1 de setembro de 2018

Capítulo 1

JONAS
PAELSIA

— Estou com um pressentimento ruim.
A voz de Rufus perturbava tanto quanto um mosquito persistente. Jonas lançou um olhar impaciente ao companheiro rebelde em meio à escuridão.
— Sério? Em relação a quê, exatamente?
— Tudo. Precisamos sair daqui enquanto ainda é possível. — Rufus inclinou o pescoço grosso e suado para analisar as árvores que os cercavam, guiado apenas pela luz da única tocha que os dois haviam cravado na terra solta. — Ele disse que os amigos chegariam a qualquer momento.
Rufus se referia ao guarda limeriano que haviam capturado depois de encontrá-lo vagando perto demais do limite da floresta. No momento, ele estava amarrado a uma árvore, inconsciente.
Mas um guarda inconsciente não tinha utilidade nenhuma para Jonas. Ele precisava de respostas. No entanto, concordava com Rufus em um aspecto: o tempo estava se esgotando, já que se encontravam muito perto de uma vila infestada de seguidores do rei em seus uniformes vermelhos.
— É claro que ele disse — Jonas afirmou. — Isso se chama blefe.
— Ah… — Rufus levantou as sobrancelhas, como se aquilo não tivesse lhe ocorrido. — Você acha?
Uma semana se passara desde o ataque rebelde ao campo de trabalho da estrada, no leste de Paelsia, sob as Montanhas Proibidas. Uma semana desde que o plano mais recente de Jonas para derrotar o rei Gaius dera terrivelmente errado.
De madrugada, quarenta e sete rebeldes haviam descido para o campo de trabalho ainda adormecido, na tentativa de capturar o engenheiro da estrada, Xanthus, e o herdeiro limeriano, o príncipe Magnus, tornando-os reféns contra o rei Gaius.
E fracassaram. Um fogo repentino de chamas azuis queimou tudo pelo caminho, e Jonas quase não conseguiu escapar dali com vida.
Além dele, Rufus foi o único rebelde que apareceu no ponto de encontro naquela manhã. Jonas o encontrara ali parado, com lágrimas escorrendo pelo rosto sujo, tremendo de medo e divagando sobre fogo mágico, bruxas e feitiçaria.
Apenas dois, de quarenta e sete, restaram. Tinha sido uma derrota avassaladora em diversos aspectos, e, se Jonas pensasse muito sobre isso, ficava cego e paralisado pelos sentimentos de culpa e luto.
Seu plano. Suas ordens.
Sua culpa.
De novo.
Tentando desesperadamente afastar a própria dor, Jonas logo começou a coletar informações sobre outros possíveis sobreviventes — qualquer um que pudesse ter sido capturado e levado com vida.
O guarda que haviam encontrado usava vermelho. Era o inimigo. Ele devia ter respostas que pudessem ajudar Jonas. Precisava ter.
Finalmente, o guarda abriu os olhos. Era mais velho do que a maioria dos outros, com cabelos grisalhos na região das têmporas. Também andava mancando, o que facilitou sua captura.
— Você… Eu conheço você — o guarda murmurou, os olhos brilhando à luz fraca da tocha. — Você é Jonas Agallon, assassino da rainha Althea.
Ele proferiu as palavras como armas. Jonas hesitou, mas não demonstrou nenhum sinal de que a mentira mais odiosa já contada a seu respeito o ofendia.
— Não matei a rainha — ele resmungou.
— Por que eu acreditaria em você?
Ignorando a expressão escandalizada de Rufus, Jonas caminhou em círculos ao redor do guarda amarrado, tentando determinar a dificuldade que teria para fazê-lo falar.
— Você não acredita em mim. — Ele se aproximou mais. — Mas vai responder algumas perguntas.
O guarda pareceu rosnar.
— Não vou dizer nada.
Jonas já esperava por isso, é claro. Nada vinha fácil.
Ele sacou a adaga incrustada de joias da bainha do cinto. Sua lâmina prateada e ondulada refletiu a luz da lua, chamando a atenção do guarda de imediato.
Era a mesma arma que havia levado seu irmão mais velho daquele mundo. Aquele lorde auraniano vaidoso e empolado a deixara para trás, fincada na garganta de Tomas. A adaga se tornara um símbolo para Jonas, representando a linha que havia traçado entre seu passado como filho de um pobre comerciante de vinhos, que trabalhava todos os dias no vinhedo do pai, e seu futuro como rebelde, certo de que morreria lutando pelo que mais acreditava: libertar aqueles que amava da tirania. E também aqueles que não conhecia.
Um mundo sem as mãos do rei Gaius apertando o pescoço dos fracos e indefesos.
Jonas pressionou a adaga junto à garganta do guarda.
— Sugiro que responda minhas perguntas se não quiser que seu sangue seja derramado hoje.
— Se o rei souber que o ajudei, será muito pior.
Ele estava certo — o crime de auxiliar um rebelde sem dúvida seria punido com tortura ou execução. Provavelmente ambos. Ainda que o rei gostasse de fazer belos discursos sobre os reinos unidos de Mítica com um sorriso largo em seu lindo rosto, não era chamado de “Rei Sanguinário” por ser justo e gentil.
— Uma semana atrás, houve um ataque rebelde ao campo de trabalho da estrada, a leste daqui. Você ficou sabendo?
O guarda fixou o olhar nele, sem hesitar.
— Ouvi dizer que os rebeldes morreram gritando.
O coração de Jonas se apertou. Sua mão se fechou num punho, ansiando por fazer o guarda sofrer. Ele sentiu um tremor ao lembrar da semana anterior, mas tentou se concentrar em sua tarefa. Apenas na tarefa.
Rufus passou a mão no cabelo desgrenhado e ficou andando de um lado para o outro, nervoso.
— Preciso saber se algum rebelde foi capturado com vida — Jonas continuou. — E preciso saber onde o rei os prendeu.
— Não faço ideia.
— Não acredito em você. Comece a falar, ou juro que corto sua garganta.
Não havia medo nos olhos do guarda, apenas um quê de zombaria.
— Ouvi tantos rumores terríveis sobre o líder dos rebeldes paelsianos. Mas rumores não são fatos, não é? Talvez você não passe de um camponês… Nem chega a ser cruel o bastante para matar alguém a sangue-frio. Nem mesmo um inimigo.
Jonas já matara antes — o suficiente para perder a conta. Numa guerra tola em que os paelsianos foram enganados e se aliaram aos limerianos contra Auranos. E também na batalha no campo de trabalho da estrada. Ele lutara para derrubar os inimigos e levar justiça a seus amigos, sua família e seus companheiros paelsianos. E para se proteger.
Havia um sentido por trás daquelas mortes, mesmo que fosse confuso e incerto. Ele lutava em nome de uma causa, acreditava em algo.
Não sentia prazer nenhum em tirar vidas e esperava nunca sentir.
— Vamos, Jonas. Ele é inútil — Rufus disse, com a voz tomada pela ansiedade. — Vamos embora enquanto ainda é possível.
Mas Jonas não se mexeu, obrigando-se a se concentrar em sua tarefa. Ele não tinha chegado tão longe para desistir agora.
— Uma garota chamada Lysandra Barbas lutou na batalha. Preciso saber se ainda está viva.
Os lábios do guarda formaram um sorriso cruel.
— Ah, então é por isso que está tão determinado a encontrar respostas. Essa garota pertence a você?
Jonas demorou um instante para entender o que ele estava dizendo.
— Ela é como uma irmã para mim.
— Jonas — Rufus choramingou. — Lysandra se foi. Ela está morta. Ficar obcecado por ela só vai nos levar à morte também!
Jonas olhou feio para Rufus, e o garoto recuou. Foi o suficiente para fazê-lo calar aquela boca idiota.
Lysandra não estava morta. Não podia estar. Era uma combatente incrível — mais habilidosa com arco e flecha do que qualquer um que Jonas já tivesse visto. Lysandra também se mostrara obstinada, exigente e incrivelmente irritante desde o primeiro momento em que se conheceram. E, se ainda estivesse viva, Jonas faria de tudo para encontrá-la.
Precisava dela — tanto como companheira rebelde quanto como amiga.
— Você deve saber alguma coisa. — Jonas pressionou mais a adaga na garganta do guarda. — E vai me dizer agora mesmo.
Não importava o que estivesse em jogo, Jonas não ia desistir. Não até seu último suspiro.
— Essa garota… — o guarda disse por entre os dentes. — Ela vale sua vida?
Jonas nem precisou pensar duas vezes.
— Sim.
— Então não tenho dúvidas de que está tão morta quanto você. — O guarda sorriu, apesar do filete de sangue que escorria por sua garganta. Ele levantou a voz: — Aqui!
Passos na terra e o estalo de galhos os alertaram de que meia dúzia de guardas limerianos invadia a pequena clareira na floresta, empunhando espadas. Dois deles levavam tochas.
— Largue as armas, rebelde!
Rufus tentou golpear um guarda que se aproximava, mas errou feio.
— Jonas, faça alguma coisa!
Em vez de soltar a adaga, Jonas a guardou no cinto e sacou a espada que havia roubado do príncipe Magnus na semana anterior, antes de escapar. Ele a empunhou bem a tempo de interceptar um golpe vindo diretamente contra seu peito. Rufus tentou se defender, distribuindo socos e chutes, mas não demorou muito para um guarda agarrar seus cabelos, puxá-lo para trás e pressionar uma lâmina em sua garganta.
— Eu disse — o guarda resmungou — para largar a arma. Ou seu amigo morre.
O mundo parou de repente quando a lembrança do assassinato de Tomas voltou a Jonas. Tudo aconteceu tão rápido — não houve tempo para salvá-lo, para lutar, nem ao menos para implorar por sua vida. E então Jonas se lembrou de outra coisa que estava gravada em sua alma para sempre: seu melhor amigo, Brion, morto pelo mesmo assassino enquanto Jonas assistia, sem poder fazer nada.
Com Jonas momentaneamente distraído, um guarda aproveitou para desferir um soco em seu rosto. Enquanto o sangue quente escorria do nariz, outro guarda arrancou a espada de sua mão, quase quebrando seus dedos. Outro chutou a parte de trás de seus joelhos e o derrubou no chão.
O mundo girava e piscava diante de seus olhos, e ele se esforçou para permanecer consciente.
Sabia que tudo terminaria naquele momento, que estava fazendo hora extra desde seu último encontro com a morte. Não havia magia para salvá-lo dessa vez. A morte não o assustava mais, mas o momento era impróprio. Ele ainda tinha muito que fazer.
No mesmo instante, outra figura entrou na clareira iluminada pelas tochas, fazendo os guardas se virarem.
— Estou interrompendo alguma coisa? — perguntou o jovem. Ele parecia alguns anos mais velho que Jonas e tinha cabelo e olhos escuros. Usava um manto também escuro com o capuz abaixado, deixando à mostra a pele muito bronzeada, e abriu um sorriso que revelou dentes retos e brancos, assim como uma aparente indiferença por ter aparecido no meio de uma batalha. Ele analisou a área, começando por um dos lados, onde Rufus estava imobilizado, indo até Jonas, que se apoiava no chão coberto de musgo, com duas espadas apontadas para a garganta.
— Saia daqui — um guarda ordenou. — A menos que esteja em busca de encrenca.
— Você é Jonas Agallon — o rapaz disse, acenando com a cabeça para ele como se estivessem em uma taverna, e não no meio da floresta, na calada da noite. — É uma honra.
Jonas nunca pediu para ser famoso. Mas os cartazes de “procurado” com o desenho de seu rosto, pregados em todos os três reinos, garantiram sua notoriedade. Apesar de algumas poucas vitórias e de mais falsas acusações do que crimes verdadeiros, seu nome logo se tornara lenda.
E a alta recompensa oferecida por sua captura atraía o interesse de muitos.
O guarda mais velho fora libertado das cordas e agora esfregava os pulsos com cuidado.
— Você estava seguindo essa escória rebelde? — ele perguntou. — Isso faz de você um aspirante à escória rebelde? Vamos reservar uma estaca no palácio para a sua cabeça também. Peguem ele!
Os guardas partiram para cima do recém-chegado, mas ele apenas riu e desviou das investidas com a facilidade de um peixe escorregadio.
— Precisa da minha ajuda? — o garoto perguntou a Jonas. — Que tal eu ajudar você e você me ajudar? Esse é o acordo.
Ele se movimentava tão bem que não podia ser apenas um espectador curioso.
Jonas não tinha ideia de quem ele era, mas, no momento, não dava a mínima.
— Parece bom — Jonas disse.
— Então vamos lá. — O rapaz baixou as mãos e puxou duas lâminas grossas, do comprimento de seus antebraços, de dentro do manto. Ele girava e cortava, movendo-se mais rápido do que qualquer um dos guardas podia reagir.
Jonas ainda estava um pouco tonto, mas conseguiu dar uma cotovelada bem no rosto do guarda ao seu lado. Ele sentiu e ouviu o estalo enquanto o guarda gritava de dor.
Ficou de pé, pegou sua espada e empurrou o cabo para trás até atingir a barriga macia do guarda.
O garoto novo derrubou o guarda que segurava Rufus. Livre, o rebelde inexperiente simplesmente ficou ali parado, observando a cena violenta por uma fração de segundo; depois virou e correu da clareira sem olhar para trás. Uma parte de Jonas estava decepcionada com Rufus, mas a outra estava satisfeita que o garoto finalmente tivesse a chance de escapar de uma luta para a qual nunca esteve preparado.
Podia até continuar vivo se fosse esperto e não se metesse em confusão.
Com os outros guardas mortos, dispersos ou inconscientes na clareira, Jonas agarrou seu prisioneiro original e o empurrou de novo contra a árvore.
A presunção nos olhos do guarda finalmente se transformou em medo.
— Não me mate — ele disse, ofegante.
Jonas o ignorou, virando-se para o garoto que havia acabado de salvar sua vida.
— Qual é o seu nome?
— Felix — ele respondeu com um sorriso. — Felix Gaebras. É um prazer conhecê-lo.
— O prazer é meu. Obrigado pela ajuda.
— Disponha.
Se Felix não tivesse interferido, Jonas estaria morto. Disso não havia dúvidas. Ele lhe dera a chance de viver mais um dia, em que poderia fazer a diferença. Por isso, Jonas estava extremamente grato.
Ainda assim, seria burrice não ter cautela com um estranho que conhecia sua identidade.
— Qual é o seu preço? — Jonas perguntou.
— Preço?
— Você disse que, se me ajudasse, eu teria que ajudar você.
— Primeiro, vamos ao que interessa — Felix se aproximou, tirando Jonas do caminho e pegando o guarda pela garganta. — Eu estava escutando a conversa. Não é educado, eu sei. Mas ouvi você dizer que não acha Jonas cruel o bastante para matar alguém a sangue-frio. Bem, qual foi sua primeira impressão a meu respeito?
O guarda respirou fundo, trêmulo.
— O que você quer?
— Responda a pergunta. Os amigos dele, algum deles ainda está vivo?
O guarda estremeceu.
— Sim. Alguns foram levados para o calabouço do palácio para aguardar a execução.
— Alguns quantos?
— Não sei exatamente… três, quatro? Não tenho certeza. Eu não estava lá!
Jonas contraiu os músculos. Três ou quatro? Eram tão poucos sobreviventes…
— Nomes? — Felix apertou a garganta do guarda com mais força.
Ele cuspiu saliva, o rosto cada vez mais vermelho.
— Eu não sei. Se soubesse, diria.
— Em quanto tempo serão executados? — Jonas perguntou, tentando manter a voz estável. A ideia de pessoas queridas estarem aprisionadas pelo rei fazia seu sangue congelar.
— Pode demorar alguns dias, talvez alguns meses. Por favor, poupe minha vida! Já contei tudo o que sei. Tenha misericórdia de mim agora, eu imploro.
Felix ficou olhando para ele em silêncio durante um longo momento.
— Que tal eu demonstrar a mesma misericórdia que você teria em relação a nós?
Com um golpe da lâmina de Felix, o guarda foi silenciado para sempre. Seu corpo desabou no chão, junto com seus companheiros à luz do fogo, e Jonas percebeu que não conseguia desviar o olhar.
— Você sabe que eu tinha de fazer isso, não é? — Felix disse em um tom duro como pedra.
— Sei.
Havia uma rigidez nos olhos de Felix que Jonas desconhecia. Não demonstravam nenhum remorso, tampouco satisfação.
Era verdade: o guarda não teria sido piedoso com eles. E os teria executado sem pensar duas vezes.
— Sou muito grato por ter salvado minha vida — Jonas disse enquanto Felix limpava as lâminas no musgo do solo antes de guardá-las.
— Não precisa agradecer. — Felix olhou para o meio da floresta escura. — Acho que seu amigo fugiu.
— Ele estará mais seguro longe de mim. — Jonas observou os corpos que ocupavam toda a área, depois se virou para Felix, desconfiado: — Você é um mercenário.
Com suas habilidades de luta, sua facilidade para manejar uma espada — qualquer um podia ver que Felix era um assassino treinado.
A frieza desapareceu dos olhos dele quando sorriu.
— Depende do dia, na verdade. Cada um faz o que deve com os talentos que tem.
Isso era uma confirmação.
— E agora? Tenho bem menos ouro do que o valor que os cartazes de “procurado” oferecem pela minha cabeça.
— Alguém aqui é um tanto pessimista, não é? Com os olhos do rei em todos os lugares ultimamente, procurando qualquer um que cause problemas, o que quero é alguém que cuide da minha retaguarda, enquanto faço o mesmo por ele. Por que não me juntar ao famigerado Jonas Agallon? — Ele olhou na direção em que Rufus correu. — Não estou vendo muita concorrência. Você precisa de mim. Simples assim.
— Você quer se tornar um rebelde?
— O que quero é provocar confusão e desordem onde puder. — O sorriso de Felix se abriu. — Se isso faz de mim um rebelde, que seja. Que tal eu começar ajudando você a salvar seus amigos?
Jonas continuou observando Felix desconfiado. Seu coração estava tão acelerado quanto durante a briga.
— O guarda só estava nos dizendo o que queríamos ouvir. Não temos como saber se meus amigos de fato estão no calabouço do palácio.
— Não existe nenhuma garantia nesta vida, apenas grandes possibilidades. Isso basta para mim.
— Mesmo se estiverem lá, seria impossível chegar ao calabouço.
Felix deu de ombros.
— Eu até que gosto de desafios impossíveis. Você não?
Apesar de todos os esforços para ignorá-la, a esperança começava a brotar no peito de Jonas. E esperança costumava resultar em dor…
Mas também podia acabar em vitória.
Jonas analisou o garoto alto e musculoso que tinha acabado de derrubar cinco guardas sozinho.
— Desafios impossíveis, certo?
Felix riu.
— São os mais divertidos. Então, o que me diz? Podemos ser parceiros na anarquia?
Felix estava certo em uma coisa: Jonas não tinha uma fila longa de rebeldes habilidosos prontos para lutar ao seu lado.
Ele concordou, agarrando-se à esperança inquieta dentro dele, e sorriu.
— Parece um bom plano.
Felix apertou a mão que Jonas estendeu.
— Prometo não correr para a floresta com o rabo entre as pernas como seu amigo.
— Isso seria ótimo. — Planos e esquemas já corriam pela cabeça de Jonas. O futuro de repente parecia infinitamente mais promissor.
— Amanhã vamos começar a libertar seus amigos — Felix disse. — E mandar o máximo possível de guardas do rei para as terras sombrias.
Em termos de amizade, Jonas pensou, era um excelente começo.

2 comentários:

  1. Não sei não hein, esse Felix tá muito prestativo pro meu gosto, aí tem..

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    Respostas
    1. Félix ❤️ Depois do Magnus ele é meu favorito dos homens.

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Boa leitura, E SEM SPOILER!