30 de julho de 2018

Capítulo 12


AURANOS

Cleo estava certa de que seu pai diria sim. Ela esperou até ele ficar sozinho e começou a desfiar uma explicação infinita sobre seu plano — embora não tivesse tocado no assunto de Emilia ter se envolvido com o pai de Theon.
O rei não interrompeu. Deixou Cleo falar o quanto quisesse.
Finalmente a princesa recapitulou tudo da maneira mais simples que conseguiu.
— Nenhum curandeiro parece apto a ajudá-la, e ela está piorando cada vez mais. Sei que posso encontrar essa mulher, essa vigilante exilada. Ela tem a magia para salvar Emilia. Mas preciso partir logo, antes que seja tarde demais. Theon pode ir comigo para me proteger. Acho que não ficaremos fora por muito tempo. — Ela apertou as mãos. — Sei que essa é a solução, pai. Sei que é. Posso salvar a vida de Emilia.
O rei observou, perplexo, a filha mais nova durante um minuto inteiro de silêncio.
— Uma vigilante exilada — ele disse. — Que possui sementes mágicas.
Ela confirmou.
— Alguém em uma das vilas deve saber como encontrá-la. Se eu tiver que procurar em todas as vilas de Paelsia, é isso que farei.
O rei pressionava as têmporas com os dedos e analisava a filha com olhos entreabertos.
— Os vigilantes não passam de uma lenda, Cleo.
Pela primeira vez desde que havia entrado na sala do rei, ela sentiu uma ponta de dúvida quanto ao resultado da conversa.
— Bem, era o que eu também achava, mas se existe uma possibilidade… E você não tem certeza absoluta.
— A existência de indivíduos que nos observam pelos olhos de falcões, procurando por sua preciosa Tétrade, é uma história que ajuda a manter as crianças na linha, com medo o suficiente para se comportar.
Ela olhou para o brasão real na parede, que ostentava dois falcões, um dourado e um preto, sob uma única coroa de ouro. Era tão familiar a Cleo quanto seu próprio nome e ela sabia que tinha que ter algum significado. Seria um sinal de que ela estava certa.
— Só porque nunca viu uma coisa, não quer dizer que não seja verdade. Eu estava errada em pensar desse modo até agora.
Ele não parecia bravo, apenas aborrecido. Seu rosto tinha mais rugas do que Cleo se lembrava.
— Cleo, eu sei o quanto ama sua irmã…
— Mais do que tudo!
— É claro. Eu também a amo. Mas ela não está morrendo. Está apenas doente. E essa doença, embora seja grave, vai passar se ela repousar bastante. Ela vai se recuperar.
A frustração torceu-se no peito de Cleo.
— Você não tem certeza. Tem que me deixar ir.
— Eu não tenho que fazer nada. — A expressão do rei ficou mais tensa. — É insensato até mesmo pensar em voltar àquele lugar, por qualquer razão. Os problemas aumentaram, e não diminuíram, no período que se passou desde a morte do garoto Agallon.
— Que tipo de problema?
Ele suspirou.
— Do tipo com que você não precisa se preocupar, Cleo. Eu vou cuidar disso.
Ela cerrou as mãos.
— Se os problemas estão aumentando, eu preciso partir logo ou posso nunca mais ter a oportunidade.
— Cleo… — Havia um tom de advertência nas palavras de seu pai. Ele a havia tolerado até o momento, mas Cleo sabia que ele estava cansado e sem disposição para qualquer perda de tempo.
Mas salvar a vida de Emilia não era perda de tempo.
Ela cruzou os braços e começou a andar de um lado para o outro na sala.
— Se eu estiver errada, tudo bem. Mas tenho que tentar. Por que não consegue enxergar isso?
Os lábios do rei afinaram.
— Tudo o que vejo é minha filha de dezesseis anos inventando histórias absurdas para fugir da companhia do noivo.
Ela olhou para ele horrorizada.
— Você acha que tem a ver com isso?
— Sei que você vai demorar um pouco para se acostumar. Quando o casamento estiver planejado, tudo parecerá melhor. Até lá, Emilia já terá se recuperado e poderá ajudar com os preparativos.
A conversa não tinha nada a ver com aquilo. Mas já que ele havia tocado no assunto…
— O senhor não obrigou Emilia a se casar com alguém que não amava.
Ele bufou.
— Foi diferente.
— Por que foi diferente? Porque ela ameaçou se matar? Talvez eu faça a mesma coisa!
O rei olhou para ela pacientemente, parecendo não se incomodar com a ameaça.
— Você nunca faria isso.
— Ah, não? Eu… eu poderia fazer isso hoje mesmo. Poderia me jogar das escadas. Parar de comer. Eu poderia… bem, existem muitas, muitas formas de acabar com a minha vida se eu quiser!
Ele sacudiu a cabeça.
— Você não faria, porque não quer morrer de verdade. Você não vive apenas, Cleo. A própria vida canta por sua existência. — Um pequeno sorriso apareceu em seus lábios. — Sei que um dia, quando você largar essa mania de fazer drama para chamar a atenção, seu verdadeiro eu surgirá. E essa Cleo será uma mulher notável, digna de carregar o nome de uma deusa.
Cleo olhou feio para o pai.
— Você nem acredita na deusa!
Ele fechou a cara. Estava sendo paciente até então, mas ela tinha ido longe demais.
Desde a morte da mãe dela em decorrência do parto, o rei havia virado as costas a qualquer tipo devoção e orações, e seus súditos logo fizeram o mesmo. Emilia foi a única religiosa que restou na família Bellos.
— Sinto muito — ela sussurrou.
— Você é jovem, não pensa antes de falar. Sempre foi assim com você, Cleo. Não esperava outra coisa.
Ela passou a mão sob o nariz.
— Eu não quis magoá-lo.
— Não se preocupe comigo. Pense em você. Eu me preocupo constantemente com você quando a comparo com sua irmã. Vai se meter em confusão algum dia, Cleo, e espero que fique bem. É uma das razões de eu achar que um casamento com Aron, mesmo em sua pouca idade, é uma boa ideia. As obrigações de esposa lhe darão a maturidade de que precisa. — Quando ela se contraiu, o olhar dele amoleceu. — Estou tentando ajudá-la.
— Como isso ajuda? Lembrando-me de que não tenho controle sobre meu destino?
Ele se abaixou para pegar na mão da filha.
— Você precisa confiar em mim, Cleo. Confiar que estou tomando as decisões certas por você, por nossa família.
— A família é a coisa mais importante para mim. É exatamente por isso que preciso ir a Paelsia — ela disse baixinho. — Por favor, diga sim.
O rei ficou tenso.
— Não, Cleo.
Os olhos dela ardiam.
— Então vai ficar parado e ver Emilia morrer? Como isso pode ser uma decisão correta para nossa família? O senhor nem se preocupa com ela. Não se preocupa comigo. Só pensa nesse reino odioso.
Ele deu um suspiro cansado, sentou-se e voltou a atenção aos papéis à sua frente.
— É hora de você sair, Cleo. Tenho trabalho a fazer. Esta conversa está encerrada.
O coração de Cleo pulava no peito.
— Pai! Por favor, não seja assim. Não pode ser tão cruel e indiferente a ponto de me negar isso!
Quando o rei lhe lançou um olhar raivoso, ela cambaleou para trás.
— Vá para o seu quarto. E fique lá até a hora do jantar. Theon! — Theon entrou na sala no momento seguinte. Ele estava esperando do lado de fora. — Acompanhe minha filha até seus aposentos e, por favor, garanta que ela não faça nenhuma tentativa tola de viajar a Paelsia nos próximos dias.
Theon se curvou.
— Sim, vossa majestade.
Não havia mais nada a dizer. Cleo queria dizer mais coisas, mas até ela sabia quando segurar a língua. Tudo o que ganharia com a discussão seria evocar ainda mais a raiva de seu pai. Ele poderia adiantar seu casamento com Aron para a semana seguinte como punição. Ou mesmo para o dia seguinte.
O rei não acreditava que Emilia estivesse morrendo. Mas Cleo acreditava cada vez mais. Sentia, do fundo do coração, que era verdade. Só algo mágico a salvaria.
— Sinto muito, princesa — disse Theon em voz baixa ao saírem de perto do rei.
As bochechas de Cleo queimavam e seus passos retumbavam no chão enquanto percorria o labirinto de corredores até seus aposentos. Ela achou que suas lágrimas haviam se esgotado, mas ainda havia baldes e baldes sobrando. Ela as chorou todas quando Theon a deixou, fechando a porta.
Mas quando as lágrimas secaram, por fim, deixaram uma determinação pesada e dura. O mundo todo — até mesmo seu pai — podia lhe dizer não. No fim das contas, não fazia diferença para ela. Cleo resolveria aquilo. Faria o que precisasse ser feito e iria para qualquer lugar, mas salvaria a vida de sua irmã antes que fosse tarde demais.
Depois do jantar, Cleo reuniu seus confidentes mais íntimos — Nic, Mira e Theon.
— Eu vou — ela afirmou depois de explicar tudo a eles.
Nic piscou.
— Para Paelsia?
— Sim.
— Encontrar a vigilante exilada e implorar que lhe entregue algumas de suas sementes de uva mágicas.
Ela sabia que aquilo parecia absurdo, mas não se importava.
— Sim, isso mesmo.
Um sorriso se abriu no rosto dele.
— Parece fantástico.
— Está brincando? — exclamou Mira. — Cleo, o que está pensando? Sabe como pode ser perigoso voltar para lá?
Ela deu de ombros.
— Preciso fazer isso. Não tenho outra escolha.
Seu pai ficaria furioso ao descobrir que ela havia ido contra a vontade dele. Cleo sabia. Mas ela não ficaria fora por muito tempo. Se conseguisse a localização certa, fizesse as perguntas certas às pessoas certas, na vila certa, não demoraria mais do que a viagem que fizera a Paelsia para ajudar Aron a comprar vinho.
Aquela foi uma lembrança desagradável. Talvez não fosse o melhor exemplo de uma viagem bem-sucedida.
— Só que vocês não podem contar para ninguém — ela pediu. — Só estou contando a vocês para não se preocuparem comigo enquanto eu estiver fora.
— Ah, não. — Mira revirou os olhos. — Por que nos preocuparíamos? Ah, Cleo, eu amo você e Emilia demais, mas meu cérebro chega a doer com tanta imbecilidade.
Nic cruzou os braços.
— Não entendo como funcionam as sementes. Elas geram vinhas que dão origem a vinhos maravilhosos… e também curam doenças?
— É magia da terra.
— Ah, entendi. Talvez você possa perguntar a essa vigilante onde a Tétrade está escondida há mil anos. Seria uma informação muito útil, não seria?
Ela lançou um olhar raivoso para Nic.
— Está me olhando como se eu tivesse enlouquecido completamente.
O sorriso do rapaz se alargou.
— Você enlouqueceu, mas da melhor forma possível. Mas vai sozinha? Isso, sim, seria loucura.
Ela negou.
— Não vou sozinha. Theon vai comigo.
— Não, eu não vou — Theon disse em voz baixa.
Ele estava um pouco mais afastado para não ficar na linha de visão dela enquanto conversava com Nic e Mira.
Cleo se virou para Theon e o encarou.
— É claro que você vai comigo.
Ele ficou sério.
— Sua irmã nunca devia ter lhe contado nada daquilo. Você ficou com ideias na cabeça.
— E agora que as ideias estão lá, preciso descobrir se são verdadeiras. Não entende? É a solução. É o que vai salvar Emilia. Se eu não for – se nós não formos – ela vai morrer. Eu sei.
O rosto dele ficou tenso.
— Seu pai não lhe deu permissão para essa viagem.
— Eu não me importo com o que meu pai disse! — O rosto de Cleo queimava de raiva. — Você mesmo ouviu o que ele falou. Ele não entende, ele não acredita, mas eu sim. Ele vai ficar bravo, mas quando perceber que funciona, ficará grato por eu ter ido contra a vontade dele.
— Ele só quer mantê-la em segurança.
— Estarei em segurança. Além disso, você estará lá para me proteger.
— Você pode ignorar os desejos de seu pai, mas eu não posso. Ele é o rei. Sua palavra é minha ordem. Para mim, para todos em seu reino. Sabe qual é a pena por descumprir uma ordem direta do rei? É a morte, vossa alteza.
O coração de Cleo ficou acelerado.
— Eu não deixaria nada acontecer com você. Eu juro. Não precisa ter medo.
Ele ficou furioso.
— Não estou com medo. Mas você está sendo teimosa. Sempre consegue o quer?
— Sim — Nic respondeu ao mesmo tempo em que Mira disse: — Na verdade, ela consegue.
Cleo se virou para Theon.
— Se eu tiver que ordenar que venha comigo, farei isso mesmo. Não me obrigue.
— Pode dar a ordem que quiser, mas a resposta sempre será não — ele esbravejou, lançando-lhe um olhar perigoso que a fez lembrar de seu pai. — Eu respondo ao rei, não a você. Ele disse não, então tenho que dizer o mesmo. Nós não vamos. Por favor, princesa, tente aceitar. Qualquer outra atitude só deixará as coisas ainda mais difíceis.
Os olhos dela arderam, mas dessa vez nenhuma lágrima escorreu. Ela não tinha mais lágrimas. Agora tinha apenas uma raiva fervente que a movia.
Cleo se virou para Nic.
— O que você acha?
— É uma boa pergunta — Nic respondeu. — Embora não seja a ideia mais sábia que já ouvi, sei que suas intenções são boas. Ama sua irmã mais do que tudo.
— Basta dessa conversa — Theon disse bruscamente. — Essa discussão está encerrada. Ninguém irá a Paelsia hoje.
— Eu não estava pensando em partir nos próximos dois dias. — Cleo soltou um suspiro lento e trêmulo. — Talvez até lá você tenha mudado de ideia.
— Dois dias… — Theon repetiu, com o olhar sério amolecendo um pouco. — Muita coisa pode acontecer em dois dias.
— Eu sei.
— O mesmo vale para você, princesa. Pense nisso por dois dias. Depois podemos voltar a discutir. Espero que esteja menos envolvida com esse plano imprudente. Acha que é possível? A ideia de vigilantes e sementes mágicas vai parecer um pouco menos interessante depois de um tempo?
— Talvez — ela admitiu com relutância.
O guarda assentiu, parecendo satisfeito com a resposta.
— Vou acompanhá-la de volta a seus aposentos.
Cleo disse boa-noite aos irmãos Cassian e o seguiu, sem abrir a boca até chegar à porta de seu quarto.
— Sinto muito — explicou Theon. — Sei o quanto se importa com sua irmã. Mas eu não posso ir contra a vontade de seu pai.
— Eu sei. E entendo.
Theon congelou quando Cleo pegou em sua mão e a levou aos lábios para beijá-la. A expressão dele foi indescritível. Ela o havia chocado completamente.
— Vossa alteza…
— Eu gosto de você, Theon. Muito. Apesar de algumas palavras duras que trocamos, sei que seu coração é bom.
Ele engoliu em seco.
— Sinto o mesmo em relação a você.
— Sei que acha que sou uma fedelha mimada que sempre quer fazer as coisas do seu jeito.
— Eu nunca disse isso. E não penso isso. Você é… bem, acho você extraordinária. Teimosia nem sempre é uma coisa ruim. E o amor que tem por sua irmã é algo admirável.
Cleo sorriu, mas seu sorriso logo se apagou.
— Não quero me casar com Aron. Nunca.
Ele olhou para os dedos dela, agora entrelaçados nos seus.
— Eu sei.
— O que eu quero não é permitido.
Theon olhou firme nos olhos dela.
— O sentimento é mútuo.
Ah, como ela queria que as coisas fossem mais simples. E, ah, como queria que estivesse falando sobre desejar Theon.
Ela o desejava, de verdade. Mas desejava ainda mais salvar a irmã.
Cleo ficou na ponta dos pés e deu um beijo no rosto de Theon.
— Eu sei que você só está tentando me proteger.
Ele tocou seu próprio rosto, com o olhar obscurecido de desejo.
— Não há nada que eu queira mais do que mantê-la em segurança.
Ela sorriu para ele.
— Nada mesmo?
Theon fechou os olhos por um instante.
— Está tornando as coisas muito difíceis para mim.
— Peço desculpas. Estou provocando você.
— Tudo bem.
— Meu pai disse que eu exagero no drama para chamar a atenção. — Ela mordeu o lábio inferior. Será que era assim mesmo que o rei sempre a vira? Era por isso que quando pedia alguma coisa importante ele negava com facilidade.
— Eu não a vejo assim — Theon discordou. — Você vê o mundo da sua própria maneira. Quer o que quer. E se aparecem obstáculos, tenta encontrar um jeito de desviar deles. Ou de passar por cima deles.
Cleo olhou para ele com gratidão. Considerando o pouco tempo que se conheciam, ele a via como ela gostaria de ser vista. Só esperava que fosse verdade.
— Obrigada por tentar me proteger, ainda que de vez em quando isso signifique não conseguir o que quero.
— É uma honra protegê-la. Durma bem. — Com um último olhar, Theon se virou e seguiu pelo corredor.
Cleo entrou no quarto, vestiu-se e foi dormir.
Uma hora antes do sol nascer, ela se levantou, arrumou-se e escapuliu do quarto, passando pela criada que dormia perto da porta.
Ela havia mentido para Theon quando disse que pretendia partir em dois dias. Emilia não tinha todo esse tempo. Cleo tomou a decisão de ir imediatamente, mesmo que tivesse que ir sozinha. Tinha algum dinheiro. Contrataria outra pessoa para ser seu guia. Quando passasse pelas muralhas do palácio, planejaria o próximo passo.
— Bom dia, princesa.
Cleo congelou.
Por uma fração de segundo, estava certa de que Theon havia descoberto sua artimanha. Mas ele não a conhecia bem o bastante para saber quando estava mentindo.
No entanto, outra pessoa conhecia.
Nic estava encostado na parede do corredor, perto de um retrato do bisavô de Cleo e Emilia.
— Está indo para algum lugar? — ele perguntou, de braços cruzados. Seus cabelos ruivos arrepiavam-se em todas as direções como se tivesse acabado de sair da cama sem se importar com a aparência. E provavelmente era verdade.
— Eu… eu estou com fome. Vou até a cozinha.
— Ah, por favor. Você não consegue mentir para mim, Cleo.
Ela se endireitou, forçando-se a não se sentir culpada.
— Está bem, está bem. Estou indo embora. Vou para Paelsia e não me importa o que os outros digam. Você vai tentar me impedir?
Nic a observou por um instante. Sua expressão era neutra.
— Não. Mas vou lhe dizer o que pretendo fazer.
— O quê?
Ele deu um sorrisinho.
— Eu vou com você.

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