26 de novembro de 2018

Capítulo 21

EU ESTAVA PROFUNDAMENTE CIENTE DAS ESTRELAS me observando enquanto me revirava no saco de dormir. Não tinha me dado ao trabalho de armar uma tenda. Mesmo à noite, fazia calor ali no extremo sul.
A maioria dos seguidores de Noorsham dormia ao relento. Afinal, o que tinham para esconder dos olhos de Deus? Só que não eram os olhos de Deus que me preocupavam, e sim os olhos das outras mulheres, dormindo ao meu redor.
As regras de Noorsham ditavam que homens e mulheres solteiros deviam dormir separados.
— É um pecado aquele rapaz até mesmo olhar para você daquele jeito se não é casada com ele — uma delas disse baixo, olhando por cima do ombro para Jin, que me observava enquanto me levavam para uma área de Sazi sob um declive raso, logo embaixo de onde costumavam estar as minas. Era lá que as mulheres dormiam. Vi de relance minha prima Olia se acomodando ao cair da luz. Ela trocou um olhar comigo e apenas deu de ombros. Como se perguntasse se eu realmente esperava que alguma coisa tivesse mudado no Último Condado. Provavelmente eu era a única que havia mudado.
Queria falar com Jin. Precisava conversar com alguém agora que nossa caçada por uma lenda impossível tinha terminado nesse beco sem saída esquecido por Deus. Tínhamos perdido outro dia de busca por minha causa. Eu costumava procurar Shazad cheia de dúvidas nas longas noites escuras. Mas ela não estava mais ali. E eu estava separada dos garotos. E eu não duvidava que uma daquelas mulheres me deduraria se eu saísse escondida no meio da noite.
Já vira aquilo acontecer uma vez depois das preces noturnas. Depois que o acampamento inteiro se reuniu em torno de Noorsham e ele levantou as mesmas mãos que usara para queimar pessoas vivas para abençoar seus discípulos. Então todos fizeram uma fila à sua frente. Observamos curiosos da lateral enquanto dois dos seus discípulos apareciam, arrastando sacos enormes, que colocaram ao lado dele. Eu o vi enfiar a mão dentro do primeiro e puxar um pão quentinho, depois passá-lo para a primeira pessoa da fila. Eles se moviam rapidamente. Não tinha me dado conta da fome que sentia até ver a comida. A próxima pessoa se aproximou, arrastando os pés, e recebeu um pão idêntico. Uma garotinha deu um passo à frente, com as mãos estendidas ansiosamente. Mas, antes que Noorsham pudesse alimentá-la, a mulher atrás dela falou alto:
— Ela não estava nas preces hoje.
Noorsham se afastou da garotinha abruptamente, como se fosse uma serpente.
— Mira, isso é verdade? — Soava mais como uma acusação do que uma pergunta. A garotinha se calou. — Conte a verdade, Mira. Vou saber se você mentir.
— Eu me distraí. Não acompanhei o sol — ela admitiu, finalmente.
Quando ele levantou a mão em direção a ela, fiquei subitamente preocupada que estivesse prestes a ver a garotinha ser queimada viva. Comecei a me inclinar para frente, sentindo Jin se remexer do meu lado, embora nenhum de nós soubesse ao certo o que fazer. Mas ele apenas tocou sua bochecha.
— Se quiser comer de manhã, vai se juntar a nós nas preces em vez de brincar nas montanhas. — A garota foi empurrada para fora da fila sem comida.
Noorsham me viu observando-o. Eu tinha dado um passo à frente sem nem perceber. Ele enfiou a mão no saco novamente e a estendeu na minha direção. Inicialmente não me mexi, mas Noorsham ficou lá esperando. Ele não se virou de volta para a mulher que tinha dedurado a pequena Mira. Ela estava inquieta, esperando para recuperar a atenção do seu líder. Finalmente, estendi as mãos também. Ele me entregou uma laranja.
Encarei a fruta, estupefata, enquanto a atenção de Noorsham voltou para seus discípulos em fila. Nunca tinha visto uma laranja fresca até chegar ao acampamento rebelde, longe daquela região de terra morta e empoeirada do deserto, onde nada crescia. As frutas vinham cozidas e enlatadas para sobreviver à longa jornada pelo deserto até nós.
Era impossível que eu estivesse segurando uma laranja fresca. Só que era real. Eu a descasquei, a casca entrando embaixo das minhas unhas, e o cheiro intoxicante, cítrico e fresco preencheu o ar empoeirado do deserto. A explosão de doçura quando a comi era inconfundível.
Era perturbador. Tinha alguma coisa estranha. Tudo, aquele acampamento todo. Me preocupava de um jeito que não saberia descrever.
Me revirei inquieta no saco de dormir. Odiava ficar sozinha com meus pensamentos. Eles se agitavam na minha cabeça como uma tempestade no deserto, espalhando-se por todo lado, rápidos demais para serem pegos. Precisava falar com Jin. Não me importava que aquilo contrariasse alguma regra. Saí do meu saco de dormir o mais silenciosamente possível, espiando em volta para garantir que nenhum olho atento ia me ver percorrendo o caminho entre as mulheres adormecidas.
Estava quase do lado de fora quando uma centelha de luz acima de nós chamou minha atenção. Parei, abaixando rápido para ficar próxima ao chão. Para que a luz não conseguisse me encontrar em meio às pedras e às pessoas dormindo. Esperei a patrulha noturna, ou o que quer fosse, passar.
Alguns instantes depois, Noorsham apareceu acima de mim na encosta. Ele se movia pela escuridão guiado por uma luz fraca que emanava das suas mãos, uma versão atenuada do seu poder destrutivo. Caminhava alguns passos acima de mim.
Hesitei. De todas as pessoas que poderiam me pegar em flagrante, Noorsham era a pior, sem sombra de dúvida. Eu devia voltar, deitar, fechar os olhos e fingir dormir até a alvorada. De manhã poderíamos partir sem ninguém virar cinzas. Mas eu sabia que não estava enganando ninguém fingindo que faria a coisa inteligente uma vez na vida. Esperei até ele estar a uma distância segura na minha frente, então o segui.
Ele me levou para além da fronteira daquela civilização improvisada, para onde começava uma subida. Fui o mais cautelosa possível, tentando ficar bem longe do círculo de luz irradiando de suas mãos, procurando lembrar onde pisar no chão irregular ao observar a luz à minha frente, enquanto subíamos cada vez mais alto na encosta da montanha. Até que finalmente chegamos à entrada das minas. Noorsham seguiu em frente sem hesitação, entrando na boca escura das montanhas, as mãos derramando um mar de luz pelas paredes de pedra bruta.
Agachada atrás dele na encosta, hesitei, engatinhando para evitar deslizar pedras que me entregariam. Se eu o seguisse pelo túnel, não haveria onde me esconder.
Mas já havia chegado até ali.
Percorri os últimos metros até a entrada, seguindo-o por dentro da montanha.
Noorsham movia-se com a confiança de alguém que tinha percorrido aquela rota mil vezes. Quando o caminho se bifurcou, ele pegou o túnel da esquerda sem pestanejar. Passou pelos escombros abandonados pelos mineradores sem nem uma olhada rápida para baixo. Não reduziu o passo quando atravessamos pontos onde a montanha tinha desmoronado, revelando rochas horríveis, derretidas e carbonizadas. Resultado do momento em que ele usara seu poder dentro da montanha, matando a maioria das pessoas ali.
Estávamos fundo nas minas quando ele virou à direita e atravessou o que parecia uma parede sólida. Parei abruptamente atrás dele quando sumiu, então avancei rápido, temendo perdê-lo de vista. Conforme me aproximei, percebi que não se tratava de rocha sólida. Havia uma minúscula passagem lateral na montanha, muito mais estreita do que os túneis escavados pelo homem. Eu provavelmente teria confundindo com uma fenda se estivesse apenas de passagem. A luz das mãos de Noorsham mal chegava aos meus pés; se esperasse mais, ia perdê-la de vista. Ficaria sozinha no escuro. Então mergulhei atrás dele.
Não era um túnel longo. Tinha dado uma dúzia de passos quando terminou de repente, abrindo-se em uma enorme caverna. Noorsham estava à minha frente, indo ainda mais para o fundo. Com a luz conjurada por suas mãos, podia enxergar um teto abobadado perfeito acima de nós, e paredes lisas e simétricas.
Eu sentia o peso da montanha ao nosso redor, como se a rocha quisesse reivindicar aquele espaço. Como se soubesse que aquele lugar não tinha sido criado pela natureza. Mas tampouco parecia ter sido construído por mãos humanas. Não algo tão grandioso, tão perfeito.
No meio da caverna havia um enorme baú de pedra, onde cabia até uma pessoa. Algo daquele tamanho não teria passado pelo vão estreito por onde tínhamos entrado. Conforme Noorsham se aproximava, percebi que não havia separação entre a base do baú e o chão da caverna. Ele tinha sido moldado a partir da própria rocha. A luz de Noorsham dançava sobre a superfície irregular do baú, evidenciando os desenhos que adornavam as laterais. Vinhas entrelaçadas tinham sido delicadamente esculpidas na pedra, carregadas de figos e tâmaras e uvas e laranjas e romãs e várias outras frutas que eu nunca tinha visto no deserto. Algumas eu nem reconhecia. Havia traços de tinta também, como se as frutas tivessem sido pintadas em cores vivas muito tempo antes.
E então as mãos de Noorsham lançaram luz sobre a parede mais ao fundo da caverna. E eu esqueci completamente do baú.
A visão sumiu tão rápido quanto tinha aparecido, mergulhada de volta na escuridão quando meu irmão se ajoelhou, prostrando-se em prece e pressionando as mãos no chão, o que reduziu o alcance da luz. Eu podia ver seus lábios movendo-se em uma súplica silenciosa, suas feições parecendo se misturar às trevas enquanto levantava devagar a cabeça. E então, conforme subia as mãos, a parede foi iluminada novamente, centímetro a centímetro, como a alvorada revelando a paisagem escondida pela noite.
E eu soube que não tinha alucinado.
A parede tinha padrões detalhados pintados em cores que nunca tínhamos visto no Último Condado. Era tão vibrante quanto os jardins do sultão, decorada com cenas de uma grande batalha, da Destruidora de Mundos emergindo de Eremot, do primeiro herói sendo criado pelas mãos dos djinnis, de feras nunca vistas no deserto ou nas montanhas. Parecia idêntica àquela que levava ao nosso santuário perdido no vale de Dev.
E, como no acampamento rebelde, no meio de tudo aquilo, sob uma longa linha de palavras escritas no idioma antigo, que a coroava como um arco, havia uma porta pintada. Nossa porta levava ao acampamento rebelde, um vale abandonado por um djinni que reivindicamos como casa. Para onde aquela levaria?
— Vim aqui rezar para descobrir o que fazer em relação a você, sabia? — A voz de Noorsham me assustou. Ele não estava olhando na minha direção, mas devia ter me visto. Não havia motivo para continuar a me esconder. Avancei em direção à luz.
— O que é este lugar? — perguntei.
Noorsham mudou de posição para me encarar, sentando de pernas cruzadas, com as palmas viradas para cima.
— Pensei que morreria quando a montanha desabou em cima de mim — ele disse. Estava falando de quando descobrira seu poder e as minas tinham desmoronado em torno dele e do fogo que havia criado. — Embora não tivesse sido esmagado, eu tinha certeza de que sufocaria ou morreria de fome aqui nas profundezas escuras. E então, vagando, fugindo do fogo e da morte que ainda não entendia, encontrei isto. — Ele repousou a mão no baú enorme no meio da sala, sem tirar os olhos de mim, que pareciam ainda mais perturbadores agora que estávamos sozinhos. — O que você mais gostaria de comer neste exato momento, irmã?
Não respondi, mas a imagem de um pêssego veio à minha mente. Eu não sabia muito bem por quê. Eles eram abundantes no palácio — dava para pegá-los diretamente das árvores no harém.
Noorsham empurrou a tampa do baú, que deslizou com o grito estridente de pedra contra pedra.
Estava cheio de pêssegos. Centenas deles. Tão frescos quanto os de uma barraca de feira em Izman, como se tivessem acabado de ser colhidos. Só que estavam sob uma montanha, bem distante de qualquer pessegueiro.
Avancei, me aproximando do meu irmão, e peguei um, hesitante. Estava meio que esperando uma ilusão. Mas a fruta era macia e suave; quando dei uma mordida, escorreu suco pelas minhas mãos. Tinha um sabor de outro mundo, não daquela montanha empoeirada do deserto, mas de jardins distantes e dias melhores. Se era uma ilusão, era uma muito boa. Parecia magia. Não do tipo inventado pelos gamanix, e sim do tipo que vinha de criaturas mais poderosas do que nós, remanescentes de histórias, lendas e épocas grandes e terríveis.
Magia de verdade. Era assim que ele alimentava seus discípulos famintos.
Noorsham me observou devorar o pêssego, deixando só o caroço.
— Eu sei o verdadeiro motivo da sua vinda — ele disse calmamente. — Você veio procurar guerra e destruição. Vi isso no Olho. Mas enganei meus seguidores por você.
— Você sabe que seu Olho não é uma ferramenta enviada por Deus, não sabe? — Escolhi minhas palavras cuidadosamente; estava em terreno perigoso. — É uma invenção, e você matou as pessoas que o trouxeram para cá. — Noorsham sorriu placidamente em resposta, como se sentisse pena de mim por ser tão ingênua. — Quantas outras pessoas já matou por causa daquela coisa, Noorsham?
— Só aqueles que precisei matar para proteger meus seguidores. — Se ele sentia algum remorso pelo que tinha feito, não demonstrava. — Estou destinado a fazer algo grandioso nesta vida, Amani. — Vindo de outro homem, aquilo talvez soasse pretensioso. Do jeito que Noorsham dizia, parecia uma certeza. E ele era um demdji, de modo que não podia mentir. — Minha mãe sempre dizia isso — Noorsham continuou. — Foi prometido a ela.
Pelo nosso pai, percebi. Shira tinha me contado, na prisão do palácio, que Fereshteh havia concedido um presente ao filho deles. Um desejo livre de corrupção, oferecido de bom grado, que não poderia se voltar contra ela como acontecia com a maioria dos desejos nas histórias. Presa em um ciclo eterno de maquinações políticas, Shira tinha desejado que seu filho fosse sultão um dia. A mãe de Hala, pobre e gananciosa, desejara ouro. E a mãe de Noorsham, presa em sua vidinha em um vilarejo na montanha, tinha desejado um futuro grandioso para seu filho.
Eu me perguntei, mais uma vez, o que minha mãe teria desejado. Que eu escapasse do inferno da Vila da Poeira, já que ela própria nunca conseguira? Que conhecesse o mundo? Olhei rapidamente para o caroço de pêssego na minha mão. Duvidava que ela imaginasse que o mundo era tão grande.
— Quando a montanha caiu sobre mim — Noorsham prosseguiu —, depois que recebi meu dom, pensei que morreria antes que pudesse cumprir meu destino. E então fui salvo. Foi dito a mim que eu realmente estava destinado a grandes feitos. — Seu olhar parecia distante. — Primeiro pensei que era expulsar os estrangeiros do deserto. Quando falhei, voltei para cá, para casa. Encontrei o deserto morrendo. Tiroteio estava se despedaçando. A Vila da Poeira morria de fome. Sazi entrava em desespero. Então compreendi. Era meu dever salvar esses lugares. Salvar tantas pessoas quanto matei.
Era uma quantidade bem considerável de gente. Ele tinha acabado com Dassama, um oásis no deserto do norte. Tinha queimado vivos homens de Sazi nas mesmas minas em que estávamos agora. Bahi. Os homens de Balir.
— Você continua matando pessoas — eu disse.
— Apenas aquelas que chegam com más intenções no coração. — Noorsham nem piscou. — Como você. A Muralha de Ashra é uma barreira sagrada, sabia? — Então ele tinha visto isso no Olho também. Droga.
— Eu sei. — E sabia mesmo. Mais do que qualquer pessoa, entendia o que as histórias podiam significar quando verdadeiras. — Mas tem pessoas que eu preciso tirar de lá, Noorsham. Não posso simplesmente abandonar meus companheiros ali.
— A Muralha de Ashra é…
— Eu sei, eu sei. — Levantei a voz inconscientemente. — Este país está despedaçado. Você só viu uma parte. É por isso que o Último Condado estava em apuros. Por isso precisou salvar o povo. E existem pessoas do outro lado da muralha que podem salvar muito mais gente, que poderiam mudar o país inteiro. Para melhor.
Noorsham não pareceu se abalar.
— Se Deus quisesse que essas pessoas salvassem outras, teriam recebido um presente como o meu…
— Não recebemos presentes de Deus — retruquei, ríspida, a verdade fervendo nos meus lábios. — Não fomos escolhidos para nada. Só nascemos, como todos os outros. Todos nós. Somos apenas um efeito colateral de imortais incapazes de resistir a mortais. Os supostos dons que nos dão são apenas poderes que muitas vezes nos despedaçam ou nos levam à morte antes de vivermos o suficiente para realizar qualquer coisa, grandiosa ou terrível. — Senti as lágrimas vindo, embora não soubesse se eram de raiva, amargura ou pesar. — Ashra provavelmente era uma demdji como nós, que morreu em uma guerra na qual não devia estar lutando. A princesa Hawa também. — Minha respiração acelerava. — Ela era nossa irmã, sabia? Morreu fazendo algo grandioso. Hala morreu, Imin morreu. E se Tamid estiver certo, talvez em breve eu esteja morta também. E não vou deixar que tudo isso tenha acontecido por nada. Preciso salvar meus companheiros.
Noorsham me abraçou de repente, interrompendo minha vontade de chorar ao me pressionar contra seu peito.
— Lamento, irmã — ele disse no meu ouvido. — Vejo sua dor. — Ele se afastou e segurou meu rosto molhado nas mãos. — Mas não posso deixar que liberte a Destruidora de Mundos.
Suas mãos estavam agradavelmente mornas no início. Então ficaram quentes, quentes demais. E eu soube. Ele tinha tomado a decisão de proteger seu povo em vez de salvar o meu.
Era a escolha que eu teria feito também. Não podia ter raiva dele por isso.
Suas mãos estavam escaldantes agora.
Ajeitei o corpo quase imperceptivelmente, deixando cair o caroço de pêssego que ainda segurava. Minha mão deslizou para o bolso. Encontrei a bala que tinha guardado comigo. Parecia inútil sem uma arma, mas não considerando quem éramos. Não havíamos sido escolhidos por Deus, éramos cria de seres imortais, tão vulneráveis ao ferro quanto eles.
Eu sabia disso. Mesmo que meu irmão tivesse esquecido.
Fechei a minha mão sobre a de Noorsham, pressionando a bala contra sua pele. O calor em suas mãos desapareceu. Ele piscou confuso ao sentir seu dom deixá-lo. Seus olhos azuis encontraram os meus, buscando respostas.
— Sinto muito, Noorsham — eu disse. Então dei um soco na cara dele.

2 comentários:

  1. Ola Karina... Obrigada pelo livro, estava aguardando ansiosamente...o capitulo 22 nao parece ser a continuação do capitulo 21.... ???? To arrancando meus cabelos aqui... To engadada?

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    1. Oi, é assim mesmo... Aqui ela o deixou inconsciente, e no próximo cap eles o amarraram

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Boa leitura, E SEM SPOILER!