22 de outubro de 2018

Capítulo 46

OI MÃE,
SÓ UMA MENSAGEM RÁPIDA PARA LHE DESEJAR SORTE (NÃO QUE VOCÊ PRECISE, É CLARO) NO SEU PRIMEIRO DIA DE TRABALHO AMANHÃ.
TENHO CERTEZA DE QUE VOCÊ VAI MATAR A PAU!
BOA SORTE,
BEIJOS,
KATIE

VOCÊ RECEBEU UMA MENSAGEM DE: RUBY.
Ruby: Bem, sra. gerente-assistente, conte tudo. Como está indo o trabalho?
Rosie: Muito, muito leeeeentaaaaameeeeenteeeee.
Ruby: Posso perguntar por quê?
Rosie: Posso começar a reclamar? Está pronta para isso? Porque, se não estiver, estou lhe dando a oportunidade de terminar esta conversa enquanto você ainda tem chance.
Ruby: Acredite se quiser, mas eu já entrei nesta conversa preparada para tudo. Manda brasa.
Rosie: Tudo bem. Bom, cheguei na rua do hotel, bem alegre e pontual, e comecei a caminhar por todo o lugar por quarenta e cinco minutos tentando encontrar o belo Grand Tower Hotel. Perguntei para donos de lojas e de quiosques na rua, mas ninguém fazia a menor ideia de onde o hotel ficava. Depois de ligar para o diretor do curso quase em prantos e tomada por um pânico completo por estar atrasada para o meu primeiro dia de trabalho, eu também consegui acusá-lo de me dar o endereço errado. Ele repetiu várias vezes o mesmo endereço enquanto eu dizia que aquilo não era possível, porque o imóvel em questão estava completamente abandonado. Após algum tempo ele disse que ligaria para o dono do hotel e verificaria a localização com ele. Então, sentei em frente dos degraus imundos daquele prédio detonado (sujando a bunda do meu terninho novo) e tentei não chorar por estar atrasada e por causar uma impressão tão ruim. De repente, a porta do prédio que estava atrás de mim se abriu com um barulho igual ao de um peido, e uma coisa estava olhando para mim. A coisa falava com um sotaque forte de Dublin, se apresentou como Cronin Ui Cheallaigh, o dono do prédio, e insistiu que eu o chamasse de Beanie.
No primeiro momento eu fiquei confusa com aquele apelido, mas conforme o dia foi passando tudo ficou bem claro. Não foram as dobradiças da porta que fizeram aquele som de peido; foi sem dúvida o som da bunda peidorrenta de Beanie.
Ele me levou para dentro daquele prédio antigo e mofado e me mostrou os quartos que ficavam no térreo. Depois, perguntou se eu tinha alguma pergunta, e, é claro, eu quis saber por que eu estava neste prédio em particular e quando eu iria ver o hotel. E foi então que ele respondeu com orgulho: “Isto aqui é a porra do hotel. Bonito, né?”
Em seguida ele perguntou se eu tinha ideias para melhorar o hotel depois da primeira impressão, e eu sugeri que seria melhor colocar o nome do hotel diante do prédio para facilitar a vida dos hóspedes (embora não colocar o nome do hotel também fosse uma ótima estratégia de marketing para atrair pessoas até este lugar, diga-se de passagem). Também sugeri que seria bom divulgar o hotel nas lojas da redondeza para que as pessoas pudessem anunciar sua existência (ou, pelo menos, para conseguirem dizer aos turistas perdidos como chegar até o hotel).
Ele passou um bom tempo estudando o meu rosto para ter certeza de que eu não estava brincando. E, na verdade, eu estava falando sério, totalmente. Neste momento, estou esperando chegar uma placa para ser colocada na fachada do hotel.
Em seguida ele me deu um crachá e insistiu para que eu o usasse. O motivo que ele alegou era que, se os clientes precisassem reclamar, eles precisariam saber o nome do culpado. Um homem que tem pensamento muito positivo, como você pode ver. O problema com o crachá (além de ter que usá-lo) foi que, ao que parece, ele não entendeu direito quando eu soletrei o meu nome no telefone.
Assim, passei a semana inteira andando por aí identificada como “Rosie Bumme”. É algo que Beanie parece achar muitíssimo engraçado. Mesmo assim, depois que o ataque de riso passou, ele parecia estar até mesmo um pouco decepcionado. Só isso já é um exemplo do seu nível de maturidade e a seriedade com a qual ele encara seu trabalho e a administração dessa coisa que ele chama de hotel.
Não faço a menor ideia de como esse hotel conseguiu permanecer aberto até hoje. O prédio é uma daquelas belas casas que, em sua época, seriam imponentes ao extremo, mas que foram deixadas à mercê do tempo para apodrecer e se corroer. É bem provável que as tábuas do piso estejam podres, ou seja lá o que está causando o cheiro.
Antigamente a aparência era de tijolos vermelhos, mas hoje é de um marrom sujo. Tem quatro andares e, no subsolo, pelo que fui informada, há um bar de strip-tease do qual Beanie também é proprietário. Ao entrar no térreo você dá de cara com um balcão pequenino feito de mogno escuro. Atrás dele há uma coleção bem bagunçada de chapéus, guarda-chuvas e casacos de antigos hóspedes que agora só servem para juntar poeira.
As paredes são revestidas de painéis de madeira, do chão até a metade da parede, o que chega até a ser agradável. E as paredes, que já foram pintadas de um verde-oliva muito bonito, como é provável, hoje estão mais parecidas com um verde-mofo. Há luminárias pequenas adornando as paredes, mas elas não iluminam nada. O lugar parece uma masmorra. O carpete parece ter sido colocado na década de 1970. Está sujo, fedido e tem marcas de queimadura de cigarro, manchas pretas de chiclete grudado e outras manchas cuja origem eu não faço a menor questão de saber.
Um longo corredor leva a um bar amplo que tem o mesmo carpete sujo e fedido, madeira escura, banquetas forradas com tecido estampado e cadeiras, e, quando o sol brilha pela janela pequena (cuja tinta está descascando), tudo o que se vê é o ar tomado por nuvens de fumaça, que ainda deve ser a mesma que foi deixada pelo velho que se sentava ali para fumar cachimbo há uns duzentos anos.
A área de jantar tem vinte mesas e um cardápio bem limitado. Dá para ver que é o mesmo carpete, mas ele tem um adicional — manchas de comida. Lá você encontra também cortinas de veludo marrom e persianas de renda. As mesas são cobertas com o que, em algum ponto do passado, já foram toalhas de renda branca, mas que agora estão amareladas, e talheres enferrujados e com manchas de comida. Os copos são translúcidos e as paredes são brancas, o que faz com que esse seja o único ambiente realmente iluminado, mas, não importa qual seja a potência do aquecedor, o lugar fica sempre muito frio.
Mas o cheiro! Parece que alguém morreu e foi largado ali para apodrecer. Desde então o fedor ficou entranhado na mobília, nas paredes e nas minhas roupas. O hotel tem sessenta quartos, sendo vinte em cada andar. Beanie teve o orgulho de anunciar que metade deles é suíte. Acho que você consegue imaginar a minha felicidade ao saber disso: alguns quartos têm banheiros privativos!
Duas mulheres maravilhosas, Betty e Joyce, cada uma delas com cerca de 100 anos, limpam os quartos três vezes por semana, e eu acho isso meio nojento, para falar a verdade. E, dada a vagarosidade como se movem, eu ficaria surpresa se fosse verdade que elas limpam mesmo os quartos com essa periodicidade.
Eu também estava começando a imaginar que tipo de hóspede um hotel como esse atrai, mas tudo ficou claro quando trabalhei durante o turno da noite há alguns dias. Quando o bar de strip-tease no subsolo fecha, a festa continua no andar de cima. Isso foi o argumento de que eu precisava para contratar mais arrumadeiras.
O único modo de encontrar um chocolate sobre o travesseiro é se o hóspede anterior o tivesse cuspido ali. A única razão pela qual alguém usaria a touca de banho seria para proteger a cabeça da água amarelada que corre pelos canos (e, embora deva ser de fato potável, prefiro confiar na minha garrafinha de água mineral).
Na semana passada uma estação de rádio ligou para saber se o hotel estava interessado em participar de um concurso que eles estão promovendo. Imagino que eles devem estar desesperados, ou então que foram enganados pelo nome do hotel, que é muito mais chique do que aquela espelunca. Não consegui pensar em nenhuma justificativa para dizer não. As pessoas tinham de escrever e explicar por que merecem passar um fim de semana em Dublin sendo bem cuidadas e paparicadas. Os vencedores ganhariam ingressos para o teatro, uma refeição, um dia de compras e hospedagem com café da manhã incluído por duas noites em um hotel da área central, com todas as despesas pagas. Foi ótimo para o hotel, pois ganhamos uma semana de publicidade no rádio e recebemos uma boa quantidade de hóspedes. Mas duvido que a maior parte deles soubesse no que estava se metendo.
As pessoas que ganharam escreveram uma história tão emocionante que eu quase chorei quando ouvi o relato no rádio. Assim, eu preparei a suíte de lua de mel (que é igualzinha a todos os outros quartos, mas eu disse a Beanie para colocar uma placa na porta para fazer com que os vencedores do concurso se sentissem especiais. Ele resolveu fazer a marcação com um estêncil e passou uma hora com uma caneta de retroprojetor preta na mão e a língua pra fora da boca, em concentração absoluta), enchi o quarto com flores bonitas e deixei uma garrafa de champanhe de cortesia para eles. Eu me esforcei bastante para preparar o quarto, espremendo a verba para comprar lençóis novos etc., mas não havia muito que eu pudesse fazer com o orçamento magro.
De qualquer forma, quando descobriram que haviam ganhado, os dois ficaram tão animados que começaram a ligar para o hotel todos os dias antes de chegar aqui, fazendo perguntas e se certificando de que tudo estava preparado. Eles entraram pela porta, deram uma olhada no lugar e foram embora depois de quinze minutos.
Ruby, aquelas pessoas perderam a casa onde moravam, o marido perdeu o emprego, quebrou as duas pernas, perdeu o carro e tiveram que deixar o vilarejo onde moravam. Eles ganharam um fim de semana com todas as despesas pagas e poderiam ter ficado no hotel absolutamente de graça. E ainda assim eles não quiseram ficar. Esse é o hotel onde estou trabalhando.
Rosie: Ruby?
Rosie: Ruby, você está aí?
Rosie: Oi? Ruby, você recebeu tudo o que eu digitei?
Ruby: Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
Rosie: Ruby!
Ruby: Hã? O quê? Perdi alguma coisa? Ah, desculpe, acho que caí no sono há mais ou menos uma hora, quando você começou a me contar sobre o seu trabalho.
Rosie: Desculpe, Ruby, mas eu avisei.
Ruby: Não se preocupe, eu consegui dar uma escapada e fiz uma xícara de café enquanto você ainda estava falando das paredes verde-oliva e dos corpos em decomposição.
Rosie: Desculpe. Este foi um mês daqueles.
Ruby: Nem todos os empregos acabam sendo o que você acha que serão. De qualquer forma, você prefere ser secretária na Randy Andy Paperclip Co. ou gerente-assistente no Grand Tower Hotel?
Rosie: Aaaaahh, sem dúvida prefiro ser gerente-assistente no Grand Tower Hotel.
Ruby: Bem, então você está onde queria, Rosie Bumme. A vida poderia ser pior, não é?
Rosie: Acho que sim. Mas eu na verdade tenho outro probleminha à vista.
Ruby: Consegue me contar com menos de mil palavras?
Rosie: Vou tentar! Alex vai vir para a festa de comemoração da aposentadoria de Julie Casey daqui a algumas semanas e vai trazer Bethany. E eles fizeram reservas para passar o fim de semana no hotel. Perceba, eu meio que falei para ele que o lugar era legal... E eles pediram especificamente um quarto com vista panorâmica. Neste momento, eu mal consigo encontrar um quarto com uma janela (bem, nem tanto, mas enfim), mas, nas circunstâncias atuais, nós do Grand Tower Hotel consideramos que um quarto com banheiro já entra na categoria dos pedidos especiais. Afinal de contas, qual das vistas panorâmicas você acha que eles vão preferir? Vista para o açougue ou vista para o ferro-velho?
Ruby: Céus...

VOCÊ RECEBEU UMA MENSAGEM DE: ALEX.
Alex: Oi, Rosie. Está acordada até esta hora?
Rosie: Por que o espanto? Você também está.
Alex: Meu fuso horário é de cinco horas a menos que o seu.
Rosie: O baile de formatura de Katie é esta noite. Na verdade, ela está lá neste exato momento.
Alex: Ah, entendo. E você não consegue dormir?
Rosie: Ficou maluco? É claro que não consigo dormir. Saí com ela para ajudá-la a escolher o vestido, ajudei-a a aplicar a maquiagem e a arrumar o cabelo, tirei fotos dela tão feliz nesta noite especial. A noite em que ela verá amigos que provavelmente não vai voltar a ver em muitos anos, ou nunca mais, apesar das promessas de manter contato. Foi como fazer o relógio voltar vinte anos no passado, naquela noite em que eu estava com a minha mãe há vinte anos. Sei que ela não sou eu, que é uma pessoa diferente, com a própria cabeça, mas não consegui evitar me ver caminhando por aquela porta. De braços dados com um homem vestido de terno, empolgada com a noite, empolgada com o futuro. Empolgada, empolgada, empolgada. Porra, eu era muito jovem. Claro, eu não achava que era assim tão jovem naquela época. Tinha um milhão de planos. Sabia o que ia fazer. Já sabia o que ia acontecer nos anos seguintes. Mas o que eu não sabia era que, dali a algumas horas, todos aqueles planos iriam mudar. A sra. Sabe-Tudo não sabia tanto assim naquela época. Espero que Katie volte para casa esta noite na hora em que deve.
Alex: Ela é inteligente, Rosie, e, se você a criou do jeito que eu imagino, então você não terá que se preocupar com nada.
Rosie: Não posso ficar me enganando. Ela está namorando aquele rapaz há três anos, então eu acho que eles não passaram esse tempo todo só andando de mãos dadas. Mas, pelo menos esta noite, a noite que mudou a minha vida, eu queria que ela voltasse cedo para casa.
Alex: Bem, então eu vou ter que ficar aqui e distrair você até ela chegar, não é?
Rosie: Eu não acharia ruim.
Alex: E então, como estão os preparativos do hotel para a nossa chegada? Espero que a gerente possa preparar tudo que há de melhor para nós!
Rosie: Eu sou apenas a gerente-assistente, lembre-se disso. E o hotel não é bem...
Alex: Não é bem o quê?
Rosie: Tão chique quanto aqueles em que você está acostumado a se hospedar quando viaja.
Alex: Esse vai ser superespecial, porque a minha melhor amiga está no comando.
Rosie: Eu não iria querer receber todo o crédito pela administração geral do hotel...
Alex: Ah, não seja boba. Você nunca valoriza as coisas que faz.
Rosie: Estou falando sério, Alex. Eu não queria ter que aceitar qualquer responsabilidade sobre esse hotel, de maneira nenhuma. Você sabe, eu só vou ficar lá por alguns meses. Não tive oportunidade de deixar a minha marca, tudo que faço é seguir ordens...
Alex: Que bobagem. Mal posso esperar para ver o lugar. Seria muito engraçado se alguém sofresse uma intoxicação alimentar no restaurante e eu fosse o médico residente que tivesse que salvar a pessoa, hein? Lembra-se de que esse era o nosso plano quando éramos crianças?
Rosie: Lembro muito bem, e talvez essa não seja uma possibilidade muito distante. Será que você e Bethany não preferem sair para jantar nessa noite? Há muitos restaurantes ótimos que você não conheceu em Dublin.
Alex: Pode ser. Tentei procurar o hotel na internet, mas não encontrei nada.
Rosie: Ah, é que o site está fora do ar, em manutenção. Eu aviso quando ele voltar.
Alex: Ótimo. Vai ser estranho ver a srta. Casey Narigão Bafo de Onça outra vez. Já passou da hora de ela se aposentar. As crianças do mundo precisam de paz.
Rosie: Ela se chama Julie, e não a chame pelo outro nome. E ela foi muito boa comigo nesses últimos anos. Por isso, seja legal com ela, por favor.
Alex: Tá bom, prometo que vou me comportar. Não se preocupe, já saí de casa antes. Eu cei lidar com as pessoas.
Rosie: É claro que sabe, sr. cirurgião e socialite nas horas vagas.
Alex: Qualquer que seja a imagem de mim que você tenha na cabeça, por favor, livre-se dela agora.
Rosie: Qual? Essa em que você está nu? Você não pode mandar que eu me livre dela.
Alex: Bem, seja lá qual for a imagem, multiplique o tamanho por vinte, então.
Rosie: Jesus Cristo! Vinte centímetros, Alex?
Alex: Ah, cale a boca. E aí, como está a sua mãe? O hospital mandou alguma resposta sobre aqueles exames?
Rosie: Não, ainda não. Ela está passando alguns dias com Stephanie e aproveitando para se afastar de tudo, e quando voltar já deveremos ter os resultados. Parece que os médicos não sabem o que ela tem. Estou bem preocupada. Dei uma boa olhada nela no outro dia, e foi como se eu tivesse passado um bom tempo sem vê-la. Mesmo sem perceber, a minha mãe envelheceu.
Alex: Ela tem só 65 anos. Ainda é jovem.
Rosie: Eu sei, mas eu tinha uma imagem dela na cabeça, e essa era uma imagem de alguns anos atrás. De algum modo, desde que eu era jovem, eu continuei a vê-la daquele jeito. Mas, naquele dia, quando eu a vi na cama do hospital, ela parecia velha. Foi um choque. De qualquer maneira, eu espero que tenham descoberto o que ela tem e que deem um jeito. Ela não está se sentindo muito bem de verdade.
Alex: Assim que vocês descobrirem o que é, me contem.
Rosie: Conto, sim. É duro ter que ir até Galway nos meus dias de folga. Por mais que eu ame a minha mãe, o percurso é uma jornada para mim. Entre trabalhar em horários incrivelmente pouco sociáveis, viajar para ver minha mãe e ajudá-la, eu não consegui tirar nenhum dia para mim nessas últimas semanas, e estou mais cansada do que nunca.
Alex: E onde está o seu irmão Kevin numa hora dessas? Será que ele não pode ajudar, mesmo que seja uma vez na vida?
Rosie: Boa pergunta. Bem, para ser justa com Kev, ele acabou de comprar uma casa e está se mudando para lá com a namorada. Se ele tivesse mais tempo, eu tenho quase certeza de que iria poder ajudar.
Alex: Kevin decidiu levar o namoro a sério? Olha, estou chocado. Seria bom se você conversasse com ele sobre o que está acontecendo e tentasse fazer com que ele a ajudasse um pouco mais. Você não pode ficar com todas as responsabilidades.
Rosie: Bem, não estou bem assumindo todas as responsabilidades. Steph está cuidando da minha mãe esta semana e ela já tem dois filhos, então não é algo muito fácil para ela também. (Cuidar da minha mãe não parece ser uma expressão muito correta, não é?) E eu não me importo porque quero estar lá com ela. Ela está sozinha e eu sei o que ela está passando.
Alex: Pedir ajuda a Kevin não significa que você não ame ou não queira ajudar Alice. Kev precisa ser avisado. Na verdade, não precisaria nem ser avisado de uma coisa dessas.
Rosie: Bom, vou esperar até que ele termine de fazer a mudança para a casa nova. Quando isso acontecer, se ele ainda não tiver se tocado, eu não vou mais bancar a boazinha. Ele não visitou meu pai nem metade das vezes que devia ter visitado, e eu sei que ele está pagando pelo erro agora. Nunca consegui entender Kevin por completo. Ele gosta de guardar tudo para si e ficar sozinho. Ele entrou e saiu da casa e nunca contou a ninguém o que estava fazendo. E então, quando meu pai morreu, ele achou que podia tomar o controle de todos os planos. Agora que a minha mãe está doente, ele se afastou de novo. Steph e eu tentamos conversar com ele sobre isso em várias ocasiões, mas não conseguimos que ele nos desse ouvidos. Kevin é egoísta e a coisa é simples assim. Opa, um táxi parou lá fora. Espere aí enquanto eu vou até a janela para dar uma olhada.
Alex: Katie está no táxi?
Rosie: Não.
Alex: Ah. Bom, mas ela...
Rosie: Ah, graças a Deus, lá está ela. É melhor eu desligar o computador e deitar. Não quero que ela pense que eu fiquei esperando até agora. Ah, obrigada, Deus, por trazer o meu bebê para casa. Boa noite, Alex.
Alex: Boa noite, Rosie.

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