3 de junho de 2018

Capítulo 25

Todos nós no mesmo barco
Opa — dois saíram
Quase todos no mesmo barco

JASON GRACE TINHA que estragar minha frase de efeito perfeita.
Enquanto andávamos pelo cais, ele chegou do meu lado e murmurou:
— Você sabe que isso não é verdade, né? O meio de uma corrente tem a mesma resistência à tração que todas as outras partes, supondo que a força seja aplicada igualmente em todas elas.
— Você está com a consciência pesada porque faltou à aula de física e quer me dar lição agora? Você entendeu o que eu quis dizer! — retruquei, sem paciência.
— Na verdade, não — disse ele. — Por que atacar no meio?
— Porque… não sei! — falei. — Porque não vão estar esperando?
Meg parou na beirada da plataforma.
— Acho que eles estão esperando tudo e qualquer coisa.
Ela estava certa. Quando o sol se pôs, os iates se acenderam como árvores de Natal gigantescas. Holofotes percorriam o céu e o mar como se estivessem anunciando a maior liquidação de colchões de água da história. Dezenas de barquinhos de patrulha cruzavam a enseada, para garantir que os moradores de Santa Bárbara não se atreveriam a usar a costa da cidade deles.
Eu me perguntei se Calígula sempre investiu tanto em segurança ou se estava de fato à nossa espera. Àquela altura, ele já devia saber que tínhamos explodido a Maluquice Militar do Macro e que havíamos confrontado Medeia no Labirinto, supondo que a feiticeira tivesse sobrevivido. Calígula também havia aprisionado a Sibila Eritreia, o que significava que tinha acesso às mesmas informações que a profetiza dera a Jason. A Sibila podia não querer ajudar um imperador do mal que a mantinha algemada a correntes em brasa, mas não podia se recusar a responder a um requerente sincero fazendo perguntas diretas. A natureza da magia dos oráculos era essa. Eu supunha que o máximo que ela poderia fazer era dar respostas vagas, como dicas de palavras cruzadas muito difíceis.
Jason observou o movimento dos holofotes.
— Posso levar vocês voando, um de cada vez. Talvez não nos vejam.
— Acho que voar deveria ser nossa última opção — sugeri. — E precisamos encontrar uma forma de chegar lá antes de ficar muito escuro.
— Por quê? — perguntou Piper. — De noite temos mais chances, porque no escuro dá para se esconder melhor.
— Estriges — falei. — Elas começam a ficar agitadas uma hora depois de o sol se pôr.
— Estriges? — perguntou Piper.
Relatei nossa experiência com as aves demoníacas no Labirinto. Meg fez intervenções muito úteis, como ecaaham tudo culpa do Apolo.
Piper estremeceu.
— Nas histórias Cherokee, as corujas são mau sinal. Geralmente são espíritos do mal ou curandeiros à espreita. Se essas estriges são como corujas gigantescas sugadoras de sangue… É, melhor não cruzarmos o caminho delas.
— Concordo — disse Jason. — Mas como vamos chegar aos navios?
— A gente pode pedir carona.
Ela levantou os braços e acenou para o bote mais próximo, a uns cinquenta metros.
— Hum... Piper? — disse Jason.
Meg conjurou suas espadas.
— Tudo bem. Quando chegarem perto, eu acabo com eles.
Eu olhei para minha jovem mestra.
— Meg, eles são mortais. Antes de tudo, suas espadas não vão funcionar neles. Além disso, eles não sabem para quem estão trabalhando. Nós não podemos…
— Eles estão trabalhando para o B… para o homem mau — disse ela. — Calígula.
Reparei no ato falho dela. Tive a impressão de que ia dizer trabalhando para o Besta.
Ela guardou as espadas, mas a voz continuou fria e determinada. De repente me veio à mente uma imagem horrível: McCaffrey Vingadora à solta no barco, distribuindo socos e sementes.
Jason olhou para mim como se perguntasse: Você amarra a garota ou eu amarro?
O bote se aproximou. A bordo havia três homens com roupa camuflada escura, coletes à prova de balas e capacetes. O de trás dirigia o barco. O da frente controlava o holofote. O do meio, sem dúvida o mais simpático, estava com um fuzil apoiado no joelho.
Piper acenou e sorriu para eles.
— Meg, fica quieta. Pode deixar comigo. Me deem espaço para trabalhar, por favor. O charme vai funcionar melhor se vocês não ficarem parados atrás de mim fazendo cara feia.
Fazia sentido que nos afastássemos um pouco. Nós três recuamos, mas Jason e eu tivemos que arrastar Meg.
— Oi! — gritou Piper, quando o barco chegou mais perto. — Não atirem! Somos amigos!
O barco avançava tão rápido que achei que passaria pela gente e só pararia no México. O cara do holofote pulou primeiro, surpreendentemente ágil para um sujeito todo equipado. O cara do fuzil pulou em seguida, dando cobertura enquanto o cara do motor desligava o barco.
O sr. Holofote nos avaliou de cima a baixo, a mão na arma, pronta para agir.
— Quem são vocês?
— Piper, muito prazer! — disse Piper. — Não precisa avisar a ninguém que estamos aqui. E não precisa apontar esse fuzil para a gente!
O rosto do homem se contorceu. Ele começou a abrir um sorriso similar ao de Piper, mas pareceu lembrar que seu trabalho exigia que ele fosse carrancudo e sério. O sr. Fuzil não baixou a arma, e o sr. Motor estava prestes a pegar o walkie-talkie.
— Identidades — gritou o sr. Holofote. — Todos vocês.
Ao meu lado, Meg estava nervosa, pronta para se tornar McCaffrey Vingadora. Jason tentou parecer indiferente, mas a camisa dele estalava com eletricidade.
— Claro! — concordou Piper. — Mas tenho uma ideia bem melhor. Vou colocar a mão no bolso, tá? Não se animem.
Ela tirou de lá um bolo de dinheiro, talvez uns cem dólares. Até onde eu sabia, aquilo devia ser tudo que restara da fortuna dos McLean.
— Sabem, meus amigos e eu estávamos conversando sobre o estresse que deve ser trabalhar aqui. Vocês dão duro dia e noite, e deve ser muito difícil patrulhar a costa! Estávamos sentados naquele café ali, comendo uns tacos de peixe deliciosos, e pensamos: Ei, aqueles caras merecem descansar um pouco. Vamos pagar o jantar deles!
Os olhos do sr. Holofote se arregalaram, como se fossem pular da cabeça.
— Descanso para jantar…?
— Claro! — disse Piper. — Podem deixar essas armas enormes de lado, jogar esse walkie-talkie fora. Vamos ficar de olho enquanto vocês comem. Peixe grelhado, tortilha de milho, ceviche, molho picante. — Ela olhou para a gente. — A comida de lá é incrível, não é, pessoal?
Soltamos um murmúrio de concordância.
— Hummm... — disse Meg.
Respostas monossilábicas eram com ela mesma.
O sr. Fuzil baixou a arma.
— Uns tacos de peixe viriam bem a calhar.
— Temos trabalhado tanto... — concordou o sr. Motor. — Merecemos um descanso mesmo.
— É o que estou dizendo! — Piper colocou o dinheiro na mão do sr. Holofote. — Por nossa conta. Obrigada pelo ótimo trabalho!
O cara dos holofotes olhou para o bolo de dinheiro.
— Mas a gente não pode…
— Comer com esse equipamento todo? — sugeriu Piper. — Você está certíssimo. Joguem tudo no barco: o colete, as armas, seus celulares. Isso mesmo. Fiquem à vontade!
Piper precisou de mais minutos, muito poder de persuasão e muitas gracinhas, mas finalmente os três mercenários cederam. Eles agradeceram a Piper, deram um abraço nela e saíram correndo para saborear o delicioso cardápio do restaurante na orla.
Assim que eles saíram de vista, Piper desabou nos braços de Jason.
— Caramba, você está bem? — perguntou ele.
— E-estou. — Ela se afastou, constrangida. — É mais difícil usar charme com um grupo inteiro. Mas vou ficar bem.
— Foi impressionante — falei. — Afrodite não teria se saído melhor.
Piper não pareceu feliz com a minha comparação.
— Temos que ir logo. O charme não vai durar muito tempo.
Meg grunhiu.
— A gente tinha que ter mata…
— Meg — repreendi.
— … batido neles e deixado todo mundo inconsciente — consertou ela.
— Certo. — Jason limpou a garganta. — Todo mundo para o barco!
Estávamos andando pelo cais quando ouvimos os mercenários gritando “Ei! Parem!”. Ainda meio atordoados e segurando tortillas pela metade, eles correram para dentro da água.
Felizmente, Piper tinha pegado todas as armas e todos os dispositivos de comunicação deles. Ela deu um aceno simpático, e Jason ligou o motor.
Jason, Meg e eu mais do que depressa colocamos os coletes e capacetes dos guardas. Piper continuou com suas roupas comuns, mas, como era a única do grupo que poderia vencer uma batalha apenas com blefe, ela deixou as crianças se divertirem com as fantasias.
Jason era um mercenário perfeito. Meg ficou ridícula: uma garotinha engolida pelo colete à prova de balas do pai. Eu não fiquei muito melhor. O colete apertava minha barriga. (Pneuzinhos malditos e inúteis para batalha!) O capacete era quente como um forno, e o visor ficava caindo na cara, talvez louco para esconder meu rosto cheio de espinhas.
Jogamos as armas no mar. Pode parecer besteira, mas, como já mencionei, armas de fogo sã perigosas nas mãos de semideuses. Independentemente do que Meg dissesse, eu não queria andar por aí massacrando mortais.
Queria acreditar que, se aqueles mercenários realmente entendessem a quem estavam servindo, também largariam as armas. Era inconcebível que os humanos seguissem por livre e espontânea vontade um homem tão mau e perverso… Quer dizer, dá para citar centenas de casos ao longo da história em que foi isso que eles de fato fizeram… Mas eles jamais apoiariam Calígula!
Ao alcançarmos os iates, Jason reduziu a velocidade, para não ultrapassarmos as outras embarcações de patrulha.
Ele seguiu para o iate mais próximo, uma fortaleza de aço branco que se projetava acima de nós. Luzes roxas e douradas cintilavam abaixo da superfície, fazendo com que a embarcação flutuasse numa espécie de nuvem etérea de poder imperial romano. Na proa do navio, pintado em letras pretas maiores do que eu, estava o nome IVLIA DRVSILLA XXVI.
— Júlia Drusila XXVI — disse Piper. — Ela foi alguma imperatriz?
— Não. Era a irmã favorita do imperador — expliquei.
Senti um aperto no peito ao me lembrar da pobrezinha, uma garota tão linda, tão agradável, tão incrivelmente sem noção de nada. O irmão Calígula a idolatrava e se dedicava muito a ela. Quando ele se tornou imperador, insistiu que a irmã fizesse todas as refeições ao seu lado, testemunhasse todos os seus espetáculos imorais, participasse de todos os seus delírios violentos. Ela morreu aos vinte e dois anos, esmagada pelo amor sufocante de um sociopata.
— Ela deve ter sido a única pessoa que Calígula amou — falei. — Só não entendi esse número vinte e seis ao lado do nome dela.
— É porque aquele é o vinte e cinco. — Meg apontou para o barco seguinte da fila, a poucos metros do nosso.
De fato, pintado no casco havia IVLIA DRVSILLA XXV.
— Aposto que o que está atrás da gente é o número vinte e sete.
— Cinquenta iates gigantescos — refleti —, todos em homenagem a Júlia Drusila. É, isso é a cara do Calígula mesmo.
Jason observou a lateral do casco. Não havia escadas, nem alçapões e muito menos botões vermelhos com a indicação: aperte aqui para obter os sapatos de Calígula!
Não tínhamos muito tempo. Havíamos passado pelas embarcações de patrulha e pelos holofotes, mas provavelmente todos os iates tinham câmeras de segurança. Não demoraria para que alguém questionasse por que nosso bote estava parado ao lado do XXVI. Além disso, os mercenários que enganamos na praia deviam estar fazendo de tudo para se comunicarem com os colegas. E não nos esqueçamos das estriges, que provavelmente acordariam a qualquer momento, famintas e atentas a qualquer sinal de invasores estraçalháveis.
— Vou voar e levar vocês — decidiu Jason. — Um de cada vez.
— Eu primeiro — disse Piper. — Caso seja necessário usar o charme em alguém.
Jason se virou, e Piper passou os braços pelo pescoço dele, como se já tivessem feito isso incontáveis vezes. Os ventos sacudiram o bote, agitaram meu cabelo, e Jason e Piper voaram pela lateral do iate.
Ah, que inveja eu sentia de Jason Grace! Era algo tão prosaico navegar pelos ventos. Se eu ainda fosse deus, voaria sem dificuldade com metade das minhas manifestações terrenas amarradas nas costas. Agora, preso naquele corpo patético cheio de pneuzinhos, essa liberdade era apenas um sonho distante.
— Ei. — Meg me cutucou. — Foco.
— Ei, eu sou puro foco — falei, indignado. — Você é que tem que me dizer o que está se passando nessa sua cabecinha.
— Como assim? — perguntou ela, fazendo cara feia.
— Essa raiva toda… — expliquei. — Essa obsessão em matar Calígula. Essa disposição para… bater nos mercenários até eles desmaiarem.
— Eles são o inimigo.
O tom dela estava afiado como suas espadas, deixando subentendido que, se eu insistisse naquele assunto, ela poderia acrescentar meu nome à Lista de Pessoas para Bater até Desmaiarem.
Decidi usar a abordagem de Jason: navegar até meu alvo por um caminho mais demorado e mais sinuoso.
— Meg, eu já te contei sobre a primeira vez em que me tornei mortal?
Ela me olhou pelo visor do capacete ridiculamente grande.
— Você fez alguma besteira?
— Bem… é. Eu fiz besteira. Meu pai, Zeus, matou um dos meus filhos preferidos, Esculápio, por trazer pessoas de volta à vida sem permissão. É uma longa história. A questão é… Eu fiquei furioso com Zeus, mas ele era poderoso e assustador demais, e eu jamais conseguiria vencê-lo. Ele me vaporizaria em segundos. Então, me vinguei de outra forma.
Olhei para o alto do iate; nenhum sinal de Jason ou de Piper. Com sorte, isso significava que eles tinham encontrado os sapatos de Calígula e só estavam esperando que um funcionário trouxesse o tamanho certo.
— Pois é — continuei —, eu não podia matar Zeus. Então encontrei quem fazia os raios dele, os Ciclopes. Eu matei esses caras, para vingar Esculápio. Como punição, Zeus me fez mortal.
Meg me deu um chute na canela.
— Ai! — gritei. — Qual a necessidade disso?
— Isso é pela sua burrice — respondeu ela. — Matar os Ciclopes foi burrice.
Eu ia protestar e dizer que aquilo tinha acontecido milhares de anos atrás, mas fiquei com medo de ganhar outro chute.
— É — concordei. — Foi burrice. Mas o que quero dizer é: eu projetei minha raiva em outro alvo, um que eu considerava mais seguro. Acho que talvez você esteja fazendo o mesmo agora, Meg. Você está com raiva de Calígula porque é mais seguro do que ficar com raiva do seu padrasto.
Eu preparei minha canela para mais dor.
Meg ficou encarando os tênis.
— Não é isso que estou fazendo.
— Olha, eu não culpo você — acrescentei, mais do que depressa. — Raiva é bom. Quer dizer que você está fazendo progresso. Mas tenha em mente que talvez você esteja com raiva da pessoa errada. Eu não quero que você vá com tudo para cima desse imperador específico. Por mais difícil que seja de acreditar, ele é ainda mais traiçoeiro e cruel do que o Ne… o Besta.
Ela fechou os punhos.
— Já falei, não estou fazendo isso. Você não sabe de nada. Não entende nada.
— Você está certa — falei. — O que teve que aguentar na casa de Nero… eu não consigo nem imaginar. Ninguém devia sofrer assim, mas…
— Cala a boca — cortou ela.
Então, claro que eu me calei. As palavras que estava planejando dizer desceram de volta pela minha garganta.
— Você não sabe de nada — repetiu ela. — Esse tal de Calígula fez muita coisa contra o meu pai e contra mim. Eu posso ficar com raiva dele, se quiser. Vou matá-lo assim que tiver a chance. Vou… — Ela hesitou, como se um pensamento repentino tivesse lhe ocorrido. — Cadê o Jason? Ele já devia ter voltado.
Eu olhei para cima. Teria gritado se minha voz estivesse funcionando. Duas grandes silhuetas desciam em nossa direção num movimento controlado e silencioso no que pareciam ser paraquedas. Mas então percebi que não eram paraquedas, e sim orelhas gigantes. Em uma questão de segundos, pousaram graciosamente em nosso bote, um em cada ponta, as orelhas se recolhendo, as espadas na nossa garganta.
As criaturas eram muito parecidas com o guarda orelhudo que Piper acertara com o dardo na entrada do Labirinto de Fogo, só que aqueles dois eram mais velhos e tinham pelo preto. As espadas tinham pontas arredondadas com lâminas serradas duplas, apropriadas para bater e cortar. Com um estalo, reconheci as armas: eram khandas, muito usadas no subcontinente indiano. Eu ficaria orgulhoso por ter me lembrado de um fato tão obscuro se naquele momento não estivesse com a lâmina serrada de uma khanda pertinho da minha jugular.
De repente, outro estalo: eu me lembrei de uma das muitas histórias bêbadas de Dioniso sobre suas campanhas militares na Índia: que ele encontrou uma tribo perversa de semi-humanos com oito dedos, orelhas enormes e rostos peludos. Por que não pensei nisso antes? O que Dioniso me contou sobre eles…? Ah, sim. As palavras exatas foram: Nunca, nunca tente lutar contra eles.
— Vocês são pandai — consegui dizer. — Esse é o nome da sua raça.
O capanga ao meu lado mostrou os lindos dentes brancos.
— Somos mesmo! Agora sejam bons prisioneiros e venham conosco. Senão seus amigos morrem.

4 comentários:

  1. Talvez a McCafrey Vingadora seja útil... Mas que é assustador é, ainda mais porque ela tem 12 anos. É Claaaaroooo... Esse orelhudos não são gregos. Sinto que esse universo está se expandido cada vez mais e nem estamos notando.

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  2. uai não era mitologia grega

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  3. Motherfucking Princess13 de junho de 2018 17:13

    Eu sou meio que igual a Meg em alguns sentidos, tipo... Eu mataria os guardas foda-se... E eu tenho a mesma idade que ela... E eu também gosto de armas (eu tenho uma faca preta MUUUUITO linda)

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    1. Damon Herondale, filho de Zeus26 de junho de 2018 21:27

      Tbm mataria
      Principalmente com a ameaça de um dos meus companheiros morrer nessa aventura

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