15 de julho de 2018

Capítulo 1

Dependendo por onde você começasse a história, ela dizia respeito às mulheres da Rua Fox, 300.
As histórias se estendem em todas as direções. Era uma vez uma garota muito boa em brincar com o tempo. Dê um passo para o lado: era uma vez a filha de uma garota muito boa em brincar com o tempo. Agora um passo atrás: era uma vez a filha de um rei que era muito boa em brincar com o tempo.
Inícios e fins até onde a vista alcançava.
Com a notável exceção de Blue Sargent, todas as mulheres da Rua Fox, 300 eram médiuns. Isso poderia sugerir que as ocupantes da casa tinham muito em comum, mas, na prática, tinham tanto em comum quanto um grupo de músicos, ou médicos, ou agentes funerários. Ser médium não era bem ter um tipo de personalidade, mas um conjunto de habilidades. Um sistema de crenças. Um entendimento geral de que o tempo, como uma história, não era uma linha, mas um oceano. Se você não conseguia encontrar o momento preciso que estava procurando, talvez não tivesse nadado longe o suficiente. Ou talvez você simplesmente ainda não fosse um nadador bom o bastante. Ou talvez, concordavam as mulheres de má vontade, alguns momentos estivessem escondidos tão longinquamente no tempo que de fato era melhor que fossem deixados para as criaturas do fundo do mar. Como aqueles peixes-pescadores cheios de dentes e lanternas penduradas no rosto. Ou como Persephone Poldma. Mas agora ela estava morta, e talvez esse fosse um mau exemplo.
Era segunda-feira quando as mulheres ainda vivas da Rua Fox, 300 decidiram finalmente avaliar o fim iminente de Richard Gansey e a desintegração da vida delas como conheciam, e o que essas duas coisas tinham a ver uma com a outra, se é que tinham. Jimi fizera uma limpeza de chacra em troca de uma bela garrafa de uísque turfoso e forte, e estava sedenta para terminá-la, acompanhada. Calla saiu para o frio cortante de um dia de outubro, a fim de virar a tabuleta ao lado da caixa de correio para FECHADO, VOLTO LOGO! Lá dentro, Jimi, uma crente fervorosa na magia das ervas, trouxe vários pequenos travesseiros estufados com artemísia (para incrementar a projeção da alma para outros planos) e colocou alecrim para queimar sobre o carvão (para memória e clarividência, que são a mesma coisa em sentidos diferentes). Orla balançou um ramo fumegante de sálvia sobre os baralhos de tarô. Maura encheu uma tigela de adivinhação de vidro escuro. Gwenllian entoou uma cançãozinha alegre terrível enquanto acendia um círculo de velas e baixava as persianas. Calla retornou para a sala de leitura carregando três estátuas sobre o antebraço dobrado.
— Isso aqui está cheirando como uma porcaria de restaurante italiano — ela disse a Jimi, que não cessou o cantarolar enquanto abanava a fumaça e balançava o traseiro grande. Calla colocou a estátua feroz de Iansã junto à própria cadeira, e a estátua dançante de Oxum ao lado de Maura. Então pegou a terceira estátua: Iemanjá, uma divindade iorubá da água que sempre ficara ao lado do lugar de Persephone, quando não estava de pé sobre a cômoda do quarto de Calla.
— Maura, não sei onde colocar a Iemanjá.
Maura apontou para Gwenllian, que apontou de volta.
— Você disse que não gostaria de fazer isso com Adam, então a imagem fica ao lado dela.
— Eu nunca disse isso — falou Calla. — Eu disse que ele estava próximo demais de tudo isso.
A questão era que todos estavam próximos demais da situação. Eles haviam estado próximos demais da situação durante meses. Estavam tão próximos que era difícil dizer se eles eram ou não a situação em si.
Orla parou de mascar seu chiclete por um instante longo o suficiente para perguntar:
— Estamos prontas?
— Hummmmmm... mas a Blue... hummmmmm... — mencionou Jimi, ainda cantarolando e dançando.
Era verdade que a ausência de Blue era notável. Como uma poderosa amplificadora mediúnica, ela teria sido útil em um caso como esse, mas elas haviam concordado na noite anterior que era cruel discutir o destino de Gansey na frente dela mais do que o estritamente necessário. Elas se virariam com Gwenllian, embora ela tivesse a metade do poder e fosse duas vezes mais difícil.
— Mais tarde a gente conta para ela como tudo acabou — disse Maura. — Acho que é melhor tirarmos o Artemus da despensa.
Artemus: ex-amante de Maura, pai biológico de Blue, conselheiro de Glendower, residente do closet da Rua Fox, 300. Ele fora resgatado de uma caverna mágica havia pouco mais de uma semana e naquele meio-tempo não havia conseguido contribuir em absolutamente nada para os recursos emocionais ou intelectuais do grupo. Calla o considerava um covarde (ela não estava errada). Maura o achava um incompreendido (ela não estava errada). Jimi considerava que ele tinha o nariz mais comprido que ela já vira em um homem (ela não estava errada). Orla não acreditava que proteger-se em um armário embutido da despensa era proteção suficiente contra uma médium que odiasse você (ela não estava errada). Gwenllian era, na realidade, a médium que o odiava (ela não estava errada).
Maura levou um bom tempo para persuadi-lo a deixar a despensa, e, mesmo após ter se juntado a elas na mesa, Artemus não parecia nem um pouco à vontade ali. Parte disso se devia ao fato de que era homem, e parte porque era muito mais alto que as outras pessoas ali. Mas a principal razão eram seus olhos escuros, permanentemente preocupados, que indicavam que ele vira o mundo e isso fora demais para ele. Aquele medo intenso não combinava em nada com os diferentes graus de autoconfiança demonstrados pelas médiuns na sala.
Maura e Calla o conheceram antes de Blue nascer, e ambas pensavam que Artemus parecia uma versão bem mais insignificante do ele tinha sido até então. Bom, Maura pensou bem mais. Calla meramente pensou mais, uma vez que ela nunca tivera uma opinião muito elevada sobre ele, para começo de conversa. Além do mais, homens desengonçados saídos de bosques místicos nunca fizeram seu tipo.
Jimi serviu o uísque.
Orla fechou as portas da sala de leitura.
As mulheres se sentaram.
— Que confusão — disse Calla, abrindo os trabalhos (ela não estava errada).
— Ele não pode ser salvo, não é? — perguntou Jimi. Ela se referia a Gansey. Seus olhos estavam um pouco embaçados. Não que ela gostasse intensamente de Gansey, mas ela era muito sentimental, e a ideia de qualquer jovem ser ceifado na juventude a perturbava.
— Hum — disse Maura.
Todas as mulheres deram um gole. Artemus, não. Ele lançou um olhar nervoso para Gwenllian.
Gwenllian, sempre imponente, com um ninho altaneiro de cabelo cheio de lápis e flores, o encarou de volta. O calor em sua expressão poderia incendiar qualquer resquício de álcool que restasse em seu copo de uísque.
— Devemos parar com isso, então? — perguntou Maura.
Orla, a mais jovem e a espalhafatosa na sala, riu jovialmente alto.
— E como exatamente você o pararia?
— Eu disse isso, não ele — respondeu Maura, de um jeito um tanto aborrecido. — Eu não teria a pretensão de imaginar possuir qualquer poder para evitar que aquele garoto vasculhe a Virgínia em busca do próprio túmulo. Mas os outros.
Calla largou o copo com força na mesa.
— Ah, eu poderia detê-lo. Mas esse não é o ponto. Já está tudo em seu lugar.
(Já está tudo em seu lugar: o assassino aposentado atualmente dormindo com Maura; seu ex-chefe obcecado pelo sobrenatural atualmente dormindo em Boston; a entidade horripilante enterrada sob rochas, abaixo da linha ley; as criaturas estranhas se arrastando para fora de uma caverna, numa fazenda abandonada; o poder crescente da linha ley; a floresta mágica sensível sobre a linha ley; a barganha de um garoto com a floresta mágica; a capacidade de um garoto de dar vida a coisas por meio dos sonhos; um garoto morto que se recusava a ser sepultado; uma garota que amplificava sobrenaturalmente noventa por cento da lista mencionada acima.)
As mulheres deram mais um gole.
— Eles deveriam continuar indo para aquela floresta maluca? — perguntou Orla. Ela não se interessava por Cabeswater. Ela tinha ido com o grupo lá antes e havia chegado perto o suficiente da floresta para... senti-la. Seu tipo de clarividência aparecia melhor em linhas telefônicas ou e-mails; rostos apenas interferiam com a verdade. Cabeswater não tinha rosto, e a linha ley era basicamente a melhor linha telefônica do mundo. Ela fora capaz de senti-la, ao ser questionada sobre coisas. Orla não sabia dizer o que eram, exatamente. E ela não achava necessariamente que fossem coisas ruins. Ela só conseguia sentir a enormidade de seus pedidos, o peso de suas promessas. Capazes de mudar uma vida. Orla estava satisfeita com a sua, muito obrigada, então se despediu educadamente e caiu fora de lá.
— Não há problema com a floresta — disse Artemus.
Todas as mulheres olharam para ele.
— Descreva “problema” — disse Maura.
— Cabeswater os adora. — Artemus segurou as mãos enormes no colo e apontou o enorme nariz para elas. Seu olhar se voltou nervosamente para Gwenllian, como se temesse que ela pudesse saltar sobre si. Gwenllian apagou sugestivamente uma das velas com o copo de uísque; a sala de leitura ficou uma pequena chama mais escura.
— Você se importaria de explicar isso melhor? — perguntou Calla.
Artemus não se importava.
— Levaremos essa opinião em consideração.
As mulheres deram um gole.
— Alguém nessa sala vai morrer? — perguntou Jimi. — Alguém mais que conhecemos apareceu na vigília da igreja?
— Isso não se aplica a nenhum de nós — disse Maura. A vigília da igreja geralmente só previa a morte daqueles que haviam nascido na cidade ou diretamente na estrada do espírito (ou, no caso de Gansey, renascido), e todos que estavam naquela mesa eram uma importação.
— Mas se aplica à Blue — destacou Orla.
Maura empilhou e tornou a empilhar suas cartas agressivamente.
— Mas isso não é uma garantia de segurança. Há destinos piores que a morte.
— Vamos embaralhar, então — disse Jimi.
Cada mulher segurou seu baralho de tarô contra o peito, o embaralhou, e então selecionou uma única carta ao acaso. Cada qual colocou as cartas abertas sobre a mesa.
O tarô é uma coisa muito pessoal, e, como tal, a arte em cada baralho refletia a mulher que a detinha. O baralho de Maura era tomado por linhas escuras e cores simples, ao mesmo tempo descuidado e infantil. O de Calla era luxuoso e supersaturado, as cartas transbordando detalhes. Cada carta no baralho de Orla trazia um casal se beijando ou fazendo amor, não importava se o significado da carta dizia respeito a beijar ou fazer amor. Gwenllian havia feito o seu arranhando símbolos sombrios e desvairados sobre um baralho de cartas comum. Jimi ficou com o baralho de Gatos Sagrados e Mulheres Veneráveis que ela havia encontrado em uma loja de caridade em 1992.
Todas as mulheres haviam virado cinco versões diferentes da Torre. A versão de Calla talvez descrevesse melhor o significado da carta: um castelo rotulado ESTABILIDADE era atingido por um raio, estava em chamas, e era atacado pelo que pareciam ser cobras venenosas. Uma mulher em uma janela vivenciava os efeitos do raio em toda a sua força. No topo da torre, um homem havia sido jogado das muralhas — ou, possivelmente, havia pulado. De qualquer maneira, ele também estava em chamas, e uma cobra voava atrás dele.
— Então todos nós vamos morrer a não ser que façamos algo — disse Calla.
— Owynus dei gratia Princeps Waliae, uh la la, Princeps Waliae, uh la la... — cantou Gwenllian.
Com uma lamúria, Artemus fez menção de se levantar. Maura pousou a mão firme sobre a dele.
— Nós todos morreremos — disse Maura. — Em algum momento. Não vamos entrar em pânico.
Os olhos de Calla estavam pousados sobre Artemus.
— Apenas um entre nós está em pânico.
Jimi fez a garrafa de uísque dar a volta na mesa.
— Hora de encontrarmos algumas soluções, queridas. Como vamos fazer isso?
Todas as mulheres olharam para a tigela escura de adivinhação. Não havia nada inerentemente extraordinário a respeito dela: era uma tigela de decoração de vidro barata, daquelas lojas cheias de ração de gato, adubo para canteiros e equipamentos eletrônicos com desconto. O suco de uva-do-monte que a enchia não tinha poderes místicos. Mas, mesmo assim, havia algo sinistro a respeito dele, em como o líquido parecia inquieto. Ele refletia apenas o teto escuro, mas parecia que queria mostrar mais. A tigela de adivinhação contemplava possibilidades, nem todas boas. (Uma das possibilidades: usar a reflexão para separar sua alma do corpo e acabar morta.)
Embora fora Maura quem trouxera a tigela, ela a empurrou para longe nesse momento.
— Vamos fazer uma leitura de vida inteira — disse Orla, estourando o chiclete.
— Ugh, não — disse Calla.
— Para todas nós? — perguntou Maura, como se Calla não tivesse protestado. — Nossa vida como um grupo?
Orla acenou um braço para indicar todos os baralhos; seus braceletes de madeira enormes estalaram uns contra os outros com satisfação.
— Acho uma boa — disse Maura. Calla e Jimi suspiraram.
Normalmente, uma leitura usava somente uma porção das setenta e oito cartas em um baralho. Três, ou dez. Talvez uma ou duas mais, se fosse necessário um esclarecimento. A posição de cada carta fazia uma pergunta: Qual o estado do seu inconsciente? Do que você tem medo? Do que você precisa? Cada carta colocada naquela posição fornecia a resposta.
Setenta e oito cartas era um monte de perguntas e respostas.
Especialmente, vezes cinco.
Calla e Jimi suspiraram de novo, mas começaram a embaralhar. Porque era verdade: elas tinham um monte de perguntas. E precisavam de um monte de respostas.
Simultaneamente, as mulheres pararam de embaralhar, fecharam os olhos e seguraram seus baralhos junto ao peito, concentrando-se somente umas nas outras e em como suas vidas estavam interligadas. As velas tremeluziram. Sombras longas e curtas, e então longas, brincavam por detrás das esculturas das divindades. Gwenllian cantarolava, e, após um momento, Jimi fez o mesmo.
Apenas Artemus se destacava do grupo, o cenho franzido.
Mas as mulheres o incluíram quando começaram a colocar as cartas. Primeiro elas arranjaram uma fileira de cartas em uma sólida linha principal, sussurrando posições e significados umas para as outras enquanto o faziam. Então colocaram cartas em ramificações que apontavam para Artemus, Jimi e Orla. Em seguida, colocaram cartas com ramificações que apontavam para Calla, Maura e Gwenllian. Elas discutiram a respeito das revelações e colocaram cartas umas sobre as outras, rindo de seus murmúrios e boquiabertas com a ordem das cartas.
E então uma história apareceu. Era sobre as pessoas a quem elas haviam mudado e aquelas pelas quais elas tinham sido mudadas. A leitura incluía todas as partes picantes: quando Maura se apaixonara por Artemus; quando Jimi dera um soco em Calla; quando Orla zerara sigilosamente a conta bancária em favor de um site de negócios que ainda não dera dinheiro algum; quando Blue fugira de casa e fora arrastada de volta por policiais; quando Persephone morrera.
A ramificação que levava a Artemus era sinistra e decadente, repleta de espadas e medo. A escuridão que havia nela levava de volta à linha principal, juntando-se a algo estranho que se desfazia na ramificação que pertencia a Gwenllian. Era óbvio que essa escuridão seria o que mataria a todos se eles não fizessem nada, embora fosse impossível dizer do que se tratava precisamente. A clarividência das mulheres jamais fora capaz de penetrar a área diretamente acima da linha ley, e essa escuridão estava centrada ali.
A solução para a escuridão, entretanto, existia do lado de fora da linha ley. Ela era multifacetada, incerta e difícil. O desfecho era direto, no entanto.
— Eles devem trabalhar juntos? — disse Calla, sem conseguir acreditar.
— É isso que as cartas estão dizendo — disse Maura.
Jimi estendeu a mão para a garrafa de uísque, mas ela estava vazia.
— Não podemos simplesmente cuidar disso sozinhas?
— Nós somos apenas pessoas — respondeu Maura. — Apenas pessoas comuns. Eles são especiais. O Adam está ligado à linha ley. O Ronan é um sonhador. A Blue amplifica tudo isso.
— O Rico Riquinho é apenas uma pessoa — disse Orla.
— Sim, e ele vai morrer.
As mulheres contemplaram a disposição das cartas novamente.
— Isso significa que ela ainda está viva? — perguntou Maura, batendo de leve sobre uma carta em uma das ramificações, a Rainha de Espadas.
— Provavelmente — grunhiu Calla.
— Isso significa que ela vai nos deixar? — perguntou Orla, batendo de leve sobre outra carta e referindo-se a uma ela diferente.
— Provavelmente — suspirou Maura.
— Isso significa que ela está voltando? — demandou Calla, apontando para uma terceira carta e referindo-se a uma terceira ela.
— Provavelmente — gritou Gwenllian, saltando da mesa e girando os braços no ar.
Nenhuma delas conseguia mais ficar parada. Calla afastou sua cadeira.
— Vou pegar outro drinque.
Jimi deu uma risadinha, concordando.
— Se é do fim do mundo que estamos falando, vou querer um também.
Enquanto as outras deixavam a mesa, Maura seguiu sentada, olhando para a ramificação de cartas envenenada de Artemus e para o próprio Artemus, curvado atrás dela. Homens de bosques místicos não eram mais seu tipo. Mas, mesmo assim, ela se lembrava de ter amado Artemus, e esse Artemus parecia bastante diminuído.
— Artemus? — ela perguntou suavemente.
Ele não levantou a cabeça.
Maura tocou seu queixo com um dedo, e ele recuou. Ela inclinou o rosto dele para cima para que se olhassem nos olhos. Artemus nunca fora de se apressar para preencher vazios com palavras, e continuou agindo assim. Ele dava a impressão de que talvez jamais falasse novamente se dependesse dele.
Desde que ambos haviam saído da caverna, Maura não tinha lhe perguntado sobre nada que acontecera anteriormente, desde que ela o vira pela última vez. Mas agora ela perguntou:
— O que aconteceu com você para te deixar desse jeito?
Artemus fechou os olhos.

Um comentário:

  1. "— Isso significa que ela ainda está viva? — perguntou Maura, batendo de leve sobre uma carta em uma das ramificações, a Rainha de Espadas."
    Persephone?
    "— Isso significa que ela vai nos deixar? — perguntou Orla, batendo de leve sobre outra carta e referindo-se a uma ela diferente."
    Blue?
    "— Isso significa que ela está voltando? — demandou Calla, apontando para uma terceira carta e referindo-se a uma terceira ela."
    Essa eu tenho quase ctz que é a Neeve

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Boa leitura, E SEM SPOILER!