13 de agosto de 2018

Capítulo 27

MAGNUS
LIMEROS

Magnus havia se arrependido de ter chamado Nicolo Cassian para amenizar o sofrimento da princesa durante a excursão de casamento. O garoto o desprezava, culpava-o pela morte da irmã, e enfiaria nele uma lâmina afiada com gosto quando estivesse de costas.
A animosidade palpável de Nic havia aumentado ainda mais nos últimos dias da excursão, depois do beijo improvisado no terraço. Era ciúme, puro e simples. Claramente, o garoto achava que estava apaixonado pela princesa.
Pelo menos aquilo poderia ser divertido.
— Ela é linda, não é? — Magnus comentou casualmente com Nic na manhã em que planejavam começar a jornada de volta a Auranos. Cleo subia em uma das carruagens, auxiliada por um guarda.
— Ela é — Nic murmurou.
Ele precisava saber se Cleo havia contado ao amigo algum detalhe de sua união não consumada. Seria muito pouco sábio da parte dela.
— A cada dia que passa me dou conta de como tenho sorte de ter uma criatura como ela em minha vida. Tão fria e inocente na superfície, e ao mesmo tempo tão apaixonada em nossos momentos íntimos. Insaciável, na verdade. — Magnus sorriu para o guarda. — Peço desculpas, Nic. Eu não deveria discutir essas coisas com um mero criado, não é?
O rosto de Nic ficou vermelho, quase da cor de seus cabelos e de seu uniforme. Por um instante, Magnus teve certeza de que o topo de sua cabeça explodiria como um vulcão.
Realmente muito divertido.
Então Nic falou para apenas Magnus ouvir:
— Saiba de uma coisa, vossa alteza. Ela irá odiá-lo para sempre pelo que fez com Theon.
A diversão de Magnus acabou, e ele lançou um olhar de alerta para Nic, mas o guarda já estava seguindo na direção das carruagens. O degelo do fim da primavera já havia começado: ele levava parte da neve e do gelo embora por alguns preciosos meses ali no oeste de Limeros, antes que tudo voltasse a congelar. Quando Magnus entrou na carruagem, notou que havia esmagado uma pequena flor roxa silvestre que havia resistido ao gelo que restava. Ele ficou olhando com desânimo para o ponto colorido dizimado até que um guarda fechou a porta, bloqueando sua visão.
— Você parece doente. Alguma coisa errada? — Cleo perguntou. Era a primeira coisa que ela dizia diretamente para ele desde o beijo forçado no dia anterior.
Ela havia odiado aquilo. E o odiava.
Tem tanta coisa errada comigo, princesa. Por onde devo começar?
— Não há nada de errado. — Magnus se virou e olhou pela janela quando a carruagem partiu. Ele não tinha ideia de quando voltaria para sua verdadeira casa, aquele lugar cheio de gelo e neve e pequenos pontos esmagados de beleza.  — Absolutamente nada.


Magnus se encontrou com o pai assim que voltou da excursão. Seu prisioneiro havia sido levado para o calabouço, e Magnus explicou o que havia acontecido. Ele sabia que talvez tivesse exagerado ao enviar o rapaz para Auranos depois de ouvi-lo mencionar sonhos e vigilantes. Mas o rei parecia satisfeito com a decisão. O garoto seria interrogado mais tarde para descobrirem se ele falava a verdade ou apenas bobagens.
O rei comunicou a Magnus que ele não só se juntaria a Aron na caçada a Jonas Agallon, mas que eles também iriam ao campo de trabalho da estrada em Paelsia, localizado nas Montanhas Proibidas, onde Magnus deveria se encontrar com um homem chamado Xanthus.
Um vigilante exilado, Xanthus fora designado engenheiro da estrada pela misteriosa conselheira dos sonhos do rei, Melenia. Xanthus era o representante dela no mundo mortal. Fazia o que ela mandava. E Melenia havia ordenado que a estrada fosse construída e impregnada com a magia da terra de Xanthus para — o rei tinha certeza — obter a localização oculta da Tétrade através dos próprios elementos, que agora estavam conectados pela linha sinuosa da estrada.
Para Magnus, aquilo tudo era tão difícil de engolir quanto uma cabra assada inteira. Principalmente porque o rei agora tinha certeza, graças à conselheira que o visitava em seus sonhos, de que se desse um passo para fora das muralhas do palácio, seria massacrado.
Ainda assim, Magnus tinha visto magia suficiente nos últimos meses para concordar imediatamente com qualquer chance de obter mais informações que pudessem colocar a Tétrade nas mãos de sua família, não importava o quanto essas possibilidades fossem absurdas.
Magnus não discutiu. Não argumentou. Não riu nem revirou os olhos.
Tudo o que fez foi concordar.
— Como quiser, pai.
Pelo raro e genuíno sorriso que recebeu do rei, era a resposta correta.
— Bom garoto. Agora vá visitar sua irmã. Ela estava muito ansiosa por sua volta.
Considerando o quanto parecera indiferente a ele quando Magnus escutou sem querer a conversa dela com seu pai no dia do fatídico casamento, Magnus ficou surpreso quando Lucia o recebeu de volta no palácio auraniano com um abraço caloroso e dois beijos no rosto.
Ela estava tão bonita quanto costumava ser — ainda mais do que da última vez que a vira, já que a cor que tinha perdido durante o sono prolongado havia voltado ao seu rosto. Naquele dia, no entanto, havia uma grossa camada de apatia sobrepondo sua apreciação pela irmã adotiva, como nuvens de tempestade ocultando o verdadeiro brilho do sol. Essa apatia havia aumentado substancialmente durante o período em que ficaram separados. A conversa que havia acabado de ter com o pai não contribuíra em nada para melhorar seu humor.
— Senti tanto a sua falta — ela disse, sorrindo. — Já ouvi elogios maravilhosos ao seu discurso em Limeros. Queria ter estado lá para ouvi-lo.
Magnus olhou para ela com frieza.
— Que pena que não estava.
— Deve ter sido muito difícil passar tanto tempo com a princesa Cleiona — ela disse com compaixão. — Pelo que já ouvi a respeito da menina mimada, temo um eventual encontro com ela.
— Ela não é nada disso. Passar um tempo com a minha esposa foi uma honra e um prazer. Apesar de nossas inúmeras diferenças, ela me faz mais feliz do que eu jamais poderia imaginar.
Os olhos de Lucia se arregalaram como se ela não tivesse ouvido o sarcasmo por trás de suas palavras. No passado, ela sempre fora a única capaz de enxergar além de suas máscaras — ela o conhecia melhor do que qualquer pessoa. Mas talvez estivessem passando muito tempo separados ultimamente, e ela tinha perdido o dom de decifrá-lo.
— Se me der licença, minha irmã. — Ele engoliu a decepção. A essa altura, já era um sabor familiar. — Preciso partir novamente. Espero que minha linda esposa não sinta muito a minha falta enquanto eu estiver longe.


Embora soubesse que o encontro com o vigilante exilado poderia lhe render mais pistas sobre como encontrar a Tétrade, tudo o que importava para Magnus naquele momento era vingança. Encontrar o rebelde que havia matado sua mãe ajudava a tornar seu foco mais afiado, como se fosse uma lâmina fatal.
Os rebeldes, no entanto, eram muito mais difíceis de se rastrear do que ele pensava. Antes, ele havia ridicularizado o fracasso de Aron em obter qualquer pista do paradeiro de Jonas Agallon. Agora, depois de uma semana inteira de buscas infrutíferas, ele também sentia o peso desconcertante do fracasso.
Perto do anoitecer, a comitiva do príncipe chegou a um acampamento de guardas no leste de Auranos, muito próximo da fronteira com as densas Terras Selvagens, seguindo rumores da mudança de curso dos rebeldes. Logo, Magnus sofria ao admitir, eles teriam que suspender a busca para ir até Paelsia visitar o campo de trabalhadores da estrada, então localizado à sombra das Montanhas Proibidas.
A grande tenda de Magnus estava preparada para o jantar e o descanso à noite. O sol já estava quase se pondo, mas ainda havia luz suficiente para enxergar. Uma fogueira crepitava ali perto. Os dias naquela região específica eram quentes e temperados, mas à noite o clima esfriava consideravelmente, pela proximidade da fronteira com Paelsia. O ar frio continha o odor da fumaça da fogueira e da carne de cervo que assava, e ouviam-se os zumbidos de insetos ocultos na densa floresta, a apenas trinta passos dali.
— Acho que formamos uma equipe excelente — Aron disse, tirando Magnus de seus pensamentos.
Lorde Aron Lagaris podia ter a designação oficial de vassalo do rei, mas era completamente inútil, Magnus refletiu com acidez. Ele não tinha ideia do motivo real da visita ao campo de trabalho da estrada, achava apenas que se tratava de uma inspeção geral. O frasco prateado de onde Aron bebia continuamente era irritante — quase tanto quanto o próprio rapaz. Magnus não tinha respeito por ninguém que se valia de meios artificiais para sustentar sua coragem.
Ele tirou as luvas de couro pretas e aqueceu as mãos sobre o fogo, olhando para Aron de soslaio.
— Acha mesmo?
Aron deu outro gole no frasco.
— Sei que as coisas estiveram um pouco tensas entre nós, com essa questão da Cleo…
— Questão da Cleo?
O garoto assentiu.
— No final das contas, é melhor que uma princesa se case com um príncipe. Eu suponho.
— Ah. Suponho que sim. — Como aquilo era profundamente desagradável. Tolerar conversas sem importância de um idiota nunca fora de seu interesse, nem mesmo em um dia bom. E não estava sendo um dia bom.
— Só espero, para o seu bem, que ela tenha se esquecido da noite de paixão que compartilhamos.
Magnus lançou um olhar duro.
— Não é nada sábio da sua parte trazer esse assunto à tona agora.
Aron empalideceu imediatamente.
— Não tive a intenção de desrespeitá-lo.
Uma onda de raiva lutou para passar por cima da simples irritação.
— Claro que teve. Tudo o que sai da sua boca é desrespeitoso, Lagaris.
Aron passou a mão pelos cabelos e ficou andando de um lado para o outro; tomou outro gole rápido do frasco.
— É só que se casar com uma garota que não conseguiu se manter pura para o futuro marido…
— Feche essa boca antes que insulte a honra de minha esposa com mais uma palavra. — Magnus pegou a adaga e começou a passá-la distraidamente sob as unhas da mão. Aron acompanhou os movimentos da lâmina com os olhos temerosos. — Ela pertence a mim agora, não a você. Nunca se esqueça disso.
Não que se importasse de verdade, ele lembrou a si mesmo com severidade. Não havia tocado em Cleo, exceto pelo beijo em Limeros. E aquilo havia sido feito sob pressão.
Mas Magnus precisava admitir que a garota era uma excelente atriz. Com os lábios pressionados aos dela, podia jurar que sentiu o gosto de mel quente e não de veneno frio como resposta. E também tinha de admitir, nem que fosse só para si mesmo, que essa doçura tão inesperada havia suscitado um beijo muito mais longo do que ele planejara originalmente.
A princesa era perigosa, embora pudesse parecer muito inocente para quem não conhecesse a verdade — como uma aranha em sua teia brilhante. Talvez fosse melhor Magnus olhar para Aron como uma mosca infeliz que um dia caiu na armadilha dela, sem culpa nenhuma.
Naquele momento, um grupo de guardas se aproximou com um prisioneiro, cujas mãos estavam presas atrás do corpo. O garoto não tinha mais de dezoito anos, com cabelos castanho-escuros e revoltos, a pele bronzeada de sol, os olhos cheios de raiva.
— Quem é esse? — Magnus perguntou, examinando o rapaz de olhar feroz.
O líder dos guardas empurrou o prisioneiro para a frente.
— Parte de um grupo de rebeldes que tentava roubar armas de nós.
— Um grupo de rebeldes? E ainda assim capturaram só um?
— Peço desculpas, vossa alteza. Mas, sim.
— Eram quantos? — Aron perguntou.
O guarda começara a suar.
— Três, meu senhor.
— E quantos vocês mataram?
Um músculo se contorceu no rosto do guarda.
— Os rebeldes são degenerados, lorde Aron. São como animais selvagens, e…
— Talvez você não tenha ouvido minha pergunta direito — Aron retrucou. — Desses três rebeldes, quantos mataram?
O guarda piscou.
— Receio que hoje nenhum, meu senhor.
Aron olhou para ele com desgosto.
— Afaste-se. Agora.
O guarda recuou.
Aron era um imbecil, fazendo ameaças e intimidações como se tivesse força ou disposição para cumpri-las.
— Pois não, vossa graça? — Aron perguntou calmamente, notando que recebia a atenção total do príncipe.
— Posso interrogar o prisioneiro, ou você gostaria de ter a honra? — Era uma pergunta sincera, embora tivesse uma ponta de ameaça.
Aron fez um gesto com a mão.
— Não, por favor. Vá em frente.
Que chocante. Era a resposta correta.
— Muito obrigado, lorde Aron.
Magnus sinalizou para os guardas trazerem o prisioneiro para perto da fogueira no acampamento. Lá, o rebelde permaneceu com as mãos amarradas, mas seus ombros se endireitaram quando ele olhou direto nos olhos de Magnus, sem hesitar.
— Bem-vindo. — Magnus começou com um sorriso que refletia a calma de seu pai, se não o famoso charme do rei. — Sou Magnus Lukas Damora, príncipe herdeiro do trono de Mítica.
— Eu sei quem você é — o garoto disse, com desgosto.
— Ótimo. Isso tornará as coisas muito mais simples. Com quem tenho o prazer de falar?
O garoto apertou os lábios, com os olhos petrificados.
Magnus fez um sinal para um guarda, que acertou o rebelde com um soco. Sangue escorreu do canto da boca dele, mas o olhar se tornou apenas mais provocador.
— Com quem tenho o prazer de falar? — Magnus repetiu. — Podemos fazer isso do jeito fácil ou do difícil. A escolha é sua. Responda às minhas perguntas, e talvez eu seja benevolente.
O garoto riu, cuspindo o sangue que enchera sua boca.
— Príncipe Magnus, benevolente? Acho difícil de acreditar.
O sorriso de Magnus diminuiu.
— Seu nome?
— Brion Radenos.
— Muito bem, Brion. — Magnus fitou o garoto. — Agora me diga: onde está o líder rebelde, Jonas Agallon?
Brion inclinou a cabeça.
— Jonas Agallon? Nunca ouvi falar.
O garoto estava testando sua paciência.
— Está mentindo. Diga onde ele está.
Brion riu.
— Por que eu faria isso?
Magnus olhava para ele com desgosto.
— Jonas Agallon entrou nas dependências do palácio e tirou a vida da rainha Althea. Temos provas disso. Ele pagará pelo crime com a própria vida.
Brion franziu a testa.
— Vi os cartazes oferecendo recompensa por sua captura, ouvi rumores. Mas você está errado. Não me importam as provas que você diz ter, ele não teve nada a ver com esse assassinato.
A raiva aumentava cada vez mais dentro de Magnus, fazendo-o tremer. Os guardas se entreolhavam com nervosismo.
— Por um instante, achei que você fosse inteligente. Mas não passa de um tolo com a boca maior do que o cérebro.
Aquela observação foi recebida com um olhar frio.
— Jonas não matou a rainha.
Mais raiva crescia dentro de Magnus. Ele estendeu o braço e agarrou a garganta do garoto.
— Vou perguntar mais uma vez. Uma resposta útil lhe renderá uma recompensa e a liberdade, em vez de dor. Onde está Jonas?
— Vá para o inferno. — O olhar do garoto queimava. — Você se acha tão forte, tão poderoso. Mas não é. Está enfraquecido por sua cegueira, assim como seu pai. Sua ganância será sua ruína. O povo de Auranos não será enganado para sempre. E eles irão se rebelar em grande número junto aos paelsianos para massacrar vocês dois. Talvez possamos convencer até os limerianos a formar um grande exército contra todos que querem nos oprimir.
Magnus o apertou ainda mais, fazendo o rosto do garoto ficar vermelho. Brion cuspiu e a saliva acertou o olho de Magnus. Ele soltou o rapaz e limpou o cuspe com nojo.
— Entendo. — Seu coração batia rápido e alto dentro do peito. — Você escolheu o caminho difícil. Tudo bem. Vou conseguir minhas respostas, seja agora ou mais tarde no calabouço do castelo, sob tortura. Talvez me dê a oportunidade de capturar Jonas se ele tentar salvar você.
— É melhor ele nem tentar.
— O tempo irá dizer. — Magnus se virou, se esforçando para manter a máscara e não demonstrar o quanto suas frustrações crescentes o enfraqueciam.
— Esse maldito rebelde não vai dizer nada. Nem aqui, nem em lugar nenhum — Aron resmungou. Ele estava a apenas alguns passos de distância, observando o interrogatório com os olhos semicerrados em seu rosto pálido. — Não temos tempo de levá-lo para o calabouço. Seguimos para a estrada amanhã e não podemos dispor de nenhum guarda.
— Isto é mais importante, lorde Aron.
— Eu discordo, vossa alteza. Rebeldes existem para servir de exemplo, não para serem paparicados e interrogados.
— Parecia que eu o estava paparicando? — Magnus rangeu os dentes e desviou os olhos.
— Não é assim que o rei Gaius lidaria com essa situação.
O garoto era tão irritante que Magnus mal conseguia formar palavras para responder.
— Ah, não? Então por favor me diga, lorde Aron. Como o rei lidaria com essa situação?
— Assim. — Aron havia desembainhado a espada e a segurava com as duas mãos.
O peito de Magnus ficou apertado com o susto.
— Aron, não… — Mas ele não deu atenção a Magnus. Sem qualquer palavra ou ameaça, e com os olhos brilhando de empolgação, Aron enfiou a espada no coração de Brion.
Os olhos de Brion se arregalaram, e ele ficou ofegante, emitindo um som repugnante de estertor. Sangue escorreu pelo seu lábio inferior, ele caiu no chão e deu um último suspiro.
Magnus ficou olhando para o garoto morto, em choque.
— O rei executou pessoalmente um desordeiro no Templo de Cleiona durante a cerimônia de abertura da Estada Imperial. Deve se lembrar tão bem quanto eu. — Aron limpou a lâmina ensanguentada com um lenço que tirou do bolso. — Sei que ele não gostaria que este fosse tratado de outra maneira por seu vassalo. Direi a seu pai que você foi fundamental para a execução imediata desse rebelde. Prometo que receberá todos os créditos por isso.
Magnus agarrou Aron pela camisa e o jogou de costas na fogueira. O rapaz soltou um grito e lutou para se levantar, batendo nas brasas que começavam a queimar suas roupas.
Magnus estava furioso.
— Ele era minha chance de encontrar Jonas, seu bêbado imbecil!
Aron esbravejou, agora com o rosto corado:
— Ele não teria dito nada além do nome! Poupar a vida dele só faria você parecer fraco diante dos outros homens. Você deveria me agradecer!
Magnus se aproximou, para poder vociferar no ouvido de Aron.
— Reze para sua deusa para encontrarmos o líder rebelde em breve, ou minha decepção será descontada em você, e apenas em você. Está entendendo, seu merda?
Os olhos de Aron se reduziram a duas fendas quando Magnus o soltou — tanto o medo quanto o ódio tomavam conta dele.
— Entendi, vossa alteza.

7 comentários:

  1. Na boa, esse Aron está fazendo hora extra nesse livro.

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  2. A não fala sério!!!!
    Essa série tá acabando comigo , todos morrem ....
    Poqqqq justo o Brion =(

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    1. Néee! Ela tá acabando com todos! Não sei como ainda existem rebeldes

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    2. Preparem-se para mais mortes. Uma inclusive eu não superei e nem vou, aliás não sei como ainda existe personagens. 😂

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  3. Quando Jonas pegar esse fdp ele vai ver o gostoso.

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  4. Acho que foi o Aron que matou a rainha a mando do rei. E concordo com vocês, são tantas mortes inesperadas que daqui a pouco não sobrarão mais personagens.. kkkkkk

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  5. Que triste. Com olhos nas minhas lágrimas aqui.
    Tantas perdas, esse Aron tem que sofrer muito antes de morrer. Esse covarde.

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