16 de setembro de 2018

Capítulo 21

CLEO
PAELSIA

Quando percebeu que Nic, Jonas e Olivia tinham partido sem contar nada sobre seus planos, Cleo não ficou magoada. Ficou furiosa.
— Minha nossa, querida, você vai abrir um buraco no chão de tanto andar de um lado para o outro.
Cleo virou e viu Selia Damora olhando para ela. A mulher a deixava nervosa, mas felizmente as duas tinham se encontrado poucas vezes desde sua chegada. Era difícil acreditar que fazia só três dias que estavam na hospedaria. Pareciam três anos.
— Meus amigos partiram sem se despedir — Cleo respondeu tensa, forçando-se a parar de roer a unha do polegar direito. — Considero esse comportamento imperdoavelmente grosseiro e desrespeitoso. Em especial da parte de Nic.
— Sim, Nic. O rapaz de cabelo vermelho. — Selia sorriu. — Tenho certeza de que não fez por mal. Ele parece gostar de você.
— Ele é como um irmão para mim.
— Os irmãos costumam esconder segredos das irmãs.
— Mas não o Nic. — Cleo remexeu as mãos. — Contamos tudo um ao outro. Bom, quase tudo.
— Venha sentar comigo por um momento. — Selia sentou em uma espreguiçadeira e deu batidinhas no assento ao seu lado. — Quero saber mais sobre a esposa de meu neto.
Era a última coisa que Cleo queria, mas teve que fingir amabilidade. Seria inteligente de sua parte fazer amizade com uma mulher que logo teria acesso à magia, especialmente agora que a magia de Cleo tinha sido roubada — ainda que Selia fosse uma Damora.
Só de pensar no que Ashur tinha feito, ela tremia de raiva. Como ele tinha conseguido roubar a esfera de obsidiana sem que ela notasse? Para Cleo, aquele cristal representava poder e um futuro repleto de escolhas e oportunidades. Mas por ser preguiçosa e desatenta, a esfera tinha sido levada de baixo de seu nariz.
E não havia absolutamente nada que pudesse fazer.
Forçando um sorriso, Cleo sentou hesitante ao lado da senhora.
Selia não disse nada por um tempo, mas observou o rosto de Cleo com cuidado.
— O que foi? — Cleo perguntou finalmente, ainda mais desconfortável do que antes.
— Eu não tinha certeza antes… mas tenho agora. Vejo seu pai em você. Seus olhos são da mesma cor dos de Corvin.
A menção a seu querido pai a deixou tensa.
— Você tinha dúvidas a respeito de quem eram meus pais?
— No que diz respeito a meu filho e a… — ela hesitou — às dificuldades dele com sua mãe, sim, claro que tive muitas dúvidas ao longo dos anos. Achei que houvesse uma chance de Gaius ser seu pai.
O horror de pensar numa possibilidade daquelas a deixou enjoada de repente.
— Meu… meu pai? — Ela cobriu a boca com a mão. — Acho que vou vomitar.
— Ele não é seu pai. Tenho certeza disso agora que estou olhando para você.
Cleo tentou se manter calma, mas a insinuação inesperada da mulher a deixara atordoada.
— Minha… minha mãe não teria… de jeito nenhum…
— Sinto muito se a perturbei com isso. Mas não prefere ter certeza de que você e Magnus estão unidos apenas pelos votos e não pelo sangue? — Ela franziu a testa. — Minha nossa, você está muito pálida, Cleiona.
— Nem sei por que sugere uma coisa dessas — ela disse.
— Não pensei que Gaius tivesse conseguido se encontrar com Elena depois da briga que tiveram, que sei que aconteceu bem antes de ela se casar com Corvin. Mas os filhos nem sempre contam tudo à mãe sobre assuntos do coração, nem mesmo o filho mais atencioso e amoroso.
O modo como o rei expressara o que teriam sido suas últimas palavras, seu suspiro final, o nome da mãe dela… “Sinto muito, Elena”.
— Só soube que eles se conheciam recentemente — Cleo disse, tensa.
— Eles se conheceram num verão vinte e cinco anos atrás na Ilha de Lukas, quando Gaius tinha dezessete anos, e Elena, quinze. Quando voltou para casa, Gaius já estava obcecado por ela, dizendo que iam se casar com ou sem o consentimento do pai dele.
Cleo se esforçou para continuar respirando. Aquela história não parecia plausível. Soava como uma história de um livro cheio de fantasia e imaginação.
— Meu pai nunca disse nada a respeito… — Ela franziu a testa. — Ele sabia?
— Não faço ideia do que Elena pôde ter contado a Corvin sobre seus romances anteriores. Imagino que ele descobriu a verdade no fim das contas, ainda que apenas para se preparar melhor para proteger Elena.
— Protegê-la? Como assim?
A expressão de Selia ficou mais séria.
— Elena perdeu o interesse em Gaius quando voltou para casa. Não sei por quê. Imagino que fosse apenas uma novidade passageira para ela, uma maneira de passar o verão, conquistar o afeto de um garoto apaixonado. Nada além disso. Quando descobriu essa mudança, Gaius… não aceitou muito bem. Confesso, amo meu filho profundamente, mas ele sempre teve um péssimo lado violento. Gaius foi atrás de Elena, exigindo que seu amor fosse retribuído e, quando ela se recusou, ele a agrediu quase a ponto de matá-la.
Cleo sentiu mais uma onda de náusea. Sua pobre mãe, sujeita ao cruel Gaius Damora em sua pior versão.
Ela nunca detestara tanto o rei.
— Só espero que meu neto não seja exageradamente cruel com você a portas fechadas, minha cara — Selia disse delicadamente. — Homens poderosos, cheios de força e perigo… costumam ter acessos de violência. As esposas e mães torcem para sobreviver a eles.
— Sobreviver? Não pode estar falando sério! Se Magnus um dia levantasse a mão para mim, eu…
— O quê? Você mal chega na altura do ombro dele, e Magnus deve ter o dobro do seu peso. A melhor coisa a se fazer nesse caso, Cleiona, é ser o mais agradável e compreensiva possível em todos os momentos. Todas as mulheres devem fazer isso.
Cleo endireitou os ombros e levantou o queixo.
— Não tive o grande privilégio de conhecer minha mãe, mas se ela era um pouco parecida comigo ou um pouco parecida com minha irmã, então sei que ela não teria sido o mais agradável e compreensiva possível diante de uma agressão, não importa de quem nem quando. Nem eu! Eu mataria quem tentasse me atacar!
Selia abriu um sorriso discreto.
— Meu neto escolheu uma garota com coragem e força para amar, assim como o pai dele. Eu estava testando você, é claro.
— Me testando?
— Olhe para mim, querida. Tenho cara de quem permitiria que um homem levantasse a mão para me bater?
— Não — Cleo respondeu com sinceridade.
— Exato. Fico feliz por termos conseguido conversar hoje, minha querida. Agora já sei tudo o que preciso saber.
Ela estendeu o braço, apertou a mão de Cleo e então saiu da sala.
Aquela tinha sido a conversa mais esquisita de toda a vida de Cleo.
— Talvez eu vá à taverna sozinha hoje — ela murmurou. — Por que Magnus é o único aqui que pode beber vinho em uma tentativa tola de fugir dos problemas?
Quando levantou, algo chamou sua atenção do lado de fora, nos fundos da hospedaria. Ela deu um passo para a frente. Olivia estava no quintal.
Estranhamente, a moça não usava nada além de um lençol branco enrolado no corpo, lençol que Cleo reconheceu das roupas de cama que a esposa do dono da hospedaria lavava todos os dias.
Independentemente da vestimenta, ver Olivia foi um grande alívio. Cleo levantou e saiu para se aproximar, observando ao redor com curiosidade.
— Olivia! Nic e Jonas estão com você? Aonde vocês foram?
A expressão de Olivia era de grande incerteza.
— Preciso sair de novo imediatamente, mas quis voltar antes para ver você.
— O quê? Aonde está indo?
— Está na hora de eu voltar para a minha casa. O caminho e o destino de Jonas se encontraram com sucesso, e meu tempo com ele está acabando.
— Desculpe. — Cleo balançou a cabeça, confusa. — O destino de Jonas? Do que você está falando, afinal?
— Não cabe a mim explicar essas coisas. Só sei que não posso mais cuidar dele, uma vez que talvez me sinta tentada a interferir. — Ela franziu a testa. — Isso deve soar ridículo para você. Sei que não sabe quem sou de verdade.
— Você quer dizer que é uma Vigilante?
Olivia olhou para Cleo.
— Como sabe disso?
Cleo riu com hesitação ao ver a expressão de choque de Olivia.
— Jonas me contou. Ele confia em mim, você também deveria confiar. Prometo guardar seu segredo surpreendente, mas, por favor, me diga o que está acontecendo. Está chateada só por deixar Jonas?
— Não, não é o único motivo. Eu… eu fui ao complexo com Nic e Jonas, onde a imperatriz está no momento.
Cleo arregalou os olhos.
— Era onde você estava? Que plano imbecil foi esse?
— O príncipe Magnus ameaçou Nic — Olivia explicou. — Ele ameaçou você também, caso Nic não fosse atrás de Ashur para recuperar os cristais da Tétrade.
Cleo franziu a testa.
— Não pode ser. Magnus não faria isso.
— Garanto que fez. Caso contrário, Nic nunca teria se afastado de você. — Os olhos verde-esmeralda de Olivia brilharam de ódio. — É culpa do príncipe que isso tenha acontecido. Perdi Nic na multidão durante a tentativa de assassinato de Amara. Eu o vi por apenas um momento quando ele foi atingido por uma lâmina. Eu… eu acredito que tudo terminou depressa.
Cleo balançou a cabeça quando a palma de suas mãos começou a arder e a suar.
— O quê? Não entendo. Ele foi atingido por uma lâmina? Que lâmina? Do que está falando?
A expressão de Olivia era só pesar.
— Nic está morto. Ele é um dos muitos mortos depois que os rebeldes fizeram uma tentativa de assassinato a Amara. Preciso sair de Mítica agora e peço a você que faça o mesmo. Você não está em segurança aqui com alguém como Magnus, que mataria um rapaz como Nic. Não está certo, princesa, nada disso está certo. O mundo está fora de controle, e eu temo que seja tarde demais para salvá-lo. Sinto muito por dizer isso, mas achei que você merecia saber.
Olivia soltou a mão de Cleo e deu alguns passos para trás, com uma expressão atormentada.
— Fique bem, princesa — ela disse. Depois disso, a pele escura e impecável se transformou em penas douradas, e seu corpo se transformou no de um falcão, e ela alçou voo.
Cleo a observou, surpresa demais com o que tinha ouvido para apreciar a magia verdadeira e inegável revelando-se diante de seus olhos.
Ela não sabia ao certo quanto tempo ficou em silêncio no pátio, olhando para o céu claro, até voltar para a hospedaria com dificuldade. Seus joelhos fraquejaram antes que ela alcançasse uma cadeira.
Seu corpo inteiro tremia, mas ela não chorou. Eram informações demais para processar. Inacreditável demais. Não podia ser verdade. Se fosse, se Nic estivesse morto, então ela também queria morrer.
— Você está bem? O que aconteceu?
Quando se deu conta do que estava acontecendo, Cleo percebeu que tinha sido levantada do chão por dois braços fortes.
— Está ferida? — Magnus afastou o cabelo dela da testa, envolvendo seu rosto com as mãos. — Que droga, Cleo, responda!
Confusa, ela percebeu a preocupação nos olhos castanhos profundos dele.
— Magnus… — ela começou, a respiração profunda e trêmula.
— Sim, meu amor. Fale comigo. Por favor.
— Diga a verdade.
— Claro. O quê? O que você precisa saber?
— Você ameaçou me matar se Nic não fosse atrás de Ashur?
A expressão sofrida dele, totalmente concentrada nela, aos poucos deu lugar à frieza da máscara que ele usava para encobrir suas emoções.
— Ele disse isso? Ele voltou?
— Responda. Você me ameaçou ou não?
Magnus encarou os olhos furiosos dela.
— Cassian precisava da motivação certa.
— Isso é um sim.
— Eu disse o que ele precisava ouvir para resolver a questão. Para…
Cleo deu um tapa tão forte no rosto dele que sua mão ardeu. Magnus levou a mão ao rosto e olhou para ela, atônito.
Ele franziu o cenho.
— Você ousa…
— Ele está morto! — Cleo gritou antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa. — Por causa do que você disse! Meu último amigo no mundo inteiro está morto por sua causa!
Ele parecia confuso.
— Não pode ser.
— Não pode? As pessoas não morrem quando se aproximam de você e de sua família monstruosa? — Ela passou os dedos pelo cabelo, desejando arrancá-lo pela raiz, desejando sentir dor física para poder se concentrar em algo que não fosse seu coração despedaçado.
— Quem contou isso a você? — Magnus perguntou.
— Olivia voltou. Ela foi embora, então não pode forçá-la a fazer o que você quer.
— Olivia. Sim, bom, não sei quem Olivia é. Nem você. Só sabemos que ela é aliada de Jonas, um garoto que me odiava a ponto de me querer morto até pouco tempo atrás. Até onde sei, esse objetivo não mudou.
— Por que ela mentiria sobre algo assim? — A voz da princesa falhou.
— Porque as pessoas mentem para conseguir o que querem.
— Imagino que você saiba bem disso.
— Sim, e penso o mesmo sobre você, princesa — ele disse. — Entre nós dois, acho que você mentiu muito mais do que eu. Além disso, devo dizer que você viu Ashur morrer com seus próprios olhos, mas ele ainda está vivo. Não existem provas de que Nic está morto. Só tem as palavras de alguém. Não se pode confiar em palavras, não nas palavras de qualquer um.
— Essa é a sua resposta? — Cleo olhou para ele, percebendo que mal conhecia a pessoa à sua frente. — Digo que um garoto que era como um irmão para mim foi morto por sua causa e você diz simplesmente que mentiram para mim?
— É o que parece, não é?
— Você não assume responsabilidade por todo o mal que causou. Nunca! — Ela se esforçou ao máximo para se manter firme, para não se perder na dor e na raiva que entravam em conflito dentro dela. — Tentei ver seu lado bom, mas você fez algo imperdoável. Vá em frente! — ela vociferou. — Tente se defender! Diga que Nic odiava você, então por que não desejaria que ele morresse? Vamos lá, faça isso!
— Não vou negar. A vida seria muito mais simples para mim se aquela pedra no meu sapato fosse retirada de uma vez por todas. Mas eu nunca desejaria a morte dele, porque sei como gosta dele.
— Gosto dele? Eu amo! — ela gritou. — E se ele realmente estiver morto, eu…
— O quê? Vai perder o resto de esperança que ainda tem? Vai se encolher e morrer? Por favor, você tem muito a ganhar ficando viva, lutando, mentindo e continuando a me usar sem pudor para conseguir o que posso lhe dar.
Cleo olhou para ele, abismada.
— Usar você?
Magnus ficou sério.
— Você quer poder, magia. Ao ficar aqui comigo e tolerar a existência de meu pai, sabia que isso a levaria ao que deseja. Quando os cristais da Tétrade foram roubados, principalmente por sabermos o que sabemos sobre eles, o que eu deveria pensar? Que você continuaria aqui para sempre? Fiz o que fiz por você, para ajudá-la a reaver sua chance de ter poder. Ashur parece valorizar Nic por motivos que não compreendo. Se tem alguém que consegue entender aquele kraeshiano doido, eu sabia que era seu amigo querido. O mesmo amigo que mandou Taran cortar meu pescoço, devo relembrar.
Ele falava com Cleo como um desconhecido furioso, não como alguém que ela tinha passado a valorizar.
— E agora está me culpando por isso. Como ousa?
Magnus bufou.
— É impossível discutir com você.
— Então nem tente. Você não pode consertar isso, Magnus. Não pode nem começar.
— Se Nic ainda estiver vivo…
— Não importa. — Lágrimas correram por seu rosto. — Isso provou como somos diferentes. Você é incansavelmente cruel e manipulador, e agora vejo que isso nunca vai mudar.
— Posso ser sincero, princesa? Eu poderia dizer exatamente a mesma coisa sobre você. Talvez você preferisse que eu lidasse com o conflito colhendo flores e cantando, mas não sou assim. E você tem razão: nunca vou mudar. Nem você. Uma hora você diz que me ama, mas prefere que cortem sua língua a contar esse segredo, até mesmo a seu amigo mais íntimo. Pelo amor da deusa! Que Nic não descubra que você se mistura com pessoas como eu! Ele detestaria você por isso?
Cleo secou as lágrimas, irritada consigo mesma por demonstrar tamanha fraqueza.
— É muito provável que sim.
— Então isso prova que, entre ele e eu, você o escolheria.
— Num piscar de olhos — ela disse imediatamente. — Mas ele está morto.
Um músculo no rosto dele se contraiu.
— Talvez. E Jonas? Não pude deixar de notar que você estava praticamente sentada no colo dele ontem, sussurrando palavras de amor e incentivo.
— É o que você…? — Ela corou. — Jonas é muito mais homem do que você! Eu preferiria dormir com ele a dormir com você. Em qualquer dia, em qualquer momento. E nenhuma maldição me impediria.
— Vá para o inferno, Cleo. — O ódio tomou conta do olhar dele, que já estava frio. Magnus levantou o punho, os dentes travados em uma expressão feroz.
— Vamos — ela vociferou. — Bata em mim como seu pai batia na sua mãe. Você sabe que é o que quer.
— Como é? — Ele franziu a testa, olhou para o próprio punho com surpresa e o abaixou em seguida. — Eu… eu nunca agrediria você.
— Chega — ela disse, num sussurro. — Estou cansada daqui. Preciso pensar. — Ela se virou em direção à escadaria que levava aos quartos.
— Cleo… — Magnus chamou. — Vamos descobrir a verdade sobre Nic. Prometo.
— Eu já sei a verdade.
— Eu sei que posso ser horroroso às vezes. Eu sei. Mas… eu amo você. Isso não mudou.
Os ombros dela ficaram tensos.
— O amor não basta para consertar isso.
Sem olhar para trás, Cleo caminhou com o máximo de calma e lentidão até seu quarto e trancou a porta quando entrou.

5 comentários:

  1. Sinceramente eu torço pelo casal, mas eles me cansam! Não que eu não entenda que os 2 tão com o psicológico ferrado, por diferentes motivos, mas isso deixa a história cansativa

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  2. Eu quero mais e que o Magnus morra, desde o início do.livro não gosto dele e só fica pior , jamais a Cléo poderia ter ficado com ele ,ranço disso .

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  3. Pelo visto o tempo fechou pra eles..

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  4. Gente quem pode querer a morte de Magnos . Esse é o melhor casal do livro

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Boa leitura, E SEM SPOILER!