20 de junho de 2018

Capítulo 14

Helen, a irmã mais velha de Gansey, ligou bem quando ele entrou na estrada de terra que levava à casa dos Parrish. Atender chamadas no Pig era sempre complicado. O Camaro tinha câmbio manual, para começar, e era tão barulhento quanto uma picape, para terminar. E, entre as duas coisas, havia uma série de problemas de direção, interferências elétricas e comandos encardidos. O resultado foi que ele mal conseguiu ouvir Helen e quase caiu em uma vala.
— Quando é o aniversário da mamãe? — ela perguntou. Gansey se sentiu ao mesmo tempo contente em ouvir a voz dela e irritado por ser incomodado por algo tão trivial. Na maior parte do tempo, ele e a irmã se davam bem; os irmãos Gansey eram uma espécie rara e complicada, e não fingiam ser algo que não eram quando estavam juntos.
— Você é a cerimonialista — disse Gansey enquanto um cão irrompia do nada. Ele latia furiosamente, tentando morder os pneus do Camaro. — Datas não deviam estar no seu campo de conhecimento?
— Isso quer dizer que você não lembra — respondeu Helen. — E eu não sou mais cerimonialista. Bem, meio período. Bem, período integral, mas não todos os dias.
Helen não precisava ser nada. Ela não tinha uma profissão, tinha passatempos que envolviam a vida de outras pessoas.
— Eu lembro — ele disse, tenso. — É 10 de maio.
Um cão mestiço de labrador amarrado na frente da primeira casa uivou tristemente quando ele passou. O outro continuou a se ocupar dos pneus, rosnando no mesmo tom do motor. Três garotos de camiseta sem manga estavam em um dos pátios atirando em garrafas de leite com armas de chumbinho; eles gritaram: “Ei, Hollywood!” e amavelmente miraram as armas nos pneus do Pig. Eles fingiam segurar um telefone no ouvido. Gansey sentiu uma pontada peculiar ao ver os três, a amizade entre eles, o pertencimento a algo, mas não tinha certeza se era pena ou inveja. Por toda parte havia poeira.
Helen perguntou:
— Onde você está? Parece que está no set de um filme do Guy Ritchie.
— Estou indo ver um amigo.
— O malvado ou o caipira pobre?
— Helen.
Ela respondeu:
— Desculpe. Quero dizer o Capitão Frieza ou o Garoto do Trailer?
— Helen.
Adam não vivia em um estacionamento de trailers, tecnicamente, tendo em vista que todas as casas eram pré-fabricadas e de largura dupla. Adam lhe havia contado que o último dos trailers tinha sido removido alguns anos atrás, mas o dissera ironicamente, dando a entender que dobrar a largura dos trailers não mudava muita coisa.
— O papai os chama de coisas piores — disse Helen. — A mamãe disse que um dos seus livros esquisitos da Nova Era foi entregue lá em casa ontem. Você vai dar uma passada lá?
— Talvez — disse Gansey. De alguma maneira, ver os pais sempre o lembrava de quão pouco ele havia conquistado, quão parecidos ele e Helen eram, quantas gravatas vermelhas ele tinha, como ele estava lentamente amadurecendo para ser tudo que Ronan tinha medo de se tornar. Ele parou na frente da casa pré-fabricada azul-clara, onde a família Parrish morava. — Talvez para o aniversário da mamãe. Preciso desligar. A coisa pode ficar preta.
O viva-voz do celular fez a risada de Helen soar sibilante, sem tom.
— Olha só você, bancando o mauzão. Aposto que está ouvindo um CD chamado Os sons do crime enquanto caça garotas em volta do campus no seu Camaro.
— Tchau, Helen — disse Gansey, desligando o celular e saindo do carro.
Abelhas carpinteiras gordas e brilhantes se precipitaram sobre sua cabeça, distraídas do trabalho de destruir as escadas. Após bater à porta, Gansey olhou para a extensão, plana e feia, de grama morta. A ideia de que se tinha de pagar pela beleza em Henrietta deveria ter-lhe ocorrido antes. Não importava quantas vezes Adam lhe dissesse que ele era sem noção em relação a dinheiro, ele não parecia ficar nem um pouco mais sábio quanto a isso.
Não tem primavera aqui, percebeu Gansey, e o pensamento foi inesperadamente sombrio.
A mãe de Adam respondeu à sua batida. Ela era uma sombra do filho — os mesmos traços alongados, os mesmos olhos arregalados. Comparada à mãe de Gansey, parecia velha e sofrida.
— O Adam está nos fundos — ela disse, antes que ele pudesse perguntar qualquer coisa. Ela o olhou de relance e desviou o olhar, sem encará-lo. Gansey nunca deixava de ficar impressionado com como os pais de Adam reagiam ao blusão da Aglionby. Eles sabiam tudo que precisavam saber sobre ele antes mesmo que Gansey abrisse a boca.
— Obrigado — disse Gansey, mas a palavra parecia serragem na boca, e, de qualquer maneira, ela já estava fechando a porta.
Na velha garagem atrás da casa, ele encontrou Adam deitado debaixo de um velho Bonneville erguido sobre rampas, inicialmente invisível em sombras azuladas e frias. Uma lata de óleo vazia se projetava debaixo do carro. Não havia ruído algum, e Gansey suspeitou que Adam estivesse ali para evitar ficar dentro de casa.
— E aí, campeão — disse Gansey.
Os joelhos de Adam dobraram como se ele fosse se impulsionar para sair de debaixo do carro, mas ele não saiu.
— E aí? — ele disse sem emoção.
Gansey sabia o que aquilo significava, aquele não sair imediatamente de debaixo do carro, e a ira e a culpa lhe apertaram o peito. A coisa mais frustrante em relação à situação de Adam era que Gansey não conseguia controlá-la. Nem uma única parcela dela. Ele largou um caderno sobre o balcão.
— Aqui está a matéria de hoje. Eu não podia dizer que você estava doente. Você perdeu muitas aulas no mês passado.
A voz de Adam não denotava emoção.
— E o que você disse?
Uma das ferramentas embaixo do carro fez um ruído de raspadura sem entusiasmo.
— Vamos lá, Parrish, sai daí — disse Gansey. — Desencana.
Gansey deu um salto quando o focinho frio de um cão se enfiou em sua palma pendente — era o vira-lata que havia atacado de maneira tão selvagem os pneus de seu carro. Ele acariciou relutantemente uma das orelhas roídas e então puxou a mão de volta quando o cão pulou no carro, latindo para os pés de Adam quando eles começaram a se mexer. Os joelhos rasgados da calça cargo camuflada de Adam apareceram primeiro, depois a camiseta gasta da Coca-Cola e, por fim, o rosto.
Um hematoma se estendia sobre a maçã do rosto, vermelho e inchado como uma galáxia. Outro mais escuro serpenteava sobre a ponte do nariz.
Gansey disse imediatamente:
— Você vai embora comigo.
— Isso só vai piorar as coisas quando eu voltar — Adam respondeu.
— Quero dizer para sempre. Você vai se mudar para Monmouth. Chega.
Adam se levantou. O cão saracoteava alegremente em torno de seus pés, como se ele tivesse ido para outro planeta em vez de simplesmente entrado embaixo do carro. Cansado, ele perguntou:
— E quando Glendower levar você para longe de Henrietta?
Gansey não podia dizer que isso não aconteceria.
— Você vem junto.
— Eu vou junto? Me diz como isso ia funcionar. Eu ia perder todo o trabalho que fiz em Aglionby. Eu teria que fazer a mesma coisa de novo em outra escola.
Adam dissera uma vez para Gansey: “Histórias de superação só são interessantes depois do final feliz, não antes”. Mas aquela era uma história difícil de terminar quando Adam havia faltado à escola mais uma vez. Não havia final feliz sem notas de aprovação.
Gansey disse:
— Você não precisaria ir para uma escola como a Aglionby. Não precisa ser uma escola tradicional. Existem maneiras diferentes de ter sucesso.
Imediatamente, Adam disse:
— Eu não te julgo pelo que você faz, Gansey.
E aquele era um lugar incômodo para estar, pois Gansey sabia que Adam precisara realizar um esforço considerável para aceitar suas razões para ir atrás de Glendower. Adam tinha motivos mais que suficientes para se sentir indiferente quanto à ansiedade obscura de Gansey, seu questionamento sobre por que o universo o havia escolhido para nascer filho de pais ricos, perguntando-se se havia um propósito maior para ele estar vivo. Gansey sabia que tinha de fazer a diferença, tinha de deixar uma marca maior no mundo por causa da vantagem que tivera na largada, ou ele seria o pior tipo de pessoa que havia.
Os pobres são tristes porque são pobres, Adam refletira certa vez, e, no fim das contas, os ricos são tristes porque são ricos.
E Ronan havia dito: Ei, eu sou rico e isso não me incomoda.
Com um tom incisivo, Gansey acrescentou:
— Está bem, então. Vamos encontrar outra escola boa. Vamos fazer tudo de novo e criar uma vida nova para você.
Adam passou por ele para pegar um trapo e limpar os dedos cheios de graxa.
— Eu teria que encontrar um emprego também. Isso não acontece da noite para o dia. Você sabe quanto tempo levei para encontrar esses?
Ele não se referia a trabalhar na garagem atrás da casa pré-fabricada do pai. Aquilo era só uma tarefa. Adam tinha três empregos, o mais importante deles na fábrica de trailers nos arredores de Henrietta.
— Eu posso cobrir suas contas até você encontrar algo.
Houve um longo silêncio enquanto Adam continuava a esfregar os dedos. Ele não olhou para Gansey. Aquela era uma conversa que eles já haviam tido antes, e dias inteiros de discussões eram repassados nos poucos momentos de sossego. As palavras haviam sido ditas tantas vezes que não precisavam mais ser ditas novamente.
O sucesso não significava nada para Adam se ele não o tivesse alcançado sozinho.
Gansey fez o possível para manter a voz calma, mas um traço de irritação se esgueirou nela.
— Então você não vai cair fora por causa do seu orgulho? Ele vai acabar te matando.
— Você vê programas policiais demais.
— Eu vejo o jornal da noite, Adam — disparou Gansey. — Por que você não deixa o Ronan te ensinar a lutar? Ele já ofereceu duas vezes. Ele está falando sério.
Com grande cuidado, Adam dobrou o trapo engraxado e o jogou de volta em uma caixa de ferramentas. Havia um amontoado de coisas na garagem. Estantes de ferramentas e calendários de mulheres de topless, assim como compressores de ar para trabalhos pesados e outros equipamentos que o sr. Parrish havia decidido que eram mais valiosos que o uniforme escolar de Parrish.
— Porque aí sim ele vai me matar.
— Não entendo.
Adam disse:
— Ele tem uma arma.
— Meu Deus.
Adam colocou a mão sobre a cabeça da vira-lata — o que a deixou maluca de alegria — e se inclinou para fora da garagem para espiar a estrada de terra. Ele não precisava dizer a Gansey o que estava procurando.
— Vamos, Adam — disse Gansey. Por favor. — A gente vai fazer dar certo.
Uma ruga se formou entre as sobrancelhas de Adam quando ele desviou o olhar. Não para as casas pré-fabricadas em primeiro plano, mas para além delas, para o campo plano e sem fim, com seus tufos de relva envelhecida. Tantas coisas sobreviviam ali sem estar realmente vivas. Ele disse:
— Eu nunca seria eu mesmo. Se eu deixar você pagar minhas contas, vou ser seu. Eu sou dele agora, e aí seria seu.
Isso foi mais duro de aceitar do que Gansey havia imaginado. Em certos dias, a única coisa em que ele podia se apoiar era saber que sua amizade com Adam era imune à influência do dinheiro. Qualquer coisa dita em contrário o magoava mais do que ele podia admitir.
Com precisão, ele perguntou:
— É isso que você pensa de mim?
— Você não sabe, Gansey — disse Adam. — Você não sabe nada sobre dinheiro, apesar de ter um monte. Você não sabe como isso faria as pessoas olharem para mim e para você. Seria tudo que elas precisariam saber sobre a gente. Elas pensariam que eu sou seu macaco.
Eu sou apenas o meu dinheiro. É tudo que as pessoas veem, até o Adam.
Gansey disparou de volta:
— Você acha que seus planos vão continuar dando certo se você faltar às aulas e ao trabalho porque deixa seu pai quebrar sua cara? Você está tão mal quanto ela. Você acha que merece isso.
Sem aviso, Adam arremessou no chão uma caixa pequena de pregos que estava na prateleira ao lado dele. O barulho que ela fez no concreto assustou os dois.
Adam voltou as costas para Gansey, com os braços cruzados.
— Não finja que você sabe — disse ele. — Não venha até aqui fingir que sabe alguma coisa.
Gansey disse a si mesmo para cair fora, para não dizer mais nada. Mas acrescentou:
— Então não finja que você tem alguma coisa de que se orgulhar.
Tão logo disse isso, ele soube que não era justo, ou, mesmo se tivesse sido, que não era certo. Mas não estava arrependido.
Gansey voltou para o Camaro e pegou o telefone para ligar para Ronan, mas o sinal do celular tinha desaparecido completamente, como acontecia com frequência em Henrietta. Normalmente, Gansey tomava isso como um indício de que algo sobrenatural estava afetando a energia em torno da cidade, derrubando o sinal do celular e às vezes até a eletricidade.
Mas, naquele momento, ele achou que significava tão somente que não conseguiria telefonar para ninguém.
Fechando os olhos, Gansey pensou no hematoma no rosto de Adam, com as bordas tênues e dispersas, e na marca intensa e vermelha sobre o nariz. Imaginou aparecer naquele lugar um dia e não encontrar Adam ali, mas no hospital, ou, pior, encontrá-lo ali, mas descobrir que algo importante havia sido arrancado dele a socos e pontapés.
Imaginar aquilo o deixava doente.
Então o carro deu uma sacudida, e os olhos de Gansey se abriram quando a porta do passageiro rangeu.
— Espere, Gansey — disse Adam, sem fôlego. Ele estava curvado para poder ver dentro do carro. O hematoma era horrível. Fazia sua pele parecer transparente. — Não vá embora assim...
Deslizando as mãos do volante em direção ao colo, Gansey o observou. Aquela era a parte em que Adam falaria para não levar para o lado pessoal o que ele havia dito. Mas Gansey sentia como algo pessoal.
— Eu só estou tentando ajudar.
— Eu sei — Adam disse. — Eu sei. Mas eu não posso fazer desse jeito. Não conseguiria viver comigo mesmo assim.
Gansey não compreendia, mas anuiu com a cabeça. Ele queria que aquilo acabasse; ele queria que fosse ontem, quando ele, Ronan e Adam estavam ouvindo o gravador e o rosto de Adam ainda não trazia aquelas marcas. Atrás do amigo, ele viu a figura da sra. Parrish observando da varanda.
Adam fechou os olhos por um minuto. Gansey podia ver suas íris se movendo por baixo da pele fina das pálpebras, um sonhador acordado.
E então, com um movimento ágil, ele deslizou para o banco do passageiro. A boca de Gansey se abriu para formar uma pergunta que ele não fez.
— Vamos embora — disse Adam, sem olhar para Gansey. Sua mãe o encarava da varanda, mas ele tampouco a olhou. — A médium era o plano, certo? Vamos seguir o plano.
— Sim, mas...
— Eu preciso estar de volta às dez.
Adam olhou para Gansey. Havia algo de ameaçador e frio em seus olhos, uma coisa indefinível que Gansey sempre temeu que, no fim, tomasse conta dele completamente. Ele sabia que era um compromisso, um presente arriscado que ele podia escolher rejeitar.
Após um momento de hesitação, Gansey cumprimentou Adam sobre o câmbio do carro com uma batida de punhos. Adam abriu a janela e se agarrou ao teto do carro, como se precisasse se segurar.
O Camaro avançou lentamente pela estradinha de uma pista quando o caminho foi bloqueado por uma picape Toyota azul vindo na direção contrária. A respiração de Adam parou. Através do para-brisa, Gansey deu de cara com os olhos do pai de Adam. Robert Parrish era uma coisa grande, desprovida de cor como o mês de agosto, crescida da poeira que cercava os trailers. Seus olhos eram escuros e pequenos, e Gansey não conseguia ver nada de Adam neles.
Robert Parrish cuspiu para fora da janela. Ele não encostou para deixá-los passar. O rosto de Adam estava voltado para o campo de milho, mas Gansey não desviou o olhar.
— Você não precisa vir — disse Gansey, porque tinha de dizê-lo.
A voz de Adam soou distante:
— Mas eu vou.
Virando subitamente a direção do carro, Gansey acelerou com toda a potência.
O Pig saiu da estrada em meio a uma nuvem de terra que explodira, vinda de debaixo dos pneus, e bateu na vala rasa. O coração golpeava o peito com a expectativa, o perigo e o desejo de gritar tudo que ele achava sobre o pai de Adam para o pai de Adam.
Quando eles aceleraram de volta para a pista do outro lado da Toyota, Gansey sentiu o olhar de Robert Parrish os seguindo.
O peso daquele olhar parecia com uma promessa mais substancial do futuro do que qualquer coisa que uma médium pudesse lhe dizer.

14 comentários:

  1. nossa fiquei com muita dó de Adam
    niguem merece um pai assim
    ASS:JanielliArmyBTS

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    1. Cara, eu até tenho dó dele, mas ele tb é muito chato, muito orgulhoso. E essa chatice dele fica ainda mais evidente nos próximos livros. O Gansey se preocupa com ele de vdd, ele quer ajudar o Adam pq ele se preocupa com ele e o Adam transforma toda preocupação genuína que qualquer pessoa tem com ele como "peninha" e leva tudo pro lado financeiro e eu nem vou falar mais, pq dá pra escrever um livro de "como ele é chato, orgulhoso e os impactos disso no decorrer do enredo"
      Cêis vão ver, até com a Blue ele age assim, e olha que os dois estão muito próximos no nível financeiro

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    2. Li esses dois primeiros livros assim que postados e estou dando uma lida de novo com menos pressa. Concordo com a Karina. Ele inclusive se torna meio ganancioso nessa história de "não posso aceitar seu dinheiro, quero fazer tudo com o meu, mas quero ser rico"

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  2. aff só eu comentei
    chega até a ser chato

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  3. Pelo Caldeirão! Odeio gente rica que acha que sabe oque é ser pobre e precisar se provar o tempo todo. Não é orgulho, é respeito por si mesmo. E sinceramente esse Playba já tá dando no saco achando que é sei lá, o Super Homem resolvendo o problema de todo mundo.

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  4. Sinceramente Mih já sabemos que você leu o livro mas que tal deixar quem não leu ainda se surpreender com os personagens. Pois, propositalmente ou não, isso é spoiler.

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  5. Só eu que to shippando esses meninos uns com os outros auishaiushauihsiahsiuas?

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    1. Morango do Nordeste22 de julho de 2018 15:32

      Naaao kkkkk eu tbm tô shippando muito esses doido kkkkkk

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  6. Esse pessoal vive chipando homem com homem , bora chipar homem com mule p variar .??!!!
    * Corrigindo erro do meu comentário anterior .


    Nd contra ,quem é gay .😉

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    1. A quantidade de personagens lgbt em livros é minúscula, e quando tem geralmente são estereotipados. Mesmo shippando loucamente. Não há representatividade pra nós em nenhum lugar e é lindo ver pessoas shippando casais que não são heteronormativos. E, na boa,quem diz que tem nada contra na verdade tem muita coisa contra.

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    2. Não. Eles são maravilhosos. Supere

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  7. Se eu disse q n tenho nada contra pode ter certeza q n tenho , e mesmo c tivesse oq vc tem com isso ? Esse é o meu ponto de vista . E na real kk esse casal é nada haver filho . Bjs , comente mais estarei esperando ;)

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    1. O dia que homofobia for crime... (O que eu acredito fielmente que um dia vai ser) Teremos sim, muita coisa para "ter" contra você. Você diz que não tem algo contra, mas no fundo... Tem certeza ? Porque essa resistência toda, afinal ? Porque não podemos shippar em paz ? Só você pode, e apenas os seus shipps são válidos ? Para isso, só consigo pensar uma resposta, rs. Por ora, fique com a ignorância que já demonstrou tão claramente que possui. Ou, hã, vai destilar ódio contra um casal (que nem é casal, um shipp hipotético, imaginação de leitores)... De um livro de ficção ? Fique bem guria !

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  8. O Adam é o que eu menos gosto, ele só fica falando em como o Gansey tem dinheiro e blá blá blá é irritante e esse orgulho dele não vai levá-lo a lugar algum

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Boa leitura, E SEM SPOILER!