23 de setembro de 2018

Capítulo 10

CLEO
AURANOS

Sua infância. Sua família. Suas esperanças, seus sonhos e seus desejos.
Tudo estava contido naquelas muralhas douradas.
— Se eu fingir bem o bastante, quase posso acreditar que tudo não passou de um pesadelo terrível.
Cleo disse em voz alta para Nerissa enquanto a amiga desembaraçava seu cabelo diante do mesmo espelho em que ela tinha se arrumado para tantas festas e tantos banquetes no passado.
O cabo prateado da escova só servia como um lembrete doloroso do tempo em que Magnus penteava seu cabelo, sem saber se aquele ato tão estranho era digno de um príncipe, mas disposto a tentar porque ela havia pedido.
Magnus amava o cabelo dela. Cleo sabia porque ele nunca deixava de mencionar como era irritante quando ela o usava solto, caindo sobre o rosto, e não preso.
Ela tinha aprendido a interpretar a forma particular de Magnus se comunicar. Era raro ouvi-lo dizer exatamente o que estava pensando.
Mas às vezes acontecia.
Às vezes, quando mais importava, ele dizia exatamente o que estava pensando.
Nerissa deixou a escova sobre a penteadeira.
— Quer fingir que tudo não passou de um pesadelo?
— Não — ela respondeu de imediato.
— Estou ao seu lado, princesa. Para o que precisar.
Cleo pegou a mão da amiga, apertando-a, querendo algo que a ajudasse a se ancorar ali.
— Obrigada. Obrigada… por tudo que fez por mim. Mas pode me fazer um enorme favor?
— É claro. O que é?
— Me chame de Cleo.
Um sorriso tocou os lábios de Nerissa, e ela assentiu.
— Posso fazer isso. — A garota virou a mão de Cleo, analisando a marca na palma. — As linhas não mudaram desde que saímos de Paelsia.
— Não usei mais a magia da água.
Não desde o congelamento do guarda, ela pensou, estremecendo ao se lembrar.
— Chegou a tentar?
Cleo negou.
— Amara achava que eu deveria tentar controlar a magia, mas ainda não fiz isso. — Ela estava com medo, embora não admitisse em voz alta. — E o clima… Nem sei se sou responsável por isso. Não conscientemente, pelo menos.
Tempestades os tinham seguido desde Paelsia, aguaceiros repentinos que pareciam corresponder aos momentos mais obscuros do luto de Cleo.
— E quanto a Taran? — Nerissa perguntou. — As linhas que se propagam do símbolo da magia do ar são mais extensas que as suas. Já ocupam quase todo o braço direito dele.
Cleo a encarou nos olhos.
— Sério?
Nerissa assentiu.
— A magia do ar salvou a vida de Felix, mas depois disso… não sei se Taran está tentando controlá-la. Enzo está preocupado com ele. Está preocupado com você também.
Cleo queria se concentrar em outra coisa, qualquer coisa.
— E Enzo está preocupado com você?
Nerissa abriu um pequeno sorriso.
— O tempo todo. Ele é do tipo ciumento.
— Ele está apaixonado.
— Infelizmente, não posso dizer o mesmo. — Ela suspirou. — Ele era divertido no início, mas agora ele quer algo de mim que não acho que eu possa oferecer. — Ela fez uma careta. — Compromisso.
— Oh, céus! — Cleo quase gargalhou. — Então está dizendo que não está preparada para se casar e ter dezenas de filhos com ele.
— Basicamente isso — Nerissa respondeu. — Não, infelizmente, outra pessoa está na minha cabeça há um tempo. Alguém com quem passei a me importar mais do que gostaria.
Aquela conversa, apesar do que significava para o pobre Enzo, tinha ajudado a melhorar o humor de Cleo. Ela se lembrou de uma época mais simples, em que fofocava com a irmã sobre a vida amorosa de seu círculo de amigos.
— Quem? — Cleo perguntou. — Eu o conheço?
O sorriso de Nerissa aumentou.
— Por que já está supondo que é “ele”?
— Ah. — Cleo arregalou os olhos. — Bem, de fato é uma boa pergunta, não é? Por que já fui supondo algo assim?
— Na vida, aprendi que amor e atração podem assumir muitas formas. E se alguém está aberto a possibilidades inesperadas, não existem limites.
Aquilo sem dúvida era verdade, Cleo pensou. Foi o que acontecera com ela e Magnus.
— Você não vai me contar quem é, vai?
— Não. Mas não se preocupe, não é você, princesa. — Nerissa franziu a testa. — Quero dizer, Cleo. Vou demorar um pouco para me acostumar a usar seu nome no lugar do título. Agora, vou lhe desejar boa-noite. Você precisa dormir. E amanhã, se quiser começar a canalizar essa magia interior, estarei totalmente disponível para ajudá-la a praticar.
— Talvez — Cleo disse.
Depois que Nerissa saiu, Cleo refletiu sobre a vida amorosa da garota, que parecia excessivamente complicada, enquanto tentava pegar no sono e pensar em outra coisa além de Magnus.
Não conseguiu.
As linhas que saíam do símbolo da magia da água gravado na palma de sua mão brilhavam no escuro, pulsando com as batidas de seu coração. Ela puxou a manga da camisola e passou os dedos sobre as marcas, como as ranhuras de um tronco de árvore… ou veias.
Ou cicatrizes.
Cicatrizes como a no rosto de Magnus.
Cleo se obrigou a afastar da mente o rosto dele. Era muito sofrido pensar em tudo o que havia perdido. Ela precisava se concentrar no que ainda tinha.
Essa magia… essa deusa da água que residia dentro dela… o que significava? Será que poderia usá-la para retomar seu poder?
Magnus aprovaria isso, Cleo pensou.
Sem conseguir dormir, ela vestiu um leve manto de seda na calada da noite e resolveu ir até a biblioteca do palácio para ler até o amanhecer. Com certeza conseguiria encontrar mais livros sobre a Tétrade. No passado, ela tinha dado uma olhada em alguns, mas nunca lhes dera atenção suficiente.
No palácio, guardas kraeshianos estavam a postos, mas não tantos quanto no início da ocupação de Amara. Alguns estavam posicionados nos mesmos lugares onde antes ficavam guardas auranianos. Estavam imóveis como estátuas e não pareceram prestar atenção nela nem perguntaram aonde estava indo.
Tudo muito diferente da última vez em que estivera ali, prisioneira de guerra forçada a se casar com o filho do rei que havia tomado o lugar de seu pai, observada de perto a cada movimento.
Eu poderia fugir, ela pensou. Ir embora e começar uma nova vida, deixar essa para trás.
Cleo coçou a palma da mão esquerda, sabendo que tais pensamentos estavam repletos de fraqueza, medo e profunda negação.
Ela se recusava a ser fraca ou medrosa.
Entrar na biblioteca, iluminada por tochas mesmo durante a madrugada, lhe deu a sensação de ter voltado para casa de fato. Fazia pouco tempo que ela tinha desenvolvido um amor pelos livros, depois de ignorar os tesouros daquele extenso espaço durante a maior parte da vida.
Graças à deusa, o rei Gaius não tinha mandado queimar tudo.
A biblioteca era maior que a sala do trono, com estantes esculpidas em mogno de nove metros de altura e escadas douradas para alcançar os livros mais altos. Os títulos e registros daqueles milhares e milhares de volumes de histórias inventadas e reais ficavam em outro livro, que ela se lembrava de tentar — sem sucesso — decifrar um dia quando o curador não estava por perto.
Cleo não conseguiu encontrar aquele grosso livro com os registros, então foi passando o indicador pelas centenas de lombadas até encontrar algo que lhe chamou a atenção.
O título era simplesmente: Deusa.
Sobre a capa de couro preto, havia dois símbolos dourados — os símbolos da magia da água e da terra.
Ela abriu o livro próximo de uma tocha para conseguir ler com facilidade. Continha relatos do escriba particular de Valoria quando ela estava no poder em Limeros, mil anos antes, e esboços da deusa que Cleo nunca tinha visto.
— A verdade sobre Valoria? — ela murmurou para si mesma. — Ou apenas opiniões de um escriba apaixonado?
Apesar dos rumores de que Valoria tinha uma natureza sádica — competindo apenas com a do rei Gaius —, dizia-se que era tão eternamente bela quanto qualquer imortal.
Ainda assim, o livro parecia valer a pena. Cleo o colocou debaixo do braço, decidida a levá-lo para seus aposentos para continuar a leitura.
Ela e Valoria tinham uma coisa importante em comum, algo que não podia ser ignorado: a Tétrade da água.
O sono ainda não tinha chegado, então ela continuou explorando a biblioteca, e encontrou uma alcova que guardava uma grande surpresa. Na parede, iluminado por duas pequenas lamparinas, havia um retrato de sua mãe.
Fazia anos que Cleo não via aquela pintura. Ela achava que tivesse sido queimada com o restante das imagens da família Bellos.
O fato de não ter sido destruída encheu seu coração com uma onda repentina de alegria e alívio. A rainha Elena Bellos se parecia muito com Emilia. Cleo desejava tê-la conhecido. Sob o retrato havia um expositor de vidro, parecido com os que seu pai enchia de presentes de outras famílias reais que vinham visitá-los e traziam tesouros de seus reinos.
O nicho continha apenas uma peça. Uma adaga cravejada de joias.
Cleo chegou mais perto, notando que havia alguma coisa no chão.
Um pedaço de pergaminho rasgado.
Sem conseguir conter a curiosidade, ela o pegou e descobriu que era uma carta escrita com caligrafia feminina. Parte tinha sido rasgada, deixando apenas algumas linhas.

Meu querido Gaius,
Sei que deve me odiar. As coisas sempre pareceram ser assim entre nós — amor ou ódio. Mas saiba que entro nesse casamento para cumprir uma obrigação para com minha família. Não posso virar as costas para os desejos de minha mãe. Ela morreria se eu fugisse com você. Mas eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Poderia repetir mil vezes e nunca deixaria de ser verdade. Se houvesse qualquer outra maneira, saiba que eu…

A carta estava rasgada a partir dali, e Cleo sentiu um pesar gigantesco por não poder saber mais.
Sua mãe tinha escrito aquilo.
Tinha escrito para o rei Gaius.
Com a mão trêmula, Cleo alcançou o expositor e pegou a adaga.
O cabo era cravejado de pedras preciosas. Um belo tesouro que lhe pareceu estranhamente familiar.
Aron Lagaris, ex-prometido de Cleo, tinha um adaga cravejada de joias, mas não tão majestosa quanto aquela. Jonas tinha guardado a arma de Aron por meses depois da tragédia no mercado paelsiano, um lembrete do irmão perdido, um lembrete da vingança em seu coração rebelde.
Cleo se lembrou de outra adaga — que o príncipe Ashur lhe dera na noite de seu casamento.
— Isso é uma adaga nupcial kraeshiana — ela sussurrou.
— Sim, é isso mesmo.
Cleo ficou paralisada ao ouvir a voz do rei Gaius. Ela respirou fundo e endireitou a postura.
— Foi você que a guardou aqui — ela disse.
— Dei essa adaga de presente para sua mãe quando ela se casou com seu pai.
Ela demorou um instante para encontrar a própria voz.
— É um presente estranho, vindo de um limeriano.
— É mesmo, não é? Eu queria que ela usasse a adaga para matar Corvin durante o sono.
Cleo virou e olhou feio para ele. O rei vestia um manto preto como seu cabelo, escuro como seus olhos. Por um momento, ficou tão parecido com Magnus que ela perdeu o fôlego.
— Se deu esse presente a ela — Cleo conseguiu dizer —, dá para entender por que ela o odiava.
— Deixei essa carta cair aqui hoje à noite. — Gaius olhou para o pergaminho nas mãos de Cleo e, com um único movimento, arrancou-o dela. — Se você leu o que está escrito, sabe que ódio era apenas uma das coisas que ela sentia por mim. — A atenção do rei se voltou para o retrato. — Elena guardou a adaga. Eu a vi de novo em um expositor quando vim visitar seu pai, doze anos atrás.
Cleo olhou de novo para a arma.
— É a mesma adaga que Magnus viu durante aquela visita? Tão linda que quis roubá-la? E você…
— E eu o cortei com ela — ele disse sem rodeios. — Isso mesmo. Magnus ficou com a cicatriz daquele dia para me lembrar do momento em que perdi o controle, em que me perdi em meu sofrimento.
— Não posso acreditar que minha mãe fosse capaz… — Uma dor apertou seu coração, tanto de pesar quanto de revolta. — Ela amava meu pai.
Gaius virou o rosto, encobrindo-o com sombras.
— Acho que sim, a seu modo. O modo de sua família, extremamente obediente e fiel à sua maldita deusa. — O sorriso do rei se transformou em uma expressão de desprezo. Ele olhou para o retrato com desdém, não com reverência. — Elena foi um tesouro que seu pai quis acrescentar à coleção cada vez maior dele. Seus avós ficaram muito animados com a possibilidade de a família Corso, sem dúvida nobre, mas não importante o bastante para conquistar o direito a uma quinta na Cidade de Ouro, tornar-se parte da família real. Aceitaram o compromisso sem consultar Elena.
Cleo estava tão ávida para saber mais quanto consternada com as ofensas a seu amado pai.
— Sua mãe deu a entender que vocês se apaixonaram muito antes, na Ilha de Lukas. Se for verdade, por que não se casou com ela? Você era um príncipe.
— Quanta esperteza. Por que não pensei nisso? — Seu tom era frio e repleto de sarcasmo. Ela se encolheu. — Infelizmente, desde aquela época já existiam rumores sobre mim, e os pais dela não aprovaram. Eu estava… maculado, por assim dizer. Sombrio e imprevisível, perigoso e violento. Eles ficaram preocupados com a segurança da preciosa filha.
— E com razão.
— Eu nunca machucaria Elena. Eu a adorava. — Os olhos dele brilharam ao se concentrar em Cleo. — Ela sabia disso. E quase fugiu comigo um mês antes de se casar com ele.
Cleo negaria aquela possibilidade se já não tivesse lido a carta.
— Mas não fugiu.
— Não. Em vez disso, recebi essa carta. Não fiquei feliz quando li o conteúdo.
Isso explicava por que estava rasgada ao meio.
Cleo tentou compreender.
— Meus avós interferiram…
— Minha mãe interferiu. — Ele fez uma careta. — Agora enxergo tudo com muito mais clareza do que antes. O quanto ela era controladora quando se tratava dos planos feitos para mim. Ela tinha controle sobre mim.
— Selia falou com meus avós? Ela os alertou?
— Não. Depois que recebi isso — ele segurou o pergaminho com mais força —, minha mãe viu como fiquei perturbado. Como estava distraído e obcecado. Ela sabia que eu nunca abriria mão de Elena. Então mandou matar seus avós.
— O quê? — Cleo ficou boquiaberta. — Sei que os dois morreram anos antes de eu nascer, mas… nunca me disseram como.
— Alguns acreditam que é melhor manter as histórias dolorosas longe de ouvidos inocentes. Eles foram mortos por um assassino contratado pela própria rainha Selia Damora. Até aquele momento, eu acreditava que ainda havia alguma chance de Elena desistir do casamento para ficar comigo. Mas em seu luto, ela acreditou nos rumores de que eu estava por trás daquilo. Elena se casou com Corvin e deixou claro que me odiava. Não aceitei muito bem a rejeição e fiz o que qualquer tolo faria: me tornei tudo o que ela pensava que eu era.
A mente de Cleo começou a girar.
— Então você nem sempre foi…
— Cruel e sádico? — O sorriso frio retornou. — Nunca fui gentil, pelo menos não com aqueles que não mereciam. E muito poucos mereciam. No entanto, isso… funcionou exatamente como minha mãe queria. Tentei não me importar quando soube do nascimento de sua irmã. Tentei não ligar para nada que fosse relacionado a Elena. — Gaius bufou de leve. — Então, um dia, recebi outra carta. Ela queria me ver de novo, mesmo já grávida de uma segunda criança. Ela me pediu para visitá-la no mês seguinte. Mas, no mês seguinte, soube que estava morta.
A garganta de Cleo pareceu se fechar. Por um instante, ela não conseguiu nem tentar falar.
O rei encarou os olhos pintados da rainha Elena Bellos.
— Minha mãe descobriu os meus planos de ver Elena de novo e… interferiu. Durante anos, acreditei em suas mentiras sobre a maldição de uma bruxa e sobre você ter sido responsável pela morte dela. Acho que quis acreditar. — Ele soltou um resmungo pesaroso. — Minha mãe destruiu a minha vida toda, e eu deixei.
— Ela… ela queria que o deus do fogo usasse seu corpo como hospedeiro, e não o de Nic. — Cleo estava tentando racionalizar aquilo desde que acontecera. — Se queria o poder supremo para você, se tinha planejado isso a vida toda, não faz o mínimo sentido.
O rei Gaius assentiu.
— Concordo. O que aconteceu não estava de acordo com o plano de Selia Damora. Mas conheço minha mãe bem o bastante para saber que ela daria um jeito de fazer o controle voltar para mim. Voltar para ela.
A mente de Cleo estava confusa com tudo o que o rei tinha compartilhado. Ela refletiu sobre o que ele havia acabado de dizer.
— Se acredita nisso, acha que existe uma forma de trazer Nic de volta?
Ele riu.
— Não sei, nem me importo com o destino daquele garoto.
— Eu me importo — ela disse. — Minha mãe está morta. Meu pai e minha irmã estão mortos. Minha querida amiga Mira está morta. E agora Magnus está morto. — A voz dela falhou, e uma camada de gelo começou a se espalhar pelas paredes da alcova. — Mas Nic não está. Ainda não. E se houver alguma coisa que eu possa fazer para ajudá-lo, preciso tentar!
O rei Gaius olhou com desconforto para as paredes cobertas de gelo.
— Está fazendo isso com magia da água?
As mãos de Cleo tremiam, mas ela as estendeu diante do corpo. As linhas azuis e brilhantes tinham começado a se espalhar como teias de aranha sobre seus punhos.
— Eu… eu não consigo controlá-la.
— Não tente — ele disse. — Ou ela vai matar você.
— E por que se importa? — ela disparou.
Gaius franziu as sobrancelhas. Ele parecia sofrer.
— Magnus amava você. Ele lutou por você. Ele me desafiou repetidas vezes para salvá-la, mesmo que isso significasse sua própria destruição. Ele era digno de você como nunca fui digno de Elena. Agora enxergo isso. E isso prova que você deve sobreviver, Cleiona Bellos. — Depois Gaius olhou feio para ela. — Mas saiba que eu a mataria pessoalmente em um instante se isso trouxesse meu filho de volta à vida.
Cleo nem teve a chance de responder antes que o rei se retirasse, engolido pela escuridão da biblioteca.

Um comentário:

  1. Então quer dizer que a Cléo não é amaldiçoada coisa nenhuma ????
    Poq foi o que eu entendi ...
    E aposto que o tal que não deixa a Nerissa gostar do Enzo e a Amara😞😞

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Boa leitura, E SEM SPOILER!