3 de setembro de 2018

Capítulo 31

MAGNUS
LIMEROS

Magnus tinha visitado o castelo de lorde Gareth apenas uma vez, mas tinha certeza de que se lembrava do caminho. Não conseguiu acessar os estábulos do palácio, então correu até a vila mais próxima e roubou o primeiro cavalo que encontrou — uma égua cinza, provavelmente utilizada apenas para pequenas viagens e pequenos serviços.
Ela ia servir. Teria que servir.
Seu destino ficava a quase meio dia de viagem sentido nordeste, e a neve tinha começado a cair com maior densidade quando o sol se pôs atrás das nuvens cinza-escuras.
Logo a tempestade ficou tão forte que as estradas e passagens ficaram completamente escondidas pela neve. Magnus estava perdido, não conseguia reconhecer um único ponto de referência, e teria que se guiar apenas pelo instinto.
Depois de horas andando com dificuldade pela neve, a égua começou a protestar balançando a cabeça e relinchando de descontentamento. Ela precisava de água, comida, abrigo e descanso. Ele também.
Mas não podia parar.
Magnus se inclinou para a frente e acariciou a crina do animal.
— Por favor, continue. Você precisa continuar. Eu preciso de você.
Em resposta, a égua relinchou bem alto e deu um pulo, expulsando Magnus da sela. Ele caiu no chão, mas se levantou de imediato. Rapidamente, tentou segurar as rédeas, mas elas escaparam de suas mãos enluvadas.
Finalmente livre, a égua saiu galopando para longe.
— Não! — ele gritou.
O príncipe ficou olhando para o animal com desânimo por um longo momento de consternação.
— Que maravilha — ele finalmente murmurou. — Aqui estou, com apenas um manto e um par de luvas inútil como proteção para não morrer congelado neste maldito fim de mundo.
Ele começou a caminhar, notando a posição da lua, às vezes visível por entre aberturas esporádicas nas nuvens. A neve já estava na altura dos joelhos, tornando impossível se movimentar com rapidez.
A lua deslizou para trás de uma nuvem pesada, e mais uma vez seu mundo voltou a mergulhar na escuridão. Mesmo assim, ele seguiu em frente. Mais uma hora. Duas, talvez mais três depois daquela. Fazia muito que tinha perdido a noção do tempo.
Finalmente, foi diminuindo a velocidade até parar. Não queria admitir, mas tinha certeza, e não havia como negar: estava totalmente perdido.
Ficou imaginando qual seria o método escolhido pelo rei para tirar a vida da princesa. Seria gentil com ela, uma garota que já tinha vivenciado tanta dor? Ou seria cruel, aproveitando para torturá-la antes de libertar sua alma?
O rei Gaius tinha tanto medo de uma garota de dezessete anos a ponto de insistir em matá-la com as próprias mãos?
Uma garota amada por seu povo, não apenas por sua beleza, mas por seu espírito e sua coragem.
Magnus tinha sido cruel com ela. Indiferente. Rude, frio e inclemente. A noite anterior tinha sido a pior de todas. Ele tinha saqueado seus aposentos e roubado o cristal da terra enquanto Cleo atirava flechas com Kurtis. E depois, a última coisa que havia dito a ela, era que não queria vê-la nunca mais.
Seu comportamento era imperdoável.
Mas ainda assim ela tinha enxergado além disso, insistido em ver algo a mais nele.
Magnus não era diferente do rei. Ele também tinha medo da princesa. Seu espírito era tão iluminado que o havia cegado.
Mas nunca quis fechar os olhos para bloquear aquela luz.
— Vou matá-lo se ele encostar nela — ele conseguiu botar para fora, com a garganta áspera. — Vou arrancar seu coração.
E pensar que, em um tempo não muito distante, Magnus sonhava em ser como o pai: forte, implacável, decidido. Imune a qualquer tipo de remorso.
Quando soube que foi o rei que ordenou a morte da rainha Althea, Magnus jurou vingança. Mas em vez de tomar uma atitude, ele duvidou de si mesmo a cada passo.
Estava farto de duvidar de si mesmo.
Magnus se obrigou a levantar. Sem muita força, devagar, foi arrastando os pés com dificuldade até o frio se tornar tão grande que, apesar das grossas botas de inverno, ele não conseguia mais sentir os dedos.
Então é assim que termina, pensou.
Justo quando conseguiu enxergar sua vida com total clareza, ela lhe seria tirada. Que piada de mau gosto.
Ele olhou para o céu negro e começou a rir. Flocos de neve se desfaziam sobre seu rosto, escorregando pelo queixo.
— Certo — ele disse, com a risada cada vez mais aguda e dolorosa. — Perdi a sanidade estou perdido. Se Kurtis pudesse me ver agora...
Devia ter arrancado os olhos do rapaz, não apenas a mão.
Eram tantos arrependimentos...
Se aqueles eram realmente seus últimos instantes de vida, preferia pensar em Cleo. Ela uma vez o acusara de ter um coração gelado. Logo aquilo seria uma verdade literal. Ele tinha escutado que morrer congelado era muito parecido com adormecer — pacífico, sem dor.
Mas precisava de dor. Precisava sentir alguma coisa para poder continuar lutando contra a morte.
— Ah, deusa — ele disse em voz alta. — Sei que não fui seu servo mais humilde. Nem acredito em seu esplendor, agora que sei que não passava de uma Vigilante gananciosa com magia roubada. Mas, seja quem for, quem quer que esteja aí em cima olhando por nós, estúpidos mortais, por favor, escute minha prece.
Ele cruzou os braços diante do peito, tentando aproveitar o pouco de calor que ainda restava pelo máximo de tempo possível.
— Faça com que eu sinta dor para saber que ainda estou vivo. Me ajude a continuar a sofrer. Porque, se meu pai já a matou, preciso viver para vingá-la.
A noite estava muito escura. Ele não conseguia ver nenhuma estrela entre as nuvens. Nada para iluminar seu caminho. Apenas a pressão fria da neve à sua volta.
— Por favor, deusa — ele implorou mais uma vez. — Me dê uma chance de consertar as coisas. Prometo nunca mais pedir nada. Por favor. — Ele abaixou a cabeça na neve e fechou os olhos. — Por favor, me deixe viver para matá-lo. Para poder impedir que machuque mais alguém.
De repente, Magnus escutou algo ao longe. Um uivo assustador.
Seus olhos abriram, e ele tentou enxergar na escuridão infinita. O mesmo barulho de novo. Parecia o uivo de um lobo das neves.
Ele olhou para o céu negro.
— Eu estava tentando ser sincero, e é isso que recebo em troca? Um lobo faminto para me dilacerar na pior noite da minha vida? Muito obrigado, deusa.
As nuvens se abriram e, aos poucos, a lua ficou visível novamente.
— Assim está melhor — ele murmurou, empurrando a neve e se forçando a levantar. — Um pouco melhor.
Com a ajuda da pouca luz do luar, ele analisou a área mais uma vez, procurando alguma coisa — qualquer coisa — que pudesse ajudá-lo. Havia uma floresta adiante, depois da planície nevada. Não era tão bom quanto uma vila, mas as árvores podiam oferecer calor e abrigo suficiente para passar a noite.
Magnus se arrastou na direção da floresta, mantendo uma mão na espada roubada, caso lobos famintos decidissem cruzar seu caminho.
Ele conseguiu entrar na floresta, e logo começou a procurar um lugar que pudesse servir de abrigo. Mas quando enfim viu exatamente o que estava procurando, teve certeza de que seus olhos o enganavam.
Era um pequeno chalé de pedra, não muito maior do que a possível moradia de um camponês paelsiano, mas naquele momento parecia muito bem um palácio.
Aproximou-se com cautela e espiou por uma janela suja e coberta de gelo, mas não conseguiu enxergar nada lá dentro. Não havia fumaça saindo da chaminé. Nenhuma vela acesa. Com dificuldade, conseguiu subir os três degraus esculpidos em pedra que levavam à porta.
Tentou a maçaneta. Estava destrancada. A porta abriu sem esforço.
Se aquilo se revelasse obra da deusa, ele prometeu que começaria a rezar com mais frequência.
Magnus entrou e tateou tudo à sua volta até encontrar uma lamparina a óleo e um pedaço de sílex. Bateu o sílex e acendeu o pavio.
Quase começou a chorar quando o cômodo se encheu de luz.
Com a lamparina na mão, ele inspecionou o chalé. Tinha um único cômodo com uma cama de palha no canto, equipado com algumas colchas esfarrapadas, mas secas. No canto oposto, viu um grande fogão a lenha e algumas panelas. Em cima do fogão, perto de outra lamparina, encontrou uma imagem da deusa Cleiona, adornada com os símbolos do fogo e do ar. Aquilo significava que o chalé, em algum momento, tinha sido ocupado por um auraniano — ou um limeriano que adorava secretamente a deusa auraniana.
Ele acendeu o fogo com o modesto suprimento de lenha do chalé. Sentou diante do fogo, sobre um tapete grosso bordado com um falcão e com os dizeres NOSSO VERDADEIRO OURO É O POVO.
Magnus concluiu que o antigo ocupante do espaço provavelmente tinha sido preso e levado para o calabouço por adorar Cleiona. Se Magnus sobrevivesse, jurou que encontraria aquela pessoa e a libertaria.
Não havia lenha suficiente para a noite inteira, então Magnus pegou a lamparina e arriscou sair de novo. Encontrou um machado e uma plataforma de corte, além de pedaços maiores de madeira apoiados na lateral do chalé. Colocou a lamparina no chão e se preparou para fazer algo que nunca tinha feito antes: cortar madeira.
Mas antes que pudesse dar a primeira machadada, um grito não muito distante chamou sua atenção. Magnus vestiu o capuz do manto, pegou a lamparina e o machado, e foi investigar. A cinquenta passos dali, encontrou um homem morto, caído na neve. Ele usava o uniforme verde da guarda kraeshiana e tinha uma flecha fincada no olho esquerdo.
Outro grito chamou sua atenção, vindo da direção do chalé. Ele segurou o machado com mais força e começou a voltar, devagar e com cuidado.
Outro guarda estava morto atrás do chalé, com uma flecha na garganta. Magnus se ajoelhou e arrancou a flecha para ver se levava a marca dos kraeshianos.
Precisava olhar dentro do chalé para ver se havia alguém preparando uma emboscada. Ao se aproximar da porta e notar que estava entreaberta, alguém o atingiu por trás, com força, derrubando-o sobre a soleira. Ele derrubou o machado e bateu as costas no chão. Um agressor coberto por um manto segurava uma flecha e tentava perfurá-lo com ela, mas Magnus o segurou e o derrubou, fazendo a arma cair.
O indivíduo era pequeno e ágil e conseguiu se desvencilhar, mas Magnus o segurou pela parte de trás do manto e o jogou no chão. Ele tirou o capuz do rosto do agressor, pronto para esmagar seu pescoço.
Uma mecha sedosa de cabelo longo se soltou do capuz. Magnus perdeu o fôlego e cambaleou para trás.
Cleo.
Ela tentou alcançar a flecha, mas suas mãos encontraram o machado. Levantou a ferramenta e, com um grito de guerra, investiu na direção dele.
Magnus segurou o cabo do machado pouco abaixo da lâmina e o tirou dela, jogando-o no chão.
Ele a segurou pelos ombros e a empurrou contra a parede.
— Cleo! Cleo, chega! Sou eu!
— Me solte! Vou matar você!
— Sou eu! — Ele abaixou o próprio capuz para ela enxergar seu rosto.
Finalmente seus olhos azul-celeste o reconheceram.
Cleo continuou a olhar fixamente para ele, como se fosse a última pessoa que esperasse encontrar ali — ou em qualquer outro lugar.
— Vou soltar você. — Ele tirou as mãos dela e deu um passo para trás.
Ela estava viva. De algum modo, tinha escapado dos captores, escapado do rei. E tinha acabado de matar dois guardas kraeshianos com nada além das próprias mãos e algumas flechas.
E pensar que ele tinha duvidado de que Cleo se transformaria em uma arqueira habilidosa.
Ela permaneceu em silêncio, imóvel, como se estivesse em choque.
— Está me ouvindo? — ele perguntou com o tom de voz mais calmo que conseguiu emitir.
— Você! — ela de repente esbravejou. — Isso tudo foi obra sua, não foi? Tentando reconquistar a aprovação de seu pai ao me entregar a ele! Então, e agora? Veio até aqui para me matar com suas próprias mãos? Ou vai me levar de volta para aquele castelo para poder observá-lo ter a honra de acabar comigo?
— Cleo...
— Cale a boca! Quase quebrei o pescoço fugindo de Amara. E depois quase morri congelada lá fora! Sim, eu estava com o cristal da terra. Sim, eu menti para você. O que esperava? Que, de repente, começasse a compartilhar tudo com você? Você, o filho do meu pior inimigo?
Magnus continuou apenas encarando Cleo, sem saber se ficava impressionado ou horrorizado com tanta hostilidade saindo da boca de uma garota daquele tamanho.
Não, estava impressionado. Muito impressionado e muito feliz.
O rosto dela ficou vermelho.
— Sei que não ouviu o discurso que fiz de manhã, mas foi muito bom. Com certeza vai achar que estou mentindo, mas pedi que todos o aceitassem como rei.
— E por que faria uma coisa dessas? — ele perguntou com a voz rouca.
— Porque eu acredito em você — ela disse, soltando um suspiro exausto. — Mesmo quando é cruel comigo. Mesmo quando me faz querer sair correndo e nunca mais voltar. Acredito em você, Magnus!
Ela ficou ofegante e respirou fundo, com dificuldade.
Magnus lutou para encontrar a própria voz. Precisava desesperadamente responder.
— Achei que estivesse morta — ele finalmente conseguiu dizer. — Tinha certeza de que já era tarde demais e de que meu pai... de que meu pai tinha...
Cleo piscou.
— Então você... está aqui para me salvar?
— Esse era o plano, mas você parece perfeitamente capaz de se salvar sozinha.
E então ele caiu de joelhos, a atenção fixa no chão de madeira.
— O que está acontecendo? — ela perguntou, preocupada. — Por que não olha para mim?
— Agi como um monstro com você. Eu a magoei várias vezes, mas você continuou acreditando em mim.
— Na verdade, comecei a acreditar recentemente. — Seu tom de voz era incerto, hesitante e baixo.
— Me perdoe, Cleo. Por favor... por favor, me perdoe por tudo o que eu disse. Por tudo o que fiz.
— Você... você realmente deseja o meu perdão?
— Sei que não mereço nem pedir, mas... sim. — Era muito agonizante se dar conta do quanto estava errado sobre ela. Sobre tudo.
Cleo se abaixou, olhando para o rosto dele com preocupação.
— Não está agindo normalmente. Está com dor?
— Sim. Com uma dor terrível.
Cleo estendeu o braço e, com a mão trêmula, tirou o cabelo dele da testa. Magnus levantou os olhos para encará-la. Não conseguia falar, não conseguia encontrar palavras para tudo o que estava sentindo. Então, em vez de falar, apenas ficou encarando seus olhos, sem máscara, sem proteção, com o coração aberto, dolorido e confuso.
— Eu amo você, Cleo — ele disse, finalmente encontrando as palavras sem nenhum esforço, por serem tão verdadeiras. — Amo tanto que chega a doer.
Ela arregalou os olhos.
— O que acabou de dizer?
Magnus quase começou a rir.
— Acho que você me ouviu bem.
Cleo chegou mais perto, ainda acariciando seu cabelo umedecido pela neve derretida. Ele ficou paralisado com o toque, incapaz de se mover ou respirar.
Desprovido de pensamentos ou palavras, apenas sentindo a ponta dos dedos dela sobre sua pele. Ela o acariciou no rosto, no queixo, com o toque cada vez mais presente ao acompanhar a linha da cicatriz.
E se aproximou ainda mais, o bastante para sentir o hálito quente junto a seus lábios.
— Eu também amo você — ela sussurrou. — Agora me beije, Magnus. Por favor.
Com um gemido sinistro, Magnus colou a boca na dela, absorvendo-a, sentindo a doçura de seus lábios conforme sua língua deslizava sobre a dele. Ela correspondeu ao beijo sem restrições. Foi mais profundo, doce e quente do que o beijo que tinham trocado em Pico do Corvo.
Isso — aquela necessidade esmagadora — era o que vinha se formando entre os dois desde aquela noite. Ele achou que poderia esquecer, ignorar seu coração. Mas a lembrança daquele beijo assombrava seus sonhos todas as noites e o distraía todos os dias.
Magnus precisava dela, ele a desejava, ansiava por ela. Nem por um instante seu desejo tinha diminuído.
Cleo interrompeu o beijo. Ele ficou preocupado no mesmo instante. Será que ela estava caindo em si e o afastando? Mas ela apenas o encarou, os olhos bem abertos e escurecidos pelas sombras do chalé.
Ele gentilmente segurou o rosto dela entre as mãos e a beijou mais uma vez, ouvindo um pequeno gemido escapar do fundo da garganta da princesa, um som que quase o enlouqueceu.
Cleo tirou o manto dos ombros dele e puxou as amarras de sua camisa para revelar seu peito. Roçou os lábios em sua pele, e ele a segurou pelos ombros.
— Cleo... por favor...
— Shhh. — Ela pôs a ponta dos dedos sobre os lábios dele. — Não estrague tudo falando. É capaz de começarmos a discutir de novo.
Quando ela sorriu, Magnus soube que já estava arruinado.
Os lábios de Cleo encontraram os dele mais uma vez, e Magnus abriu mão do resquício de controle que ainda lhe restava.
Ele não a merecia. Sabia que não. Era o Príncipe Sanguinário, filho de um monstro, que tinha dito e feito coisas cruéis. Que machucava preventivamente os outros antes que pudessem machucá-lo.
Mas mostraria a ela que podia mudar.
Magnus podia mudar por ela.
Cleo era sua princesa. Não. Ela era sua deusa. Com a pele e o cabelo dourados. Era sua luz. Sua vida. Era tudo para ele.
Ele a amava mais do que qualquer coisa no mundo.
Magnus idolatrou sua bela deusa aquela noite, tanto o corpo quanto a alma, diante do calor do fogo, sobre o tapete que levava o símbolo do reino que seu pai tinha roubado dela.

9 comentários:

  1. MERLIN AGINDO NA VIDA DOS SERES HUMANOS
    PELO ANJO, FINALMENTE, MEUS DEUSES DO CÉU

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  2. Ahhh hh até que enfim se acertaram....ufa

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  3. Não a palavras para descrever a minha decepção , só vou continuar a ler o livro só para não deixar pela metade , mais toda a graça acabou ,nunca na vida que o Magnus merecia ela jamais poderia amar ele .....
    Decepciona com Cleo e Magnus =/

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  4. Então era dela que a profecia falava, um rei tendo como rainha uma deusa? Eu devo estar muito paranoica

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  5. ameeeeeeeeei, Magnus merece amor na vida dele

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Boa leitura, E SEM SPOILER!