3 de junho de 2018

Capítulo 21

Se a vida lhe der sementes
Seja um otimista
Plante-as no chão duro e seco

EU DORMI MAL.
Foi uma surpresa para vocês? Para mim, foi.
Sonhei com meu oráculo mais famoso, Delfos. Mas não estávamos nos tempos áureos, quando eu teria sido recebido com flores, beijos, doces e a costumeira mesa VIP no lounge do oráculo. Aquele era um Delfos moderno, sem sacerdotes ou adoradores, cheio do fedor horrendo de Píton, minha arqui-inimiga, que tinha voltado a seu velho lar. O cheiro de ovo podre e carne estragada era inesquecível.
Eu estava nas profundezas das cavernas, onde nenhum mortal jamais entrara. Ao longe, ouvia duas vozes conversando, mas suas silhuetas se perderam entre os vapores vulcânicos.
— Está tudo sob controle — anunciou um deles, no tom alto e anasalado do imperador Nero.
A segunda voz saiu num rosnado, um som que lembrava uma corrente puxando um carrinho velho de montanha-russa subida acima.
— Tem pouquíssima coisa sob controle desde que Apolo foi para a Terra. — Era Píton.
Aquela voz fria me causou arrepios de repulsa. Não dava para ver aquela serpente monstruosa, mas eu imaginava seus olhos sinistros, cor de âmbar com pontinhos dourados, seu corpanzil de dragão, suas garras malignas.
— Você tem uma grande oportunidade — continuou Píton. — Apolo está fraco, mortal. Ele caminha ao lado da sua enteada. Como é que esse maldito ainda não está morto?
Nero ficou tenso.
— Eu e meus colegas tivemos uma divergência de opiniões. Cômodo…
— Cômodo é um idiota — sibilou Píton. — Ele só está interessado em espetáculos. Nós dois sabemos disso. E seu tio-avô, Calígula?
Nero hesitou.
— Ele insiste… Ele quer usar o poder de Apolo. Quer que esse antigo deus tenha um fim bem… hã… especial.
O corpanzil de Píton se remexeu na escuridão, mas só notei porque ouvi as escamas roçando na pedra.
— Eu conheço o plano de Calígula. Mas fica a dúvida: quem está controlando quem? Você me garantiu…
— Sim. Meg McCaffrey vai voltar para mim. Ela ainda vai ter serventia. Apolo vai morrer, como prometido.
— Se Calígula conseguir o que pretende, o equilíbrio de poder vai mudar — refletiu Píton. — Claro que eu preferiria apoiar você, mas, se um novo deus do Sol se erguer no Oeste…
— Nós dois temos um acordo — rosnou Nero. — Você vai me apoiar depois que o Triunvirato controlar…
— … todos os meios de profecia — completou Píton. — Mas vocês ainda não cumpriram essa parte. Você perdeu Dodona para os semideuses gregos, e a Caverna de Trofônio foi destruída. Eu soube que alguém alertou os romanos sobre os planos de Calígula para o Acampamento Júpiter. Não tenho o menor desejo de comandar o mundo sozinho. Mas, se você falhar e eu mesmo tiver que matar Apolo…
— Eu vou manter meu lado do acordo. Trate de manter o seu.
Píton emitiu um rosnado rouco, uma versão maligna de uma gargalhada.
— Vamos ver. Os próximos dias devem ser muito instrutivos.

* * *

Acordei me sentindo sufocado.
Vi que estava sozinho na Cisterna, o corpo todo tremendo. Os sacos de dormir de Piper e de Meg estavam vazios. O céu acima brilhava em um azul cintilante, e eu quis muito acreditar que isso era um indicativo de que os incêndios tinham sido controlados, porém o mais provável era que significasse apenas que os ventos tinham mudado de direção.
Minha pele tinha cicatrizado bem durante a noite, mas ainda parecia que eu estava mergulhado em um poço de lava. Consegui me vestir, pegar o arco, a aljava e o ukulele com um mínimo de caretas e gemidos, então subi a rampa até a encosta.
Vi Piper logo na base da colina, conversando com Grover no carro do sr. Bedrossian. Perto das ruínas, Meg estava agachada próximo à primeira estufa desmoronada. Pensei no sonho e ardi de raiva. Se eu ainda fosse um deus, teria urrado meu descontentamento, abrindo um novo Grand Canyon no deserto. Mas, naquelas condições, tudo que pude fazer foi cerrar as mãos com tanta força que as unhas cortaram as palmas.
Já era ruim um trio de imperadores maus quererem meus Oráculos, minha vida e minha essência. Era ruim minha antiga inimiga, Píton, ter tomado Delfos outra vez e agora estar tramando minha morte. Mas pensar em Nero usando Meg como peão naquela jogada dos imperadores… Não. Eu disse a mim mesmo que não deixaria Meg cair nas garras de Nero mais uma vez. Minha amiga era forte e estava lutando para se libertar da influência maligna do padrasto. Nós já tínhamos passado por coisas demais juntos para ela cair de novo na lábia daquele crápula.
Ainda assim, as palavras de Nero me perturbaram: Meg McCaffrey vai voltar para mim. Ela ainda vai ter serventia.
Fiquei imaginando… E se Zeus, meu próprio pai, aparecesse para mim naquele momento e me oferecesse um jeito de voltar ao Olimpo? Que preço eu estaria disposto a pagar? Eu deixaria Meg exposta ao destino? Abandonaria os semideuses, sátiros e dríades, meus companheiros? Esqueceria as coisas terríveis que Zeus fez comigo ao longo dos séculos e engoliria o orgulho só para poder recuperar meu lugar no Olimpo, mesmo sabendo muito bem que ainda estaria sob o controle de Zeus?
Sufoquei essas perguntas. Não sabia se queria lidar com as respostas.
Fui até Meg, na estufa desmoronada.
— Bom dia.
Ela estava remexendo nos destroços e não se deu ao trabalho de olhar para mim. Paredes de policarbonato meio derretidas tinham sido viradas e jogadas de lado, e ela estava com as mãos sujas de terra. Ali perto havia um pote de pasta de amendoim sujo, a tampa enferrujada jogada no chão. Meg segurava, na palma da mão, algumas pedrinhas verdes.
Respirei fundo.
Não eram pedrinhas. Sete hexágonos do tamanho de moedas repousavam nas mãos de Meg, sementes verdes idênticas às das lembranças que ela compartilhara comigo.
— Como? — perguntei.
Ela ergueu o rosto. A roupa do dia era um camuflado azul-turquesa, que dava a ela um ar perigoso e desafiador totalmente diferente do que eu conhecia.
Alguém tinha limpado os óculos (a própria Meg nunca fazia isso), e agora dava para ver os olhos dela. Cintilavam tão intensamente quanto as pedrinhas na armação.
— As sementes estavam enterradas. Eu… sonhei com elas. Foi o saguaro Hércules que as escondeu aqui, ele colocou as sementes no pote antes de morrer. Ele estava guardando as sementes para mim... para quando chegasse a hora.
Eu não sabia muito bem o que dizer. Parabéns. Que sementes lindas.
Sinceramente, eu não entendia muito bem o ciclo de vida das plantas, mas ao menos deu para ver que as sementes não estavam brilhando como nas lembranças de Meg.
— Você acha que elas ainda... hã, funcionam?
— Vamos descobrir. Vou plantar.
Olhei para a colina deserta.
— Vai plantar aqui? Agora?
— É. Chegou a hora.
Como ela poderia saber? Além do mais, não entendi que diferença faria plantar algumas sementes, com o Labirinto de Calígula ateando fogo em metade da Califórnia.
Por outro lado, estávamos prestes a sair em uma nova missão na esperança de encontrar o palácio de Calígula, sem a menor garantia de que voltaríamos vivos. Talvez não houvesse hora melhor que o presente mesmo. E, se isso fosse fazer Meg se sentir melhor, por que não?
— Como posso ajudar?
— Faça buracos — respondeu Meg. Então acrescentou, como se eu precisasse de mais orientação: — Na terra.
Cavei sete buraquinhos com a ponta de uma flecha, abrindo o solo nu, seco e rochoso. Só conseguia pensar que os buracos não pareciam lugares muito confortáveis para brotar e crescer. Enquanto Meg colocava os hexágonos verdes em suas novas casinhas, recebi a ordem de buscar água no poço da Cisterna.
— Tem que ser de lá — avisou. — E traga uma boa quantidade.
Voltei alguns minutos depois, carregando um copo de plástico extragrande do Enchiladas del Rey. Meg regou as amigas recém-plantadas.
Fiquei esperando, como se alguma coisa dramática fosse acontecer. Com Meg, acabei me acostumando a ver explosões de chia, bebês pêssegos demoníacos e muros instantâneos de morangos.
A terra nem sequer se moveu.
— Acho que vamos ter que esperar — comentou Meg.
Ela abraçou os joelhos e observou o horizonte.
O sol matinal ardia no leste. Tinha nascido, como sempre, mas não graças a mim — ele não ligava se eu estava ou não guiando a carruagem do Sol, ou mesmo se Hélio estava percorrendo os túneis embaixo de Los Angeles, completamente enlouquecido. O cosmos continuava girando, e o Sol seguia seu curso, sempre indiferente ao que os humanos acreditavam. Em outras circunstâncias, eu teria achado isso muito tranquilizador, mas naquela ocasião a indiferença do Sol só me parecia cruel e insultante. Dali a poucos dias, Calígula poderia se tornar uma deidade solar. Com a ameaça de uma liderança tão perversa, era de se pensar que o astro-rei se recusaria a nascer ou se pôr, mas — para meu choque e repulsa —, o dia e a noite continuavam vindo como sempre.
— Cadê ela? — perguntou Meg.
Eu pisquei, sem entender.
— Quem?
— Se minha família é tão importante para ela, depois de milhares de anos de bênçãos e sei lá mais o quê, por que ela nunca…?
Meg balançou a mão para o deserto, como quem diz: Tanta terra e tão pouca Deméter.
Ela estava perguntando por que a mãe nunca tinha aparecido para ela, por que tinha permitido que Calígula destruísse o trabalho de seu pai, por que tinha deixado que Nero criasse a filha naquela casa imperial tóxica de Nova York.
Eu não podia responder àquelas perguntas. Ou melhor: como antigo deus, conseguia pensar em várias possíveis respostas, mas nenhuma que faria Meg se sentir melhor. Deméter estava ocupada demais cuidando das plantações na Tanzânia. Deméter se distraiu inventando novos sabores de cereais matinais. Deméter esqueceu que você existia.
— Não sei, Meg. Mas isto… — Apontei para os sete pequenos círculos de terra molhada. — Isto é o tipo de coisa do qual sua mãe se orgulharia. Plantar em um lugar impossível. Insistir, sem parar, na criação da vida. Ela é tão otimista que chega a ser ridículo, sabe? Ela com certeza aprovaria isso.
Meg ficou me encarando, como se tentasse decidir se me agradecia ou me batia. Eu já estava acostumado com aquele olhar.
— Vamos — declarou. — Talvez as sementes brotem enquanto a gente estiver longe.

* * *

Meg, Piper e eu entramos no carro do vizinho.
Grover tinha decidido ficar. O sátiro alegou que queria animar as dríades mais abaladas, mas acho que ele só estava exausto depois daquelas excursões comigo e com Meg — todas, sem exceção, nos deixaram à beira da morte. O treinador Hedge se ofereceu para nos acompanhar, mas Mellie logo desofereceu. E nenhuma das dríades parecia muito disposta a ser nosso escudo vegetal, depois do que aconteceu com Jade e Agave. Bem, eu não podia culpá-las.
Pelo menos Piper aceitou dirigir. Se a gente fosse parado por posse de veículo roubado, ela poderia usar o charme para não ser presa. Eu, com a sorte que tenho, acabaria passando o dia na cadeia, no mínimo. E esse rosto de Lester não ficaria nada bom enquadrado atrás das grades.
Refizemos o caminho do dia anterior, passando pelo mesmo terreno destruído pelo calor, o mesmo céu fumacento, o mesmo trânsito congestionando. Ah, a Califórnia é um paraíso.
Ninguém estava muito a fim de papear. Piper manteve os olhos fixos na estrada, provavelmente pensando no reencontro com o ex-namorado — depois de terem se separado de um jeito tão estranho, ver Jason devia ser a última coisa que ela queria fazer. E, nossa, eu entendia muito bem.
Meg alisava a calça camuflada azul-turquesa. Imaginei que ela estivesse se perguntando por que Calígula achava o projeto botânico tão ameaçador. Parecia inacreditável que toda a vida de Meg tivesse sido alterada por sete sementes verdes — se bem que ela era filha de Deméter. Quando se tratava da deusa das plantas, coisas que pareciam insignificantes podiam ser muito significativas. As menores sementes crescem para virar carvalhos seculares, era o que Deméter sempre dizia.
Quanto a mim... bem, não faltavam problemas para perturbar minha mente mortal.
Píton estava me esperando. Eu sabia, tinha certeza de que ainda precisaria enfrentá-la antes de tudo aquilo acabar. Se por algum milagre eu sobrevivesse aos vários planos dos imperadores de acabarem com a minha vida, se eu derrotasse o Triunvirato e libertasse os outros quatro oráculos e ajeitasse tudo sozinho no mundo mortal, eu ainda teria que dar um jeito de arrancar o controle de Delfos do meu inimigo mais antigo. Só então Zeus talvez me deixasse voltar a ser deus.
Zeus realmente é o retrato da compaixão. Valeu, pai.
Mas, enquanto essa hora não chegava, eu precisava deter Calígula. Precisava acabar com aquele plano de me tornar o ingrediente secreto da sopa de deus do Sol dele. E teria que fazer isso sem nenhum poder divino à disposição. Minhas habilidades no arco e flecha estavam cada vez piores, e meu canto e minha capacidade musical não valiam um caroço de azeitona. Força divina? Carisma? Luz? Poder de fogo? Todos exibiam placas de esgotado.
E a possibilidade mais humilhante: imagine se Medeia conseguisse me capturar e tentasse extrair meu poder divino, e acabasse descobrindo que não me restava nenhum?
Mas o que é isso?, gritaria aquela bruxa. Aqui não tem nada, só esse Lester!
E depois me mataria mesmo assim, só por garantia.
Foram todas essas possibilidades maravilhosas que embalaram nossa adorável viagem até Pasadena.
— Nunca gostei dessa cidade — murmurei. — Só me lembra programas de auditório, desfiles espalhafatosos e celebridades ultrapassadas e alcoólatras com aquele bronzeado artificial laranja.
Piper pigarreou.
— A mãe de Jason era daqui, sabe? E morreu bem aqui, num acidente de carro.
— Ah, que pena. O que ela fazia?
— Ela era uma celebridade ultrapassada e alcoólatra com bronzeado artificial laranja.
— Ah. — Fiquei esperando a pontada de constrangimento passar. Levou vários quilômetros. — Então por que Jason quis continuar estudando nesse lugar?
Piper agarrou o volante.
— Depois que terminamos, ele pediu transferência para um colégio interno só para garotos. Fica lá para cima, nas colinas, fora da cidade. Você vai ver. Acho que ele queria uma coisa diferente, mais tranquila e distante. Sem drama.
— Ah, então ele vai adorar receber nossa visita — murmurou Meg, olhando pela janela.
Seguimos para fora da cidade, subindo as colinas. Quanto mais alto subíamos, mais as casas iam ficando impressionantes e magníficas, mas até ali, na terra das mansões, as árvores tinham começado a morrer e as bordas dos gramados bem-cuidados estavam secando. Quando até os bairros mais ricos eram afetados pela falta de água e pelo calor acima da média, era certeza que a situação estava séria.
Os ricos e os deuses eram sempre os últimos a sofrer.
A escola de Jason ficava no topo de uma colina; era um campus imenso, com prédios de tijolos amarelados intercalados com pátios ajardinados e trilhas margeadas por acácias. Logo em frente, delicadas letras de bronze afixadas a um muro baixo de tijolos informavam: COLÉGIO INTERNO EDGARTON.
Estacionamos em uma rua residencial próxima, garantidos pela estratégia de Piper de “se for rebocado, é só a gente pedir algum outro emprestado”.
Um segurança estava parado na entrada, mas Piper explicou que tínhamos permissão para entrar, e o guarda, mesmo parecendo muito confuso, concordou e afirmou que sim, é claro que tínhamos permissão para entrar.
As salas de aula davam para os pátios, e os armários dos alunos ficavam em corredores abertos — um ambiente escolar que não funcionaria em Milwaukee, com sua temporada de nevascas, mas que ali, no sul da Califórnia, só evidenciava como os locais consideravam aquele eterno clima ameno apenas natural. Eu duvidava até que as salas tivessem ar-condicionado. Se Calígula continuasse cozinhando deuses naquele Labirinto de Fogo, o comitê escolar de Edgarton teria que repensar sua arquitetura.
Mesmo insistindo que se distanciara da vida de Jason, Piper sabia o horário dele de cor e nos guiou até a sala do quarto tempo do dia. Espiando pela janela, vi doze jovens alunos. Estavam todos de blazer azul, camisa social, gravata vermelha, calça cinza e sapatos brilhantes, parecendo estagiários de uma firma de advocacia. Na frente da sala, acomodado em uma cadeira de lona típica de diretor de cinema, um professor de barba metido num terno tweed lia um exemplar de Júlio César.
Ugh. Will Shakespeare. Quer dizer, sim, claro que ele era bom, mas até ele ficaria horrorizado com a quantidade de horas que os adultos mortais passavam falando sobre suas peças para adolescentes entediados, com a quantidade de cachimbos, paletós tweed, bustos de mármore e dissertações ruins que até as piores peças dele inspiraram. Enquanto isso, ninguém dá a mínima para o coitado do Christopher Marlowe. E Chris era muito mais bonito. Mas divago.
Piper deu uma batidinha e abriu a porta. Os jovens de repente pareceram muito interessados. Ela falou com o professor, que abriu um sorriso e fez um sinal de pode ir para um jovem na fileira do meio.
Um momento depois, Jason Grace se juntou a nós no corredor.
Eu só tinha visto o rapaz algumas vezes: quando ele era pretor no Acampamento Júpiter, quando visitou Delos e, pouco depois, quando lutamos lado a lado contra os gigantes, lá no Parthenon. Acho que ele lutou bem, mas a verdade é que eu não estava muito atento aos acontecimentos. Naquela época, eu ainda era um deus, e Jason era só mais um herói na tripulação de semideuses do Argo II.
Mas, observando o garoto agora, ele parecia bem impressionante em seu uniforme escolar. O cabelo louro curtinho, os olhos azuis brilhando por trás dos óculos de aro preto. Jason fechou a porta da sala ao sair, abraçou os livros e forçou um sorriso. Uma pequenina cicatriz branca marcava um dos cantos do lábio.
— Piper. Oi.
Era incrível como Piper conseguia parecer tão calma. Depois de tantos términos complicados, eu já sabia que a coisa nunca ficava fácil, e Piper não tinha a vantagem de poder transformar o ex em árvore ou de simplesmente esperar que a vida curta e mortal dele acabasse para voltar a dar as caras na Terra.
— Oi — respondeu ela, com um leve toque de tensão na voz. — Estes são…
— Meg McCaffrey — interrompeu Jason. — E Apolo. Eu estava esperando por vocês.
Mesmo que estivesse nos aguardando, ele não parecia muito animado. Na verdade, ele falou aquilo como se dissesse: eu estava esperando o resultado do meu eletroencefalograma de emergência.
Meg examinou Jason de cima a baixo, como se julgasse os óculos do garoto bem inferiores aos dela.
— É?
— É. — Jason olhou para os dois lados do corredor. — Vamos para o meu quarto. Aqui não é seguro.

9 comentários:

  1. Se Apolo diz q o Jason tem uma aparência impressionante, então se torna oficial

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    1. Sei não, Apolo crusha muito fácil... Por outro lado, muita gente acha Jason impressionante, então...

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  2. Ai, meu Zeus, o Jason é muito lindoooo!
    Jason, seu maravilhoso, desgraçado, como você pôde terminar com a Piper?!?!

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    1. Pq as pessoas sempre acham q é o menino que termina com a menina?

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  3. Esse provavelmente foi o melhor haicai que Apolo já fez.

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  4. esse cap e 1 ofença e minha sabedoria

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  5. Lester Papadoulos, o deus do constrangimento

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  6. A Meg parece uma versão grega da Reyna, essa guria sofreu demais :v

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  7. se c. marlowe era divago, fantasioso, logo filho de baço, certo?

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Boa leitura, E SEM SPOILER!