29 de outubro de 2018

Capítulo 7


Morath. A última chave estava em Morath.
O conhecimento pairou sobre Dorian durante a noite, impedindo-o de dormir. Quando ele cochilou, acordou com a mão no pescoço, agarrando-se a um colar que não estava lá.
Ele tinha que encontrar um caminho. Alguma maneira de consegui-la. Uma vez que Manon, sem dúvida, não estaria disposta a levá-lo. Mesmo que tenha sido ela quem sugeriu que ele poderia tomar o lugar de Aelin para forjar o cadeado.
As Treze mal conseguiram escapar de Morath – não tinham pressa para voltar. Não quando a tarefa de encontrar as Crochans se tornara tão vital. Não quando Erawan poderia muito bem sentir sua chegada antes que eles se aproximassem da fortaleza.
Gavin alegou que o caminho o encontraria aqui, neste acampamento. Mas encontrar uma maneira de convencer as Treze a permanecerem, quando o instinto e a urgência as forçava a seguir em frente... essa poderia ser uma tarefa tão impossível quanto alcançar a terceira chave de Wyrd.
Seu acampamento se agitou na luz cinzenta do amanhecer e Dorian desistiu do sono. Levantando-se, encontrou o saco de dormir de Manon empacotado e a bruxa de pé com Asterin e Sorrel junto às montarias. Era o trio que ele teria que convencer a permanecer – de alguma forma.
Já esperando perto da boca do desfiladeiro, as outras serpentes aladas se moveram enquanto se preparavam para o voo insuportavelmente frio.
Outro dia, outra busca por um clã de bruxas que não tinha desejo de ser encontrado. E provavelmente teria pouco desejo de participar dessa guerra.
— Nós saímos em cinco minutos. — A voz rochosa de Sorrel atravessou o acampamento.
A persuasão teria que esperar, então. Atrasar era imediato.
Dentro de três minutos, o fogo estava apagado e as armas estavam prontas, sacos de dormir amarrados nas selas e objetos prontos para o longo dia de voo.
Pegando Damaris, Dorian foi até Manon, a bruxa parada com aquela quietude sobrenatural. Linda, mesmo aqui na neve, uma pele de cabra desgrenhada sobre os ombros. Quando ele se aproximou, seus olhos encontraram os dele em um lampejo de ouro queimado.
Asterin deu-lhe um sorriso malicioso.
— Bom dia, majestade.
Dorian inclinou a cabeça.
— Para onde voaremos hoje? — ele sabia que casualidade das palavras não chegava a seus olhos.
— Nós estávamos discutindo isso — Sorrel respondeu, o rosto da segunda imediata firme como pedra, mas aberto.
Atrás deles, Vesta praguejou quando a fivela em sua sela se soltou. Dorian não se atreveu a olhar, confirmar que as mãos invisíveis de sua magia haviam funcionado.
— Nós já procuramos ao norte daqui — disse Asterin. — Vamos continuar rumo ao sul – chegar ao fim dos Caninos antes de voltarmos atrás.
— Elas podem nem estar nas montanhas — Sorrel apontou. — Nós as caçamos nas terras baixas em décadas passadas.
Manon escutava com uma expressão fria e serena. Como ela fazia todas as manhãs. Pesando suas palavras, ouvindo o vento que cantava para ela.
O alforje de Imogen se soltou da corda. A bruxa sibilou quando desmontou para recolhê-la-la. Quanto tempo esses pequenos atrasos poderiam mantê-los aqui, ele não sabia. Não indefinidamente.
— Se abandonarmos estas montanhas — argumentou Asterin — então seremos mais rastreáveis nas terras abertas. Ambos, nossos inimigos e as Crochans, vão nos identificar antes de as encontrarmos.
— Seria mais quente — Sorrel resmungou. — Eyllwe seria muito mais quente.
Aparentemente, até bruxas imortais com aço nas veias podiam se cansar do frio.
Mas ir tão longe para o sul, para Eyllwe, quando estariam próximos o suficiente de Morath... Manon parecia considerar isso também. Seus olhos mergulharam para a jaqueta dele. Para as chaves dentro, como se pudesse sentir o seu sussurro pulsante, o roçar contra o poder dele. Tudo o que havia entre Erawan e seu domínio sobre Erilea. Levá-las a menos de cem quilômetros de Morath... Não, ela nunca permitiria isso.
Dorian manteve seu rosto suavemente agradável, uma mão pousada no pomo em forma de olho Damaris.
— Este acampamento não revela pistas sobre aonde elas foram?
Ele sabia que elas não tinham a menor ideia. Sabia disso, mas esperava a resposta de qualquer maneira, tentando não apertar o pomo de Damaris com força demais.
— Não — Manon respondeu com uma sugestão de um grunhido.
No entanto, Damaris não deu resposta além de um fraco calor no metal. Ele não sabia o que esperava: algum zumbido de poder, uma voz confirmando em sua mente.
Certamente não o sussurro inexpressivo de calor. Calor para verdade; provavelmente frio para mentiras. Mas pelo menos Gavin havia falado sobre a lâmina. Ele não deveria ter duvidado, considerando o deus que Gavin ainda honrava.
Mantendo seu olhar com aquele foco implacável e predatório, Manon deu a ordem para voarem. Norte.
Para longe de Morath.
Dorian abriu a boca, procurando qualquer coisa para dizer, retardar essa partida. A não ser que quebrasse a asa de uma serpente alada, não havia nada...
As bruxas viraram-se para os serpente aladas, onde Dorian montaria com uma das sentinelas para a próxima etapa dessa incessante caçada. Mas Abraxos rugiu, pulando para Manon com um estalar de dentes.
Enquanto Manon girava, a magia de Dorian surgiu, atacando o inimigo invisível.
Um poderoso urso branco se levantara da neve atrás dela. Dentes reluzindo, ele baixou sua enorme pata. Manon se abaixou, rolando para o lado, e Dorian lançou uma parede de sua magia – vento e gelo.
O urso foi atirado para trás, atingindo a neve com um baque gelado. Levantou de novo instantaneamente, correndo para Manon. Apenas Manon.
Meio pensamento fez com que Dorian estendesse mãos invisíveis para deter a fera. Assim que colidiu com sua magia, a neve explodiu, e uma luz brilhou.
Ele conhecia essa luz. Um metamorfo. Mas não foi Lysandra que emergiu da pele perfeitamente camuflada do urso.
Não, a coisa que saiu do urso era feita de pesadelos.
Uma aranha. Uma grande aranha estígia, grande como um cavalo e negra como a noite. Seus muitos olhos se estreitaram em Manon, as quelíceras estalando, enquanto sibilava:
— Bico Negro.


A aranha estígia a encontrara, de alguma forma. Depois de todos esses meses, depois dos milhares de quilômetros que Manon percorrera no céu, na terra e no mar, a aranha de quem roubara a seda para reforçar as asas de Abraxos a havia encontrado.
Mas a aranha não havia previsto as Treze. Ou o poder do rei de Adarlan.
Manon desembainhou Ceifadora do Vento enquanto Dorian matinha a aranha no lugar com sua magia, o rei mostrando pequenos sinais de tensão. Poderoso – ele ficava mais poderoso a cada dia.
As Treze formaram uma fileira cerrada, as armas cintilando sob o sol e a neve ofuscante, as serpentes aladas formando uma parede de couro e garras atrás delas.
Manon deu alguns passos mais perto das quelíceras que batiam.
— Você está muito longe de Ruhnn, irmã.
A aranha sibilou.
— Você não foi tão difícil de encontrar, apesar disso.
— Conhece essa fera? — Asterin perguntou, indo para o lado de Manon.
A boca de Manon curvou-se em um sorriso cruel.
— Ela doou a Seda de Aranha para as asas de Abraxos.
A aranha rosnou.
— Você roubou minha seda e me empurrou com minhas tecelãs de um penhasco...
— Como consegue mudar de forma? — Dorian perguntou, ainda prendendo a aranha no lugar enquanto se aproximava do outro lado de Manon, uma mão segurando o punho de sua espada antiga. — As lendas não fazem menção a isso. — Curiosidade realmente brilhava em seu rosto. Ela supôs que a linha branca cortando a pele dourada em sua garganta era a prova de que ele lidara com muito pior. E supôs que qualquer ligação entre eles também era a prova de que ele tinha pouco medo da dor ou da morte.
Uma boa característica para uma bruxa, sim. Mas em um mortal?
Provavelmente acabaria matando-o.
Talvez não fosse falta de medo, mas sim a falta de... de qualquer coisa que mortais consideravam vitais para suas almas. Arrancado dele pelo pai. E aquele demônio valg.
A aranha fervia.
— Eu tomei duas décadas da vida de um jovem comerciante em troca da minha seda. O dom de se transformar fluiu através de sua força vital – pelo menos um pouco dele. — Todos aqueles olhos se estreitaram em Manon. — Ele pagou o preço de bom grado.
— Mate-a e acabe com isso — murmurou Asterin.
A aranha recuou tanto quanto a rede invisível do rei permitiria.
— Eu não tinha ideia de que nossas irmãs tinham se tornado tão covardes, se agora exigem magia para nos espetar como porcos.
Manon ergueu Ceifadora do Vento, contemplando o melhor local entre os muitos olhos da aranha para mergulhar a lâmina.
— Vamos ver se você grita como um quando eu espetá-la.
— Covarde — a aranha cuspiu. — Liberte-me, e vamos acabar com isso do jeito antigo.
Manon refletiu sobre isso. Então deu de ombros.
— Será indolor. Considere o pagamento da minha dívida para com você.
Tomando uma respiração, Manon se preparou para o golpe...
— Espere. — A aranha exalou a palavra. — Espere.
— De insultos a súplicas — Asterin murmurou. — Quem é a covarde agora?
A aranha ignorou sua segunda em comando, aqueles olhos profundos devorando Manon, então Dorian.
— Vocês sabem o que se move ao sul? Que horrores se acumulam?
— Notícias velhas — disse Vesta, bufando.
— Como acha que a encontrei? — perguntou a aranha. Manon ficou quieta. —Tantos bens deixados para trás em Morath. Seu cheiro em tudo.
Se a aranha os tinha encontrado tão facilmente, eles precisavam ir embora. Agora.
— Devo lhe contar o que vi a oitenta quilômetros ao sul daqui? — A aranha sibilou. — Quem eu vi, Bico Negro? — Manon endureceu. — Crochans — disse ela, depois suspirou profundamente. Faminta.
Manon piscou. Só uma vez. As Treze caíram igualmente no silêncio.
— Você viu Crochans? — Asterin perguntou.
A aranha acenou com a enorme cabeça antes de suspirar novamente.
— As Crochans sempre tiveram o mesmo gosto do que imagino que o vinho de verão tenha. Que o chocolate, como vocês chamam, teria.
— Onde — Manon exigiu.
A aranha ditou a localização – vaga e desconhecida.
— Eu mostrarei onde — disse ela. — Eu vou guiá-la.
— Pode ser uma armadilha — Sorrel apontou.
— Não é — Dorian disse, a mão ainda no punho de sua espada. Manon estudou a clareza de seus olhos, os ombros eretos. O rosto impiedoso, o ângulo inquisitivo de sua cabeça. — Vamos ver se a informação dela é verdadeira – e decidir o destino dela depois.
— O que. — Manon exigiu.
As Treze se agitaram com a morte negada.
Dorian empurrou o queixo para a aranha estremecendo.
— Não a mate. Ainda não. Há mais que ela poderia saber além do paradeiro das Crochans.
A aranha sussurrou:
— Eu não preciso da misericórdia de um garoto...
— É a misericórdia de um rei que você recebe — Dorian falou friamente — e eu sugiro que fique quieta por tempo suficiente.
Raramente, tão raramente Manon ouviu aquela voz dele, o tom que enviava uma emoção através de seu sangue e ossos. A voz de um rei.
Mas ele não era seu rei. Ele não era o líder do coven das Treze.
— Nós a deixamos viver e ela nos venderá para quem pagar mais.
Os olhos de safira de Dorian se agitaram, a mão em sua espada se contraindo. Manon ficou tensa àquele olhar contemplativo e frio. A sugestão do predador calculista sob o belo rosto do rei. Ele apenas disse à aranha:
— Você dominou a mudança de forma em questão de meses, parece.


O caminho o encontraria aqui, Gavin havia dito.
Um caminho para Morath. Não um caminho físico, não um curso de viagem, mas isso.
O terror profano permaneceu em silêncio por um instante antes de dizer:
— Nossos dons são coisas estranhas e famintas. Nós nos alimentamos não apenas de sua vida, mas também de seus poderes, se você os possui. Depois que a magia foi libertada, aprendi a controlar as habilidades que o metamorfo transferira para mim.
Damaris se aqueceu em sua mão. Verdade. Cada palavra que a aranha tinha falado era verdade. E isso... Um caminho para Morath – era algo completamente diferente. Na pele de outro.
Talvez um escravo humano, como Elide Lochan. Alguém cuja presença não seria notada.
Seu poder bruto se adequara a qualquer outra forma de magia, capaz de se mover entre a chama e o gelo e a cura. Mudar de forma... ele poderia aprender também?
— Você tem um nome? — Dorian perguntou à aranha.
— Um rei sem sua coroa pede um nome de uma humilde aranha — ela murmurou, seus olhos profundamente fixos nele. — Você não conseguiria pronunciá-lo em sua língua, mas pode me chamar de Cyrene.
Manon rangeu os dentes.
— Não importa do que a chamemos, você morrerá em breve.
Mas Dorian a olhou de soslaio.
— As Ruhnns são parte do meu reino. Como tal, Cyrene é uma das minhas súditas. Acho que isso me dá o direito de decidir se ela vive ou morre.
— Você está à mercê do meu clã — rosnou Manon. — Afaste-se.
Dorian lançou-lhe um leve sorriso.
— Estou?
Um vento mais frio que o ar da montanha encheu a passagem.
Ele poderia matar todos elas. Fosse retirando o seu ar ou quebrando o pescoço. Ele poderia matar todos elas e as serpentes aladas incluídas.
O conhecimento esculpiu outro vazio dentro dele. Outro ponto vazio. Teria alguma vez seu pai, ou Aelin, se incomodado por terem esse poder?
— Leve-a conosco – questione-a mais profundamente no próximo acampamento.
— Você planeja levar isso conosco? — Manon retrucou.
Em resposta, a aranha mudou de corpo, vestindo a forma de uma mulher de pele escura e cabelos claros. Pequena e sem graça, exceto por aqueles olhos negros enervantes. Não bonita, mas com uma espécie de fascínio antigo e mortal que até mesmo uma nova pele não podia esconder. E totalmente nua.
Ela estremeceu, esfregando as mãos pelos braços finos.
— Será que esta forma é suficiente para viajar mais leve?
Manon ignorou a aranha.
— E quando ela se transformar de noite para nos deixar?
Dorian apenas inclinou a cabeça, gelo dançando na ponta dos dedos.
— Ela não irá.
Cyrene respirou fundo.
— Um raro dom de magia — seu olhar ficou voraz quando ela viu Dorian. — Para um rei raro.
Dorian apenas franziu a testa com desgosto. Manon olhou para Asterin. Os olhos de sua tenente eram cautelosos, sua boca uma linha apertada. Sorrel, poucos metros atrás, olhava furiosa para a aranha, a mão pousada em sua espada.
As Treze, a algum sinal não verbalizado, tinham desmontado das serpentes aladas. Apenas Cyrene os observava, aqueles terríveis olhos sem alma piscando de vez em quando, quando os dentes começaram a estalar.
Manon inclinou a cabeça para ele.
— Você está... diferente hoje.
Ele deu de ombros.
— Se você quer alguém para aquecer sua cama que se encolha a cada palavra sua e obedeça a todos os comandos, procure em outro lugar.
O olhar dela desceu para a faixa pálida em torno de sua garganta.
— Eu ainda não estou convencida, principezinho — ela sussurrou — de que eu não deveria apenas matá-la.
— E o que seria necessário, bruxa, para convencê-la? — ele não se incomodou em esconder a promessa sensual em suas palavras, nem seu gume.
Um músculo se apertou no queixo de Manon. Elementos de lendas – eram o que o cercava. As bruxas, a aranha... Ele poderia muito bem ser um personagem de um dos livros que emprestara a Aelin no outono passado. Embora nenhum deles tivesse carregado um buraco tão grande dentro deles.
Contraindo os pés descalços na neve, Cyrene torcia as mãos ao lado do corpo, um eco das quelíceras que ela carregara momentos antes.
Dorian tentou não estremecer. Era suicídio infiltrar-se em Morath – uma vez que ele aprendesse o que precisava dessa coisa.
O peso do olhar de Manon caiu sobre ele novamente, e Dorian não recuou. Não se esquivou das palavras de Manon quando ela disse:
— Se você encontra tão pouco valor em sua existência que isso obriga a confiar nessa coisa, então, por todos os meios, leve-a junto. — Um desafio não olhar para Morath ou para a aranha, mas para dentro. Ela vira exatamente o que corria em seu peito vazio, pelo menos porque uma fera similar corroía ela própria. — Nós descobriremos em breve se ela falou com verdade sobre as Crochans.
A aranha falara. Damaris se aqueceu quando Cyrene falou.
E quando encontrassem as Crochans, quando as Treze estivessem distraídas, ele também aprenderia o que precisava da aranha.
Manon se virou para as Treze, as bruxas zumbindo com impaciência.
— Nós voaremos agora. Podemos alcançar as Crochans ao cair da noite.
— E o que faremos então? — Asterin perguntou. A única entre eles que tinha permissão para fazê-lo.
Manon foi para Abraxos, e Dorian a seguiu, jogando para Cyrene um manto sobressalente enquanto sua magia a puxava com ele.
— E então nós faremos o nosso movimento — Manon respondeu.
E pela primeira vez, ela não encontrou o olhar de ninguém. Não fez nada além de olhar para o sul.
A bruxa também guardava segredos. Mas seriam os dela tão terríveis quanto os dele?

6 comentários:

  1. O Metaformo é o tio da Lyssandra, aquele que a Aelin (ainda Calaena) encontrou no Deserto Vermelho se eu não me engano

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  2. Nossa tô adorando tudoo

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  3. na verdade esse metamorfo aí, é o tio da Lyssandra. conta a história de como ele se envolveu com a aranha em Torre do Amanhecer

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  4. Não vejo a hora desse povo todo se encontrar. Chaol e Dorian, Yrene e Aelin, Falkan e Lisandra... E mal posso esperar pela Aelin descobrir quem a Maeve é de verdade!!!

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  5. Aelin ja cruzou o caminho de todos esses personagens que de alguma forma importam

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