29 de outubro de 2018

Capítulo 41

Chegaram ao mar sob o manto da escuridão, avisados de sua chegada pelo cheiro salgado que se infiltrou na caverna, depois pelas águas mais agitadas que passaram, e finalmente pelo rugido das ondas.
Os olhos de Maeve podiam estar por toda parte, mas não estavam fixos na boca da caverna que se abria para uma enseada ao longo da margem ocidental de Wendlyn. Eles também não estavam naquela enseada quando o barco atracou em sua praia arenosa, depois sumiu de volta para as cavernas antes que qualquer um pudesse agradecer às criaturas que os haviam transportado sem descanso.
Aelin ficou observando o barco até que ele desapareceu, tentando não olhar por muito tempo para a areia limpa e imaculada sob as botas, enquanto os outros debatiam onde poderiam estar ao longo da costa.
Algumas horas correndo para o norte, para as terras de Wendlyn, e eles tiveram a resposta: perto o suficiente do porto mais próximo.
A maré estava com eles e, com o ouro que haviam roubado das criaturas tumulares, era uma questão de Rowan e Lorcan simplesmente cruzarem os braços antes que um navio fosse assegurado. Com a armada de Wendlyn navegando para as costas de Terrasen, as regras sobre atravessar a fronteira haviam sido revogadas. Foram várias as mudanças de embarcação até chegar ao continente do outro lado do mar, assim como as medidas de segurança. Não era um mero tirano se estendendo em Adarlan, mas um rei valg com uma legião aérea.
Tornava mais fácil para as mensagens que ela despachou saírem também. Se a carta para Aedion e Lysandra chegaria até eles era com os deuses, ela supôs, uma vez que eles pareciam obcecados em ser seus mestres marionetes.
Talvez eles não se incomodassem com ela agora, se Dorian estava em busca da terceira chave, se ele pudesse tomar o lugar dela.
Ela não insistiu nisso por muito tempo.
O navio estava um degrau acima das ruínas, todos os navios melhores requisitados para a guerra, mas parecia firme o suficiente para fazer a travessia de algumas semanas. Pelo ouro que pagaram, o capitão deu seus aposentos a Aelin e Rowan. Se o homem sabia quem eram, o que eles eram, ele não disse nada.
Aelin não se importou. Apenas importava que eles navegaram com a maré da meia-noite, a magia de Rowan impelindo-os rapidamente para o mar enluarado.
Para longe de Maeve. Para longe das forças reunidas. Da verdade que Aelin poderia ter vislumbrado naquele dia na sala do trono de Maeve, o sangue escuro que se tornara vermelho.
Ela não contou aos outros. Não sabia se aquele momento tinha sido real ou um truque da luz. Se tivesse sido outra paisagem de sonhos, ou algum fragmento que se misturara na lembrança muito real da morte de Connall.
Ela lidaria com isso mais tarde, decidiu Aelin enquanto permanecia junto à proa, os outros ido há muito tempo para os seus próprios aposentos. Apenas Rowan permanecia, empoleirado no mastro principal enquanto examinava todos os horizontes em busca de sinais de perseguição.
Eles fugiram de Maeve. Por agora. Esta noite, pelo menos, ela não saberia onde encontrá-los. Até que a notícia se espalhasse dos estranhos naquele porto, do navio a quem pagaram a fortuna de um rei para levá-los ao inferno devastado pela guerra. As mensagens que Aelin enviara.
Pelo menos Maeve não sabia onde estavam as chaves de Wyrd. Eles ainda tinham isso a seu favor.
Embora Maeve provavelmente fosse levar seu exército pelo mar para caçá-los.
Ou simplesmente ajuda na queda de Terrasen.
O poder de Aelin se agitou, uma nuvem de tempestade gemendo em seu sangue. Ela rangeu os dentes e não prestou atenção.
Tudo dependia de eles chegarem ao continente antes de Maeve e suas forças. Ou antes que Erawan pudesse destruir demais do mundo.
Aelin se inclinou para a brisa do mar, deixando-a penetrar em sua pele, seu cabelo, deixando-a lavar a escuridão das cavernas, se a escuridão dos meses anteriores não pudesse ser totalmente aliviada. Deixá-lo acalmar seu fogo em brasas adormecidas.
Essas semanas no mar seriam infinitas, mesmo com a magia de Rowan impulsionando-os.
Ela usaria todos os dias para treinar, para trabalhar com espada e adaga e se curvar até as mãos não aguentarem mais, até que novos calos se formassem. Até que os músculos retornassem da magreza.
Ela reconstruiria o que tinha sido. Talvez uma última vez, talvez apenas por pouco tempo, mas ela faria isso. Se apenas para Terrasen.
Rowan voou do mastro, transformando-se quando chegou ao lado dela no tombadilho.
Ele inspecionou o mar negro da noite além deles.
— Você devia descansar.
Ela deslizou um olhar para ele.
— Eu não estou cansada. — Não é uma mentira, não em alguns aspectos. — Quer treinar?
Ele franziu a testa.
— O treinamento pode começar amanhã.
— Ou hoje à noite. — Ela segurou seu olhar penetrante, o domínio dele combinando com o dela.
— Isso pode esperar algumas horas, Aelin.
— Cada dia conta. — Contra Erawan, até um dia de treinamento contaria.
A mandíbula de Rowan se apertou.
— Verdade — ele disse finalmente. — Mas ainda pode esperar. Há... há coisas que precisamos discutir.
As palavras silenciosas surgiram em seus olhos brilhantes de animal. Sobre mim e você.
Sua boca ficou seca. Mas Aelin assentiu.
Em silêncio, eles entraram em seus aposentos espaçosos, cuja única decoração era a parede de janelas que dava para o mar agitado atrás deles. Bem distante de uma câmara real, ou qualquer outra que ela tivesse comprado como a Assassina de Adarlan.
Pelo menos a cama embutida na parede parecia limpa o suficiente, os lençóis esticados e sem manchas. Mas Aelin dirigiu-se à mesa de carvalho presa ao chão e recostou-se nela enquanto Rowan fechava a porta.
Na fraca luz da lanterna, eles se encararam. Ela suportara Maeve e Cairn; suportara Endovier e incontáveis outros horrores e perdas. Ela podia ter essa conversa com ele. O primeiro passo para se reconstruir.
Aelin sabia que Rowan podia ouvir seu coração trovejando quando o espaço entre eles ficou tenso. Ela engoliu uma vez.
— Elide e Lorcan te contaram... te contaram tudo o que foi dito naquela praia.
Um aceno breve, cautela inundando-lhe os olhos.
— Tudo o que Maeve falou.
Outro aceno de cabeça.
Ela se preparou.
— Que eu sou... somos parceiros.
Entendimento e algo como alívio substituíram aquela cautela.
— Sim.
— Eu sou a sua parceira — ela falou, precisando dizer as palavras. — E você é meu.
Rowan atravessou a sala, mas parou a poucos passos da mesa em que ela estava inclinada.
— E daí, Aelin? — Sua pergunta era baixa, áspera.
— Você não... — ela esfregou o rosto. — Você sabe o que ela fez com você, com... — ela não podia dizer o nome dela. Lyria — por causa disso.
— Eu sei.
— E?
— E o que você quer que eu diga?
Ela empurrou a mesa.
— Eu quero que você me diga como se sente sobre isso. Se...
— Se o quê?
— Se você queria que não fosse assim.
Suas sobrancelhas se estreitaram.
— Por que eu desejaria isso?
Ela balançou a cabeça, incapaz de responder, e olhou por cima do ombro em direção ao mar.
Parecia que ele fecharia a distância entre eles, mas ele permaneceu onde estava.
— Aelin. — Sua voz ficou rouca. — Aelin.
Ela olhou para ele então, para a dor em suas palavras.
— Você sabe o que eu quero? — ele expôs as palmas das mãos, uma tatuada, a outra não marcada. — Eu queria que você tivesse me falado. Quando percebeu. Eu queria que você tivesse me contado então.
Ela engoliu em seco contra a dor em sua garganta.
— Eu não queria magoá-lo.
— Por que me magoaria saber a verdade que já estava no meu coração? A verdade pela qual eu esperava?
— Eu não entendi. Eu não entendi como era possível. Eu pensei que talvez... talvez você pudesse ter duas parceiras em sua vida, mas mesmo assim, eu só... — ela suspirou. — Eu não queria que você ficasse angustiado.
Seus olhos suavizaram.
— Se lamento que Lyria tenha sido arrastada para isso, que o custo do jogo de Maeve tenha sido a vida dela e a da criança que poderíamos ter tido? Sim. Eu lamento, e gostaria que nunca tivesse acontecido. — Ele levaria a tatuagem para se lembrar dela pelo resto de seus dias. — Mas nada disso foi culpa sua. Eu sempre carregarei parte desse peso, sempre saberei que eu escolhi deixá-la pela guerra e pela glória, e que caí direitinho nas mãos de Maeve.
— Maeve queria enredá-lo para chegar até mim.
— Então foi escolha dela, não sua.
Aelin passou a mão pela madeira gasta da escrivaninha.
— Naquelas ilusões que montou para mim, ela me mostrou variações de um sonho mais do que todos os outros. — As palavras ficaram tensas, mas ela as forçou a sair. Forçou-se a olhar para ele. — Ela me deu uma paisagem de sonho que parecia tão real que eu podia sentir o cheiro do vento das montanhas Galhada do Cervo.
— O que ela mostrou para você?— Uma pergunta sem fôlego.
Aelin teve que engolir antes que pudesse responder.
— Ela me mostrou o que poderia ter sido – se não houvesse Erawan, se Elena tivesse lidado com ele apropriadamente e o banido. Se não houvesse Lyria, nada daquela dor ou desespero que você sofreu. Ela me mostrou Terrasen como teria sido hoje, com meu pai como rei e minha infância feliz, e... — seus lábios tremeram. — Quando fiz vinte anos, você veio com uma delegação feérica para Terrasen, para compensar a distância entre minha mãe e Maeve. E você e eu nos vimos na sala do trono do meu pai, e nós sabíamos.
Ela não lutou contra o ardor em seus olhos.
— Eu queria acreditar que esse era o mundo verdadeiro. Que este era o pesadelo do qual eu acordaria. Eu queria acreditar que havia um lugar onde você e eu nunca conhecemos esse sofrimento e perda, onde olharíamos um para o outro e saberíamos que éramos companheiros. Maeve me disse que poderia fazer isso. Se eu lhe desse as chaves, ela tornaria tudo possível. — Ela enxugou a bochecha, a lágrima que escapou. — Ela me virou realidades onde você estava morto, onde foi morto por Erawan e apenas entregando as chaves para ela eu seria capaz de vingá-lo. Mas essas realidades me fizeram... Eu parei de ser útil para ela quando ela me falou que você tinha morrido. Ela não conseguia me convencer a pensar. No entanto, naquelas em que você e eu nos encontramos, onde as coisas eram como deveriam ser... foi quando cheguei mais perto.
Ele engoliu audivelmente.
— O que a impediu?
Ela limpou o rosto novamente.
— O homem por quem me apaixonei foi você. Foi você, que conheceu a dor como eu, e que andou comigo através dela, de volta à luz. Maeve não entendia isso. Que mesmo que ela pudesse criar esse mundo perfeito, não seria você comigo. E eu nunca trocaria isso, nada disso. Por nada.
Ele estendeu a mão. Uma oferta e convite.
Aelin colocou a mão sobre a dele, e seus dedos calejados apertaram suavemente.
— Eu queria que fosse você — ele falou, fechando os olhos. — Durante meses e meses, mesmo em Wendlyn, me perguntei por que não foi você a minha parceira. Isso me rasgou, imaginar, mas eu imaginei mesmo assim. — Ele abriu os olhos e eles queimaram como fogo verde. — Todo esse tempo, eu queria que fosse você.
Ela baixou o olhar, mas ele segurou seu queixo com o polegar e o indicador e levantou o rosto.
— Eu sei que você está cansada, Coração de Fogo. Sei que o fardo sobre seus ombros é mais do que qualquer um deve suportar. — Ele pegou as mãos unidas e colocou-as em seu coração. — Mas enfrentaremos isso juntos. Erawan, o cadeado, tudo. Nós enfrentaremos juntos. E quando terminarmos, quando você se Estabelecer, teremos mil anos juntos. Mais tempo.
Um pequeno som saiu dela.
— Elena disse que o cadeado requer...
— Enfrentaremos isso juntos — ele jurou novamente. — E se o preço for realmente você, então pagaremos juntos. Como uma alma em dois corpos.
Seu coração se esticou ao ponto de se partir.
— Terrasen precisa de um rei.
— Não tenho intenção de governar Terrasen sem você. Aedion pode ficar com o trabalho.
Ela examinou o rosto dele. Ele falou sério em cada palavra.
Ele tirou o cabelo do rosto dela, a outra mão ainda apertando a dela contra o peito, onde seu coração batia um ritmo firme e infalível.
— Mesmo se eu tivesse a minha escolha sobre qualquer realidade de sonho, qualquer ilusão perfeitas, eu ainda escolheria você também.
Ela sentiu a verdade de suas palavras ecoar no elo inquebrável que ligava suas almas, e inclinou o rosto para cima, para ele. Mas ele não fez nenhum movimento.
Ela franziu a testa.
— Por que você não está me beijando?
— Pensei que você poderia querer ser perguntada primeiro.
— Isso nunca o parou antes.
— Nesta primeira vez, eu queria ter certeza de que você estivesse... pronta. — Depois de Cairn e Maeve. Depois de meses sem ter nenhuma escolha.
Ela sorriu apesar dessa verdade.
— Eu estou pronto para ser beijada novamente, príncipe.
Ele soltou uma risada sombria e murmurou:
— Graças aos deuses — antes de baixar a boca para a dela.
O beijo foi gentil – leve. Deixando-a decidir como guiá-lo. Assim ela fez.
Deslizando os braços ao redor do pescoço de Rowan, Aelin se apertou contra ele, arqueando-se em seu toque enquanto suas mãos percorriam suas costas. No entanto, sua boca permaneceu leve sobre a dela. Beijos doces e exploratórios. Ele faria isso a noite toda, se fosse o que ela desejasse.
Parceiro. Ele era seu parceiro, e ela estava finalmente autorizada a chamá-lo assim, para permitir que tal...
O pensamento libertou alguma coisa. Aelin mordeu o lábio inferior dele, raspando um canino contra ele.
O gesto libertou algo nele também.
Com um rosnado, Rowan a pegou em seus braços, nunca soltando sua boca da dela enquanto a levava para a cama e a colocava ali suavemente. Botas, jaquetas, camisas e calças saíram voando.
E então ele estava com ela, a força e calor dele derramando em sua pele nua.
Ela não podia tocá-lo rápido o suficiente, sentir o suficiente dele contra ela.
Mesmo quando a boca dele percorreu seu pescoço, lambendo o local onde estiveram suas marcas de reivindicação. Mesmo quando desceu mais longe, adorando seus seios enquanto ela se arqueava a cada lambida e chupada. Mesmo quando ele se ajoelhou entre as pernas dela, os ombros dele abrindo suas coxas largamente, provando-a repetidamente até que ela estava se contorcendo debaixo dele.
Mas algo primitivo nela ficou quieto e imóvel enquanto Rowan se erguia sobre ela novamente, e seus olhos se encontraram.
— Você é a minha parceira — ele falou, as palavras quase guturais. Ele cutucou a entrada dela, e ela moveu seus quadris para atraí-lo, mas ele permaneceu onde estava. Retendo o que ela desejava até que ouviu o que precisava.
Aelin inclinou a cabeça para trás, mostrando o pescoço para ele.
— Você é o meu parceiro. — Suas palavras eram uma corrida sem fôlego. — E eu sou sua.
Rowan empurrou dentro dela em um golpe poderoso enquanto mergulhava seus dentes na lateral de seu pescoço.
Ela gritou com a reclamação, a liberação já correndo ao longo de sua espinha, mas ele começou a se mover. Movendo-se enquanto seus dentes permaneciam nela, e ela gemeu com cada movimento de seus quadris, o tamanho dele um abismo do qual ela nunca seria capaz de obter o suficiente. Ela arrastou as unhas por suas costas musculosas, então mais baixo, sentindo cada golpe poderoso dentro dela.
Rowan retirou os dentes do pescoço dela, e Aelin reivindicou sua boca em um beijo selvagem, seu sangue um toque acobreado em sua língua.
Ele ficou louco com isso, erguendo os quadris para se inclinar mais profundamente, com mais força. O mundo poderia estar queimando em torno deles por tudo que ela se importava, tudo o que ele se importava também.
— Juntos, Aelin — prometeu ele, e ela ouviu o resto das palavras em todos os lugares em que seus corpos se uniam. Juntos, eles enfrentariam tudo, juntos eles encontrariam um caminho.
Alívio cresceu como uma onda dentro dela mais uma vez, um brilho cintilante. E quando a onda quebrou, Aelin cravou os dentes no pescoço de Rowan, reivindicando-o como ele a reivindicara.
O sangue dele, poderoso e beijado pelo vento, encheu sua boca, sua alma, e Rowan rugiu quando a liberação se estilhaçou através dele também.
Por longos minutos, eles ficaram emaranhados um no outro.
Juntos, encontraremos um jeito, suas respirações mescladas, o mar batendo, pareciam ecoar. Juntos.

7 comentários:

  1. Ela sentiu a verdade de suas palavras ecoar no elo inquebrável que ligava suas almas, e inclinou o rosto para cima, para ele. Mas ele não fez nenhum movimento.
    Ela franziu a testa.
    — Por que você não está me beijando?
    — Pensei que você poderia querer ser perguntada primeiro.
    — Isso nunca o parou antes.
    — Nesta primeira vez, eu queria ter certeza de que você estivesse... pronta. — Depois de Cairn e Maeve. Depois de meses sem ter nenhuma escolha.
    Ela sorriu apesar dessa verdade.
    — Eu estou pronto para ser beijada novamente, príncipe.
    Ele soltou uma risada sombria e murmurou:
    — Graças aos deuses — antes de baixar a boca para a dela.

    <3 amo eles

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  2. "Como fora chegar aqui no final da primavera e vê-lo ao lado do trono de sua tia e simplesmente saber."
    "Quando fiz vinte anos, você veio com uma delegação feérica para Terrasen, para compensar a distância entre minha mãe e Maeve. E você e eu nos vimos na sala do trono do meu pai, e nós sabíamos." a Maeve fez várias versões desse tipo de 'sonho'na Aelin? ��

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    1. Sim. Várias e várias, algumas boas, outras ruins. Todas com o intuito de fazê-la baixar a guarda

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  3. Espero tanto que o final não seja tão desastroso como esta parecendo que será

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    1. Tava imaginando exatamente isso! Ai q medo

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Boa leitura, E SEM SPOILER!