1 de setembro de 2018

Capítulo 9

JONAS
AURANOS

Foi só na noite anterior que chegaram as notícias por meio de Nerissa, antiga costureira e, no momento, aliada valiosa dos rebeldes. Ela conseguira arrancar o nome dos rebeldes aprisionados da boca de um guarda do palácio e anotara tudo em um bilhete deixado para Jonas em uma taverna de uma cidadezinha próxima, escolhida como ponto de encontro.
Quando Jonas leu os nomes, quase gritou de alegria.
Cato, Fabius, Tarus… e Lysandra. Todos confirmados como prisioneiros no calabouço do palácio.
Mas logo voltou a ficar sério.
Ser um prisioneiro à mercê dos cruéis guardas limerianos e do Rei Sanguinário podia ser um destino pior do que a morte.
Ele faria qualquer coisa — qualquer coisa — para libertar Lysandra e os outros. E esperava que a viagem daquela noite à cidade fosse mais um passo na direção desse objetivo.
— Longe de mim duvidar de você — Felix disse. — Mas, caso esse plano não funcione, por acaso existe algum outro?
— Nerissa continuará nos ajudando sempre que for possível.
— Ainda estou surpreso que sua principal rebelde seja uma garota.
— Minha principal rebelde é uma garota, mas não é Nerissa. Ainda assim, não sei o que teria feito sem ela.
Felix deu de ombros.
— Para mim, garotas são belas companhias, não companheiras rebeldes. São boas para lavar nossas roupas e preparar refeições depois de um longo dia. — Ele abriu um sorrisinho para Jonas. — E, é claro, são excelentes para aquecer a cama.
Jonas olhou para ele, achando um pouco de graça.
— Acho melhor você guardar essa opinião para si quando conhecer Lysandra.
— Ela não é bonita?
— Ah, é, sim. Muito bonita, na verdade. Mas vai entregar seu traseiro em uma bandeja enferrujada se pedir que prepare refeições ou lave suas roupas. E principalmente se a convidar para aquecer sua cama.
— Se ela é tão bonita como está dizendo, talvez eu tente persuadi-la a mudar de ideia.
O sorriso de Jonas se abriu ainda mais.
— Boa sorte. Lembrarei de levar flores para o seu túmulo.
Felix riu.
— Você acha que seu contato vai aparecer? — ele perguntou quando entraram na Cidade de Ouro. Depois de algumas missões de exploração e mais uma confirmação de Nerissa, ficaram sabendo que a segurança tinha sido elevada ao nível mais alto. Entrar escondido no palácio seria impossível.
Entrar na cidade, no entanto, era outra questão.
— Vamos descobrir logo — Jonas respondeu.
Por cautela, ambos usavam longos mantos com capuz. Apesar do grande número de guardas — nos portões, posicionados em torres ao redor das muralhas da cidade, patrulhando as ruas a pé ou a cavalo —, ninguém prestou muita atenção neles.
Finalmente chegaram ao destino, e Felix passou os olhos pela movimentada estrada de pedra.
— Vou patrulhar aqui fora. Se sentir algo errado, mando um sinal.
— Como vai mandar um sinal?
— Confie em mim, você vai saber.
Confie em mim.
Tanta coisa em Felix lembrava Brion que, para Jonas, confiar nele era quase um instinto. Para Jonas, era tão fácil abrir sua alma toda noite em volta da fogueira, contar a Felix o que havia dado errado e como desejava poder consertar tudo para que as coisas entrassem nos eixos. Voltaria até aquele dia fatídico em que ele e o irmão, Tomas, chegaram na banca de vinhos do pai e encontraram um lorde e uma princesa de um reino vizinho fazendo compras.
A vida tinha sido dura, mas maravilhosamente simples até aquele dia. Era como se Jonas estivesse lutando para voltar no tempo. Não, não queria aquilo. O que os paelsianos mais precisavam era verdade e liberdade. Com esses dois prêmios, poderiam encontrar uma forma de se governar. Sem a necessidade de um trono.
— Ei — Felix segurou o ombro de Jonas. — Não se preocupe. Vai dar tudo certo.
— Não estou preocupado.
— Mas se seu contato não chegar logo, vamos ter de ir embora. É muito perigoso ficar tão perto do palácio, principalmente com seu belo rosto estampado em cartazes por todo lado.
Jonas foi obrigado a concordar.
Ele deixou Felix do lado de fora e entrou rápido no pequeno templo apertado entre duas tavernas movimentadas. Uma estátua de mármore de três metros da deusa Cleiona estava perto da entrada. Tinha cabelos longos e fluidos, expressão tranquila, apesar de esnobe, e os símbolos do fogo e do ar — elementos que incorporava — entalhados nas mãos erguidas. Os trajes, apesar de esculpidos em mármore, eram finos e quase transparentes, deixando pouco espaço para a imaginação.
Esses seios são dignos de adoração, pensou ao passar pela escultura. Puxou o capuz do manto escuro para proteger mais o rosto e entrou no grandioso altar. Só havia três outras pessoas lá dentro, sentadas nos bancos, de olhos fechados.
Jonas sentou perto do fundo e esperou.
Não havia templos em Paelsia. Não havia religião oficial nem divindades. No entanto, durante suas breves visitas a Paelsia nos últimos dias, passara a ver pequenos ídolos de argila parecidos com o falecido chefe Basilius. Aquilo o enojava, pois sabia que o chefe era um mentiroso, um ladrão, vivendo de maneira egoísta e presunçosa em seu complexo enquanto o povo morria de fome.
Não ficara de luto por sua morte, nem por um instante.
Jonas esperou no templo silencioso. O ritmo das batidas de seu coração era a única maneira de saber quanto tempo havia se passado. Finalmente, ouviu o rangido das portas principais se abrindo, seguido de passos.
— Espere do lado de fora — a nova devota disse com firmeza para o guarda que a acompanhava. — Preciso ficar a sós com minhas preces.
— Sim, princesa.
Jonas se escondeu ainda mais nas sombras e observou a princesa Cleo atravessar o corredor e passar por uma fileira de bancos de frente para um grande mosaico da deusa, seguindo para os fundos do templo através de uma passagem arqueada. Ele levantou e, olhando para a entrada para se certificar de que o guarda tinha saído, a seguiu pela passagem que levava a uma sala menor.
Centenas de velas reluziam em prateleiras estreitas, celebrando e atestando a magia de fogo da deusa.
Cleo acendeu uma vela e a colocou com cuidado ao lado das outras.
Ele esperou em silêncio.
— Recebi sua mensagem — ela disse, sem se virar.
— Fico feliz.
— Fica?
— Sim. É bom ver você de novo. — Depois de todas as dificuldades que ele enfrentou, ver a princesa em pessoa aliviava seu coração. — Você vai olhar para mim?
— Ainda não decidi.
— Como assim? Não nos despedimos como amigos?
— Foi mesmo? Se bem me lembro, da última vez que nos vimos, você estava gravemente ferido e todos os seus amigos estavam mortos.
Ele se encolheu ao lembrar daquele dia terrível.
— Eu queria que você partisse comigo.
— E depois? Viver em árvores com um grupo de paelsianos que me despreza simplesmente por ser quem sou?
Jonas se permitiu imaginar um futuro exatamente assim — ele e Cleo vivendo juntos em uma casa na árvore, cercada de pássaros e esquilos, bem acima do resto do mundo.
O pensamento absurdo quase o fez rir.
Não, sua vida era muito mais mundana e prática do que aquilo — e a dela também.
— Talvez não — ele disse. — Palácios com camas enormes e confortáveis para compartilhar com seu novo marido são muito mais do seu agrado, sem dúvida.
Ela se virou com os olhos em chamas e deu um tapa nele. Ou pelo menos tentou — Jonas segurou seu pulso antes de o golpe atingi-lo.
Ela recorreu com tanta rapidez à violência — tão diferente da maioria dos auranianos, que tinham uma tendência muito maior a beber, comer e adorar os próprios reflexos do que lutar com as próprias mãos.
— Calma, alteza. Um encontro clandestino com um criminoso procurado não é o melhor lugar para fazer escândalo. Existem testemunhas em potencial cochilando aqui por perto.
— Você ficou tanto tempo sem dar notícias que achei que estivesse morto.
— Não achei que se importasse.
Ela soltou um resmungo de frustração.
— Alguém colocou sua mensagem dentro do meu caderno de desenho sem eu perceber. Tive a sorte de encontrar a tempo de arrumar uma desculpa para vir até aqui.
— Não sabia que você era artista.
Cleo olhou feio para ele, com os braços cruzados sobre o corpete do vestido violeta. O traje não era tão revelador quanto o da deusa do lado de fora, mas Jonas não estava reclamando.
— Pelo jeito — ela afirmou devagar, irritada —, você não só está vivo como pronto para fazer piada com tudo o que eu disser.
A princesa era tão direta quanto ele se lembrava — uma das qualidades que ele mais apreciava. Não se preocupava com a etiqueta real apropriada em sua presença, o que estava bom para Jonas. Sinceramente, ele não havia se dado conta do quanto sentia a falta dela até aquele momento.
— De jeito nenhum, vossa alteza. Estou muito grato por vir me encontrar.
— Você está sendo caçado como um porco selvagem. Foi muita tolice entrar na cidade.
— Mesmo assim, aqui estou.
— Já ouvi falar de sua vitória no campo de trabalho da estrada.
Ele franziu a testa.
— Aquilo não foi vitória nenhuma.
— Talvez não como um todo, mas você finalmente teve sua vingança sobre Aron, não teve? — Ela retorceu as mãos, fazendo o grande anel de ametista brilhar à luz das velas. — Não estou dizendo que ele não merecesse, claro. Merecia, sim. E odeio sentir qualquer luto por ele. Mas é mais uma peça da minha antiga vida que foi tirada deste mundo.
Jonas franziu a testa.
— Quem disse que fui eu quem matou Aron?
— Eu imaginei… — Uma sombra de confusão atravessou o rosto dela. — Não foi você?
— Não. — Ele não podia reivindicar a morte do assassino de seu irmão e de seu amigo. — Cheguei tarde demais para executar a tarefa com minhas próprias mãos. Mas eu o teria matado, se seu marido não tivesse me roubado a oportunidade.
Cleo ficou olhando para ele.
— Está dizendo que… Magnus matou Aron? Mas por quê?
Pelo jeito, ninguém sabia da verdade no palácio.
— Porque Aron Lagaris matou a mãe do príncipe Magnus.
— O quê? — Ela se esforçou para encontrar palavras, e uma onda de emoções desconhecidas tomou conta de seu rosto. — Mas… mas ainda estão dizendo que você foi o responsável pelo assassinato da rainha.
É claro que estavam. Sem isso, os cartazes de “procurado” não passariam de combustível para fogueira.
— Você achou que eu fosse o culpado?
— Não, nem por um instante. Você não mata mulheres indiscriminadamente, nem mesmo a esposa do rei. Você está acima disso.
Jonas ficou satisfeito ao ouvir aquela opinião a seu respeito, mesmo que todos os demais estivessem prontos para tirar as piores conclusões.
— Infelizmente, lorde Aron não estava no mesmo patamar.
— Magnus matou Aron porque Aron matou sua mãe — ela repetiu para si mesma, trêmula.
Ele sentiu uma pontada de ciúmes ao ouvir Cleo mencionar o nome do príncipe tão casualmente, mas tentou ignorar. Não tinha tempo para emoções tão pequenas. Estava na hora de ir direto ao assunto daquele encontro.
— Pouco tempo atrás, perguntei se você poderia se tornar minha espiã dentro do palácio — ele disse. — Estou perguntando de novo.
— O que quer que eu faça?
Ela respondeu tão rápido que ele precisou de um segundo em silêncio para se recompor.
— Preciso saber quais são os próximos passos do rei. Conquistar Paelsia e Auranos foi apenas o primeiro. Tenho razões para acreditar que existem motivos velados por trás da Estrada Imperial.
Motivos que exigiam que um vigilante exilado liderasse a construção. E, se o rei tinha um vigilante construindo a estrada, a obra com certeza ia além de uma mera ligação entre os três reinos — era uma maneira de chegar à magia.
Cleo olhou para ele, impaciente.
— Você acha que o rei me convida para participar das reuniões do conselho e pede minha opinião? Não sei nada sobre seus planos.
— Você é casada com o príncipe.
— E daí? Acha que isso me dá privilégios especiais?
— É claro que sim. O fato de estar aqui demonstra que não está trancada em seus aposentos como antes do casamento.
A expressão dela se tornou sombria.
— Algumas coisas mudaram, mas outras continuam exatamente iguais. Agora posso sair do palácio, mas ainda não tenho permissão de ir além das muralhas da cidade. E estou sempre cercada de guardas.
— Exceto agora.
Ela levantou o queixo.
— É, você tem razão. Estou completamente indefesa. Se você decidir que não sou tão útil quanto esperava, pode cortar minha garganta e me deixar aqui como uma mensagem para o rei.
Ele ficou mais entretido do que insultado com aquela declaração absurda.
— Até poderia. Mas acho que já estabelecemos que não mato mulheres.
— Que sorte a minha.
Jonas esperava resistência, mas, agora que sabia que ela estava disposta a ouvi-lo, considerou suas opções.
— Deixando de lado o rei e sua estrada por um instante, preciso falar com você a respeito de outra coisa. Vários amigos meus estão aprisionados no calabouço do palácio.
— Deixe-me adivinhar: você quer resgatá-los.
Jonas olhou nos olhos dela.
— Queria muito tentar. Qualquer coisa que ouvir sobre eles, me avise.
Ela o encarou por um instante em silêncio, impressionada.
— Você vai acabar sendo morto.
— Sem dúvida.
— E vai me levar junto. — Ela retorceu mais as mãos, aproximando-se da luz das velas, que iluminaram de leve seu cabelo dourado. — Como se eu já não tivesse problemas suficientes.
O temperamento forte da princesa agora se reduzia a cinzas. De repente, ele se sentiu compelido a perguntar algo que estava em sua cabeça desde o dia do casamento.
— Ele é violento com você?
— O rei?
— Não, o príncipe. Ele… machuca você?
Se Cleo dissesse que sim, Jonas encontraria Magnus e o mataria, independente das consequências. Acabaria com ele e o deixaria nas Terras Selvagens, em pequenos pedaços ensanguentados para o consumo das feras que viviam lá.
Ela hesitou, franzindo a testa e unindo as sobrancelhas.
— Não. Na verdade, ele nunca fala comigo, a menos que seja necessário.
Jonas mal pôde conter um suspiro de alívio.
— Ótimo.
— Ah, sim, é uma maravilha ser completamente ignorada por aqueles que controlam meu destino.
Mais um vez, a indignação de Cleo incitou um sorriso em Jonas.
— Você controla seu destino, princesa. Mais ninguém.
Ela o analisou com perplexidade nos olhos.
— Você é o garoto mais irritante que já conheci.
Aquilo o fez soltar uma gargalhada.
— Deve ser um páreo duro entre mim e o príncipe.
— Você parece muito obcecado por Magnus. Acho que da próxima vez vou tentar marcar um encontro entre vocês dois.
— Já está pensando no nosso próximo encontro. Gosto disso.
Cleo ficou com o rosto corado.
— Não seja tão confiante, rebelde.
Ele tentou conter o sorriso.
— Já expliquei o que preciso de você. Agora me conte qual é o seu plano, princesa.
— Meu plano? — Ela levou a mão ao peito. — Por que acha que tenho um plano? Talvez só esteja grata por ainda estar viva.
Jonas sabia que, se ela não sentisse que ainda havia alguma chance de retomar o trono, já teria fugido havia muito tempo. Com Jonas, com seu amigo Nic, com qualquer um que pudesse ajudá-la a escapar dos Damora para sempre.
— Você não vai continuar viva por muito tempo se permanecer no meio de seus inimigos — Jonas disse. — Acha que estou errado?
Cleo o encarou sem piscar.
— Não, não está errado.
Ela tinha a mesma facilidade para confiar que ele. Jonas conseguira conquistar grande parte dessa confiança, mas ainda havia uma parte a ser reconstruída depois de tanto tempo sem contato.
— Posso fazer algo para ajudar? — ele perguntou.
— Você quer me ajudar?
— Não tenho interesse nenhum em Auranos, mas não quero que o Rei Sanguinário fique no comando deste reino nem um dia além do necessário. Mais terras dão a ele mais poder. Se não posso resolver eu mesmo, vou ajudar quem tiver condições de destruí-lo. Essa pessoa poderia ser você?
Cleo o encarou com uma expressão metade desconfiada, metade infinitamente esperançosa.
— Poderia ser.
— Então me considere ao seu dispor, alteza. — Não restava muito tempo. Ele já tinha demorado demais, e Felix devia estar se perguntando sobre seu paradeiro. — Pode me mandar recados através de Nerissa.
Cleo ergueu as sobrancelhas.
— A costureira de Pico do Falcão?
Ele assentiu.
— Ela está trabalhando como criada no palácio. Se ficar sabendo de alguma coisa, mesmo que possa parecer insignificante, mande uma mensagem para Nerissa, e ela a entregará a mim.
— Ainda está aliado a ela? Confia nela?
Ele fez que sim.
— Ela já me deu diversas provas de que é digna de confiança.
O olhar dela tornou-se mais inquisidor.
— Sim, tenho certeza disso.
O que era aquilo nos olhos dela? Desconfiança? Ou ciúmes? Com certeza não era ciúmes, embora a ideia fosse intrigante.
A expressão séria de Cleo deu lugar a um sorriso tão brilhante e belo que seria capaz de interromper o mais cruel dos assassinos.
— Antes meu inimigo, Jonas Agallon agora deseja ser meu herói de armadura brilhante. Como as coisas mudam…
Pouco tempo antes, ele desprezava Cleo, pois a garota estava ao lado de lorde Aron quando seu irmão sangrou até a morte. Ele a culpara tanto quanto ao covarde que empunhara a lâmina.
Mas, apesar de ter sido deposta e de tudo pelo que passou, ainda era uma princesa mimada que não tinha ideia de como era uma vida como a de Jonas.
E ele não desejava ser o herói de ninguém.
Cleo tinha potencial para ajudá-lo, e vice-versa. Isso era tudo o que haveria entre eles.
Pensar assim tornava tudo muito mais fácil.
— Tem mais alguma coisa para me dizer? — ela perguntou depois que ambos ficaram em silêncio.
— Apenas isso. — Ele a agarrou, pressionou seu corpo contra a parede e lhe beijou com vontade. Depois a soltou, cobriu a cabeça com o capuz e saiu do templo.
Talvez as coisas não fossem tão simples, afinal.

Um comentário:

  1. Aí cara se o Jonas morrer eu vo pirar , eles dois tem que ficar juntos

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Boa leitura, E SEM SPOILER!