5 de outubro de 2018

Capítulo 29

A GUERRA SE ACIRRAVA. Todos podiam sentir, até aqueles de nós que não eram nascidos na guerra anterior, quando o sultão tomou o trono.
Mas ninguém parecia saber de que lado estava exatamente.
Dentro do palácio, eu podia ver a tensão crescente na sala do conselho. Estava claro na forma como a mão do general xichan descera com violência, derrubando uma jarra de vinho que ensopara os papéis espalhados pela mesa. E no número de armas de fogo e espadas cercando a rainha albish quando ela chegou ao palácio, substituindo seu velho embaixador nas negociações.
Ter Rahim como meu guarda me dava muito mais liberdade. Depois de alguns dias, entendi por que o sultão tinha se convencido a deixá-lo atuar como meu guardião. Ele e Kadir se odiavam. E o sultão deixava claro que não aprovava os olhares cobiçosos do sultim para cima de mim ao colocar outro filho como meu escudo.
Rahim me passava informações depois das reuniões de guerra, que chegavam bem rápido até Sam. Eu o avisei a tempo que a guarda da cidade acreditava estar fechando o cerco em uma nova localização do acampamento rebelde na cidade. Eles nunca encontraram nada. Dois dias depois, receberam novas pistas que os fariam andar em círculos pelo outro lado de Izman.
A notícia de que o sultão estava negociando com estrangeiros vazou de alguma forma. Ninguém havia esquecido o quanto odiava a dominação gallan. Novos folhetos circulavam nas ruas lembrando os mirajins do que já tinham sofrido nas mãos dos invasores e do sultão. Mas quando os soldados tentaram rastrear a origem dos folhetos, acabaram correndo atrás do próprio rabo.
A rebelião estava pegando fogo em toda Izman. A maior parte da atividade se concentrava nas áreas que tinham sofrido sob a ocupação gallan. UMA NOVA ALVORADA era pintado nos prédios à noite. Bombas caseiras eram arremessadas contra soldados nas ruas. Algumas pessoas começaram a pintar o sol do príncipe rebelde no casco de navios. A rebelião estava se espalhando, indo mais longe do que jamais havia conseguido. As tropas do sultão caçavam os culpados. Mas os nomes daqueles que planejavam prender alcançavam as mãos da rebelião antes de chegar às do Exército. Quando os homens de uniforme apareciam, as casas estavam vazias.
Levei para Sam um relatório sobre trinta cidadãos de Izman sofrendo nas prisões, com enforcamentos marcados para que servissem de exemplo do que aconteceria com quem apoiasse a rebelião. Da última vez, uma taverna inteira fora presa quando um pouco de bebida em excesso levara todos a subir nas mesas e entoar o nome de Ahmed. A rebelião tinha conseguido livrar metade deles das cordas antes do alçapão abrir sob seus pés. O resto morreu de forma lenta e agonizante. O carrasco do sultão tinha deixado as cordas curtas demais de propósito, para que sofressem. Para que Ahmed os visse sofrendo.
Chegaríamos lá primeiro dessa vez. Ou pelo menos torcíamos para isso.
Tínhamos o pessoal. Tínhamos a cidade. Mas não havia como tomar o palácio.
Não sem o exército que Rahim havia nos prometido. E havia muitas fogueiras para manter queimando até lá. Fogueiras que nós tínhamos acendido, na maior parte. Sam me dissera que parecia que estávamos tentando tapar buracos em uma cesta de vime. Eu não conseguia lembrar do momento em que ele começou a usar “nós” em vez de “vocês”.
— Existe um plano de reconstruir a fábrica do Último Condado — eu disse a ele quando faltavam apenas algumas semanas até o Auranzeb. — A que fica perto da Vila da Poeira. Assim que retomarem nossa metade do deserto. Como um gesto de boa vontade para os gallans, reforçando nossa disposição de continuar a fornecer armas para sua guerra contra qualquer outro país que não compartilhe suas crenças. Eles vão enviar um pequeno grupo para lá, de soldados e engenheiros, para avaliar a viabilidade disso.
— O que foi que eu perdi? — Sam podia ser cheio de pose na maior parte do tempo, mas não era idiota, por mais que fingisse.
— Eu vim da Vila da Poeira — eu disse, me apoiando em uma árvore. Estava cansada. O vento fresco passava seus dedos pelo meu cabelo, me acalmando. — Nasci lá. Pode não ser tão legal, mas ainda assim merece mais que isso.
Sam assentiu.
— Então vamos garantir que essa expedição nunca retorne.
Ele me ouviu contar o resto do que tinha descoberto desde nosso último encontro.
Mas quando terminei, não foi embora imediatamente.
— Sabe — Sam disse, ainda recostado à parede na minha frente —, ouvi muitas histórias sobre o Bandido de Olhos Azuis. Verdade seja dita, algumas eram sobre mim. Gosto particularmente da história de como ele roubou um colar do pescoço de uma mulher, foi pego e ainda conseguiu seduzi-la.
— Essa conversa vai chegar a algum lugar ou você só está tentando me lembrar de que quanto mais tempo passo aqui mais suja fica minha reputação?
— O que estou querendo dizer — Sam continuou — é que nenhuma dessas histórias dizia que o Bandido de Olhos Azuis era um covarde. — Aquilo despertou minha atenção.
— Então está dizendo que gostaria de levar um soco na cara?
— Se eu soubesse que a famosa Bandida que lutou em Fahali e botou medo nos soldados do sultão era assim tão fresca, provavelmente não teria roubado sua reputação. É ruim para os negócios ser conhecido como um bandido medroso. E você deveria considerar um elogio eu ter roubado sua reputação. Eu poderia ter facilmente escolhido ser o Bandido Loiro ou o Bandido Incrivelmente Charmoso, ou…
— Juro por Deus, Sam…
— Já que só fala a verdade, vá em frente e diga que eu não poderia me intitular o Bandido Incrivelmente Charmoso. Quero só ver. Diga que não sou bonito, eu te desafio. Viu? Não consegue.
— Você realmente parece acreditar que não vou quebrar seu nariz.
— Veja bem — Sam retomou sua linha de raciocínio —, covardia é a única maneira de explicar por que você ainda não foi falar com a pessoa que pode ser capaz de tirar aquele pedaço de bronze do seu corpo para que possa deixar o palácio conosco.
Fiquei séria.
— Shazad te contou sobre Tamid. — Me senti um pouco traída. — Mas não é tão simples.
— Com certeza fica mais difícil sem tentar. E, apesar dos meus muitos feitos corajosos, tenho um medo profundo da sua general, então não quero ser eu a levar a notícia de que você se negou a tentar. Porque adivinha quem vai levar a culpa? Não vai ser a pessoa de quem ela gosta.
— Shazad também gosta de você — eu disse sem pensar. — Mas por que você se importa?
— Ela depende de você, Amani. Você não vê isso, mas ela vê. — Por apenas um instante ele pareceu falar sério. — E não acho que seja egoísta a ponto de morrer só para evitar uma conversa desconfortável. Além do mais, sem você, não vou mais poder estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Ignorei aquela última parte. Sam me irritava mais do que o normal quando estava certo.


Arrastei os pés ao deixar a sala de negociações no dia seguinte, forçando Rahim a desacelerar o ritmo.
O sultão olhou para ele com uma expressão de questionamento no rosto. Era apenas um fiapo de desconfiança, mas nenhum de nós podia se dar ao luxo de levantar suspeitas agora. Rahim percebeu também. Ele se inclinou em direção ao pai, sussurrando baixo em seu ouvido.
— O embaixador gallan está com cara de alguém prestes a fazer algo muito insensato. — O príncipe não estava errado. Eu já tinha desmascarado três mentiras do embaixador gallan na reunião, e ele fora ficando cada vez mais irritado. — Se fosse um dos meus soldados, eu o botaria para fazer exercícios até se acalmar. Como não é, acho melhor deixá-lo ir na frente.
O sultão me estudou um pouco antes de assentir com a cabeça, permitindo que eu e Rahim ficássemos para trás do resto do grupo.
— Tem um… — Eu não conseguia dizer a palavra “prisioneiro”. — Um garoto. Do Último Condado. Ele só tem uma perna.
— Sei quem é.
— Consegue me levar até ele? — pedi.
— Pode me contar o que quer com ele de tão importante para arriscar ir a lugares proibidos pelo meu pai?
— Pode me contar por que sua irmã precisa ser retirada do harém tão desesperadamente?
Rahim coçou o canto da boca, escondendo um sorriso.
— Por aqui.


Comecei a reconhecer aquela parte do palácio quando chegamos aos pés de uma longa escadaria em espiral. No meu primeiro dia ali, eu havia descido por ela, o corpo dolorido dos machucados recentes, lutando contra minhas próprias pernas forçadas a obedecer a ordem do sultão para segui-lo.
Ouvi vozes quando nos aproximamos do topo e reconheci a de Tamid na mesma hora. Ela me lembrava de quando ríamos até chorar depois de ser expulsos da sala de aula por mau comportamento. De quando adormecia à noite enquanto ele lia para mim os Livros Sagrados, depois da morte da minha mãe. A outra voz era suave e feminina.
Uma parte de mim queria voltar, em vez de enfiar o dedo nessa ferida. Mas, pelo menos dessa vez, Sam estava certo. Eu não tinha o direito de ser covarde na rebelião.
Abri a porta.
Duas pessoas assustadas levantaram a cabeça para me olhar. Tamid estava sentado na beirada da mesma mesa onde eu havia acordado. A imagem dele ali era tão dolorosamente familiar que por um instante quis correr até meu amigo e botar tudo para fora. A perna esquerda de sua calça tinha sido puxada até o joelho. Ou onde deveria haver um joelho.
Em vez disso, havia um disco de bronze escondendo o lugar onde ela terminava. Estava preso à sua pele cicatrizada com uma alça de couro. Não havia nada conectado a ele. O resto da perna de Tamid, o bronze oco e polido, estava nas mãos de Leyla, sentada de frente para ele. Ela arregalou os olhos, boquiaberta, em um pânico silencioso.
Bem. Eu não esperava por isso. Rahim pareceu surpreso também.
— Não conte para o papai! — ela disse de um jeito atropelado. Era a coisa errada a falar. Embora o fato de ter ficado corada de repente fosse entregá-la de qualquer maneira. — Eu só estava aqui para garantir que não… — ela começou a se explicar.
— Rangesse — Tamid completou, enquanto Leyla soltava um grunhido. — As juntas estavam fazendo barulho. Leyla veio fazer uns ajustes. Já que foi ela quem construiu a perna.
— Aposto que sim. — Rahim encarou Tamid do mesmo jeito que pais e irmãos encaravam garotos que olhavam “errado” para suas filhas e irmãs. Então aquele era o segredo que Leyla estava guardando, que Shira tanto queria descobrir. Minha prima achava que Leyla estava se esgueirando para armar alguma coisa contra ela, tendo o irmão como cúmplice, mas ela era apenas uma garota apaixonada deixando o harém para encontrar alguém.
Teria sido engraçado se eu não tivesse certeza de que Shira podia se aproveitar daquilo também. Mais de uma vez, eu havia levado uma surra por escapulir para ver Tamid. E eu não era uma princesa. E não estava apaixonada por ele. Seria aquele o motivo por que Rahim estava tão desesperado para tirar a irmã do palácio? Ela seria punida por aquilo tanto quanto Tamid? Mas havia alguma outra coisa acontecendo entre os irmãos, que ia muito além.
— Foi você quem projetou isso, Leyla? — Rahim apontou para a perna de bronze articulada nas mãos dela.
A menina assentiu, nervosa.
— Achei… que poderia ser útil. — Então ela não fazia apenas brinquedos para crianças. Aquilo era impressionante, eu tinha que admitir.
Mas Rahim estava com tanta raiva que eu nem conseguia entender direito por quê.
— Venha comigo. Vou te levar de volta para o harém. Estamos precisando conversar sobre algumas coisas. — Bom, realmente já era hora de contar a Leyla sobre o plano para o Auranzeb. Faltavam apenas alguns dias até o feriado, e ela precisava saber que pretendíamos tirá-la dali.
O que se seguiu foi o minuto mais longo e desconfortável da minha vida, enquanto a menina reconectava a perna de Tamid. Todo mundo estava se esforçando ao máximo para não encarar ninguém enquanto ouvíamos o clique dos mecanismos, que pontuava o silêncio enquanto ela trabalhava. Quando afinal terminou, para alívio geral, Rahim praticamente a arrastou para fora da sala, lembrando-se de mim no último instante.
— Amani, vou voltar para te buscar.
Tamid e eu não falamos nada enquanto Leyla seguia o irmão para fora. O constrangimento perdurou por algum tempo depois de o som dos passos lá fora cessar.
— Adoraria sair batendo os pés, mas você sabe… — Tamid deu um toque na perna, abaixo do joelho. Um som oco reverberou em resposta. Eu me contraí. — Acho que você é quem deveria partir. Por respeito.
— Tamid…
— Quer saber como perdi a perna, Amani? — ele perguntou, me interrompendo.
— Sei muito bem como foi. — Eu lembrava daquela última noite escura na Vila da Poeira com mais clareza do que qualquer um dos dias borrados que tinham vindo antes dela.
— Não. — Tamid bateu a mão na mesa. Talvez tivesse levado um susto se não estivesse tão acostumada com o som de pessoas atirando em mim. — Você não sabe. Viu Naguib atirar em mim e então foi embora. Não estava lá enquanto eu gritava caído na areia. Não estava lá quando Shira começou a negociar, dizendo que poderia ajudar a te encontrar. Que te conhecia melhor do que qualquer pessoa, que sabia aonde iria. Melhor do que quase qualquer pessoa. — Ele cerrou as mãos que tremiam. — Você não viu quando eles me arrancaram da minha mãe para me levar junto, porque talvez eu pudesse ser útil. Não estava comigo no trem chacoalhando em direção a Izman. — Eu estivera naquele trem. Tinha encontrado Shira naquele trem. Tinha beijado Jin naquele trem. Tudo isso sem nem imaginar que Tamid estava a bordo.
— Naguib disse que te abandonou para sangrar até a morte na Vila da Poeira. Achei que estivesse morto. — As palavras que usara para me reconfortar por meses desde aquele dia soaram como uma desculpa esfarrapada agora que ele estava diante de mim, em carne e osso.
— Eu também. — Sua mão direita era agora um punho pressionado contra a coxa. — Achei que estava morto enquanto me contorcia em agonia, e mais tarde quando cheguei aqui e o pai sagrado disse que a ferida havia infeccionado. Que a perna teria que ser cortada fora. Você não estava aqui quando a serraram, Amani. Mas agora está. Vou adivinhar: você quer minha ajuda. Quer que eu te conte qual pedacinho de metal sob sua pele é aquele que precisa arrancar para escapar. — Meus dedos apertavam tão forte o metal no meu braço que me perguntei se ia deixar marca.
Tamid me conhecia bem o suficiente para interpretar meu silêncio.
Ele levantou, deixando a beirada da mesa. Fingi não notar a pequena careta de dor quando sua perna recém-lubrificada atingiu o chão, ou o momento que levou para se equilibrar antes de começar a perambular em torno do pequeno espaço, arrumando-o, embora já estivesse impecável. Dispondo garrafas para que os rótulos ficassem todos virados para a frente e perfeitamente alinhados, fazendo-os tilintar a cada mexida. Ele fechou com força uma porta que dava para um pequeno aposento lateral, onde pude ver uma cama.
— Você é tão previsível. Sabe, lá na Vila da Poeira, sempre achou que eu não conseguia dormir bem. Mas não era verdade. Se eu soubesse que você tinha levado uma surra, ficava acordado esperando você se arrastar até minha janela pedindo ajuda.
Eu não sabia disso. Engoli em seco e contive as lágrimas que ameaçavam cair.
— Não acredito que me odeia tanto quanto quer me fazer acreditar.
— E como chegou a essa conclusão? — Leyla tinha deixado suas ferramentas para trás, e Tamid começou a arrumá-las. Ele soava desinteressado.
— Porque, se realmente me odiasse, já teria contado ao sultão que faço parte da rebelião. — Enxerguei a verdade daquilo assim que proferi as palavras. — Em vez disso, fingiu não me conhecer. Você tem ajudado o sultão de várias outras formas. — Aquela verdade saiu como uma acusação. Era mais fácil acusar Tamid como uma rebelde atacando o inimigo do que como uma garota atacando um antigo amigo. — Deu a ele o conhecimento necessário para me controlar, a mim e a Noorsham. E conhecimento suficiente do idioma primordial para capturar um djinni. Mas você não me entregou. — Eu o vi fazer uma careta com a menção ao djinni. Aproveitei a chance. Ele podia já não se importar o suficiente comigo para ajudar, mas eu o conhecia. Se cortasse Tamid, ele sangraria palavras sagradas. — O sultão vai conseguir matar muito mais gente com um djinni ao seu lado.
— Eu sei.
— E não se incomoda?
— Você acha que eu me incomodaria por ser profano ou por causa de como me sinto… — Seus dedos vacilaram, derrubando da mesa um pequeno instrumento circular. — Por causa de como me sentia… em relação a você?
Como você se sentia em relação a mim? Mas aquela não era uma pergunta justa quando eu já sabia a resposta. Eu a via agora, estampada em sua cara.
— Ele é nosso sultão, Amani. Nosso trabalho é obedecer, não questionar.
— Você não acredita nisso. — Uma verdade simples. Peguei o tubo de metal do chão e tentei devolver para ele. — Não o garoto que ia para as preces todo dia. Não acredita que manter um djinni prisioneiro seja a coisa certa a fazer.
— Não importa o que eu acredito. Vasculhei os livros da biblioteca do sultão e não encontrei as palavras para dissipar um djinni, apenas para trazer… — ele se interrompeu, voltando o olhar diretamente para mim. Ele ignorou o tubo de metal que eu ainda estendia, recusando até essa mísera oferta de paz.
— Você só sabe as palavras para trazê-los, não para dissipá-los? — Imaginei meu pai preso sob o palácio eternamente, enquanto nós mortais fazíamos aquilo que sabíamos melhor: morrer. Ele seria esquecido e ficaria preso ali para sempre.
— Por que se importa?
— Agora minha missão é salvar as pessoas.
— Bem, pena que quando me largou para morrer dez meses atrás sua missão era outra.
— Foram eles que fizeram isso com você, Tamid. — Eu me defendi. — Não eu.
— Sim, foram eles — Tamid concordou. — Mas foi você que me deixou para trás.
Eu não sabia o que dizer em resposta.
Ele inclinou a cabeça, se afastando de mim. O cabelo escuro da maioria dos homens que eu conhecia teria caído na frente dos olhos, escondendo-os de mim. Mas o cabelo de Tamid estava sempre perfeitamente penteado.
— O que preciso dizer para fazer você ir embora, Amani?
Aquilo era mais do que suficiente.

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