1 de agosto de 2018

Fanfic: A Black Rose


Sinopse:
Elena é uma garota popular em Mystic Falls e odeia toda essa fama. Ela tenta se distrair com a seu diário e através dele vai descobrir muitas coisas obscuras, a família e a amizade são importantes para a pequena Gilbert, mas algo a levará a caminhos sombrios sem volta.

Categorias: ação, romance, Diários do Vampiro
Autor: Guilherme

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Capítulo 1 - Strange birds



Só os que se arriscam a ir longe demais são capazes de descobrir o quão longe se pode ir.
 T. S. Eliot

Elena´s - POV
Eu parecia uma morta viva antes da nossa primeira viagem em família em muitos anos, a família Gilbert é péssima com passeios, é incrível como eles preparam tudo e sempre dá algo errado. Pensando bem, a vida é assim. Você prepara tudo e nada acontece como imaginamos. É um saco, na moral. Minha mala está pronta desde cedo, mas não sei o que levar mais, não queria levar nada para ser sincera. Vou sentir falta de Bonnie, amiga de infância, pelo menos vou poder ligar ou trocar mensagens com ela. Daria tudo para não ir, eu falei com meu pai, mas ele não me ouviu como sempre. Jeremy parecia bastante feliz, esse não desperdiçava uma boa viagem e comida grátis, então é isso. A viagem vai durar menos de um dia e mal espero voltar a minha cama e escrever no meu diário.  
Falando nisso, pego ele em cima da cômoda e o coloco dentro da mala entre as roupas. Tenho que me distrair com algo, a escrita funciona bem nesse quesito. Antes de sair do quarto, olho tudo por uma última vez como se fosse viajar de vez, entende? Estranho. Olho meu reflexo no espelho e percebo que estou em forma por ora, sou magra, tem dias que gosto de mim e outros não. É complicado. Vou descendo as escadas com a bagagem, minha mala é rosa com ursinhos, e todos ficam felizes em me ver. Significa que a viagem vai realmente acontecer. 
- Filha, você está linda demais - minha mãe solta um sorriso 
- Eu uso essa blusa há anos, mãe. Não tem como está bonita desse jeito - digo tentando não receber aquilo como elogio e sim mais como "hey você vai viajar, que ótimo". 
- A beleza às vezes é assim, é encontrada nas coisas mais velhas, saca? - Papai me diz enquanto carrega a mala para fora.  
Ok, papai - falo exprimindo um sorriso sincero - Então, já pode me comprar uma blusa nova, tá bem
- Pode deixar que na volta faremos compras - mamãe me alegra pondo as mãos nos meus ombros e fingindo sermos uma locomotiva. É uma tradição da nossa família simples e doidinha, a locomotiva da alegria. Se duvidar ela é mais feliz que eu, mas um dia serei como ela.  
Entramos todos no carro, pela primeira vez na vida me sinto bem nesse tipo de ocasião. Meu irmão está no banco de trás  ao meu lado ouvindo música bem alto, e eu vou observando a paisagem do nosso bairro enquanto o carro vai se afastando da minha casa.  Meus pais ficam falando durante a viagem como estávamos indo bem na escola e tudo mais, falei que alguns amigos tinham ido embora e também sobre o próximo ano ser importante. Basicamente todo ano é importante, inclusive o que você passa sem nenhuma nota vermelha. Vejo alguns pássaros estranhos na estrada enquanto paramos o carro no sinal. Eram assustadores. Corvos são animais que exprimem presságio, segundo meu professor de literatura. Eu acredito muito nesse tipo de coisa, sei que vai parecer bem louco, mas histórias de terror e sobrenatural me fascinam. Tenho meu lado artístico também, sou do grupo de animadoras de torcida da escola, só que às vezes o pessoal enche o saco. O sinal finalmente abre e seguimos viagem, e não vejo mais os corvos. Ainda bem. Meu celular começa a tocar e o nome de Bonnie aparece no visor, em dois cliques eu atendo a ligação. 
- Oi, Bonnie. Como está? - digo rindo de nervosa porque não me despedi dela. 
- Você disse que ia me ver antes de sair, Elena - ela soa bem desapontada. 
- Foi mal, Bonnie. Juro que tiro várias fotos de lá para você, ok? Te amo muito e me perdoa por isso? - tento diminuir essa dívida com ela. 
-Tudo bem, mas mantenha contato quando puder ok? - ela me alerta de maneira fofa. 
- Pode deixar - digo.  
Falamos sobre a primeira festa dela sem a minha presença e outros assuntos, após longos minutos nos despedimos e guardo o celular na bolsa. Meus pais estão concentrados lá na frente e eu aqui morrendo de tédio.  Jeremy me mostra a foto da suposta namorada dele, é uma garota bem legal lá no colégio, e o aconselho a ir com calma para não assustar a garota. Eu particularmente só namorei Matt até hoje, não consegui ficar com mais ninguém. Não por falta de opção, mas porque me sinto desconectada de todos. Bonnie é uma das poucas pessoas que me conhece bem, sabe todas as loucuras e tristezas da pequena Gilbert. 
Papai vai para uma cidade bem próxima a Mystic Falls, Charlottesville o nome, era um lugar novo para mim. Papai adora lá porque ele tem uns amigos lá e mamãe precisa visitar nossa avó, eu realmente não tinha pisado lá. Jeremy foi quando era mais novo, ele sempre foi mais sortudo que eu nesse quesito. Após algumas horas no carro, finalmente vejo a placa da cidade “Welcome to Charloteville”.  Papai diz que tem muita coisa para conhecer na cidade, tento me animar um pouco para não desperdiçar a viagem.  Paramos o carro numa rua chamada Cheryl Ave, isso de acordo com o meu mapa e também com o falatório de meu pai. Ele se empolga muito quando viajamos. 
- Chegamos crianças - papai acena para um estranho que vai passando. 
- Menos mal - resmungo e vou retirando a bagagem do carro. 
- Você pode parecer pelo menos feliz, Elena? - mamãe parece que escutou o que disse. 
- Foi mal, mãe - tento me desculpar soltando um leve sorriso. 
Ela revira os olhos e sabe que é coisa de jovem ter repulso com viagens e coisas que alterem seu cotidiano de alguma forma. 
Meu irmão por outro lado já estava fotografando tudo que via pela frente, ele sem querer tirou a foto de uma velhinha e ela veio perguntar o que era. Andamos um pouco até a casa da vovó, era quase duas ou três casas até lá. Papai deixou o carro mais a frente para não chamar a atenção.  Eu fico observando a vizinhança e não vejo tanta coisa assim legal, vi pessoas correndo ou caminhando, outras brincando com o seu filho no parque, parece tudo normal. Penso em ir falar com vovó primeiro, então deixo minha mala dentro da garagem dela e tiro alguns pertences, mas vou antes no parque, peguei alguns trocados e meu diário para tentar registrar tudo que conseguir ver. 
O parque é bem perto de lá, então logo cheguei lá e algumas pessoas me encaram como se fosse um bicho do mato, confesso que minha blusa vermelha gasta e minha calça jeans não ajudava em muito, eu gosto de me vestir, mas estou com closet desatualizado. Eu tiro os meus tênis e os deixo bem próximo de mim e busco uma árvore para eu me encostar.  
Eu vejo uma ideal mas tem um garoto lá sentado com alguma coisa nas mãos, um garoto lendo ou escrevendo é algo de outro mundo mesmo. Eu vou me aproximando dele devagar com os tênis nas mãos e meu diário debaixo do braço, e ele me percebe. 
- Você quer sentar aqui? Eu já estava de saída - ele diz parecendo simpático. 
- Não, tudo bem. Só estava de passagem - minto. 
- Você está com os tênis nas mãos e o diário debaixo do braço, então acho que não está de passagem - o estranho sorri e me incomoda um pouco aquilo. 
- Acertou em cheio - falo sem delongas - Estava procurando um lugar para escrever e perto de uma árvore fica bem melhor. 
- Entendo completamente. Eu gosto de ficar perto de árvores porque me sinto mais parte da natureza que nunca, entende? 
- Isso mesmo. É isso que falo para os meus amigos, mas eles acham bobagem. 
- Eu não acho tanto assim. 
O estranho fala que precisa ir, mas não pediu nenhum número de telefone ou algo do tipo. Ele era bonito, cabelo preto, rostinho de bebê, mas parecia mais velho. Usava roupas normais, uma blusa preta, bermuda cinza e chinelas azuis escuras, eu tento acompanhar o caminho que ele vai fazendo, mas não consigo acha-lo na na imensidão daquele parque.  
Escrevo algumas coisas aleatórias no diário ao invés de falar sobre ele, pois eu estou pensando nele... É estranho você olhar para alguém e ter tanta curiosidade, amor a primeira vista? Creio que não. Realmente ele parecia diferente de outras pessoas que já tinha visto. 
O ruim é que não vou vê-lo outra vez.  
Eu perdi a noção do tempo, já é quase noite e eu aqui escrevendo no diário. Fiquei escrevendo algumas coisas legais e que já tinha pesquisado na Net, gostava de uma citação de uma autora favorita, S.M Pastore,  
She was like a black rose
Such a beauty
In a sadness 
Eu fico imaginando como muitas pessoas são essa rosa preta, eu fico me perguntando se um dia serei uma e qual a sensação...Não que eu queira virar uma, mas só queria entender mesmo isso.  Fecho meu diário antes que fique mais tarde do que já está, calço meus sapatos e vou caminhando pela rua, nem é muito longe.  Meu celular tocou algumas vezes, quer dizer alguém ligou, mas sempre deixo no silencioso. Já sei que vou levar bronca por isso pela enésima vez seguida. Chego na casa da minha mais rápida que o Bolt. Fico um pouco ofegante, mas logo recupero o fôlego e ouço minha mãe gritar. 
- Onde você estava, Elena? - minha mãe parece desesperada. 
- Calma, mae! Estava no parque escrevendo, eu estou bem - digo. 
- Atenda o telefone da próxima vez poxa - mamãe me alerta. 
Sei que levaria sermão pelo resto do final de semana, mas minha cabeça estava pensando no estranho lá. Fiquei boa parte da noite conversando com minha avó e dei muita risada, não aquelas forçadas, mas do jeito que não ria há muito tempo. Papai e mamãe estavam fazendo o jantar, a sincronia desses dois é algo muito lindo. 
Vovó me conta história de terror sobre a cidade e tudo mais, fico anotando algumas coisas no meu diário, vovó parece bem lúcida com seus longos anos, seu vestido de estampa floral está radiante, seus cabelos grisalhos estão bem penteados, e seus olhos não perdem o brilho do encanto Gilbert. 
- Querida você sabe por que nunca veio aqui? - ela lança a pergunta quebrando o silêncio aparente. 
- Mamãe nunca teve tempo e tudo mais, ela sempre dizia isso - falo, e era tudo que sabia. 
- Entendi. Sua mãe não sabe mentir bem - ela gargalhou baixo. 
- O que vocês estão rindo? Quero rir também - Jeremy se senta ao meu lado. 
- O que ia dizendo vovó? - digo curiosa. 
Eu e sua mãe tivemos uma briga feia quando você nasceu, eu quis te criar aqui mais ela, até o marido dela podia morar aqui, mas ele não quis. Muito orgulhoso na época, hoje em dia ele parece um homem melhor - ela parece que soltou um peso das costas dizendo isso. 
- Entendi. Só aconteceu isso mesmo né? - pergunto em tom de brincadeira. 
- Claro, eleninha - ela me envolve em seus braços e beija meu rosto como se fosse uma criança. 
- Jeremy entra no embalo e ganha o beijo da vovó também. 
Jeremy me falou de uns amigos que tem aqui em Charlottesville e sobre as festas que eles dão, meus pais têm um acordo de ir a festa é igual levar Jeremy, típico de irmã mais velha. Ter irmão é uma sensação libertadora, rio comigo mesmo. 
- Então você vai? - Jeremy me lança um olhar bem curioso. 
- Tenho escolha? - pergunto - Olha tem muito filme bom para assistir, Jer 
- Elena, Elena… Você precisa se soltar mais, acho você uma pessoa legal, e às vezes penso que seja móvel velho que não pode ser mexido do canto sabe? 
- Ei - eu rio e jogo a almofada nele - Tudo bem, eu vou, mas você promete que não vai beber certo? 
Ele diz que sim, mas sei que não é uma resposta sincera. Eu não o culpo, eu vou tentar me distrair também porque estou precisando. 
Papai nos alerta sobre as festas serem perigosas com a venda de drogas e outros bla bla bla, mas realço a educação que recebemos em casa e como ela nos faz pessoa consciente de nossos atos. Por isso que não gosto de sair de casa, é uma burocracia só. 
Após tomar um belo banho, eu me enxugo e seco meus cabelos com meu secador novinho, fico pensando em qual roupa devo ir. Tem um vestido preto o qual nunca vesti, pois acho bastante sem vida. Mas hoje ele está com um toque a mais, talvez seja meus olhos ou o sabão novo que mamãe está usando. Tiro ele da mala para desamassar um pouco com o ferro de engomar, ele é um vestido nem longo nem curto bem acima dos joelhos mas não aquele curtinho porque não gosto desse tipo de roupa. Ele tem uma rosa feita com pequenas pedrinhas e alças bem ajustáveis. Tiro ele da tábua de engomar da vovó e finalmente dou vida a essa peça de roupa “nova”. Tento fazer um penteado diferente no meu cabelo, mas não consigo. Só penteio mesmo para trás e tento desembaraçar as pontas, embora ele seja um liso quase natural. 
Ajusto o vestido em baixo e fico desfilando no quarto fingindo ser uma modelo famosa, mas vejo que tenho pouca vocação para isso. Pego minha melhor sandália e encalço em meus pequenos e adoráveis pés, minha bolsinha está no meu lado esquerdo com celular e outras coisa dentro. Estou preparada para atacar mesmo nessa festa.  Jeremy está vestindo uma blusa com MADE IN MYSTIC FALLS e uma calça jeans escura, e seu tênis de sempre. Ele me lança um olhar desaprovador não pela roupa que estou usando, mas sim pelo horário. Já era quase nove horas. 
- Elena…- mamãe tenta dar seu discurso mas a corto. 
- Pode deixar mãe - digo tentando parecer convincente - Eu vou cuidar de Jeremy direitinho e de mim também 
- Meus bebês estão tão grandes - quase choraminga de alegria - Voltem logo. 
- Pai, vamos a uma festa e não para guerra ok? - digo isso e os faço rir 
Eles nos abraça, mamãe pergunta se a festa é longe, ela queria de tudo nos tratar como crianças até mesmo nessas ocasiões, e disse que não. Fomos caminhando mesmo. 
Após alguns minutos, me arrependi amargamente porque era tipo do outro lado do bairro. Mas não tão longe, uma pessoa que não sai muito sempre vai achar tudo longe, né? Jeremy está calado e geralmente esse papel é meu. Eu me importo muito com meu irmão, não sei o que faria sem ele. 
- O que houve Jer? - pergunto quebrando o silêncio no meio do caminho. 
- Estou com saudades de casa - ele parece triste agora 
- Hey - digo a ele - Estou aqui certo? Logo a gente volta para casa, e o abraço. 
- Tudo bem - ele sorri - Mas estou com uma sensação estranha desde que cheguei aqui sabe? 
- Sério? Deixa isso para lá, é coisa da sua cabeça - tento anima-lo. 
Ele entende e seguimos novamente a festa. Eu particularmente já senti essa sensação estranha desde que saí de casa, mas não queria assustar meu irmão.  Finalmente chegamos na tão e famosa festa do amigo de Jeremy, ele diz que Carl é uma pessoa super legal, não querendo se engraçar para o meu lado, ele podia ser legal bem longe de mim. A rua lá parece bem tranquila para se dar uma festa, Forest Street o nome dela, quando estiver sem criatividade se lembre dos cartógrafos que colocam esse nome em rua. 
Jeremy me “faz” falar com algumas pessoas, mas estou sem saco para falar de qualquer coisa. Um cara fica tagarelando lá sobre a sua futura faculdade de direito e eu sorrindo meio que tipo “Quem liga?”. Eu digo que vou pegar uma bebida e nunca mais retornei. Fiquei lá fora observando o movimento da rua e nada de interessante acontece. Muitos carros, muitas pessoas, muitas vidas singulares e eu aqui com medo de conhecer alguma pessoa, estou assim ultimamente. É um saco não pode ser descolada como todos pensam que sou. É uma droga não conseguir ter mais que um melhor amigo ou não ter um grupinho para jogar algo ou falar besteira mesmo. É bem decepcionante. 
Lá próximo tem alguns bancos e vou até lá para me sentar. Estou ficando velha, nem cheguei aos 20 e já estou assim. Pego minha caneta para tentar desenhar alguma coisa, mas nada saí. Não sou um Picasso da vida claramente. 
Eu vejo alguém vindo na minha direção, não exatamente um estranho mas sim o estranho. 
- Hey garoto do diário - sorrio. 
- Hey moça da sandália - ele sorrir de volta - Posso me sentar?  
- A vontade - respondo. 
Ele está num estilo roupa parecido com Jeremy, exceto pelo fato da sua blusa ser azul escura, um blusão para ser específica.  
- O que faz aqui?  
- Eu deveria estar me divertindo lá dentro, mas hoje não estou muito a fim. E você, hein? O que faz aqui? 
- Um colega me chamou e resolvi vim, embora não curta tanto ambientes com pessoas lotadas e tudo mais. 
Ele parecia uma pessoa legal, falamos sobre muita coisa e tudo mais. Ele não tentou nada durante a noite toda e nem pediu meu número, quer dizer ele fez um sinal que estava interessado e eu percebi na hora  
- Qual o seu nome? - ele finalmente pergunta - É estranho porque a gente se falou tanto e não sabemos o nome do outro. 
- É mesmo - falo caindo na real - Meu nome é Elena Gilbert, mas pode me chamar de Elena mesmo. 
- Ainda bem que não é outro nome, quer dizer o que é pra te chamar - ele rir  
- E o seu?   
- Meu nome é Barry Allen, mas você pode me chamar de Bar, Allen, BA ou Barry mesmo. 
- Você tem muitos apelidos, Sr. Allen - digo, expressando felicidade ao dizer seu nome.  Ele sorri de volta e ficamos ali a noite toda falando sobre as estrelas e sobre coisas legais, nem parece que tem 20 anos.
Eu não sei exatamente o que rolou na festa ou se Jeremy ingeriu alguma bebida alcoólica, pois fiquei conversando com o sr.Allen longas horas sobre variados assuntos. Ele precisou ir embora por algum motivo que não entrou em detalhes, agora pude vê-lo voltando de táxi para sua casa, o carro vai entrando na outra avenida e ele me deu tchau antes de entrar no veículo. Eu realmente me sentir nas nuvens conversando com Barry, é um tipo de pessoa que me traz paz ao invés de me deixa com mais raiva da humanidade. O que Barry allen tem de tanto especial? Eu não sei!
Eu volto lá na festa para chamar Jeremy e o vejo lá fora com alguns amigos, aparentemente não estavam bebendo, e sinto um alívio por não dar atenção devida a ele como deveria ter dado, ele super vai entende assim que falar de Barry. Eu vou indo na direção dele e ele na minha. Ele parecia bem triste, será que eu feliz por um momento mexe com toda sintonia existencial do universo? Não é possível. Ele me abraça como nunca fez.
- O que foi? - pergunto tentando entendê-lo.
- Descobri hoje que um amigo de infância se matou semana passada - Jeremy chora em meus ombros.
- Oh jeremy..Eu sinto muito - digo sem saber qual seria a melhor coisa a falar.
Concordamos em voltar para casa se Táxi mesmo e não bater na porta dos pais do garoto que tirou sua própria vida. Eu realmente não sei o que dizer para o meu irmão parar de chorar. O táxi finalmente chega e logo seguimos nossa pequena rota até em casa. Ele colocou a cabeça sobre meu colo e fiquei mexendo no cabelo dele até dormir, tem esse costume de dormir no meu colo mesmo depois de grande. Quando chego na casa da vovó após pagar o motorista, eu chamo por papai e ele carrega Jeremy até lá dentro. Eles me perguntaram o que houve, mas minto dizendo que ele só estava cansado porque dançou muito. Tenho que ajudar meu irmão.
Ele dorme no mesmo quarto que eu, facilitando assim uma conversa entre irmãos de madrugada e como manteremos esse segredo de papai e mamãe. Eu me troco no banheiro e durmo com uma jaqueta gigante mesmo, porque o clima está muito frio. Deixei guardado alguma batatinhas e chocolates em caso dele acordar de madrugada antes de me deitar. Eu fico pensando como alguém tira a sua própria vida, o que leva a pessoa não querer mais viver. Será que ele era uma black rose? Fico me revirando na cama, mas não consigo dormir. Fico observando as estrelas pela janela e ouvindo o som das corujas lá fora.
Não lembro quando foi a última vez que tive um dia totalmente feliz, se é que existe isso de dia 10/10 ou hoje não tive nenhum problema, não tem essa. Sempre vai ter obstáculos em tudo por aqui, por exemplo eu, fiquei feliz por conhecer Barry e agora estou triste porque não sei fazer com a perda do meu irmão. Não sei mesmo. Sei do papo da “dor precisa ser sentida” mas nunca sozinha. Ele me ajudou muito quando terminei o namoro com Matt, agora ele precisa de mim. Meus pensamentos estão ficando... tão.. sonolento, vou tentar dormir um pouco.
Jeremy´s - POV
Julian….Ele é o primeiro pensamento do dia. Minha cabeça ainda dói da noite passada de tanto chorar e confesso que a dor está difícil de aguentar, cada segundo que passa é como se uma eternidade aumentasse entre eu e ele. Por que isso aconteceu? E começo a chorar outra vez. O sol ainda não raiou, mas Elena despertou com meu choro e veio me consolar. Não sei o que faço. Não sei. Ele era o meu melhor amigo, não aceito essa dele ter se matado. Não aceito. Elena me deixa um pouco só. Enxugo minhas lágrimas com a blusa que estou vestindo, e vejo Elena trazendo duas xícaras.
- Você precisa de um belo chá para se acalmar, Jer - ela me oferece umas das xícaras.
- Obrigado, mana. Se não fosse você, eu nem sei o que era de mim - falo após aceitar o chá.
- Irônico, pois digo o mesmo - ela sorrir de volta - Você vai passar por isso, ok? Vamos lá na casa dele hoje prestar nossas condolências, tudo bem por você?
- Tudo sim, mana.
- Agora volte a dormir e tente descansar.
Eu encosto minha cabeça no travesseiro e ela me cobre com o meu lençol. Elena não existia.
Elena´s - POV
Acordo quase perto das 10h porque levantei mais cedo para consolar Jeremy e fazer um chá para ele. Eu não consigo ver meu irmão naquela situação, me deixa mal sabe? Mas já tenho algo em mente como forma de ajuda.
Meus pais batem na porta do meu quarto e peço para esperarem um minuto. Falam que o café está me esperando desde cedo. Troco de roupas após tomar um leve banho e desço para o café da manhã.
- Bom dia, família - falo tentando expressar felicidade.
- Olá querida - meus pais e minha vó falam juntos.
Meus pais não tocam no assunto de ontem, suponho que a desculpa de Jeremy ter dançado muito caiu direitinho. Bebo meu café pensando como vou com meu irmão lá na casa de Julian. Falando nele, não encontro Jeremy em nenhum cômodo da casa, pergunto aos meus pais e eles disseram que Jeremy tinha ido encontrar um amigo. Digo aos meus pais sobre tentar encontrar Jeremy para conhecer a cidade. Estou mentindo tanto, mas é necessário. Eu sabia exatamente onde encontrá-lo.
Jeremy´s - POV
Consegui pegar uma carona até aqui porque não quis pedir dinheiro ao papai. Estou em frente ao Reneview Cemetery, localizado exatamente no bairro de Belmont.
Estou tentando a sorte nesse primeiro cemitério, vamos ver se dá certo. Realmente não pensei em como voltar para casa, mas não ligo. Preciso conversar com Julian por uma última vez, é tudo que preciso.
Sorte minha dela já está aberto tão cedo e não precisar de responsáveis para andar lá dentro. Eu peço ajuda ao porteiro que trabalha lá e ele me indica o local da lápide de Julian... É bem simples. Passo a mão por cada letra de sua lápide..J-U-L-I-A-N...Eu fico de joelhos se lembrando das nossas aventuras quando era mais novo, nos falamos poucas vezes após eu ir embora de Charlottesville, mas a conexão permanecia a mesma, entende? Eu faço uma oração ainda de joelhos e encosto minha cabeça lá na espera de algum milagre acontecer. Eu estou realmente sem perspectiva alguma agora. O que será de mim?
Elena´s - POV
Peguei um táxi até Belmont por causa do cemitério que tem lá. Eu tenho certeza que Jeremy foi ver o amigo dele em seu descanso eterno. Sei porque conheço meu irmão. O táxi me deixa bem próximo ao cemitério e agradeço a viagem, vou caminhando o mais rápido que posso até a entrada de lá. Converso com o guarda perguntando de cara se ele não tinha um visto um garoto com as características de Jeremy e ele me diz ter visto sim um garoto com tal fisionomia. Me dirijo até a lápide de Julian. A cena é a mais depressiva possível que se pode imaginar. Jeremy estava deitado ao lado da lápide do amigo e estava com dois lençóis, um servindo como “cama” e outro cobrindo. Tento ver se algum segurança percebeu isso, mas por sorte ninguém viu. Bato de leve no rosto de Jeremy tentando acorda-lo, mas não adianta. Tiro uma garrafa de água mineral que levo sempre comigo e despejo em seu rosto parte dela. Em instantes ele desperta ofegante e assustado. Me abraça assim que me ver.
Ele fica mais alguns instantes observando a lápide de seu amigo comigo em seu lado.
Ele está ainda muito balançado com tudo isso e percebo que meu irmão não está em condições de encarar os pais de Julian, então sugiro eu ir lá falar com eles em nome da família Gilbert. Ele parece indeciso.
- Você não contou pro papai né?
- Claro que não, Jeremy, fique tranquilo tudo bem? Vamos dar um jeito nisso.
-Eu espero, mana.
Ele volta para casa em táxi que eu mesmo fiz questão de pedir. Consigo finalmente o endereço com Jeremy após muita discussão.
Consigo colocar na cabeça dele que seria melhor eu conversar com os pais de Julian e não ele. Não que tivesse feito algo de errado, mas ele não estava com estrutura para lidar com tudo aquilo. Ele continuava triste quando entrou no carro, só espero que ele possa melhorar.
Minha cabeça dói um pouco agora. Paro por uns instantes, tentei ir de ônibus, mas os motoristas não me viram ou não estava na parada correta. Os pais de Julian moram na Street Eliot Ave, como já dizia Tom Odell
Its a long way down
Eu preciso mesmo caminhar para distrair a mente e é saudável também para outras coisas, mas confesso que uma carona não seria ruim. As ruas nesse lado da cidade eram movimentadas, trânsito não tão caótico, ambulantes ganhando seu ganha pão diário e eu aqui fazendo algo pelo irmão que está se acabando por uma pessoa importante para ele. Minhas pernas não reclamaram ainda do trajeto, então continuo nele.
Barry´s - POV
"Querido diário, estou aqui mais uma vez para dizer algo importante sobre minha vida, eu conheci uma garota. Ela é bem legal e tem vários hobbies legais, inclusive escrever. Mas você sabe, eu sei. Não posso vê-la mais. Meus pais de certa forma não querem que eu tenha contato com ninguém. É assim, sempre foi. Nada vai mudar. De certa forma estou desobedecendo eles pela primeira vez na vida, eu quero muito vê-la novamente. Não sei o que o destino tem preparado, mas espero algo de bom. Se cuida e até depois”  23/5/9, Barry allen.
Após colocar um ponto final nessa página, Cisco, meu irmão, entra sem bater como sempre na porta e não me deixa nada surpreso com a falta de respeito com a minha privacidade.
- Você podia bater - digo.
- Barry, tu precisa entender que você não tem esse privilégio de privacidade, já que não tem nada para esconder da gente. Você sabe… - ele tenta me amedrontar.
- Eu sei, eu sei - falo contendo o desespero.
- Papai mandou você ir no mercado comprar umas coisas - Cisco deixa o dinheiro em cima da cômoda - Tipo agora.
- Ok - é o que respondo.
Às vezes não me sinto parte dessa família, fico pensando na possibilidade de ser adotado ou algo do tipo, mas nunca tive de coragem de ir atrás disso. Meu pai me mataria aliás se fizesse isso. Para ser sincero tudo que penso em fazer pode me levar a morte, segundo os padrões da minha família. Eu guardo meu diário num espaço entre a cama e a parede falsa que fiz ano passado, sempre deixo ele lá dentro para ninguém tocar nele. Seria meu fim ter meus pensamentos lidos pelo meu pai. Cisco tem a mesma idade que eu, 20 anos, mas não tenho a mesma liberdade que ele. Nunca tive. O que ainda posso fazer é caminhar no parque. Uma pessoa de 19 anos já era pra estar em festas e algo do tipo, mas só fui a de Carl, embora meu pai nem saiba quem diabos é Carl. Eu tento ter ser colega desse pessoal para tentar enturmar.
Perdi muito tempo da minha vida... Não, isso de novo não. Bato com as duas mãos na cabeça tentando não pensar nisso. Troco logo de roupa para ir no mercado.
O mais próximo da minha casa é Belmont Market. Perto tipo uns quatro quarteirões até lá. Pelo menos vou com a minha bike. Antes de sair, eu olho nos meus bolsos se levei a lista e vejo que sim. Moro na rua Montrose Ave, mas não tenho nenhum amigo por aqui. Já perdi tempo demais pensando, então pedalo o mais rápido que posso.
Elena´s - POV
Lembrar de comprar uma motinha ou algo do tipo na outra vida porque nessa estou morta. Já andei muito desde o cemitério, falei com muitas pessoas e ganhei algumas pequenas caronas. A última me deixou na Monticello Ave, me disse várias vezes que era só continuar na rua e passar a rua Montrose que chegaria na Rua Eliot. Nada mal. Compro uma água no meio do caminho para me hidratar, pois perdi mais líquido hoje que a torneira velha lá de casa.
Belmont é um bairro com pessoas legais, de verdade. Esse final de semana não está sendo um desastre completo.
Eu ouço um “hey” atrás de mim, acelero o passo mais rápido que posso mas não olho para trás. A probabilidade de ser um assalto é bem grande, mas finalmente percebo que não era um assaltante.
- Te assustei? - Barry abre um sorriso ao me ver.
- Um pouquinho - eu rio.
- Resolvendo algumas coisa nesse lado da cidade?
- Quase isso.
- Entendi. Eu moro na próxima rua, se quiser que te acompanhe até o local que vai é só me falar.
- Não precisa, é bem na rua Eliot, mas obrigado pela gentileza.
Ele sorri de volta e diz que precisa ir. Às vezes não sei qual é o meu problema, ele estava bem aqui e eu simplesmente o mandei ir embora. Eu grito pelo nome dele antes que ele entrasse na sua rua de fato e graças ao bom Deus, ele me ouviu. Ele volta rápido até.
- Vou precisar da sua carona até a rua Eliot - falo olhando nos olhos dele.
- Tudo bem. Me espera só deixar isso em casa ok? - ele sorri e volta a pedalar novamente.
Meu corpo começa a responder negativamente a caminhada que fiz hoje pela manhã. Encontro um lugar para me sentar enquanto Barry não chega. Tenho tantas perguntas para fazer nem sei se terei coragem de fazer.
Lá vem ele todo louco na bike, ele é uma gracinha.
-  Seu táxi chegou moça - ele ri enquanto me ajeito.
- Lembro de ter pedido um carro conversível de quatro rodas - gargalhando em seguida.
É engraçado como Allen me faz rir tão fácil.
Ele .não me pergunta basicamente nada. Meninas isso significa o quê? Estou bem atrasada nessa arte de flertar ou conhecer gente nova.
Finalmente chegamos lá no endereço. Allen era um bom ciclista, ele me diz que vai ficar me esperando lá fora, mas insisto em levá-lo comigo até lá dentro.
- Não pode me obrigar - ele brinca
- Olha não me faça furar os pneus do seu carro - brinco e sem querer dou um tapinha de leve nele.
Ele me olha sorrindo e não pareceu se importar.
A Sra.Marta e sr.John estão em casa. Ainda bem porque ficaria bem puta se tivessem saído. Bato na porta devagar esperando alguém me atender. Barry está estranhamente quieto e calado segurando sua bike atrás de mim. Até que finalmente eles aparecem.
- Oi, eu sou a irmã de Jeremy. Vim aqui conversar com vocês e prestar as condolências pela minha família.
- Obrigada querida - Sra.Marta me abraça - E o seu namorado ali não vai entrar?
- Não somos um casal - dizemos juntos.
- Vocês combinam - Sr.John sorri e nos manda entrar.
Nos sentamos no sofá da casa de Julian. É um ambiente agradável e bem simples, mas vou tentar ser direta e não invasiva.
- Olha eu particularmente nunca conheci Julian, mas Jeremy sempre falava muito dele - falo a verdade - E ele ficou muito mal quando soube, por isso vim aqui saber como se deu tudo e tentar acalmá-lo.
- Você quer dizer como ele se matou? - John me olha de forma triste.
- Tudo bem por você?
- Elena eu esqueci de olhar uma coisa na bike ok? Vou ajeitar enquanto você termina a conversa aqui - Barry sorri e sai.
- Ok barry- digo sem entender o que foi isso.
- Tudo sim querida - sra. Mary responde.
Falamos sobre os últimos dias de Julian e muitas outras coisas, inclusive o beijo dele e Jeremy. Eles parecem inconformados com tudo, mas é bem compreensível. Sr.John conseguiu contar com mais precisão os detalhes de tudo. Ele parecia bem nos últimos dias, ele já tinha se assumido gay ano passado e todos estavam lidando bem.
Ele fala que foi triste encontrar o corpo do filho imóvel. John relatou que foi uma overdose de remédios. Não fazia sentido tudo aquilo, segundo ele.
- O que você vai fazer, querida?
- Olha não prometo nada de espetacular, mas vou tentar ir atrás de informações na polícia sobre ok?
- Mas foi um suicídio, querida.
- Talvez sim, talvez não.
- Você acha…
- Ser humano é uma máquina de fazer o bem e o mal, então sim.
A  conversa acaba mas antes oramos pela alma de Julian, e me despeço dele. Sr.John me deu o bilhete que Julian deixou, eles disseram que não conseguiram ler e nem deixaram a polícia levar. Vejo Barry sentado olhando pro nada.
Vou descendo os degraus, a porta se fecha atrás de mim, e me sento do lado dele.
- Ei o que houve? - pergunto preocupada.
- Nada. Era só a bike - ele me diz.
- Barry, você mente muito mal - não consigo conter o riso - Me diga o que há, somos amigos agora, não somos?
- Somos- ele sorri - Tem muita coisa sobre mim que você não sabe e correria se soubesse.
- Prometo não correr, mas qualquer coisa vou na sua bike ok? - gargalho e ele abre um sorriso bobo.
- É porque já tentei isso - ele diz baixinho.
- Tentou o quê, Barry? - pergunto sem entender.
- Me suicidar - ele fica de cabeça abaixada entre os joelhos - Sou uma pessoa horrivel.
- Hey, olha para mim - digo tocando no ombro dele - Você não é uma pessoa horrível, você só teve momentos difíceis ok? Não fez o que pensou em fazer e isso já é uma vitória. Você é um guerreiro, Barry Allen.
Ele fica realmente sem palavras e sorri para mim e não com a tristeza que ele fez essa revelação. Ele está com a cabeça sobre os joelhos me olhando, eu retribuo o olhar. Ele é tão lindo, tão meigo e com cicatrizes, falou algo sobre ele que para muitos seria difícil falar. Eu o abraço ali mesmo na varanda e inclino minha cabeça sobre a dele, não sei por qual motivo Barry Allen tenha entrado na minha vida, mas não vou deixá-lo sair nunca mais.
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Saiba mais: https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-black-rose-12060142

9 comentários:

  1. Achei o jeito dele escreve muito forçado e cita algumas coisas sem necessidade, essa é minha opinião

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  2. Moh
    Se quiser eu posso indicar algumas fanfic.

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  3. Ufa!Terminei e amei <3 É uma história incrível e to muito curiosa, to louca para ver o que vai acontecer! Abraços!

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  4. Respostas
    1. Deve ter mais alguns capítulos no link do final do post, em Saiba mais

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  5. Achei a história bem interesante,gostaria de saber se você vai postar o restante. Gosto muito do seu blog já li mais de 50 livros dele e ainda Estou lendo.Espero que continue com ele e parabéns pelo lindo trabalho.

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    1. Oi Lis, obrigada! Não postarei o restante, mas você pode ler no link acima, em Saiba mais!

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    2. Oi Lis, obrigada! Não postarei o restante, mas você pode ler no link acima, em Saiba mais!

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  6. Adoro esse blog!amo fanfic

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Boa leitura, E SEM SPOILER!