3 de junho de 2018

Capítulo 15

Grover vai embora cedo
Que sátiro esperto
Ao contrário de mim, Lester

— O QUE ELE é? — perguntou Meg de novo. — Ele é engraçado.
Engraçado não seria bem o adjetivo que eu usaria.
O guarda estava caído de costas, a boca espumando, os olhos semicerrados tremendo em um estado semiconsciente.
As mãos do ser tinham oito dedos cada, o que explicava por que pareciam tão grandes vistas de longe. A julgar pelo tamanho dos sapatos de couro preto, ele também devia ter oito dedos nos pés. Parecia jovem, só um pouco mais velho do que um adolescente humano, mas, exceto pela testa e pelas bochechas, o rosto todo era coberto por pelos brancos finos, como os do peito de um filhotinho de cachorro.
Mas o grande destaque do “corpinho” do brutamontes eram as orelhas. O que eu pensei que fosse um adereço de cabeça se desenrolou e revelou duas cartilagens ovais e moles que tinham o formato de orelhas humanas, mas do tamanho de uma toalha de praia. Só pude concluir que o apelido do pobrezinho na escola seria Dumbo. Os ouvidos dele eram tão largos que poderiam acomodar com facilidade bolas de beisebol e tão peludos que forneceriam um estoque eterno de plumas para os dardos de Piper.
— Orelhudo — falei.
— Dã — disse Meg.
— Não, eu quis dizer que ele deve ser um dos orelhudos que Macro citou.
Grover deu um passo para trás.
— As criaturas da guarda pessoal de Calígula? Poxa, eles precisavam ser tão assustadores?
— Pensem em como a audição deles deve ser ótima! — falei, andando ao redor do jovem humanoide. — E imaginem todos os acordes de guitarra que essas mãos poderiam tocar. Como eu nunca vi essa espécie antes? Eles seriam os melhores músicos do mundo!
— Hum... — disse Piper. — Não sei se seriam bons músicos, mas pode ter certeza de que são ótimos lutadores. Dois quase nos mataram, e eu e Jason já enfrentamos todo tipo de monstro.
Não vi nenhuma arma com o guarda, mas não tinha dúvidas de que não seria fácil entrar numa briga com ele. Aqueles punhos de oito dedos deviam fazer um estrago. Ainda assim, me parecia um desperdício treinar aquelas criaturas para a guerra…
— Inacreditável — murmurei. — Depois de quatro mil anos, ainda estou descobrindo coisas novas.
— Tipo o tamanho da sua burrice — sugeriu Meg.
— Não.
— Então você já sabia disso? — perguntou ela.
— Pessoal — interrompeu Grover. — O que a gente faz com o orelhudo aqui?
— Matamos — disse Meg.
Franzi a testa.
— O que aconteceu com “ele é engraçado”? O que aconteceu com “Tudo que é vivo merece a chance de crescer”?
— Ele trabalha para os imperadores — disse ela. — É um monstro. Ele só vai voltar para o Tártaro, não vai?
Meg se virou para Piper em busca de confirmação, mas a filha de Afrodite estava ocupada vigiando a rua.
— É muito estranho ter só um guarda aqui — refletiu Piper. — E por que ele é tão jovem? Nós já entramos uma vez, era de se esperar que eles colocariam mais guardas. A não ser que…
Ela não concluiu a frase, mas eu a compreendi com clareza: A não ser que queiram que a gente entre.
Estudei o rosto do guarda, que ainda tremia por causa do veneno. Por que eu olhava para ele e pensava imediatamente na barriguinha peluda de um cachorro? Assim ficava mais difícil matá-lo.
— Piper, o que seu veneno faz, exatamente?
Ela se ajoelhou e puxou o dardo.
— Bom, se acontecer o mesmo que com os outros guardas, o veneno vai paralisá-lo por bastante tempo, mas não vai matá-lo. É veneno de cobra-coral diluído com alguns ingredientes herbais especiais.
— Me lembre de nunca beber seu chá — murmurou Grover.
Piper deu um sorrisinho.
— Podemos deixar o orelhudo aqui. Não acho certo chutá-lo para o Tártaro.
— Droga.
Meg não pareceu gostar muito da ideia, mas transformou as espadas gêmeas de volta em anéis de ouro. Ao entrarmos no prédio, nos deparamos com um elevador de carga enferrujado com uma única alavanca de controle e sem porta.
— Antes de entrarmos, vamos esclarecer algumas coisas — disse Piper. — Então, vou mostrar por onde Jason e eu acessamos o Labirinto, mas não é porque tenho ascendência nativo-americana que vou fazer aquela coisa estereotipada de rastrear pegadas, cheirar plantas, essas coisas. Não vou rastrear nada. Não sou sua guia.
Todos concordamos, que é o certo a se fazer ao ouvir um ultimato de uma amiga com opiniões fortes e dardos envenenados.
— Além disso — continuou ela —, se algum de vocês precisar de qualquer tipo de orientação espiritual nesta missão, não sou eu que vou oferecer esse serviço. Não vou ficar distribuindo sabedoria Cherokee por aí.
— Combinado — falei. — Se bem que, como antigo deus da profecia, eu gosto de sabedoria espiritual.
— Você vai ter que pedir ao sátiro, então — disse Piper.
Grover limpou a garganta.
— Hum... “reciclagem atrai energia positiva”?
— Viu? É só falar com ele — disse Piper. — Estamos de acordo? Todos a bordo.
O elevador era mal iluminado e cheirava a enxofre. Lembrei que Hades tinha instalado um elevador em Los Angeles que levava ao Mundo Inferior. Eu esperava que Piper não tivesse confundido as missões.
— Tem certeza de que essa coisa leva ao Labirinto de Fogo? — perguntei. — Porque eu não trouxe nenhum biscoitinho de carne humana para Cérbero.
Grover choramingou.
— Você tinha que mencionar Cérbero. Isso atrai energia negativa, sabia?
Piper acionou a alavanca. O elevador sacudiu e começou a descer numa rapidez tão grande quanto minha vontade de estar ali.
— A primeira parte é toda obra dos mortais — garantiu Piper. — O centro de Los Angeles é cheio de túneis abandonados de metrô, abrigos antiaéreos, tubulações de esgoto…
— Tudo que eu gosto — murmurou Grover.
— Não sei muito bem a história — disse Piper —, mas Jason me explicou que alguns túneis eram usados por contrabandistas durante a Lei Seca. Agora só tem pichadores, fugitivos, sem-teto, monstros, servidores públicos.
— Servidores públicos? — perguntou Meg, confusa.
— É sério — disse Piper. — Alguns dos funcionários municipais usam os túneis para ir de um prédio a outro.
Grover estremeceu.
— Em vez de andar no sol e cercado pela natureza? Repulsivo.
Nossa caixa de metal enferrujada chacoalhava e rangia. O que quer que estivesse lá embaixo nos ouviria chegando, principalmente se tivesse orelhas do tamanho de toalhas de praia.
Depois de uns quinze metros, o elevador parou de repente. À nossa frente havia um corredor de cimento bem sem graça, iluminado por lâmpadas fluorescentes azuis fraquinhas.
— Não parece muito assustador — disse Meg.
— Espera só — disse Piper. — A diversão está chegando.
— Oba — disse Grover, desanimado.
O corredor levava a um túnel extenso, com inúmeros dutos e canos correndo junto ao teto. As paredes estavam tão pichadas que talvez se passassem por uma obra-prima desconhecida de Jackson Pollock.
Espalhados pelo chão, havia latas vazias, roupas sujas e sacos de dormir mofados, o que conferia ao ambiente um odor inconfundível de suor, urina e total desespero.
Andamos em silêncio. Tentei respirar o mínimo possível, e um tempo depois chegamos a um túnel ainda maior, com trilhos de trem enferrujados. Nas paredes, placas de metal sinalizavam ALTA VOLTAGEM, NÃO ENTRE e SAÍDA.
Cascalho estalava sob nossos pés. Ratos corriam junto aos trilhos, guinchando para Grover quando passavam.
— Ratos são tão mal-educados — sussurrou Grover.
Percorremos mais cem metros, e Piper nos guiou por um corredor lateral com chão de linóleo. Lâmpadas fluorescentes piscavam no teto, prestes a queimar de vez. Ao longe, quase invisíveis na luz fraca, duas figuras estavam caídas no chão.
Supus que eram sem-teto, até que Meg parou.
— São dríades?
Grover deu um grito alarmado.
— Agave? Jade?
Ele saiu correndo, e nós o seguimos.
Agave era um espírito da natureza enorme, assim como a planta que o nomeava. De pé, ficaria com pouco mais de dois metros. Tinha pele azul-acinzentada, membros compridos e um cabelo espetado que devia ser um desafio para qualquer xampu. No pescoço, pulsos e tornozelos, ela usava spikes para afastar qualquer um que tentasse invadir seu espaço pessoal. Ajoelhada ao lado da amiga dríade, Agave não parecia tão mal, até se virar, revelando as queimaduras.
O lado esquerdo do rosto era uma maçaroca de tecido chamuscado e seiva. O braço esquerdo não passava de um cotoco marrom ressecado.
— Grover! — disse ela, a voz rouca. — Ajude Jade. Por favor!
Ele foi até a outra dríade.
Eu nunca tinha ouvido falar da planta jade, mas entendi por que ela se chamava assim. Seu cabelo era um amontoado denso de discos que lembravam a pedra semipreciosa. O vestido tinha a mesma constituição, então ela parecia ter se banhado em uma piscina de clorofila. O rosto talvez tivesse sido bonito um dia, mas agora estava murcho como uma bola de festa de uma semana atrás. Dos joelhos para baixo, não havia nada — as pernas haviam sumido, incineradas. Ela tentou se concentrar na gente, mas seus olhos verdes estavam opacos. Quando se moveu, pedrinhas de jade se soltaram do cabelo e do vestido.
— Grover está aqui? — Ela parecia ter inalado uma mistura de gás cianeto e serragem de metal. — Grover… nós chegamos tão perto.
— O que aconteceu? Como…? — perguntou Grover, a boca tremendo e os olhos cheios de lágrimas.
— Lá embaixo — disse Agave. — Chamas. Ela saiu do nada. Magia…
Ela começou a tossir seiva.
Com cautela, Piper deu uma olhada pelo corredor.
— Vou na frente checar. Já volto. Não quero ser pega de surpresa.
E disparou pelo corredor.
Agave tentou dizer alguma coisa, mas caiu de lado. De alguma forma, Meg a segurou e a apoiou no chão sem ser perfurada pelas folhas pontudas. Ela tocou no ombro da dríade, murmurando baixinho:
— Cresça, cresça, cresça.
As feridas no rosto de Agave começaram a cicatrizar. Sua respiração ficou mais tranquila. Em seguida, Meg se virou para Jade. Ela colocou a mão no peito da dríade, mas desistiu quando mais pétalas se soltaram.
— Não posso fazer muito por ela aqui embaixo — disse Meg. — As duas precisam de água e luz do sol. Agora.
— Vou levar as duas para a superfície — disse Grover.
— Eu ajudo — disse Meg.
— Não.
— Grover…
— Não! — A voz dele falhou. — Do lado de fora, posso curá-las tão bem quanto você. Este é o meu grupo de busca, elas estão aqui por ordens minhas. É minha responsabilidade ajudá-las. Além do mais, seu lugar é aqui embaixo com Apolo. Vai mesmo deixá-lo seguir em frente sozinho, sem você?
Excelente observação. Eu precisaria da ajuda de Meg.
Mas então reparei no modo como eles me olhavam, como se duvidassem das minhas habilidades, da minha coragem, da minha capacidade de terminar a missão sem uma garota de doze anos segurando minha mão e dizendo que ia ficar tudo bem.
Eles estavam certos, não posso negar, mas isso não tornava a situação menos constrangedora.
Eu pigarreei.
— Bom, tenho certeza de que, se eu tivesse que
Meg e Grover já tinham perdido o interesse em mim, como se meus sentimentos não fossem a preocupação primordial deles. (Eu sei. Fiquei indignado também.) Juntos, os dois ajudaram Agave a se levantar.
— Estou bem — insistiu Agave, cambaleante. — Consigo andar. Cuidem da Jade.
Com todo o cuidado, Grover a pegou no colo.
— Vai com calma — avisou Meg. — Não a balance muito, senão ela vai perder todas as pétalas.
— Não balançar Jade — disse Grover. — Entendi. Boa sorte!
Grover correu em direção à escuridão com as duas dríades assim que Piper voltou.
— Aonde eles estão indo? — perguntou ela.
Meg explicou. Piper franziu ainda mais a testa.
— Espero que eles consigam sair. Se aquele guarda acordar… — Ela não completou a frase. — Bom, é melhor irmos. Fiquem alertas. Atenção total.
A não ser que injetassem cafeína na minha veia e eletrificassem minha cueca, eu não sabia como poderia ficar mais alerta. Meg e eu seguimos Piper pelo corredor mal iluminado. Mais trinta metros, e o corredor se abriu em um espaço amplo que parecia…
— Esperem — falei. — Isto aqui é um estacionamento subterrâneo?
Seria, se não fosse a completa ausência de carros. Havia fileiras e fileiras de vagas vazias, e, pintadas no chão de cimento, setas amarelas. Colunas sustentavam o teto seis metros acima; em algumas havia placas que instruíam: BUZINE. SAÍDA. CEDA PASSAGEM À ESQUERDA.
Em uma cidade em que tanto se andava de carro como Los Angeles, era estranho que um estacionamento daquele tamanho estivesse abandonado. Por outro lado, as vagas apertadas e mal localizadas e as possíveis multas pareciam ótimas quando a opção era um labirinto macabro frequentado por pichadores, grupos de buscas de dríades e servidores públicos.
— Foi aqui — disse Piper. — Onde Jason e eu nos separamos.
O cheiro de enxofre estava mais forte ali, misturado a uma fragrância doce… algo como cravo e mel. Por alguma razão, aquele aroma me deixou tenso; lembrou alguma coisa que não consegui identificar, algo perigoso. Resisti à vontade de fugir.
Meg franziu o nariz.
— Que fedor.
— É — concordou Piper. — Também senti da última vez. Achei que fosse… — Ela balançou a cabeça. — Mais ou menos aqui, um muro de chamas surgiu do nada. Jason correu para a direita. Eu corri para a esquerda. Sério, era um calor muito maligno. Foi o fogo mais intenso que já senti, e eu lutei com Encélado.
Estremeci com a lembrança do bafo escaldante do gigante. Nós mandávamos caixas e mais caixas de antiácidos para ele na Saturnália, só para irritá-lo.
— E o que aconteceu depois que você e Jason se separaram? — perguntei.
Piper foi até o pilar mais próximo. Passou a mão nas letras de uma placa.
— Eu tentei encontrá-lo, é claro. Mas ele desapareceu. Fiquei procurando um bom tempo. Estava muito nervosa. Não ia perder outro…
Ela hesitou, mas deduzi o que ia dizer. Piper já tinha chorado a perda de Leo Valdez, que até pouco tempo acreditava estar morto. Ela não queria perder outro amigo.
— Mas então — disse ela —, comecei a sentir o tal cheiro. Tipo de cravo, ou algo assim.
— É um cheiro bem característico — concordei.
— Bem nojento, isso sim — corrigiu Meg.
— Começou a ficar muito forte — disse Piper. — Para ser sincera, fiquei com medo. Eu estava sozinha no escuro e entrei em pânico. Então fui embora. — Ela fez uma careta. — Não foi muito heroico, eu sei.
Eu não estava em condições de julgar ninguém, visto que meus joelhos tremiam tanto que estavam escrevendo FUJAM em código Morse.
— Jason apareceu depois — continuou Piper. — Saiu como se fosse a coisa mais normal do mundo. Ele não quis me contar o que tinha acontecido. Só disse que voltar ao Labirinto não levaria a nada. As respostas estavam em outro lugar. Falou que queria pesquisar algumas ideias e que depois conversaria comigo. — Ela deu de ombros. — Isso foi duas semanas atrás. Ainda estou esperando.
— Ele encontrou o oráculo — supus.
— Também acho. Talvez, seguindo para lá — Piper apontou para a direita —, a gente encontre também.
Ninguém se mexeu. Ninguém gritou Eba! nem pulou de alegria diante da sugestão de adentrar a escuridão que fedia a enxofre.
Minha cabeça era um turbilhão de pensamentos tão grande que eu me perguntei se de fato alguém tinha injetado uma tonelada de cafeína nas minhas veias.
Calor maligno, como se tivesse personalidade própria. O apelido do imperador: Neos Helios, o Novo Sol, o empenho de Calígula em se apresentar como um deus vivo. Uma fala de Névio Macro: Só espero que tenha sobrado alguma parte de você aí para o ritual macabro do imperador.
E aquela fragrância, cravo e mel… como um perfume antigo, misturado a enxofre.
— Agave disse “ela saiu do nada” — mencionei.
A mão de Piper apertou com força o cabo da adaga.
— Eu estava torcendo para ter ouvido errado, ou que esse “ela” estivesse se referindo a Jade.
— Ei — disse Meg. — Escutem.
Era difícil, com a minha cabeça girando e com a cueca estalando por causa da eletricidade, mas finalmente ouvi: estrondos de madeira e metal ecoavam na escuridão, e o sibilar e arranhar de criaturas grandes se movendo com rapidez.
— Piper — falei —, por que aquele perfume deixou você tão alarmada? Do que você lembrou?
Os olhos dela agora estavam de um azul tão elétrico quanto a pena da harpia.
— De uma… uma velha inimiga, uma pessoa que minha mãe me avisou que eu veria de novo um dia. Mas ela não poderia…
— Uma feiticeira — supus.
— Pessoal — interrompeu Meg.
— Isso.
A voz de Piper ficou fria e grave, como se só então ela estivesse se dando conta do tamanho do problema em que tínhamos nos metido.
— Uma feiticeira da Cólquida — completei. — Neta de Hélio, que conduzia uma carruagem.
— Puxada por dragões — disse Piper.
— Pessoal — disse Meg com mais urgência —, nós temos que nos esconder.
Era tarde demais, é claro.
A carruagem dobrou a esquina, puxada por dragões dourados gêmeos que soltavam fumaça amarela pelas narinas, verdadeiras locomotivas movidas a enxofre. A condutora não tinha mudado nada desde que eu a vira pela última vez, alguns milhares de anos antes. O cabelo escuro era o mesmo, e ela continuava majestosa como sempre, o vestido preto de seda esvoaçando ao redor do corpo.
Piper pegou a faca, preparada para lutar. Meg foi atrás dela, conjurando suas espadas e parando ao lado da filha de Afrodite. Eu, burro que era, parei ao lado delas.
— Medeia.
Piper cuspiu a palavra com tanto veneno e força quanto usaria para soprar um dardo da zarabatana.
A feiticeira puxou as rédeas, fazendo a carruagem parar. Em circunstâncias diferentes, eu talvez tivesse gostado de ver a expressão de surpresa no rosto dela, mas esse prazer não durou muito.
Medeia riu com vontade.
— Piper McLean, minha querida. — Ela voltou o olhar feroz e predatório para mim. — Este é Apolo, devo concluir? Ah, você me poupou tanto tempo e trabalho. E depois que terminarmos, Piper, você vai ser um ótimo lanchinho para os meus dragões!

12 comentários:

  1. Laíres de Deus câmara campos4 de junho de 2018 18:28

    eita... a coisa tá feia!

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  2. Damon Herondale, filho de Zeus6 de junho de 2018 04:09

    Medeia voltou
    Só falta a Circe voltar tbm, isso seria legal, pq aí a Calipso podia aparecer, com seus poderes renovados, e iniciar uma luta das duas feiticeiras mais poderosas do mito grego(Circe é uma deusa e Calipso é uma titã, por isso as acho bem mais fortes que Medeia)

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    1. Gente eu acho que medeia enfeitiçou o jason para ele terminar com a piper

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    2. Espero que não, acho que isso foi a coisa mais correta que eles fizeram

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  3. Incrível, Percy luta duas vezes contra o Minotauro, Piper contra Medeia... esses dois nasceram com uma sorte péssima, horrível e tenebrosa.... será que é porque o nome deles começa com P?

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    1. kkkkkkkkkkkk essa teoria é bizarra kkkkkkk

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  4. NOUSSA VDD CARA
    MANNNNNOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

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  5. medeia apereceu em qual livro?

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  6. — Inacreditável — murmurei. — Depois de quatro mil anos, ainda estou descobrindo coisas novas.
    — Tipo o tamanho da sua burrice — sugeriu Meg.
    — Não.
    — Então você já sabia disso? — perguntou ela.
    — Pessoal — interrompeu Grover. — O que a gente faz com o orelhudo aqui?
    — Matamos — disse Meg.
    Franzi a testa.
    — O que aconteceu com “ele é engraçado”? O que aconteceu com “Tudo que é vivo merece a chance de crescer”?
    — Ele trabalha para os imperadores — disse ela. — É um monstro. Ele só vai voltar para o Tártaro, não vai?

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Boa leitura, E SEM SPOILER!