2 de junho de 2018

Epílogo

Mare

— TEM CERTEZA DE QUE NÃO QUER VOLTAR PARA VER?
Fico olhando para Kilorn como se uma segunda cabeça tivesse acabado de brotar nele. A sugestão é tão absurda que quase não respondo. Mas ele me olha com expectativa, inocente como uma criança. Ou pelo menos tão inocente quanto pode ser. Nunca foi particularmente inocente, nem quando éramos crianças.
Ele enfia as mãos nos bolsos de seu uniforme de Montfort, esperando minha resposta.
— Ver o quê? — zombo, dando de ombros enquanto atravessamos a base aérea de Archeon. As nuvens pairam baixas no horizonte, obscurecendo o sol poente, assim como a fumaça que ainda cobre partes da cidade. Faz uma semana, mas ainda estão apagando os incêndios. — Uma casa sobre varas bambas? Deve ter sido saqueada, isso se não tiver outra pessoa morando lá — murmuro, pensando na minha antiga casa em Palafitas. Nunca voltei e tenho pouca vontade de fazê-lo. Não ficaria surpresa se nem existisse mais. É fácil imaginar Maven a destruindo por puro ódio. Quando ele estava vivo. Não ligo o bastante para descobrir, de qualquer maneira. — Por quê? Você quer voltar para Palafitas?
Kilorn balança a cabeça, quase saltitante.
— Não. Não sobrou ninguém que eu amo lá.
— Não adianta puxar meu saco — digo. Ele parece mesmo estranhamente ansioso para voltar a Montfort. — E Cameron? — acrescento, com o cuidado de manter a voz baixa. Ela e os pais estão ajudando a coordenar o fim das cidades de técnicos. Eles conhecem como ninguém as antigas favelas, e sabem como reutilizá-las.
— O que tem ela? — Kilorn sorri para mim, também dando de ombros. Está tentando me despistar. Um leve rubor surge em suas bochechas vermelhas. — Vai para Montfort daqui a mais ou menos um mês, com o contingente vermelho de Norta e alguns sanguenovos. Quando a situação estiver mais resolvida.
— Para treinar?
Seu rubor se espalha.
— Claro.
Não consigo deixar de sorrir. Preciso lembrar de tirar sarro dele depois, penso, enquanto Farley se aproxima, cercada por alguns generais do Comando. Cisne me cumprimenta com a cabeça.
Estendo a mão.
— Obrigada, general Cisne.
— Me chame de Addison — ela responde, retribuindo meu sorriso. — Acho que podemos nos livrar dos codinomes por um tempo.
Farley apenas nos observa, fingindo irritação.
— Se esse jato fosse movido por conversa fiada, a gente nunca precisaria recarregar, com vocês duas aqui — ela diz, sarcástica, seus olhos revelando um raro bom humor.
Sorrio e pego o braço dela. Farley me dá um abraço. Também é algo raro vindo dela.
— Você fala como se eu não pudesse carregar um jato, Farley.
Ela só revira os olhos. Assim como Kilorn e eu, está pronta para voltar para Montfort. Mal consigo imaginar sua animação em deixar Norta para trás e voltar para a filha. Clara está crescendo feliz e a salvo. Sem nenhuma lembrança do que veio antes dela.
Nem mesmo do pai.
Pensar em Shade escurece até os dias mais radiantes, e hoje não é diferente. Mas a dor é menor de alguma forma. Ainda profunda, cravada até os ossos, mas não aguda. Não me faz mais perder o ar.
— Vamos — Farley insiste, me obrigando a acompanhar seu ritmo. — Quanto antes embarcarmos, antes decolamos.
— É assim que funciona? — não consigo deixar de retorquir.
Um amontoado de gente está perto do jato parado na pista de pouso, esperando por nós e pelo resto do grupo que vai para Montfort hoje. Davidson retornou à sua nação alguns dias atrás. Alguns dos oficiais dele ficaram para trás, e avisto Tahir entre eles. Deve estar comunicando tudo a seus irmãos agora, permitindo que o primeiro-ministro acompanhe o processo de reconstrução em tempo real.
Julian se destaca do grupo, usando roupas novas talvez pela primeira vez na vida. Douradas como as cores de sua antiga Casa, elas brilham fortes sob o sol de fim de tarde. Sara espera ao lado dele, assim como Anabel. A velha mulher parece incompleta sem sua coroa, e me observa com desinteresse.
— Seja rápida, Barrow — Farley diz, fazendo sinal para Kilorn a acompanhar para o jato. Os dois cumprimentam os prateados enquanto passam, me dando o espaço de que preciso para minhas próprias despedidas.
Não vejo Cal com seu tio e sua avó, mas não imagino que vá ficar na fila. Ele espera no fim da pista, separado.
Julian estende os baços para mim e o abraço com força, inspirando o aroma quente de papel velho que ainda parece grudado nele. Depois de um longo minuto, me afasta com carinho.
— Fique tranquila, vamos nos ver em cerca de um mês.
Assim como Cameron, ele vai para Montfort em algumas semanas.
Oficialmente, é um representante dos prateados de Norta. Mas imagino que vá passar mais tempo pesquisando os arquivos que Davidson colocar à sua disposição, aproveitando o tempo para investigar o surgimento dos sanguenovos.
Sorrio para meu velho professor, dando um tapinha em seu ombro.
— Duvido que você vai sair das galerias de Montfort para me cumprimentar que seja.
Ao lado dele, Sara ergue a cabeça.
— Vou garantir que saia — ela diz baixo, pegando o braço de Julian.
Anabel não é tão compreensiva. Ela me encara uma última vez antes de rir alto, repugnada pela minha presença, e sair andando a passos rápidos. Eu entendo. Afinal, para ela, seu neto negou uma dinastia e abandonou a coroa por algo tão insignificante quanto o amor por uma vermelha.
Anabel me odeia por isso. Ainda que não seja verdade.
— Anabel pode não ouvir a voz da razão, mas não é tola. Você abriu uma porta que não pode ser fechada — Julian fala baixo, observando a antiga rainha entrar no avião que a aguardava. — Não conseguiria colocar Cal de volta no trono agora nem se ele quisesse.
— E quanto a Rift? Lakeland? Piedmont?
Julian me interrompe com um aceno gentil de cabeça.
— Acho que você ganhou o direito de não se preocupar com essas coisas por um tempo. — Ele bate na minha mão com carinho. — Há revoltas, movimentação, vermelhos entrando em nossas fronteiras aos milhares. Está acontecendo, minha querida.
Por um segundo, fico arrebatada. Igualmente feliz e com medo. Isso não tem como durar, penso de novo, sabendo que é verdade. Com um suspiro, deixo isso de lado. Não acabou, mas para mim, sim. Por enquanto.
Preciso abraçar Julian mais uma vez.
— Obrigada — sussurro.
De novo, ele me empurra para trás, os olhos brilhando.
— Bom… chega disso. Meu ego já está mais inflado do que deveria — balbucia. — Você já perdeu tempo demais comigo — acrescenta então, com mais um empurrãozinho, agora na direção do sobrinho. — Vai lá.
Não preciso de mais estímulo, apesar dos nervos à flor da pele. Engolindo em seco, passo sorrindo pelo resto dos dignitários de nossa aliança reforjada. Ninguém me detém, e me aproximo do antigo rei sem qualquer impedimento.
— Vamos dar uma volta — Cal diz quando me aproximo, já se movendo. Eu o sigo por baixo de uma das asas do jato, entrando nas sombras. Mais além na pista, um motor ganha vida, perto o bastante para impedir que qualquer pessoa nos escute.
— Eu iria com você se pudesse — ele diz de repente, virando para me olhar com seus olhos bronze e ardentes.
— Não estou pedindo que faça isso — respondo. Não são palavras novas. Já tivemos essa discussão dezenas de vezes. — Você precisa estar aqui, juntar as peças. E tem trabalho a oeste. Ciron, Tiraxes… Se pudermos fazer alguma coisa… — Perco a voz, imaginando esses países distantes, vastos e estranhos. — É melhor assim, acho.
— Melhor? — Cal retruca, e o ar se aquece em volta dele. Com carinho, coloco a mão em seu punho. — Acha que ir embora é melhor? Por quê? Não sou mais um rei. Nem um nobre, aliás. Não sou…
— Não diga “nada”, Cal. Você é muita coisa.
Vejo a acusação em seus olhos, sua pele quente sob meus dedos. É triste olhar para ele, ver a dor que estou causando.
— Sou o que você quiser que eu seja — ele se obriga a dizer, a voz um tanto embargada.
Me dou conta de que não faço ideia de quando vou vê-lo de novo. Mas não consigo erguer os olhos. Só tornaria isso mais difícil.
— Não finja que desistiu de tudo porque eu pedi. Nós dois sabemos que não foi isso que aconteceu. — Foi pela sua mãe, pelo que é certo. Por você mesmo. — E fico feliz por isso — murmuro, ainda olhando para sua mão na minha.
Ele tenta me puxar para perto, mas me mantenho firme.
— Preciso de tempo, Cal. Você também.
Sua voz fica tão grave que parece um rosnado.
— Eu decido o que quero e do que preciso.
Sinto um calafrio.
— Então me faça o mesmo favor. — Sem pensar, ergo os olhos de repente, pegando-o de surpresa. Embora não me sinta nada forte, represento bem o papel. — Me deixe entender quem eu sou agora.
Não Mareena, não a garota elétrica. Nem mesmo Mare Barrow. Mas quem quer que saia do outro lado disso tudo. Cal também precisa de espaço, admitindo isso ou não. Precisamos nos curar. Nos reconstruir. Assim como este país, e o que mais vier depois.
E o pior de tudo, e o melhor de tudo, é que temos de fazer isso sem o outro. Ainda há uma distância entre nós, um abismo. Mesmo morto, Maven é bom em nos manter afastados. Cal nunca vai admitir isso, mas vi o ressentimento em seus olhos naquele dia. A tristeza e a acusação. Eu matei seu irmão, e isso ainda pesa sobre ele. Sei que pesa sobre mim.
Cal me encara, a luz do sol brilhando vermelha em seus olhos. Poderiam ser feitos de chama. O que quer que esteja procurando — uma fraqueza, uma fenda na minha decisão —, não vai encontrar.
Uma mão ardente sobe até meu pescoço, parando ao lado do meu queixo, os dedos pousando atrás da minha orelha. Sua pele não é tão quente a ponto de queimar, não como a de Maven, que me marcou para sempre. Cal não faria isso nem se eu pedisse.
— Quanto tempo? — ele sussurra.
— Não sei. — É a verdade, fácil de admitir. Não faço ideia de quanto tempo vai levar para voltar a me sentir eu mesma, ou quem quer que seja agora. Mas tenho apenas dezoito anos. Tenho tempo.
A parte seguinte é a mais difícil, e a digo sem fôlego.
— Não vou pedir para me esperar.
Quando seus lábios encostam nos meus, é passageiro, um adeus.
Pelo tempo que for preciso.


O Vale do Paraíso tem um nome apropriado. Ele se estende por quilômetros, uma planície em meio às montanhas. Os rios e lagos são límpidos e estranhos, diferentes de tudo o que já vi antes. Sem mencionar a vida selvagem. Não é de admirar que Davidson nos mandou para cá para ter um pouco de paz e silêncio.
Tudo parece intocado, removido do resto do mundo.
Pegamos a trilha ao amanhecer, com o cuidado de ficar longe dos campos de gêiseres ardentes que correm ao longo da clareira. A maior parte das poças de água se mantêm imóveis e planas, espiralando num arco-íris de cores. É lindo, mas também letal, capaz de fritar uma pessoa em questão de segundos. É o que me disseram. Ao longe, um gêiser cospe água fervente e manda nuvens de vapor em direção ao céu roxo e enevoado. As estrelas se apagam uma a uma. Está frio, então aperto o cachecol de lã pesado em volta dos ombros. Nossos passos ecoam na passarela de madeira construída por cima do reservatório cor de ferrugem.
Olho para Gisa de soslaio, observando-a acompanhar meus passos. Ela está mais esbelta ultimamente. Seu cabelo ruivo-escuro cai numa trança longa, e a cesta de café da manhã pende em sua mão, balançando distraidamente. Ela queria ver o nascer do sol sobre a grande nascente, e quem sou eu para negar alguma coisa à minha irmã?
— Olhe só as cores — Gisa murmura quando chegamos ao nosso destino. De fato, a grande nascente de água quente parece algo saído de um sonho. Cercada de vermelho, depois amarelo, depois verde-escuro e, finalmente, o mais escuro e puro azul. Não parece real.
Fomos bem alertadas e, apesar da vontade, nenhuma de nós mergulha um dedo nas águas. Não quero me queimar. Gisa senta na passarela, com as pernas cruzadas. Ela tira um caderninho e começa a desenhar, às vezes rabiscando anotações. Me pergunto o que este lugar pode inspirar nela.
Estou com mais vontade de comer, então reviro a cesta, pegando os pãezinhos ainda quentes do café da manhã. Minha mãe fez questão de que saíssemos bem abastecidas.
— Você sente falta dele? — ela pergunta de repente, sem erguer os olhos.
Isso me pega desprevenida, especialmente por ser tão vago. Ela poderia estar falando de qualquer um.
— Kilorn está bem em Ascendant. Cameron vai chegar lá daqui a uns dias.
Gisa não se importa com a ideia de outra pessoa com Kilorn. Está mais interessada na vendedora bonita que conheceu na cidade.
— Não estou falando dele — ela diz, incisiva, irritada pela minha esquiva.
— Não? — pergunto, erguendo uma sobrancelha dramática.
Minha irmã não acha graça.
— É claro que sinto.
Estou falando de Cal. Estou falando de Shade. Estou falando de Maven, mesmo nas menores partes.
Gisa não insiste.
O silêncio me alimenta tanto quanto o café da manhã. É fácil esquecer aqui. Me perder em outro tempo. Saboreio o distanciamento, mesmo com as preocupações de sempre nos cantos da mente. O que vai acontecer agora? Ainda não descobri a resposta.
E, por um tempo, não preciso.
— Bisões — Gisa diz baixo, erguendo a mão para apontar para o terreno.
Fico tensa, pronta para saltar. Se um desses bichos chegar perto demais, é minha responsabilidade tirar Gisa daqui com segurança. Minha eletricidade comicha sob a pele, pronta para ser lançada. É uma sensação quase estranha agora. Não treino nem luto desde que voltamos para Montfort. Fico dizendo a mim mesma que preciso de descanso. Bree e Tramy me chamam de preguiçosa.
Os bisões estão longe, a uns cinquenta metros pelo menos, e andam devagar na direção oposta. A manada é pequena, mas impressionante, uma dezena pelo menos, todos com pelagem densa marrom-escura, se movendo com uma graça surpreendente para seres tão grandes e pesados. Lembro meu último encontro com esses animais. Não foi exatamente pacífico.
Gisa volta a seu desenho, pensativa.
— A guia de Davidson me contou algo interessante. — O primeiro-ministro teve a bondade de mandar uma escolta conosco para o vale.
— O quê? — pergunto, sem tirar os olhos da manada. Se atacarem, estarei pronta.
Minha irmã continua a falar, sem se importar com a possível ameaça que atravessa o terreno. Fico contente por não saber que precisa ter medo.
— Ela disse que os bisões quase foram extintos. Milhares e milhares, talvez milhões, foram caçados e mortos até restarem apenas alguns em todo o continente.
— É impossível — zombo. — Eles estão em todo o Paraíso e nas planícies.
— Bom, foi o que a guia disse — Gisa responde, irritada com meu pouco-caso. — E é o trabalho dela saber o que acontece aqui em cima.
— Certo — suspiro. — E o que aconteceu?
— Eles foram voltando. Devagar, foram voltando.
Minha testa se franze, confusa pela simplicidade da resposta dela.
— Como?
— As pessoas — ela diz apenas.
— Pensei que as pessoas os tivessem matado…
— Sim, mas alguma coisa mudou — ela responde, com a voz mais aguda. Acho que está desesperada para que eu entenda. — Algo grande o bastante para… mudar o rumo das coisas.
Não sei por quê, mas lembro de algo que Julian me ensinou uma vez, há muito tempo.
Destruímos. É a constante da nossa espécie.
Vi isso com meus próprios olhos. Em Archeon, em Harbor Bay, em todos os campos de batalha. Na maneira como os vermelhos foram tratados e ainda são ao longo do continente.
Mas esse mundo está mudando.
Destruímos, mas também reconstruímos.
Os bisões se afastam, desaparecendo devagar entre as árvores no horizonte. Buscando pasto novo, sem ligar para as duas meninas sentadas à beira da água. Eles se recuperaram da matança. E nós também vamos.
Enquanto seguimos de volta para a cabana, suando sob o calor do sol nascente, Gisa fala sem parar sobre as coisas que aprendeu na última semana. Ela gosta da guia, e acho que Bree também, em outro sentido.
Minha mente divaga, como costuma fazer nesses momentos breves. Voltando ao passado, e ao futuro também. Vamos retornar à capital de Montfort daqui a algumas semanas. Me pergunto como o mundo estará diferente então. Já estava irreconhecível quando partimos. Evangeline Samos estava morando em Ascendant, como convidada de honra do primeiro-ministro. Parte de mim ainda a odeia, e sua família também, por tudo o que tiraram de nós. Mas estou aprendendo a conviver com a raiva, a mantê-la guardada sem deixar que me consuma.
Devagar, toco os brincos de pedra ao longo da minha orelha, nomeando uma por vez. Elas mantêm meus pés no chão. Rosa, vermelho, roxo, verde. Bree, Tramy, Shade, Kilorn.
Não posso ficar, penso de novo, pela milésima vez. Ainda não sei se ele vai me esperar.
Mas, talvez, quando eu voltar…
Meus dedos encostam no último brinco, o mais recente. É outra pedra vermelha, vermelha como o fogo, vermelha como meu sangue.
Eu vou voltar.

53 comentários:

  1. A Gisa está interessada na vendedoRA boniTA . Mas uma personagem LGBT. O que eu estou sentindo: felicidade

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    1. "Ela gosta da guia, e acho que Bree também, em outro sentido."

      Ela quis dizer que o irmão dela, Bree, gosta da guia em outro sentido, não Gisa. Você entendeu errado.

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    2. Desculpa ela entendeu certo e vc errado,a Gisa gosta da vendedora e o Bree da guia pelo menos foi o que entendi . Achei que faltou algumas respostas mas vai ter um conto né vamos aguarda

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    3. Bree gosta da guia, Gisa gosta da vendedora

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  2. Decepcionada porém não surpresa

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  3. Nossa incrível esses livros!!
    Obrigada Karina por posta-los!!
    Mas, parece que ta faltando algo espero que tenha uma mine continuação para ter um final digno de Mare e Cal!!

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    1. Também senti falta de um desfecho, parece que a estória ficou imcompleta.

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  4. Esperei muito por esse livro, obg Karina por posta- lo. Gostei muito.

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    1. Ja eu estou aqui chorandooooooo, não queria que acabasse. Fiquei lendo bem lentamente para ver se duravaaa o maximo que eu conseguia. Estou muito feliz e grata a Karina e a esse blog maravilhoso, por todos esses livros. Através dos comentário la em A herdeira que eu soube dessa série. Então galera que comenta também agradeço! To muitoooo feliz e triste por ter encerrado, mas agora vamos para outro.

      Ass: Jami

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  5. "Meus dedos encostam no último brinco, o mais recente. É outra pedra vermelha, vermelha como o fogo, vermelha como meu sangue.
    Eu vou voltar."


    Com isso, eu termino uma saga maravilhosa, muito dignamente por sinal <3 Eu amei o livro, apesar das críticas todas nele.
    Achei o final da Mare e o Cal certo. Eles precisam de um tempo (só assim, não disse quanto, de preferência, tipo 3 meses assim)
    Maven - Pra mim não tinha jeito. A morte foi a melhor saída pra ele (minha opinião pelamor)
    O "resto" - a guerra não acabou, não sabemos o que vai acontecer, principalmente com Norta, um país muito novo agora (é bom que seja explicado, nem que minimamente, nos contos)

    ENFIM. Amei o livro e o final apesar de tudo. Se tornou um de meus livros favoritos <3
















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    1. Concordo com você em todos os aspectos. E Maven tinha que morrer mesmo - acho que era a última saída dele - e tmb super concordo com esse final de Mare e Cal - apesar de querer eles juntos...

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  6. omg pfv me fala que vai ter outro livroo

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  7. O encanto sentido ao ler A Rainha Vermelha, foi substituído, temporariamente, pelo pesar de encarar que a série chegou ao fim.

    Despedidas doem tanto...

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  8. Oie, este é o ultimo livro da serie? Pois acredito q tem mais coisas para acontecer... quem virou ministro? Como se organizaram? Sei la ... achei q faltou muitas resposta e finais....

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  9. Estou chorando demais. Essa série é vida

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  10. Mano, achei esse final uma porcaria, achei todos os acontecimentos finais, os últimos capítulos sem graça ¬¬

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  11. O livro foi muito bom de verdade verdadeira. Até que esse final, por mais que meu coração doa muito com a separação, não foi ruim ou mesmo decepcionante a la Convergente... Mas que eu queria outro final queria... Um livro grande desses pra não terminar num final feliz pro casal??? MAS, esse final dá um gancho muito bom pra o surgimento de outra série no mesmo universo. Eu adoraria uma coisa assim...

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  12. Vai ter outro? Estou descepcionada com esse fim. A maldição do tigre acabou melhor, apesar das chatices de Kelsey.

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    1. MDS Kelsey era insuportável - na maioria das vezes kkkkk

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  13. Não entendi,a Victoria disse que as últimas palavras de war storm seria " stupid , little girl" 😕então eu tô boiando, ah e queria que a autora tivesse mostrado o Cal e a Mare juntos msm, espero que ela lance um livro extra e pequeno, eu queria mt ver uma mini Mare que tivesse o poder dos dois, seria mt legal mas vai ter que ficar para minha cabeça e quem sabe para as fanfics 😀

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  14. Como assim? Terminar desse jeito. Pensei que esse seria o último volume da série.

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  15. Porque eu li tão rapido???
    Agora bateu a bad

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  16. O fim desse livro ainda conseguiu ser mais frustrante que o último. Não tinham nenhum motivo pra estarem separados. Pura tolice.

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  17. Háááá não pode acabar assim 😣 isso e tortura. Alguém sabe se Victoria vai fazer outro livro????

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  18. Terminei o livro amando o Maven...
    Obrigada Karina por postar o livro❤

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  19. De modo geral eu gostei do livro, mas eu tenho algumas queixas, no entanto agora eu tô com preguiça de escreve-las. Uma parte de mim gostou muito desse final de Care, mas a outra parte não.

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  20. Nossa... Agora que eu me dei conta de que é o fim, mas ainda não consigo acreditar que é O FIM.
    Vou sentir muitas saudades.... Não consigo acreditar nisso.... To quase chorando.... Não queria que acabasse!!!!!

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  21. não gosto de finais abertos. nós acompanhamos a saga toda, cheios de angústia, sentindo a tristeza dos personagens etc. honestamente, penso que merecíamos algo concreto. não gostei mesmo.

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    1. Ela deve ter terminado assim pois ainda terá contos, acho que nesses contos - pelo menos eu espero - serão explicados mais detalhadamente como ficou a situação... Agora é aguardar anciosamente!

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  22. Serio!? Acaba assim???? Esperava mais do final.
    Que sem graça. 😒

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  23. Eu gostei do final.
    Acredito que não teria outro final melhor. Existem muitos sentimentos não formados e não compreendidos entre a Mare e o Cal.
    Mas é necessário outro livro sim. Ficou muitas partes soltas, principalmente em relação à Norta e a suas políticas.

    Espero que esse livro de contos que lançará seja substancial. Que não conte alguma história do passado.

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  24. Meio que sem graça esse final 😕

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  26. Que pena que acabou. Vou sentir MUITA FALTA! ��. AMEI DEMAIS ESSE LIVRO - ou melhor, todos os livros ❤ vou sentir muita saudade!

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  27. Não acredito que acabou, ainda tô chorando aqui. Tô sem palavras pra falar desse livro, amei muito, muito mesmo, mas ainda não me acostumei com finais abertos, então por um lando estou un tanto decepcionada. Gente como assim, foi um final meio vago, ta entendo Mare não ter terminada com o Cal, mas a Vic poderia ter falado com ficou em Norta, como Cal lidou com isso tudo, gente e a Eve e a Elane, queria que a Mare falasse mas um pouco das duas, o Kirlon e a Camerom, etc. Aiiii, meu coração ta doendo ainda com o termino do livro.

    Karina, sua lindaa, te amo

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  28. Pelo Anjo não pode acabar assim!??? Como assim ficou cada um em um lugar diferente, entendo que o Cal ficou pra ajudar ela precisando de tempo, mas achei que pelo menos no final do capítulo eles iriam se reencontrar ele ou ela iriam atrás um do outro? Amei cada livro mas confesso que esperava mais nesse final, passaram por tanta coisa aprenderam tanto um com o outro pra acabar assim!? Me diz que vai ter outro livro contando que o nosso amado casal esta junto, que construir uma família o que aconteceu com eles? Estou triste feliz por terem ganhado e que as coisas estão indo pelo caminho certo, a reconstrução das cidades, o povo e tudo mais. Mas tinha que ter mais esperei tanto por outro final deles juntos! DM

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  29. "— Não vou pedir para me esperar.
    Quando seus lábios encostam nos meus, é passageiro, um adeus.
    Pelo tempo que for preciso." 😭😭😭😭😭
    Suponho q vai ter outro livro... Coisas inacabadas ai...
    Acredito q msm com outro livro Mare e Cal ficam juntos, já q elas diz q vai voltar.....
    To triste q eles n ficaram juntos😭😭💔💔

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  30. Achei o final digno, concluiu cumprindo o estilo de escrita e atendendo as necessidades para haver um gancho para um proximo livro e compreendendo a essencia de cada personagem. O livro podeeia ter acabado com a Mare e o Cal juntos apartir do termino da guerra no campo de batalha, os dois voltando para Montford junto com suas familias e vivendo felizes para sempre. O que seria em parte um sonho e em parte uma desilisao para os leitores que anceiam para um outro livro e o desfecho do casal. Bem como a autora tambem poderia por um epinologo de anos depois, mostrando os dois juntos e Norta vivendo em uma democracia. De toda forma, nos acabamos infelizes e insatisfeitos. Esse foi o desfecho de livro mais digno\maravilhoso\certo\beijinhonoombroparaveronicarotheparaoutrosinesperientesquenaosabemusaratecladeespaço já visto na historia da ficção distopia. A melhor forma de lidarmos com a tortura desse final vago e avistar a espera do próximo livro de contos como o verdadeiro ultimo livro.

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  31. Pra mim o final não foi final pq ficou em aberto, e acho bem provável, e quero muito q ela continue a história pq eu necessito de um final concreto.

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  32. Gente eu gostei do livro e do final até,SÓ QUE preciso de respostas kkkkkkkkkkkmmmm de tudo q aconteceu e vai acontecer,com norta e com tudo mais.

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  33. Tem que ter outro livro...omg EU AMEII gnt!!!!!

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  34. AÍ GENTE PELO AMOR
    ELES SÓ PODIAM FICAR JUNTOS SE ELE DESISTISSE DE TUDO, ELE DESISTE E ELES NÃO FICAM JUNTOS?
    o Cal ficou sem coroa, sem irmão, sem namorada e ainda com a chata da avó, pelo amor né
    Fiquei magoadissima
    Odiei
    Pessimo
    E queria mais detalhes sobre a morte do Maven, achei muito superficial, faltaram mts coisas

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  35. Ainda to esperando o ultimo livro, isso pra mim n foi final

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  36. Nossa esperava um final mais emocionante, muito sem graça...... Achei que iam mostrar como ficou Norta depois de tudo e com cal ficou. :(

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  37. Poxa, esperava bem mas desse livro. A escrita é maravilhosa, a história tambem

    Mas esse final foi muito vago
    😑

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  38. Seria meu sonho se ela postar outro livro?! Não acredito q acabou o livro sem o meu casal junto😭

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Boa leitura, E SEM SPOILER!