3 de setembro de 2018

Capítulo 18

JONAS
PAELSIA

Antes daquele momento, Jonas tinha visto a princesa Lucia de longe em três ocasiões: cavalgando, entrando ostensivamente em Auranos ao lado do pai e do irmão; no Templo de Cleiona, logo depois que ele invocara o cristal da terra; e sobre a plataforma do palácio no dia em que Lysandra seria executada.
Ele tinha demorado um pouco para reconhecê-la, considerando o vestido simples e o cabelo solto como o de qualquer garota paelsiana, mas assim que viu aquele olhar astuto e penetrante, lembrou de como a bela princesa era inesquecível. No entanto, o movimentado mercado de Basilia era o último lugar do mundo onde esperava vê-la.
Nic e Olivia os tinham alcançado e estavam ao lado de Jonas e Lys. Depois que Lys sacou o arco e flecha, o resto da multidão se afastou, e os cinco ficaram isolados no meio do mercado, enquanto centenas de vendedores e fregueses observavam com curiosidade e cautela.
— Tenha cuidado, princesa — Nic disse a Lucia. — Já vi o que Lys é capaz de fazer com essa coisa.
— Nicolo, não é? — Lucia disse. — É claro que me lembro de você. O animalzinho treinado de Cleo, que ela mantém por perto para entretê-la. O que achou da diversão que meu amigo e eu propiciamos durante minha última visita ao palácio?
Nic apenas riu, olhando para Lucia com uma mistura de ódio e medo. Ver Nic sem palavras era raro. Seu talento com a fala tinha sido responsável por eles terem conseguido passar pelos guardas que vigiavam o portão do palácio limeriano. Nic tinha insistido, como o mais próximo confidente da princesa, que ele e os amigos tinham todo o direito de sair para ir a Pico do Corvo comprar um presente para o aniversário de Cleo. Jonas ficou impressionado quando os guardas logo abriram caminho, sem questionar.
Lucia suspirou e, sem um pingo de medo, olhou de novo para a flecha afiada.
— E você é... Lys?
— Lysandra — ela bufou.
— Lysandra, querida, sugiro que pare de apontar essa arma para mim. É muito grosseiro.
— Abaixe isso, Lys — Olivia disse por entre os dentes.
— E por que eu deveria fazer isso? — Lys rosnou. — Ela pertence à mesma realeza imprestável que só ficou olhando enquanto minha cabeça estava prestes a ser cortada, como se assistisse a uma apresentação de fantoches, e não a uma execução.
— Ah, sim. É claro — Lucia exclamou em um tom de voz calmo e até mesmo doce. — Eu conheço você. É a rebeldezinha selvagem que escapou da execução, livre como um pássaro. Preciso lhe dar os parabéns. Sabia que pertence ao pequeno grupo de prisioneiros que conseguiram escapar da punição do rei Gaius?
— Nossa, quanta confiança você tem. Mesmo pouco antes de ser morta por mim.
— Confiança é uma virtude. Não tinha no passado, mas agora ela transborda de mim. — Lucia tirou os olhos de Lysandra e se dirigiu ao resto do grupo. — Agora, chega. Vocês estão entediando os espectadores. Eles devem preferir um pouco de ação, não acham? Vamos começar com um pouco de poeira.
Lucia movimentou o punho e o arco e flecha de Lysandra se desintegrou, transformado em uma pilha de serragem e cinzas, assustando a multidão.
— Ela é uma bruxa! — alguém gritou. — Uma bruxa malvada! — As pessoas começaram a se revoltar com murmúrios e berros, e então uma pedra foi jogada na direção da cabeça de Lucia.
Ela levantou a mão. A pedra ficou paralisada no ar, a menos de trinta centímetros de seu rosto. Com mais um pequeno movimento, também foi transformada em poeira.
— Agora — ela disse, voltando-se de novo para Jonas —, vamos falar sobre aquele cristal da terra que você roubou de mim.
Jonas tinha ficado sabendo da visita de Lucia a Limeros e não subestimava nem um pouco a feiticeira.
— Sinto muito, mas não está comigo — ele disse.
— Ah, por favor, Jonas. Você acha mesmo que consegue me enganar com tanta facilidade? Vamos tentar de novo.
— Princesa Lucia... — ele começou a falar, mas logo foi interrompido por um relâmpago. A tempestade havia começado a se formar mais uma vez. Uma sensação nauseante tomou conta de seu estômago. Ele notou que aquela era uma tempestade criada por magia. Criada por uma feiticeira capaz de conjurar trevas e maldade sem expressar nada em seu exterior calmo e controlado.
— Pois não, Jonas? — Lucia respondeu, com um sorriso ameaçador.
— Você quer o cristal da terra? — A boca dele estava seca, e o coração batia rápido, mas Jonas tentou manter a voz firme e confiante.
— Isso é evidente.
— Então proponho uma parceria.
Ela levantou uma sobrancelha.
— E eu proponho que você me entregue o cristal antes que eu coloque fogo em você e em seus amigos.
— Tudo bem, tudo bem. — Ele levantou as mãos, pensando na melhor maneira de lidar com aquela garota perigosa. — Não é hora de considerar uma parceria. Certo.
— Acredite em mim, rebelde. Você não tem ideia do que roubou.
— Matem ela! — alguém gritou na multidão. — A filha do Rei Sanguinário merece morrer! — Um coro de aprovação e gritos pedindo justiça se seguiram, e Jonas fez uma careta para o público indesejável e totalmente inútil.
Era tudo culpa dele. Ele tinha que ter se metido quando viu aquele ladrão roubar um saco de moedas de uma linda garota.
Boas ações nunca o beneficiavam.
Jonas olhou de novo para cima, para as nuvens de tempestade se fechando.
— Princesa, me escute — ele disse. — Não sou seu inimigo.
Um trovão retumbou.
— Todos são meus inimigos.
— Queria que soubesse que não fui eu quem matou a rainha.
— Estou decepcionada— ela revelou. — Era a única coisa de que eu gostava em você.
— Chega de conversa — Lysandra resmungou. — Meus pais estão mortos por causa de seu pai. Por causa de seu pai, minha vila foi escravizada. Por causa de seu pai, meu irmão foi executado bem na minha frente!
— Sinto muito por suas perdas, Lysandra. De verdade. Mas o rei Gaius não é meu verdadeiro pai. A rainha Althea não era minha verdadeira mãe. Odeio os Damora tanto quanto vocês.
Surpreso pela confissão repentina, Jonas lançou um olhar furtivo para Olivia. Será que ela poderia ajudar se as coisas saíssem do controle? Era mais provável que só provasse não ser nada além de uma bruxa comum, impotente contra uma feiticeira profetizada com desejo de vingança. Mas ele sabia que devia haver um jeito de resolver aquilo sem ninguém se ferir.
— Se for verdade, tenho uma excelente sugestão para você — Jonas disse com calma. — Você deveria entrar para a causa rebelde.
Dava para ver que a princesa estava achando graça pelos seus olhos azuis.
— E ficar andando por aí com seu grupo, fracassando em todas as tentativas? Que sugestão brilhante!
Jonas ignorou as alfinetadas daquelas palavras.
— Bem, por que não? Juntando-se a nós você poderia ajudar a trazer a paz para Mítica e acabar com o sofrimento do povo.
— E como você acha que vai conseguir fazer tudo isso? Usando a mim e minha magia para conquistar seus objetivos? Sinto muito, rebelde, mas meus dias de caridade acabaram.
Jonas precisou engolir as respostas irritantes e presunçosas que queria dar àquela garota extremamente grosseira. Ele respirou fundo.
— Se a filha do rei Gaius se posicionar contra ele, todo o povo de Mítica vai acordar e começar a enxergar suas mentiras. Não apenas mais auranianos e paelsianos vão se juntar e se rebelar contra ele, mas os limerianos também. Foi Limeros que ficou aprisionada sob seu domínio por todos esses anos, e seriam esses cidadãos que mais se beneficiariam pelo fim de seu regime. Será uma revolução de corpo e espírito, e sua magia teria muito pouco a ver com isso.
— Jonas — Nic resmungou. — Olhe para ela. Com certeza não está interessada em argumentos racionais.
— Não seja rude, Nicolo — Lucia disse. — Sou perfeitamente capaz de pensar e responder por mim mesma. — Ela se virou para Jonas. — Seus argumentos são excelentes, Jonas. Mas você me julga mal se pensa que me preocupo com a paz ou com o fim do sofrimento dos cidadãos comuns. Não fique tão surpreso. Afinal, mesmo não sendo do mesmo sangue, fui criada como uma Damora.
Jonas analisou a expressão de Lucia, procurando qualquer indício de suavidade, algo além da vingança. Mas só encontrou raiva e, de repente, sentiu pena dela.
— O que aconteceu para te deixar tão zangada? Tão amarga?
— Talvez eu tenha nascido assim.
— Duvido — Jonas discordou. — Ninguém nasce com tanto ódio no coração.
— Como ousa presumir que sabe algo sobre mim, Jonas Agallon?
— Sei mais do que imagina, e tenho um instinto bastante confiável. Você é uma boa pessoa, princesa. Poderia melhorar muitas vidas com sua magia. Poderia mudar o mundo. Fazer dele um lugar melhor, mais alegre, mais feliz. Não vê isso?
— Não me importo com nada disso. No momento, só quero que me entregue o cristal da terra.
Jonas estava prestes a responder quando uma voz interrompeu a conversa.
— O que foi aquilo? — Um jovem de cabelo claro se aproximou de Lucia. Parecia destemido e intrigado. — Ouvi você dizer alguma coisa sobre o cristal da terra?
Lucia cerrou os lábios e se virou para ele.
— Não esperava que você voltaria de sua pequena missão tão cedo.
— Eu ando rápido. — O homem olhou para Jonas franzindo a testa. — Entendi direito? Você está com a esfera de obsidiana?
— Jonas... — Nic sussurrou em tom de alerta. — Esse é o homem que esteve no palácio com Lucia. Ele quase matou o príncipe Magnus. Não diga nada.
— Eu resolvo isso sozinha, Kyan — Lucia disse.
Kyan continuou encarando Jonas.
— Você está errada — ele disse para Lucia, ainda com os olhos em Jonas. — Ele não está com a esfera. Eu sei que seria capaz de sentir sua magia se realmente estivesse tão perto.
— Talvez não esteja com ele agora, mas ele a invocou. — Lucia insistiu: — Onde está, Jonas?
— Não faço ideia — Jonas disse sem se abalar. — Sinto muito por não poder ajudar.
O jovem estreitou o olhar e em um repentino lampejo de luz e calor, um círculo de chamas subiu do chão, envolvendo-os. Jonas se assustou e ouviu a multidão, do outro lado do fogo, gritar e se dispersar, abandonando o mercado.
Jonas ficou tenso e olhou para os amigos.
— Olivia, diga que pode fazer alguma coisa.
Os olhos dela estavam arregalados e paralisados, repletos de um medo que ele nunca tinha visto naquela bruxa corajosa.
— Ah, não... — ela sussurrou. — Não agora. Não aqui.
— Do que está falando? — O calor das chamas ficou ainda mais intenso ao redor de Jonas.
— É... é cedo demais — ela disse, visivelmente abalada. — Não estou pronta. Não sou forte o bastante.
— Faça o que puder, então! — Jonas a encorajou. — Vamos ajudar! — Ele voltou a olhar para Kyan. — O que você é?
— Vocês não param de me perguntar isso, seus mortais fracos e ignorantes. Nascem com tanto potencial, mas ainda assim cheios de falhas, fracassando sempre. É revoltante.
— Kyan... — Lucia disse com um tom de advertência na voz.
— Menos você, pequena feiticeira. Você é totalmente isenta das falhas dos demais. É um espécime perfeito, um exemplo do que os humanos deveriam ser. Do que vão ser.
Jonas observou as chamas nervoso, uma jaula infernal que os encarcerava junto com uma feiticeira e aquele homem — alguém muito mais perigoso do que qualquer bruxo.
Kyan deu mais um passo adiante, as mãos cerradas em punho.
— Fique longe do Jonas, sua aberração — Lys gritou, aproximando-se sem medo, e lançando um olhar para Jonas. — Vamos sair dessa. Já escapamos de coisa pior.
O coração de Jonas se encheu de orgulho. De repente, percebeu que não conseguia tirar os olhos daquela guerreira forte e estonteante que esteve a seu lado em todas as etapas de sua jornada. Aquela garota incrível que disse que o amava. Mas logo seu coração também doeu ao se lembrar que tinha se esquecido completamente dela assim que vira Cleo, que havia quase caído aos pés da princesa dourada e implorado por um beijo.
Ele estava cego demais para ver que já tinha o maior tesouro de todos.
Jonas encarou Kyan diretamente em seus olhos cor de âmbar.
— Você ouviu Lys. Afaste-se. Não estou com seu cristal, mas, se estivesse, ficaria feliz em enfiá-lo na sua bunda.
Kyan o observou com um sorriso arrepiante.
— Você é extremamente poderoso ou muito burro, garoto.
Jonas olhou para Kyan e Lucia.
— Já chega. Vocês podem ir brincar de magia em outro lugar. Não posso ajudá-los. — Ele lançou um olhar intenso a Lucia. — E, evidentemente, você também não pode me ajudar.
Kyan continuava a encarar Jonas com tanta atenção que achou que ele pudesse estar tentando ler sua mente. Mas logo sua expressão ficou um pouco mais relaxada, e ele franziu a testa e inclinou a cabeça.
— Estou sentindo outra magia aqui — ele disse. — Magia elementar pura.
Kyan voltou sua atenção para Olivia, e em um instante seus olhos âmbar ficaram de um tom forte de azul.
— Vigilante.
Olivia cambaleou para trás, balançando a cabeça.
— Fique longe de mim.
— Como ousa me confrontar? — Chamas desceram pelos braços de Kyan, oscilando com uma fúria radiante. — Achou mesmo que poderia esconder sua verdadeira identidade? O que Timotheus mandou você fazer? Me pegar de surpresa? Me enganar? Me capturar?
Olivia virou e viu o olhar consternado de Jonas.
— É verdade? — ele questionou. — Você é uma Vigilante?
— Sinto muito, Jonas. Não posso... — Sua voz tremia, ela continuava a balançar a cabeça. — Timotheus estava errado ao me enviar.
O círculo de fogo ardeu ainda mais, ficando da altura das árvores mais antigas de Mítica.
— Você deseja ajudar seu ancião a me aprisionar? — Kyan vociferou. — Pois vai fracassar, e vou ficar feliz em vê-la queimar!
Jonas mal conseguia raciocinar; o calor estava ficando insuportável.
— Olivia, diga o que está acontecendo! — ele exigiu. — Quem é ele?
A pele fúlvida de Olivia tinha ficado pálida e sem vida.
— Sinto muito. Sinto muito por não ser tão forte quanto Phaedra foi.
Jonas estava prestes a responder quando, de repente, o contorno da forma de Olivia começou a brilhar, e o ar mudou diante dela. Suas roupas caíram em uma pilha no chão, e um falcão dourado emergiu delas, abrindo as asas e voando acima do anel de fogo.
— Covarde! — Kyan gritou para ela.
— Kyan — Lucia disse com serenidade, colocando as mãos sobre o braço em chamas. — Precisamos ir. Ela já se foi, e o rebelde não está com o cristal. Vamos continuar procurando.
Mas ele não a estava escutando, nem sequer olhando para ela. Em vez disso, Kyan parou de observar o céu e lançou um olhar tão feroz para Jonas que o rebelde cambaleou para trás.
Ao lado de Jonas, Nic observava em desespero o círculo de fogo.
— Precisamos sair daqui — ele disse.
Lys concordou com uma expressão séria.
— Deve haver um jeito.
— Vocês estavam auxiliando uma imortal! — Kyan bradou para Jonas, afastando-se de Lucia. — Quer me ver aprisionado de novo? Torturado em minha prisão eterna, para que os simplórios mortais não precisem temer minha cólera?
— Não quero comprar briga com você, seja quem você for. — Jonas levantou as mãos em um gesto de rendição, sentindo o calor do fogo ficar mais intenso. — Para ser sincero, eu não sabia o que ela...
— Mais mentiras! — Kyan estendeu as mãos e, com um impulso violento, lançou uma rajada de magia do fogo bem na direção de Jonas.
— Não! — Lysandra gritou, empurrando Jonas para o chão. Ao abaixar para ver como ele estava, a lança de chamas atingiu o coração dela.
Então a lança desapareceu.
Ela perdeu o fôlego e caiu de joelhos.
Jonas a segurou, procurando sinais de ferimento.
— Lys! Você está bem? Lys, por favor! Responda!
O rosto dela estava úmido de suor, a respiração era curta e ruidosa, mas ela ainda conseguiu sorrir para ele.
— Você estava no meu caminho, seu idiota.
Uma onda de fúria cega e puro alívio tomou conta dele, e Jonas retribuiu o sorriso.
— Faz ideia de quanto amo você, Lysandra Barbas?
— O quê? — ela piscou. — Você me ama?
— Amo.
— E a Cleo?
Ele sorriu.
— Que Cleo?
— Nicolo. — Ao interromper o momento de ternura causado graças à fúria de Kyan, a voz de Lucia era baixa, mas firme. — Tire Jonas de perto dela antes que seja tarde demais.
Jonas olhou feio para ela.
— Você e seu amigo precisam ir embora. Agora. Está me ouvindo? Se chegarem mais perto, juro que mato os dois.
Todo o espírito de combate que cintilava nos olhos de Lucia tinha desaparecido, e ela parecia apenas triste e desolada.
— Eu não queria que isso acontecesse. Sei que não vai acreditar em mim, mas eu sinto muito. Nicolo, faça o que eu disse!
Sem dizer nenhuma palavra, Nic agarrou Jonas e o puxou para longe de Lysandra.
O rebelde tentou se desvencilhar.
— O que está fazendo? Me solte!
— Jonas? — Lys estendeu a mão na direção dele, com um sorriso nos lábios. — Eu amo...
Suas doces palavras foram de repente silenciadas quando chamas irromperam de seu peito, transbordando como lava por cada centímetro de seu corpo.
— Não! — Jonas empurrou Nic e tentou levantar para chegar até Lysandra, cuja figura tinha sido transformada em uma coluna flamejante de fogo âmbar. As chamas subiam cada vez mais alto e, com violência, mudaram de âmbar para azul brilhante – o mesmo tom dos olhos de Kyan.
O som dos gritos de Lysandra atravessou a alma de Jonas, e em um instante doloroso, as próprias chamas se estilhaçaram como vidro, jogando cacos de cristal azul ao redor de todos.
Não sobrou nada.
Com um lamento ofegante, Jonas caiu no chão, olhando fixamente para o espaço vazio onde Lysandra tinha estado havia pouco tempo.
Ele ficou daquele jeito por um tempo, imóvel, com lágrimas ardendo os olhos, sem notar quando o círculo de fogo desapareceu, nem ver Lucia e Kyan indo embora do mercado, deixando Jonas e Nic completamente sozinhos.

2 comentários:

  1. Kyan desgraçado, nunca imaginei que a Lys fosse morrer :/

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  2. Mas que droga! Por acaso esses personagens são descartáveis? Aff

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Boa leitura, E SEM SPOILER!