5 de outubro de 2018

Capítulo 49

O príncipe rebelde

QUANDO HOMENS E MULHERES NAS LONGAS ESTRADAS do deserto sentavam em volta da fogueira, onde somente as estrelas podiam vê-los, contavam a história do príncipe rebelde do melhor jeito que sabiam. E contavam a verdade o melhor que podiam. Mas não toda ela. Nunca por completo.
Quando falavam de seus dias no harém, nunca mencionavam seu irmão, o príncipe estrangeiro, nascido sob as mesmas estrelas. Falavam da noite em que sua irmã meio djinni nasceu, mas nunca mencionavam a jovem mulher que arriscou a própria vida para levar três crianças à segurança quando a mãe do príncipe rebelde morreu. E, quando contavam sobre os jogos do sultim, deixavam de fora a bela filha do general que o treinou e lutou ao lado dele até que estivesse pronto para enfrentar o desafio.
Nos anos que viriam a seguir no deserto, quando as caravanas disfarçavam o medo da noite com histórias sobre grandes homens, falariam do dia em que o povo de Izman se reuniu aos milhares ao anoitecer para ter seu primeiro vislumbre do príncipe rebelde desde os jogos do sultim, enquanto ele subia na plataforma de um carrasco.
Esperando o machado descer.
As histórias não dariam conta de que o príncipe rebelde não era o único prisioneiro do sultão naquele dia. Ninguém saberia que ele poderia ter evitado sua captura se não tivesse deixado muitos dos seus seguidores escaparem antes dele. Que ele tinha baixado as armas e se rendido ao pai para salvar os outros que haviam sido deixados para trás.
Os contadores de história nunca saberiam que fora por escolha própria que aquele homem subira naquela plataforma. Que ele poderia ter escapado de seu destino se não fosse tão bom. Tão corajoso.
Naquele dia, centenas de milhares foram assistir ao espetáculo, e cada um deles contaria o que tinha visto ali. As histórias viajariam pelas areias nos meses vindouros e se repetiriam pelo deserto e em terras estrangeiras. Seriam recontadas entre as caravanas nos séculos seguintes, quando viesse o momento de ensinar aos filhos sobre os grandes heróis do deserto.
Mas haveria apenas seis pessoas que saberiam o que realmente havia se passado naquele dia. As pessoas das caravanas nunca tomariam conhecimento do que sucedera nas celas da prisão, entre o amanhecer e o anoitecer. O que acontecera antes de toda Izman testemunhar os eventos na plataforma.
Seis pessoas que haviam lutado lado a lado e estavam presas lado a lado por esse motivo. Elas se sentaram na escuridão, esperando seu destino como os milhares que haviam sentado antes deles. Transmitiram sussurros de cela em cela, jurando que a rebelião não morreria ali com eles. Ainda que, ao amanhecer, dois deles estariam mortos.
Seis pessoas que nunca contariam a história do que havia acontecido naquele dia que ficaria conhecido para sempre como o dia em que o príncipe rebelde pereceu.

Capítulo 50
QUANDO A LENDÁRIA PRINCESA HAWA MORREU em Saramotai, o tempo perdeu o sentido.
O sol nasceu para assistir à queda dela. Parou no céu no meio do breu da noite. E as estrelas olharam para baixo para testemunhar o nascimento do luto em um novo mundo.
O mundo inteiro prendeu a respiração quando Attallah caiu morto, porque seu coração havia sido dividido ao meio.
O tempo não parou dessa vez. Ele já estava se esgotando. Não dava para planejar muito. Não dava para juntar reforços ou arranjar sequer uma arma. Eu não sabia o que fazer. Ou mesmo para que estava correndo. Mas o fato era que estava correndo, me enfiando pela multidão nas ruas, em direção ao palácio. Sem tempo de pedir ajuda. Sem tempo de planejar um resgate. O sultão estava contando com isso.
Ele ia executar Ahmed e mal conseguiríamos chegar a tempo, quanto mais salvá-lo.
Teríamos que bolar um plano no meio da correria. Como sempre fazíamos.
Éramos bons nisso.
Vi um homem armado enquanto passávamos pela multidão.
— Jin. — Agarrei seu braço. Ele parou, olhando para onde eu apontava. Não precisei dizer mais nada. Jin agarrou o homem, torcendo os braços dele atrás das costas e segurando-o enquanto eu tomava a arma. Em seguida, voltamos a correr, nos afastando das acusações dele.
A multidão começou a ficar muito densa antes mesmo de conseguirmos avistar o palácio. Distribuí empurrões. As ruas estavam lotadas, e eu não conseguia mais avançar.
Não conseguia nem ver a praça. Tentei empurrar um pouco mais, mas logo fiquei presa, sufocada em meio à massa de corpos. Fui me espremendo até ser prensada contra uma parede. Olhei para cima.
Não poderia escalá-la. Não sozinha. Mas poderia subir com ajuda. Jin já sabia o que eu estava pensando antes de eu concluir o raciocínio.
— Você vai estar por conta própria — ele disse. Alguém o empurrou, nos pressionando um para perto do outro até estarmos esmagados contra a parede.
Sozinha, com uma arma, sem poder e sangrando por meia dúzia de lugares diferentes.
— Eu sei. — Passei a língua nos lábios. Estavam endurecidos de sal.
Jin me levantou. Agarrei o beiral acima, me erguendo dolorosamente. Subindo devagar, lutando contra a pontada que sentia.
Meu pé tocou a borda e continuei, ignorando a dor lancinante no corpo. Com um salto, atravessei facilmente o espaço estreito e alcancei o próximo telhado. Caí com força, arranhando o joelho. Fiquei de pé, deixando um rastro de sangue atrás de mim.
Pulei para o próximo telhado, assustando alguns pássaros, que levantaram voo. Continuei andando. Me obrigando a seguir adiante, até que não havia mais para onde ir.
E então estava de pé em um telhado com vista para a praça em frente ao palácio.
Ahmed estava sozinho, os punhos acorrentados à plataforma erguida acima da massa densa e agitada. Seus olhos miravam o chão. Eu sabia o que ele via. Dor e morte. Os monstros se contorcendo.
A última coisa que Shira tinha visto.
A última coisa que Ahmed veria.
A menos que eu o salvasse.
Um homem lia o que eu só podia imaginar ser uma lista dos supostos crimes cometidos pelo príncipe rebelde. Não conseguia ouvi-lo com o barulho da multidão.
Acima dele, identifiquei a varanda de onde havia assistido à morte de Shira. Eles a haviam protegido com ferro em vez da treliça de madeira após as revoltas. Atrás dos espaços entre as grades, pensei ver o sultão vigiando a cena, pronto para ver outro filho morrer.
Quando a lista chegou ao fim, Ahmed finalmente ergueu o rosto, observando o mar de cidadãos mirajins. Encarando seu povo.
— O sultão, em sua grande sabedoria e misericórdia, concordou em conceder clemência aos outros rebeldes — o homem gritou. — A cabeça deles permanecerá no lugar, mas serão condenados a uma vida de penitência servindo ao país que traíram. — Clemência uma ova. O próprio sultão me dissera que precisava reconquistar o amor de seu povo. Lembrei da bronca em Kadir pela execução de Shira. As pessoas não amariam ninguém por matar um inocente. — Mas, pelos crimes contra seu próprio sangue, o príncipe Ahmed foi condenado à morte. — O sultão contou ao povo que Ahmed havia matado Kadir, seu próprio irmão. Eles precisavam vê-lo morrer.
Mirei a arma na plataforma, apertando os olhos. Era um alvo bem pequeno àquela distância. Mesmo para mim. E não sabia se podia me dar ao luxo de errar.
Atrás de mim, o sol estava se pondo atrás dos telhados de Miraji.
Deitei de barriga no chão e apontei. Só podia esperar que aquela arma fosse boa. Não tinha um plano além de atirar no carrasco. Mas aquilo teria que bastar, pelo menos por enquanto. Precisava salvar Ahmed, depois me preocuparia com o resto.
O carrasco subiu na plataforma e meu coração falhou. O sultão não havia enviado um homem para matar Ahmed, e sim um abdal.
Nem mesmo eu poderia acertar aquele tiro.
Não podia fazer nada. Tinha o carrasco na mira, mas não tinha opção. Mirei mesmo assim. Atirei. Direto no joelho. Um grito veio da multidão com o som do disparo. Mas o carrasco sequer cambaleou. Atirei de novo, de novo e de novo, mirando desesperadamente no pequeno alvo em seu pé. Até a arma na minha mão esvaziar.
Até o abdal alcançar Ahmed.
Ele o forçou a ficar de joelhos em frente ao bloco de madeira que tinham colocado ali. O príncipe não lutou. Ele se ajoelhou com dignidade, o olhar descendo para as cenas horríveis abaixo enquanto punha a cabeça no bloco.
Chamei o deserto. Podia senti-lo disperso pelas ruas, a areia invadindo a cidade. Comecei a chamá-la para mim, mas a dor voltou com tudo, me derrubando com um grito, espalhando-a novamente como poeira pelas ruas.
O homem mecânico deu um passo para trás. Levantou o machado acima da cabeça.
Eu não podia fazer nada. Estava impotente sem meus poderes de demdji, sem mais nenhuma bala. Incapaz de impedi-lo. Incapaz de fazer qualquer coisa.
— Ahmed! — Seu nome escapou, rasgando minha garganta. Atravessou a multidão.
Acima do barulho das pessoas gritando, se empurrando, pedindo sua cabeça, sua liberdade.
Eu estava longe demais para ele me ouvir. Longe demais para alcançá-lo. Mas, de alguma forma, o príncipe rebelde inclinou a cabeça no momento em que o machado subiu. Ele olhou direto para mim. Nossos olhos se encontraram.
Os últimos raios de sol acertaram o ferro do machado, transformando-o numa luz brilhante enquanto atingia seu ponto mais alto.
Mas o sol não o impediu. O tempo não parou. O mundo não mostrou qualquer simpatia pelo meu pesar.
O machado desceu. De luz do sol, voltou a ser ferro. E se transformou em sangue.

Capítulo 51
NÃO CHOREI ATÉ ESTAR EM SEGURANÇA.
Nem entendia ao certo como tínhamos chegado na Casa Oculta. Tudo o que sabia era que uma mão havia me guiado pelas ruas que tinham se transformado em caos assim que o machado descera. Por um mundo que deixara de fazer sentido. Jin. Ele poderia ter me levado para o bloco do carrasco e eu não saberia até estar diante da multidão com o machado pairando sobre mim.
Mas então passamos pela porta e entramos no abrigo da casa onde tínhamos estado todos juntos duas noites antes. Sara nos esperava do lado de dentro, com um bebê gritando no colo. Seus lábios se moviam, mas eu não ouvia nada do que dizia. Passei por ela, puxada por Jin. E a verdade veio como um soco no estômago. Meus joelhos cederam nas escadas.
Solucei. Por todos os mortos. Por todas as perdas. Pelas coisas que tinham sido levadas de nós. Aquilo ficaria gravado para sempre na minha memória. A lâmina. O sangue. O olhar.
O olhar dele quando encontrou o meu do outro lado da multidão.
Um segundo depois, Ahmed estava morto.
E era minha culpa. Minha e de alguém em quem eu confiava. Alguém que pensei que fosse inocente.
O grito saiu tão repentino e violento que tive que enfiar o sheema na boca para que não me escutassem do lado de fora. Senti gosto de suor, areia e, de alguma forma, da pele de Jin.
Podia ouvir os sons no quarto ao lado. Vozes sussurrando, hesitantes com a incerteza, ásperas pelo luto. O que havia restado da rebelião. Os rebeldes que haviam escapado do ataque na casa de Shazad.
O murmúrio tranquilizava. Fechei os olhos e apoiei a cabeça na parede.
Gente demais havia trocado a vida pela de outra pessoa agora.
Por Shazad, Bahi havia queimado.
Por seu filho, Shira havia caminhado para o bloco do carrasco.
Por Leyla, Rahim havia se entregado à mercê de seu pai impiedoso.
Por mim, minha mãe havia posto a cabeça em um laço de forca.
Pensei em vingança, amor, sacrifício e nas coisas terríveis e grandiosas que tinha visto as pessoas fazerem. Pensei em quanta gente eu vira entregando a vida pela rebelião, em tantas ocasiões diferentes.
Pensei no momento em que o machado desceu. Nos olhos fixos nos meus, um segundo antes de a luz abandoná-los.
A escada estalou com um novo peso perto de mim. Eu sabia que era Jin sem abrir os olhos. Antes de encostar do meu lado. Antes de entrelaçar a mão na minha e passar o dedo lentamente pela minha palma, traçando um círculo.
— Ainda não fomos derrotados. — Minha voz saiu rouca. Havia quase sumido, mas ainda estava lá. Finalmente abri os olhos.
— Eu sei.


O murmúrio morreu com nossa chegada, restando apenas os gritos entoados nas ruas lá embaixo. Um tamborilar constante como as batidas de um coração. Ótimo. Silêncio significava morte. E a rebelião não estava morta ainda.
Cada pessoa naquele aposento prestava atenção em mim. Rebeldes que eu conhecia e que não conhecia.
As mãos douradas de Hala seguravam uma xícara fumegante que alguém havia lhe dado, seu cabelo escuro espalhado sobre o rosto. Sara sentou em um canto, seu filho adormecido nos braços, olhando através das cortinas para a rua lá embaixo, enxugando as lágrimas dos olhos. Sam passava o dedo sem parar pela borda de um copo vazio.
Maz estava enrolado num cobertor, tremendo violentamente, cabelo azul espetado para cima em todas as direções. Tamid cuidava da ferida no braço de Izz, por onde a bala havia atravessado sua asa, claramente grato por ter o que fazer.
Havia apenas um lugar vazio, na cabeceira da mesa. Metade das pessoas na sala preferira sentar no chão a ocupar aquele lugar. Senti Jin ficar tenso atrás de mim quando percebeu.
Pigarreei, mas minha voz saiu firme.
— Precisamos de um plano. — Lutei contra o instinto de procurar Shazad para começar a planejar junto comigo. Ela havia sido levada com Ahmed. Delila. Imin. Rahim. Navid. Todos tinham sido capturados, junto com outras dúzias.
— O que restou para planejar? — Hala olhava para a xícara de café e não para mim. Ela fechou os olhos com força. — Não acha que é apenas uma questão de tempo antes daquele machado descer de novo, e de novo, e de novo…?
— Hala. — Maz a interrompeu com a mão em seu braço. Ela levantou, abriu os olhos e me encarou. Desviei o olhar. Os olhos dela podiam ser castanhos como os de qualquer garota do deserto, mas ainda assim me lembravam dos olhos dourados de Imin.
— Até todo mundo ter partido também — Hala terminou de falar.
— Não. — Mantive minha posição. O sultão podia ter pensado que estava me usando todos aqueles meses no palácio. Mas eu havia aprendido uma coisa ou outra sobre o homem que governava Miraji. Ele era esperto. Esperto demais para se arriscar a ter mais revoltas nas ruas. — O sultão está perdendo o controle. Ele sabe disso. É o motivo por que Rahim não foi executado. Ele precisava que Ahmed morresse em público. — Alguém em um canto fez um barulho como um soluço, logo abafado por um sheema. — Mas vai ganhar muito mais demonstrando piedade do que demonstrando força em relação aos outros.
— Então você acha que ele vai mandar os outros para longe — disse Hala.
— Em vez de mandar executar um a um — Maz concluiu. Uma centelha reacendeu brevemente no aposento.
Eu precisava revelar o resto, aquilo em que havia pensado. Tinha que contar a todos eles. Mas meus olhos continuavam em Hala, no canto. O tempo não tornaria as coisas mais fáceis.
— Tem mais uma coisa. — O aposento ficou em silêncio. — Perdemos alguém hoje. — Eu podia ver a cena perfeitamente na cabeça. A cabeça se erguendo do bloco. Seus olhos encontrando os meus. Criaturas de ilusão e dissimulação. — Mas não foi Ahmed.
— Meus olhos tinham a cor do céu. Os dele, o tom de ouro fundido. Olhando diretamente para mim. Eu conhecia aqueles olhos. Eles não eram de Ahmed.
Aos poucos, as pessoas na sala entenderam o que eu queria dizer. A compreensão chegou mais lenta ao rosto da demdji de pele dourada.
Imin.
— Hala, eu sinto muito.
Pesar e fúria transpareceram em seu rosto enquanto o resto de nós ficava em silêncio por Imin. Ela pousou a cabeça nas mãos.
Ahmed jamais deixaria alguém ser executado pelo carrasco no lugar dele. Mas não era o único sendo mantido prisioneiro. Metade da rebelião teria preferido subir naquela plataforma a deixá-lo fazer isso. Shazad poderia ter armado o plano, no meio da confusão do ataque. Delila estava com o cabelo pintado de preto, ocultando sua marca demdji. Ela podia não ser capaz de esconder uma cidade inteira, mas era boa o bastante para ocultar o irmão por um tempo, escondendo a identidade dele sob a ilusão de um rosto diferente. O rosto que Imin estava usando quando foram capturados.
E Imin era boa o bastante para assumir o lugar de Ahmed. Mais do que isso.
Ela havia caminhado para uma execução para salvar nosso príncipe.
— Ahmed está vivo.
Olhei ao redor da mesa, o pequeno aposento naquele lugar que era nosso último refúgio.
— O sultão pode ter nos superado hoje, mas não consegue planejar tudo. Ele não esperava que eu saísse do controle dele. — Olhei para Tamid. — Nossa fuga não estava nos seus planos. E, sem dúvida alguma, não imaginou que Ahmed continuaria vivo.
— Quem vai nos liderar? — Izz perguntou. Seus olhos se voltaram para Jin.
— Nem pensar — ele disse. Estava apoiado no vão da porta. Como se pudesse abandonar a rebelião a qualquer segundo.
— Posso liderar. — A atenção de todos na sala se voltou para mim. Aguardei, mas não houve qualquer palavra em protesto. Nenhuma discussão.
Eu era uma demdji. Era a Bandida de Olhos Azuis. Era amiga deles. Havia aprendido estratégia com Shazad. Tinha estado entre os inimigos. Não havia partido quando Jin nos abandonara. E eles acreditaram em mim quando eu disse que poderia liderá-los.
Íamos resgatar os nossos rebeldes, nossos amigos, nossos parentes. E quando estivéssemos reunidos, íamos marchar com Rahim para Iliaz e pegar nosso exército.
Dei impulso para me afastar da parede. Estava cansada, mas ainda de pé. Ainda estávamos ali.
E dessa vez o sultão tinha nos dado uma vantagem, a única coisa realmente invencível. Não uma criatura imortal. Mas uma ideia. Uma lenda. Uma história.
A Bandida de Olhos Azuis sempre fora mais poderosa do que eu. O príncipe rebelde sempre fora mais poderoso do que Ahmed. E, agora, poderíamos escrever uma história melhor do que a do príncipe pródigo. Uma que ninguém jamais esqueceria. Que seria apoiada por toda Miraji.
A do príncipe que havia retornado dos mortos para reivindicar seu trono e salvar seu povo.

12 comentários:

  1. por favor Karina, poste logo o proximo livro, estou ansiosa demais e muiiiiiiiiiiiitto curiosa! É uma historia incrível!

    ResponderExcluir
  2. Nossa desesperada pelo próximo
    Fabi

    ResponderExcluir
  3. MEU DEUS O IMPACTO DESSE FINAL S2
    Muito obrigada por postar essea livros maravilhoso.
    Por favor posta logo o proximo, desesperada aqui

    ResponderExcluir
  4. Karina, pelo amor... Qndo sai o próximo livro? Já estou desesperada...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Estamos trabalhando no livro, devo postar em novembro...

      Excluir
  5. Karina pfv assim q possível põe o próximo s2 #ansiosa

    -Júlia Lovelace

    ResponderExcluir
  6. posta logo pelo amor de deus nao aguento mais de anciedade

    ResponderExcluir
  7. Karina, os capítulos 50 e 51 não deveriam ser separados do 49?

    ResponderExcluir
  8. OMG! Que final foi esse? Chorei pensando que o Ahmed tinha morrido, depois chorei de novo quando descobri que tinha sido a Amin. De luto até o próximo livro:(

    ResponderExcluir
  9. uau!!! Que final!! que livro!! Já quer o outro!!!

    ResponderExcluir
  10. Morrendo de espectativa pelo próximo livro

    ResponderExcluir

Se você não tem conta no Google e quiser comentar, utilize a opção Nome/URL e preencha seu nome/apelido/nick; o URL pode deixar em branco.

Boa leitura, E SEM SPOILER!