1 de setembro de 2018

Capítulo 13

NIC
AURANOS

Sua viagem para ver o príncipe Ashur tinha começado tão bem.
Ainda assim, Nic estava deitado sobre uma poça do próprio sangue, depois de apanhar até quase perder os sentidos. Ele olhava para cima, para a luz forte do sol de verão, para o rosto de seus dois agressores.
Burrus pressionou a ponta da espada com firmeza no peito de Nic.
— Pensou que podia ser como nós? Você não tem nada a ver conosco. É um inútil.
— Mate o garoto logo e acabe com isso — Milo disse, entediado. Os ossos de sua mão estavam vermelhos e machucados pela surra que dera em Nic depois de o derrubar do cavalo.
— O que tem para dizer em sua defesa, verme? — Burrus era o mais empolgado dos dois, como um gato que gostava de bater nos ratos por horas antes de finalmente comer a cabecinha peluda.
Queria que Nic implorasse, era óbvio. Que mostrasse como era fraco e miserável. Mas Nic sabia que o matariam mesmo que implorasse. Tudo o que podia fazer era encará-los e esperar que seus olhos não demonstrassem medo.
Finalmente encontrara uma desculpa boa o bastante para sair do palácio e ir até a quinta dos Cortas descobrir se Ashur e Amara tinham potencial para virar aliados da princesa. Mas logo havia sido interrompido por aqueles dois.
— Você teve sorte até agora — Burrus continuou. — A loira vadia esposa do príncipe Magnus considera você um amigo; não consigo pensar em outro motivo para o rei tê-lo deixado vivo por tanto tempo. É o guarda mais inútil que já vi.
— Mas aquela sua irmãzinha era uma graça — Milo disse. — Eu bem que queria ter pegado ela de jeito. Pena que está morta.
Com a visão vermelha de fúria, Nic usou as últimas forças para se erguer do chão. Mas a pressão da espada e a dor que sentiu ao ter a pele perfurada o obrigaram a deitar novamente.
— Não fale da minha irmã de novo — ele resmungou, pronto para brigar. Pronto para matar.
Burrus sorriu com crueldade.
— Você deve ficar muito zangado de ter que se curvar diante do assassino dela todos os dias.
Burrus tinha razão. Ser obrigado a servir o assassino de sua irmã deixava Nic tão furioso que ele não conseguia raciocinar direito. A necessidade de se vingar daqueles que tinham destruído sua vida e sua família consumia todas as horas de seu dia e assombrava seus sonhos.
Ajudar Cleo a destruir o rei e sua família era o único interesse de Nic no momento.
De repente, os dois valentões ficaram paralisados e se entreolharam quando uma carruagem se aproximou e parou bem na frente deles. A porta se abriu, e a princesa Amara colocou a cabeça para fora e os encarou.
— Bom dia — a princesa os cumprimentou com doçura.
— Bom dia, vossa graça — os dois responderam, endireitando os ombros.
Nic levantou a mão de onde estava, todo amarrotado no chão, e fez um pequeno e silencioso aceno.
— Parece que o amigo de vocês teve um dia difícil — Amara disse.
— Não se preocupe com ele — Milo respondeu. — Encontrou uns ladrões, quase perdeu a vida. É fraco demais para se defender. Sorte que chegamos antes de o matarem.
— Ajudem-no a entrar na carruagem. Vou pedir para as criadas cuidarem dos ferimentos na minha quinta.
Milo e Burrus hesitaram. Negar um pedido da realeza, mesmo em se tratando de uma princesa estrangeira, seria um erro infeliz.
— Pois não, vossa graça.
Os dois colocaram Nic em pé e quase o jogaram dentro da carruagem. Burrus abriu um sorrisinho.
— Vamos continuar nossa conversa depois.
A porta se fechou, e Nic logo se deu conta de que a princesa não estava sozinha. Seu irmão, Ashur, estava sentado ao seu lado.
A boca de Nic ficou seca.
— Vossa graça.
— Que bom ver você de novo, Nicolo — disse o príncipe Ashur, franzindo a testa ao avaliar o estado de Nic. — Você vai ficar bem?
Nic se curvou no assento, certo de que estava com pelo menos duas costelas quebradas. Tinha ferimentos superficiais provocados por golpes de espada espalhados pelo corpo, mas o sangue não aparecia por causa do vermelho do uniforme. Tinha a sensação de que seu rosto passara por um moedor de carne; a face direita latejava a cada batida de seu coração.
— Acho que sim — ele conseguiu responder. — Muito obrigado aos dois pela assistência.
— Você é amigo da Cleo, não é? — Amara perguntou.
— Eu… eu sou. — Ele olhou de relance para Ashur, que o observava com curiosidade.
— Amigos de infância — a princesa continuou.
— Sim, isso mesmo.
Será que o príncipe compartilhara com a irmã a discussão que eles tiveram naquela noite fatídica? Ela sabia que Ashur procurava a Tétrade, ou era segredo? Seria apenas mais um dos muitos segredos que o príncipe guardava atrás daqueles olhos azul-acinzentados.
A carruagem chegou à luxuosa quinta que dava para um campo verdejante. A princesa pediu para dois criados ajudarem Nic a descer da carruagem e entrar no casarão. Depois que duas criadas limparam e enfaixaram seus ferimentos, ele foi levado até o pátio da vila, onde sentou com cuidado. Uma criada lhe serviu um cálice de suco de pêssego, e ele bebeu com entusiasmo.
A princesa sentou de frente para Nic, e de repente a gravidade da situação pesou sobre seus ombros. Ser paparicado pela própria princesa com certeza o ajudara a chegar mais perto dos membros da realeza do que qualquer outro guarda chegaria, sem grandes esforços. Se seu corpo não estivesse tão machucado e dolorido, poderia até agradecer a Burrus e Milo por facilitarem a oportunidade.
— Agora, vamos colocar uma coisa em pratos limpos — disse a princesa Amara, rompendo o silêncio. — Não acredito nem por um instante que você foi atacado por ladrões. Aqueles dois brutamontes fizeram isso com você, dois contra um. Teriam matado você se não tivéssemos aparecido naquele momento?
— Acredito que era esse o plano — Nic admitiu. — Fico muito grato por terem interferido. Devo minha vida a vocês.
— Por que queriam ferir você?
— Porque não gostam de mim.
Amara riu diante da sinceridade dele.
— Sim, acho que esse sentimento está estampado em seu rosto agora.
Ashur saiu da casa e se juntou a eles, sentando em uma cadeira ao lado de Nic enquanto Amara se levantava para receber um arranjo de flores que uma criada havia levado até o pátio.
— É do rei Gaius, que espera que estejam gostando da quinta — disse a criada.
Amara assentiu e fez um gesto para que a mulher se retirasse.
— Rei Gaius — Amara repetia o nome enquanto passava a mão pelas belas orquídeas. — Que gentileza, não acha, meu irmão?
— Muita gentileza — Ashur concordou sem entusiasmo.
— Ele nos bane para um local isolado, afastado das muralhas do palácio, e depois manda flores como sinal de amizade. Será que acha que ficaremos lisonjeados com esse presente insignificante?
— Não sei muito bem o que aquele homem está pensando — Ashur fez uma pausa. — Talvez nosso amigo Nicolo possa saber.
Nic endireitou as costas, o que só fez suas costelas doerem mais ainda.
— Acreditem, não passo de um mísero guarda do palácio. Acho melhor procurarem Cronus se quiserem informações internas. Ele fala bastante.
A descrição do intimidante e silencioso capitão da guarda rendeu um sorriso do príncipe e um olhar inquisidor da princesa. Talvez ela não tivesse entendido o sarcasmo.
Nic queria falar com Ashur a sós, mas Amara estava tornando a tarefa impossível.
O príncipe se aproximou.
— Como está se sentindo? Fizeram algum estrago permanente?
Estar perto do príncipe e lembrar o que havia acontecido naquela viela estava sendo muito mais difícil do que ele imaginava.
— Vou sarar.
— Você parece muito pálido.
— Essa é minha aparência normal.
— Fora isso, parece bem — Ashur disse, levantando a sobrancelha. — Felizmente, hematomas desaparecem, e tenho certeza de que logo estará novo em folha.
Nic se movimentou com desconforto no assento.
— Espero que esteja certo.
— Sei que já conhece bem meu irmão — Amara disse.
Nic não sabia ao certo como responder.
— Já conversamos antes.
Ela o observou com um interesse nítido.
— Ashur acredita que seu relacionamento com a princesa Cleiona o torna um rapaz valioso.
— Ah, é?
— Ela mandou você aqui para falar conosco, não é?
Ele ficou boquiaberto.
— Perdão?
— É um palpite baseado em fatos. Por favor, me corrija se estiver errada. Não existe outro motivo para se arriscar a vir até aqui, existe?
Ele tossiu e tomou um gole de suco de pêssego para se recompor.
— Que motivos ela teria para me enviar?
— Para você avaliar se somos amigos ou inimigos — Amara disse apenas. — Ela escolheu você porque não confia em mais ninguém.
Nic olhou para Ashur.
Os lábios do príncipe se curvaram num sorriso diante da expressão aturdida de Nic.
— Os palpites de minha irmã são famosos em Kraeshia. Ela quase sempre acerta.
— A princesa precisa saber que somos dignos de sua confiança — Amara continuou, como se não tivesse acabado de dizer com todas as letras o que Nic estava tentando abordar de maneira sutil. — Ficamos felizes em oferecer nossa amizade a Cleo, mas ela precisa estar disposta a nos ajudar também.
Nic tomou o resto do suco em um único gole. Não havia motivos para negar nada. Ele precisava reunir o máximo possível de informação.
— O que querem?
— O que queremos… — Ashur disse — é a Tétrade. Meu pai finalmente aceitou que aqui pode haver tesouros dignos de serem reivindicados por Kraeshia. Mas ele é um homem de força bruta e não de sutilezas delicadas. Muitos morrerão se ele e seu exército vierem para cá desafiar o rei Gaius. Prefiro evitar tudo isso, se possível.
Pela descrição de Ashur, o imperador Cortas era tão terrível quanto sua reputação, e tão cruel quanto o próprio rei Gaius. Um arrepio passou pelo corpo de Nic.
— Acha que Cleo sabe como encontrar a Tétrade?
— Acho — Amara disse, sorrindo.
Nic ficou em silêncio, olhando para os dois com dúvida e suspeita. Os irmãos estavam muito ansiosos para declarar suas intenções, muito preparados para se aliar. Será que era apenas parte da simples franqueza kraeshiana, ou Nic deveria considerar aquilo um alerta?
Sua prioridade era proteger Cleo. Não podia contar tudo o que desejavam saber. Não até confiar neles plenamente.
E ainda estava longe disso.
Ashur riu.
— Acho que nós o assustamos. Muita coisa, muito rápido, talvez.
Amara passou a mão no cabelo negro e brilhante, ajeitando algumas mechas soltas.
— E eu que achei que você o tivesse nas mãos. Seu famigerado charme finalmente falhou, meu irmão?
Nic sentiu a pouca cor que lhe restava se esvair do rosto.
— Não fique chateado. Sem dúvida não é a primeira criatura a cair na bela teia de meu irmão. — Amara se aproximou e deu um tapinha no joelho de Nic. — Minha nossa, você parece pronto para se jogar do penhasco mais próximo.
Estar nas mãos dele? Bela teia? O que exatamente Amara achava que sabia? Nic não estava nas mãos de ninguém. Exceto de Cleo, talvez, mas por vontade própria. Cleo era sua família — a única família que lhe restava. Ashur não era ninguém para Nic além de uma ameaça em potencial que já sabia demais.
A voz de Amara assumiu um tom mais delicado.
— Diga a Cleo que estamos dispostos a dividir o tesouro com ela. Levaremos dois cristais, e ela pode ficar com os outros dois. No fim, meu pai vai invadir e reivindicar Paelsia e Limeros para Kraeshia. Auranos continuará sendo governada por Cleo. Não haverá motivos para derramar sangue no futuro se ela respeitar os desejos do imperador.
Desejos? Pareciam mais exigências.
Não, não parecia nada certo. Ter ido até lá tinha sido um erro.
Ashur levantou da cadeira e caminhou até o limite da área onde estavam sentados, o rosto encoberto pela sombra enquanto olhava para Nic.
— Além disso, você nos informará sobre mudanças nos planos do rei. Tenho certeza de que ele também está atrás da Tétrade.
Apenas falar sobre isso seria cometer traição. Se Nic fosse descoberto, a punição que receberia, por ordens do rei, faria a surra de Milo e Burrus parecer um abraço delicado. Ele se juntaria aos rebeldes na execução pública que aconteceria no dia seguinte, e não para assistir, mas para ter a cabeça cortada também.
Precisava sair dali. Precisava falar com Cleo e contar tudo a ela. Dizer que não confiava nos kraeshianos — ainda não. Apenas o tempo diria se honrariam sua palavra.
— Vou apresentar sua proposta à princesa — Nic disse.
— Por favor, peça que ela responda rápido — Amara disse. — Não podemos esperar para sempre, não é?
— Vou garantir que a mensagem seja transmitida — Nic disse com a garganta apertada.
Ele pediu licença para sair, e Ashur o acompanhou até uma carruagem com destino ao palácio.
— Perdoe minha irmã — Ashur disse. O sol brilhava ainda mais daquele lado da quinta, deixando o tom intenso de seus olhos mais azul do que cinza. — Às vezes ela fica um pouco… empolgada demais. E impaciente. Não teve a intenção de ofender.
— Não me ofendi — Nic respondeu rapidamente.
— Ela sempre me subestima. Sou o filho homem mais novo, o irmão com menos responsabilidades. Ela pode ser a caçula da família, mas vai atrás do que quer com todas as armas de seu arsenal.
Nic não ficou nada surpreso.
— E você? — ele perguntou.
Ashur abriu um leve sorriso.
— Raramente me interesso pela mesma coisa por mais de um ou dois dias, a menos que considere importante de verdade. Com frequência, o que considero mais especial é de pouco interesse ou valor para os outros. Mas não me importo com o que os outros pensem de minhas escolhas. E você?
O tom grave e o sotaque da voz do príncipe eram quase hipnóticos.
— Não sei do que está falando.
— Você se importa com o que os outros pensam?
Nic se esquivou do olhar dele.
— Sou um simples guarda do palácio, considerado inútil por meus colegas. Isso ficou provado na estrada. Quando se trata do meu destino, vossa graça, não tenho controle sobre o que vai acontecer, ou sobre o que pensam de mim.
O príncipe balançou a cabeça.
— Você está muito enganado a respeito de duas coisas.
— É mesmo? — Ele virou e cruzou os braços diante do tórax dolorido, esforçando-se para não revirar os olhos. — E quais são?
— Ninguém controla seu destino além de você.
— Se está dizendo… — Nic soltou um longo suspiro. — E a outra?
— Para mim, você é o extremo oposto de um inútil.
Nic olhou surpreso para o príncipe, mas Ashur apenas virou e começou a se afastar.
— Espero que faça uma boa viagem de volta ao palácio — o príncipe disse, sem olhar para trás.


Os guardas designados para escoltar Nic de volta o arrancaram abruptamente da carruagem oito quilômetros antes de chegarem às muralhas da cidade.
— Daqui, você pode ir andando — um deles zombou.
— Ótimo — Nic disse. — Muito obrigado pela carona. — Quando a carruagem foi embora, ele acrescentou: — Bando de esterco de cavalo fedorento.
Machucado, contundido, exausto e humilhado, ele começou a caminhar pelos campos verdes e pela floresta que, mais a leste, cruzaria com a novíssima Estrada Imperial.
Ele não fazia ideia de como explicar aquele dia para Cleo. Tudo parecia tão surreal que, se não fosse pelas costelas doloridas e por um dente do fundo que parecia meio solto, acharia que tudo não tinha passado de um sonho. Nic pensou que poderia ganhar tempo pegando um atalho pela floresta.
Quando começou a se enaltecer pela primeira boa ideia do dia, duas sombras se aproximaram rapidamente pelos lados. Antes que se desse conta, Nic estava caído de novo, sem fôlego.
— Nos encontramos mais uma vez — disse uma voz estranhamente familiar.
Nic piscou até sua visão clarear o suficiente para ver Jonas Agallon agachado sobre ele, pressionando a adaga cravada de joias em sua garganta. Era a segunda vez que Jonas encostava aquela mesma adaga no corpo de Nic.
— Você… — ele tentou falar.
— Não fale — Jonas disse. — Ainda não. Vou explicar uma coisa rápido antes de você falar. Entendeu?
O rosto do rebelde estava encoberto pela sombra da copa das árvores. Insetos zuniam uma sinfonia constante por todo lado. O calor, combinado com o sangue que havia perdido mais cedo, deixou Nic quase inconsciente.
Ele olhou para o companheiro de Jonas: um garoto alto, moreno e com um ar perigoso que estava com os braços cruzados diante do peito largo. Finalmente, Nic olhou de novo para Jonas, meneando a cabeça de leve, em concordância.
— Tivemos nossas diferenças no passado — Jonas disse. — E vendo você com esse uniforme vermelho, não sei se esta conversa será uma grande perda de tempo, mas vou tentar. Alguns amigos meus serão executados amanhã ao meio-dia. Preciso salvar a pele deles, mas não me restam muitas opções. Apesar desse uniforme, acredito que você seja leal a Cleo. Se é leal a Cleo, não é leal aos Damora. Na verdade, aposto que odeia todos eles. Sim ou não?
Nic conseguiu falar por entre os dentes.
— Sim.
Jonas assentiu, com o rosto sério.
— Eu os quero mortos. Mas, antes, preciso ajudar meus amigos. E, para ajudar meus amigos, preciso da ajuda de alguém de confiança dentro das muralhas, alguém que use seu uniforme. Sei o que estão dizendo ao meu respeito e do que estou sendo acusado. Se for reconhecido, serei morto na hora, e meu assassino receberá uma recompensa gorda.
— Precisamos dar o fora daqui, Jonas — resmungou o outro. — Vamos acelerar essa conversa, que tal?
Jonas não tirou os olhos de Nic.
— Vou precisar da sua ajuda amanhã. Você precisa saber que, se concordar, pode acabar morto, mas prometo que será uma morte gloriosa. Se disser não, não vou matá-lo. Pode voltar à sua nova vida aos pés do rei. A escolha é toda sua. Sua resposta pode selar nosso destino, Nic, aqui e agora. Está comigo? Ou está contra mim?
Depois de um dia de surras, de abuso, e de o fazerem se sentir inútil, alguém finalmente estava dando uma escolha a Nic. E era justo alguém que ele odiava desde que ouvira seu nome.
Um selvagem paelsiano movido por vingança.
Um líder rebelde que havia fracassado mais vezes do que prosperado.
O suposto assassino da rainha Althea.
O sequestrador de Cleo.
Jonas Agallon era tão confiável quanto uma serpente marinha escorregadia.
E nenhuma decisão de sua vida foi tão fácil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se você não tem conta no Google e quiser comentar, utilize a opção Nome/URL e preencha seu nome/apelido/nick; o URL pode deixar em branco.

Boa leitura, E SEM SPOILER!