29 de outubro de 2018

Capítulo 112

No topo da torre mais alta do castelo de Orynth, na ampla sacada voltada para o mundo à baixo, a curandeiro enviou outra onda de poder.
O brilho branco queimou através da noite, alcançando as pedras da torre em forte alívio.
Um aviso, um desafio para o rei sombrio que lutava com Aelin Galathynius lá embaixo.
Aqui estou eu, o poder cantou através da noite. Aqui estou eu.
Erawan respondeu.
Sua raiva, seu medo, seu ódio encheram o vento enquanto ele chegava, carregado pelos membros desengonçados de um ilken. Ele sorriu para a jovem curandeira cujas mãos brilhavam com pura luz, como se já sentisse o gosto de seu sangue. Saboreando a destruição do que ela oferecia, o dom que ela recebeu.
Sua presença absoluta fez as pessoas no castelo abaixo gritarem enquanto fugiam.
Não a morte encarnada, mas algo muito pior. Algo quase tão antigo, tão poderoso quanto.
O ilken percorreu a torre, deixando-o sobre as pedras da sacada. Erawan aterrissou com a graça de um gato, dificilmente sem fôlego enquanto se endireitava.
Enquanto sorria para ela.


— Eu nunca pensei que você seria capaz de fazer isso, sabe. — Maeve falou, com seu poder negro se enrolando ao redor dela enquanto Aelin ofegava. Uma câimbra começara em suas costas e agora subia por sua espinha e descia por suas pernas. — Que você seria tola o suficiente para devolver as chaves aos portões. O que aconteceu com aquela visão gloriosa que um dia você me mostrou, Aelin? De vocês nesta mesma cidade, as multidões de adoradores clamando seu nome. Era simplesmente aborrecedor demais para você, ser reverenciada?
Aelin se recompunha a cada respiração, enquanto Goldryn continuava ardendo brilhante.
Deixe-a falar, deixe-a se vangloriar e divagar. Cada segundo que ela tinha para se recuperar, para retomar uma pequena fração de sua força, era uma benção.
Erawan mordera a isca, deixara a dúvida que ela plantara criar raízes em sua mente. Ela sabia que era só uma questão de tempo até ele sentir o poder de Yrene. Ela apenas rezou para que Yrene Towers estivesse pronta para encontrá-lo.
— Eu sempre tive esperança de que eu e você fôssemos iguais, de certa forma — continuou Maeve. — Que você, mais até que Erawan, entendesse a verdadeira natureza do poder. Do que significa exercê-lo. Que desapontador saber que, no fundo, você desejava ser tão comum quanto qualquer outro.
O escudo se tornara insuportavelmente pesado. Aelin não se atreveu a olhar para trás, para ver para onde Erawan fora e o que estava fazendo. Ela sentiu um ímpeto o poder de Yrene, ousou ter esperanças que pudesse ser um sinal, uma luz na escuridão, mas nada aconteceu desde então. Aquilo havia mandado Erawan para longe. Era bom o suficiente.
A escuridão ao redor de Maeve se contorceu.
 — Não mais A Rainha Que Foi Prometida — disse ela, estalando a língua. — Agora você não é nada além de uma assassina com uma coroa. E o dom de uma magia simplória.
Chicotes gêmeos de poder brutal surgiram ao lado de Aelin.
Levantando o escudo com um braço e balançando Goldryn com o outro, Aelin os desviou, chama reluzindo.
O escudo se dobrou ao meio, mas Goldryn aguentou firme.
Mesmo assim ela sentiu o golpe. A dor familiar e interminável. As sombras que poderiam devorá-la.
Pressionando-a cada vez mais perto. Minando poder dela.
Maeve olhou para a espada flamejante.
— Esperto de sua parte, embutir na espada seus próprios dons. Sem dúvida antes de entregar tudo aos portões de Wyrd.
— Uma precaução caso eu não voltasse. — Aelin ofegou. — Uma arma para matar valg.
— Veremos.
Maeve atacou novamente, e então de novo, forçando Aelin a recuar um passo, e então outro. De volta para a linha invisível que ela havia desenhado entre eles e o portão sul.
Maeve avançou, seus cabelos escuros e seu manto ondulando.
 — Você me negou duas coisas, Aelin Galathynius. As chaves que eu tanto procurava.  — Outro chicote formado por poder bruto passou raspando por Aelin. Sua chama mal conseguiu desviá-lo dessa vez. — E o grande duelo que me foi prometido.
Como se Maeve abrisse a tampa de um baú liberando todo seu poder, nuvens de escuridão irromperam dela.
Aelin acertou-as com Goldryn, o fogo dentro da lâmina sem falhar. Mas não foi suficiente. E quando Aelin recuou outro passo, uma das nuvens esbarrou em suas pernas.
Aelin não conseguiu conter grito que irrompeu de sua garganta. Ela caiu, seu escorregando na lama congelada.
O treinamento que recebeu manteve os dedos cerrados em Goldryn. Mas a pressão, insuportável e intensa, começou a pressionar sua cabeça.
 — Acorde.
O mundo mudou. A neve foi substituída pela luz da lareira, o chão se tornou uma laje de ferro.
A pressão em sua cabeça aumentou, e Aelin caiu sobre seus joelhos, recusando-se a aceitar. Era real, essa batalha, a neve e o sangue, isso era tudo real.
— Acorde, Aelin — Maeve sussurrou.
Aelin piscou. E se encontrou dentro da caixa de ferro, Maeve inclinando-se sobre a tampa aberta. Sorridente.
— Aqui estamos — disse a Rainha Feérica.
Não, feérica não. Valg. Maeve era valg.
— Você esteve sonhando — disse Maeve, passando um dedo pela máscara ainda grudada em seu rosto. — Esses sonhos estranhos e movediços, Aelin.
Não. Não, isso tinha sido real. Ela conseguiu levantar a cabeça o suficiente para espiar o próprio corpo. Seu corpo deslocado e muito magro. As cicatrizes ainda ali, nela.
Ainda estavam lá. Não haviam se apagado. Não havia nenhum pedaço de pele nova.
 — Eu posso facilitar para você — Maeve prosseguiu, acariciando o cabelo de Aelin com movimentos gentis e amorosos. — Diga-me onde estão as chaves de Wyrd, faça o juramento de sangue, e essas correntes, essa máscara, essa caixa... tudo desaparecerá.
Eles mal haviam começado. A despedaçá-la.
Tudo isso fora um sonho. Um longo pesadelo. As chaves continuavam perdidas, o cadeado não havia sido forjado.
Um sonho, enquanto eles navegavam. Onde quer que estivessem.
 — O que você me diz, sobrinha? Vai poupar a si mesma? Ceder a mim?
Você não cede.
Aelin piscou.
 — É mais fácil, não é? — Maeve refletiu em voz alta, apoiando seus antebraços contra as bordas do caixão. — Permanecer aqui. Assim não precisará fazer escolhas tão terríveis. Deixe outros compartilharem o fardo. Suportar seu custo. — A sugestão de um sorriso surgiu em seu rosto. — No fundo, é isso o que a assombra. Esse desejo de ser livre.
Liberdade – ela sabia o que era isso. Não sabia?
 — É o que você mais teme. Não a mim, ou Erawan, ou até mesmo as chaves. O que você teme é que o seu desejo de ser livre do peso de sua coroa, de seu poder, possa te consumir. Que eles a prendam até que você não se reconheça mais. — Seu sorriso se alargou. — Eu quero poupá-la disso. Comigo, você será livre de uma maneira que nunca imaginou, Aelin. Eu lhe juro.
Um juramento.
Ela fizera um juramento. Para Terrasen. Para Nehemia. Para Rowan.
Aelin fechou os olhos, bloqueando a rainha acima dela, a máscara, as correntes, a caixa de ferro.
Não era real.
Isto não era real.
Ou será que era?
 — Eu sei que você está cansada — Maeve continuou, gentil e persuasivamente. — Você deu e deu e deu, e ainda não foi o suficiente. Nunca será o suficiente para eles, não é?
Não seria. Nada do que ela fizera ou faria seria suficiente. Mesmo que ela salvasse Terrasen, salvasse Erilea, ela ainda precisaria dar mais, fazer mais. O peso disso já a esmagava.
— Cairn — chamou Maeve.
Passos fortes soaram perto dela. Arrastando em pedra.
Ela começou a tremer, de forma incontrolável e audível. Ela conhecia aqueles passos, conhecia...
O rosto horroroso e odioso de Cairn apareceu ao lado do de Maeve, os dois a analisavam.
— Como devemos começar, Majestade?
Ele já tinha falado essas mesmas palavras para ela. Eles fizeram essa dança tantas vezes.
Bile subiu por sua garganta. Ela não conseguia parar de tremer. Ela sabia o que ele faria, como começaria. Nunca pararia de sentir, o sussurro da dor. Cairn passou a mão pela borda do caixão.
— Eu quebrei uma parte sua, não quebrei?
Eu a nomeio Elentiya, “Espírito Que Não Pode Ser Quebrado.”
Aelin passou seus dedos incrustados de metal sobre a palma da mão. Onde uma cicatriz deveria estar. Onde ainda estava. Ficaria ali para sempre, mesmo que ela não pudesse ver.
Nehemia – Nehemia, que dera tudo por Eyllwe. E ainda...
Ainda assim, Nehemia sentira o peso de suas escolhas. Ainda quis estar livre de seus fardos.
Isso não a tornara fraca. Não a tornara inferior.
Cairn examinou seu corpo acorrentado, avaliando por onde começar. Sua respiração se aguçou em puro deleite antecipado.
As mãos de Aelin se fecharam em punhos. Ferro tilintou.
Espírito que não pode ser quebrado.
Você não cede.
Ela suportaria tudo isso novamente, se necessário. Ela podia fazer isso. Cada hora brutal, cada instante agoniante.
E doeria, e ela gritaria, mas enfrentaria isso. Sobreviveria.
Arobynn não quebrara. Nem Endovier.
Ela não permitiria que esse desperdício de existência e ar o fizesse agora.
Sua tremedeira aliviou, seu corpo voltava ao seu controle. Esperando.
Maeve piscou para ela. Apenas uma vez.
Aelin respirou fundo – dura e friamente.
Ela não queria que acabasse. Nada daquilo.
Cairn desapareceu no ar. As correntes desapareceram com ele.
Aelin sentou-se no caixão. Maeve recuou um passo repentinamente.
Aelin examinou a ilusão, tão artisticamente trabalhada. A câmara de pedra, com seus braseiros e ganchos no teto. O altar de pedra. A porta aberta e o rugido do rio além dele.
Ela se forçou a olhar. A enfrentar aquele lugar de dor e desespero. Aquele lugar que deixaria para sempre uma marca, uma cicatriz, mas que ela não permitiria que a definisse.
Ela não era uma história de trevas.
Esta não seria a história. Ela a enterraria em si mesma, este lugar, esse medo, mas não permitiria ser a história inteira. Não seria a história dela.
— Como... — Maeve apenas perguntou.
Aelin sabia que um mundo e um campo de batalha estava além delas. Mas ela se permitiu ficar na câmara de pedra. Apoiada no caixão de ferro.
Maeve apenas olhou para ela.
 — Você deveria saber melhor — disse Aelin, as brasas persistentes dentro dela brilhando. — Você, que temia o cativeiro e fez tudo isso para evitá-lo. Você deveria saber melhor do que simplesmente me prender. Deveria saber que eu encontraria um jeito.
— Como? — Maeve perguntou de novo. — Como você não quebrou?
— Porque eu não tenho medo. — disse Aelin. — Seu medo de Erawan e os irmãos dele a tomaram por completo, destruíram-na. Se é que havia alguma coisa que valia a pena destruir.
Maeve sibilou e Aelin riu.
— E então havia o seu medo de Brannon. De mim. Veja o que isso provocou. — Ela gesticulou para a sala ao redor delas, para o mundo além dele. — Isso é tudo o que você terá de Doranelle. Esta ilusão.
O poder de Maeve pulsou pela sala. Os lábios de Aelin se afastaram, deixando os dentres a mostra.
— Você feriu meu parceiro. Feriu a mulher que usou para enganá-lo e fazê-lo pensar ser a parceira dele por toda a vida. Matou-a, e despedaçou-o.
Maeve sorriu ligeiramente.
— Sim, e eu aproveitei cada momento.
Aelin respondeu o sorriso da rainha com um dos seus próprios sorrisos.
— Você se esqueceu do que falei naquela praia em Eyllwe?
Quando Maeve simplesmente piscou para ela novamente, Aelin atacou.
Explodindo com um escudo de fogo, ela dirigiu Maeve para o lado – e atirou uma lança feita de fogo azul.
Maeve evitou o ataque com uma muralha de poder sombrio, mas Aelin partiu para a ofensiva, atacando de novo e de novo e de novo. Aquelas palavras que ela rosnou para Maeve em Eyllwe pesando entre elas: Eu vou matar você.
E ela o faria. Pelo que Maeve fizera a ela, a Rowan e a Lyria, a Fenrys, a Connall e a tantos outros que ela não conseguia se lembrar.
Foi necessário apenas meio pensamento e Goldryn estava novamente em suas mãos, a lâmina crepitando em chamas.
Mesmo que isso lhe custasse seus últimos suspiros, ela entraria de cabeça nisso.
Maeve encontrou cada golpe seu, e elas queimaram e se enfureceram em uma dança mortal pela sala.
O altar estalou. Derreteu e se desfez.
O gancho do teto se dissolveu em minério derretido que silvou ao tocar as pedras.
Ela explodiu o local onde Fenrys se sentara, acorrentado por correntes invisíveis.
De novo e de novo, as últimas brasas de seu fogo se reunindo, o suor escorrendo em sua testa, Aelin atacou Maeve.
O caixão de ferro se aqueceu, brilhando vermelho. Só ali, naquela ilusão, isso poderia acontecer.
Maeve pensou que poderia aprisioná-la mais uma vez.
Mas a rainha não seria aquela a ir embora desta vez.
Aelin girou, invertendo sua posição com a de Maeve. Para o caixão fumegante.
Passo a passo, ela a empurrou até ele. Guiando-a.
A escuridão se espalhou pela sala, bloqueando a chuva de flechas de fogo que atingiam Maeve, e a rainha se atreveu a olhar por cima do ombro para o destino vermelho e quente que a esperava.
O rosto de Maeve ficou mais branco que a morte.
Aelin soltou uma risada e reposicionou Goldryn, reunindo seu poder uma última vez.
Mas então, um lampejo de movimento chamou sua atenção. A sua direita.
Elide.
Elide ficou ali parada, terror estampado em suas feições. Ela estendeu a mão para Aelin, advertindo:
— Cuidado...
Maeve enviou um chicote feito de seu poder negro em direção à Senhora de Perranth.
Não...
Aelin se lançou em direção a ela, o fogo saltando rumo a Elide para bloquear aquele golpe fatal. Em um piscar de olhos ela percebeu seu erro. Percebeu quando suas mãos passaram através do corpo de Elide e sua amiga desapareceu.
Uma ilusão. Ela se deixara levar por uma ilusão, e se deixara exposta, vulnerável...
Aelin se virou para Maeve, as chamas subindo novamente, mas era tarde demais.
As mãos de sombra envolveram sua garganta. Imóveis. Eternas.
Aelin arqueou-se, ofegando por um pouco de ar enquanto aquelas mãos apertavam e apertavam...
A câmara se dissipou. As pedras abaixo dela se tornaram lama e neve, o rugido do rio foi substituído pelo som da batalha. Elas brilharam entre uma batida do coração e outra, entre a ilusão e a verdade. Ar quente para o vento cortante, a vida para a morte certa.
Aelin envolveu suas mãos em chamas, rasgando a sombra em volta de sua garganta.
Maeve estava diante dela, com as vestes ondulando enquanto ofegava.
— Eis o que acontecerá, Aelin Galathynius.
Ondas de escuridão dispararam em direção a ela, estalando e rasgando, e nenhuma chama, nenhuma quantidade de pura vontade poderia mantê-las afastadas. Não quando se apertaram, arrancando dela qualquer fôlego que houvesse para gritar.
Seu fogo se extinguiu.
— Você fará o juramento de sangue para mim. E então nós duas consertaremos essa bagunça que você fez. Você e o Rei de Adarlan consertarão o que fizeram. Você pode não ser mais a Portadora do Fogo, mas ainda terá seus usos.
Um vento suave com neve passou por ela. Não.
Outro clarão de luz atrás de Aelin, e Maeve fez uma pausa. As sombras se espremeram e Aelin arquejou novamente, um grito silencioso rompendo-a.
— Você pode estar se perguntando por que acho que você concordaria com isso. O que eu posso usar contra você. — Uma risada baixa. — As mesmas coisas que você procura proteger, são as que devo destruir, caso você me desafie. O que é mais precioso para você. E eu quando terminar, se ajoelhará.
Não, não...
A escuridão pulsou de Maeve, e a visão de Aelin vacilou. Uma onda de vento gelado soprou de volta. Apenas o suficiente para ela respirar fundo.
Para levantar a cabeça e ver a mão tatuada que agora se estendia para ela. Que a erguia, uma oferta para que se levantasse. Rowan.
Atrás dele, outros dois apareceram. Lorcan e Fenrys, este último em forma de lobo.
A equipe, que não havia parado naquele dia para ajudá-la em Defesa Nebulosa, mas que agora o faziam.
Mas Rowan manteve a mão estendida para Aelin, a oferta para permanecer firme, e não desviou os olhos de Maeve quando mostrou os dentes e rosnou.
Mas foi Fenrys quem atacou primeiro. Que estava esperando por este momento, esta oportunidade.
Com as presas à mostra, a pele arrepiada, ele atacou Maeve. Indo direto para a sua garganta pálida.
Aelin lutou, e Rowan gritou um aviso a ele, mas era tarde demais.
Perdido em sua vingança, sua fúria, o lobo branco saltou em Maeve.
Um chicote feito de escuridão atravessou-o.
O grito de dor de Fenrys ecoou por seus ossos antes que ele atingisse o chão. Sangue vazou da ferida, o corte profundo atravessando seu rosto.
Tão rápido. Pouco mais que um piscar de olhos.
O poder de Rowan e Lorcan cresceu, se reunindo para atacar. Fenrys lutou para ficar de pé. Mais uma vez, a escuridão se apoderou dele. Rasgou seu rosto. Como se Maeve soubesse exatamente onde atacar.
Fenrys caiu novamente, sangue espirrando na neve. Um brilho de luz, e ele mudou para sua forma feérica. O que ela fez no rosto dele...
Não. Não...
Aelin conseguiu reunir ar suficiente para gritar:
— Corram!
Rowan olhou para ela. Ao seu grito de aviso.
No momento em que Maeve atacou mais uma vez.
Como se ela estivesse segurando seu poder, esperando por eles. Por este momento.
Uma onda de escuridão envolveu seu parceiro. Lorcan e Fenrys também foram envolvidos.
Sua magia se acendeu, iluminando a escuridão como um raio atrás de uma nuvem. No entanto, não foi suficiente para libertá-los do aperto de Maeve. Gelo e vento sopravam contra a escuridão, de novo e de novo. Em ondas brutais e calculadas.
O poder de Maeve aumentou.
O gelo e o vento pararam. A outra magia dentro da escuridão parou. Como se tivesse sido engolida.
E então eles começaram a gritar.
Rowan começou a gritar.

2 comentários:

  1. Eu nem sei mais quem está atacando quem e quem esta fazendo o que!

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  2. Ninguém mais deve morrer. Essa vaca estúpida destruiu a cara de Fenrys. Estou ficando cansada de ver todo mundo sofrendo menos esses filhos do capeta!!!😢😢😢
    Anna!!!

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Boa leitura, E SEM SPOILER!