3 de junho de 2018

Capítulo 26

Ah, Florêncio e Piscadela
Preciso de uns versos
Para inserir aqui

TALVEZ JASON, O especialista em física, pudesse me explicar como os pandai voavam. Eu, sinceramente, não entendia. Mesmo comigo e com Meg a tiracolo, nossos captores conseguiram chegar ao iate só com o bater das orelhas gigantescas. Eu queria que Hermes tivesse visto. Ele nunca mais se gabaria de conseguir balançar as orelhas.
Os pandai nos deixaram no convés de estibordo sem cerimônia nenhuma, onde outros dois apontavam seus arcos para Jason e Piper. Um dos guardas parecia menor e mais jovem do que os outros, com pelo branco em vez de preto. A julgar pela expressão azeda no rosto, supus que era o mesmo que Piper tinha acertado com a receita especial do vovô Tom em Los Angeles.
Nossos amigos estavam ajoelhados, as mãos presas às costas, as armas confiscadas. Jason estava com um olho roxo, e a cabeça de Piper estava suja de sangue.
Na mesma hora corri até ela para ajudá-la (sendo a boa pessoa que eu era) e cutuquei a cabeça dela, tentando determinar a extensão do ferimento.
— Ai — murmurou ela, se afastando. — Eu estou bem.
— Você pode ter tido uma concussão — falei.
Jason deu um suspiro infeliz.
— Esse era o meu trabalho. Sou sempre eu que levo a pancada na cabeça. Desculpem, amigos. As coisas não saíram exatamente como o planejado.
O guarda maior, que tinha me carregado até ali, riu com alegria.
— A garota tentou usar charme com a gente! Pandai, que escutam todas as nuances da fala! O garoto tentou lutar contra a gente! Pandai, que são treinados desde o nascimento para dominar todas as armas! Agora todos vocês vão morrer!
— Morrer! Morrer! — gritaram os outros pandai, embora o mais jovenzinho, de pelos brancos, não tenha se juntado ao coro. Seus movimentos eram limitados, como se a perna acertada pelo dardo envenenado ainda não tivesse se recuperado totalmente.
Meg olhou para um inimigo de cada vez, provavelmente avaliando quantos segundos levaria para acabar com todos. As flechas apontadas para o peito de Jason e Piper complicaram o cálculo.
— Meg, não — avisou Jason. — Esses caras… eles são absurdamente bons. E rápidos.
— Rápidos! Rápidos! — gritaram os pandai em concordância.
Observei o convés. Não havia mais nenhum guarda correndo em nossa direção, não havia holofotes nos iluminando. Nenhuma sirene soava. Em algum lugar do barco, ouvia-se uma música suave e tranquila, uma trilha sonora bem diferente do que se esperaria em uma incursão daquela magnitude.
Os pandai não pareciam muito alarmados com a nossa presença. Apesar das ameaças, não tinham nos matado ainda. Até tiveram o trabalho de amarrar as mãos de Piper e Jason. Por quê?
Eu me virei para o grandão.
— Meu bom senhor, você é o panda chefe?
Ele grunhiu.
— A forma singular é pandosOdeio ser chamado de panda. Eu tenho cara de panda?
Me reservei o direito de não responder à pergunta.
— Bom, sr. Pandos…
— Eu me chamo Acorde — cortou ele.
— Claro. Acorde. — Observei as orelhas majestosas e arrisquei um singelo palpite. — Imagino que você odeie que as pessoas fiquem xeretando o que você faz ou deixa de fazer.
O nariz preto e peludo de Acorde tremeu.
— De onde você tirou isso? Ouviu alguma coisa?
— Nada! — garanti a ele. — Mas aposto que você precisa tomar cuidado. Sempre tem outras pessoas, outros pandai, se intrometendo nos seus assuntos. É por isso… É por isso que você ainda não convocou os outros. Você sabe que somos prisioneiros importantes. Quer manter o controle da situação e não quer que mais ninguém leve o crédito pelo seu bom trabalho.
Os outros pandai resmungaram.
— Bemol, do barco vinte e cinco, está sempre de butuca ligada... — murmurou o arqueiro de pelo escuro.
— Levando o crédito pelas nossas ideias — disse o segundo arqueiro. — Como a armadura para orelhas.
— Exatamente! — falei, tentando ignorar Piper, que soltou um armadura para orelhas? sem som, incrédula. — E é por isso que, hã, antes de tomarem qualquer atitude precipitada, vocês vão querer ouvir o que tenho a dizer. Em particular.
Acorde riu com deboche.
— Ha!
Seus colegas o imitaram.
— HA-HA!
— Você está mentindo — disse Acorde. — Eu ouvi na sua voz. Está com medo. Blefando. Não tem nada a dizer.
— Eu tenho — disse Meg. — Eu sou enteada de Nero.
As orelhas de Acorde ficaram tão vermelhas que fiquei surpreso de ele não ter tido um piripaque. Os arqueiros, perplexos, baixaram as armas.
— Timbre! Clave! — convocou Acorde. — Mantenham essas flechas em posição! — Ele olhou de cara feia para Meg. — Você parece dizer a verdade, garota. O que a enteada de Nero está fazendo aqui?
— Estou atrás de Calígula — disse Meg. — Para poder matá-lo.
As orelhas dos pandai tremeram. Jason e Piper se entreolharam, como se concluindo: Pronto. É agora que a gente morre.
Acorde estreitou os olhos, intrigado.
— Você diz que é enteada de Nero. Mas quer matar nosso senhor. Isso não faz sentido.
— Essa história é uma novela — falei. — Com muitos segredos, reviravoltas e chororô. Mas, se vocês nos matarem, vão ficar no escuro, sem saber de nada. Se nos levarem para o imperador, outra pessoa vai nos torturar e nos obrigar a contar tudo em primeira mão. Nós adoraríamos compartilhar nossa incrível jornada com vocês. Afinal, foram vocês que nos capturaram. Mas será que não tem um lugarzinho mais reservado onde pudéssemos conversar e ninguém fosse ouvir?
Acorde olhou para a proa do barco, como se desconfiasse que Vector já estaria à espreita.
— Você parece dizer a verdade, mas tem tanta fraqueza e medo na sua voz que é difícil ter certeza.
— Tio Acorde. — O pandos de pelos brancos falou pela primeira vez. — Talvez o garoto espinhento tenha razão. Se for informação valiosa…
— Silêncio, Clave! — cortou Acorde. — Você já nos causou muitas desgraças esta semana.
O líder pandos tirou mais abraçadeiras de nylon do cinto.
— Timbre, Agudo, amarrem as mãos do espinhento e da enteada de Nero. Nós vamos levá-los lá para baixo, interrogá-los e depois entregá-los ao imperador!
— Sim! Sim! — gritaram Timbre e Agudo.
E foi assim que três semideuses poderosos e um antigo e majestoso deus olimpiano foram amarrados e levados para o interior de um iate por quatro criaturas peludas com orelhas do tamanho de antenas parabólicas. Não foi o meu melhor momento.
Como eu tinha chegado ao auge da humilhação, supus que Zeus escolheria bem aquele momento para me chamar de volta ao Olimpo, onde os outros deuses passariam as próximas centenas de anos rindo de mim.
Mas não. Eu continuei sendo o bom e patético Lester de sempre.
Os guardas nos levaram para a parte de trás do barco, que tinha seis ofurôs, um chafariz multicolorido e uma pista de dança com luzes douradas e roxas piscando, só esperando que as pessoas chegassem para a festa.
Presa na popa havia uma rampa com tapete vermelho que conectava nosso barco à proa do barco seguinte. Supus que todos os iates estivessem interligados daquela forma, só para o caso de Calígula querer pegar seu carrinho de golfe e fazer um passeio.
Os conveses superiores reluziam com suas janelas de insulfilm e exterior branco. Mais acima, a ponte de comando exibia radares, antenas parabólicas e duas bandeiras ondulantes: uma com a águia imperial de Roma e a outra com um triângulo dourado em um fundo roxo, que eu deduzi ser o logotipo da Triunvirato S.A.
Outros dois guardas protegiam as portas pesadas de carvalho que davam para o interior do convés. O cara da esquerda parecia um mercenário mortal, com o mesmo uniforme preto e colete à prova de balas dos cavalheiros que gentilmente convencemos a degustarem uns tacos de peixe. O cara da direita era um Ciclope (seu olho único e enorme o entregava). Ele tinha cheiro de Ciclope (meia de lã molhada) e se vestia como um Ciclope (jeans rasgado, camiseta preta rasgada e um porrete grande de madeira). O mercenário humano franziu a testa ao ver nosso adorável grupo formado por captores e prisioneiros.
— O que é isso? — perguntou ele.
— Não é da sua conta, Florêncio — rosnou Acorde. — Deixe a gente passar!
Florêncio? Tive que segurar o riso, porque o doce Florêncio pesava cento e quarenta quilos, tinha cicatrizes de faca no rosto e, para completar, tinha um nome melhor do que Lester Papadopoulos.
— São as regras — disse Florêncio. — Se vocês trazem prisioneiros, eu tenho que comunicar.
— Ainda não. — Acorde abriu as orelhas, parecia o pescoço de uma naja. — Este é o meu navio. Eu determino a hora de comunicar. E estou dizendo que vai ser depois que interrogarmos esses invasores.
Florêncio olhou para o parceiro Ciclope.
— O que você acha, Piscadela?
Piscadela… Taí um bom nome para um Ciclope. Eu me perguntei se Florêncio sabia que estava trabalhando com um Ciclope — a Névoa podia ser imprevisível —, mas na mesma hora elaborei a premissa de uma sitcom sobre dois parceiros de trabalho muito atrapalhados, Florêncio e Piscadela. Se eu saísse dali vivo, teria que apresentar minha ideia para o pai de Piper. Talvez ele pudesse me ajudar a marcar alguns almoços e vender a ideia. Ah, deuses… Aquela temporada na Califórnia estava mexendo com a minha cabeça.
Piscadela deu de ombros.
— São as orelhas de Acorde que vão ser cortadas se o chefe ficar com raiva.
— Tudo bem. — Florêncio fez sinal para passarmos. — Divirtam-se.
Não tive muito tempo para apreciar o interior opulento do lugar: as luminárias de ouro maciço, os luxuosos tapetes persas, as obras de arte de milhões de dólares, a mobília roxa e felpuda que eu tinha certeza que pertencera ao Prince.
Não vimos nenhum outro guarda e nada de tripulação, o que era bem estranho. Se bem que, mesmo com os recursos inesgotáveis de Calígula, encontrar gente suficiente para cuidar de cinquenta superiates devia ser difícil.
Quando passamos por uma biblioteca com obras de arte penduradas nas paredes, Piper arquejou. Ela apontou com o queixo para um quadro abstrato de Joan Miró.
— Isso veio da casa do meu pai — disse ela.
— Quando sairmos daqui — murmurou Jason —, vamos levar com a gente.
— Eu ouvi isso. — Agudo cutucou as costelas de Jason com o cabo da espada.
Jason esbarrou em Piper, que esbarrou em um Picasso. Meg, do alto de seus quarenta e cinco quilos, achou que aquele era o melhor momento para atacar Acorde. Ela mal tinha dado dois passos quando uma flecha se cravou no tapete aos pés dela.
— Nem pense — disse Timbre.
A corda do arco vibrando era a única evidência de que ele tinha feito o disparo. Foi tão rápido que nem eu, o deus da arqueria, consegui acreditar no que tinha acabado de acontecer. Meg recuou.
— Eita, tá bom. Credo.
Os pandai nos levaram para um salão dianteiro, onde havia uma parede de vidro de cento e oitenta graus com vista para a proa. A estibordo, as luzes de Santa Bárbara cintilavam. À nossa frente, os iates formavam um colar reluzente de ametista, ouro e platina na água escura. Aquela extravagância toda feriu meu cérebro, e olha que eu sempre adorei uma extravagância.
Os pandai pegaram quatro cadeiras almofadadas e nos jogaram em cima delas. Para uma sala de interrogatório, até que aquela não era ruim. Agudo andava de um lado para outro atrás da gente, a espada a postos caso alguém precisasse de uma decapitação de urgência. Timbre e Clave se posicionaram um de cada lado da fileira de cadeiras, os arcos apontados para baixo, mas com flechas preparadas para atirar. Acorde puxou uma cadeira e se sentou diante de nós, abrindo as orelhas em volta do corpo como um manto de rei.
— Aqui tem bastante privacidade — anunciou ele. — Desembuchem.
— Primeiramente — comecei —, eu preciso saber por que vocês não são seguidores de Apolo. Arqueiros incríveis, a melhor audição do mundo, oito dedos em cada mão! Vocês seriam músicos natos! Fomos feitos um para o outro!
Acorde me observou.
— Você é o ex-deus, né? Já ouvimos falar sobre você.
— Sou eu mesmo, Apolo em pessoa — confirmei. — Saibam que ainda dá tempo de oferecerem sua lealdade a mim.
A boca de Acorde tremeu. Torci para que ele estivesse à beira das lágrimas; talvez até se jogasse aos meus pés e implorasse pelo meu perdão.
Mas ele só uivou de tanto rir.
— E por que nós precisaríamos de deuses olimpianos? Principalmente de deuses fracos, inúteis e
espinhentos?
— Mas há tantas coisas que eu poderia ensinar a vocês! — insisti. — Música! Poesia! Até haicais!
Por alguma razão que não compreendi, Jason olhou para mim e balançou a cabeça com vigor.
— Música e poesia ferem nossos ouvidos — reclamou Acorde. — Nós não precisamos disso!
— Eu gosto de música — murmurou Clave, flexionando os dedos. — Sei tocar um pouco de…
— Silêncio! — gritou Acorde. — Você podia tocar silêncio ao menos uma vez, sobrinho inútil!
Arrá, pensei. Mesmo entre os pandai havia músicos frustrados. Acorde me lembrou meu pai, Zeus, numa ocasião em que disparou furiosamente pelo corredor do Monte Olimpo (acompanhado de tempestades, trovões, relâmpagos e chuva torrencial) e ordenou que eu parasse de tocar minha cítara infernal. Foi um pedido totalmente injusto. Todo mundo sabe que duas da manhã é o melhor horário para praticar cítara.
Talvez eu conseguisse trazer Clave para o nosso lado. Se ao menos houvesse mais tempo... E se não estivéssemos na companhia de três pandai mais velhos e maiores. E se em nossa primeira interação com o cara Piper não tivesse disparado um dardo envenenado na perna dele...
Acorde se recostou na cadeira.
— Nós, pandai, somos mercenários. Nós escolhemos nossos chefes. Por que seguiríamos um deus ultrapassado como você? Houve uma época em que servimos os reis da Índia! Agora, nós servimos Calígula!
— Calígula! Calígula! — gritaram Timbre e Agudo. Mais uma vez, Clave ficou estranhamente quieto, franzindo a testa para o arco.
— O imperador só confia na gente! — gabou-se Timbre.
— É — concordou Agudo. — Ao contrário dos germânicos, nós nunca enfiamos espadas nele!
Eu estava prestes a comentar que aquele era um péssimo parâmetro para lealdade, mas Meg passou na minha frente.
— A noite é uma criança — disse ela. — Nós todos podíamos enfiar espadas nele.
Acorde fez um ruído debochado.
— Filha de Nero, ainda estou esperando para ouvir sua história cabeluda e saber seus motivos para querer nosso senhor morto. Espero que seja um enredo bem interessante e cheio de reviravoltas! Me convença de que vocês merecem ser levados vivos até o César, e não como meros defuntos, e talvez eu consiga uma promoção hoje! Eu não vou ser passado para trás de novo por algum idiota como Sustenido, do barco três, ou Compasso, do barco quarenta e três.
— Sustenido? — Piper fez um som que ficava entre um soluço e uma risada, que pode ter sido efeito da pancada na cabeça. — Vocês todos têm nomes de termos musicais? Meu pai entende um pouco. Ele tem uma coleção de guitarras. Bom… tinha uma coleção.
Acorde fez cara feia.
— Termos musicais? Não sei do que você está falando! Se estiver debochando da nossa cultura…
— Ei — disse Meg. — Você quer ou não ouvir minha história?
Nós todos nos viramos para ela.
— Hum... Meg? — falei. — Tem certeza?
Os pandai sem dúvida perceberam meu nervosismo, mas não consegui disfarçar. Eu não tinha ideia do que Meg pretendia dizer e se havia alguma chance de isso livrar nossa cara. Sem contar que, conhecendo Meg como eu conhecia, ela soltaria uns dez monossílabos e ponto final. Seria o nosso fim.
— Vou contar todas as reviravoltas e os dramas. — Ela estreitou os olhos. — Mas você tem certeza de que estamos sozinhos, sr. Acorde? Não tem mais ninguém ouvindo?
— Claro que não! — respondeu ele. — Este barco é a minha base. Aquele vidro é totalmente à prova de som. — Ele indicou o navio na frente do nosso. — Bemol não vai ouvir nada!
— E Compasso? — perguntou Meg. — Sei que ele está no barco quarenta e três com o imperador, mas se os espiões dele estiverem perto…
— Que absurdo! — disse Acorde. — O imperador não está no barco quarenta e três!
Timbre e Agudo riram.
— O barco quarenta e três é o barco dos sapatos do imperador, garotinha estúpida — disse Agudo. — Uma função importante, claro, mas não como abrigar a sala do trono.
— Exato — disse Timbre. — Esse é o barco de Ritmo, o número doze…
— Silêncio! — gritou Acorde. — Chega de enrolação, garota. Me conte o que sabe ou morra.
— Tudo bem. — Meg se inclinou para a frente como quem vai contar um segredo. — Reviravoltas e dramas.
As mãos dela dispararam, repentina e inexplicavelmente livres das amarras. Os anéis piscaram quando ela os arremessou, transformando-se em espadas que voaram bem na direção de Acorde e Agudo.

7 comentários:

  1. McCafrey Vingadora pessoal!!!! AGORA VAI PEGAR ESSES SAPATOS!

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  2. A Ironia é os nomes serem termos musicais e eles detectaram música...

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  3. Laíres de Deus câmara campos8 de junho de 2018 14:36

    Caramba...
    de duas uma: ou Meg tá assim por revolta(eu acho)
    ou isso aí é efeito da experiência na caverna de... (não consigo pensar nele sem chorar...) Ei! falando nisso! o Rick ainda não revelou se Georgina era mesmo filha de Apolo.

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  4. COmo não amar a meg?

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  5. A boa e velha divagação heroica sempre funfa

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  6. Motherfucking Princess13 de junho de 2018 17:55

    Meg é uma pessoa que gosta de usar a conversa e a diplomacia... Esses são os nomes das duas espadas dela...

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Boa leitura, E SEM SPOILER!