3 de junho de 2018

Capítulo 12

Ah, Chevette, meu Chevette!
Me diga por quê
Vou viajar em você

DEUSES DO OLIMPO, me tirem uma dúvida rapidinho: eu já não sofri o bastante?
Ir de carro de Palm Springs a Malibu na companhia de Meg e Grover já teria sido bem ruim. Ter que desviar de zonas de evacuação de incêndio e suportar o trânsito matinal de Los Angeles tornaram tudo pior. Mas nós tínhamos que fazer a viagem no Chevette amarelo-mostarda 1979 de Gleeson Hedge?
— Vocês estão de brincadeira, né? — perguntei, ao encontrar meus amigos esperando por mim no carro. — Nenhum dos cactos tem um carro melhor... quer dizer, diferente?
O treinador Hedge fez cara feia.
— Ei, amigão, você devia é me agradecer. Este carro é um clássico! Pertenceu ao meu avô bode. Eu cuido dele muito bem, então não ousem destruí-lo.
Pensei nas minhas experiências mais recentes com carros: a carruagem do Sol mergulhando no lago do Acampamento Meio-Sangue; o Prius de Percy Jackson preso entre dois pessegueiros em um pomar de Long Island; uma Mercedes roubada costurando o trânsito pelas ruas de Indianápolis, dirigida por um trio de espíritos de frutas.
— Nós vamos cuidar bem dele — prometi.
O treinador Hedge passou todas as orientações a Grover, para ter certeza de que ele conseguiria encontrar a casa dos McLean em Malibu.
— Os McLean ainda devem estar lá — refletiu Hedge. — Bom, espero que estejam.
— Como assim? — perguntou Grover, desconfiado. — Por que eles não estariam lá?
Hedge tossiu.
— De qualquer modo, boa sorte! Mandem lembranças a Piper, se a virem. Tadinha…
Ele se virou e disparou colina acima.
O interior do Chevette cheirava a poliéster suado e patchouli, o que me trouxe à memória algumas lembranças ruins envolvendo John Travolta e música disco. (Curiosidade: o sobrenome dele deriva da palavra travolgere, que, em italiano, quer dizer sobrecarregado, o que descreve perfeitamente o efeito que o perfume dele causava no ambiente.) Grover assumiu o volante, porque Gleeson só confiava nele para dirigir o Chevette. (Achei uma grosseria...) Meg foi na frente, com os tênis vermelhos apoiados no painel enquanto se divertia fazendo buganvílias crescerem em volta dos tornozelos. Ela parecia bem, levando em consideração a sessão flashback da noite anterior, recheada de traumas de infância. Que bom que pelo menos um de nós estava animado — eu mal conseguia pensar em tudo por que ela passara sem ter que respirar fundo e conter o choro.
Por sorte, eu tinha bastante espaço para chorar e não ser incomodado, já que estava sozinho no banco de trás.
Seguimos para oeste pela Interestadual 10. Quando passamos por Moreno Valley, levei um tempo para entender o que havia de errado: em vez de gradativamente ser tomada pelo verde, a paisagem permaneceu marrom, a temperatura continuou sufocante e o ar se manteve seco e azedo, como se o deserto do Mojave tivesse esquecido seus limites e se espalhado até Riverside. Ao norte, o céu estava enevoado, como se toda a floresta San Bernardino estivesse pegando fogo.
Estávamos presos no trânsito em Pomona quando nosso Chevette começou a tremer e a chiar como um javali com insolação.
Grover olhou pelo retrovisor para a BMW que vinha logo atrás.
— Chevettes não explodem quando alguém bate na traseira deles, né? — perguntou ele.
— Só às vezes — respondi.
Na minha época na carruagem do Sol, guiar um veículo que poderia explodir a qualquer momento nunca me incomodou, mas, depois que Grover tocou no assunto, eu ficava olhando para trás a cada segundo, torcendo para que a BMW se afastasse.
Eu precisava desesperadamente tomar um café da manhã decente, além das enchiladas frias da noite anterior. Eu teria destruído uma cidade grega por uma xícara de café quentinho e talvez uma bela e longa viagem na direção oposta à que estávamos seguindo.
Minha mente começou a divagar. Eu não sabia se aqueles devaneios eram fruto das minhas visões no dia anterior ou se minha consciência tentava escapar do banco de trás do Chevette, mas me vi imerso nas lembranças da Sibila Eritreia.
Eu me lembrei do nome dela: Herófila, amiga de heróis.
Estava na terra natal da profetisa, a baía da Eritreia, na costa do que um dia seria a Turquia, uma sucessão de colinas douradas açoitadas pelo vento, repletas de coníferas, ondulando até as águas azuis e frias do Egeu. Em um pequeno vale perto da entrada de uma caverna, um pastor com vestes simples de lã estava ajoelhado ao lado da esposa, uma náiade de um riacho próximo, quando ela deu à luz a filha. Vou poupar vocês dos detalhes, exceto pelo seguinte: enquanto a mãe gritava e dava o empurrão final, a criança veio ao mundo não chorando, mas cantando, a linda voz preenchendo o ar com o som de profecias.
Como vocês podem imaginar, isso chamou minha atenção. Daquele momento em diante, a garota passou a ser consagrada a Apolo. Eu a abençoei como um dos meus Oráculos.
Eu me lembrava da jovem Herófila andando pelo Mediterrâneo e compartilhando sua sabedoria. Ela cantava para quem quisesse ouvir: reis, heróis, sacerdotes dos meus templos. Todos se desdobravam para transcrever as melodias proféticas. Imaginem ter que decorar todo o repertório de Hamilton de uma vez só, sem direito à consulta, e aí vocês vão entender o problema.
Herófila simplesmente tinha bons conselhos demais para compartilhar. A voz dela era tão encantadora que os ouvintes nunca conseguiam captar todos os detalhes. A profetisa não era capaz de controlar o que cantava nem quando cantava. E ela nunca repetia uma profecia. Você tinha que estar presente e pronto.
Ela previu a queda de Troia. Profetizou a ascensão de Alexandre, o Grande. Ajudou Eneias a escolher o local em que estabeleceria a colônia que um dia se tornaria Roma. Mas os romanos deram ouvidos a todos os conselhos dela, como Cuidado com os imperadoresNão surtem muito com essa coisa de gladiador Togas são um desastre fashion? Não. Não mesmo.
Durante novecentos anos, Herófila andou, andou e andou. Fez o melhor que pôde para ajudar, mas, apesar das minhas bênçãos e das ocasionais entregas de buquês de flores para mantê-la motivada, a profetisa estava exausta. Todo mundo que ela conheceu na juventude tinha morrido. Ela viu civilizações ascenderem e caírem. Ouviu inúmeros sacerdotes e heróis dizerem: Espera, é o quê? Pode repetir? Deixa eu pegar um lápis.
Ela voltou para a casa da mãe, na Eritreia. O riacho tinha secado séculos antes, e com ele o espírito da mãe, mas Herófila se instalou em uma caverna próxima. Ela ajudava suplicantes sempre que apareciam em busca de suas palavras de sabedoria, mas sua voz nunca mais foi a mesma. A bela cantoria sumiu. Não sei se ela perdeu a confiança ou se o dom da profecia tinha se transformado em uma espécie de maldição. Herófila estava cada vez mais hesitante, transmitindo profecias incompletas, omitindo palavras importantes, e ficava a cargo do ouvinte imaginar quais. Às vezes, a voz dela falhava por completo. Frustrada, ela rabiscava frases em folhas secas, e os suplicantes que se virassem para colocá-las na ordem correta e deduzir o que significavam.
A última vez que vi a profetisa… Sim, o ano era 1509. Eu a convenci a sair da caverna e fazer uma última visita a Roma, onde Michelangelo pintava um retrato dela no teto da Capela Sistina. Ao que parecia, ela merecia um lugarzinho ali por causa de alguma profecia obscura de muito tempo antes, quando previu o nascimento de Jesus e tal.
— Não sei, Michel... — disse Herófila, sentada ao lado dele no andaime, observando-o trabalhar. — Está lindo, mas meus braços não são tão… — A voz dela ficou tensa. — Dez letras. Começa com M.
Michelangelo bateu com o pincel nos lábios.
— Musculosos?
Herófila assentiu vigorosamente.
— Eu posso consertar — prometeu Michelangelo.
Depois, Herófila voltou para a caverna de vez. Admito que quase a perdi de vista. Supus que tivesse desaparecido, como tantos outros Oráculos antigos. Mas lá estava ela, no sul da Califórnia, à mercê de Calígula.
Eu realmente não deveria ter parado de lhe enviar flores.
Então, só me restava tentar compensar minha negligência. Herófila ainda era meu oráculo, tanto quanto Rachel Dare no Acampamento Meio-Sangue, ou o fantasma do pobre Trofônio em Indianápolis. Fosse ou não uma cilada, eu não podia deixá-la em uma câmara de lava, presa com algemas em brasas. Comecei a me perguntar se talvez, só talvez, Zeus não tivesse agido certo ao me mandar para a Terra, para reparar os erros que eu tinha permitido que acontecessem.
Afastei esse pensamento na mesma hora. Não. Aquela punição tinha sido totalmente injusta. Ainda assim, aff. Existe algo pior do que perceber que você talvez concorde com seu pai?
Grover seguiu pela zona norte de Los Angeles, e pegamos um engarrafamento quase tão lento quando o processo de brainstorming de Atena.
Vejam bem, não quero menosprezar o sul da Califórnia. Quando o local não estava pegando fogo, ou envolto em neblina marrom, ou sendo chacoalhado por terremotos, ou rodeado de mares por tudo que é lado, ou completamente parado por causa do trânsito, havia coisas que eu apreciava nele: a cena musical, as palmeiras, as praias, os dias bonitos, as pessoas bonitas. Mas eu também entendia por que Hades tinha estabelecido a entrada principal do Mundo Inferior ali. Los Angeles era um ímã de aspirações humanas: o destino perfeito para todos aqueles que sonhavam com a fama e o sucesso e que logo depois fracassavam, morriam e desciam pelo ralo, fadados ao esquecimento.
Estão vendo só? Eu posso ser um observador bem perspicaz!
De vez em quando eu olhava para o céu, torcendo para ver Leo Valdez voando em seu dragão de bronze, Festus, e agitando uma faixa imensa em que se lia TUDO JOIA! A lua nova seria dali a apenas dois dias, era verdade, mas talvez Leo tivesse concluído sua missão de resgate antes da hora! Então ele pousaria na estrada, nos diria que o Acampamento Júpiter estava a salvo e em seguida pediria a Festus que queimasse alguns carros para liberar caminho para a gente.
Mas nenhum dragão de bronze apareceu, embora fosse difícil ter certeza, já que o céu estava todo bronze.
— E então, Grover — falei, depois de algumas décadas na rodovia que cruzava a costa do Pacífico — você conhece Piper ou Jason?
Grover balançou a cabeça.
— É meio estranho, eu sei. Todos nós moramos no sul da Califórnia e tal, mas eu estou ocupado com os incêndios, Jason e Piper têm suas missões e o colégio, essas coisas. Acabou que nunca surgiu a oportunidade. O treinador sempre fala que eles são… legais.
Tive a sensação de que ele ia usar um adjetivo diferente de legais.
— Está acontecendo alguma coisa que deveríamos saber? — perguntei.
Grover tamborilou no volante.
— Bom… a vida deles não está fácil. Primeiro, foram procurar Leo Valdez. Depois, se lançaram em outras missões. Aí as coisas começaram a ficar complicadas para o lado do sr. McLean.
Meg ergueu o rosto de uma buganvília que estava trançando.
— O pai da Piper?
Grover assentiu.
— Ele é um ator famoso. Conhece? Tristan McLean.
Um arrepio de prazer percorreu meu corpo. Simplesmente amei Tristan McLean em Rei de Esparta. E em Jake Steel 2: O retorno de Steel. Para um mortal, aquele homem tinha um abdome divino.
— O que aconteceu de ruim com ele? — perguntei.
— Você não lê sites de fofocas — concluiu Grover.
Uma triste realidade. Com essa história de ser mortal e cruzar o país libertando oráculos antigos e lutando contra megalomaníacos romanos, eu não tinha tempo nenhum para acompanhar as fofocas de Hollywood.
— O namoro terminou mal? — especulei. — Teste de DNA? Ele disse alguma coisa horrível no Twitter? Assediou alguém?
— Não exatamente — respondeu Grover. — Vamos só… ver como as coisas estão quando chegarmos lá. Talvez não seja tão ruim assim.
Ele falou isso da mesma forma que as pessoas falam quando esperam que as coisas estejam exatamente tão ruins assim.
Chegamos a Malibu na hora do almoço. Meu estômago estava se revirando de fome e de enjoo. Logo eu, que passava o dia todo andando no Maserati do Sol, enjoado por viajar de carro. A meu ver, era tudo culpa de Grover. Ele meteu o casco no acelerador e não tirou mais.
O lado bom foi que nosso Chevette não explodiu, e encontramos a casa dos McLean sem problemas.
Afastada da estrada sinuosa, a mansão número 12 da Oro del Mar se empoleirava em penhascos rochosos com vista para o Oceano Pacífico. Da rua, só dava para ver os muros brancos, o portão de ferro fundido e as telhas vermelhas.
O local transmitiria segurança e tranquilidade se não fossem os caminhões de mudança estacionados do lado de fora. Os portões estavam escancarados. Tropas de homens fortes carregavam sofás, mesas e obras de arte. Andando de um lado para o outro na entrada da casa, desgrenhado e atordoado, como se tivesse acabado de sofrer um acidente de carro, estava Tristan McLean.
Seu cabelo estava mais comprido do que eu lembrava dos filmes. Cachos pretos sedosos caíam pelos ombros. Ele tinha ganhado peso, então não parecia mais a máquina de matar de Rei de Esparta. A calça branca estava suja de fuligem. A camiseta preta estava rasgada na gola. Os mocassins pareciam batatas esturricadas. Era muito estranho ver uma celebridade do calibre dele sem guarda-costas, assistentes pessoais e fãs apaixonados, nem mesmo uns paparazzi para tirar fotos constrangedoras.
— O que está acontecendo com ele? — perguntei.
Meg olhou pelo para-brisa.
— Ele parece bem.
— Não — insisti. — Ele parece… comum.
Grover desligou o carro.
— Vamos lá dar um oi.
O sr. McLean estava agitado, mas parou quando nos viu, os olhos castanho-escuros perdidos.
— Vocês são amigos da Piper?
Fui incapaz de dizer qualquer coisa. Fiz um som gorgolejante que não emitia desde que conheci Grace Kelly.
— Sim, senhor — respondeu Grover. — Ela está em casa?
— Casa… — Tristan McLean saboreou a palavra, que pareceu ter deixado um gosto amargo na boca. — Podem entrar. — Ele acenou vagamente para o caminho. — Acho que ela… — Ele parou de falar enquanto observava dois funcionários da equipe de mudança carregando uma grande estátua de mármore no formato de um bagre. — Vão em frente. Não importa.
Eu não sabia se ele estava falando conosco ou com os outros homens, mas o tom derrotado em sua voz me deixou mais preocupado que sua aparência.
Seguimos pelo pátio com jardins verdejantes, topiarias e fontes borbulhantes, passamos por portas de carvalho polido e adentramos a casa.
O piso de porcelanato vermelho reluzia. Paredes creme exibiam quadrados mais claros onde até pouco tempo havia obras de arte. À nossa direita havia uma cozinha gourmet que até Edésia, deusa romana dos banquetes, teria adorado. À frente nos deparamos com um salão com pé-direito de nove metros com vigas de cedro, uma lareira gigantesca e uma parede com portas de vidro de correr levando a um terraço com vista para o mar. Infelizmente, o aposento estava vazio: sem mobília, sem tapetes, sem obras de arte… só alguns cabos saindo da parede e uma vassoura e uma pá encostados em um canto.
Dava pena ver uma sala tão impressionante naquele estado. Parecia um templo sem estátuas, música e oferendas de ouro. (Ah, por que eu me torturo com essas analogias?) Sentada perto da lareira, revirando uma pilha de papéis, estava uma jovem com pele acobreada e cabelo escuro picotado. A camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue me levou a concluir que aquela era Piper, filha de Afrodite e Tristan McLean.
Nossos passos ecoaram no espaço amplo, mas Piper não moveu um fio de cabelo quando nos aproximamos. Talvez ela estivesse absorta demais nos papéis ou tivesse suposto que éramos da equipe de mudança.
— Vocês querem que eu me levante de novo? — murmurou ela. — Tenho certeza de que a lareira vai ficar.
Limpei a garganta.
— Ram-ram.
Piper ergueu o rosto. As íris multicoloridas captaram a luz como prismas enfumaçados. Ela me observou como se não tivesse certeza do que estava vendo (ah, rapaz, eu conhecia bem a sensação), depois lançou o mesmo olhar confuso para Meg.
Então ela viu Grover, e seu queixo caiu.
— Eu… eu conheço você — disse ela. — Das fotos da Annabeth. Você é o Grover!
Ela se levantou num pulo, os papéis caindo no chão, esquecidos.
— O que aconteceu? Annabeth e Percy estão bem?
Grover recuou, o que foi compreensível, dada a expressão intensa de Piper.
— Eles estão ótimos! — disse ele. — Quer dizer, acho que estão. Não os vejo há um tempo, m-mas tenho uma ligação empática com Percy, então, se ele não estivesse bem, eu acho que saberia…
— Apolo.
Meg se ajoelhou e pegou um dos papéis no chão, a testa ainda mais franzida do que a de Piper.
Meu estômago se embrulhou no mesmo instante. Como eu não tinha reparado a cor dos documentos antes? Todos os papéis, envelopes, relatórios, cartas, tudo era amarelo dente-de-leão.
— N. H. Financeira — leu Meg no cabeçalho. — Divisão do Triunvirato…
— Ei! — Piper tirou o papel da mão dela. — Isso é particular! — Então me encarou, confusa. — Espere. Ela chamou você de Apolo?
— Pois é. — Eu fiz uma reverência constrangida. — Apolo, deus da poesia, da música, da arquearia e de muitas outras coisas importantes, ao seu serviço, embora na carteira de motorista o nome seja Lester Papadopoulos.
— O quê? — perguntou ela, atordoada.
— Aproveitando: esta é Meg McCaffrey — falei. — Filha de Deméter. Ela não queria se intrometer. É só que já vimos papéis assim antes.
Piper nos encarou, sem saber o que estava acontecendo. Grover deu de ombros, como quem dizia: Bem-vinda ao meu pesadelo.
— Você vai ter que me explicar algumas coisas — pediu Piper.
Usei meu melhor tom de narrador de trailer para resumir tudo que tinha acontecido até ali: minha queda na Terra, minha servidão a Meg, minhas duas missões anteriores para libertar os Oráculos de Dodona e Trofônio, minhas viagens com Calipso e Leo Valdez…
— LEO? — Piper segurou meus braços com tanta força que tive medo de ficar com hematomas. — Ele está vivo?
— Ai, está doendo — choraminguei.
— Desculpa. — Ela me soltou. — Preciso saber tudo sobre Leo. Agora.
Obedeci na mesma hora, temendo que ela arrancasse a informação direto do meu cérebro se eu não falasse.
— Aquele isqueirinho — resmungou ela. — Nós o procuramos por meses, e ele aparece no acampamento?
— Nem me diga — concordei. — Tem uma fila de gente querendo bater nele. Podemos encaixar você em alguns meses. Mas agora precisamos da sua ajuda. Nós temos que libertar uma Sibila do imperador Calígula.
A expressão de Piper me lembrou um malabarista tentando acompanhar quinze objetos diferentes no ar ao mesmo tempo.
— Eu sabia — murmurou ela. — Sabia que Jason estava escondendo…
Seis pessoas da mudança entraram de repente pela porta da frente, falando em russo.
Piper fez cara feia.
— Vamos conversar no terraço — disse ela. — Vamos trocar más notícias.

6 comentários:

  1. Laíres de Deus câmara campos4 de junho de 2018 16:46

    só tenho uma coisa à dizer... já sei que vai dar... vai dar...(cinco letras. começa com M.) KKKKKKKKKKKKKKKKKKK peguei o costume. kkkkkkkkkkk❤

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  2. Damon Herondale, filho de Zeus6 de junho de 2018 02:44

    É triste quando as coisas que os McLean estão passando acontecem na vida real
    A não ser q a pessoa seja ruim, daí eu chamo de karma

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  3. Ela preocupada com o Percy e a Annabeth... :')

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  4. Agatha filha de zeus13 de junho de 2018 00:33

    Vai dar muita ... 5 letras começa com M

    Ta p**** que coisa ruim

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  5. Já tava com sdds da Piper e o do Jason ❤

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  6. Gente, legal o que tá acontecendo e tals, mas... COMO ASSIM O TIO RICK CIFOU HAMILTON?!?!?! EU SIMPLESMENTE AMO ESSE MUSICAL!!!! PRIMEIRO, OS BRASILEIROS, AGORA MEU MUSICAL FAVORITO?!?!?!?! 😍😍😍😍😍😍😍😍 Love uncle Rick

    ~Filha de Poseidon

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