29 de outubro de 2018

Capítulo 59

O exército do khagan não fez prisioneiros.
Alguns dos soldados de Morath tentaram fugir para a cidade. De pé ao lado de Aelin nas ameias de vigia, Rowan observava os ruks os apanharem com eficiência letal.
Seus ouvidos ainda retiniam com o barulho da batalha, sua respiração uma batida rouca ecoada pela de Aelin. As pequenas feridas já haviam começado a cicatrizar, uma coceira pinicando sob as roupas manchadas. O corte em sua perna, no entanto, precisaria de mais tempo.
Do outro lado da planície, estendendo-se em direção ao horizonte, o exército khagan assegurava-se de que suas vítimas estavam mortas. Espadas e lanças brilhavam à luz da tarde enquanto subiam e desciam, cortando cabeças. Rowan sempre se lembrava do caos e da corrida da batalha, mas isso – as consequências confusas e fatigadas – isso, ele havia esquecido.
As curandeiras já avançavam pelo campo de batalha, as bandeiras brancas contra o mar de preto e dourado. Aqueles que precisavam de ajuda mais urgente foram carregados em ruks e levados diretamente ao caos do Grande Salão.
No topo das ameias escorregadias, seus aliados e companheiros ao redor deles, Rowan passou silenciosamente a Aelin o odre de água. Ela bebeu profundamente, depois entregou a Fenrys.
Uma libertação e um desencadeamento. Isso era o que a batalha representara para a sua parceira.
— Perdas mínimas — dizia a princesa Hasar, com uma mão apoiada em uma pequena seção da muralha que não estava coberta de sangue negro ou vermelho. — Os soldados de infantaria foram os mais atingidos; o Darghan permanece praticamente intacto.
Rowan assentiu. Impressionante – mais que impressionante. O exército khagan tinha sido uma força lindamente coordenada, movendo-se pela planície como se fossem agricultores colhendo trigo. Se ele não tivesse sido arrastado para a dança da batalha, poderia ter parado para se maravilhar com eles.
A princesa virou-se para Chaol, sentado em uma cadeira de rodas, com o rosto sombrio.
— Do seu lado?
Chaol olhou para o pai, que observava o campo de batalha com os braços cruzados. Seu pai disse sem olhar para eles:
— Muitos. Vamos deixar por aqui.
Dor pareceu cintilar nos olhos do bastardo, mas ele não disse mais nada.
Chaol fez uma careta de desculpas para Hasar, apertando as mãos os braços da cadeira. Os soldados de Anielle, por mais bravamente que tivessem lutado, não eram uma unidade treinada. Muitos dos que sobreviveram eram guerreiros experientes que lutaram com os homens selvagens nos Caninos, Chaol dissera a Rowan mais cedo. A maioria dos mortos não.
Hasar finalmente olhou para Aelin.
— Ouvi  que você deu um show hoje.
Rowan se preparou.
Aelin desviou a atenção do campo de batalha e inclinou a cabeça.
— Você também parece ter feito isso.
De fato, a armadura ornamentada de Hasar estava salpicada de sangue negro. Ela estava no grosso da batalha, sobre seu cavalo Muniqi, tinha ido até os portões. Mas a princesa não fez mais comentários.
Irritação, profunda e quase oculta, brilhou nos olhos de Aelin. No entanto, ela não falou de novo – não forçou a princesa sobre os próximos passos. Ela apenas assistiu o campo de batalha mais uma vez, mordendo o lábio.
Ela mal havia parado durante a batalha, descansando apenas quando não havia mais valg para matar. E nos minutos desde que as muralhas foram liberadas, ela permaneceu quieta – distante. Como se ainda estivesse saindo daquele lugar calmo e calculista para onde desceu enquanto lutava. Ela não se incomodou em remover sua armadura. A coroa de batalha de bronze estava coberta de sangue, o cabelo emaranhado também.
O pai de Chaol dera uma olhada na armadura dela, na de Rowan, e ficou branco de raiva. No entanto, Chaol tinha apenas empurrado a cadeira para o lado do pai, rosnando algo baixo demais para Rowan ouvir, e o homem recuou.
Por agora. Eles tinham coisas maiores a considerar. Coisas que levaram sua companheira a morder o lábio. Quando o exército do príncipe Kashin chegasse, se eles realmente se dirigissem para o norte, para Terrasen. Se hoje tivesse sido o suficiente para conquistá-los.
Duas silhuetas tomaram forma no céu. Kadara e Salkhi, voando para a fortaleza a uma velocidade quase incontrolável.
As pessoas correram para fora do caminho dos ruks quando Sartaq e Nesryn aterrissaram nas ameias, saltando de suas selas e seguindo até eles.
— Nós temos um problema — disse Nesryn, com o rosto pálido.
De fato, os lábios de Sartaq estavam sem cor. O cheiro de ambos estava encharcado de medo.
As rodas da cadeira de Chaol derraparam no sangue empoçado.
— O que foi?
Aelin se endireitou, Gavriel e Fenrys se imobilizando.
Nesryn apontou para a cidade, para a muralha de montanhas.
— Nós interceptamos um grupo de soldados Morath no final da batalha tentando derrubar aquela represa.
Rowan xingou e Chaol ecoou.
— Suponho que eles não tiveram sucesso graças a vocês — disse Aelin, olhando para aquela barragem perto demais, para as águas furiosas do lago e do rio que eram mantidas à distância.
— Parcialmente — disse Sartaq, um músculo contraindo em sua mandíbula. — Mas chegamos depois de muito dano já ter sido feito.
— Chega com isso — Hasar sibilou.
Os olhos escuros de Sartaq brilharam.
— Precisamos evacuar nosso exército da planície. Agora mesmo.
— Vai quebrar? — exigiu o pai de Chaol.
Nesryn estremeceu.
— Provavelmente vai.
— Não há nenhum lugar para eles irem — disse o pai de Chaol. — A água rugirá por quilômetros, e essa fortaleza não poderá abrigar todas as suas forças.
De fato, Rowan percebeu que a fortaleza, apesar de sua posição elevada, não comportaria o tamanho do exército na planície. Nem mesmo chegaria perto. E a fortaleza, bem acima, seria a única coisa que poderia suportar a onda de água gelada que varreria das montanhas e através da planície. Obliterando tudo em seu caminho.
Hasar fixou seu olhar ardente em Chaol.
— Para onde os mandaremos correr?
— Convoque os ruks — disse Chaol. — Peça-lhes que recolham o máximo que puderem, voem para este pico atrás de nós. — Ele apontou para a pequena montanha na qual a fortaleza fora construída. — Deixe-os nas pedras, coloque-os em qualquer lugar.
— E aqueles que não forem nos ruks? — A princesa pressionou, algo como pânico rompendo seu rosto feroz.
O próprio coração de Rowan trovejou. Eles haviam vencido a batalha, apenas para o inimigo ter a palavra final em sua vitória.
Morath não permitiria que o exército khagan saísse da planície.
Isso destruiria esse exército, esse fragmento de esperança, em um golpe simples e brutal.
— Foi uma armadilha o tempo todo? — Chaol esfregou o queixo. — Erawan sabia que eu estava trazendo um exército. Ele escolheu Anielle para isso? Sabia que eu viria, e usaria a represa para eliminar nossa tropa?
— Pense nisso depois — alertou Aelin, seu rosto tão sério quanto o de Rowan.
Ela examinou a planície.
— Diga a eles para correrem. Se eles não conseguirem um ruk, então corram. Se chegarem à beira de Carvalhal, poderão ter uma chance se conseguirem subir em uma árvore.
Sua parceira não mencionou que, com uma onda desse tamanho, essas árvores seriam submersas. Ou arrancadas de suas raízes.
— Não tem como consertar o estrago feito? — Gavriel perguntou.
— Nós checamos — disse Sartaq, com a garganta oscilando. — Morath sabia onde atacar.
— E quanto à sua magia? — perguntou Fenrys a Rowan. — Você consegue congelar o rio?
Ele já havia pensado nisso. Rowan sacudiu a cabeça.
— É profundo demais e sua corrente é muito forte. — Talvez se ele tivesse todos os seus primos, mas Enda e Sellene estavam no norte, seus irmãos e parentes com eles.
— Abra os portões da fortaleza — Chaol falou calmamente. — Qualquer um nas proximidades deve correr para cá. Os mais afastados terão que fugir para a floresta.
Rowan encontrou o olhar de Aelin.
As mãos dela começaram a tremer.
Isso não pode terminar aqui, ela parecia dizer. Pânico – pânico de fato explodiu em seus olhos. Rowan agarrou sua mão trêmula e apertou.
Mas não havia verdade ou mentira que pudesse acalmá-la.
Não havia verdade ou mentira que pudesse salvar o exército na planície.


Elide encontrou seus companheiros e aliados não em uma sala do conselho, mas reunidos nas ameias. Como se corpos e sangue não estivessem ao redor deles.
Ela se encolheu a cada passo através do sangue, preto e vermelho, tentando não encontrar os olhos cegos dos soldados mortos. Ela fora enviada por Yrene para ver como Chaol se saía – uma pergunta ofegante e temerosa de uma mulher que não ouvira falar de seu destino desde o início da batalha.
Depois de horas ajudando as curandeiras, Elide estava desesperado para escapar do salão que cheirava a sangue e vômito. No entanto, qualquer alívio ao ar livre, na batalha terminada, durou pouco quando ela viu as ameias cheias de sangue. Quando ela notou os rostos pálidos de seus companheiros, suas palavras tensas. Todos eles estavam olhando entre as montanhas e o campo de batalha.
Algo dera errado. Algo estava errado.
O campo de batalha se estendia à distância, curandeiras correndo entre os corpos caídos com bandeiras brancas no alto para indicar sua localização. Muitos. Tantos mortos e feridos. Um mar deles.
Elide alcançou o lado de Chaol no momento em que Nesryn Faliq pulou em cima de seu belo ruk, lançando-se em um mergulho para o exército abaixo. Não – para os outros ruks.
Elide pousou a mão no ombro de Lorde Chaol, chamando a atenção de onde ele observava Nesryn voar. Havia sangue espirrado em seu rosto, mas seus olhos de bronze estavam claros.
E cheios de terror.
Qualquer mensagem que Yrene deu a Elide desapareceu de sua memória.
— O que há de errado?
Foi Aelin quem respondeu, sua armadura ensanguentada estranha e antiga. Uma visão do passado.
— A represa vai quebrar — disse a rainha com voz rouca. — E eliminar qualquer um na planície.
Oh deuses. Oh deuses.
Elide olhou entre eles e soube a resposta para sua próxima pergunta: o que poderia ser feito?
Nada.
Ruks subiram ao céu, agitando-se na direção deles, soldados em suas garras e agarrando-se às costas deles.
— Alguém avisou as curandeiras? — Elide apontou para os estandartes brancos acenando tão longe na planície. — A Alta Curandeira? — Hafiza estava lá embaixo, dissera Yrene.
Silêncio. Então o príncipe Sartaq praguejou em sua própria língua e correu para o seu ruk dourado. Ele estava se lançando pelo campo de batalha em segundos, seus gritos ecoando. Kadara mergulhou a cada poucos momentos, e quando ela se levantava novamente, outra figura pequena estava em suas garras.
Curandeiras. Ele estava agarrando o máximo que podia.
Elide se virou para seus companheiros quando os soldados começaram a correr para a fortaleza, atropelando cadáveres e feridos igualmente. Ordens saíram na língua do continente do sul, e mais soldados no campo de batalha entraram em ação.
— O que mais – o que mais podemos fazer? — Elide exigiu.
Aelin e Rowan só olhavam para o campo de batalha, observando com Fenrys e Gavriel enquanto os ruks corriam para salvar o máximo que podiam.
Atrás deles, a princesa Hasar andava de um lado para o outro, e Chaol e seu pai murmuravam sobre onde poderiam alojar todos na fortaleza. Aqueles que sobreviveram.
Elide olhou para eles novamente. Olhou para todos eles.
E então perguntou baixinho:
— Onde está Lorcan?
Nenhum deles se virou.
Elide perguntou, mais alto:
— Onde está Lorcan?
Os olhos castanhos de Gavriel examinaram os dela, a confusão dançando ali.
— Ele... ele saiu para o campo de batalha durante a batalha. Eu o vi pouco antes de as tropas do khagan o alcançarem.
— Onde ele está? — a voz de Elide se quebrou. Fenrys a encarava agora. Então Rowan e Aelin. Elide implorou, com voz entrecortada: — Onde está Lorcan?
De seu silêncio atordoante, ela sabia que eles não tinham ao menos se perguntado.
Elide se virou para o campo de batalha. Para aquele mar interminável de corpos caídos. Soldados fugindo. Muitos dos feridos foram abandonados onde estavam.
Tantos corpos. Tantos, tantos soldados lá embaixo.
— Onde. — Ninguém respondeu. Elide apontou para o campo de batalha e rosnou para Gavriel: — Onde você o viu se juntar às forças khagan?
— Quase do outro lado do campo — respondeu Gavriel, a voz tensa, e apontou para a planície. — Eu... eu não o vi depois disso.
— Merda — Fenrys respirou.
Rowan disse para ele:
— Use sua magia. Salte para o campo, encontre-o, e traga-o de volta.
O alívio tomou o peito de Elide.
Até que Fenrys disse:
— Eu não posso.
— Você não usou uma vez durante a batalha — desafiou Rowan. — Você deveria estar totalmente preparado para fazer isso.
Fenrys empalideceu sob o sangue em seu rosto e lançou olhos suplicantes para Elide.
— Eu não posso.
O silêncio caiu sobre as ameias. Então Rowan rosnou:
— Você não vai. — Ele apontou com um dedo sangrento para o campo de batalha. — Você o deixaria morrer, e para quê? Aelin o perdoou. — Sua tatuagem se encolheu quando ele rosnou novamente. — Salve-o.
Fenrys engoliu em seco. Mas Aelin disse:
— Deixe, Rowan.
Rowan rosnou para ela também.
Ela rosnou de volta.
— Deixe-o.
Alguma conversa silenciosa passou entre eles, e a esperança queimando no peito de Elide se apagou quando Rowan recuou. Quando deu a Fenrys um aceno de desculpas. Fenrys, parecendo prestes a vomitar, apenas encarou o campo de batalha novamente.
Elide recuou um passo. Então outro.
Lorcan não podia estar morto. Ela saberia se ele estivesse morto. Ela saberia, em seu coração, sua alma, se ele partisse.
Ele estava lá embaixo. Ele estava lá embaixo, naquele exército, talvez ferido e sangrando...
Ninguém a impediu quando Elide correu para dentro da fortaleza. Cada passo mancado, dor rompendo sua perna, mas ela não vacilou quando alcançou a escada interior e mergulhou no caos.
Ela fizera uma promessa a ele.
Ela fizera um juramento a ele, todos aqueles meses atrás.
Eu sempre vou te encontrar.
Soldados e curandeiras subiram as escadas, passando por Elide. A gritaria era quase ensurdecedora, ecoando ente as pedras antigas. Ela lutou para descer, soluçando entre os dentes.
Eu sempre vou te encontrar.
Empurrando, acotovelando-se, berrando para as pessoas frenéticas que passavam por ela, Elide lutou por cada passo para baixo. Em direção aos portões.
As pessoas gritavam, uma inundação interminável subindo as escadas. Ainda assim Elide desceu, perdendo um passo aqui, outro ali. Eles nem sequer olharam para ela, sequer tentaram abrir caminho enquanto corriam para cima. Foi só quando Elide perdeu mais um passo que ela rugiu para a escada:
— Abram caminho para a rainha!
Ninguém ouviu, então ela fez isso de novo. Ela encheu sua voz de comando, com cada grama de poder que viu os machos feéricos usarem para intimidar seus oponentes.
— Abram caminho para a rainha!
Desta vez, as pessoas se pressionaram contra as paredes. Elide pegou a pequena abertura e gritou seu pedido de novo e de novo, o tornozelo rugindo a cada passo.
Mas ela conseguiu. Chegou ao caótico nível inferior, aos portões abertos cheios de soldados. Além deles, corpos se estendiam no horizonte. Guerreiros e curandeiras e aqueles carregando os feridos correram para qualquer escada que pudessem encontrar.
Elide conseguiu dar todos os cinco passos mancando em direção ao portão aberto antes de saber que seria impossível. Atravessar o campo, encontrá-lo na planície interminável, antes que a represa explodisse e ele fosse levado embora. Antes que ele se fosse para sempre.
Ele não estava morto.
Ele não estava morto.
Eu sempre vou te encontrar.
Elide examinou os portões, os céus, procurando algum sinal de um ruk que pudesse levá-la. Mas eles subiram para os níveis superiores, carregados com soldados e curandeiras, alguns até depositando suas cargas na própria face da montanha. E no nível do solo, ninguém a ouviria pedindo socorro.
Nenhum soldado pararia também.
Elide examinou a outra extremidade da entrada dos portões.
Observou os cavalos sendo levados para fora de seus estábulos por cavalariços frenéticos, as bestas resistindo ao pânico ao redor deles enquanto eram arrastadas para as rampas cheias.
Uma égua negra se ergueu, seu grito um aviso agudo antes que ela batesse seus cascos contra o cavalariço. O cavalo de lorde Chaol. O condutor guinchou e caiu para trás, mal agarrando as rédeas enquanto o cavalo pateava, as orelhas abaixadas contra a cabeça.
Elide não pensou. Não reconsiderou. Ela mancou para os cavalos e os estábulos.
Ela disse para o cavalariço frenético, ainda se afastando do cavalo meio selvagem:
— Vou pegá-la.
O homem, com o rosto pálido, atirou-lhe as rédeas.
— Boa sorte. — Então ele também correu.
A égua – Farasha – puxou com tanta força as rédeas que Elide quase foi arremessada através das pedras. Mas ela plantou seus pés, com a perna gritando, e disse ao cavalo:
— Eu preciso de você, coração feroz. — Ela encontrou os olhos escuros e furiosos de Farasha. — Eu preciso de você. — Sua voz quebrou. — Por favor.
E deuses acima, esse cavalo parou. Piscou.
Cavalos e cavalariços passaram por eles, mas Elide se manteve firme. Esperou até que Farasha abaixasse a cabeça, como se desse permissão.
Os estribos eram baixos o suficiente graças às longas pernas de lorde Chaol, então Elide podia alcançá-los. Ela ainda engoliu o grito quando seu peso se acomodou em seu tornozelo ruim, quando ela empurrou, e se jogou na sela de Farasha. Uma pequena misericórdia, que eles nem tiveram tempo de desencilhar os cavalos depois da batalha. Um conjunto do que parecia ser suspensórios pendia de seus lados, certamente para manter Lorde Chaol estabilizado, e Elide os desenrolou. Qualquer peso, qualquer coisa para retardá-la, tinha que ser descartado.
Elide reuniu as rédeas.
 Para o campo de batalha, Farasha.
Com um grito estridente, Farasha mergulhou para fora.
Soldados saltaram de seu caminho, e Elide não parou para se desculpar, não parou para ninguém, enquanto ela e a égua negra avançavam em direção aos portões. Então através deles.
E para a planície.

2 comentários:

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