15 de junho de 2018

Juliette

Estamos voltando lentamente à base.
Não tenho pressa de encontrar Warner e enfrentar o que provavelmente será uma conversa complicada e estressante, então me dou o direito de demorar o tempo necessário. Passo pelos destroços da guerra e pelos escombros cinza dos complexos conforme deixamos para trás um território não regulamentado e os resquícios borrados que o passado produziu. Sempre fico triste quando nossa caminhada se aproxima do fim; sinto uma enorme saudade das casas que pareciam ter saído todas de uma forma, das cercas de madeira, das lojinhas tampadas com tábuas e dos bancos e construções velhos e abandonados que compunham a paisagem das ruas tomadas pela grama irregular. Gostaria de encontrar um jeito de fazer tudo isso voltar a existir.
Respiro fundo e saboreio o ar frio que queima meus pulmões. O vento me envolve, puxando e empurrando e dançando, chicoteando freneticamente meus cabelos, e nele me perco, abro a boca para inalá-lo. Estou prestes a sorrir quando Kenji lança um olhar sombrio em minha direção, fazendo-me tremer, fazendo-me pedir desculpas com os olhos.
Meu pedido de desculpas desanimado pouco faz para aplacá-lo.
Forço-o a fazer outro desvio a caminho do mar, que costuma ser minha parte preferida da nossa caminhada. Kenji, por sua vez, detesta essa parte do trajeto — assim como seus coturnos, um dos quais agora se afunda na lama que no passado era areia limpa.
— Ainda não consigo acreditar que você goste de olhar para essa água nojenta, infestada de urina e…
— Não está exatamente infestada — destaco. — Castle diz que, definitivamente, há mais água que xixi.
Kenji só consegue me lançar um olhar fulminante.
Continua resmungando em voz baixa, reclamando que seus coturnos estão ensopados de “água de mijo”, como gosta de chamar, enquanto entramos na rua principal. Fico feliz em ignorá-lo, permaneço decidida a aproveitar os últimos momentos de paz — afinal, é uma das poucas horas que tenho para mim ultimamente. Olho outra vez para as calçadas rachadas e telhados esburacados de nosso antigo mundo, tentando — e às vezes conseguindo — me lembrar de uma época em que as coisas não eram tão desoladoras.
— Você sente saudade em algum momento? — pergunto a Kenji. — De como as coisas costumavam ser?
Kenji está com o peso do corpo apoiado em apenas um dos pés, limpando alguma sujeira do outro coturno, quando ergue o olhar e franze a testa.
— Não sei exatamente do que você acha que se lembra, J, mas as coisas não eram muito melhores do que estão agora.
— O que quer dizer com isso? — pergunto, apoiando o corpo em um dos velhos postes de luz.
— O que você quer dizer com isso? — ele rebate. — Como pode sentir saudade de alguma coisa da sua antiga vida? Pensei que detestasse a vida que levava com seus pais. Pensei que tivesse dito que eles eram horríveis e abusivos.
— Sim, de fato eram — afirmo, virando o rosto. — E não tínhamos muitos bens. Mas há algumas coisas que gosto de lembrar, alguns momentos agradáveis… Antes de o Restabelecimento chegar ao poder. Acho que só sinto saudade das coisinhas que me faziam feliz. — Olho outra vez para ele e sorrio. — Entende?
Ele arqueia uma sobrancelha. Então, decido esclarecer:
— Sabe… o barulho do carrinho de sorvete todas as tardes, ou o carteiro passando na rua. Eu me sentava perto da janela e assistia às pessoas voltando do trabalho para casa ao anoitecer. — Desvio novamente o olhar, nostálgica. — Era gostoso.
— Hum.
— Você não achava?
Os lábios de Kenji se repuxam em um sorriso infeliz enquanto inspeciona sua bota, agora já sem aquela sujeira.
— Não sei, mocinha. Esses carrinhos de sorvete nunca passavam no meu bairro. O mundo do qual me lembro era deteriorado e racista e volátil pra cacete, pronto para ser hostilmente tomado por algum regime de merda. Já estávamos divididos. A conquista foi fácil. — Respira fundo e suspira ao dizer: — Enfim, eu fugi de um orfanato quando tinha oito anos, então não tenho muitas memórias emocionantes ou positivas.
Congelo, surpresa. Preciso de um segundo para encontrar minha voz.
— Você morou em um orfanato?
Kenji assente antes de me oferecer uma risada curta e destituída de humor.
— Sim. Passei um ano morando nas ruas, cruzando o Estado como um andarilho. Você sabe, antes de termos setores. Até Castle me encontrar.
— O quê? — Meu corpo fica rígido. — Por que você nunca me contou essa história? Convivemos esse tempo todo e… e você nunca falou nada disso…
Ele dá de ombros.
— Chegou a conhecer seus pais? — indago.
Ele assente, mas não olha para mim.
Sinto meu sangue gelar.
— O que aconteceu com eles?
— Não importa.
— É claro que importa — digo, tocando seu cotovelo. — Kenji…
— Não tem importância — responde, afastando-se. — Todos nós temos problemas. Todos temos questões pessoais do passado. Precisamos aprender a conviver com elas.
— Não se trata de saber lidar com seu passado — retruco. — Eu só quero saber. Sua vida, seu passado… são importantes para mim.
Por um momento, lembro-me outra vez de Castle — seus olhos, sua urgência — e sua insistência de que há mais coisas que preciso saber também sobre o passado de Warner.
Tenho tanto a descobrir sobre as pessoas com as quais me importo.
Kenji enfim abre um sorriso, mas é um sorriso que o faz parecer cansado. Por fim, suspira. Sobe rapidamente alguns degraus rachados que levam à entrada de uma antiga biblioteca e senta-se no concreto frio. Nossa guarda armada nos espera, mas fora de nosso campo de visão.
Kenji bate a mão no chão a seu lado.
Apresso-me pelos degraus para me sentar.
Daqui olhamos para um antigo cruzamento, semáforos velhos e fios de eletricidade destruídos e emaranhados caídos na calçada. E ele diz:
— Então, você sabe que eu sou japonês, não é?
Assinto.
— Bem, onde cresci, as pessoas não estavam habituadas a verem rostos como o meu. Meus pais não nasceram aqui; falavam japonês e um inglês bem ruim. Algumas pessoas não gostavam nada disso. Enfim, morávamos em uma região bem complicada, com muitas pessoas ignorantes. E pouco antes de o Restabelecimento começar sua campanha, prometendo sanar todos os problemas da nossa população ao extinguir culturas e línguas e religiões e todo o resto, as relações raciais estavam em seu pior momento. Havia muita violência no continente como um todo. Comunidades em guerra, matando umas às outras. Se você tivesse a cor errada na hora errada… — ele usa os dedos para simular uma arma e atirar no ar —, as pessoas o faziam desaparecer. Nós evitávamos problemas, sempre que possível. As comunidades asiáticas não sofriam tanto quanto as comunidades negras, por exemplo. Os negros estavam na pior situação. Castle pode contar mais sobre isso a você. Ele tem as histórias mais terríveis. Mas o pior que minha família teve de enfrentar foi, com uma certa frequência, ouvir gente falar merda quando saíamos juntos. Lembro que chegou um momento em que minha mãe nunca mais quis sair de casa.
Sinto meu corpo ficando tenso.
— Mas enfim… — Ele dá de ombros. — Meu pai só… você sabe… ele não conseguia suportar aquele lugar nem ouvir as pessoas falando merda da família dele, entende? Ele ficava realmente furioso. Não que isso acontecesse o tempo todo nem nada assim, mas quando de fato acontecia, às vezes terminava em discussão, outras vezes não. Não parecia ser o fim do mundo. Mas minha mãe sempre implorava para meu pai ignorar, deixar para lá, mas ele não conseguia. — Seu semblante fica sombrio. — E não o culpo. Certo dia, as coisas terminaram muito mal. Naquela época, todo mundo andava armado, lembra? Os civis tinham armas. É uma loucura imaginar algo assim agora, sob o Restabelecimento, mas na época todos andavam armados, tinham suas próprias armas. — Kenji fica em silêncio por um instante. — Meu pai também comprou um revólver. Disse que precisávamos ter aquela arma, por precaução. Para nossa própria segurança. — Kenji não olha para mim ao continuar: — E, quando vieram falar merda de novo, meu pai resolveu ser um pouco corajoso demais. Eles usaram a arma contra ele. Meu pai tomou um tiro. Minha mãe tomou um tiro quando foi tentar acabar com a briga. Eu tinha sete anos.
— Você estava lá? — ofego.
Ele assente.
— Vi tudo acontecer.
Cubro a boca com as duas mãos. Meus olhos ardem com as lágrimas não derramadas.
— Eu nunca contei essa história para ninguém — confessa, franzindo o cenho. — Nem mesmo para Castle.
— O quê? — Baixo as mãos. Estou de olhos arregalados. — Por que não?
Ele nega com a cabeça.
— Não sei — responde baixinho, olhando ao longe. — Quando conheci Castle, tudo ainda era muito recente, entende? Ainda era real demais. Quando ele quis conhecer a minha história, falei que não queria tocar nesse assunto. Nunca. — Kenji olha para mim. — Depois de um tempo, ele parou de perguntar.
Impressionada, só consigo encará-lo. Estou sem palavras.
Kenji vira o rosto. Parece falar consigo mesmo ao dizer:
— É tão estranho contar tudo isso em voz alta. — Ele respira com dureza, fica de pé bruscamente e vira a cabeça para que eu não consiga olhar em seu rosto. Ouço-o fungar alto, 2 vezes. E então ele enfia as mãos nos bolsos para dizer: — Sabe, acho que talvez eu seja o único de nós que não teve problema com o pai. Eu amava meu pai. Pra caralho.

Ainda estou pensando na história de Kenji — e em quantas coisas ainda tenho a descobrir sobre ele, sobre Warner, sobre todos aqueles que passei a chamar de amigos — quando a voz de Winston me arrasta de volta ao presente.
— Ainda estamos buscando uma maneira de dividir os quartos — anuncia. — Mas está dando certo. Aliás, estamos um pouco adiantados na programação dos quartos. Warner acelerou o trabalho na asa leste, então podemos começar a mudança amanhã.
Ouço uma breve salva de palmas. Alguém grita animado.
Estamos fazendo um rápido tour no nosso novo quartel.
A maior parte do espaço aqui ainda está em construção, então o que mais vemos é uma bagunça barulhenta e empoeirada, mas fico animada ao notar o progresso. Nosso grupo precisava desesperadamente de mais quartos, banheiros, mesas e escritórios. E temos de criar um verdadeiro centro de comando, de onde possamos efetivamente trabalhar. Espero que esse seja o começo de um novo mundo. O mundo no qual sou a comandante suprema.
Parece loucura.
Por enquanto, os detalhes do que faço e controlo ainda estão sendo esclarecidos. Não desafiaremos os outros setores ou seus líderes até termos uma ideia melhor de quais podem ser nossos aliados, e isso significa que precisaremos de um pouco mais de tempo.
“A destruição do mundo não aconteceu do dia para a noite, portanto, sua salvação também não acontecerá”, Castle gosta de dizer, e acho que ele está certo. Precisamos tomar decisões conscientes para avançar, e investir em um esforço para manter a diplomacia pode ser a diferença entre a vida e a morte. Seria muito mais fácil realizar um progresso global se, por exemplo, não fôssemos os únicos trabalhando por uma transformação.
Precisamos forjar alianças.
Contudo, a conversa entre mim e Castle hoje cedo me deixou muito incomodada. Não sei mais o que sentir — ou o que esperar. Só sei que, apesar da máscara de coragem que visto para falar com os civis, não quero sair de uma guerra para entrar em outra; não quero ter de matar todo mundo que ficar no meu caminho. As pessoas do Setor 45 estão confiando seus entes queridos a mim — inclusive seus filhos e cônjuges, que se tornaram meus soldados — e não quero arriscar mais suas vidas, a não ser que isso se prove absolutamente necessário. Espero me adaptar a essa situação. Espero que exista uma chance, por menor que seja, de alguma cooperação conjunta com os demais setores e os 5 outros comandantes supremos. Algo assim poderia render bons frutos no futuro. E me pergunto se poderíamos conseguir nos unir sem derramar mais sangue.
— Isso é ridículo. E ingênuo — Kenji diz.
Ergo o rosto na direção de sua voz, olho em volta. Está conversando com Ian. Ian Sanchez, um cara alto, magro, um pouco convencido, verdade seja dita, mas de bom coração. O único sem superpoderes entre nós. Não que isso tenha importância.
Ian mantém a coluna ereta, os braços cruzados na altura do peito, a cabeça virada para o lado, os olhos voltados para o teto.
— Não me importo com o que você pensa…
— Bem, eu me importo — ouço Castle interromper. — Eu me importo com o que Kenji diz.
— Mas…
— E também me importo com o que você pensa, Ian — Castle prossegue. — Mas precisa entender que, nesse caso especificamente, Kenji está certo. Temos que abordar tudo com muito cuidado. Não há como saber ao certo o que está para acontecer.
Exasperado, Ian suspira.
— Não é isso que estou dizendo. O que estou dizendo é que não entendo por que precisamos de todo este espaço. É desnecessário.
— Espere… Qual é o problema aqui? — questiono, olhando em volta. E então me dirijo a Ian: — Por que você não gosta deste novo espaço?
Lily passa o braço pelos ombros de Ian.
— Ian só está triste — ela comenta, sorrindo. — Não gosta de estragar a festa do pijama.
— O quê? — pergunto, franzindo o cenho.
Kenji dá risada.
Ian fecha a cara.
— Eu só acho que estamos bem onde estamos — explica. — Não sei por que precisamos nos mudar para tudo isto. — Ele abre os braços enquanto analisa o espaço cavernoso. — Parece um destino tentador. Ninguém se lembra do que aconteceu da última vez em que construímos um enorme esconderijo?
Vejo Castle tremer.
Acho que todos nos lembramos.
O Ponto Ômega, destruído. Bombardeado até se transformar em nada. Décadas de trabalho árduo varridas em um instante.
— Não vai acontecer de novo — garanto, com firmeza. — Além do mais, estamos mais protegidos do que nunca aqui. Temos todo um exército conosco agora. Estamos mais seguros neste prédio do que estaríamos em qualquer outro lugar.
Minhas palavras são recebidas com um coro imediato de apoio, mas ainda assim me pego arrepiada, porque sei que as palavras que acabei de dizer são só parcialmente verdadeiras.
Não tenho como saber o que vai acontecer conosco ou quanto tempo duraremos aqui. O que realmente sei é que precisamos de um novo espaço — e precisamos resolver isso enquanto ainda temos fundos. Ninguém tentou nos boicotar ainda; nenhuma sanção foi imposta pelos demais continentes ou comandantes. Pelo menos, não por enquanto. O que significa que precisamos passar pela fase de reconstrução enquanto ainda temos financiamento.
Mas isso…
Esse espaço enorme dedicado tão somente aos nossos esforços?
Isso é tudo coisa de Warner.
Ele foi capaz de liberar um andar inteiro para nós — o último andar, o 15o do quartel do Setor 45. Foi necessário um esforço hercúleo para transferir e distribuir o equivalente a todo um andar de pessoal, trabalho e móveis para outros departamentos, mas, de alguma maneira, ele conseguiu resolver tudo. Agora o andar está sendo reformado especificamente para atender às nossas necessidades. Quando tudo estiver concluído, teremos tecnologia de ponta que nos permitirá ter acesso não apenas às pesquisas e segurança de que precisamos, mas também às ferramentas para Winston e Alia continuarem criando novos aparelhos, dispositivos e uniformes de que possamos precisar um dia. Muito embora o Setor 45 já tenha sua ala médica, precisaremos de um local seguro para Sonya e Sara trabalharem, um lugar onde serão capazes de continuar desenvolvendo antídotos e soros que um dia poderão salvar vidas.
Estou prestes a explicar tudo isso quando Delalieu entra na sala.
— Suprema — diz, assentindo em minha direção.
Ao som de sua voz, todos damos meia-volta.
— Sim, tenente?
Um leve tremor permeia sua voz quando ele diz:
— A senhora tem um visitante. Ele está pedindo dez minutos do seu tempo.
— Visitante? — Instintivamente me viro para Kenji, que parece tão confuso quanto eu.
— Sim, senhora — confirma Delalieu. — Ele está esperando no térreo, na sala principal da recepção.
— Mas quem é essa pessoa? — pergunto, preocupada. — De onde ela veio?
— Seu nome é Haider Ibrahim. É o filho do comandante supremo da Ásia.
Sinto meu corpo travar com a apreensão repentina. Não sei se sou tão boa assim em esconder o pânico que se espalha por mim quando digo:
— Filho do comandante supremo da Ásia? Ele falou o que o trouxe aqui?
Delalieu nega com a cabeça.
— Sinto muito, mas o visitante se recusou a dar qualquer detalhe, senhora.
Estou arquejando, a cabeça girando. De repente, só consigo pensar na preocupação de Castle com a Oceania ainda hoje de manhã. O medo em seus olhos. As muitas perguntas que se recusou a responder.
— O que devo dizer a ele, senhora? — Delalieu insiste.
Sinto meu coração acelerar. Fecho os olhos. Você é a comandante suprema, digo a mim mesma. Aja como tal.
— Senhora?
— Sim, claro. Diga a ele que eu já…
— Senhorita Ferrars. — A voz aguda de Castle atravessa a névoa em meu cérebro. Olho em sua direção. — Senhorita Ferrars — repete, agora com um tom de advertência nos olhos. — Talvez devesse esperar.
— Esperar? — indago. — Esperar o quê?
— Esperar para encontrá-lo só quando o senhor Warner também puder estar presente.
Minha confusão se transforma em raiva.
— Obrigada pela preocupação, Castle, mas eu posso resolver isso sozinha.
— Senhorita Ferrars, imploro para que reconsidere. Por favor — pede, agora com mais urgência na voz. — A senhorita precisa entender… Não estamos falando de um assunto menor. O filho de um comandante supremo… pode significar muito…
— Como eu disse, obrigada por sua preocupação — interrompo-o, minhas bochechas queimando.
Ultimamente, tenho sentido que Castle não tem fé em mim — como se não estivesse torcendo nem um pouco por mim —, o que me faz pensar outra vez na conversa desta manhã. E me leva a questionar se posso acreditar em alguma coisa do que ele diz. Que tipo de aliado ficaria ali parado, expondo minha inépcia diante de todos os presentes? Faço tudo o que está ao meu alcance para não gritar com ele quando prossigo:
— Posso lhe assegurar de que vou me sair bem.
Então, viro-me para Delalieu:
— Tenente, por favor, diga ao nosso visitante que descerei em um momento.
— Sim, senhora.
Ele assente e vai embora.
Infelizmente, minha bravata sai pela porta com Delalieu.
Ignoro Castle enquanto busco o rosto de Kenji na sala; apesar de tudo que falei, não quero enfrentar essa situação sozinha. E Kenji me conhece muito bem.
— Oi, estou aqui. — Ele cruza a sala com apenas alguns poucos passos; em segundos está ao meu lado.
— Você vem comigo, não vem? — sussurro, puxando a manga de sua blusa como se eu fosse uma criança.
Kenji dá risada.
— Estarei onde você precisar de mim, mocinha.

10 comentários:

  1. Ninguém comenta nos capítulos pré-tretas e.e (prevejo um cara bem lindo)

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  2. Essa amizade
    <3
    - Thalita G.

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  3. Tava com saudade dessa amizade gutgut

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  4. A não. Ela acaba de falar que não está pronta pra isso. Que não experiência ou ideia do que fazer e que o Warner foi criado a vida toda para isso e ai decide tacar o foda-se e ir sem ele. Só pra provar que sabe liderar?

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  5. Sério que ela está pensando isso de Castle? Por favor, né

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  6. Entendo que Castle está preocupado, mas falar assim na frente de todos tira a autoridade dela. Ela fez certo em negar a proposta dele. Por mais insegura que ela esteja. Castle poderia ter pedido pra falar emoparticular.

    Flavia

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  7. É nessas horas que eu sinto que a Juliett vai fazer caca. Custa esperar o Aaron?

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  8. Eu amo esse relação da Juliette com o Kenji eles sao tão fofos

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  9. Eu amo esse relação da Juliette com o Kenji eles sao tão fofos

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Boa leitura, E SEM SPOILER!