5 de julho de 2018

Capítulo 27


Gansey despertou com um humor terrível. Ele ainda estava cansado — havia perdido horas de sono passando e repassando os eventos dentro do carro, tentando decidir se estivera certo ou errado ou se isso chegava a importar —, e chovia fino, e Malory assoviava, e Noah batia as bolas de sinuca umas nas outras, e Ronan derramava cereal matinal da caixa direto na boca, e o suéter amarelo favorito de Gansey tinha um cheiro suspeito demais para aguentar mais um dia de uso, e o Pig afogara e não dava partida, então agora eles estavam indo buscar Blue e Adam no Suburban sem alma e em um suéter marrom que parecia exatamente por fora como Gansey se sentia por dentro.
Aquela caverna não seria nada além de uma caverna, como sempre, de maneira que Gansey estaria bem ficando na Monmouth e dormindo por mais quatro horas, deixando para visitá-la em um outro dia.
— Parece o País de Gales lá fora com toda essa chuva — disse Malory, sem soar muito satisfeito com isso. Ao lado dele, Adam estava em silêncio, a expressão preocupada de um jeito que Gansey não via fazia tempo.
Blue, também, estava taciturnamente silenciosa, com bolsas debaixo dos olhos para combinar com as de Gansey. Na noite passada o colarinho do casaco dele ainda trazia o cheiro do cabelo de Blue; agora, ele continuava virando a cabeça na esperança de senti-lo, mas, como todo o resto no desventurado dia, a fragrância se atenuara e se tornara poeirenta.
Na fazenda de Dittley, Malory, o Cão e Jesse se acomodaram na casa (Malory, sem esperanças: “Imagino que você não tenha nenhum chá por aqui?” Jesse: “VOCÊ QUER EARL GREY OU DARJEELING?” Malory: “Ah, abençoado seja!”), e os adolescentes saíram para caminhar pelo campo molhado até a caverna.
— Você vai realmente levar esse pássaro para dentro de uma caverna? — perguntou Adam.
— Sim, Parrish — respondeu Ronan. — Acho que sim.
Não havia como perguntar a Blue a respeito da noite anterior. Ele só queria saber. Eles ainda estavam brigados?
Gansey continuava de mau humor enquanto eles colocavam seus equipamentos de espeleologia e conferiam novamente suas lanternas. Blue havia adquirido um macacão usado de algum lugar e o simples esforço de não olhar para ela com ele estava lhe tirando a pouca concentração que ele conseguia juntar.
Não era assim que esse dia deveria ser, pensou Gansey. Não era para ele estar afogado entre compromissos da escola e tarefas do Congresso. Não deveria ser um dia de outono sombrio, úmido demais para a estação. Deveria ter sido um dia em que ele dormira o suficiente para sentir as coisas de maneira apropriada. O dia não deveria ser nenhuma das coisas que era, mas, em vez disso, era todas elas.
Não era para ser assim, ele pensou, enquanto desciam, nem a caverna deveria parecer assim. É claro que Glendower estava debaixo da terra — é claro que Gansey tinha conhecimento de que ele teria de ser enterrado —, mas, de alguma forma, ele imaginara o local mais aberto. Aquele era apenas um buraco no chão como tantos outros. As paredes de terra se pressionavam proximamente, escavadas e abertas com talhadeiras quando ficaram estreitas demais para receber um caixão. Uma toca de coelho, cada vez mais funda.
O cenário não era como lhe parecera em sua visão, quando Gansey estivera dentro da árvore divinatória de Cabeswater. Mas talvez aquilo não tenha sido a verdade.
Ali estava a verdade. Eles estavam olhando bem para ela.
— Pare com isso, Lynch — disse Adam. Ele estava no fim da fila; Ronan estava bem na frente dele.
— Parar com o quê?
— Ah, fala sério.
Ronan não respondeu, e eles continuaram caminhando. Avançaram apenas mais alguns metros, quando Adam disse:
— Ronan, por favor!
Eles pararam aos trancos, lentamente. Adam havia parado, e então deu um puxão em Ronan para parar, o que parou Blue e então, finalmente, Gansey. Motosserra saiu voando, as asas passando rente às paredes apertadas da caverna. Em seguida voltou a descansar sobre o ombro de Ronan, a cabeça inclinada para baixo, desconfiada. Ela limpou freneticamente o bico na camiseta dele.
— O quê? — demandou Ronan, estalando o polegar na direção do corvo.
— Pare de cantar — disse Adam.
— Não estou fazendo nada.
Adam pressionava os dedos contra um dos ouvidos.
— Agora eu sei... Eu sei que não é você.
— Você acha?
— Não — disse Adam, a voz fina. — Eu sei que não é você porque estou ouvindo a canção com o meu ouvido surdo.
Um pequeno calafrio percorreu a pele de Gansey.
— O que ela está dizendo? — perguntou Blue.
O bico de Motosserra se entreabriu. Em uma vozinha de canto, completamente diferente de sua voz de corvo tosca, ela cantou:
— Todas as donzelas jovens e lindas, ouçam seus pais...
— Pare com isso — gritou Ronan. Não para Motosserra, mas para a caverna.
Mas aquilo não era Cabeswater, e o que quer que fosse não estava atendendo Ronan Lynch.
Motosserra continuou cantando — um feito tornado ainda mais terrível porque ela nunca fechava o bico. Era como se fosse a porta-voz de alguma canção dentro dela.
— Os homens de toda esta terra, eles ouviam seus pais...
Ronan gritou de novo:
— Quem quer que seja, pare com isso! Ela é minha.
Motosserra caiu na risada.
Um riso agudo, dissimulado, tão cantado quanto a canção.
— Meu Deus — disse Gansey, para esconder o ruído de cada pelo de seu corpo se eriçando e ambos os testículos se recolhendo.
Motosserra — disparou Ronan.
A atenção do pássaro se voltou imediatamente para ele. Motosserra examinou Ronan, a cabeça inclinada. Havia algo de estranho e intenso a respeito dela. Ela crescera em tamanho, as penas cobertas de tinta estufadas em torno da garganta, o bico selvagem e expressivo. Naquele instante, era impossível esquecer que ela era uma criatura de sonho, não um corvo de verdade, e que os mecanismos de sua mente continham o mesmo material misterioso de Ronan Lynch, ou de Cabeswater. Por um segundo pavoroso, rápido demais para Gansey dizer qualquer coisa, ele achou que ela estava prestes a atacar Ronan com seu bico feroz.
Mas ela só estalou o bico e então levantou voo pela passagem à frente deles.
— Motosserra! — chamou Ronan, mas ela desapareceu no escuro. — Droga. Me desamarra.
— Não — Adam e Blue disseram ao mesmo tempo.
— Não — concordou Gansey, mais firme. — Não sei nem se devemos seguir em frente. Não estou interessado em alimentar uma caverna com nossos corpos.
A deserção de Motosserra pareceu equivocada, também. Virada de lado, de alguma forma, ou de dentro para fora. Tudo parecia imprevisível — o que em si parecia estranho, porque só podia significar que tudo até aquele momento fora previsível. Não: inevitável.
Agora parecia que qualquer coisa podia acontecer.
O olhar de Ronan ainda estava concentrado mais adiante na passagem escura, seus olhos procurando Motosserra e não a encontrando. Ele desdenhou:
— Você pode ficar se está se borrando de medo.
Gansey conhecia Ronan bem demais para deixar a farpa doer.
— Não é por mim que estou com medo, Lynch. Volta.
— Acho que ela só está tentando nos assustar — apontou Blue, de maneira bastante sensata. — Se ela quisesse realmente nos machucar, já teria feito isso.
Ele pensou no bico de Motosserra, pairando muito próximo do olho de Ronan.
— Adam? — Gansey chamou em direção ao fim da fila. — Veredito?
Adam ficou quieto enquanto ponderava as opções. Seu rosto parecia estranho e delicado na luz nítida do facho que saía da lanterna de cabeça de Gansey. Rapidamente e sem explicação, ele estendeu o braço para tocar a parede da caverna. Embora não fosse uma criatura de sonho, agora ele era um dos objetos de Cabeswater, e era difícil não ver isso na maneira como seus dedos corriam a parede como uma aranha e na escuridão de seus olhos perdidos no meio do nada.
— Ele também está... — disse Blue.
Possuído.
Nenhum deles queria dizer a palavra.
Ronan levou um dedo aos lábios.
Adam parecia ouvir as paredes — quem é essa pessoa, ele ainda é seu amigo, o que ele deu a Cabeswater, o que ele se tornou, por que o terror aumenta com tamanha facilidade quanto mais longe do sol — e então ele disse, cautelosamente:
— Voto para seguirmos em frente. Acho que o medo é um efeito colateral, não a intenção. Acho que Cabeswater queria nos atrair para dentro.
Então eles entraram.
Sempre para baixo, cada vez mais, um caminho mais tortuoso do que a caverna em Cabeswater. Aquela passagem havia sido claramente gasta pela água, enquanto esta parecia artificial, escavada em vez de formada. À frente deles, Motosserra grasnava. Era um ruído estranho, diurno, para ouvir da escuridão à frente.
— Motosserra? — chamou Ronan, a voz dura.
Cráá! — veio a resposta, não muito distante dali. Esse era o nome especial do pássaro para Ronan.
— Graças a Deus — disse Blue.
Gansey, à frente, a viu primeiro, agarrando-se a um beiral na parede de rocha, arranhando com um pé e batendo um pouco as asas para manter sua posição. Ela não voou quando ele se aproximou e, quando ele estendeu o braço para ela, Motosserra voou na direção dele, pousando pesadamente. Ela não parecia desgastada por sua possessão. Ele disse de lado:
— Aqui está o seu pássaro, Lynch.
— E lá está a sua tumba, Gansey — disse Ronan com uma voz esquisita. Ele estava olhando para além do amigo.
Gansey se virou. Eles estavam parados junto a uma porta de pedra. Poderia ser uma porta para muitas coisas, mas não era. Era a porta entalhada de uma tumba — um cavaleiro de pedra em uma armadura, com as mãos cruzadas sobre o peito. A cabeça repousava sobre dois corvos; os pés, em uma flor-de-lis. Ele segurava um escudo. O escudo de Glendower, com três corvos.
Mas havia alguma coisa errada.
Não porque não era assim que Gansey havia imaginado que a tumba de Glendower fosse. Estava errado porque não deveria acontecer desta maneira, neste dia, quando seus olhos doíam de sono, e chovia fino na rua, e era uma caverna que eles haviam encontrado somente alguns dias atrás.
Era para ser uma pista, e então outra pista, e então outra pista. Não era para ser trinta minutos de caminhada e a porta de uma tumba, simples assim.
Mas era.
— Não pode ser — disse Adam finalmente do fim da fila.
— Será que nós... simplesmente a empurramos para abrir? — perguntou Blue. Ela também parecia insegura. Não era assim que funcionava. Era a maneira como procuravam, não o achado em si.
— Estou achando isso esquisito — disse Gansey por fim. — Parece errado não ter um... ritual.
Empolgue-se.
Gansey se voltou para a porta da tumba enquanto os outros se aproximavam. Com o celular, tirou várias fotos. Então, após uma pausa, digitou algumas notas de localização também.
— Por Deus, Gansey — disse Ronan, fazendo o amigo se sentir um pouco melhor consigo mesmo.
Cuidadosamente, ele tocou a linha em torno da efígie do cavaleiro. A pedra era fria, sólida, real; seus dedos saíram empoeirados. Aquilo estava realmente acontecendo.
— Não acho que ela esteja selada. Acho que está só encaixada. Uma alavanca, talvez?
Adam correu um dedo ao longo da borda.
— Não muito. Ela não está tão hermeticamente fechada.
Ele pensou nos três adormecidos, um que deveria ser despertado, um que deveria permanecer dormindo. Eles saberiam se aquele era o que deveria ficar intocado? Certamente — porque, se fosse responsabilidade de Maura não despertar esse adormecido, haveria sinais dela ali.
Mas ele não sabia. Não havia maneira de saber.
Tudo o que estava acontecendo naquele dia era marcado pela indecisão e pela incerteza.
Subitamente, a parede implodiu.
Enquanto a poeira rodopiava no ar e eles caíam para trás tossindo, Blue disse:
— Ronan Lynch!
Ronan se reequilibrou no meio de uma nuvem que lentamente se dissipava; ele havia chutado a porta da tumba para dentro.
— Isso — ele disse em voz baixa, para ninguém em particular — foi por ter levado o meu pássaro.
— Ronan, não me diga que eu vou ter que colocar uma coleira em você, porque a minha vontade é essa — disse Gansey. Ronan imediatamente desdenhou, mas Gansey apontou para ele. — Estou falando sério. Esse problema não é só seu. Se isso é uma tumba, alguém foi enterrado aqui, e você vai respeitar essa pessoa. Não. Me faça. Pedir. De novo. Se qualquer um de nós achar que não vai conseguir se controlar daqui em diante, sugiro que a gente vá embora e volte outro dia. Ou então que esse alguém espere aqui.
Ronan fervia.
— Não, Lynch — disse Gansey. — Eu faço isso há sete anos, e essa é a primeira vez que vou ter que deixar um lugar em pior situação porque estive aqui. Não me faça desejar ter vindo sem você.
Essa declaração finalmente passou pelo aço do coração de Ronan, e ele baixou a cabeça.
Eles entraram.
Era como se estivessem caminhando de volta ao passado.
Todo o ambiente era entalhado e pintado. As cores não haviam sido esmaecidas pelo sol: azul-royal, roxo-amora, vermelho-sangue, vivo. Os entalhes estavam secionados em janelas ou arcadas, delimitados por lírios e corvos, colunas e pilares. Santos olhavam para baixo, vigilantes e suntuosos. Mártires atravessados por lanças e tiros, queimados e apaixonados. Cães de caça perseguiam lebres que perseguiam cães de caça novamente.
Pendurados na parede, um par de luvas para esgrimir, um capacete e uma armadura peitoral.
Era demais.
— Jesus — suspirou Gansey. Ele estendeu os dedos para tocar a armadura e descobriu que não conseguia. Então puxou a mão de volta. Ele não estava pronto para concluir a tarefa.
Ele estava pronto para concluir a tarefa.
No meio da tumba havia um caixão de pedra, na altura da cintura, os lados pesadamente entalhados. Uma efígie de pedra de Glendower se encontrava no topo dela, a cabeça com capacete apoiada sobre três corvos entalhados.
Você se lembra de ter salvado a minha vida?
— Vejam todos esses pássaros — disse Blue.
Ela passou a lanterna sobre as paredes e o caixão. Por toda parte, o facho encontrou penas. Asas adornavam o caixão. Bicos arrancando frutas. Corvos lutando sobre escudos.
A luz pousou sobre o rosto de Adam. Seus olhos estavam estreitos e cautelosos. Ao lado dele, Ronan parecia estranhamente hostil, Motosserra agachada sobre seu ombro. Blue pegou o celular de Gansey do bolso dele e tirou fotos das paredes, do caixão, de Gansey.
Os olhos de Gansey foram arrastados de volta ao caixão. O caixão de Glendower.
Isso está realmente acontecendo?
Tudo estava de lado, espelhado, não exatamente como ele havia imaginado.
— O que estamos fazendo? — ele disse.
— Acho que, se unirmos forças, conseguimos alavancar a tampa — respondeu Adam.
Mas não era isso que Gansey queria dizer. Ele queria dizer: O que estamos fazendo? Logo nós?
Com uma risadinha sem graça, Blue disse:
— Minhas mãos estão suadas.
Eles ficaram ombro a ombro. Gansey fez a contagem regressiva, um três-dois-um ofegante, e então eles fizeram força. Sem sucesso. Parecia que tentavam mexer a própria caverna.
— Ela não está nem balançando — disse Gansey.
— Vamos tentar do outro lado.
Quando eles passaram para o outro lado e tentaram levantar a tampa imóvel, os dedos mal conseguindo se firmar, Gansey pensou nos velhos contos de fadas. Imaginou que não era um peso comum segurando a tampa no lugar; em vez disso, era desmerecimento. Eles não haviam provado o valor deles, e assim o acesso a Glendower lhes era barrado. Gansey se sentiu aliviado, de certo modo. Isso, pelo menos, parecia certo.
— Eles não tinham equipamentos para levantar coisas pesadas — disse Ronan.
— Mas podiam ter cordas e roldanas — observou Blue. — Ou mais pessoas. Vá um pouco para lá, não consigo colocar a outra mão aqui.
— Não sei se isso vai fazer diferença — disse Gansey, mas todos se aproximaram. O corpo de Blue esmagado no dele. O de Ronan no de Adam.
Houve um silêncio, quebrado apenas pela respiração de todos.
— Três, dois... — disse Blue, e eles levantaram a tampa juntos.
Ela saiu, subitamente sem peso. Então se deslocou e escorregou rapidamente para fora.
— Segurem! — disse Blue com a voz entrecortada. Então, quando Gansey avançou: — Não, espera, não!
Houve um ruído doentio, distorcido, enquanto a tampa caía do lado oposto do caixão, arranhando-o diagonalmente. Então ela tombou e repousou com um barulho mais baixo, mas mais destrutivo, como um punho quando acerta um osso.
— Quebrou — disse Adam.
Eles se aproximaram. Um pano grosseiro escondia o interior do caixão.
Tem alguma coisa errada.
Subitamente, Gansey se sentiu mortalmente calmo. Aquele momento era tão oposto a como sua visão o retratara que sua ansiedade desapareceu. Em seu rastro não havia absolutamente nada. Ele puxou rapidamente o tecido.
Nenhum deles se moveu.
Em um primeiro momento, eles não compreenderam o que estavam olhando. A forma do corpo era estranha; Gansey não conseguia delineá-la.
— Ele está com o rosto para baixo? — sugeriu Blue, hesitantemente.
Porque é claro que a disposição era aquela, agora que Blue havia dito.
Uma figura em um manto escuro, roxo ou vermelho, omoplatas apontando para fora. Uma massa de cabelo escuro, maior do que Gansey imaginara, mais escuro do que imaginara. As mãos estavam amarradas atrás das costas.
Amarradas?
Amarradas.
Uma inquietude se manifestou dentro de Gansey.
Errado. Errado, errado, errado.
Adam direcionou a lanterna sobre a extensão do caixão. O manto de Glendower estava deslocado, expondo pernas pálidas. Amarrado nos joelhos. Rosto para baixo, mãos amarradas, joelhos amarrados. Era assim que eles enterravam bruxas. Suicidas. Criminosos. Prisioneiros. A mão de Gansey pairou sobre o corpo, então ele a puxou. Não era a coragem que o deixara; era a certeza.
Não era assim que deveria ser.
Adam passou a luz da lanterna sobre o corpo novamente.
— Ah... — disse Blue, e então mudou de opinião.
O cabelo se mexeu.
— Jesus, Maria, porra — disse Ronan.
— Ratos? — sugeriu Adam, uma sugestão tão hedionda que tanto Blue quanto Gansey recuaram. Então o cabelo se mexeu de novo, e um ruído terrível foi emitido de dentro do caixão. Um grito?
Uma risada.
Os ombros estremeceram, mudando a posição do corpo no caixão, de maneira que a cabeça pudesse virar para vê-los. Quando Gansey viu o rosto de relance, seu coração se acelerou e então parou. Ele se sentia aliviado e horrorizado.
Não era Glendower.
— É uma mulher — ele disse.
A mulher não esperou que eles a libertassem.

5 comentários:

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    1. Morango do Nordeste26 de julho de 2018 21:25

      Pf não fica comentando esse tipo de informação nos comentários. Pode ser q no próximo capítulo a gnt descubra quem eles encontraram, mas dr qualquer forma C tá tirando a sensação de curiosidade e "medo" de quem tá lendo

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    2. Morango do nordeste, concordo em gênero, número e grau. Eu olho os comentários pra ver o que as pessoas que não leram os livros estão achando. Adoro ver as suposições e ver se parecem com as minhas, aí o que encontro?
      Uma afirmação de alguém que ,claramente, já leu o livro.
      Existem fóruns para isso.
      Perde totalmente o clímax. Abstenha-se por favor de tais comentários.
      Obrigada!

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  2. "Jesus, Maria, porra" o Ronan expressou o que eu estou sentindo hahaha
    Não é coisa boa, não pode ser bom

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  3. Será que foram direto no que deveria permanecer adormecido?

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Boa leitura, E SEM SPOILER!