1 de setembro de 2018

Capítulo 15

LUCIA
AURANOS

Que fascinante observar o rosto de alguém que sabe que está prestes a morrer.
Lucia não presenciara a última série de execuções, mas eram comuns em Limeros durante o reinado do rei Gaius. No passado, sempre as considerara uma necessidade desagradável, mas nunca sentira pena dos criminosos. Afinal, aqueles que eram executados tinham optado por cometer crimes. Sabiam que seriam punidos, mas agiram errado mesmo assim.
O pai dela também havia condenado muitas bruxas à morte ao longo dos anos — todas eram mulheres cruéis que usaram sua magia para ferir os outros. Depois que os elementia de Lucia despertaram, ele explicou como sua magia era diferente das outras.
A magia das bruxas era do mal, fortalecida por sacrifícios de sangue e artimanhas obscuras.
A magia dela era pura, profética. Era boa.
— Que barbaridade! — Cleo disse em voz baixa quando os dois rebeldes foram levados ao palco.
— Seu pai não fazia execuções? — Lucia perguntou a Cleo. Um garoto de cabelos claros que caminhava no meio do público chamou sua atenção. Era um dos poucos que destoava da multidão, paralisada pelo discurso do rei. Na verdade, ele se movimentava na direção oposta, com uma tocha acesa na mão, atraindo olhares irritados daqueles em quem esbarrava.
— É claro que fazia — Cleo respondeu. — Mas não eram espetáculos públicos como este.
Seria crueldade não ligar para o destino daqueles dois rebeldes? Lucia procurou em seu coração, tentando encontrar alguma sensação de desconforto em relação às mortes iminentes, mas descobriu que não sentia nenhuma empatia por eles. Os dois tinham escolhido seu caminho, que os levara até ali. Não podiam culpar ninguém além de si mesmos.
Do nada, justo quando a rebelde — uma criaturinha selvagem com uma massa desordenada de cachos negros e um olhar demoníaco no rosto — estava prestes a morrer sob o machado, ouviu-se o ruído estrondoso de uma explosão.
— O que foi isso? — Lucia exclamou. Mas antes que alguém tivesse tempo de responder, a plataforma foi abalada por outra explosão que derrubou a princesa. Ela perdeu o equilíbrio e caiu da área elevada, bem no meio do povo. O mundo começou a girar quando ela se levantou, desorientada.
— Pai! — Lucia gritou, mas não conseguia vê-lo, nem Magnus, Cleo ou algum dos guardas. No chão, estava cercada de rostos desconhecidos, atormentados por pânico e medo. Ninguém deu atenção a ela, todos tentavam proteger a própria vida, fugindo do fogo.
À sua esquerda havia um homem em chamas, contorcendo-se no chão… Estendendo o braço na direção dela, gritava com a boca retorcida…
Lucia voltou a pensar no dia fatídico em que o rei pedira a ela para arrebentar a entrada do palácio com sua magia. Tinha parecido um pedido tão simples. Mas a magia encontrou mais magia, e uma fera ardente surgiu e estraçalhou tudo, destruindo a entrada do palácio e matando todos que estavam no caminho.
Cambaleando, ela se afastou do homem antes que ele agarrasse seu vestido e a fizesse pegar fogo também.
— Magnus! — ela gritou. Agarrou a beirada da plataforma, tentando subir de novo, mas a enorme torrente de pessoas a carregou, e o pânico cresceu ainda mais dentro dela.
Lucia não ficava no meio de plebeus dessa forma, sem proteção, desde… Bem, nunca ficara desacompanhada na vida. Mas ninguém olhava em sua direção, todos estavam ocupados tentando se proteger e escapar dali.
A multidão empurrou Lucia para fora da praça do palácio. Vendo-se em uma rua da cidade, ela esticou o pescoço em busca de um caminho livre de volta ao castelo.
— Está perdida, princesa? — A mão grande de um homem envolveu seu pulso. — Deixe-me ajudá-la.
Lucia virou, e o medo dentro dela começava a tomar conta de tudo.
— Me solte.
O homem franziu a testa.
— Apenas me…
Qualquer um daqueles estranhos podia querer seu mal, e ela não permitiria ser maltratada por nenhum deles. E aquele homem sabia quem ela era e poderia fazê-la de refém para chantagear o rei.
— Eu disse para me soltar! — ela gritou.
Com apenas um pensamento, ela invocou a magia do fogo para aquecer sua pele. No mesmo instante, o homem a soltou com um grito, a mão escurecida e queimada, os olhos arregalados de dor e atordoamento. Ela se virou e correu para longe dele a toda velocidade, as saias batendo nas pernas.
Seu coração batia forte, mas ela sentiu uma onda de orgulho do que tinha feito. Em vez de permitir que o medo tomasse conta, ela havia se protegido. Qualquer um que quisesse machucá-la deveria manter distância.
Ela respirou fundo quando localizou um rosto conhecido no meio do povo. Era a princesa Amara, usando um vestido vinho, com os longos cabelos escuros soltos sobre os ombros. Os olhos dela se arregalaram quando encontraram Lucia.
— Lucia! — Amara se aproximou e segurou as mãos dela, encolhendo-se enquanto as pessoas passavam por elas sem olhar duas vezes. — Que bom que a encontrei. Resolvi visitar o palácio hoje, mas quis esperar até o rei voltar da execução para anunciar minha presença. E então… as explosões. Eu… eu me perdi dos meus guardas.
— Graças à deusa nos encontramos — Lucia pegou o braço de Amara e a conduziu para uma alcova para se abrigarem. As duas observaram os enxames de pessoas se espalhando em todas as direções enquanto fugiam da praça do palácio.
Os rebeldes eram responsáveis por isso, sem dúvida. Tinham provocado uma distração para resgatar seus companheiros.
A ideia enfurecia Lucia.
Um garoto estava correndo na direção oposta à da multidão, olhando ao redor com desgosto e desconfiança. Em seguida desapareceu dentro de uma padaria. Lucia logo o reconheceu de pouco antes das explosões — o loiro com a tocha acesa, que ainda carregava, como uma arma.
— Aquele garoto! Foi ele — ela sussurrou.
— Foi ele? — Amara repetiu. — Do que está falando? De quem está falando?
— Do responsável pelas explosões. Só pode ter sido ele. — Era um palpite, mais do que qualquer outra coisa, mas valia a pena investigar. Ela sabia. Aquele garoto não podia escapar. Era um assassino e chegara muito perto de matar sua família.
Lucia observou a área em busca de um guarda para alertar, mas não havia nenhum por perto.
— Vamos! — Ela puxou Amara pelo braço. — Não podemos deixá-lo fugir.
Amara não protestou quando Lucia a levou para a padaria. O lugar tinha aroma de canela e baunilha; várias bandejas de biscoitos de açúcar e tortas de fruta haviam sido deixadas intocadas sobre o balcão. Lucia passou os olhos pelo local até localizar o garoto, em um canto afastado. O fogo em sua tocha tremeluzia, iluminando seus olhos arregalados no interior escuro da loja.
— É tudo culpa sua, não é? — Lucia disse com severidade.
Ele olhou bem nos olhos dela, sem recuar.
— Você não deveria estar aqui, menina. É melhor me deixar em paz ou pode acabar queimada.
Ele não parecia nem um pouco constrangido, nem tentava negar a acusação.
— Por que alguém desejaria ferir tanta gente?
Ele bufou.
— Por que se importa? Você me parece bem. Nem uma sujeirinha nesse lindo vestido. Vão embora, vocês duas. Senão…
Ele não parecia saber quem ela era.
— Eu me importo porque não gosto quando pessoas inocentes voam pelos ares simplesmente por estarem no lugar errado, na hora errada. — Ela olhou rapidamente para Amara para se certificar de que não a havia assustado, depois se aproximou mais do garoto. — Você ajudou os rebeldes a fugir.
Os olhos dele se estreitaram, cintilando à luz do fogo.
— ME DEIXE EM PAZ!
Mesmo agora que o horror havia terminado, ele não parecia querer largar a tocha nem por um instante.
— Trazer fogo para uma construção como esta é perigoso — Lucia disse.
— Então sugiro que fique longe de mim.
— Ele é bem grosseiro — Amara observou, cruzando os braços. — Você deveria usar sua magia contra ele.
Lucia virou para ela no mesmo instante, surpresa.
— O que disse?
Amara a encarou com um olhar paciente.
— Ouvi os rumores. Existem tantos a seu respeito. Meu pai ouviu também. Na verdade, você é um dos motivos pelos quais ele me mandou para cá. Você é a arma secreta do rei Gaius, uma menina profética e mágica.
O primeiro impulso de Lucia foi mentir, negar os rumores de Amara. Mas por que precisava negar o tempo todo o que era e o que podia fazer? Sabia que seu pai achava que os kraeshianos eram inimigos, mas ele se reconfortava em saber que o imperador Cortas teria que lutar contra a magia de Lucia se quisesse atacar Mítica.
O rei esperava muito dela — quase tanto quanto ela esperava de si mesma.
— Chega de bobagem — o garoto disse, revirando os olhos. — Preciso ir. — Ele tentou desviar e passar por entre as duas princesas, agitando a tocha para mostrar que as queimaria se chegassem perto demais.
Lançando um olhar sombrio na direção dele, Lucia invocou a magia do ar. De repente, o garoto foi jogado contra a parede e imobilizado, sua tocha apagada. Mais uma vez, a magia não exigiu mais do que um pensamento. Alguns dias era muito fácil.
Lucia então estendeu a mão e fez surgir uma chama dançante sobre a palma.
— O quê…? — ele tentou dizer. — O que você é?
Um sorriso se formou no rosto de Amara.
— Eu sabia. Você tem magia na ponta dos dedos. É incrível.
Lucia ergueu a sobrancelha, satisfeita com as reações de espanto que um simples truque era capaz de suscitar.
— Sem dúvida pode ser incrível. — Ela se aproximou do garoto, permitindo que seu ódio por ele fluísse dentro dela e alimentasse o fogo. — Me diga seu nome.
Ele não conseguia tirar os olhos da chama na palma da mão dela.
— Petros.
— Você é um rebelde?
— Não costumo ser. Mas hoje acho que fui. — Os olhos dele refletiam o fogo. — Você é absolutamente incrível. É como uma deusa, uma linda deusa.
O elogio a agradou por apenas um segundo. A maneira como olhava para ela, como se fosse digna de adoração.
— Sou mesmo?
— Como a deusa Cleiona. A materialização perfeita de fogo e ar.
A menção àquele nome fez seu prazer desaparecer.
— Cleiona matou Valoria, minha deusa, tentando roubar sua magia. Como ousa me comparar com uma criatura tão perversa?
Ele ficou pálido.
— Desculpe. Por favor, me perdoe. Não tive a intenção de desrespeitá-la.
— Você vai interrogar o rapaz? — Amara perguntou. — Ou vai deixar que ele a admire o dia todo?
— Bem lembrado — ela concordou.
Amara não olhava para ela com assombro nem medo de sua magia tão real. Parecia satisfeita e impressionada.
Era uma boa mudança em relação às reações horrorizadas que seus elementia costumavam provocar.
— Só quero saber por quê — Lucia disse ao garoto. — Por que ajudou os rebeldes hoje? Quer derrotar meu pai por algum motivo pessoal?
— Seu pai… — Petros uniu as sobrancelhas assim que começou a entender. — Você é a princesa Lucia.
— Dê um prêmio ao garoto — Amara disse com um sorrisinho.
— Sou — Lucia respondeu. — Agora responda.
— Eles me pediram ajuda.
— Quem pediu sua ajuda?
— Jonas Agallon. Ele queria resgatar seus amigos. Viu minhas demonstrações com fogo e achou que eu poderia ajudar. Para mim, qualquer oportunidade de mexer com fogo, de ver as chamas subirem e destruírem tudo pelo caminho… É o que mais amo. E posso ver que também gosta, princesa.
Jonas. Esse nome andava aparecendo muito ultimamente. Jonas Agallon, líder dos rebeldes, acusado de assassinar a rainha. O que, para Lucia, não tinha sido um problema. Assim não precisara executar a tarefa ela mesma.
Esses pensamentos obscuros, uma voz disse dentro dela. Usar sua magia é invocar a maldade. Tenha cuidado, ou ela pode consumir você.
— Preciso sair daqui — Lucia disse. Sua voz estava fraca e cheia de incertezas conforme a dúvida aumentava.
Ela perdeu o foco por um instante, e Petros conseguiu se libertar da magia do ar. O garoto se afastou da parede, empurrando-a afobado para chegar até a porta. Mas Amara estava lá, bloqueando a passagem.
Ele a encarou com intensidade.
— Saia da frente, ou mato você.
— Duvido. — Ela enfiou a mão nas dobras do vestido, tirou uma adaga e a cravou no peito dele.
O garoto olhou para baixo, em choque. Tocou o cabo com dedos trêmulos, depois caiu de joelhos e sucumbiu de vez no chão. Uma poça de sangue começou a se formar em volta dele.
Lucia arregalou os olhos.
— Não esperava por isso.
Amara se abaixou e arrancou a adaga do corpo do garoto, limpando a lâmina com um lenço branco.
— Com certeza, ele também não. Não é nenhuma perda para o mundo, imagino. Os kraeshianos gostam de lidar com criminosos de maneira rápida e objetiva. Não costumamos desperdiçar muito tempo com prisões e execuções públicas. — Ela olhou para Lucia. — Espero que não seja problema para você. Ele ia escapar… e sabia o seu segredo.
Lucia achava que Amara não passava de uma princesa mimada de outra terra. Mas era muito mais que isso.
Lucia agora olhava para ela com cautela.
— Se está preocupada, não direi a ninguém o que vi aqui. — Amara guardou a arma e se aproximou de Lucia. — Pode ficar tranquila, sei ser muito discreta.
— O que quer de mim? — A magia do fogo crepitava pelos braços de Lucia, pronta para ser invocada se Amara dissesse algo errado.
Naquele momento, Amara não era a única disposta a tirar uma vida se não houvesse opção. Lucia se protegeria — e protegeria sua família — a qualquer custo.
A confiança cintilou no rosto da princesa estrangeira.
— Quero ser sua amiga, Lucia. É tudo o que quis desde que cheguei a Auranos. Espero que me dê essa chance. — Ela sorriu. — A multidão já deve ter se dissipado a esta altura. Está na hora de voltarmos para o palácio.
— Vá sem mim — Lucia disse. — Preciso de tempo para pensar.
Amara não discutiu.
— Muito bem. Proteja-se, Lucia. Nos vemos de novo em breve.
Ela se virou e passou por cima do corpo de Petros, sem olhar para Lucia ao sair da padaria.
Lucia a deixou partir, mas ficou na porta e observou a princesa até ela sumir de vista. Amara sabia do que Lucia era capaz. Teria o bom senso de guardar a informação para si.
Lucia olhou para o rosto do garoto morto, não sentindo nada no coração além de alívio. Finalmente, deixou a padaria. As ruas já estavam mais vazias, e ela se viu praticamente sozinha na cidade.
Ao longe, viu as torres douradas do palácio e seguiu entre as travessas sinuosas na tentativa de chegar até ele. A cidade era um labirinto — mais ou menos como os corredores do palácio. Se não prestasse atenção, era fácil perder o rumo.
E, mesmo enxergando seu destino, sabia que estava perdida e sozinha ali.
Ninguém a entendia. Não podia confiar em ninguém, nem mesmo em sua família.
Lucia sentiu vontade de chorar quando uma onda inesperada e devastadora de tristeza tomou conta dela. Estava à beira das lágrimas quando virou uma esquina…
E lá estava ele. Parado no meio da estrada de pedras arredondadas, como se a esperasse.
— Você é um sonho — ela sussurrou. — Estou sonhando neste exato momento.
Os olhos prateados de Ioannes encontraram os dela, e ele sorriu.
— Não desta vez.
Mas tinha de ser um sonho. Aquilo não podia ser real.
— Você não está aqui.
— Não estou? — Ele olhou para si mesmo, estendendo as mãos e inspecionando palma e dorso. — Tem certeza?
A estrada cercada de árvores verdes e viçosas, as pedras cintilantes que pavimentavam as passagens, a fachada das lojas brilhando sob o sol… tudo desapareceu, e Lucia não viu nada — nada além dele. Apenas Ioannes.
Ele se aproximou, e ela deu um passo trêmulo para trás.
Ioannes uniu as sobrancelhas e passou a mão no cabelo cor de bronze.
— Achei que ficaria feliz em me ver.
— Mas… como é possível? — As palavras se empilharam umas sobre as outras na pressa de sair. — Quase me convenci de que você era fruto da minha imaginação. Mas disse que nos veríamos de novo. Que você me encontraria.
— E aqui estou. — Ele a pegou pelo braço e a puxou para mais perto. Lucia estava tão abismada em vê-lo que não lhe ocorreu nem por um instante invocar sua magia, o que se tornara um instinto natural quando estava assustada ou com medo. — Desculpe ter demorado tanto, mas vim assim que pude.
Mas não fazia nenhum sentido!
— Vigilantes não podem assumir forma mortal em Mítica. Você devia ser um falcão. Fiquei procurando falcões esse tempo todo!
Ioannes ficou sério.
— Podemos assumir forma mortal aqui se nos exilarmos.
Ela perdeu o fôlego por um instante.
Ioannes meneou a cabeça, registrando o choque dela.
— Deixei o Santuário para sempre. Por isso demorei tanto. É raro alguém deixar meu mundo voluntariamente, acredite. É preciso ter muita certeza de que quer adotar a vida de um mortal.
Ele tinha desistido de sua imortalidade, nunca mais poderia voltar ao seu verdadeiro lar.
— Mas por que você faria algo assim?
— Você não sabe mesmo?
Lucia balançou a cabeça.
Ele se aproximou mais e sussurrou:
— Porque estou apaixonado por você. — Ioannes sorriu em resposta à estupefação dela. — Sim, princesa. Estou aqui porque não há outro lugar onde deseje estar além do seu lado. Agora, devemos ir para o palácio?
Lucia só conseguia olhar para ele. As explosões, a fuga dos rebeldes, o confronto entre Amara e o incendiário, e agora… agora Ioannes estava confessando seu amor por ela.
E não era nem meio-dia!
— O palácio… — ela se esforçava para encontrar as palavras. — Ah, sim, vamos caminhar até o palácio. Vou apresentá-lo ao meu pai como meu novo pretendente, um vigilante exilado do Santuário que visitou meus sonhos quando dormi por vários meses. — Ela passou os olhos pelo céu claro, nervosa, direcionando o olhar para o leve brilho das torres douradas. — Ele vai começar a planejar o casamento imediatamente. Não, o mais provável é que jogue você no calabouço!
O sorriso permaneceu fixo no belo rosto de Ioannes.
— Pode deixar que eu falo com seu pai, princesa.
Aquele sorriso chegou ao coração dela.
Era real.
Até o dia anterior, tudo era lúgubre e desagradável. Agora Ioannes estava ali, e a esperança mais uma vez florescia em Lucia.

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