3 de junho de 2018

Capítulo 11

Favor não tocar no deus
Sem lavar as mãos
Ou trazendo más visões

ISSO NÃO SE faz.
Não se anuncia que seu pai construiu uma casa misteriosa em um lugar sagrado para as dríades, depois se levanta e sai sem explicação.
Então é claro que foi exatamente isso que Meg fez.
— A gente conversa de manhã — disse ela a ninguém em especial.
Ela subiu a rampa ainda descalça, apesar de estar pisando em vinte tipos de cactos, e sumiu na escuridão.
Grover olhou para os colegas.
— Hum, então tá, boa reunião, pessoal.
Ele caiu de lado um milissegundo depois, e antes de bater no chão já estava dormindo.
Aloe Vera me olhou com preocupação.
— Será que é melhor eu ir atrás da Meg? Ela pode precisar de mais gosma de aloe.
— Vou dar uma olhada nela — prometi.
Os espíritos da natureza começaram a recolher os restos do jantar (dríades são muito conscientes em relação a essas coisas), enquanto eu saía em busca de Meg McCaffrey.
Eu a encontrei um metro e meio acima do chão, empoleirada na beirada do cilindro de concreto mais distante, olhando para o buraco lá embaixo. A julgar pela fragrância de morangos frescos que vinha das rachaduras na pedra, concluí que era o mesmo poço que tínhamos usado para sair do Labirinto.
— Você está me deixando nervoso — falei. — Pode descer daí?
— Não — disse ela.
— Claro que não — murmurei.
Subi até lá, apesar de não levar muito jeito para escalar paredes. (Ah, quem estou tentando enganar? No meu estado atual, eu não levo jeito para nada.) Eu me juntei a Meg na beirada, os pés pendurados acima do abismo do qual tínhamos escapado… Tinha mesmo sido naquela manhã? Não vi a rede de morangos mais abaixo, nas sombras, mas, ali naquele deserto, o cheiro deles era incrivelmente poderoso e exótico.
Era estranho como uma coisa comum podia se tornar incomum em um novo ambiente. Ou, no meu caso, como um deus extraordinariamente incrível podia se tornar tão ordinário.
A noite roubou as cores das roupas de Meg, e naquele momento ela mais parecia um semáforo em tons de cinza. O nariz escorrendo brilhava; por trás das lentes sujas dos óculos, os olhos estavam marejados. Ela girou um anel de ouro e depois o outro, como se ajustasse botões de um rádio antigo.
Nosso dia havia sido longo. O silêncio entre nós era confortável, e eu não sabia se tinha condições de suportar mais alguma informação devastadora sobre nossa profecia de Indiana. Por outro lado, eu precisava de explicações. Antes de ir me deitar naquele lugar de novo, eu precisava saber se acordaria vivo e se havia chances de receber a visita de um cavalo falante.
Eu estava à beira de um ataque de nervos. Considerei socar minha jovem mestra e gritar ME CONTA TUDO AGORA! , mas decidi que não seria muito legal da minha parte.
— Você quer conversar sobre isso? — perguntei.
— Não.
Aquela resposta não me surpreendeu; afinal, mesmo nas melhores circunstâncias, Meg e as palavras não se bicavam.
— Se Aeithales é o lugar mencionado na profecia — falei —, suas raízes antigas, então talvez seja importante saber mais sobre ele para… não morrermos?
Meg me olhou. Não ordenou que eu pulasse no poço de morangos nem que calasse a boca. Só disse:
— Aqui.
E segurou meu pulso.
Eu estava acostumado a ter visões acordado e a ser sugado pelo furacão da memória sempre que experiências divinas sobrecarregavam meus neurônios mortais. Mas aquilo foi diferente. Em vez de encarar meu próprio passado, me vi mergulhado no de Meg McCaffrey, revivendo suas lembranças do ponto de vista dela.
Eu estava em uma das estufas, mas o lugar ainda não havia sido tomado pelas plantas que cresceram descontroladamente. Fileiras organizadas de cactos novinhos ocupavam as prateleiras de metal, cada vaso equipado com um termômetro digital e um medidor de umidade. Havia mangueiras de irrigação e lâmpadas especiais para aquele tipo de ambiente. O ar estava quente, mas era agradável, com cheiro de terra remexida.
O cascalho molhado estalou embaixo dos meus pés quando segui meu pai… quer dizer, o pai de Meg.
Ele sorria para mim. Como Apolo, eu já o encontrara em outras visões: um homem de meia-idade com cabelo escuro encaracolado e nariz largo cheio de sardas. Eu presenciara o momento em que ele dera a Meg uma rosa vermelha da mãe dela, Deméter. Também encarei o corpo dele caído nos degraus da Grand Central Station, o peito destruído por uma faca ou por garras, no dia em que Nero se tornara o padrasto de Meg.
Ali, naquela lembrança da estufa, o sr. McCaffrey não parecia muito mais jovem do que nas outras visões. As emoções de Meg me diziam que ela estava com uns cinco anos, a mesma idade de quando ela e o pai foram parar em Nova York. Mas o sr. McCaffrey parecia bem mais feliz naquela cena, bem mais à vontade. Quando Meg olhou para o pai, fui tomado pela felicidade dela. Meg estava com o homem que tanto amava. A vida era maravilhosa.
Os olhos verdes do sr. McCaffrey cintilaram. Ele pegou um cacto bebê em um vaso e se ajoelhou para mostrá-lo a Meg.
— Eu chamo este aqui de Hércules — disse ele —, porque ele consegue aguentar qualquer coisa!
Ele flexionou o braço e disse “GRRRR!”, o que fez Meg cair na risada.
— Er-klis! — disse ela. — Mais plantas!
O sr. McCaffrey colocou Hércules na prateleira e levantou um dedo, como um mágico: Veja isto! Ele pegou algo no bolso da camisa de brim e estendeu a mão fechada para a filha.
— Tente abrir — disse ele.
Meg puxou os dedos do pai.
— Não consigo!
— Consegue, sim. Você é muito forte. Mais uma vez!
— GRRR! — disse a pequena Meg.
Daquela vez, ela conseguiu abrir a mão dele, revelando sete sementes hexagonais do tamanho de uma moeda de dez centavos. Com uma casca verde grossa, as sementes cintilavam de leve, o que as fazia parecerem uma frota de OVNIs pequenininhos.
— Uhhh — disse Meg. — Posso comer?
O pai dela riu.
— Não, querida. Estas sementes são muito especiais. Nossa família está tentando produzir sementes assim há — ele assobiou baixinho — muito tempo. E quando elas forem plantadas…
— O quê? — perguntou Meg, ansiosa.
— Vão ser muito especiais — disse ele. — Vão ser ainda mais fortes do que Hércules!
— Planta agora!
O pai bagunçou o cabelo da filha.
— Ainda não, Meg. Elas ainda não estão prontas. Mas, quando chegar a hora, eu vou precisar da sua ajuda. Nós vamos plantá-las juntos. Você promete que vai me ajudar?
— Prometo — disse ela, do alto de seus cinco anos.
A cena mudou. Meg entrou descalça na linda sala de Aeithales, onde seu pai estava virado para uma parede de vidro, observando as luzes noturnas da cidade de Palm Springs. Ele estava falando ao telefone, de costas para Meg. Ela deveria estar dormindo, mas alguma coisa a acordou; talvez um pesadelo, talvez o pressentimento de que o pai estava chateado.
— Não, eu não entendo — dizia ele ao telefone. — Você não tem esse direito. A propriedade não é… Sim, mas minha pesquisa não pode… Isso é impossível!
Meg se aproximou. Ela adorava ficar na sala. Não só por causa da vista bonita, mas pela sensação do piso de madeira polido, nos pés descalços, liso e frio e sedoso, como se ela estivesse deslizando em uma camada fina de gelo. Ela amava as plantas nas prateleiras e em vasos gigantescos espalhados por todo o aposento: cactos florescendo em dezenas de cores, árvores de Josué que formavam colunas vivas — sustentando o teto, atravessando o teto e se espalhando em uma teia de galhos e amontoados verdes de espinhos. Meg era nova demais para entender que árvores de Josué não faziam isso. Parecia lógico para ela que a vegetação se entrelaçasse para ajudar a formar a casa.
Meg também amava o grande poço circular no centro da sala, que o pai chamava de Cisterna e tinha grades em volta por razões de segurança, mas que era uma maravilha, porque refrescava a casa e fazia o local parecer seguro e ancorado. Meg amava descer correndo a rampa e enfiar os pés na água fria da piscina no fundo, embora o pai sempre dissesse: Nada de passar muito tempo aí! Vai acabar virando uma planta!
Mais do que tudo, ela amava a mesa grande onde o pai trabalhava, o tronco de uma mesquite que atravessava o chão e emergia dele novamente, como uma serpente marinha cortando as ondas, deixando apenas um arco suficiente para formar a mobília. A parte superior do tronco era liso e reto, uma superfície perfeita para trabalhar. Buracos na árvore serviam de nichos para armazenamento. Galhos cheios de folhas se projetavam da escrivaninha, formando uma moldura que sustentava o monitor do computador do pai. Meg perguntou uma vez se ele tinha machucado a árvore quando entalhou a mesa, mas o pai riu.
— Não, querida, eu nunca faria mal a árvore alguma. A mesquite é que se ofereceu para servir de escrivaninha para mim.
A Meg de cinco anos também não estranhou aquilo: falar de uma árvore daquela forma, como se ela fosse uma pessoa.
Mas, naquela noite, Meg não se sentiu muito à vontade na sala. Não gostou do tremor na voz do pai. Ela foi até a escrivaninha e encontrou, em vez dos habituais pacotes de sementes, desenhos e flores, uma pilha de correspondências (cartas digitadas, documentos grossos grampeados, envelopes), tudo em amarelo dente-de-leão.
Meg não sabia ler, mas não gostou nada daquelas cartas. Pareciam importantes, arrogantes e furiosas. A cor incomodava seus os olhos. Não era bonita como a de dentes-de-leão de verdade.
— Você não entende — continuou o pai ao telefone. — Isso é mais do que o trabalho da minha vida. São séculos. O trabalho de milhares de anos… Não ligo se parece loucura. Você não pode simplesmente…
Ele se virou e ficou paralisado ao ver Meg à mesa. Um espasmo cruzou seu rosto, a expressão mudando de raiva para medo e preocupação, em seguida assumindo uma alegria forçada. Ele colocou o telefone no bolso.
— Oi, querida — disse ele, com um sorriso amarelo. — Não conseguiu dormir, é? Nem eu.
Ele andou até a mesa, enfiou os papéis amarelos em um buraco na árvore e estendeu a mão para Meg.
— Quer olhar as estufas?
A cena mudou de novo.
Uma lembrança confusa e fragmentada: Meg estava usando as roupas favoritas, um vestido verde e legging amarela. A menina gostava daquelas peças porque o pai dizia que ela ficava parecida com uma das amigas das estufas, todas coisas lindas que cresciam. Caminhando na escuridão atrás do pai, ela tropeçou, mas o pai dissera que precisavam correr. Na mochila, ela levava seu cobertor preferido, porque só podiam levar o que pudessem carregar.
Eles estavam quase chegando ao carro quando Meg parou ao reparar que as luzes estavam acesas nas estufas.
— Meg — disse o pai, a voz tão frágil quanto o cascalho embaixo dos pés deles. — Venha, querida.
— Mas e o Erklis? — perguntou ela. — E os outros?
— Não podemos levá-los — respondeu o pai, engolindo o choro.
Meg nunca tinha visto o pai chorar. A menina ficou sem chão.
— E as sementes mágicas? — perguntou ela. — A gente pode plantar… Para onde a gente vai?
A ideia de ir embora dali parecia impossível, assustadora. Ela nunca teria outro lar que não fosse Aeithales.
— Não podemos, Meg — repetiu o pai, com a voz embargada. — Elas têm que crescer aqui. E agora…
Ele olhou para a casa, as janelas ardendo com luz dourada. Mas alguma coisa estava errada. Formas escuras se moviam pela colina; homens, ou criaturas semelhantes a eles, todos de preto, circundavam a propriedade. E mais formas escuras voavam acima, as asas bloqueando as estrelas.
O pai segurou a mão da filha.
— Não temos tempo, querida. Temos que ir. Agora.
A última lembrança que Meg tinha de Aeithales: ela sentada no banco de trás do carro do pai, o rosto e as mãos grudados na janela, tentando manter as luzes da casa no campo de visão pelo máximo de tempo possível. Eles mal tinham descido metade da colina quando a casa explodiu em uma flor de fogo.

* * *

Arquejei, meus sentidos sendo trazidos subitamente para o presente. Meg tirou a mão do meu pulso.
Fiquei olhando para ela, estupefato, sem saber mais o que era real ou não. Estava tão abalado que tive medo de cair no poço de morangos.
— Meg, como você…?
Ela cutucou um calo na mão.
— Sei lá. Só precisava fazer.
Uma resposta tão Meg. Ainda assim, aquelas lembranças foram tão dolorosas e vívidas que fizeram meu peito doer como se eu tivesse sido reanimado com um desfibrilador.
Como Meg compartilhou o passado dela comigo? Eu sabia que sátiros conseguiam criar uma ligação empática com seus melhores amigos. Grover Underwood tinha uma com Percy Jackson — segundo ele, era por isso que às vezes ele tinha uma vontade inexplicável de comer panqueca de mirtilo. Será que Meg também tinha esse dom, talvez por causa da nossa relação de mestre e servo?
Eu não sabia a resposta.
Mas tinha certeza de que Meg estava sofrendo, e bem mais do que estava deixando transparecer. As tragédias em sua curta vida tinham começado antes da morte do pai. Tinham começado aqui. Essas ruínas eram tudo que restava de uma vida que poderia ter sido feliz.
Eu queria abraçá-la. E, acreditem, essa não era uma vontade que me acometia com frequência. Era bem capaz de eu receber em troca uma cotovelada no peito ou uma espadada no nariz.
— Você…? — Eu hesitei. — Você sempre soube disso tudo? Sabe o que seu pai estava tentando fazer aqui?
Ela deu de ombros. Pegou um punhado de terra e jogou no poço, como se plantasse sementes.
— Phillip... — disse Meg, como se o nome tivesse acabado de ocorrer a ela. — O nome do meu pai era Phillip McCaffrey.
O nome me fez pensar no rei macedônio, Filipe, pai de Alexandre, o Grande. Um bom lutador, mas nada divertido. Nunca se interessou por música, poesia, nem mesmo arquearia. Filipe só queria saber de falanges. Chato.
— Phillip McCaffrey foi um ótimo pai — falei, tentando não soar amargo, já que minha experiência com bons pais era quase nula.
— Ele tinha cheiro de adubo — lembrou Meg. — De um jeito bom.
Eu não sabia a diferença entre um cheiro bom de adubo e um cheiro ruim de adubo, mas assenti em respeito à minha amiga.
Observei a fileira de estufas, as silhuetas quase invisíveis no céu preto-avermelhado da noite. Phillip McCaffrey era um homem talentoso. Botânico, talvez? Definitivamente um mortal agraciado pela deusa Deméter. De que outra forma ele teria criado uma casa como Aeithales, em um lugar com tanto poder natural? No que ele estava trabalhando, e o que ele quis dizer quando mencionou que a família dele fazia a tal pesquisa havia milhares de anos? Os humanos raramente pensavam em termos de milênios; mal sabiam como os bisavôs se chamavam.
E a questão mais importante: o que tinha acontecido a Aeithales, e por quê? Quem forçou os McCaffrey a abandonarem seu lar e fugirem para Nova York?
Infelizmente, a última pergunta era a única que eu achava que podia responder.
— Calígula fez isso, não foi? — concluí, indicando os cilindros destruídos na colina. — Foi isso que Incitatus quis dizer quando falou que o imperador já tinha dado um jeito neste lugar.
Meg se virou para mim, o rosto pétreo.
— Nós vamos descobrir — disse ela. — Amanhã. Você, eu, Grover. Nós vamos encontrar essas pessoas, Piper e Jason.
Senti a aljava se mexendo, mas eu não sabia se era a Flecha de Dodona pedindo atenção ou meu corpo estremecendo.
— E se Piper e Jason não souberem de algo que possa nos ajudar? O que vamos fazer? — perguntei.
Meg bateu as mãos para tirar a sujeira.
— Eles são parte dos sete, não são? Amigos de Percy Jackson?
— Bom… sim.
— Então eles vão saber — afirmou Meg. — Eles vão ajudar. Vamos encontrar Calígula. Vamos explorar esse lugar labiríntico, libertar a Sibila e acabar com os incêndios e tudo mais.
Admirei a capacidade dela de resumir nossa missão de forma tão eloquente. Por outro lado, não me empolgou muito a ideia de explorar o lugar labiríntico, mesmo com a ajuda de mais dois semideuses poderosos. A Roma Antiga também tinha semideuses poderosos. Muitos deles tentaram derrubar Calígula. Todos morreram.
A visão que tive com a Sibila sempre retornava à minha mente, e ela pedia desculpas pela péssima notícia. Desde quando um oráculo pedia desculpas?
Eu pouparia vocês, se pudesse. Eu pouparia.
A Sibila insistira que eu fosse salvá-la. Só eu poderia libertá-la, apesar de ser uma cilada. Eu nunca gostei de ciladas. Elas me lembravam minha antiga crush, Britomártis. Aff, o número de poços de tigres birmaneses em que caí por causa daquela deusa.
Meg se virou.
— Vou dormir. Você também devia ir.
Ela pulou do muro e seguiu pela encosta, na direção da Cisterna. Como ela não ordenou claramente que eu fosse dormir, fiquei sentado ali por um bom tempo, encarando o vão cheio de morangos abaixo, tentando ouvir os pássaros agourentos se aproximando.

6 comentários:

  1. Acho que o Jason vai ser o primeiro membro da família que Apolo vai encontrar desde que virou um mortal, sem contar seus filhos é claro

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  2. Laíres de Deus câmara campos4 de junho de 2018 15:25

    "Eu pouparia vocês se pudesse. eu a pouparia..." COMO ASSIM??? esse mistério tá me deixando maluca!

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  3. uau quero uma casa dessa plantas de casa , casa de plantas kkkkkkkkkkkk

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  4. Essa revelação da vida dela realmente foi surpreendente. A vida da garota é tão triste, essa saga inteira tem histórias mais tristes e pesadas, mas estou gostando desse novo Rick

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  5. Eu tenho muita dó da Meg, sério...

    Só eu sinto uma felicidade incrível quando falam do Percy desse jeito? Como se ele fosse um exemplo de herói... Que orgulho.

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    1. Eu nem preciso que ele seja citado como exemplo de heróis para começar a sorrir. Só ver seu nome já me atinge

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