30 de julho de 2018

Capítulo 11

LIMEROS

Lucia estava do lado de fora, soltando nuvens de ar frio pela boca a cada respiração e observando o falcão voar bem alto no claro céu azul. A menina poderia jurar que ele estava olhando diretamente para ela.
Deixou o pensamento de lado e passou os olhos pelos jardins, procurando algum sinal do retorno de seu irmão. Depois de semanas guardando aquele horrível segredo, estava pronta para desabafar, independente da consequência.
E é claro, justo quando mais precisava encontrar Magnus, não conseguia achá-lo em lugar nenhum. Ela havia procurado nos corredores do castelo durante uma hora e depois ficou sabendo que ele estava acompanhando o pai em uma caçada, mas logo voltaria.
Era estranho. Magnus nunca tinha demonstrado muito interesse em caçar com o pai. Ele nunca havia se interessado por caçadas, de um modo geral. Ela ficou imaginando, incomodada, se a morte recente de Tobias — que, diziam, tratava-se de seu meio-irmão — teria alguma coisa a ver com aquela mudança. Ele havia sido enterrado de modo rápido e discreto, sem explicação para seu fim repentino.
Para limpar a mente daqueles pensamentos sinuosos, Lucia decidiu dar uma caminhada revigorante pelos jardins do palácio antes das aulas do período da tarde — artes, geografia e, infelizmente, bordado. Era difícil sair das aulas de costura sem se furar. Magnus não a achava desajeitada, embora seus dedos doloridos dissessem o contrário.
À sua esquerda, viu ao longe um garoto que conhecia, Michol Trichas. Ela ergueu a mão para acenar, mas ele pareceu não notar e virou as costas.
Ela acelerou o passo para alcançá-lo, puxando o manto forrado de pele para mais perto do corpo a fim de bloquear o vento gelado.
— Michol! — ela o cumprimentou com um sorriso. O solo congelado estalava sob a sola de couro de seus sapatos. Eles haviam assistido a uma aula de artes no palácio, alguns meses antes. O pai dela queria abolir a matéria, mas Lucia implorara que ele reconsiderasse, jurando que o estudo de artes não era apenas uma busca frívola pela beleza estética, mas tinha a ver com história e tradição.
Michol era filho de nobres locais que também eram amigos do rei. Lucia havia gostado muito dele, de conversar com o garoto sobre escultura. Passaram uma hora discutindo o esboço de uma misteriosa roda de pedra gravada, localizada nos domínios ao norte de Limeros, região que nunca degelava. Diziam que ela originalmente fazia parte do Santuário — um lendário local de magia escondido nas Montanhas Proibidas, de onde seres místicos zelavam pelo mundo mortal. Alguns textos obscuros que Lucia havia lido diziam que encontrar aquela roda significava descobrir uma pista deixada pelos vigilantes para localizar a Tétrade perdida — que poderia ser uma bênção ou uma maldição, dependendo dos mitos em que cada um acreditava.
O garoto havia comparecido a seu banquete de aniversário e prometido voltar para que juntos explorassem as dependências do palácio. Michol nunca tinha voltado, e ela não entendeu o motivo. Agora ele olhava para ela encabulado. Passou a mão pelos cabelos desgrenhados.
— Princesa Lucia, é um prazer revê-la.
Ela deixou o nervosismo de lado e decidiu ser o mais direta possível com o garoto.
— Não vejo você há séculos!
— Não.
— Está tentando se esconder de mim? — Ela tentou sorrir, mas pensar que podia estar certa era perturbador. Ainda assim, queria saber a verdade. — Fiz alguma coisa para ofendê-lo?
Ele fez um som estranho que parecia um riso nervoso.
— Absolutamente.
— Fiquei esperando para fazermos aquela caminhada.
Michol a encarou como se estivesse perplexo.
— Eu… eu não entendo.
Lucia enfiou as mãos debaixo do manto para mantê-las aquecidas.
— Pois então somos dois.
— Seu irmão me disse que você não queria nada comigo.
Ela piscou.
— O quê?
— Estive aqui antes para chamá-la e ele fez questão de que eu soubesse que não era bem-vindo. Que eu não deveria ser encorajado a vê-la. Que você, bem… que estava interessada em passear com outros garotos, mas não comigo.
A confusão deu lugar ao esclarecimento e a uma onda calorosa de raiva.
— Ele disse isso?
— Disse.
Lucia se esforçou para controlar a respiração e as emoções. Coisas estranhas costumavam ocorrer quando sua emoção a dominava… Coisas que precisava manter em segredo.
Ela soltou um longo suspiro e olhou para Michol.
— Ele não devia ter feito isso.
— Sério? — O garoto ficou esperançoso.
— E você não devia ter acreditado nele sem falar comigo. Meu irmão não tem nada a ver com quem saio ou deixo de sair. Eu decido.
Ele empalideceu.
— Eu não sabia.
— Esta não é a primeira vez que isso acontece.
Magnus tinha desenvolvido o hábito de decidir quem merecia a atenção de sua irmã mais nova. Mas ela não precisava da opinião nem da ajuda dele para identificar os que não a mereciam. Era capaz de fazer aquilo sozinha.
— Sinceramente — ela resmungou. — Como ele ousa interferir na minha vida desse jeito?
— Isso quer dizer que podemos fazer aquela caminhada, afinal?
Lucia se virou para o garoto, analisando-o com calma pela primeira vez. Ele era bem bonito, alguns centímetros mais alto do que ela, e tinha a pele pálida e perfeita.
Era uma pena que não fosse determinado o bastante.
Ela forçou um sorriso que devolveu o otimismo aos olhos do garoto.
— Talvez outra hora. Tenha um bom dia, Michol.
Ela voltou ao castelo sem olhar para trás. A raiva do irmão crescia a cada batida de seu coração enquanto ela andava rápido pelos corredores escuros. Magnus era intrometido, superprotetor, inconveniente e incrivelmente irritante.
— Lucia — a rainha Althea chamou, sem calor algum no tom de voz.
Lucia ficou paralisada ao ver a mãe.
— Pois não, mãe?
Os cabelos escuros da rainha tinham mechas grisalhas. O rosto era branco e abatido, e ela parecia olhar para a filha com os olhos baixos, mesmo tendo a mesma altura que ela.
— Que bobagem pretende fazer esta tarde? E por que seu rosto está tão vermelho?
— Bobagem nenhuma. Eu estava lá fora. Está… está frio.
— É claro que está frio. Estamos em pleno inverno. Por que estava lá fora?
Sempre parecia que Limeros estava em pleno inverno. Lucia limpou a garganta, demonstrando alerta sob a análise atenta da mãe.
— Estou procurando Magnus. Sabe quando ele volta da caçada com meu pai?
— Em breve, com certeza. — A rainha apertou os lábios e passou os olhos pela filha com desgosto. — Seu cabelo está um horror. Não devia sair de seus aposentos tão desalinhada. Alguém pode vê-la.
Lucia fez cara feia e tocou os cabelos embaraçados.
— Não achei que estivesse tão ruim.
— Bem, mas está. Vou mandar uma criada ao seu quarto para ajudá-la a ficar com uma aparência decente.
Seu rosto ficou tenso e as entranhas queimaram como lava.
— É tão… gentil de sua parte, mãe.
— Não foi nada.
Lucia nunca cogitou contar seu segredo à rainha. Embora a tivesse parido, nunca mais lhe ofereceu momento algum de ternura. A menina duvidava se aquela mulher era capaz de demonstrar amor por alguém. Nunca havia visto nenhum indício, exceto por alguns momentos de orgulho maternal na frente de visitas. Lucia havia aprendido desde cedo a buscar aprovação em outro lugar, já que nunca viria da rainha. Então havia se voltado aos livros e aos estudos. Todos os elogios que recebia vinham de seus tutores. De Magnus. E, vez ou outra, do pai. Ela não se esforçava em buscar a aprovação da mãe, nem nunca se esforçaria.
— Volte para o seu quarto, filha — ordenou a rainha em tom direto. — Não demore. Ninguém pode ver a princesa limeriana com essa aparência.
— Está bem. — Embora não se importasse com a opinião da mãe, Lucia nunca se sentira tão feia como naquele momento. Ela virou as costas para a rainha e seguiu para o quarto, temendo a visita da criada que a ajudaria a se arrumar. Se a mãe mandasse a mesma de sempre, ela seria rude e puxaria seus cabelos, deixando-a com dor de cabeça pelo resto do dia.
Com dor, mas apresentável. Como desejava a rainha. Depois das conversas frustradas com Michol e com a mãe, ela estava profundamente perturbada. E, acabou reconhecendo, um pouco desarrumada.
— Lucia. — Uma voz a saudou antes que chegasse a seu destino. — Querida, algum problema?
Sabina Mallius estava no caminho, bloqueando a passagem para seu quarto. “E agora mais essa”, pensou Lucia.
— Problema nenhum — Lucia disse, calma. — Mas obrigada pela preocupação. — Embora não morresse de amores pela mãe, nunca falaria mal da rainha à amante de seu pai.
— Deixe-me adivinhar. — Sabina tinha os olhos apertados, porém compassivos. — Acabou de falar com Althea.
— Meu cabelo está despenteado — Lucia explicou. Sabina era linda, de manhã até de noite, como se não precisasse fazer esforço algum para ter aquela aparência.
— Em minha opinião, seu cabelo está lindo: selvagem e livre, e não preso e austero — elogiou Sabina acenando com a mão. — Não deixe ninguém lhe dizer o contrário. Nem mesmo sua mãe.
Embora suas palavras fossem descontraídas, havia tensão nelas.
— Está brava comigo? — Lucia perguntou intuitivamente.
Sabina ergueu as sobrancelhas.
— Com você? Por quê?
— Esqueça. Desculpe-me. Devo estar imaginando coisas.
Apesar de a rainha ser uma pessoa desagradável e não demonstrar nenhuma emoção visível pela filha, tinha muita influência sobre Lucia. Havia martelado em sua cabeça que ser obediente, educada e manter a boa aparência eram as principais qualidades que uma princesa deveria cultivar.
E também que Sabina Mallius era o mal encarnado.
A rainha Althea sentia-se ameaçada com a amante do rei vivendo ao lado da família por tantos anos, mesmo preferindo cortar fora a própria língua a admitir isso.
— Tem certeza de que está tudo bem, minha querida? — Sabina perguntou. — Você parece muito chateada.
— Pareço? — Lucia precisava treinar mais sua máscara de indiferença. A de seu irmão era perfeita, mas as emoções dela ainda eram mais evidentes do que deveriam ser. As emoções podiam ser usadas contra ela.
Emoções podiam desencadear os estranhos acontecimentos que nos últimos tempos a rondavam como o princípio de uma tempestade de gelo.
— Estou procurando Magnus — explicou Lucia. — Quero falar com ele quando voltar da caçada.
Embora não tivesse mais certeza se lhe contaria o segredo. Primeiro ela queria discutir o fato de seu irmão enxotar qualquer garoto que demonstrasse interesse por ela.
— Eles chegaram — respondeu Sabina. — De minha janela, eu os vi se aproximando do castelo há alguns minutos. Sobre o que quer falar com Magnus?
Lucia ficou tensa.
— Nada que possa lhe interessar.
Sabina olhou atentamente para ela.
— Quero que saiba de uma coisa, querida. E digo isso do fundo do coração.
— O que é?
— Se sentir que não tem a quem confiar seus segredos, saiba que pode recorrer a mim. — Sabina analisou o rosto dela como se procurasse alguma resposta oculta. — Qualquer coisa, Lucia. Qualquer coisa mesmo. Você já é uma moça, e as mudanças pelas quais está passando devem ser muito difíceis. Eu posso ajudar. Mesmo que essas mudanças pareçam incomuns ou… assustadoras.
Lucia respirou fundo. Parecia que Sabina conhecia seu segredo sem ninguém tê-lo contado.
— Não sei do que está falando.
Os olhos de Sabina se estreitaram um pouco.
— A pior coisa que existe é ter um segredo que possa ser perigoso e não ter com quem compartilhá-lo. Ninguém em quem confiar. Está entendendo?
Lucia a encarou, a boca seca, sem fala.
Sabina a puxou para mais perto e baixou o tom de voz para um sussurro.
— Porque algumas pessoas compartilham do mesmo segredo perigoso, Lucia. E eu garanto que não há o que temer. Posso ajudá-la quando precisar de mim. E você vai precisar.
O mesmo segredo.
Era uma oportunidade de contar tudo àquela mulher. De aliviar o peso de sua alma quanto àquelas descobertas estranhas. Quanto àquelas novas habilidades estranhas.
Mas as palavras não se formaram em sua língua. Ela não era tão estúpida a ponto de revelar a verdade para qualquer pessoa, não importava o que fosse dito para persuadi-la.
— Se eu precisar falar sobre alguma coisa, prometo procurá-la.
Um músculo sob o olho direito de Sabina se contraiu de maneira quase imperceptível. Mas ela logo assentiu com a cabeça.
— Pois muito bem. Vejo você na hora do jantar, querida.
Lucia afastou-se de Sabina, obrigando-se a não acelerar o passo. Ela devia ter entendido mal o que Sabina dissera. Aquela mulher não teria como saber o que estava acontecendo com ela. E a ideia de que Sabina pudesse ter as mesmas habilidades que haviam surgido nela…
Impossível. Haveria outros indícios de que Sabina era diferente.
Não, Lucia havia segurado a língua e continuaria assim.


Sabina estava certa sobre uma coisa. Seu pai e Magnus tinham voltado da caçada. Estavam tirando as botas cheias de lama no vestíbulo, um cômodo cilíndrico com o pé-direito tão alto quanto o resto do castelo. A escadaria esculpida na parede descia em espiral dos andares superiores até o principal. Lucia desceu a escada em silêncio, sem perder o irmão de vista.
Apesar das interrupções desde que entrara no castelo, a raiva de Magnus não havia diminuído nem um pouco.
Um mensageiro se aproximou de seu pai e entregou uma carta. O rei cortou o envelope e leu com pressa.
Ele ergueu as sobrancelhas.
— Excelente — Lucia ouviu-o dizer.
— O que é? — perguntou Magnus.
— O chefe Basilius concordou em juntar forças com Limeros. Ele gostou do meu plano. — Seu maxilar ficou tenso. — E ficou profundamente honrado por meu sacrifício.
— Devo parabenizá-lo agora ou esperar até conquistar Auranos? — Magnus perguntou, com indiferença, um pouco depois.
Lucia estacou e prendeu a respiração. Conquistar Auranos?
— Antes, durante, depois. Tanto faz. — O rei soltou uma risada sem graça. — Essa notícia é muito boa, meu filho. Este dia ficará marcado para sempre na memória dos auranianos. E tudo isso um dia será seu. Cada pedaço. É meu legado para você.
Magnus olhou para o outro lado como se tivesse sentido a presença de Lucia. Seus olhos se encontraram. Na expressão dele havia a ponta de algo que Lucia não se lembrava de ter visto antes.
Cobiça.
Foi como olhar para um completo estranho. Ela sentiu um arrepio que a deixou paralisada. Mas foi apenas por uma fração de segundo, até os olhos castanhos de seu irmão retomarem o calor e o humor de sempre. Ela soltou o ar que, sem se dar conta, estava prendendo, e então chegou ao fim da escadaria.
— Lucia — ele disse sorrindo.
Ela preferiu fingir que não havia escutado nada do que eles discutiam. Seu pai odiava bisbilhoteiros.
— Preciso falar com você, meu irmão.
— Hã?
— Falei com Michol hoje cedo.
Suas sobrancelhas escuras se uniram.
— Michol?
— É um bom garoto — o rei afirmou. — Acho que ele está interessado em você, filha.
A clareza brilhou nos olhos de Magnus.
— Ele veio visitar você?
— Ele me contou de uma conversa que vocês tiveram. — As palavras dela eram diretas. — Quer que eu repita?
Um sorriso surgiu nos lábios do irmão.
— Não precisa.
Lucia olhou para ele com cara feia. Como ousava achar aquilo divertido?
O sorriso de Magnus cresceu.
— Eu trouxe uma coisa para você da caçada.
Ela fez cara de nojo.
— Algo que você matou?
— Venha ver.
Lucia se aproximou um pouco relutante, tomando cuidado com o que poderia ser. Apesar de sua habilidade com arco e flecha, Magnus nunca havia concordado em tirar a vida de um animal apenas por esporte. Outros garotos zombavam dele por isso, mas ele não se importava.
Uma vez dissera a ela que não via problema em caçar para pôr comida na mesa, mas matar por simples prazer nunca o atraíra. Lucia ficou consternada em pensar que isso tivesse mudado. Um turbilhão de emoções girava dentro dela.
De repente, as altas portas de ferro maciço que estavam atrás de seu pai e de seu irmão se fecharam.
O rei olhou para trás, confuso. Depois lançou um olhar inquisidor a Lucia. Ela evitou os olhos dele, com o coração acelerado.
Magnus tirou algo de uma cesta. Era pequeno, peludo e tinha orelhas compridas e flexíveis.
O nariz dele se mexia.
— É um coelho — Lucia ficara surpresa. — Um filhote!
— Um bichinho. Para você. — Magnus entregou o animal a ela. Ele se aconchegou na curva de seu pescoço. Ela sentiu os batimentos cardíacos do coelho sob a ponta dos dedos e seu próprio coração se encheu. Ela sempre quis um animal de estimação, principalmente quando era pequena. Mas, exceto os cavalos e alguns cães de caça do rei, sua mãe nunca havia permitido.
— Você não o matou.
Magnus olhou para ela com curiosidade.
— É claro que não. Um coelho morto não seria um animal de estimação muito bom, seria?
O pelo era tão macio. Ela o afagou, tentando apaziguar o medo do animal. Olhou para Magnus com a garganta apertada.
— Então acha que isso serve como desculpa por ter espantado Michol e sabe-se lá mais quem?
— Ajuda um pouco? — o irmão perguntou, apreensivo.
Ela bufou, mas não conseguiu evitar que um sorriso aparecesse em seus lábios.
— Talvez um pouco.
Magnus era instigante, importuno, teimoso e se apoiava demais em máscaras para esconder seus verdadeiros sentimentos. Mas ainda assim Lucia o amava e estava disposta a fazer qualquer coisa por ele, mesmo quando sua paciência era testada.
E contaria a ele seu segredo na próxima oportunidade. Quem sabe ele também dissesse o que o andava incomodando? Mesmo naquele momento, quando olhava para a irmã segurando o coelho, havia uma tristeza infinita nos olhos de Magnus.

2 comentários:

  1. Realmente espero que o Magnus não esteja apixonado de verdade, só meio confuso. Já amo ele mas é bem estranho ele ter se apaixonado pela irmã, que mesmo não sendo de sangue se as teorias estiverem certas foi criada como tal.

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  2. verdade nao consiguo gostar dele por causa disso
    nao sei me enoja isso dele se apaixonar pela irma mesmo que eles nao sejam irmoes de sangue foram criados como tal
    tomara que ele arrume outra pessoa para ele
    e a LUCIA que fique com aquele vigilante
    nao sei porque gostei dele seria legal
    tenho esperança que eles ainda vao forma um shippe EXTRAORDINARI(que assim seja)
    ASS:JANIELLI

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