15 de junho de 2018

Juliette

Esse, penso eu, é o jeito certo de morrer.
Eu poderia me afogar nesse momento e não me arrependeria. Poderia pegar fogo com esse beijo e alegremente ser transformada em cinzas. Poderia viver aqui, morrer aqui, bem aqui, encostada ao quadril dele, tocando os lábios dele.
Na emoção de seus olhos que me fazem afundar, em seus batimentos cardíacos, que agora já se tornaram indistinguíveis dos meus.
Isso. Para sempre. Isso.
Ele me beija outra vez, suas arfadas ocasionais e desesperadas por ar tocando minha pele, e eu o saboreio, sua boca, seu pescoço, o contorno duro de seu maxilar, e ele tenta engolir um gemido, se afasta, dor e prazer se misturando enquanto se enterra mais fundo, com mais força, músculos tensos, corpo sólido feito pedra tocando o meu. Uma de suas mãos envolve meu pescoço enquanto a outra se mantém atrás da minha coxa, e ele me puxa, impossível chegar mais perto, esmaga-me com um prazer extraordinário que não se parece com nada que já senti na vida. É inominável. Desconhecido, impossível de estimar. É diferente a cada vez.
E hoje há algo selvagem e lindo nele, algo que não consigo explicar, algo na maneira como me toca — na forma como seus dedos pousam em minhas escápulas, na curva das minhas costas… Como se eu pudesse evaporar a qualquer momento, como se essa pudesse ser a primeira e última vez que nos tocaremos.
Fecho os olhos.
Entrego-me.
Os contornos de nossos corpos se fundiram. É onda depois de onda de gelo e calor, derretendo e pegando fogo e é sua boca em minha pele, seus braços fortes me envolvendo em amor e paixão. Estou suspensa no ar, submersa em água, no espaço sideral, tudo ao mesmo tempo, e os relógios congelam, as inibições já voaram todas pela janela e nunca me senti mais segura, amada e protegida do que me sinto aqui, nessa fusão de nossos corpos.
Perco a noção do tempo.
Perco a noção da mente.
Só sei que quero que isso dure para sempre.
Ele me diz alguma coisa, desliza as mãos pelo meu corpo, e suas palavras são leves e desesperadas, sedosas ao meu ouvido, mas quase não consigo ouvi-lo por sobre o som do meu coração batendo forte no peito. Mas vejo quando os músculos de seus braços marcam a pele, quando ele luta para ficar aqui, comigo…
Ele ofega, ofega alto, aperta os olhos com força enquanto estende a mão, agarra um pedaço do lençol, e eu me viro na direção de seu peito, passo o nariz pela linha de seu pescoço, inspirando seu cheiro, e meu corpo está pressionado contra o dele, cada centímetro de pele quente e exposto com desejo e necessidade e
— Eu te amo — sussurro mesmo enquanto sinto minha mente se desligar do corpo mesmo enquanto estrelas explodem atrás de meus olhos e o calor inunda minhas veias e sou dominada, fico atordoada e sou dominada toda vez, toda vez
É uma torrente de sentimentos, um sabor simultâneo e efêmero de morte e regozijo, e eu fecho os olhos, sinto um calor feroz atrás de minhas pálpebras e tenho a necessidade de gritar seu nome, mesmo enquanto nos sinto estilhaçando juntos, destruídos e restaurados tudo ao mesmo tempo, e ele arfa
— Juliette… — ele sussurra.

Adoro a imagem de seu corpo nu.
Especialmente nesses momentos silenciosos, vulneráveis. Essas pausas que habitam entre sonhos e realidade são minhas favoritas. Há uma graça nessa consciência hesitante, um retorno cuidadoso e gentil ao nosso jeito normal de funcionar. Descobri que amo esses minutos pela forma delicada como se desenrolam. São tenros.
Câmera lenta.
O tempo amarrando seus cadarços.
E Warner fica tão sereno, tão suave. Tão desprovido de defesas. Seu rosto é tranquilo; sua testa, relaxada; os lábios, imaginando se devem ou não se separar.
E os primeiros segundos depois que ele abre a boca são os mais doces. Às vezes, tenho a sorte de abrir os olhos antes dele. Hoje, vejo-o revirar-se na cama. Vejo-o piscar, abrir os olhos, orientar-se. Mas então, o tempo que ele leva para me olhar — o jeito com que seu rosto se ilumina ao me ver —, essa parte faz algo palpitar dentro de mim. Descubro tudo, tudo o que importa, só pelo jeito como ele me olha nesse momento.
E hoje… Hoje há algo diferente.
Hoje, ao abrir os olhos, Warner parece subitamente desorientado. Pisca, analisa o quarto, faz movimentos rápidos demais, como se quisesse correr, mas não soubesse como. Hoje há alguma coisa errada.
E quando subo em seu colo, ele fica paralisado.
E quando seguro seu queixo, ele vira o rosto.
Quando o beijo com leveza, ele fecha os olhos e algo em seu interior se derrete, alguma coisa solta seus ossos. E quando abre os olhos, parece tão aterrorizado que, de repente, me sinto nauseada.
Há algo muito, muito errado.
— O que foi? — pergunto, mas minha voz quase não sai. — O que aconteceu? Qual é o problema?
Ele nega com a cabeça.
— Sou eu? — Meu coração acelera. — Fiz alguma coisa que você não gostou?
Warner fica de olhos arregalados.
— Não. Não, Juliette. Você é perfeita. Você é… Meu Deus, você é perfeita — elogia.
Ele leva a mão para trás da cabeça, olha para o teto.
— Por que não olha para mim, então?
Seus olhos encontram os meus. E não consigo não ficar impressionada com quanto amo seu rosto, mesmo agora, mesmo enquanto está tomado pelo medo.
Warner tem uma beleza tão clássica. É tão notavelmente lindo, mesmo assim: com os cabelos raspados, curtos, macios; a barba por fazer, uma sombra loira contornado os traços firmes de seu rosto. Seus olhos têm um tom inconcebível de verde. Luminosos. Cintilantes. E então…
Fechados.
— Tenho uma coisa para contar — fala baixinho, olhando para baixo. Ergue a mão para me tocar, e seus dedos deslizam pela lateral do meu torso. Delicados. Aterrorizados. — Uma coisa que devia ter contado antes.
— O que quer dizer com isso?
Solto o corpo para trás. Agarro uma parte do lençol e a seguro com força junto ao meu corpo, de repente sentindo-me vulnerável.
Ele passa tempo demais hesitando. Exala. Passa a mão pela boca, pelo queixo, pela nuca…
— Não sei por onde começar.
Todos os meus instintos me dizem para sair correndo. Para enfiar algodão nos ouvidos. Para dizer-lhe que se cale. Mas não consigo. Sinto-me congelada.
E sinto medo.
— Comece pelo início — peço, surpresa pelo simples fato de conseguir falar.
Nunca o vi assim antes. Não consigo nem imaginar o que Warner tem a dizer.
Agora está entrelaçando os dedos das mãos com tanta força, que receio que os quebre por acidente.
E então, finalmente. Lentamente.
Ele fala.
— O Restabelecimento tornou públicas suas campanhas quando você tinha sete anos. Eu tinha nove. Mas, antes disso, passaram muitos anos fazendo reuniões e planos.
— Entendi.
— Os fundadores do Restabelecimento eram militares, homens e mulheres que se tornaram peças da defesa. Eram responsáveis, em parte, pelo surgimento do complexo militar industrial que formou a base dos estados militares de fato, hoje conhecidos como Restabelecimento. Tinham seus planos definidos muito tempo antes de esse regime ganhar vida. Suas posições lhe davam acesso a armas e tecnologias das quais ninguém sequer tinha ouvido falar. Mantiveram uma vigilância extensiva, instalações totalmente equipadas, muitos hectares de propriedade privada, acesso ilimitado a informações… Tudo isso durou anos, antes mesmo de você nascer.
Meu coração acelera.
— Alguns anos depois, descobriram os não naturais, um termo que o Restabelecimento passou a usar para descrever aqueles com habilidades sobrenaturais. Você tinha mais ou menos cinco anos quando fizeram a primeira descoberta. — Warner olha para a parede. — Foi então que começaram a coletar informações, fazer testes e usar pessoas com habilidades para acelerar seus objetivos de dominar o mundo.
— Tudo isso é muito interessante — comento. — Mas a essa altura já estou começando a surtar e preciso que você pule logo para a parte na qual me conta o que isso tudo tem a ver comigo.
— Meu amor — responde, finalmente me olhando nos olhos. — Tudo isso tem a ver com você.
— Como?
— Há algo que eu sabia sobre a sua vida e que nunca lhe contei. — Ele engole em seco. Olha para as próprias mãos ao pronunciar: — Você foi adotada.
A revelação é como uma tempestade.
Saio cambaleando da cama, seguro o lençol junto ao corpo e fico ali parada, chocada, encarando-o. Tento permanecer calma, mesmo enquanto minha mente incendeia.
— Fui adotada…
Ele assente.
— Então, você está dizendo que aquelas pessoas que me criaram… que me torturaram… não são meus pais verdadeiros?
Ele faz que não com a cabeça.
— Meus pais biológicos ainda estão vivos?
— Sim — responde em um sussurro.
— E você nunca me contou nada disso?
Não, ele diz rapidamente
Não, não, eu não sabia que ainda estavam vivos, diz
Eu não sabia nada, exceto que você era adotada, diz. Só descobri recentemente, ainda ontem, que seus pai continuam vivos porque Castle, diz, porque Castle me contou…
E cada revelação subsequente é uma onda de choque, uma detonação repentina e inesperada dentro de mim…
BUM
Sua vida foi um experimento, diz
BUM
Você tem uma irmã, diz, e ela está viva
BUM
Seus pais biológicos a entregaram, junto com sua irmã, ao Restabelecimento para que realizassem pesquisas científicas
e é como se o mundo tivesse sido arrancado de seu eixo, como se eu tivesse sido lançada para fora da Terra, direto a caminho do Sol, como se estivesse queimando viva e, de alguma maneira, ainda pudesse ouvi-lo, mesmo enquanto minha pele derrete para dentro do corpo, minha mente vira do avesso, e tudo o que já conheci, tudo que o pensava ser verdade sobre quem sou e de onde venho
d e s a p a r e c e
Afasto-me dele, confusa e horrorizada e incapaz de formar palavras, incapaz de falar.
Ele diz que não sabia e sua voz falha quando pronuncia essas palavras, quando diz que não sabia até recentemente que meus pais biológicos ainda estavam vivos, não sabia até Castle contar, nunca soube como me contar que fui adotada, não sabia como eu receberia a notícia, não sabia se eu precisava enfrentar essa dor, mas Castle lhe disse que o Restabelecimento está atrás de mim, que estão vindo para me levar de volta
e sua irmã, ele diz
mas agora estou chorando e não consigo enxergá-lo porque as lágrimas embaçam minha visão e não consigo falar e
sua irmã, ele diz, o nome dela é Emmaline, é um ano mais velha que você e é muito, muito poderosa, e tem sido mantida como propriedade do Restabelecimento há doze anos
Não consigo parar de negar com a cabeça
— Pare — eu peço
— Não — ele responde
Por favor, não faça isso comigo…
Mas ele se recusa a parar. Diz que eu tenho que saber. Diz que tenho que saber disso agora… Que tenho que saber a verdade…
PARE DE ME CONTAR ESSAS COISAS, grito
Eu não sabia que ela era sua irmã, ele está dizendo
Não sabia que você tinha uma irmã
Juro que não sabia
— Foram quase vinte pessoas, entre homens e mulheres, que deram início ao Restabelecimento — continua —, mas só seis deles eram comandantes supremos. Quando o homem originalmente apontado para a América do Norte ficou irremediavelmente doente, meu pai foi designado para substituí-lo. Eu tinha dezesseis anos nessa época. Nós vivíamos aqui, no Setor 45. Na época, meu pai tinha uma posição inferior; então, se tornar comandante supremo significava que teríamos de nos mudar, ele quis me levar com ele. Minha mãe… Minha mãe teria de ficar para trás.
Por favor, não fale mais
Por favor, não diga mais nada, eu imploro
— Foi a única maneira de convencê-lo e a me dar essa posição — conta, agora desesperado. — De me deixar ficar para trás para cuidar dela. Ele fez o juramento como comandante supremo quando eu tinha dezoito anos. E me faz passar dois anos entre…
— Aaron, por favor — peço, sentindo-me histérica. — Eu não quero saber… Não pedi para você me contar nada disso… Eu não quero saber…
— Eu perpetuei a tortura da sua irmã — ele confessa, sua voz falhando, arrasada. — O confinamento dela. Recebi ordens para garantir a prisão daquela garota. Dei ordens que a mantiveram onde estava. Todos os dias. Nunca me contaram por que ela estava ali ou o que havia de errado com ela. Só me diziam para mantê-la presa. Foi isso. Ela só tinha vinte e quatro minutos de pausa fora do tanque de água a cada vinte e quatro horas, e costumava gritar… implorar para que eu a libertasse. Sua irmã implorava por misericórdia, e eu nunca lhe dei misericórdia.
E eu paro
Cabeça girando
Solto o lençol do corpo enquanto fujo, corro para longe
Vou enfiando as roupas no corpo o mais rápido possível e, quando volto ao quarto, transtornada, presa em um pesadelo, vejo-o também parcialmente vestido, sem camisa, só de calça, e nem sequer fala enquanto o encaro, assustada, uma mão cobrindo a boca enquanto nego com a cabeça e lágrimas se derramando aos borbotões pelo meu rosto e não sei o que dizer, não sei se conseguirei dizer alguma coisa para ele algum dia…
— Isso é demais para mim — consigo expressar, soluçando entre uma palavra e outra. — É demais… demais…
— Juliette
E balanço a cabeça negativamente, minhas mãos tremem enquanto tento segurar a fechadura e
— Por favor — ele pede, e as lágrimas escorrem silenciosamente por seu rosto; está visivelmente abalado. — Você precisa acreditar em mim. Eu era muito novo. E um idiota. E estava desesperado. Naquela época, acreditava não ter nenhum motivo para continuar vivo… Nada tinha importância para mim, nada além de salvar minha mãe, e estava disposto a fazer qualquer coisa que pudesse para me manter aqui, perto dela…
— Você mentiu para mim! — vocifero, a raiva mantendo meus olhos fortemente apertados enquanto me afasto dele. — Você mentiu para mim este tempo todo. Você mentiu para mim… Mentiu sobre tudo…
— Não — Warner responde, tomado por terror e desespero. — A única coisa que escondi de você foi a verdade sobre seus pais, eu juro que…
— Como pôde esconder isso de mim? Esse tempo todo, tudo isso… todas as coisas... Tudo o que você fez foi mentir para mim…
Negando com a cabeça, ele diz Não, não, eu te amo, meu amor por você nunca foi uma mentira…
— Então, por que não me contou antes? Por que manteve esse segredo escondido de mim?
— Eu achava que seus pais tinham morrido há muito tempo… Pensei que se soubesse da existência deles isso não ajudaria em nada. Pensei que saber que os tinha perdido só provocaria mais dor. E eu não sabia, não sabia nada mesmo sobre seus pais verdadeiros nem sobre sua irmã. Por favor, acredite em mim… Juro que não sabia, até ontem eu não sabia…
Seu peito palpita tanto que seu corpo chega a se inclinar, as mãos se apoiam nos joelhos enquanto tenta respirar, e não olha para mim quando sussurra:
— Desculpe. Eu sinto muito, mesmo.
— Pare… Pare de falar…
— Por favor…
— Como… Como eu vou… Como posso confiar em você outra vez? — Meus olhos estão arregalados e aterrorizados e estudo-o em busca de uma resposta que salve a nós dois, mas ele não responde. Não tem como responder. E me deixa sem nada a que me agarrar. — Como podemos voltar a ser o que éramos antes? — pergunto. — Como posso esquecer tudo isso? Que você mentiu para mim sobre meus pais? Que torturou minha irmã? Tem tanta coisa que desconheço a seu respeito… — Minha voz sai fraca, instável. — Tanta coisa… E não posso… Não consigo…
Ele ergue o olhar, congelado, encarando-me como se finalmente entendesse que não vou fingir que isso nunca aconteceu, que não posso continuar com alguém em quem não confio. E eu noto, vejo a esperança deixar seus olhos, vejo sua mão presa na nuca. O maxilar solto, o rosto espantado, de repente pálido, e ele dá um passo em minha direção, perdido, desesperado, implorando com o olhar mas tenho que ir embora.
estou correndo pelo corredor e não sei qual é meu destino até chegar lá.

12 comentários:

  1. Eu acho que a Juliette também ficou brava porque ele é muito fechado. Ela também notou que ele omite muita coisa dela, e mesmo antes das revelações, ela já não tinha gostado. Obviamente, tudo ficou pior quando ele contou que sabia de coisas da vida dela que nem ela sabia.
    Tipo, ela já tá se sentindo uma merda porque não sabe de nada, tem muita coisa acontecendo ao redor dela, é óbvio que ela vai surtar. É óbvio que ela vai ficar triste. Não foi drama, só foi muita informação sobrecarregando ela.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade, coitada, não sabia nada dele, agr eles vão ter que começar tudo de novo do início com ele contando td pra ela

      Excluir
    2. Super concordo com você, foi muita informação de uma vez só. Tudo acontecendo junto, só faltava uma gotinha pra transbordar tudo

      Excluir
  2. Ele sempre deixou bem claro que tinha um passado, ela sabia que ele tinha um passado... Ele errou ao não contar certas coisas à ela...? Errou. Sabia que ele teve de fazer 'coisas' para estar onde estava. Surtar ao saber que tinha uma irmã? Beleza. Que os pais ainda podem estar vivos? Ok. Mas querer descontar tudo nele?! Juliette é a rainha do drama!

    ResponderExcluir
  3. Q capituloo😱😱
    Estou impactada

    ResponderExcluir
  4. Capítulos assim me fazem querer parar de ler e entrar numa deprê rapidão

    ResponderExcluir
  5. Eu acho que ela devia ficar brava com o Castle não com o Aaron porque ele só soube do passado dela a um dia atrás talvez, mas o Castle sabia disso a tempos. Esse povo joga pressão em cima dela e nem liga pra como ela se sente o Aaron só fica preocupado no caso de perde ela e o Castle só foca no fato de que outras pessoas vão ataca-la.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo,se o Castle tivesse contado tudo antes, isso não estaria acontecendo... mas aí não seria tão interessante.

      Excluir
  6. Nãooooooooooooooooooooooooooooooooooo

    ResponderExcluir
  7. Esse é o momento em que eu fico na bad e abandono o livro por mais um mês T_T

    ResponderExcluir
  8. Ah Ju. .. perdoa o mozão! O que ele realmente escondeu foi sobre os pais. O resto ele não teve culpa. Ele acabou de descobrir tudo! E ele não vai ficar contando sobre todas as pessoas que ele teve que torturar e matar né! Ele ama ela de verdade tadinho!

    Flavia

    ResponderExcluir

Se você não tem conta no Google e quiser comentar, utilize a opção Nome/URL e preencha seu nome/apelido/nick; o URL pode deixar em branco.

Boa leitura, E SEM SPOILER!