16 de setembro de 2018

Capítulo 20

LUCIA
PAELSIA

— Ela é incrível. Totalmente linda e gloriosa. Parece mais uma deusa do que uma mera mortal, se quer saber. Tenho certeza de que vai salvar todos nós.
Lucia parou na barraca de frutas enquanto procurava uma maçã sem nenhuma imperfeição — pelo jeito, era impossível em Paelsia — e olhou para a vendedora que conversava com uma amiga.
— Concordo totalmente — a amiga disse.
Estariam falando da feiticeira profetizada?
— Desculpem minha grosseria, mas posso saber de quem estão falando? — Lucia perguntou. Era a primeira vez que falava em voz alta em mais de um dia, e sua voz falhou no início.
A vendedora olhou para ela.
— Ora, da imperatriz, é claro! De quem mais poderia ser?
— Sim, de quem mais, não é? — Lucia disse em voz baixa. — Então vocês acham que Amara Cortas vai salvá-las. Salvá-las do que, exatamente?
As paelsianas trocaram um olhar e viraram para Lucia um tanto impacientes.
— Você não é daqui, é? — Uma delas franziu os lábios enrugados. — Não, com esse sotaque, acredito que seja limeriana, não é?
— Nasci em Paelsia e fui adotada por uma família limeriana.
— Você teve muita sorte por ter escapado destas fronteiras tão cedo, então. — A vendedora virou para a amiga. — Se ao menos todos tivéssemos tido essa oportunidade…
As duas riram sem achar graça.
A paciência de Lucia estava acabando.
— Vou comprar esta maçã. — Ela guardou a fruta no bolso e entregou uma moeda de prata. — E também qualquer informação que puder me dar a respeito da localização da imperatriz.
— Com prazer. — A mulher pegou a moeda com ganância, semicerrando os olhos. — Por onde andou esses últimos dias, mocinha, para não saber tudo sobre a imperatriz? Perdida por aí?
— Mais ou menos. — Na verdade, ela estava recuperando as forças na hospedaria no leste de Paelsia até não aguentar mais e ter que fugir. Apesar da preocupação da atendente Sera com sua saúde, Lucia sabia que precisava sair dali antes que sua barriga ficasse grande demais e ela não conseguisse mais levantar da cama.
Passou a mão pela barriga aparente e a comerciante notou, arregalando os olhos.
— Ah, minha querida! Não percebi que estava grávida. E já tão avançada!
Lucia gesticulou para indicar que ela não se preocupasse.
— Estou bem — ela mentiu.
— Onde está sua família? Seu marido? Não me diga que está sozinha aqui na feira hoje!
Parecia que o fato de estar grávida fazia os desconhecidos sentirem vontade de tratá-la com muito mais gentileza do que o normal. Tinha sido bom durante a viagem lenta e desconfortável para o oeste.
— Meu marido está… morto — ela disse com cuidado. — E agora estou procurando minha família.
A amiga da vendedora correu na direção de Lucia e segurou suas mãos.
— Meus mais sinceros sentimentos por essa perda tão dolorosa.
— Obrigada. — Lucia sentiu um nó repentino e irritante na garganta. Assim como a barriga inchada, suas emoções estavam muito mais intensas e difíceis de controlar.
— Se precisar de um lugar para ficar… — a vendedora disse.
— Obrigada de novo, mas não preciso. Só preciso de informações sobre a imperatriz. Ela ainda está em Limeros?
As amigas se entreolharam de novo, sem acreditar que Lucia pudesse estar tão desinformada a respeito daquelas coisas.
— A grande imperatriz Cortas está morando no antigo complexo do rei Basilius — a vendedora começou. — Ela vai fazer um discurso de lá amanhã, dirigindo-se a todos os paelsianos que puderem participar.
— Um discurso aos paelsianos. Por quê?
A vendedora olhou para ela com um pouco de compaixão.
— Bem, por que não? Talvez você tenha esquecido por causa dos muitos anos abençoados que passou em Limeros, mas a vida aqui em Paelsia é difícil.
— Para dizer o mínimo — sua amiga acrescentou.
A vendedora assentiu.
— A imperatriz vê nossos esforços. Ela os reconhece. E quer fazer algo em relação a isso. Ela valoriza os paelsianos como parte importante de seu império.
Lucia tentou não revirar os olhos. Ela não tinha percebido como Amara era uma manipuladora de primeira, sedenta por poder, nas poucas vezes em que conversara com a ex-princesa quando os Damora moraram no palácio auraniano.
— Mas, claro, questiono a sabedoria da imperatriz por se casar com o Rei Sanguinário — a vendedora comentou.
— Desculpe — Lucia disse, olhando para ela. — Você disse que ela é casada com o Rei… San… com o rei Gaius?
— Sim. Mas também soube que ele está desaparecido no momento, junto com seu herdeiro. Vamos torcer para que a imperatriz tenha enterrado os dois a sete palmos da terra.
— Realmente — Lucia murmurou, sentindo o estômago embrulhado só de pensar. Sera não tinha dito nada sobre o casamento de seu pai com Amara. Seria verdade? — Eu… eu preciso ir. Preciso…
Ela virou e desapareceu em meio à multidão na feira.
Certa vez, Ioannes tinha guiado Lucia para encontrar e despertar a Tétrade com seu anel da feiticeira. Ela esperava que o mesmo encanto que usaram pudesse funcionar para ajudá-la a encontrar Magnus e seu pai.
No entanto, apesar de ter conseguido fazer o anel girar como fizera na época em seus aposentos no palácio auraniano, todas as tentativas de reaver o mapa brilhante de Mítica e determinar a localização deles tinham fracassado. Enfraquecida por usar seus elementia, ela tinha que fazer paradas constantes ao percorrer o caminho a pé, junto com muitos outros paelsianos, até o complexo do antigo líder local.
Lucia se recusava a acreditar que sua família estivesse morta. Eles eram muito bem preparados para isso. E, se o rei tinha se casado com Amara — uma ideia tão ridícula que ela mal conseguia conceber —, tinha feito isso por razões estratégicas, por poder e sobrevivência.
Sim, Amara era jovem e muito bela, mas seu pai era esperto e cruel demais para tomar uma decisão como essa movido por uma mera paixão.
Havia milhares de paelsianos reunidos do lado de fora do complexo quando ela finalmente chegou. O vilarejo mais próximo ficava a meio dia de viagem dali, mas levaria mais um dia, talvez dois, na situação atual de Lucia, para chegar a Basilia, seu destino original.
Os portões altos e pesados rangeram ao se abrir, e a multidão adentrou o complexo. Lucia se concentrou tanto nas pessoas que a cercavam, procurando algum rosto conhecido, que mal viu os caminhos de pedra e as casas de barro que levavam em direção à enorme casa de três andares no centro do complexo.
Os paelsianos estavam sendo levados para uma ampla clareira, com fogueiras e vários assentos elevados de pedra. Isso a fez pensar nas histórias que já tinha ouvido sobre como o chefe Basilius organizava competições entre os homens que queriam impressioná-lo com sua força e habilidade de combate. Ali, já tinham ocorrido lutas mortais apenas para entretê-lo.
A multidão continuou crescendo, mas Lucia não ouviu nenhuma menção ao ex-chefe e a seus prazeres nos fragmentos de conversa ao seu redor. Só ouvia sobre a importância da nova imperatriz.
Lucia não imaginava que os paelsianos fossem tão fáceis de enganar. Eles acreditaram, por muitos e muitos anos, que o chefe Basilius era um feiticeiro. Chefe Hugo Basilius. Seu pai biológico.
E aquela era a casa dele — o lugar onde ela teria sido criada se não tivesse sido roubada no berço.
Lucia olhou para as casas, ruas e a arena que formavam o complexo, esperando sentir uma sensação de perda da vida que deveria ter tido.
Mas não sentiu nada. Se havia um lar do qual sentia falta, era do palácio escuro cercado por gelo e neve em Limeros.
Quanto antes conseguisse deixar aquele reino seco e desagradável, melhor.
Já tinha aprendido mais do que o suficiente sobre a cultura paelsiana quando a conheceu com Kyan. Ela não ouviu boatos sobre o deus de fogo causando mais destruição e morte durante suas viagens.
Segurava firme a esfera de âmbar que tinha escondido no bolso. Timotheus insistira que Kyan não podia morrer. Mas, se era verdade, onde ele estava? O que estava planejando? Ela o havia ferido gravemente em sua batalha? Se não tinha, por que Kyan não havia voltado às Montanhas Proibidas para recuperar sua esfera antes que Lucia a encontrasse?
Ela pressionou os dedos ao redor do cristal de âmbar ao pensar nisso. Seria forte o suficiente para lutar se ele a encontrasse naquele dia?
Lucia detestava admitir que não.
Não, não é bom o suficiente, ela pensou. Não há outra escolha. Tenho que ser forte.
— Ela é incrível, de fato — outro um velho corcunda paelsiano disse. — Se tem alguém que pode livrar nossa terra de sua doença mortal, é a imperatriz.
— Quero vingança pela morte de minha família — uma mulher mais jovem respondeu.
— Também quero — uma mulher mais velha concordou.
— De que doença estão falando? — Lucia perguntou.
— A doença da bruxa sombria — o velho resmungou. — A maldade dela destruiu esta terra e matou milhares de paelsianos com o toque de sua mão feia e retorcida.
Lucia mexeu as mãos.
— Ouvi falar dessas maldades…
— Maldades? — ele praticamente gritou com ela. Gotas de saliva do homem acertaram o rosto de Lucia, que limpou a face, fazendo uma careta. — Alguns dizem que Lucia Damora vai matar todos nós com sua magia do fogo, que é uma feiticeira imortal, filha do Rei Sanguinário com uma demônia durante uma cerimônia de magia sanguinária! Mas eu a vejo como é: alguém que precisa ser morta antes que acabe machucando outras pessoas.
Eles sabiam seu nome. E a odiavam o suficiente para desejar sua morte.
Não importava que o velho não tivesse incluído Kyan no relato. Já era um fato. Ela não podia voltar e mudar o que tinha acontecido. Os paelsianos viam Lucia como uma bruxa demoníaca tirada das sombras como uma hera odiosa. Um pesadelo e uma doença que infestavam sua terra.
Ela nem tentou discutir, uma vez que estavam totalmente certos.
A multidão começou a gritar quando Amara finalmente subiu ao palco. Lucia tentou ver o máximo que pôde da bela moça, o cabelo comprido e escuro estava solto, o vestido de seda esmeralda com uma fênix brilhante bordada.
Quando ela ergueu as mãos. As pessoas ficaram em silêncio.
Amara falou de maneira clara e intensa sobre um futuro incrível para os cidadãos de Paelsia. Lucia não acreditava nas mentiras que ela despejava, mas, ao observar em volta, viu que as pessoas aceitavam o que era dito como quem aceita um banquete delicioso.
A imperatriz parecia muito sincera em suas promessas. Lucia admirava a facilidade com que falava sobre mudar tudo o que estava errado no mundo. Sobre tomar decisões em nome daquelas pessoas que acreditavam em cada uma de suas palavras.
Lucia estava ali, punhos cerrados, odiando Amara e esperando a chance de descobrir o que sua inimiga tinha feito com sua família.
E então, quase no mesmo instante, as lindas e falsas palavras que Amara dizia foram interrompidas.
Alguém gritou e Lucia só entendeu o que estava acontecendo quando viu um guarda cair no palco, com uma flecha enfiada na garganta. Outro guarda caiu, e mais um.
Uma tentativa de assassinato.
Isso não pode acontecer, Lucia pensou desesperada. Preciso muito perguntar a ela. Amara não pode morrer hoje.
Com muito esforço, Lucia acessou a magia do ar. Um vento frio e abundante envolvia seus braços e mãos em espirais transparentes enquanto ela avançava pela multidão em direção ao palco, usando a magia invisível para tirar todo mundo de seu caminho. Os guardas kraeshianos pularam na multidão assustada e confusa com armas em punho e só provocaram mais pânico. Eles derrubavam quem os enfrentava ou cruzava seu caminho, fossem rebeldes ou civis, o que só aumentou a confusão enquanto todos tentavam fugir.
Lucia se esforçou para enxergar o que estava acontecendo no palco. Amara e uma garota muito parecida com a criada que costumava acompanhar a princesa Cleo encolheram-se diante de um jovem alto que usava um tapa-olho preto e empunhava uma espada.
A magia do ar frio de Lucia passou para a de fogo, pronta para queimar quem a impedisse de chegar a Amara. Alguém puxou seu manto, e ela olhou para a pessoa, pronta para fazê-la arder em chamas. Nicolo Cassian olhou para ela, uma das mãos em seu manto, a outra pressionada contra um ferimento na barriga.
Quando ele tossiu, sangue espirrou de sua boca.
Um ferimento mortal.
Lucia olhou de novo para o palco, mas um som engasgado a fez virar de novo para Nic, uma vítima dos guardas sedentos por sangue ou de um paelsiano assustado.
Não importava quem tinha feito aquilo. Ela conseguiu ver, com rapidez, que o ferimento era profundo e mortal. O que aquele garoto estava fazendo justamente ali?
Lucia não tinha magia suficiente para lutar contra milhares. Levou a mão à barriga ao observar a multidão, sabendo que precisava ir para um local seguro. Muitos estavam se pisoteando para voltar aos portões.
Ela deu um passo e então percebeu que Nic ainda a segurava.
— Prin… ce… sa… — ele disse, sem fôlego.
Ela o encarou, hesitante.
— Por favor… me ajude…
A vida se esvaía de seus olhos. Nic não tinha mais muito tempo. Mas ele era amigo próximo da princesa Cleo — uma garota que Lucia já tinha considerado uma amiga verdadeira, até ser traída por ela.
Mas o pai de Lucia tinha destruído a vida de Cleo, destruído todo o seu mundo.
Cleo tinha perdido tudo no último ano. Aquele amigo era o único resquício que a princesa auraniana tinha de sua antiga vida.
Se Nic morresse, Lucia não tinha dúvidas de que isso destruiria Cleo.
Lucia detestava quando sua consciência pesava, principalmente quando isso acontecia por causa de Cleiona Bellos.
Com cuidado, ela se agachou ao lado de Nic e afastou a mão que cobria o ferimento para, em seguida, levantar a túnica. Fez uma careta ao ver todo aquele sangue e as entranhas para fora.
— Diga a Cleo — Nic disse com esforço para respirar — que eu a amo… que ela é minha família… que eu… eu sinto muito.
— Poupe seu fôlego — Lucia disse. — E diga a ela você mesmo.
Lucia pressionou o ferimento cheio de sangue e canalizou toda a magia da terra que tinha dentro de si. Nic arqueou as costas e gritou de dor, e o grito estridente se espalhou pelo caos ao redor deles.
— Pare! Por favor! — Nic tentou impedi-la, afastá-la, mas estava fraco demais. Tinha perdido tanto sangue que Lucia não sabia se teria magia suficiente para curá-lo. Mas ainda assim, tentou. O capuz caiu de sua cabeça, revelando o cabelo e o rosto, mas ela não se deu ao trabalho de puxá-lo de volta. Esgotou a energia e a força que tinha em uma tentativa de salvar aquele rapaz.
Pelo menos até alguém arrancá-la de perto dele. Ela virou, furiosa, e ficou frente a frente com um homem feio que escancarava um sorriso mostrando os dentes.
— Vejam o que encontrei! — ele anunciou, arrastando-a para longe de Nic até ela perdê-lo de vista. — A própria feiticeira atacando outro de nós! As mãos dela estão manchadas de sangue paelsiano!
Lucia tentou invocar magia do fogo ou do ar para afastá-lo, mas nada aconteceu. Ela fechou a mão, desesperada para fugir de quem a atacava.
— Olhe para mim, bruxa! — o homem disse.
Ela lançou um olhar para o homem, mas recebeu um tabefe no rosto tão forte a ponto de fazer seu ouvido zunir.
— Amarre-a! — alguém gritou. — Queime a bruxa como ela queimou nossos vilarejos!
Desorientada, ela foi arrastada pela terra seca, tropeçando nos próprios pés até seu agressor empurrá-la para longe. Ela caiu de joelhos com tudo no meio de uma roda de pessoas furiosas. Alguém jogou uma pedra nela, acertando o lado direito de seu rosto com força, e Lucia gritou de dor. Levou a mão ao rosto e sentiu o sangue quente.
— Não sou quem você pensa que sou — ela conseguiu dizer. Levantou as mãos à frente do corpo. — Você precisa me soltar.
— Não, bruxa. Hoje você vai morrer por seus crimes cruéis. Estamos de acordo?
A multidão que a cercava expressou aprovação com gritos. Não havia misericórdia no olhar de ninguém. Alguém entregou uma corda grossa ao primeiro agressor.
— Deixe-a de pé — ele vociferou.
Alguém atrás de Lucia a levantou e amarrou seus punhos com força.
— Meus cumprimentos, princesa — uma voz estranhamente familiar soou em seu ouvido. — Pelo visto está causando mais problemas em Paelsia.
Jonas Agallon. Ela se esforçou para virar o suficiente e ver aquele olhar tomado de ódio.
— Jonas — ela disse —, por favor, precisa me ajudar!
— Ajudar? O quê? A grande e poderosa feiticeira não consegue se cuidar? — Ele estalou a língua. — Que tragédia. Parece que essas pessoas querem vê-la morta. Queimada viva, acho que foi o que ouvi, certo? Parece um fim adequado para uma bruxa como você.
Sua mente estava a mil.
— Onde está meu pai? Meu irmão? Você sabe?
— É a última coisa com que você deveria se preocupar, princesa. Sinceramente. — Ele a virou e resvalou a mão na barriga dela.
Jonas franziu a testa.
— Isso mesmo — ela disse, agarrando todas as oportunidades que tinha de conseguir ajuda, ainda que fosse de alguém como ele. — Vocês vão tentar celebrar minha execução tão rápido agora que sabem que uma criança inocente morrerá comigo?
— Inocente? — O olhar de Jonas não suavizou nem um pouco. — Nada que alguém como você poderia trazer a este mundo seria inocente.
— Eu não matei aquela moça. Foi Kyan. Ele… eu não consegui controlá-lo. Eu queria que ele parasse. Sinto muito por sua perda e me arrependo do que aconteceu naquele dia. Gostaria de poder mudar as coisas, mas não posso.
— O nome daquela moça era Lysandra. — Jonas contraiu o maxilar, e ficou em silêncio por um momento enquanto os outros homens pediam para ir a um lugar mais adequado para queimar a bruxa. — Onde está Kyan?
— Eu… eu não sei — ela disse com sinceridade.
Jonas a encarou.
— Essa criança dentro de você drena sua magia, não é?
— Como sabe disso?
Ele franziu ainda mais a testa.
— Você já teria destruído tudo aqui se tivesse acesso a seus elementia, certo?
Ela apenas assentiu.
Jonas xingou em voz baixa.
— Eles precisam de você. Estão dependendo de você. E você está aqui, como uma idiota, prestes a morrer.
Se estivessem em outro lugar, em outro momento, ela teria ficado magoada ao ser chamada de idiota.
— Então faça alguma coisa em relação a isso. Por favor.
Depois de um momento de hesitação, Jonas empunhou a espada e a apontou para o homem que segurava a corda.
— Uma pequena mudança de planos. Vou levar a feiticeira comigo.
— Sem chance — o homem resmungou.
— Não há discussão. Estou vendo que nenhum de vocês está armado no momento. — Ele observou as pessoas do grupo. — Atitude estúpida, em uma multidão assim, não carregar uma arma, mas isso torna as coisas mais fáceis para mim. Se nos seguirem, vão morrer. — Ele arregalou os olhos para Lucia. — Vamos, princesa.
Jonas pegou o braço dela e a puxou.
— Aonde vai me levar? — ela perguntou.
— Aos seus queridos pai e irmão. Que todos vocês apodreçam juntos na escuridão.

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