do harém, olhando direto para nós. Foi sua imobilidade que chamou minha atenção. Eu a reconheci na hora, mesmo à distância, pelo modo como o cabelo estava preso e pela inclinação dos ombros. Era como uma estátua, tão imóvel quanto um de seus abdals antes de entrarem em ação para matar.
Leyla.
A princesa traidora.

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Boa leitura, E SEM SPOILER!