29 de setembro de 2018

Capítulo 17

ACORDEI OLHANDO PARA AS ESTRELAS.
Fechei os olhos e então os abri de novo. As estrelas estavam costuradas na tenda acima de mim, constelações de tecido amarelo à luz do lampião. Tomei impulso para levantar, mas meu braço se rebelou de tanta dor, fazendo minha cabeça girar. Eu me sentia horrível. O que era um privilégio de estar viva, pelo menos.
Levou um instante para minha cabeça se estabilizar. Meu braço estava enfaixado do pulso até o ombro. Os curativos cheiravam a mel e alguma coisa que não reconheci.
Jin estava perto de mim, deitado imóvel sob um cobertor pesado puxado até os cotovelos. Seu peito nu estava ensopado de suor. Ataduras novas tinham sido colocadas, então eu não conseguia mais ver a ferida. Mas seu peito levantava e caía com uma respiração leve, e aquilo era suficiente para acalmar minha própria respiração. Ele estava vivo. Nós dois estávamos. A onda de alívio que aquilo provocou bastou para que eu conseguisse me apoiar nos cotovelos e olhar em volta.
No canto estava um desconhecido. Um garoto mais ou menos da idade de Jin, braços cruzados, rosto redondo, cabelo preto cacheado caindo sobre os olhos, a boca meio aberta enquanto dormia.
Sentei devagar, com cuidado para não acordá-lo. O fato de estar enfaixada e não algemada e amordaçada parecia um bom sinal. Mas só porque tinham me tratado bem não queria dizer que eu devia confiar naquelas pessoas. Quem quer que fossem.
Minha camisa tinha sido substituída, mas meu sheema ainda estava amarrado na cintura, e entre ele e meu corpo estava a bússola. Meu coração acelerou de alívio quando a peguei.
Percebi uma pequena pilha de garrafas e curativos no canto, e entre eles uma faca que parecia ser usada para fins médicos. Tinha sangue seco nela. Eu a peguei. Precisava descobrir onde estava. E não ia sair por ali desarmada.
Foi fácil passar pelo garoto dormindo. No instante em que abri a tenda para sair, a luz do sol atingiu meu rosto com violência, me cegando.
Alguém tinha pintado o mundo enquanto eu dormia.
Eu achava que verde era a cor do mato ralo que lutava para abrir caminho entre as pedras — não aquela cor que anunciava sua existência ao deserto sem um pingo de medo. Atrás de mim, a enorme face dourada do rochedo empoeirado se agigantava atrás do campo, mas a areia se rendia rapidamente à medida que se afastava das paredes. Estávamos diante de um oásis, um surto de cor e vida, cheio de pessoas. À primeira vista eu diria que era do tamanho da Vila da Poeira, com mais ou menos umas cem pessoas. Só que comparar aquele lugar à Vila da Poeira seria como comparar um buraqi a um burro. No centro de tudo se erguia uma torre dourada e vermelha, alta o suficiente para arranhar o azul do céu.
Minhas pernas decidiram caminhar em vez de fraquejar no último segundo. Segurei a bússola próxima ao corpo com uma mão e a faca com a outra. Eu não sabia o quão útil seria. Estava desorientada, por causa da perda de sangue ou da estranheza esmagadora do lugar. Era como se minhas pernas se movessem sozinhas. Uns poucos passos e a areia escaldante ficou mais fria, conforme eu entrava na sombra do oásis.
Passei embaixo de árvores carregadas de laranjas, romãs e outras frutas que nem reconheci. Elas cresciam em todos os lugares, em torno de piscinas tão límpidas e profundas que eu sentia que se chegasse perto o bastante poderia enxergar o coração pulsante da terra dentro delas.
A agulha da bússola apontava para o oásis. Tendas de todas as cores estavam espalhadas entre as árvores, apoiadas nos troncos para suporte ou penduradas nos galhos.
E as pessoas. Todos vestiam cores que pareciam ter sido criadas quando o mundo ainda era novo. Algumas pessoas estavam reunidas em torno de uma piscina, lavando roupas e conversando; não levantaram a cabeça quando passei. A garota que tinha matado o andarilho estava com meia dúzia de homens e mulheres com espadas de madeira no que parecia um treino militar. Quase pisei em dois garotos, que deviam ser mais novos do que eu e mexiam desajeitados em alguma coisa que parecia uma bomba. Ambos levantaram o olhar para mim.
— É melhor você passar bem longe disso — um deles disse.
— Preferimos explodir apenas nossas próprias mãos. — Quando o segundo garoto falou, percebi que não era um garoto, no fim das contas. Era uma menina, o cabelo cortado rente à cabeça, bem magricela, mas ainda assim uma menina. Nenhum deles parecia preocupado com o fato de eu ser uma desconhecida. Talvez ter uma porta mágica significasse que você não precisava ser tão desconfiado. Dei uma longa volta para passar longe dos dois, por via das dúvidas, mesmo não tendo certeza de para onde estava indo.
Saí da área das árvores e entrei numa grande clareira de areia. À minha frente estava a maior tenda de todas. Tinha o dobro da altura de um homem e parecia capaz de conter metade do acampamento — era mais um pavilhão do que um lugar para dormir. A lona era vermelha, com um enorme sol azul costurado.
Idêntico à tatuagem de Jin.
Conforme me aproximava, vi uma silhueta sozinha de pé na tenda. Deveria ficar pequena sob o dossel alto, mas de algum modo parecia preencher o espaço tão facilmente quanto a luz do sol. Era um garoto debruçado sobre uma mesa, e tudo o que eu podia ver era a coroa em sua cabeça. Suas mãos estavam posicionadas nas extremidades de um mapa enorme. Outros papéis estavam presos por pedras, copos vazios e armas.
E uma bússola velha de latão.
A luz do sol refletiu na faca na minha mão, enviando um raio de luz que atravessou a tenda. O garoto levantou a cabeça, seus olhos mirando diretamente em mim.
Ele não teve a reação que qualquer um teria diante de uma garota estranha hesitando na entrada do pavilhão, empoeirada, machucada, com marcas de sangue, cabelo emaranhado cheio de areia e uma língua que de repente não funcionava. Olhou para mim como se eu tivesse todo o direito e toda a razão de estar de pé ali.
— Você está ferida. — Sua testa se franziu em preocupação. Por um instante não entendi, então percebi que havia sangue nos meus curativos.
Então seus olhos focaram a faca na minha mão. Fiz a única coisa que me veio à mente. Levantei a bússola como uma oferta de paz.
— Trouxe isto.
— Ah. — A compreensão tomou conta de seu rosto. — Você é a garota que Shazad trouxe com o meu irmão.
Ele continuou falando, mas só ouvi uma coisa.
Irmão.
Vasculhei a mente em busca de outra explicação, mas só havia uma pessoa de quem ele podia estar falando.
Jin.
— Quem é você? — perguntei, embora pudesse adivinhar.
Um sorriso incerto passou pelo seu rosto, como se ele não tivesse certeza se eu estava brincando. O sorriso dele não tinha nada a ver com o de Jin.
— Meu nome é Ahmed.
Ele não disse o nome completo. Não disse que era o príncipe Ahmed Al’Oman Bin Izman. O príncipe rebelde e herdeiro de Miraji por direito. O príncipe. Direto das histórias ao redor da fogueira. Aquele que inspirava gritos de revolução em todo o deserto.
Eu não sabia o que esperava do príncipe rebelde, mas certamente não imaginava que ele fosse como qualquer outro garoto do deserto que eu conhecia. Ele era jovem. Tinha o cabelo preto, a pele bronzeada, a mandíbula reta e forte, sem barba. De pé em um pavilhão coroado pelo sol com a autoridade de um sultão com o dobro de sua idade. O sol era dele. Não era o sol de um país estrangeiro tatuado no coração de Jin. Era o sol da rebelião. Do seu irmão.
Uma nova alvorada. Um novo deserto.
O que significava que Jin também era um príncipe.
Jin havia me contado sobre o irmão, que tinha colocado seu nariz quebrado de volta no lugar. Sobre como tinha nascido em Izman, mas era de Xicha.
Ele nunca tinha me dito que era um príncipe.
Eu tinha beijado um príncipe.
Senti o cano de uma arma encostando no meu pescoço, interrompendo meus pensamentos.
— Largue a faca — disse uma garota. — Você me deve pelo menos isso por salvar sua vida.
O instinto de lutar tentou dar as caras, mas meu corpo estava cansado demais para obedecê-lo.
Abri a mão e a faca caiu aos meus pés. A arma foi afastada do meu pescoço enquanto a garota — a mesma que tinha matado o andarilho — dava a volta para me encarar, ainda apontando-a para mim.
Lembrei que Ahmed a chamara de Shazad. Ela levantou a voz:
— Bahi, eu a encontrei.
— Ah, graças a Deus e a todos os seres primordiais. — Uma terceira pessoa correu para dentro da tenda. Era o garoto de cabelo cacheado que estava cochilando quando eu acordara. — Juro que só caí no sono por um segundo. — Ele apontou o dedo na minha direção como uma mãe dando bronca. — Não é educado escapar sorrateiramente de alguém que salvou sua vida.
— Não é a primeira vez que faço isso — admiti. Minha mente ainda estava acelerada, mas ter uma arma apontada para mim me ajudou a me concentrar.
— E também não é a primeira vez que uma garota escapa sorrateiramente de você enquanto dorme — Shazad murmurou para Bahi, tão baixo que fui a única a ouvir. Eu não tinha notado enquanto ela matava o andarilho, mas seu sotaque era do norte e tão áspero quanto o do comandante Naguib, o que me deu vontade de pegar a faca de novo.
— Você vai atirar em mim ou não? — Meu próprio sotaque contrastava com o dela enquanto eu encarava o cano da arma. — Parece um desperdício de todo esforço para salvar minha vida.
Shazad levantou a sobrancelha para mim, refletindo, então abaixou a arma.
— Uau — o garoto de cabelo cacheado, Bahi, disse para mim. — Nunca a vi desistir tão fácil. Ela deve gostar de você.
Shazad o ignorou.
— Ela sabia a palavra secreta — ela disse, simplesmente. — Jin deve confiar nela.
Sakhr, lembrei.
— Mas a porta não abriu.
— Ela só abre por dentro — Shazad disse. — Qualquer mortal que souber o nome verdadeiro do djinni que construiu este lugar pode dizer seu nome e solicitar a entrada. Isso nos avisa aqui dentro. Descobrimos a história deste lugar em um tomo antigo, assim como o nome verdadeiro do djinni. Para nossa sorte, a história se revelou verdadeira quando tivemos que fugir de Izman.
Nomes verdadeiros têm poder.
— Então quem deixou vocês entrarem?
— Tem outras formas de entrar, se você souber voar. — Ou estiver disposto a escalar. Olhei para o topo dos rochedos que nos cercavam. Quem soubesse o caminho provavelmente conseguiria dar um jeito de chegar ali atravessando o topo do desfiladeiro. Quanto tempo levaria para os gallans de Fahali encontrarem um caminho?
— Desculpe, hum… — Ahmed pausou, esperando.
— Amani — ajudei.
— Amani. — Ele contornou a mesa. — Você está cansada. Gostaria de sentar e comer alguma coisa e…?
— Bahi! — Uma nova voz fez todos virarem a cabeça. A garota que entrou correndo era mais nova do que eu. Seu cabelo era roxo escuro, espalhado em ondas suaves em torno de um rosto redondo com uma expressão de puro pânico. — Alguma coisa está acontecendo com meu irmão. Jin está balbuciando enquanto dorme.
Lá estava aquela palavra de novo. Irmão.
Ela parecia ainda menos com Jin do que o príncipe rebelde.
— Isso é normal — Bahi disse. — O veneno do pesadelo está sendo eliminado do sistema.
— Tem certeza? — A voz da garota de cabelo roxo era entrecortada por lágrimas.
— Delila. — O príncipe estendeu a mão na direção dela, em um gesto de conforto. Me dei conta de que também era sua irmã.
— Você é a filha do djinni — deixei escapar. Minha cabeça estava girando, tentando distinguir o que era real e o que eu tinha ouvido em torno de fogueiras. — Das histórias.
Por um momento Delila esqueceu sua preocupação. Ela puxou o cabelo roxo exuberante para trás dos ombros, como se pudesse escondê-los.
— Você esperava presas e escamas? — O príncipe Ahmed sorriu como se fosse uma piada, mas tinha um quê de cautela ali também.
— Asas e chifres, na verdade — eu disse, meio brincando. Era assim que haviam descrito a irmã monstruosa do príncipe na Vila da Poeira. A garota baixou rapidamente o olhar, envergonhada. O ar em torno de seu cabelo mudou, como o calor no deserto. Os tons de roxo desapareceram e seu cabelo ficou completamente preto, como o do irmão. Ela mexeu nos fios, constrangida. Lamentei na hora ter falado alguma coisa.
— Vou lá dar uma olhada nele — Bahi disse, quebrando a tensão. Ele levantou a mão para coçar o pescoço, e vi tinta azul na sua palma, formando um círculo perfeito com símbolos interligados.
Meu ânimo desapareceu.
— Você é um pai sagrado.
Lá na Vila da Poeira, costurávamos nossos próprios ferimentos de bala e dedos perdidos. Só a perda de um par de membros ou de um balde de sangue merecia uma visita do pai sagrado. Só o chamávamos quando não sobrava qualquer esperança a não ser a prece — em parte para curar, mas principalmente para barganhar nos portões da morte. A presença de um homem sagrado nunca era um bom sinal. Era o último recurso.
O pensamento devia estar estampado na minha cara.
— Não se preocupe. — Bahi levantou a outra mão. Estava limpa. Não tinha a tatuagem correspondente que deveria estar ali. — Eu não sou muito bom nisso.
Ele colocou a mão marcada no ombro de Delila, conduzindo-a para fora e sussurrando em tom conspiratório no seu ouvido. Ele disse algo que fez a garota rir, apesar do medo. Gostaria de saber o quê. Gostaria que algumas palavras desfizessem o nó na minha garganta. Se tivesse arrastado Jin por meio deserto só para ele morrer em seguida, ia matá-lo.
— O que aconteceu com ele? — O sotaque do príncipe Ahmed era mais sofisticado do que o meu, porém mais suave do que o do comandante Naguib. Naguib. Ele também era filho do sultão. Era irmão de Jin tanto quanto o príncipe Ahmed.
Jin havia apontado a arma para o rosto de Naguib mas não tinha puxado o gatilho. Era pecado matar alguém da família.
— Tem mais algum parente de Jin que eu deveria conhecer antes de responder a pergunta? — Teria sido uma ótima ocasião para manter a boca fechada. Minha raiva nem deveria estar direcionada a eles.
Mas Shazad soltou uma risada. Um riso que não era polido ou refinado, destoando do restante dela. E não parecia que ela estava rindo de mim, mas comigo.
— Não que a gente saiba. Mas é difícil ter certeza quando se trata do sultão.
Ahmed entendeu o que estava nas entrelinhas das minhas palavras.
— Você não sabia que ele era meu irmão. — Não era uma pergunta.
— Eu nem sabia que ele fazia parte da rebelião.
A humilhação queimava dentro de mim. O príncipe Ahmed e Shazad me encaravam, esperando que eu dissesse algo que poderia explicar por que alguém arrastaria deserto afora uma pessoa que nem conhecia direito. Eu não sabia como explicar nosso envolvimento.
— Jin explodiu uma fábrica. — Esse parecia o ponto certo para começar, mas na verdade não era. — Isso foi depois que causamos um incêndio num celeiro — continuei. — Mas neste caso foi meio que um acidente.
O rosto de Shazad se iluminou com um sorriso. Como se ela tivesse acabado de descobrir algo a meu respeito e gostado. E então a história toda saiu de uma só vez.
O sorriso de Shazad morreu quando cheguei à parte de Dassama, mas ela não me interrompeu enquanto eu contava rapidamente os acontecimentos dos últimos dias. Fahali. Nossa fuga. Os pesadelos.
— Precisamos nos preparar. — Quando terminei, Shazad estava batendo o dedo no mapa aberto na frente do príncipe, apontando para Fahali. — Os gallans e o sultão estão chegando mais perto. E agora estão procurando por nós. Com uma arma capaz de destruir cidades inteiras. — Ela virou para mim. — Que tipo de alcance você acha que essa coisa tem?
— Não o suficiente para explodir o desfiladeiro inteiro. — Olhei para a linha de tinta irregular no papel que mostrava a enorme dimensão do vale de Dev. O dedo de Shazad repousava sobre Fahali. Havia um minúsculo marcado ao lado, indicando a posição do acampamento rebelde. Menos de um dedo de distância não me parecia longe o bastante para estarmos seguros. — Mas suficiente para que eles não precisem ser muito exatos. Ou para passar pela sua porta mágica. — Hesitei. — E tem outra coisa: não havia um único fragmento de bomba em Dassama.
— O que isso significa? — o príncipe perguntou, olhando para o mapa, analisando o país que já havia conquistado uma vez e pelo qual estava lutando de novo.
— A ausência de fragmentos significa que não é uma bomba de uso único — Shazad disse, juntando as peças do quebra-cabeça mais rápido do que o príncipe. — Isso é algo novo. Eles podem usar várias vezes.
— O que significa que eles não precisam saber exatamente onde estamos, porque não precisam acertar de primeira.
Ahmed e Shazad se entreolharam e me encararam, compreendendo a situação.
— Precisamos de Imin — o príncipe disse.
A garota que entrou na tenda alguns instantes depois atrás de Shazad parecia completamente banal. Sua aparência era tão comum que era difícil reparar em algo específico nela. Com exceção de seus olhos amarelos.
— Precisamos de um espião — Ahmed disse para Imin. — Precisamos que você se infiltre no Exército gallan em Fahali e nos avise se chegarem perto demais.
— Está bem. — A garota deu de ombros, amuada. Enquanto isso, seu rosto começou a mudar. Seus lábios ficaram mais finos; sua pele, mais clara; seus ombros, mais largos; e seu peito achatou. Em algumas piscadas era outra pessoa. Um homem com um rosto gallan.
As únicas coisas que não mudaram foram suas roupas e os olhos amarelos pálidos. Lembrei da garota de cabelo vermelho que tinha sido executada em Fahali.
— Não estou gostando da ideia. — Shazad deu uma olhada no espião. — Seus olhos ainda chamam atenção demais. — Imin os revirou para Shazad. — Devíamos mandar Delila.
— Não. — Ahmed balançou a cabeça. — Uma ilusão é arriscada demais. Enviar um demdji para um acampamento gallan é como mandar um carneiro para a toca do leão. Ilusões falham; metamorfoses, não.
— Pelo menos Delila pode esconder sua marca — Shazad murmurou.
— Enviaremos Imin. — O tom de Ahmed não deixava brecha para discussão.
Finalmente Shazad consentiu com um aceno da cabeça.
— Tem um carniçal morto no desfiladeiro usando uniforme gallan. Fique à vontade. Você deve voltar até a Shihabian. — Ela se virou para sair, acenando para que eu a seguisse. — E tente não morrer.

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