29 de outubro de 2018

Capítulo 44

— Como vou te esculpir hoje, Aelin?
As palavras de Cairn eram um sussurro de respiração quente em seu ouvido enquanto sua faca raspava em sua coxa nua.
Não. Não, não poderia ter sido um sonho. A fuga, Rowan, o navio para Terrasen...
Cairn enfiou a ponta da adaga na carne acima do joelho, e ela cerrou os dentes quando o sangue inchou e se derramou. Quando ele começou a torcer a lâmina, um pouco mais a cada rotação.
Ele tinha feito isso tantas vezes agora. Por todo o corpo dela. Ele só pararia quando atingisse o osso. Quando ela estava gritando e gritando.
Um sonho. Uma ilusão. Sua fuga dele, de Maeve, tinha sido outra ilusão.
Ela falou? Ela falou onde as chaves estavam escondidas? Ela não conseguia parar o soluço que saiu dela.
Então uma voz fria e culta ronronou:
— Todo o treinamento, e é isso o que acontece com você?
Não é real. Arobynn, do outro lado do altar, não era real. Mesmo que ele parecesse, seu cabelo vermelho brilhando, suas roupas impecáveis.
Seu antigo mestre deu-lhe um meio sorriso.
— Mesmo Sam se mostrou melhor do que isso.
Cairn torceu a faca novamente, cortando o músculo. Ela arqueou, seu grito ecoando em seus ouvidos.
Ao longe, Fenrys rosnou.
— Você poderia se libertar dessas correntes, se realmente quisesse — disse Arobynn, franzindo a testa com desagrado. — Se você realmente tentasse.
Não, ela não podia, e tudo tinha sido um sonho, uma mentira...
— Você se permite ficar em cativeiro. Porque no momento em que for livre... — Arobynn riu. — Então deverá se oferecer, um cordeiro para abate.
Ela agarrou e se debateu contra a destruição em sua perna, sem ouvir Cairn enquanto ele zombava. Apenas ouvindo o Rei dos Assassinos, invisível e despercebido ao lado dela.
— No fundo, você espera ficar aqui por tempo suficiente para que o jovem rei de Adarlan pague o preço. No fundo, você sabe que está se escondendo aqui, esperando que ele limpe o caminho. — Arobynn se apoiou na lateral do altar, limpando as unhas com um punhal. — No fundo, você sabe que não é realmente justo que aqueles deuses tenham te escolhido. Que Elena tenha escolhido você em vez dele. Ela comprou seu tempo para viver, sim, mas você ainda foi escolhida para pagar o preço. O preço dela. E dos os deuses.
Arobynn passou a mão com os dedos compridos pela lateral do rosto dela.
— Percebe do que tentei poupá-la todos esses anos? O que você poderia ter evitado se tivesse permanecido Celaena, permanecido comigo? — Ele sorriu. — Percebe, Aelin?
Ela não podia responder. Não tinha voz. Cairn atingiu osso e...


Aelin se lançou para cima, as mãos segurando a coxa.
Nenhuma corrente a prendia.
Nenhuma máscara a sufocava.
Nenhum punhal havia sido torcido em seu corpo.
Respirando com dificuldade, o cheiro de folhas úmidas se prendendo ao seu nariz, os sons de seus gritos substituídos pelo sonolento chilrear dos pássaros, Aelin esfregou o rosto.
O príncipe que dormia ao seu lado já passava a mão pelas costas dela em traços silenciosos e reconfortantes.
Além da pequena janela da pousada bagunçada, em algum lugar perto da fronteira de Charco Lavrado e Adarlan, espessos véus de névoa flutuavam.
Um sonho. Apenas um sonho. Ela se virou, colocando os pés no carpete puído no piso de madeira desigual.
— O não amanhecerá em pelo menos mais uma hora — disse Rowan.
No entanto, Aelin pegou sua blusa.
— Vou me aquecer, então. — Talvez correr, como ela não foi capaz de fazer em semanas e semanas.
Rowan sentou-se, sem perder nada.
— O treinamento pode esperar, Aelin.
Eles vinham fazendo isso há semanas agora, tão exaustivo e esgotante quanto em Defesa Nebulosa.
Ela enfiou as pernas na calça e depois afivelou o cinto da espada.
— Não, não pode.


Aelin se esquivou para o lado, a lâmina de Rowan passando por sua cabeça, arrancando algumas mechas da ponta de sua trança.
Ela piscou, respirando com dificuldade, e mal ergueu Goldryn a tempo de impedir seu próximo ataque. Metal reverberou através das bolhas que cobriam suas mãos.
Novas bolhas – para um novo corpo. Três semanas no mar e seus calos mal haviam se formado novamente. Todos os dias, horas gastas treinando com espadas, arco e flecha e luta corpo a corpor, e suas mãos ainda eram macias.
Grunhindo, Aelin se agachou, as coxas queimando enquanto se preparava para saltar. Mas Rowan parou no pátio empoeirado da estalagem, com o machado e a espada caindo aos lados. À primeira luz da alvorada, a estalagem poderia ter parecido agradável, a brisa do mar da costa próxima flutuando através das folhas persistentes da macieira encurvada no centro do espaço.
Uma tempestade ao norte obrigara o navio a encontrar um porto na noite anterior – e, depois de semanas no mar, nenhum deles hesitara em passar algumas horas em terra. Para saber o que diabos aconteceu enquanto eles estavam fora.
A resposta: guerra.
Em toda parte, a guerra se alastrara. Mas onde a luta ocorria, o velho estalajadeiro não sabia. Barcos não paravam mais no porto – e os grandes navios de guerra apenas passavam reto. Se eles eram inimigos ou aliados, ele também não sabia. Não sabia absolutamente nada, parecia. Incluindo como cozinhar. E limpar a estalagem.
Eles precisavam estar de volta aos mares dentro de um dia ou dois, se quisessem chegar em Terrasen rapidamente. Havia muitas tempestades no norte para se arriscarem a atravessar diretamente para lá, dissera o capitão. Nesta época do ano, era mais seguro alcançar a costa do continente e depois navegar por ele. Mesmo que aquele comando e aquelas tempestades os tivessem trazido até aqui: em algum lugar entre a fronteira de Charco Lavrado e Adarlan. Com Forte da Fenda alguns dias à frente.
Quando Rowan não recomeçou, Aelin franziu o cenho.
— O que foi.
Não era tanto uma pergunta quanto uma demanda.
O olhar dele era inabalável. Como estava quando ela retornou da corrida pelos campos enevoados além da estalagem e encontrou-o encostado na macieira.
— É o suficiente por hoje.
— Nós mal começamos. — Ela ergueu a lâmina.
Rowan manteve a sua própria baixada.
 —Você mal dormiu na noite passada.
Aelin ficou tenso.
— Sonhos ruins. — Um eufemismo. Ela ergueu o queixo e lançou-lhe um sorriso. — Talvez eu esteja começando a desgastá-lo um pouco.
Apesar das bolhas, ela recuperou seu peso, pelo menos. Tinha observado seus braços irem de finos a fortes com músculos, suas coxas de junco a elegantes e poderosas.
Rowan não retornou seu sorriso.
— Vamos tomar café da manhã.
— Depois do jantar de ontem à noite, não estou com pressa. — Ela não deu a ele uma piscada em aviso antes de se lançar sobre ele, atacando alto com Goldryn e golpeando baixo com sua adaga.
Rowan encontrou seu ataque, desviando-se facilmente. Eles entraram em confronto, se separaram e entraram em confronto novamente.
Seus caninos reluziram.
— Você precisa comer.
— Eu preciso treinar. — Ela não conseguia parar – aquela necessidade de fazer alguma coisa. De estar em movimento.
Não importava quantas vezes ela balançasse a lâmina, ela podia senti-las. As algemas. E sempre que fazia uma pausa para descansar, também podia sentir sua magia. Esperando.
De fato, seu poder parecia abrir um olho e bocejar. Ela apertou a mandíbula e atacou novamente. Rowan encontrou cada golpe, e ela sabia que suas manobras estavam ficando desleixadas. Sabia que ele a deixava continuar em vez de aproveitar as muitas aberturas para acabar com isso.
Ela não conseguia parar. A guerra rugia ao redor deles. Pessoas estavam morrendo. E ela estava trancada naquela maldita caixa, sendo quebrada de novo e de novo, incapaz de fazer qualquer coisa...
Rowan atacou, tão rápido que ela não conseguiu evitar. Mas foi o pé que ele deslizou diante do dela que a condenou, enviando-a para o chão.
Seus joelhos gritavam, esfolados sob suas calças, sua adaga caída de sua mão.
— Eu ganhei — ele ofegou. — Vamos comer.
Aelin olhou para ele.
— Mais uma rodada.
Rowan apenas embainhou sua espada.
— Depois do café da manhã.
Ela rosnou.
Ele rosnou de volta.
— Não seja idiota — disse ele. — Você perderá todo esse músculo se não alimentar seu corpo. Então coma. E se ainda quiser treinar depois, eu treinarei com você. — Ele ofereceu a ela uma mão tatuada. — Embora você provavelmente vá vomitar.
Fosse pelo esforço ou pela comida suspeita do estalajadeiro.
— As pessoas estão morrendo — Aelin falou. — Em Terrasen. Em toda parte. As pessoas estão morrendo, Rowan.
— Tomar café da manhã não vai mudar isso. — Seus lábios se curvaram em um grunhido, mas ele a interrompeu. — Eu sei que as pessoas estão morrendo. Nós vamos ajudá-las. Mas você precisa ter força, ou você não conseguirá.
Verdade. Seu parceiro falava a verdade. E ainda assim ela podia vê-las, ouvi-las. Aquelas pessoas morrendo e assustadas.
Cujos gritos tantas vezes soavam como os dela.
Rowan contorceu os dedos em um lembrete silencioso. Vamos?
Aelin franziu o cenho e segurou sua mão, deixando que ele a levantasse. Tão insistente.
Rowan passou um braço pelos ombros dela. Essa é a coisa mais educada que você já disse sobre mim.


Elide tentou não estremecer com o grude cinzento que fumegava à sua frente. Especialmente com o estalajadeiro observando das sombras atrás de seu bar da taverna. Sentada em uma das pequenas mesas redondas que preenchiam o espaço gasto, Elide chamou a atenção de Gavriel de onde ele empurrava sua própria tigela.
Gavriel levou a colher até a boca. Lentamente.
Os olhos de Elide se arregalaram. Alargaram ainda mais quando ele abriu a boca e tomou uma colherada.
Seu engolir foi audível. Sua tosse, mal contida.
Elide refreou seu sorriso à pura miséria que tomou o olhar castanho do Leão.
Aelin e Rowan tinham terminado uma batalha semelhante quando ela entrou na taberna minutos atrás, a rainha desejando a sua sorte antes de voltar para o pátio.
Elide não a viu ficar parada por mais tempo do que precisava para comer uma refeição. Ou durante as horas em que os instruíra nas marcas de Wyrd, depois que Rowan pedira que os ensinasse.
Elas a tiraram das correntes, o príncipe havia explicado. E se os ilken fossem resistentes à sua magia, então aprender as marcas antigas seria útil com tudo o que enfrentavam à frente. As batalhas físicas e mágicas.
Aquelas marcas eram estranhas e difíceis. Elide não sabia ler na sua própria língua, não tentara em tempos. Não supôs que teria a oportunidade em breve.
Mas aprender aquelas marcas, se isso fosse ajudar os seus companheiros de alguma forma... ela poderia tentar. Já havia tentado o suficiente para conhecer algumas delas agora.
Gavriel ousou outro gole do mingau, oferecendo ao estalajadeiro um sorriso apertado. O homem parecia tão aliviado que Elide pegou sua própria colher e engoliu em seco. Sem graça e um pouco azedo – ele colocou sal em vez de açúcar? – mas... estava quente.
Gavriel encontrou seu olhar, e Elide novamente conteve sua risada.
Ela sentiu, em vez de ver, Lorcan entrar. O estalajadeiro encontrou instantaneamente outro lugar para estar. O homem não ficou surpreso ao ver cinco feéricos entrarem em sua estalagem na noite anterior, então seu desaparecimento sempre que Lorcan aparecia era certamente devido ao olhar furioso que o macho havia aperfeiçoado.
De fato, Lorcan deu uma olhada em Elide e Gavriel e saiu da sala de jantar.
Eles mal falaram durante essas semanas. Elide não sabia o que dizer. Um membro desta corte. A sua corte. Para sempre.
Ele e Aelin certamente não eram calorosos um com o outro. Não, apenas Rowan e Gavriel realmente falavam com ele. Fenrys, apesar de sua promessa a Aelin de não lutar com Lorcan, ignorava-o a maior parte do tempo. E Elide... Ela o ignorara com tanta frequência que Lorcan não se incomodou em se aproximar dela.
Bom. Era bom. Mesmo que às vezes ela se encontrasse abrindo a boca para falar com ele. Se encontrasse observando-o enquanto ouvia as lições de Aelin sobre as marcas de Wyrd. Ou enquanto ele treinava com a rainha, os raros momentos em que os dois não estavam na garganta um do outro.
Aelin havia retornado para eles. Estava se recuperando da melhor maneira possível.
Elide não sentiu sua próxima colherada de mingau. Gavriel, felizmente, não disse nada.
E Anneith também não falou. Nem um sussurro de orientação. Era melhor assim. Ouvir a si mesma. Era melhor que Lorcan também mantivesse distância.
Elide comeu o resto do mingau em silêncio.


Rowan estava certo: ela quase vomitou depois do café da manhã. Cinco minutos no pátio e ela teve que parar, aquele mingau miserável subindo em sua garganta.
Rowan riu quando ela colocou a mão sobre a boca. E então mudou para sua forma de falcão para voar para a costa próxima e seu navio que aguardava, para checar com seu capitão.
Girando seus ombros, ela o assistiu desaparecer nas nuvens. Ele estava certo, é claro. Sobre se deixar descansar.
Se os outros sabiam o que a impulsionava, eles não disseram uma palavra. Aelin embainhou Goldryn e soltou um longo suspiro. No fundo, seu poder murmurou.
Ela flexionou os dedos.
O rosto pálido e frio de Maeve brilhou diante de seus olhos.
Sua magia ficou em silêncio.
Soltando outro suspiro trêmulo, sacudindo o tremor de suas mãos, Aelin se virou para os portões abertos da estalagem. Uma estrada longa e poeirenta se estendia à frente, os campos além do estéril. Terra dura e esquecida. Ela mal vislumbrou qualquer coisa além da névoa em sua corrida ao amanhecer, apenas alguns pardais balançando entre as gramas secas de inverno.
Fenrys estava sentado em forma de lobo na beira do campo mais próximo, olhando pela extensão. Precisamente onde esteve antes do amanhecer.
Ela deixou que ele ouvisse seus passos, suas orelhas se contraindo. Ele se transformou quando ela se aproximou e recostou-se à cerca parcialmente apodrecida que envolvia o campo.
— Quem você irritou para pegar o turno da madrugada? — perguntou Aelin, enxugando o suor da testa.
Fenrys bufou e passou a mão pelos cabelos.
— Você acredita que eu me ofereci para isso?
Ela arqueou uma sobrancelha. Ele deu de ombros, observando o campo novamente, as brumas ainda se agarrando no horizonte mais distante.
— Eu não tenho dormido bem esses dias. — Ele a olhou de soslaio. — Não acho que seja o único.
Ela apertou a bolha em sua mão direita, sibilando.
— Poderíamos começar uma sociedade secreta – para pessoas que não dormem bem.
— Enquanto Lorcan não for convidado, eu estou dentro.
Aelin bufou uma risada.
— Deixe isso pra lá.
O rosto dele ficou rígido.
— Eu disse que deixaria.
— Você claramente não deixou.
— Eu vou deixar isso pra lá quando você parar de treinar até os farrapos ao amanhecer.
— Eu não estou treinando até os farrapos. Rowan está supervisionando isso.
— Rowan é a única razão pela qual você não está mancando por aí.
Verdade. Aelin fechou as mãos doloridas em punhos e os enfiou nos bolsos. Fenrys não disse nada – não perguntou por que ela não aqueceu os dedos. Ou o ar ao redor deles.
Ele apenas se virou para ela e piscou três vezes. Você está bem?
O grito de uma gaivota perfurou o mundo cinzento e Aelin piscou de volta duas vezes. Não.
Era tanto quanto ela admitiria. Ela piscou novamente, três vezes agora. Você está bem?
Duas piscadas dele também.
Não, eles não estavam bem. Eles poderiam nunca estar.
Se os outros sabiam, se enxergavam além da arrogância e do temperamento, não deixaram transparecer.
Nenhum deles comentou que Fenrys não usara nenhuma vez sua magia para saltar entre os lugares. Não que houvesse lugar para ir no meio do mar. Mas mesmo quando eles treinaram, ele não usou.
Talvez tivesse morrido com Connall. Talvez tivesse sido um dom que ambos compartilhavam, e tocá-lo fosse insuportável.
Ela não se atreveu a olhar para dentro, para o mar agitado dentro dela. Não podia.
Aelin e Fenrys permaneceram ao lado do campo enquanto o sol se arqueava mais alto, queimando a névoa.
Depois de um longo minuto, ela perguntou:
— Quando você fez o juramento a Maeve, como era o gosto do sangue dela?
Suas sobrancelhas douradas se estreitaram.
— Como sangue. E poder. Por quê?
Aelin balançou a cabeça. Outro sonho ou alucinação.
— Se ela estiver em nossos calcanhares com aquele exército, eu estou apenas... tentando entender isso. Ela, eu quero dizer.
— Você planeja matá-la. — O mingau em seu estômago revirou, mas Aelin deu de ombros. Mesmo quando sentiu gosto de cinzas em sua língua. — Você prefere fazer isso?
— Eu não tenho certeza se sobreviveria — ele disse entredentes. — E você tem mais de uma razão para reivindicá-la do que eu.
— Eu diria que temos uma reivindicação igual.
Seus olhos escuros percorreram o rosto dela.
— Connall era um macho melhor do que você viu naquela época. Do que ele foi no final.
Ela segurou a mão dele e a apertou.
— Eu sei.
A última das névoas desapareceu.
— Você quer que eu fale sobre isso? — Fenrys perguntou baixinho.
Ele não quis dizer o irmão.
Ela balançou a cabeça.
— Eu sei o suficiente. — Ela examinou suas mãos frias e cheias de bolhas. — Eu sei o suficiente — ela repetiu.
Ele endureceu, uma mão indo para a espada ao seu lado. Não pelas palavras dela, mas... para Rowan que mergulhava do céu, um mergulho total. Ele se transformou a poucos metros do chão, aterrissando com a graça de um predador enquanto corria os últimos passos em direção a eles.
Goldryn cantou quando ela desembainhou a espada.
— O quê?
Seu parceiro apenas apontou para o céu. Para o que voava lá.

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