20 de junho de 2018

Capítulo 9

Gansey acordou no meio da noite apenas para sentir a lua cheia no rosto e ouvir o telefone tocar.
Procurou atrapalhado no meio dos cobertores, onde se escondia o aparelho. Cego sem os óculos ou as lentes de contato, Gansey teve de segurar o telefone a centímetros dos olhos para ler o nome de quem o ligava: R. MALORY. Agora Gansey compreendia a hora bizarra da chamada. O dr. Roger Malory vivia em Sussex, um fuso horário de cinco horas de Henrietta. Meia-noite na Virgínia eram cinco da manhã para o madrugador Malory. Ele era uma das principais autoridades britânicas em linhas ley. Tinha oitenta, cem ou duzentos anos, e havia escrito três livros sobre o assunto, todos clássicos no (muito limitado) campo. Eles haviam se conhecido no verão em que Gansey dividira seu tempo entre o País de Gales e Londres. Malory havia sido o primeiro a levar o adolescente de quinze anos a sério, um favor pelo qual Gansey lhe seria eternamente grato.
— Gansey — disse Malory carinhosamente, sabendo que era melhor chamá-lo assim do que pelo nome de batismo. Sem mais delongas, Malory partiu para um monólogo sobre o tempo, os últimos quatro encontros da sociedade histórica e como era frustrante seu vizinho com o collie. Gansey compreendeu aproximadamente três quartos do monólogo. Após viver no Reino Unido por quase um ano, ele era bom com sotaques, mas o de Malory era muitas vezes difícil, graças a uma combinação de fala arrastada, ruminação, idade extrema e conexão telefônica ruim.
Agachado ao lado da maquete de Henrietta, Gansey prestou pouca atenção por educados doze minutos antes de interrompê-lo polidamente.
— Que bom que você ligou.
— Achei uma fonte textual muito interessante — disse Malory. Havia um ruído, como se ele estivesse mastigando ou embrulhando algo em celofane. Gansey conhecera o apartamento dele e era bem possível que Malory estivesse fazendo os dois. — Que sugeriu que as linhas ley estão dormentes. Dormindo. Isso te lembra alguma coisa?
— Como Glendower! Então o que isso quer dizer?
— Isso pode explicar por que elas são tão difíceis de encontrar por radiestesia. Se elas ainda estiverem presentes, mas não ativas, a energia seria muito fraca e irregular. Em Surrey, eu estava seguindo uma linha com um sujeito... vinte e dois quilômetros, um tempo horroroso, gotas de chuva que mais pareciam nabos... e então ela simplesmente desapareceu.
Buscando um tubo de cola e algumas telhas de papelão, Gansey usou a forte luz do luar para trabalhar em um telhado enquanto Malory seguia discorrendo sobre a chuva. Então ele perguntou:
— A sua fonte diz alguma coisa sobre despertar as linhas ley? Se Glendower pode ser acordado, as linhas ley também podem, não é?
— Essa é a ideia.
— Mas basta descobrir Glendower para acordá-lo. As pessoas caminham sobre as linhas ley.
— Ah, não, sr. Gansey, é aí que está o erro. Os caminhos espirituais são subterrâneos. Mesmo que eles não tenham sido sempre assim, agora estão cobertos por metros de terra acumulada através dos séculos — disse Malory. — Ninguém as toca há centenas de anos. Você e eu, nós não caminhamos sobre as linhas. Nós simplesmente seguimos os ecos.
Gansey lembrou como o rastro parecia ir e vir sem nenhuma razão enquanto ele e Adam procuravam as linhas por radiestesia. A teoria de Malory tinha um mínimo de plausibilidade, e isso era tudo de que ele precisava. Ele não desejava mais nada a não ser começar a explorar seus livros para fundamentar ainda mais essa nova ideia, a escola que se danasse. Gansey sentiu uma rara pontada de ressentimento por ser um adolescente, por estar amarrado a Aglionby; talvez fosse assim que Ronan se sentisse o tempo inteiro.
— Ok. Então nós acessamos as linhas por baixo da terra. Cavernas, quem sabe?
— Ah, cavernas são coisas pavorosas — respondeu Malory. — Sabe quantas pessoas morrem em cavernas todos os anos?
Gansey respondeu que não.
— Milhares — assegurou-o Malory. — Elas são como cemitérios de elefantes. Muito melhor ficar acima da terra. A espeleologia é mais perigosa que corrida de motocicleta. Não, minha fonte diz respeito somente a uma maneira ritual de despertar os caminhos espirituais da superfície, deixando que a linha ley saiba de sua presença. Você faria uma imposição de mãos simbólica na energia aí em Marianna.
— Henrietta.
— Texas?
Sempre que Gansey falava com britânicos sobre os Estados Unidos, eles pareciam achar que ele se referia ao Texas. Então ele corrigiu:
— Virgínia.
— Certo — concordou Malory afetuosamente. — Pense como seria fácil seguir o caminho espiritual para Glendower se ele gritasse em vez de sussurrar. Você o encontra, realiza o ritual e segue o caminho até o seu rei.
Nas palavras de Malory, isso parecia inevitável.
Segue o caminho até o seu rei.
Gansey fechou os olhos para se acalmar. Viu uma imagem vagamente cinza de um rei em repouso, as mãos cruzadas sobre o peito, uma espada do lado direito, um copo à esquerda. Essa figura adormecida era tão estonteantemente importante para Gansey que ele não conseguia começar a compreender ou lhe dar forma. Era algo mais, algo maior, algo que importava. Algo sem uma etiqueta de preço. Algo conquistado.
— Mas o texto não é muito claro sobre como desempenhar o ritual — admitiu Malory, divagando sobre as esquisitices dos documentos históricos. Gansey já não prestava muita atenção, e então Malory concluiu: — Vou tentar o ritual no caminho de Lockyer. Depois eu conto como foi.
— Ótimo — disse Gansey. — Nem sei como agradecer.
— Mande lembranças à sua mãe.
— Eu mand...
— Você tem sorte de ainda ter mãe. Quando eu tinha mais ou menos a sua idade, minha mãe foi assassinada pelo sistema de saúde britânico. Ela estava perfeitamente bem até ser admitida com uma tossinha...
Gansey ouviu com pouca atenção a história sempre repetida de Malory sobre o fracasso do governo em curar o câncer de garganta de sua mãe. Ele soava bastante animado quando o telefone caiu em silêncio.
Agora Gansey se sentia movido pela caçada; ele precisava falar com alguém antes que o sentimento inconcluso da busca o devorasse. Seria melhor falar com Adam, mas as chances eram maiores de que Ronan, que variava loucamente entre a insônia e a hiperinsônia, estivesse acordado.
No meio do caminho até o quarto de Ronan, lhe ocorreu que o cômodo estava vazio. Parado no vão escuro da porta, Gansey sussurrou o nome do amigo. Como não obteve resposta, chamou alto.
O quarto de Ronan não deveria ser aberto, mas Gansey o abriu de qualquer maneira. Colocando a mão sobre a cama, ele a encontrou desfeita e fria, os cobertores jogados para o lado. Gansey bateu com força na porta de Noah enquanto discava apressadamente o número de Ronan com a outra mão. O telefone tocou duas vezes antes de o correio de voz dizer simplesmente: “Ronan Lynch”.
Gansey cortou a voz gravada no meio, com o coração disparado. Por um longo momento considerou a questão, e então discou outro número. Dessa vez, foi a voz de Adam que respondeu, em um tom baixo de sono e precaução.
— Gansey?
— O Ronan se mandou.
Adam ficou em silêncio. O fato não era somente que Ronan havia desaparecido, era que ele havia desaparecido após uma briga com Declan. Mas não era fácil deixar o lar dos Parrish no meio da noite. As consequências de ser apanhado poderiam deixar evidências físicas, e estava ficando quente demais para usar mangas longas. Gansey se sentiu miserável por pedir isso a Adam.
Na rua, um pássaro noturno deu um silvo alto e penetrante. A pequena réplica de Henrietta parecia sinistra à meia-luz, os carros de metal injetado estacionados nas ruas como se tivessem parado há pouco. Gansey sempre achara que, à noite, qualquer coisa podia acontecer. À noite, Henrietta era como magia, e a magia parecia ser algo terrível.
— Vou dar uma olhada no parque — suspirou Adam finalmente. — E, hum... na ponte, eu acho.
Adam desligou tão suavemente que levou um momento para Gansey perceber que a conexão havia terminado. Ele pressionou a ponta dos dedos nos olhos e foi assim que Noah o encontrou.
— Você vai procurar o Ronan? — perguntou. Ele parecia pálido e frágil na luz amarela que vinha do quarto atrás dele, a pele embaixo dos olhos mais escura que qualquer coisa. Ele parecia menos Noah do que a sugestão de Noah. — Procure na igreja.
Noah não disse que iria junto, e Gansey não pediu que ele fosse. Seis meses antes, Noah encontrara Ronan em uma poça de sangue, e assim ele estava dispensado de ter de ver aquilo de novo. Noah não fora com Gansey até o hospital depois, e Adam havia sido pego tentando escapar, de maneira que Gansey fora o único a acompanhar Ronan quando este recebera os pontos. Isso fora há muito tempo, mas não parecia tempo algum.
Às vezes, Gansey sentia como se sua vida fosse feita de uma dúzia de horas que ele nunca conseguiria esquecer.
Ele colocou o casaco e saiu para a luz esverdeada do estacionamento gelado. O capô do BMW de Ronan estava frio, o que significava que o motor não havia sido ligado recentemente. Para onde quer que ele tivesse ido, tinha ido a pé. A igreja, com a agulha iluminada por uma luz amarela sombria, ficava próxima. Assim como o Nino’s. Assim como a velha ponte com a correnteza que passava veloz por baixo.
Ele começou a caminhar. Sua mente era lógica, mas seu coração traiçoeiro gaguejava entre uma batida e outra. Gansey não era ingênuo; não tinha ilusões que um dia recuperaria o Ronan Lynch que conhecera antes de Niall morrer. Mas ele não queria perder o Ronan Lynch que tinha agora.
Apesar da forte luz do luar, a entrada para a Santa Inês se encontrava na completa escuridão. Tremendo um pouco, Gansey colocou a mão sobre o grande anel de ferro que abria a porta da igreja, inseguro se ela estaria destrancada. Ele estivera apenas uma vez na Santa Inês, na Páscoa, porque o irmão mais novo de Ronan, Matthew, havia pedido que todos fossem. Ele não imaginaria que a igreja era um lugar onde se encontrasse alguém como Ronan no meio da noite. Pensando bem, não teria identificado Ronan como um fiel de forma alguma. E, no entanto, todos os irmãos Lynch iam à Igreja de Santa Inês todos os domingos. Por uma hora, eles conseguiam se sentar um ao lado do outro em um banco de igreja, mesmo que não conseguissem se encarar na mesa de um restaurante.
No arco escuro da entrada, Gansey pensou: O Noah é bom em encontrar coisas, e esperou que o amigo estivesse certo a respeito de Ronan.
A igreja envolveu Gansey em um bolsão de ar cheirando a incenso, um cheiro raro o bastante para instantaneamente evocar meia dúzia de memórias de casamentos, funerais e batismos familiares, todos eles no verão. Como era estranho que uma estação do ano pudesse ser mantida presa em uma inspiração de ar enclausurado.
— Ronan? — A palavra foi sugada no espaço vazio, ecoando pelo teto, de maneira que apenas a própria voz lhe respondeu.
A luz baixa da nave lateral formava arcos com as sombras alongadas até o alto. A escuridão e a incerteza apertaram as costelas de Gansey, e ele ficou sem ar, lembrando de um remoto dia de verão, mais precisamente da tarde em que, pela primeira vez, ele se dera conta da existência de uma coisa chamada magia.
E lá estava Ronan, estendido sobre um dos bancos na sombra, um braço pendurado para fora, o outro enviesado sobre a cabeça. Seu corpo era uma porção mais escura de negro em um mundo já negro. Ele não se movia.
Gansey pensou: Não hoje. Por favor, não deixe que seja hoje.
Ele se aproximou do banco em que Ronan estava, colocou a mão sobre o ombro do amigo, como se pudesse acordá-lo, rezando para que, ao fazer isso, ele acordasse de verdade. O ombro estava quente debaixo de sua mão, e ele cheirava a álcool.
— Acorda, cara — disse ele. As palavras não soaram brandas, embora sua intenção fosse essa.
O ombro de Ronan se mexeu, e ele virou o rosto. Por um breve momento, Gansey teve o pensamento súbito de que era tarde demais, de que Ronan estava realmente morto e o corpo dele acordara somente porque Gansey lhe havia comandado. Mas então os olhos brilhantes e azuis de Ronan se abriram, e o momento se dissipou.
Gansey soltou um suspiro.
— Seu sacana.
Ronan disse simplesmente:
— Eu não conseguia sonhar. — Então, percebendo a expressão chocada de Gansey, acrescentou: — Eu prometi que não ia acontecer de novo.
Gansey tentou novamente manter a voz branda, mas fracassou:
— Mas você é um mentiroso.
— Acho que você está me confundindo com meu irmão — respondeu Ronan.
A igreja estava repleta da presença divina à volta deles. Parecia mais iluminada agora que os olhos de Ronan estavam abertos, como se o prédio estivera dormindo também.
— Quando eu disse que não queria ver você bêbado em Monmouth, eu não quis dizer que queria ver você bêbado em outro lugar.
Ronan, com a língua apenas ligeiramente enrolada, respondeu:
— O sujo rindo do mal lavado.
Com dignidade, Gansey disse:
— Eu bebo, não fico bêbado.
Os olhos de Ronan baixaram para algo que ele segurava próximo do peito.
— O que é isso? — perguntou Gansey.
Os dedos de Ronan se fecharam em torno de um objeto negro. Quando Gansey estendeu a mão para soltar o aperto do amigo, sentiu algo quente e vivo, um pulso rápido na ponta dos dedos. Então abriu a mão de Ronan à força.
— Meu Deus — exclamou Gansey, tentando entender o que sentira. — Isso é um pássaro?
Ronan se sentou lentamente, ainda segurando a ave junto a si. Outra lufada de bafo cheirando a álcool derivou na direção de Gansey.
— Um corvo. — Houve uma longa pausa enquanto Ronan observava a própria mão. — Talvez uma gralha. Mas duvido. Eu... é, duvido muito. Corvus corax.
Mesmo bêbado, Ronan sabia o nome em latim para o corvo comum.
E não era apenas um corvo, percebeu Gansey. Era um pequeno órfão, o bico sem penas ainda com o sorriso de bebê, as asas dias e noites distantes do voo. Ele não tinha certeza se gostaria de tocar algo que parecia tão facilmente exterminável.
O corvo era o pássaro de Glendower. O rei Corvo, como era chamado, vinha de uma longa linhagem de reis associados ao pássaro. Rezava a lenda que Glendower podia falar com corvos e vice-versa. Era apenas uma das razões por que Gansey estava em Henrietta, uma cidade conhecida por seus corvos. Ele sentiu alfinetadas na pele.
— De onde ele veio?
Os dedos de Ronan eram uma gaiola compassiva em torno do peito do pássaro. Ele não parecia real em suas mãos.
— Eu encontrei.
— As pessoas encontram moedas — respondeu Gansey. — Ou chaves de carros. Ou trevos de quatro folhas.
— E corvos — disse Ronan. — Você está com inveja só porque — nesse ponto ele teve de parar para concatenar os pensamentos, que se arrastavam por causa da bebida — não encontrou um também.
O pássaro tinha defecado por entre os dedos de Ronan e sobre o banco ao lado dele. Segurando o filhotinho em uma mão, ele usou o periódico da igreja para limpar a maior parte da sujeira da madeira. Depois, ofereceu o papel sujo para Gansey. Os pedidos de rezas semanais estavam salpicados de branco.
Gansey só pegou o papel porque não confiava que Ronan se importaria em procurar um lugar para jogá-lo fora. Com algum desgosto, perguntou:
— E se eu implementar uma política proibindo bichos de estimação no apartamento?
— Olha, cara — respondeu Ronan, com um sorriso selvagem —, você não pode simplesmente expulsar o Noah assim.
Gansey levou um momento para perceber que Ronan tinha contado uma piada, e, quando isso aconteceu, era tarde demais para rir. De qualquer maneira, ele sabia que deixaria o pássaro voltar com eles para a Indústria Monmouth, pois tinha visto a maneira possessiva como Ronan o segurava. O corvo já o olhava obediente, o bico aberto cheio de esperança, dependente.
Gansey cedeu:
— Vamos. Vamos pra casa. Levanta.
Enquanto Ronan se colocava de pé desequilibradamente, o corvo se encolheu em suas mãos, tornando-se todo bico e corpo. Ele disse:
— Acostume-se com a turbulência, sacaninha.
— Você não pode dar esse nome para ele.
— O nome dela é Motosserra — respondeu Ronan, sem olhar para o amigo. Então: — Noah. Você está sinistro parado aí no fundo.
Na entrada obscurecida e profunda da igreja, Noah parou silenciosamente. Por um segundo, só se via seu rosto pálido; a roupa escura estava invisível e seus olhos eram abismos em cujo fundo havia algo incompreensível. Então ele deu um passo na direção da luz, amarrotado e familiar como sempre.
— Achei que você não vinha — disse Gansey.
O olhar de Noah passou ao largo deles na direção do altar, então para o teto escuro. Ele disse com sua bravura típica:
— O apartamento estava sinistro.
— Esquisito — observou Ronan, mas Noah não pareceu se importar.
Gansey abriu a porta para a calçada. Nenhum sinal de Adam. A culpa por tê-lo chamado por um falso alarme estava começando a tomar conta dele. No entanto... Gansey não estava inteiramente certo de que se tratava de um falso alarme. Algo tinha acontecido, mesmo que ele não soubesse ainda o quê.
— Onde você disse que encontrou o pássaro mesmo?
— Na minha cabeça. — O riso de Ronan era a voz aguda de um chacal.
— Lugar perigoso — comentou Noah.
Ronan tropeçou, com o corpo embotado pelo álcool. O corvo soltou um ruído débil, mais percussor do que vocal. Ele respondeu:
— Não para uma Motosserra.
De volta à rua na noite dura primaveril, Gansey inclinou a cabeça para trás. Agora que ele sabia que Ronan estava bem, podia ver que Henrietta à noite era um belo lugar, uma colcha de retalhos bordada com galhos de árvores escuros.
Entre todos os pássaros, Ronan apareceu com um corvo.
Gansey não acreditava em coincidências.

4 comentários:

  1. Estou gostando muito deste livro, realmente muito legal!
    Não entendi muito bem a descrição do lugar que eles moram (é uma fábrica abandonada? eles são ricos e escolheram morar numa fábrica abandonada rs?), mas estou bastante curiosa para entender melhor a relação entre eles.

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    1. Pois é! Estilo hueahaehua
      Gansey comprou a fábrica pra poder morar nela, reformando só o segundo andar. E o carro dele também, vive dando problema...

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  2. Intrigadíssima com o Noah

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  3. Tenho que parar de ter crushs estranho, Noah tem quase meu coração em mãos, mas ainda é bem estranho

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Boa leitura, E SEM SPOILER!