29 de maio de 2018

Capítulo 39

É MEU PRIMEIRO COQUETEL oficial de sexta à noite em Belleview e a noite não vai... bem como eu esperava. Nós já estamos ali a meia hora e estão ali apenas Stormy, o sr. Morales, Alicia e Nelson, que tem Alzheimer e cuja enfermeira o trouxe para uma mudança de cenário. Ele está, no entanto, bem-vestido com um casaco esportivo azul-marinho com botões de cobre. Não que muitas pessoas tenham vindo quando Margot estava no comando, a sra. Maguire que era regular, mas ela foi transferida para uma casa de repouso diferente no mês passado, e sra. Montero morreu durante as férias. Mas eu fiz tanto barulho para Janette sobre como eu daria uma nova vida a hora do coquetel, e agora olhe para mim. Eu me sinto temerosa como um pequeno de caroço de azeitona no fundo do meu estômago, porque se Janette ver quão baixa a presença está, ela pode cancelar a noite social de sexta depois de tudo, e eu tive a ideia mais divertida para a próxima – uma festa temática da Segunda Guerra. Se esta noite for um fracasso, não há nenhuma maneira de ela vai me deixar executá-la. Além disso, uma festa com quatro pessoas – um das quais está cochilando – parece como um enorme fracasso. Stormy não percebe ou não se importa; ela simplesmente continua cantando e tocando o piano.
O show tem que continuar, como se costuma dizer.
Estou tentando me manter ocupada, manter um sorriso no meu rosto: Lalalá, tudo está maravilhoso. Alinho os cristais em fileiras de modo que parece um verdadeiro bar, e eu trouxe um monte de coisas de casa – uma boa toalha de mesa (sem manchas de molho, recém-passada), um pequeno vaso que eu coloquei ao lado da bandeja de biscoitos de manteiga de amendoim (no começo eu hesitei quanto à manteiga de amendoim, com as alergias e tudo, mas depois me lembrei que idosos não têm muitas alergias alimentares), o balde de gelo de prata da mamãe e do papai com seu monograma, uma combinação de bacia de prata com limões verdes e sicilianos cortados em pedaços.
Já fiz uma ronda e bati nas portas de alguns dos residentes mais ativos, mas a maioria não estava. Acho que se você está ativo, não vai ficar no seu apartamento em uma noite de sexta-feira.
Estou servindo amendoins salgados em uma bacia de cristal em forma de coração (uma contribuição de Alicia, que o trouxe do seu depósito, juntamente com suas pinças de gelo), quando John Ambrose McClaren entra na sala com uma camisa azul clara Oxford e casaco esporte azul-marinho, não muito diferente de Nelson. Eu quase grito bem alto. Cubro a boca com as mãos e me abaixo atrás da mesa. Se ele me vir, poderia fugir. Eu não sei o que ele está fazendo aqui, mas esta é a minha chance perfeita para tirá-lo da jogada. Eu agacho atrás da mesa, correndo com as opções na minha cabeça.
E então a melodia do piano para e eu ouço o chamado de Stormy:
— Lara Jean? Lara Jean, onde você está? Saia de trás da mesa. Quero apresentá-la a alguém.
Lentamente, eu me levanto. John McClaren está olhando para mim.
— O que você está fazendo aqui? — ele me pergunta, puxando o colarinho da camisa como se esta o estivesse sufocando.
— Sou voluntária aqui — eu digo, ainda mantendo uma distância segura. Não quero assustá-lo.
Stormy bate palmas.
— Vocês dois se conhecem?
— Nós somos amigos, vovó — John responde. — Morávamos no mesmo bairro.
— Stormy é sua avó?
Minha mente está queimando. Então John é o neto que ela queria me apresentar! De todos os lares de idosos em todas as cidades do mundo! Meu neto se parece com um jovem Robert Redford. Ele parece; realmente parece.
— Ela é minha bisavó pelo casamento — diz John.
Os olhos de Stormy dardam em torno da sala.
— Cale-se! Eu não quero que as pessoas saibam que você é meu bisneto.
— Ela foi a segunda esposa do meu bisavô — John abaixa a voz.
— O meu favorito de todos os meus maridos — diz Stormy. — Que ele descanse em paz, aquele velho urubu. — Ela olha de John para mim. — Johnny, seja querido e me traga uma vodca com soda e rodelas de limão.
Ela volta a se virar no banco do piano e começa a tocar Quando Eu Me Apaixonei.
John caminha em minha direção e eu aponto para ele.
— Pare aí, John Ambrose McClaren. Você tem o meu nome?
— Não! Eu juro que não. Eu tenho... não vou dizer quem eu tenho. — Ele faz uma pausa. — Espere um minuto. Você tem o meu?
Balanço a cabeça, inocente como um cordeirinho perdido. Ele ainda parece suspeitar, então me ocupo em fazer a bebida de Stormy. Eu sei como ela gosta. Coloco três cubos de gelo, derramo oito segundos de vodca, e um esguicho de água tônica. Então pego três fatias de limão e solto-os no copo.
— Aqui — eu digo, segurando o copo.
— Você pode colocá-lo sobre a mesa — diz ele.
— John! Eu estou dizendo a você, eu não tenho o seu nome!
Ele balança a cabeça.
— Mesa.
Coloco o copo ali.
— Não posso acreditar que você não acredita em mim. Lembro de você como um tipo de pessoa de confiança que vê o lado bom das pessoas.
Sóbrio como um juiz, John diz:
— Apenas... permaneça do seu lado da mesa.
Droga. Como vou alcançá-lo se ele me obrigar a ficar a dez passos de distância a noite toda?
— Por mim tudo bem — respondo levianamente. — Eu não sei se acredito em você também! Quero dizer, é uma coincidência muito grande você aparecer aqui.
— Stormy me fez me sentir culpado para eu vir!
Viro minha cabeça na direção de Stormy. Ela ainda está tocando piano, olhando para nós com um grande sorriso. Morales se aproxima do bar e diz:
— Posso ter esta dança, Lara Jean?
— Pode — respondo.
Para John advirto:
— Não se atreva a chegar perto de mim.
Ele ergue as mãos como se me afastasse.
— Não se aproxime de mim!
Enquanto o sr. Morales me conduz em uma dança lenta, pressiono o meu rosto contra o ombro dele para esconder o meu sorriso. Estou realmente muito boa nessa coisa de espionagem. John McClaren está sentado em um sofá agora, assistindo Stormy tocar e conversando com Alicia. Eu o tenho exatamente onde quero. Não posso mesmo acreditar como sou sortuda. Estive pensando em aparecer em seu próximo Projeto das Nações Unidas, mas isto é muito melhor.
Estou pensando em chegar por trás dele, pegá-lo de surpresa, quando Stormy se levanta e diz que precisa de uma pausa no piano; ela quer dançar com seu neto. Ligo o aparelho de som e insiro o CD que escolhemos para sua pausa.
— Stormy, já falei que eu não danço — John está protestando.
Ele costumava tentar o falso doente durante as aulas de quadrilha na escola – isso é o quanto ele odeia dançar. Stormy não ouve, é claro. Ela o puxa do sofá e começa a tentar ensiná-lo um foxtrote.
— Ponha a mão na minha cintura — ela ordena. — Eu não coloquei saltos altos para ficar sentada atrás de um piano a noite toda. — Stormy está tentando ensinar-lhe os passos, e ele continua a pisar em seus pés. — Ai! — ela estala.
Eu não consigo parar de rir. O sr. Morales também. Ele nos faz dançar mais perto.
— Posso interrompê-los? — ele pergunta.
— Por favor!
John praticamente empurra Stormy nos braços de Morales.
— Johnny, seja um cavalheiro e convide Lara Jean para dançar — diz Stormy enquanto o sr. Morales a gira.
John me dá um olhar penetrante, e tenho a sensação de que ele ainda está desconfiado e se tirei ou não o nome dele.
— Convide-a para dançar — o sr. Morales impulsiona, sorrindo para mim. — Ela quer dançar, não é, Lara Jean?
Faço um tipo triste de dar de ombros. Melancólica. A própria imagem de uma menina que está esperando para ser convidada para dançar.
— Eu quero ver os jovens dançarem! — Norman grita.
John McClaren olha para mim, uma sobrancelha levantada.
— Se nós apenas balançarmos para frente e para trás, eu provavelmente não vou pisar em seus pés.
Finjo hesitar e, em seguida, aceno. Meu pulso está correndo. Alvo alcançado.
Damos um passo em direção ao outro, e eu passe meus braços em volta do pescoço dele, e ele coloca os seus em volta da minha cintura, e nós balançamos fora do ritmo. Eu sou pequena, nem mesmo um e sessenta de altura, e ele parece ter um pouco menos que um e oitenta, mas em meus saltos temos uma altura para parceiros de dança. Do outro lado da sala, Stormy sorri intencionalmente para mim, e finjo não ver. Eu provavelmente deveria chegar e tirá-lo do jogo antes que ele faça o mesmo comigo, mas os moradores estão desfrutando assistindo-nos dançar. Não machucaria continuar apenas alguns minutos.
Enquanto nós balançamos, me lembro do baile da oitava série, como todos tinham par e ninguém me pediu para ir. Eu tinha pensado que Genevieve e eu iríamos juntas, mas então ela disse que a mãe de Peter ia levá-los, e eles iriam para um restaurante de primeira, como um encontro de verdade, e seria estranho se eu fosse. Por isso, acabou sendo ela e Peter, Sabrina Fox e John. Eu esperava que John McClaren me convidasse para uma dança lenta, mas ele não o fez; ele não dançou com ninguém. O único cara que realmente dançou foi Peter. Ele estava sempre no centro do círculo de dança das pessoas legais.
A mão de John está pressionada contra as minhas costas, conduzindo-me, e acho que ele esqueceu tudo sobre o jogo. Eu o tenho em minha mira agora.
— Você não é tão ruim — digo a ele. A canção está na metade. É melhor eu dançar com a batida. Eu o tirarei em cinco, quatro, três, dois...
— Então... você e Kavinsky, hein?
Ele está me distraindo completamente, e esqueço tudo sobre o jogo por um momento.
— Sim...
Limpando a garganta, ele diz:
— Eu fiquei muito surpreso que vocês estão juntos.
— Por quê? Porque eu não sou o tipo dele? — pergunto casualmente, como se não fosse nada, mas na verdade me acerta como uma pedrinha atirada diretamente em meu coração.
— Não, você é.
— Então por quê?
Eu tenho certeza que John vai dizer “porque eu não achei que ele fosse o seu tipo” como Josh falou.
Ele não responde de imediato.
— Naquele dia em que você foi para o Projeto da ONU, tentei segui-la para o estacionamento, mas você já tinha ido. Então recebi a sua carta, e eu escrevi de volta, e você me respondeu, e então você me convidou para a coisa da casa na árvore. acho que eu não sabia o que pensar. Você sabe o que eu quero dizer?
Ele olha para mim com expectativa, e sinto que é importante dizer que sim. Todo o sangue corre para o meu rosto, e eu ouço um latejar em meus ouvidos, o que percebo tardiamente ser o som do meu coração batendo muito rápido. Meu corpo ainda está dançando, no entanto. Ele continua falando.
— Talvez tenha sido idiota pensar isso, porque tudo isso foi há muito tempo.
Que tudo isso? Eu quero saber, mas não seria correto perguntar.
— Você sabe do que eu me lembro? — pergunto repente.
— Do quê?
— De quando o calção do Trevor rasgou quando vocês estavam jogando basquete. E todo mundo estava rindo tanto que Trevor começou a ficar louco. Mas você não. Você pegou a sua bicicleta e foi o caminho todo até em casa e trouxe para Trevor um par de shorts. Eu fiquei realmente impressionada com isso.
Ele tem um meio sorriso de leve no rosto.
— Obrigado.
Então, nós dois estamos bem e ainda dançando. Ele é uma pessoa fácil de sedar bem.
— John?
— Hmm?
Eu olho para ele.
— Eu tenho que te contar uma coisa.
— O quê?
— Eu tenho você. Quero dizer, o seu nome. No jogo.
— Sério?
John parece genuinamente desapontado, o que me faz sentir culpada.
— Sério. Desculpe — pressiono minhas mãos contra os seus ombros. — Peguei.
— Bem, agora você tem o Kavinsky. Eu estava realmente ansioso para tirá-lo, também. Eu tinha todo um plano e tudo mais.
— Qual era o seu plano? — pergunto toda ansiosa.
— Por que eu deveria contar à menina que acabou de me tirar? — ele desafia, mas é um desafio fraco, apenas para se manter, e nós dois sabemos que ele vai me contar.
Eu jogo junto.
— Vamos, Johnny. Eu não sou apenas a garota que tirou você. Eu sou a sua amiga de correspondência.
John ri um pouco.
— Tudo bem, tudo bem. Eu vou te ajudar.
A canção termina e nós nos separamos.
— Obrigada pela dança — eu digo.
Depois de todo esse tempo, eu finalmente sei como que é dançar com John Ambrose McClaren.
— Então, o que você pediria se ganhasse?
Ele não hesita nem mesmo uma batida.
— Seu bolo de chocolate com manteiga de amendoim e meu nome escrito em confeitos.
Fico olhando para ele com surpresa. Isso é o que ele teria desejado? Ele poderia ter qualquer coisa e quer o meu bolo? Faço-lhe uma reverência.
— Fico muito honrada.
— Bem, foi realmente um bolo muito bom — diz ele.

14 comentários:

  1. Lara combina com qualquer garoto ela e incrível Deus me dê essa quantidade kkkk

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  2. ESSE MOMENTO FOI MTTTTTTT FOOOFO! JOHNNY A LARA ESTÁ COMPROMETIDA...MAS EU NÃO!

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  3. QUERO TER TANTOS PRETENDENTES QUANTO LARANJINHAAAAA

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  4. Enquanto isso, Peter deve estar com a Gen. kk

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  5. Lara Jean não se meta com ele , acho que tô tão confusa quanto ela com os boys

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  6. Lara divide com a gente né, também quero um

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  7. Desde que vi os quatro na árvore e mesmo shippando Peter e Lara Jean forte, pareceu meio errado slá, como se os casais estivessem trocados.
    Não sei de quem gosto mais,o que for escolhido me deixa feliz

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  8. A Lara vai pegar o KAVINSK e ele pegou a Gen, então vai ficar "Gen com o nome da Lara, e Lara com o nome da Gen" Laranjinha por favor ganheeeeeeeeee (ou o Peter está com o nome da Lara, pois a Gen e o Piter estao muito juntos se ele tivesse o nome da Gen ja teria tirado ela)

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  9. Mdsss eu shippo tanto eles
    Mas shippo tão cm o Petter

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  10. O problema do Peter é que ele ainda é muito ligada a Gen. Essas mensagens e conversinhas não parece nada bom... Já esse John pelo que parece nao tem uma ex víbora no seu pé.

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  11. Só queria dizer que eu sou um gênio, obrigada, de nada kkkkkkk gente, sabia.

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Boa leitura, E SEM SPOILER!