3 de setembro de 2018

Capítulo 4

LUCIA
PAELSIA

Ele havia pedido para ela chamá-lo de Kyan. Não parecia ter muito mais de vinte anos. Tinha cabelo loiro-escuro, olhos cintilantes cor de âmbar, e era mais alto do qualquer homem que Lucia já tinha visto.
Imortal e indestrutível. Onipotente e temível. Capaz de acabar com a vida de um mortal em um lampejo de fogo e dor com um simples pensamento. Era o deus elementar do fogo, previamente aprisionado em uma esfera de âmbar por vários séculos.
E agora estava ali diante dela, sorvendo sopa de cevada em uma pequena taverna no norte de Paelsia.
— Isso está absolutamente delicioso — Kyan disse sinalizando para a atendente trazer mais uma tigela.
Lucia olhou para ele com descrença.
— É apenas sopa.
— Você diz isso como se não fosse um milagre contido em uma tigela de madeira. É subsistência que alimenta tanto o corpo quanto a alma. Os mortais podem viver de carne sem tempero e grama e, ainda assim, optam por criar receitas com perfume e sabor divinos. Se utilizassem a mente dessa forma para tudo, em vez de perder tempo brigando e se matando por razões insignificantes...
Quando se viram pela primeira vez, Lucia esperava que ele devastasse Mítica completamente em sua missão para assassinar o inimigo — um vigilante chamado Timotheus que, segundo Kyan, era o único imortal remanescente com o poder de aprisioná-lo de novo.
Naquele momento, ela estava tão tomada pelo luto que não conseguiu pensar direito. Sua dor era tão grande que era a única coisa que queria compartilhar com o mundo.
Lucia se perguntava o que seu pai e seu irmão diriam se pudessem vê-la agora, sentada em uma taverna, de frente para o deus do fogo tomando sopa. O pensamento quase a fez sorrir.
— Coma. — Kyan apontou para a tigela de Lucia.
— Não estou com fome.
— Quer definhar e morrer? — Ele levantou as sobrancelhas. — É isso o que está fazendo? Privando-se de alimento para poder se juntar a seu amado Vigilante?
Sempre que Kyan usava a palavra “Vigilante”, sua expressão ficava sombria, e seus olhos cor de âmbar ardiam em azul vivo. Raiva. Ódio. Desejo de vingança. Tudo isso fervilhava logo abaixo do exterior distinto de seu poderoso ser.
Era mais ou menos o que acontecia quando Lucia ouvia o nome de Ioannes.
A dor de saber que ele também a estava usando para benefício próprio havia diminuído nos dias seguintes a sua perda. A cicatriz que havia se formado sobre aquela ferida tinha ficado mais espessa, mais forte, oferecendo a proteção de uma armadura.
Ninguém nunca mais a usaria daquela forma.
— Não — ela respondeu. — Acredite, quero viver.
— Fico muito feliz em ouvir isso.
Lucia ficou olhando para a tigela e levou uma colherada de sopa à boca.
— Está aguada e insossa.
Kyan estendeu o braço e pegou um pouco para experimentar.
— Para você, talvez. Mas não deixa de ser um milagre.
O milagre que Lucia mais queria era encontrar uma bruxa — quanto mais velha e mais versada, melhor. Eles precisavam de alguém que soubesse encontrar um tipo muito especial de roda de pedra utilizada como passagem mágica direto para o Santuário, mundo dos imortais, onde os Vigilantes protegiam a Tétrade em suas prisões de cristal por milênios.
Lucia quis saber por que nem ela nem Kyan — por mais poderosos que fossem — podiam sentir essa magia sem ajuda externa. Ele explicou que não havia magia para sentir, que tal magia havia sido ocultada para proteger o Santuário de ameaças externas.
Portanto, não precisavam da magia de uma bruxa para encontrar essas rodas de pedra, e sim de uma bruxa que as tivesse visto com os próprios olhos e soubesse o que representavam.
Assim que encontrassem uma, Lucia poderia usar sua magia para arrancar Timotheus de seu paraíso seguro.
Lucia percebeu que Kyan a observava e tirou os olhos da tigela.
— Ainda quer me ajudar, não quer? — ele perguntou, mais suave.
Ela assentiu.
— É claro. Odeio os Vigilantes tanto quanto você.
— Duvido muito. Mas com certeza seu sentimento é de hostilidade, depois de tudo o que aconteceu. — Ele suspirou. De repente, pareceu extremamente mortal aos olhos de Lucia: muito vulnerável e cansado. — Quando Timotheus estiver morto, talvez eu encontre a paz.
— Assim que ele estiver morto, vamos encontrar sua família, e depois você vai ter paz — ela respondeu. — E qualquer um que ficar em nosso caminho vai se arrepender profundamente.
— Minha pequena feiticeira brutal. — Ele sorriu para ela. — Você me faz lembrar tanto de Eva. Ela nos protegia também. Era a única que entendia o que queríamos, do que precisávamos, mais do que qualquer um.
— Ser livres, e formar uma verdadeira família.
— Sim.
Não era de conhecimento de todos que a Tétrade fosse mais do que apenas forças mágicas encerradas dentro de cristais. Eram seres elementares, com esperanças, sonhos e objetivos. Mas todos os que acreditavam em sua existência, incluindo o pai adotivo de Lucia, o rei Gaius, achavam que não passavam de tesouros brilhantes que ofereciam o poder supremo a quem os possuísse.
Assim que ela e Kyan invocassem Timotheus no Santuário, Lucia drenaria toda a magia do Vigilante até torná-lo mortal.
E então ela o mataria, assim como havia feito com Melenia.
Lucia havia se deleitado tanto com a morte daquela bela imortal — uma mulher que havia corrompido Ioannes a ponto de ele quase matar Lucia. Ela havia usado o sangue de Lucia para escapar da própria prisão e despertar Kyan, seu antigo amante.
Mas a dor nos olhos de Melenia, segundos antes da morte, quando se deu conta de que seu amor nunca foi correspondido...
Foi uma vingança muito, muito doce.
— E se encontrarmos uma bruxa, e ela se recusar a nos ajudar? — Lucia perguntou. — Vamos ter que torturá-la?
— Tortura? — Ele franziu a testa. — Acho que não será necessário. Sua magia será suficiente para nos ajudar a conseguir o que precisamos.
Ela sabia que sua magia era mais poderosa que a de uma bruxa comum, mas mal tinha começado a aprender a usá-la. Queria saber mais.
— O que quer dizer?
— Eva tinha uma adaga dourada que utilizava para talhar símbolos na pele das pessoas, tanto de imortais quanto de mortais. Os cortes garantiam obediência e sinceridade em qualquer indivíduo que ela escolhesse.
Essa adaga devia ter sido o que Melenia havia usado em Ioannes para manipular sua mente, obrigá-lo a fazer o que ela ordenava, e tentar matar Lucia.
O ato ganancioso deveria ter terminado com a morte de Lucia, mas, em vez disso, Ioannes havia tirado a própria vida.
Lucia queria tanto perdoá-lo, sabendo que ele tinha sido manipulado. Mas muitos estragos já tinham sido feitos, e ela não tinha forças para reunir compaixão.
— Então Eva tinha uma adaga mágica — ela disse, dando de ombros. — Como essa história me ajuda?
— Eva conseguia compelir mortais a dizer a verdade mesmo sem a adaga. Era uma combinação de toda sua magia, misturando os elementos para criar algo novo... algo acima do que qualquer um podia fazer. Manipular as escolhas das pessoas e moldá-las. Obter a verdade de uma língua relutante. A mesma magia com que a adaga havia sido inoculada no momento de sua criação era a magia que ela possuía naturalmente. Você também a possui, pequena feiticeira.
Lucia olhou para ele admirada ao pensar no número de possibilidades que isso apresentava.
— Para ser sincera, nunca vivenciei nada assim. Parece bom demais para ser verdade. Quero dizer... tenho a magia de Eva, mas não sou imortal como ela.
— A imortalidade não tem nada a ver com isso, na verdade. — Kyan limpou sua terceira tigela de sopa. — No entanto, você está certa em observar que tem apenas dezesseis anos, e Eva era uma anciã que não envelhecia. Você vai precisar de muita prática antes de estar pronta para utilizar esse poder sem nenhuma dificuldade.
Ela franziu a testa.
— Dificuldade? Como o quê?
— É melhor mostrar do que dizer. — Ele indicou a atendente que se aproximava com a cabeça. — Experimente esse novo dom com ela. Capte o olhar dela. Use sua magia mais profunda como se fosse uma substância que ela pudesse inalar, e faça-a contar um segredo.
— Muito claras suas instruções, não é mesmo?
Ele deu de ombros.
— Não posso fazer por conta própria. Só vi acontecer. Mas sei que está dentro de você. Deve ser capaz de sentir sua formação e a fluidez por meio de todos os poros de seu corpo.
— Bem... posso acender velas apenas olhando para elas.
— É como essa magia simples, sim. Mas vai além. É mais profunda. Maior. Mais épica.
Mais épica? Ela revirou os olhos, ao mesmo tempo exasperada e fascinada com tudo o que ele tinha dito.
— Está bem. Vou tentar.
O dom de obter a verdade dos lábios de alguém era uma habilidade tentadora demais para ignorar. Seria muito útil em incontáveis situações.
A atendente chegou à mesa e deixou outra tigela fumegante de sopa diante de Kyan.
— Aqui está, bonitão. Gostariam de mais alguma coisa?
— Para mim, não. Mas minha amiga tem uma pergunta para você.
A atendente olhou para Lucia.
— O que é?
Lucia respirou fundo e encarou a mulher nos olhos. Fazer uso de magia havia se tornado algo natural, com que ela havia se acostumado, mas aquilo era diferente.
Mostre-me o caminho, Eva, ela pensou. Deixe-me ser como você.
Enquanto o anel de ametista que ela usava no dedo médio da mão direita ajudava a controlar as partes mais selvagens e incontroláveis de seus elementia, ela ainda sentia aquele turbilhão de escuridão no fundo de seu ser. Um oceano infinito de magia contido dentro dela. Era como se Lucia pudesse enxergar aquela magia — uma magia cuja superfície ainda conhecia pouco.
Despertar a Tétrade tinha significado mobilizar esse oceano em espiral. Lucia tinha mergulhado tão fundo nele que quase tinha se afogado. Precisava ir lá de novo, até aquele lugar profundo e perigoso. Não se tratava de acender um pavio. Não era como fazer uma flor levitar, curar um arranhão ou transformar água em gelo.
A magia nas profundezas de seu ser se misturava e fundia na forma de uma adaga. Lucia visualizou a adaga negra pressionada contra a garganta da atendente.
— Conte-me seu segredo mais obscuro. Aquele que nunca contou a ninguém — Lucia disse as palavras, envolta por zumbidos que ecoavam, e as forçou a entrar na mente da mulher.
— Eu... hum... o quê? — a atendente bradou.
Lucia respirou fundo e pressionou ainda mais aquela adaga invisível na garganta da mulher.
— Seu segredo mais obscuro. Conte agora. Não resista.
Um tremor violento percorreu o corpo da atendente, e sangue começou a escorrer de seu nariz.
— Eu... matei minha irmã mais nova quando tinha cinco anos. Sufocada com um cobertor.
Surpresa, Lucia se esforçou para manter a concentração.
— Por quê?
— Ela... ela tinha a saúde frágil. Minha mãe passava o tempo todo com ela e nenhum comigo. Eu era ignorada. Então me livrei dela. Eu a odiava e nunca me arrependi do que fiz.
Lucia finalmente rompeu o contato visual com a atendente, indignada com a confissão.
— Pode ir.
A mulher limpou o sangue do nariz sem pensar, depois se virou e saiu rapidamente sem dizer mais nada.
— Muito bem. — Kyan balançou a cabeça. — Eu sabia que você ia conseguir.
— A magia causa dor neles — Lucia observou. — Não em mim.
— Apenas se eles tentam resistir. Eva tinha tanto controle sobre o poder que ninguém resistia, e ninguém se machucava. Você vai ficar mais forte com o tempo.
Um pouco de sangue não era motivo nenhum para culpa. Essa habilidade valia o preço a ser pago, mas Lucia resolveu naquele instante que usaria o poder da verdade com moderação. Algumas verdades não deviam ser reveladas.
Mas algumas sem dúvida sim.
— O que ela confessou me fez lembrar de um segredo meu — Lucia disse, com os pensamentos girando na cabeça.
— O quê?
— Quando era bebê, fui roubada por uma bruxa a mando do rei Gaius. Sei que minha mãe biológica foi assassinada, mas não sei nada sobre meu pai de verdade. — Ela hesitou. — Se ele ainda estiver vivo, quero encontrá-lo. E quero saber se tenho algum irmão ou alguma irmã.
Apenas considerar a possibilidade de ter sua verdadeira família de volta lhe trouxe vida nova e uma sensação eufórica de esperança.
Terminando a refeição, Kyan levantou da mesa e ofereceu a mão a Lucia.
— Vou ajudá-la a encontrar sua família. Prometo.
Ela ficou tão surpresa que não conseguiu conter o sorriso.
— Obrigada.
— É o mínimo que posso fazer por você, minha pequena feiticeira, depois de tudo o que já fez por mim.
Lucia pegou seu manto, tirou uma bolsa de moedas e colocou uma de prata sobre a mesa para pagar pela refeição, com a cabeça ainda tonta com a nova descoberta poderosa.
Um homem careca e de barba preta bem aparada aproximou-se da mesa, sorrindo.
— Boa noite aos dois.
— Boa noite — Kyan respondeu.
Ele colocou a ponta de sua adaga sobre a mesa.
— Não sou muito de apresentações formais, então vou direto ao ponto. Estou muito interessado naquela linda bolsa de moedas que você estava exibindo. Que tal entregá-la para mim, e todos vamos sair desta taverna ilesos?
Lucia olhou para ele com descrença.
— Como ousa me insultar? — ela murmurou, levantando.
Ele riu.
— Sente, garotinha. Você também — ele disse, lançando um olhar agressivo para Kyan.
— Lucia — Kyan disse calmo, voltando a se sentar. — Está tudo bem.
— Não, não está. — Em uma fração de segundos, Lucia já estava pronta para arrancar a pele daquele ladrão odioso, um centímetro de cada vez, pelo insulto.
— Ah, você é nervosa, é? — O olhar repulsivo do ladrão deslizou sobre seu manto aberto enquanto ele balançava a cabeça, demonstrando ter gostado do que viu. — Gosto de garotas bonitas e nervosinhas. As coisas ficam mais interessantes.
— Kyan — Lucia grunhiu. — Posso matá-lo?
— Ainda não. — Kyan recostou na cadeira e pressionou a palma das mãos sobre a mesa, parecendo extremamente calmo. — Está vendo, Lucia? Este é um exemplo perfeito do que eu estava dizendo agora há pouco. Os mortais têm tanto potencial, mas desejam coisas tão vis e insignificantes. Algumas moedas de ouro ou prata, sexo sem importância... Pequenos símbolos de poder ou de prazer momentâneo. Os imortais não são muito melhores. Isso me causa repugnância. — Ele olhou para o ladrão e balançou a cabeça. — Se tivesse simplesmente pedido ajuda, eu teria ajudado. Está com fome? Deixe que paguemos uma refeição. Recomendo a sopa de cevada.
O ladrão o encarou.
— Como se você fosse mesmo ajudar um estranho.
Kyan assentiu.
— Se todo mortal olhasse para os outros como amigos, e não como inimigos, o mundo seria um lugar muito melhor, não seria?
Lucia olhou para Kyan totalmente estupefata. Ele estava falando como um sacerdote limeriano que fazia longos sermões sobre a deusa Valoria e suas virtudes.
Confie em estranhos. Seja altruísta. Seja gentil.
Ela costumava acreditar nessas bobagens.
— É extremamente gentil de sua parte, amigo — disse o ladrão, sorrindo. Depois levantou a adaga e investiu com força, prendendo a mão de Kyan à mesa. — Mas prefiro pegar o que pedi. Me dê a bolsa de moedas agora, ou vou enfiar minha adaga no seu olho.
Lucia ficou olhando para Kyan em choque enquanto o deus do fogo analisava calmamente a mão empalada.
— Eu lhe ofereci ajuda, e você fez isso? — ele perguntou, consternado.
— Não pedi sua ajuda. Só pedi seu ouro.
Kyan puxou a mão devagar, forçando a lâmina a cortar entre os dedos. O ladrão fez uma careta e quase vomitou.
— Mas quê...?
Livre da adaga, Kyan levantou. A expressão pacífica já não passava de lembrança. Seus olhos ficaram azuis, tão vivos que iluminaram a penumbra da taverna.
— Sua fraqueza me enoja — ele disse. — Preciso extirpá-la do mundo.
O ladrão deu um passo para trás, levantando as mãos em rendição.
— Não quero causar problemas.
— É mesmo? Pois quase me enganou — Lucia respondeu, a pele ainda formigando por causa do jeito lascivo como o homem tinha olhado para ela. — Mate esse mortal deplorável, Kyan, ou eu mesma faço isso.
Ela sentiu o calor antes de ver o fogo. Um estreito flagelo de chamas serpenteou na direção do homem, lambendo suas botas e subindo aos poucos pelos tornozelos, pela panturrilha e coxa como uma videira de fogo. Todos os clientes da taverna perceberam, e cadeiras arranharam o piso de madeira enquanto homens e mulheres se levantaram ao mesmo tempo, alarmados.
Lucia viu o lampejo de medo nos olhos das pessoas e o estranho fogo envolver o ladrão.
O sujeito ficou encarando Kyan com olhos arregalados.
— Não! Não, o que quer que esteja fazendo, não faça isso!
— Já está feito — Kyan respondeu.
— Você... O que você é? Um demônio! Uma fera perversa das terras sombrias!
As chamas engoliram sua boca e seu rosto, até seu corpo inteiro se transformar em uma tocha. Então, de repente, o fogo passou de âmbar intenso a azul brilhante, como havia acontecido com os olhos de Kyan.
O ladrão gritou. O som agudo fez Lucia se lembrar de um coelho assustado preso entre os dentes de um lobo.
A multidão ao redor deles se dispersou, tropeçando uns nos outros na pressa de sair. O ladrão continuou a queimar, e o fogo tomou conta das cadeiras, das mesas e do piso de madeira. Logo, a taverna inteira ardia em chamas.
— Ele mereceu morrer — Kyan disse calmo.
Lucia assentiu.
— Concordo.
Ainda assim, sentiu-se trêmula ao segui-lo por entre as chamas — chamas que não a queimaram, nem mesmo a tocaram. Ela olhou para trás quando os gritos finalmente cessaram e viu o corpo do ladrão se estilhaçar como uma estátua de cristal azul caindo sobre um chão de mármore.
Do lado de fora, Lucia olhou para a mão de Kyan.
O ferimento tinha se curado tão perfeitamente que era como se nunca tivesse existido.

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