29 de outubro de 2018

Capítulo 119

Levou dez dias para que tudo fosse organizado.
Dez dias para limpar a sala do trono, esfregar os corredores inferiores, encontrar a comida e os pratos de que precisavam. Dez dias para limpar a suíte real, encontrar roupas adequadas e arrumar a sala do trono com o esplendor de uma rainha.
Guirlandas de folhas foram pendurados em bancos e vigas, e enquanto Rowan estava no estrado da sala do trono, monitorando a multidão reunida, ele teve que admitir que Lysandra fizera um trabalho impressionante. Velas brilhavam por toda parte, e neve fresca caíra na noite anterior, cobrindo as cicatrizes ainda remanescentes da batalha.
Ao seu lado, Aedion se mexeu, Lorcan e Fenrys olhando para frente.
Todos lavados, limpos e vestindo roupas que os faziam parecer… principescos.
Rowan não se importava. Sua jaqueta verde, com fios de prata, era a coisa menos prática que ele já vestira. Em seu quadril, pelo menos, ele levava a espada, Goldryn pendurada do outro lado.
Felizmente, Lorcan parecia tão desconfortável quanto ele, vestido de preto. Se você usasse qualquer outra cor, Aelin havia comentado com Lorcan, o mundo viraria de cabeça para baixo. Então será preto de enterro.
Lorcan revirara os olhos. Mas Rowan tinha vislumbrado algo no rosto de Elide, quando a viu junto de Lysandra no corredor da sala do trono momentos antes. Tinha visto o amor e desejo, quando ela viu Lorcan em suas roupas novas. E se perguntou em quanto tempo este salão abrigaria um casamento.
Uma olhada em Aedion, vestido com o verde de Terrasen também, e Rowan sorriu levemente. Dois casamentos, provavelmente antes do verão. Embora nem Lysandra nem Aedion tivessem mencionado isso.
O último de seus convidados terminou de entrar no espaço lotado, e Rowan examinou os governantes e aliados sentados nas primeiras fileiras. Ansel de Penhasco dos Arbustos continuava se remexendo em suas calça e jaqueta igualmente novas, Rolfe colocando um braço sobre o banco atrás dela enquanto sorria de seu desconforto. Ilias, vestido com as roupas brancas de seu povo, sentava-se do outro lado de Ansel, o retrato da mais serena calma. Na fileira à frente, Galan descansava em suas regalias principescas, o nariz empinado. Ele piscou quando seus olhos Ashryver encontraram os de Rowan.
Rowan apenas inclinou a cabeça para o jovem. E então fez o mesmo para seus primos, Enda e Sellene, sentados perto do corredor, a último que precisou de algumas horas sentada em silêncio quando Rowan lhe contou que ela era agora a rainha de Doranelle. A Rainha Feérica do Oriente.
Sua prima de cabelos prateados não se vestira conforme novo título, embora, como Enda, tivesse optado por qualquer vestimenta que fosse a menos desgastada pela batalha.
Mudanças viriam para Doranelle, algumas das quais Rowan sabia que não poderia prever. A família Whitethorn reinaria, a linhagem de Mora finalmente voltaria ao poder, mas caberia a eles, a Sellene, como esse reino se moldaria. Como os feéricos escolheriam se moldar sem uma rainha sombria dominando-os.
Quantos daqueles feéricos escolheriam ficar aqui, em Terrasen, ainda teriam que ver. Quantos desejariam construir uma vida neste reino devastado pela guerra, optariam por anos de difícil reconstrução ao invés de retornar à facilidade e à riqueza? Os guerreiros feéricos que ele encontrara nessas duas semanas não lhe davam qualquer indicação de que fariam isso, mas vira alguns deles olharem para as Galhada do Cervo, para Carvalhal, com saudades. Como se também ouvissem o chamado selvagem do vento.
Mas havia outro fator: os feéricos que moraram ali antes da queda de Terrasen. Que haviam respondido ao apelo desesperado de Aelin e retornado ao seu lar junto à Tribo dos Lobos, no interior, para se prepararem para a jornada que os aguardava para cá. Para retornar a Terrasen, finalmente. E talvez trazendo alguns daqueles lobos com eles.
Ele trabalharia para tornar este reino digno de seu retorno. Digno de todos os que moravam ali, humanos, feéricos e bruxas. Um reino tão grande quanto antes, maior até. Tão grande quanto o situado no extremo sul, do outro lado do Mar Estreito, prova de que uma terra de paz e abundância poderia existir.
A realeza do khaganato falara muito sobre o reino deles nos dias anteriores: suas políticas, seus povos. Eles agora se sentavam juntos do outro lado da sala do trono, Chaol e Dorian com eles. Yrene e Nesryn também estavam sentadas ali, ambas lindas em vestidos que Rowan só podia supor que haviam sido emprestados. Não havia lojas abertas, e nenhuma delas tinha suprimentos. De fato, era um milagre que qualquer um deles tivesse alguma roupa limpa.
Manon, pelo menos, recusara a elegância. Ela usava o couro de bruxa, embora sua coroa de estrelas estivesse sobre a testa, lançando sua luz sobre Petrah Sangue Azul e Bronwen Crochan, sentadas cada uma de um lado dela.
O engolir de Aedion foi audível e Rowan olhou para as portas abertas. Então para onde lorde Darrow estava ao lado do trono vazio.
Não era um trono oficial, apenas a cadeira mais bela e melhor que fora escolhida entre as tristes candidatas.
Darrow também olhava fixamente para as portas abertas, o rosto impassível. Mesmo assim seus olhos brilhavam.
As trombetas soaram.
Uma convocação de quatro notas. Repetida três vezes.
Bancos gemeram quando todos se viraram para as portas.
Atrás do estrado, escondidos por uma tela de madeira pintada, um pequeno grupo de músicos começou a tocar a melodia de procissão. Não era a grande e extensa orquestra que deveria acompanhar um evento dessa magnitude, mas era melhor do que nada.
Não importava, de qualquer maneira.
Não quando Elide apareceu em um vestido lilás, uma guirlanda de fitas sobre o cabelo preto trançado. Mancando a cada passo, e Rowan sabia que era porque ela pedira a Lorcan que não apoiasse seu pé. Ela queria fazer isso, andar pelo longo corredor em seus próprios pés.
Empertigada e graciosa, a Senhora de Perranth manteve os ombros para trás enquanto segurava o buquê de azevinho diante dela e caminhava até o estrado. Senhora de Perranth, e uma das damas de companhia de Aelin. Pelo menos por hoje.
Para a coroação de Aelin.
Elide estava na metade do corredor quando Lysandra apareceu, vestida de veludo verde. As pessoas começaram a murmurar. Não apenas pela beleza notável, mas pelo o que ela era.
A metamorfa que defendera o reino deles. Que ajudou a derrubar Erawan. O queixo de Lysandra permaneceu erguido enquanto ela deslizava pelo corredor, e a cabeça de Aedion se ergueu com a visão dela. A Senhora de Caraverre.
Então veio Evangeline, fitas verdes em seus cabelos vermelho-dourados, radiantes, aquelas cicatrizes esticadas em total alegria. A jovem lady de Arran. A tutelada de Darrow. Que de alguma forma derreteu o coração do lorde o suficiente para que convencesse os outros lordes a concordarem com isso.
O direito de Aelin ao trono.
Eles entregaram os documentos dois dias antes. Assinado por todos os lordes.
Elide ocupou um lugar do lado direito do trono. Então Lysandra. E Evangeline.
O coração de Rowan começou a trovejar enquanto todos olhavam para o corredor agora vazio. Enquanto a música aumentava e aumentava, a Canção de Terrasen ecoando.
E quando a música atingiu seu pico, quando o mundo explodiu com o som, real e inflexível, ela apareceu.
Os joelhos de Rowan se dobraram quando todos se levantaram.
Vestida de verde e prateado, com os cabelos dourados soltos, Aelin parou no limiar da sala do trono.
Ele nunca vira alguém tão bela.
Aelin olhou para o longo corredor. Como se medisse cada passo que daria até o estrado.
Até o seu trono.
O mundo inteiro pareceu parar com ela, demorando-se naquele limiar.
Brilhando mais do que a neve lá fora, Aelin ergueu o nariz e começou sua última caminhada para casa.


Cada passo, cada caminho que ela tomara, a levara até ali.
Os rostos de seus amigos, seus aliados, ficaram borrados quando ela passou por eles.
Para o trono que a esperava. Para a coroa que Darrow colocaria em sua cabeça.
Cada um de seus passos parecia ecoar através da terra. Aelin deixou algumas de suas brasas passarem por ela, tremulando na cauda de seu vestido enquanto ele se arrastava atrás dela.
Suas mãos tremiam, mas ela agarrou o buquê de sempre verde mais apertado. Sempre verde, pela eterna soberania de Terrasen.
A cada passo em direção àquele trono que se assomava e ainda a chamava.
Rowan estava à direita do trono, os dentes à mostra em um sorriso feroz que até mesmo o seu treinamento não pôde conter.
E havia Aedion à esquerda. Cabeça erguida e lágrimas escorrendo pelo rosto, a Espada de Orynth pendurada em sua cintura.
Foi por ele que ela sorriu então. Pelas crianças que tinham sido, pelo o que haviam perdido.
O que eles ganharam agora.
Aelin passou por Dorian e Chaol e fez um aceno com a cabeça na direção deles. Piscou para Ansel de Penhasco dos Arbustos, que enxugava os olhos na manga do casaco.
E então Aelin estava nos três degraus do tablado e Darrow foi até a beirada deles.
Como ele a havia instruído na noite anterior, como ela havia praticado várias vezes em uma escadaria empoeirada, Aelin subiu os três degraus e se ajoelhou no topo do tablado.
A única vez em seu reinado que ela iria se curvar.
A única coisa pela qual ela se ajoelhara anteriormente.
Sua coroa. Seu trono. Seu reino.
O salão permaneceu de pé, mesmo quando Darrow fez sinal para que se sentassem.
E então vieram as palavras proferidas no Idioma Antigo. Sagradas e antigas, faladas sem falhas por Darrow, que coroara o próprio Orlon todas aquelas décadas atrás.
Você oferece sua vida, seu corpo, sua alma a serviço de Terrasen?
Ela respondeu no Idioma Antigo, como também havia praticado com Rowan na noite anterior até que sua língua se tornasse pesada.
Eu ofereço tudo o que sou e tudo o que tenho a Terrasen.
Então diga os seus votos.
O coração de Aelin disparou e ela sabia que Rowan podia ouvi-lo, mas inclinou a cabeça e disse: Eu, Aelin Ashryver Whitethorn Galathynius, juro por minha alma imortal que devo guardar, cuidar e honrar Terrasen desde hoje até o meu último dia.
Então assim será, Darrow respondeu, e estendeu a mão.
Não para ela, mas para Evangeline, que se adiantou com uma almofada de veludo verde.
A coroa sobre ela.
Adarlan destruiu seu trono de chifre. Derretera a coroa dela.
Então eles forjaram uma nova. Nos dez dias desde que foi decidido que ela seria coroada ali, perante o mundo, eles haviam encontrado um mestre ourives para forjar uma com o ouro restante do que haviam roubado das criaturas tumulares em Wendlyn.
Tiras retorcidas, como galhadas tecidas, erguiam-se para sustentar a gema em seu centro.
Não era uma joia verdadeira, mas uma infinitamente mais preciosa. O próprio Darrow dera a ela.
O cristal que continha a chama do rei do reinado de Orlon.
Mesmo entre os reluzentes metais da coroa, a flor vermelha e laranja brilhava como um rubi, deslumbrante à luz do sol da manhã, enquanto Darrow removia a coroa da almofada.
Ele ergueu-a em direção ao raio de luz que entrava pelas janelas atrás do estrado. A cerimônia foi marada para esta hora, por este raio de sol. Esta benção da própria Mala.
E embora a Senhora da Luz tivesse ido embora para sempre, Aelin poderia jurar que sentiu uma mão quente no ombro quando Darrow levantou a coroa para o sol.
Poderia jurar que ela sentia todos eles ali com ela, aqueles a quem amara com seu coração de fogo selvagem. Cujas histórias cobriam novamente a sua pele.
E quando a coroa desceu, quando ela endireitou sua cabeça, seu pescoço, seu coração, Aelin deixou seu poder brilhar. Por aqueles que não tinham conseguido, por aqueles que tinham lutado, para o mundo que assistia.
Darrow colocou a coroa sobre sua cabeça, o peso maior do que ela imaginara.
Aelin fechou os olhos, deixando que o peso, o fardo e o presente se instalassem nela.
— Levante-se — falou Darrow — Aelin Ashryver Whitethorn Galathynius, rainha de Terrasen.
Ela engoliu um soluço. E, lentamente, respirando firme apesar do coração acelerado que ameaçava saltar de seu peito, Aelin se levantou.
Os olhos cinzentos de Darrow estavam brilhantes.
— Que seu reinado seja longo.
E quando Aelin se virou, o clamor correu pelo corredor, ecoando nas pedras antigas e na cidade reunida além do castelo.
 Salve, Aelin! Rainha de Terrasen!
O som disso nos lábios de Rowan, de Aedion, ameaçou mandá-la de joelhos ao chão, mas Aelin sorriu. Manteve o rosto para cima e sorriu.
Darrow gesticulou para o trono que aguardava, para os dois últimos degraus.
Ela se sentaria e a cerimônia estaria terminada.
Mas ainda não.
Aelin se virou para a esquerda. Para Aedion. E disse em voz baixa, mas não fraca:
— Ele foi seu desde o dia em que você nasceu, príncipe Aedion.
Aedion ficou em silêncio enquanto Aelin puxava para trás a manga transparente de seu vestido, expondo seu antebraço.
Os ombros de Aedion sacudiram com a força de suas lágrimas.
Aelin não lutou contra as dela quando perguntou, os lábios tremendo:
— Você fará o juramento de sangue para mim?
Aedion apenas caiu de joelhos diante dela.
Rowan entregou-lhe silenciosamente uma adaga, mas Aelin fez uma pausa enquanto a segurava contra o braço.
— Você lutou por Terrasen quando ninguém mais o fez. Contra todas as probabilidades, além de toda esperança, você lutou por este reino. Por mim. Por essas pessoas. Você jura continuar fazendo isso, enquanto respirar?
A cabeça de Aedion se curvou enquanto ele respondia:
— Sim. Nesta vida e em todas as outras, eu servirei a você. E a Terrasen.
Aelin sorriu para Aedion, o outro lado de sua moeda dourada, e cortou o antebraço antes de estendê-lo a ele.
— Então beba, príncipe. E seja bem-vindo.
Gentilmente, Aedion pegou o braço e colocou a boca na ferida. E quando ele se retirou, o sangue dela em seus lábios, Aelin sorriu para ele.
— Você disse que queria jurar diante do mundo inteiro — ela falou de forma que só ele podia ouvir. — Bem, aqui estamos.
Aedion soltou uma risada e se levantou, jogando os braços ao redor dela e apertando com força antes de recuar para o seu lugar do outro lado do trono.
Aelin olhou para Darrow, ainda esperando.
— Onde estávamos?
O velho lorde sorriu levemente e apontou para o trono.
— A última parte desta cerimônia.
— E depois, almoço — murmurou Fenrys, suspirando.
Aelin reprimiu o sorriso e subiu os dois degraus até o trono.
Ela parou de novo quando se virou para se sentar.
Parou para as pequenas figuras que enfiaram suas cabeças pelas portas da sala do trono. Um pequeno suspiro escapou dela, o suficiente para que todos se virassem para olhar.
— O Povo Pequeno — as pessoas murmuraram, algumas se afastando enquanto as pequenas figuras corriam pelas sombras ao longo do corredor, asas farfalhando e escamas brilhando.
Um deles se aproximou do tablado e, com mãos esguias e esverdeadas, pôs a oferenda aos pés dela.
Uma segunda coroa. A coroa de Mab.
Retirada de seus alforjes... onde quer que tenham ido parar depois da batalha. Com eles, aparentemente. Como se não permitissem que a coroa se perdesse mais uma vez. Que não a deixariam esquecer dela.
Aelin pegou a coroa que haviam colocado a seus pés, boquiaberta para o pequeno grupo que se agrupava nas sombras além dos bancos, seus olhos escuros e arregalados piscando.
— A Rainha das Fadas do Ocidente — Elide falou suavemente, embora todos tenham ouvido.
Os dedos de Aelin tremeram, seu coração se encheu ao ponto da dor, enquanto ela inspecionava a coroa antiga e cintilante. Então olhou para o Povo Pequeno.
— Sim — ela disse a eles. — Eu vou servir a vocês também. Até o fim dos meus dias.
E então, Aelin fez uma reverência a eles. Àquele povo quase invisível que a salvou tantas vezes e não pediu nada em troca. O Senhor do Norte, que sobrevivera, como ela, contra todas as probabilidades. Que nunca a esqueceu. Ela os serviria, pois serviria a qualquer cidadão de Terrasen.
Todos no estrado fizeram uma reverência também. E então todos na sala do trono. Mas o Povo Pequeno já tinha ido embora. Então ela colocou a coroa de Mab sobre a de ouro, cristal e prata, a antiga coroa assentando perfeitamente junto à nova.
E finalmente, Aelin sentou-se em seu trono.
Aquele novo fardo pesava sobre ela, sobre seus ossos. Não mais uma assassina. Não mais uma princesa renegada.
E quando Aelin ergueu a cabeça para examinar a multidão animada, quando sorriu, Rainha de Terrasen e a Rainha das Fadas do Ocidente, ela brilhou como uma estrela.


O ritual não acabara. Ainda não.
Quando os sinos ecoaram pela cidade, declarando sua coroação, a cidade reuniu-se para muito mais do que aplausos.
Aelin foi cumprimentá-los.
Até os portões do castelo, sua corte, seus amigos, seguiram-na, a multidão da sala do trono atrás. E quando ela parou nos portões lacrados, o antigo metal esculpido aparecendo, a cidade e o mundo esperando por ele, Aelin se virou para eles.
Para todos aqueles que tinham vindo com ela, que tinham chegado até este dia, o repicar alegre dos sinos.
Ela chamou sua corte para frente.
Depois sorriu para Dorian e Chaol, para Yrene, Nesryn, Sartaq e seus companheiros. E acenou para eles também.
Com as sobrancelhas erguidas, eles se aproximaram.
Mas Aelin, coroada e brilhante, apenas disse:
— Caminhem comigo. — Ela gesticulou para os portões atrás dela. — Todos vocês.
Este dia não pertencia somente a ela. De modo algum.
E quando todos recusaram, Aelin avançou. Tomou Yrene Westfall pela mão para guiá-la para frente. Então Manon Bico Negro. Elide Lochan. Lysandra. Evangeline. Nesryn Faliq. Borte e Hasar e Ansel de Penhasco dos Arbustos. Todas as mulheres que lutaram ao seu lado ou de longe. Quem sangraram e sacrificaram e nunca perderam a esperança de que esse dia chegasse.
— Caminhem comigo. — disse Aelin para eles, os homens e machos parando um passo atrás. — Meus amigos.
Com os sinos ainda batendo, Aelin acenou para os guardas nos portões do castelo.
Eles finalmente se abriram e o rugido da multidão reunida foi alto o suficiente para sacudir as estrelas.
Como um, eles saíram. Para a cidade aplaudindo.
Nas ruas, onde as pessoas dançavam e cantavam, onde choravam e levavam as mãos ao coração à visão daqueles que desfilavam, governantes acenando e sorrindo, guerreiros e heróis que haviam salvado seu reino, suas terras. À visão da rainha recém-coroada, a alegria iluminou seus olhos.
Um novo mundo.
Um mundo melhor.

24 comentários:

  1. OBRIGADA, SARAH J. MAAS
    Obrigada por esse presente

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  2. o que dizer sobre o fim dessa saga ??? simplesmente incrivel,perfeita.... gostaria de agradecer a sarah e a karina por me proporcionar uma leitura tão epica, tão perfeita...i love you celaena lillian elentya e aelin ashyver whitethorn glanthynius melhor serie ever forever

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  3. Melhor do mundo!!!Obrigada karina por este livro maravilhoso postado aqui!!

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  4. Ah! As mulheres. Todas inteligentes e destemidas. O mundo precisa de mais mulheres assim e de feéricos, príncipes e lordes lindos e apaixonados por elas, fazendo um mundo vibrante, Meus Deus que FINALZÃO!!!!!

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  5. Série magnífica personagens inesquecíveis. O que tenho a dizer "vocês sacudiram as estrelas".
    Calena.

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  6. Não posso dizer quão incrível foi acompanhar toda a historia.
    Tia Sara muito obrigada e karina você é demais !


    Nunca fiquei tão feliz em um final tão épico e emocionante, cada parte única que promoveu risos e lagrimas sinceras... Todos juntos .. Todos se encontram aqui.

    Simplesmente incrível 😭♥

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  7. 👏👏👏👏Essa série foi a melhor que eu já li, e apesar de ter terminado ela sempre estará presente nos corações e mentes de seus leitores.

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  8. Esse livro é uma obra de arte

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  9. Obrigado Karina, esperei tanto por esse livro e nao encontrava para ler, acidentalmente aki descobri minha saga predileta(depois de Harry Potter), até coloquei meu nick de Aelin Galanthynus (pq não cabia todo). Amei parabéns por proporcionar essa saga maravilhosa. TOG 😍😍😘😘💗💞

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  10. Essa saga sempre ficará em meu coração, cada passo de evolução desses personagens, cada briga, cada momento feliz, cada esperança q eles tiveram nos momentos mais difíceis...
    Amo essa série de paixão!!!❤🤧😭😍❤

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  11. Karina obrigado!!! Muito obrigado por me proporcionar essa leitura tão emocionante e fantástica. Nunca mais tinha me emocionado tanto lendo uma história, não desde o Senhor dos Anéis.

    Salve Karina bloqueira cheia de graça, que teu teclado nunca falhe e sua internet jamais caia. Abençoadas sejam tuas madrugadas de editoração, que teu auto complete sempre acerte o alvo e o auto salve nunca de deixe na mão. Amém!!!

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    1. Ahhh só vi esse comentário agora, adorei! Hahaha
      Valeu 💙💙💙 amém!

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  12. E então Sam Cortland realmente morreu, eu jurava que ele não tinha morrido e que em algum momento ele ia aparecer e dar um tapa na cara de todos

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  13. Eu fiquei emocionadissíma com esse capítulo, da um orgulho ver todo mundo reunido apesar de tudo o que aconteceu, ver a Aelin sendo coroada e chamando todas as grandes mulheres desse livro para caminhar com ela.

    Muito obrigada tia Sarah e Karina por essa experiência incrível, essa série sempre vai ter um lugar especial no meu coração.

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  14. Eu estou prevendo uma ressaca literaria daquelas! Mas que Saga brilhante que final lindo, quantos personagens maravilhosos e bem construídos! Que evolução perfeita da personagem principal, mas que delicia acompanhar o desenvolvimento de Manon, Dorian, Elide e tantos outros que evoluíram nessa saga. Sarah voce tem minha eterna admiraçao!

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  15. Meu Deus, que maravilha essa série, tem o meu amor todinho.
    Não tenho nem palavras para descrever o quanto eu amo.
    De longe é meu livro favorito. Nunca esquecerei os sentimentos que essa leitura me proporcionou. Me sinto realmente, grata.
    Desfecho perfeito, sem nenhuma reclamação.
    Personagens que ficarão gravados para sempre em meu coração ❤

    VIVA À RAINHA DE TERRASEN, VIVA À AELIN 🙌👏🏼

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  16. Tambem ja estou prevendo uma ressaca..nao sei o q vou ler depois de um livro tão bom como esse

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  17. Só consigo imaginar como o Sam ficaria feliz vendo essa cena s2 um dos personagens que eu mais senti falta

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  18. — Onde estávamos?
    O velho lorde sorriu levemente e apontou para o trono.
    — A última parte desta cerimônia.
    — E depois, almoço — murmurou Fenrys, suspirando.
    Fenrys claramente me representando 😂
    Mais gente q história é essa?tão bem escrita q mexeu com cada parte dos nossos sentimentos,tô completamente sem palavras,não vou conseguir superar o fim dessa série maravilhosa 😢👏👏👏👏👏👏👏❤️😍😍

    Ass:Dessa

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  19. OMG!!!!! É isso ai Aelin. Rainha de Terrassen, Rainha do Povo Pequeno, Rainha das Fadas do Ocidente, Coração de Fogo, Herdeira de Mala e Mab, Herdeira do Fogo, Assassina de Adarlan.

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  20. E eu me perguntando porque ela não ia ser coroada com a coroa da Mab já que a de Terrasen tinha sido derretida e a resposta veio em seguida
    Porque ter uma coroa se você pode ter duas

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  21. Gente que livro
    Que saga, para falar a verdade. Cada personagem teve uma evolução enorme nessas mais ou menos dois mil páginas de história.
    Dorian. Um principe mimado. Um sedutor. Um príncipe não tão mimado. Um príncipe com magia. Um escravo. Um rei. Um amante.
    Lyssandra. Uma cortesã, prostituta. Uma lacaia do rei dos assassinos. Sem personalidade. Mesquinha. Invejosa. Depois aliada. Amiga. Poderosa. Metamorfa. Lady de Caraverre.
    Rowan. Príncipe. Lacaio. Um assassino. Treinador duro. Treinador não tão duro. O "parabatai" da Aelin. Juramentado de sangue. Amante. Parceiro. Consorte.
    Manon bico negro. Fria. Cruel. Assassina. Bruxa. Matadora de Crochans. Lider Alada. Amiga. Prima. Assassina de bruxas. Assassina de parentes. Rainha das crochans. Rainha das bruxas.
    Aelin. Primeiro, a assassina de Adarlan, depois uma escrava, depois uma competidora, uma campeã, uma espiã, uma traidora, uma princesa, uma feérica, uma rainha, uma parceira. Ela mudou, ela cresceu, evoluiu. Eu não consigo nem citar outro livro, com personagens que evoluiram tanto.
    Outros evoluíram também, com a mesma intensidade, mas eu não vou citar. Serio, obrigada Sarah J Maas e Karina, por ter nos proporcionado isso.
    Eu vou sempre guardar um espaço no meu coração para Trono de vidro. Eu chorei muito, principalmente na morte das 13, uma das mortes mais bonitas que já li. É isso, acho q talvez ficou enorme, mas queria compartilhar.

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Boa leitura, E SEM SPOILER!