29 de outubro de 2018

Capítulo 115

O sangue escuro de Maeve escorreu pela neve enquanto ela caía de joelhos, os dedos arranhando a espada em chamas presa ao peito.
Fenrys deu a volta, deixando a espada onde a enfiou enquanto caminhava para o lado de Aelin.
Brasas girando em torno dela e de Rowan, Aelin se aproximou da rainha.
Deixando os dentes a mostra, Maeve sibilou enquanto tentava e não conseguia soltar a lâmina.
— Tire isso de mim.
Aelin apenas olhou para Lorcan.
— Tem algo a dizer?
Lorcan sorriu sombriamente, examinando os feéricos e os cavaleiros de lobo que causavam estragos nas aranhas.
— Viva longa à rainha. — A Rainha das Fadas do Ocidente.
Maeve rosnou, e não foi um som feérico ou humano. Mas valg. Puramente valg, sem mistura.
— Bem, olhem para quem parou de fingir — Aelin comentou.
— Eu irei para qualquer lugar que você escolha para me banir — Maeve se irritou. — Apenas tire isso de mim.
— Qualquer lugar? — Aelin perguntou, e soltou a mão de Rowan.
A falta de sua magia, de sua força, a acertou como o choque de mergulhar em um lago gelado.
Mas ela tinha muito dela própria.
Não magia, nunca mais como antes, mas uma força maior, mais profunda que isso.
Coração de fogo, era como a mãe dela escolheu chamá-la.
Não pelo poder dela. O nome nunca havia sido pelo poder.
Maeve sibilou novamente, arranhando a lâmina.
Envolvendo os dedos em chamas, Aelin ofereceu a mão a Maeve.
— Você veio aqui para escapar de um marido que não amava. Um mundo que não amava.
Maeve fez uma pausa, estudando a mão de Aelin. Os novos calos nela. Ela estremeceu, estremeceu de dor com a lâmina rasgando seu coração, mas não matando-a.
— Sim. — Maeve respirou.
— E você ama este mundo. Ama Erilea.
Os olhos escuros de Maeve examinaram Aelin, depois Rowan e Lorcan, antes que ela respondesse.
— Sim. Da maneira como posso amar qualquer coisa.
Aelin manteve a mão estendida. A oferta não dita nela.
— E se eu escolher bani-la, você irá para onde quer que decidamos. E nunca mais nos aborrecerá, ou a qualquer outro.
— Sim. — Maeve vociferou, fazendo uma careta para a lâmina imortal perfurando seu coração. A rainha inclinou a cabeça, ofegante, e segurou a mão estendida de Aelin.
Aelin se aproximou ainda mais. Apenas para poder deslizar algo por um dos dedos de Maeve.
E então sussurrou no ouvido de Maeve:
— Então vá para o inferno.
Maeve recuou, mas tarde demais.
Tarde demais, pois o anel de ouro, o anel de Silba, o anel de Athril, brilhou em sua mão pálida.
Aelin voltou para o lado de Rowan assim que Maeve começou a gritar.
Gritando e berrando em direção ao céu escuro, em direção às estrelas.
Maeve queria o anel não para se proteger contra valg. Não, ela era valg. Ela o queria, assim ninguém mais poderia tê-lo.
No entanto, quando Elide o deu para Aelin, não fora para destruir uma rainha valg, mas para manter Aelin em segurança. Maeve nunca conheceria esse poder: amizade.
O que Aelin conhecia tinha impedido a rainha diante dela de ver a verdade. O que a tinha salvado, a ela e a esse reino.
Maeve se debateu, Goldryn queimando, gêmea da luz em seu dedo.
Imunidade contra os valg. E veneno para eles.
Maeve gritou, o som alto o suficiente para abalar o mundo.
Eles apenas permaneceram ali em meio à neve que caía, rostos imóveis, assistindo.
Testemunhando esta morte em nome de todos aqueles que ela destruiu.
Maeve se contorceu, agarrando o peito. Sua pele pálida começou a se desfazer como tinta velha.
Revelando pedaços da criatura abaixo do glamour. A pele que ela criou para si mesma.
Aelin olhou para Rowan, para Lorcan e Fenrys, uma pergunta silenciosa em seus olhos.
Rowan e Lorcan assentiram. Fenrys piscou uma vez, seu rosto espancado ainda sangrando.
Então Aelin se aproximou da rainha gritando, da criatura ali dentro. Andou até estar atrás dela e arrancou Goldryn.
Maeve chafurdou na neve e na lama, mas o anel continuou a rasgá-la por dentro.
Maeve ergueu os olhos escuros e odiosos quando Aelin ergueu Goldryn.
Aelin apenas sorriu para ela.
— Vamos fingir que minhas últimas palavras para você foram dignas de uma canção.
Ela baixou a espada em chamas.
A boca de Maeve ainda estava aberta em um grito quando a cabeça dela rolou pela neve.
Sangue preto esguichou e Aelin se moveu novamente, golpeando o crânio de Maeve com Goldryn. Enterrando na terra abaixo dela.
— Queime-a — Lorcan grunhiu.
A mão de Rowan, quente e forte, encontrou a de Aelin novamente. E quando ela olhou para ele, havia lágrimas escorrendo em seu rosto.
Não pela rainha valg morta diante deles. Ou até mesmo pelo que Aelin fizera.
Não, seu príncipe, seu marido e seu parceiro olhava para o sul. Para o campo de batalha.
Mesmo com o poder deles se fundindo, enquanto ela queimava Maeve em cinzas e memórias, Rowan olhava para o campo de batalha.
Onde fileira após fileira de soldados valg caíam de joelhos no meio da luta com os feéricos, os lobos e a cavalaria Darghan.
Onde os ruks se agitaram maravilhados quando os ilken caíram do céu, como se tivessem sido mortos.
Longe, vários gritos estridentes cortaram o ar... e depois silenciaram.
Um exército inteiro, brigada de assalto, frente de ataque, tudo colapsou.
O colapso ondulou pelas tropas, a quietude.
Até que toda a tropa de Morath estivesse imóvel. Até que a Dentes de Ferro lutando no céu percebessem o que acontecia e virassem para o sul, fugindo dos rukhin e bruxas que agora as perseguiam.
Até que a sombra escura que cercava o exército caído, também se dissipou ao vento.
Aelin teve certeza, então. De para onde Erawan havia ido.
Quem finalmente o derrotou.
Então Aelin arrancou sua espada da pilha de cinzas que havia sido Maeve. Ela ergueu-a para o alto em direção ao céu noturno, para as estrelas, e deixou que seu grito vitorioso enchesse o mundo. Deixou o nome que ela gritou soar, os soldados no campo, na cidade, atendendo ao seu chamado até que todos em Orynth cantavam com ela. Até alcançarem as estrelas reluzentes do Senhor do Norte, que brilhavam acima deles, e que não precisavam mais guiar o caminho de volta para casa.
Yrene.
Yrene.
Yrene.

23 comentários:

  1. Essa briga foi putastica! Mas o sacrifício das 13 ganhouuu de longe !!

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  2. E então sussurrou no ouvido de Maeve:
    — Então vá para o inferno.
    Maeve recuou, mas tarde demais.
    Tarde demais, pois o anel de ouro, o anel de Silba, o anel de Athril, brilhou em sua mão pálida.
    Apaixonada por essa garota. Aliás por todas as mulheres, fêmeas e Bruxas parceiras de Aelin. Meu Deus que final!!!

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  3. a morte do Gravil foi desnecessaria

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  4. Gente,ninguém lembra da Elena q virou pó? RIP ELENA

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  5. Triste que a Sara precisou apagar o fogo de Aelin para fazer a Yrene brilhar.
    Por que sinceramente foi um desperdício de tempo e poder aquele cadeado ter sido forjafo.

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  6. Q lindo eles gritanto Yrene😍🤧😱
    Q orgulho da Aelin, da Yrenee e da Manon🤧🤧

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  7. Por algum motivo achei que o pessoal da Defesa Nebulosa iria aparecer em algum momento.

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  8. A elena já viveu demais e arrumou mta confusao..to com do do gavriel e das 13..mas mtoo feliz q maeve foi pro inferno

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  9. Boa noite,
    gente eu amo Sarah e essa saga, mais tenho que falar que esse final deixou a desejar, ela poderia ter feito um outro livro, as histórias ficaram muito resumida, a morte de Graviel foi sem sentido e acho que as dozes não mereciam ter morrido todas era para ter deixado algumas vivas.
    só acho.

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  10. "No entanto, quando Elide o deu para Aelin, não fora para destruir uma rainha valg, mas para manter Aelin em segurança".
    Então esse era o anel!? Pqp q final foi esse, maravilindo 👏🔥
    Mais sempre vou sentir saudade das 13 e do Gavriel 😭😭😭💔

    Ass:Dessa

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  11. Boa noite,
    gente eu amo Sarah e essa saga, mais tenho que falar que esse final deixou a desejar, ela poderia ter feito um outro livro, as histórias ficaram muito resumida, a morte de Graviel foi sem sentido e acho que as dozes não mereciam ter morrido todas era para ter deixado algumas vivas.
    só acho.

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  12. Ainda gostaria de que tivesse uma luta dela com erawn....com fogo e os caralho todo

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  13. adorei a batalha mas concordo totalmente sem sentido a morte do Gavriel

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  14. Aiii gente eu smp achei q o Gavriel ia morrer, ele não tinha relacionamento c ninguém, msm sendo super fofo, vamos combinar q era meio sem sal, né? Claro q a morte dele foi necessária, se ele não morresse, o exercito não ia ter aguentado

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Boa leitura, E SEM SPOILER!