29 de maio de 2018

Capítulo 36


AS REGRAS SÃO: sua casa é uma zona segura. A escola é uma zona segura, mas não o estacionamento. Uma vez que você sair pela porta, tudo é jogo justo. Se você for tocado com as duas mãos, está fora.
E se renegar o desejo, sua vida estará perdida. Genevieve surge com essa última parte e isso me dá arrepios. Trevor Pike estremece e diz:
— As garotas são assustadores.
— Não, as garotas da família delas são assustadoras — diz Peter, apontando para Chris e Genevieve. Ambas sorriem, e naqueles sorrisos eu vejo a semelhança familiar. Lançando um olhar de soslaio para mim, Peter diz esperançosamente: — Você não é assustadora, no entanto. Você é doce, certo?
De repente me lembro de algo que Stormy me falou. Nunca o deixe muito seguro de si. Peter está muito seguro de mim. Tão seguro quanto uma pessoa poderia estar.
— Eu posso ser assustadora também — respondo calmamente de volta, e ele empalidece. Então, para todos os outros, digo: — Vamos apenas nos divertir com isso.
— Oh, será divertido — John me assegura. Ele coloca o boné Orioles na cabeça e puxa a aba para baixo. — Que o jogo comece. — Ele me chama a atenção. — Se você pensou que eu era bom no Projeto da ONU, espere até ver minhas de A hora mais escura.
Vou com eles até os seus carros, e ouço Peter dizer para Genevieve pegar uma carona com Chris, o que ambas se recusam.
— Resolvam entre vocês — Peter fala. — Eu vou sair com a minha namorada.
Genevieve revira os olhos e Chris geme.
— Ugh. Tudo bem — ela fala. Ela se vira para Genevieve. — Entre.
O carro da Chris está se saindo da garagem quando John pergunta a Peter:
— Quem é sua namorada?
Meu estômago faz um mergulho.
— Covey — Peter lhe dá um olhar engraçado. — Você não sabia? Que estranho.
Agora ambos estão olhando para mim. Peter está confuso, mas John pega aquilo, o que quer que “aquilo” seja.
Eu deveria ter contado a ele. Por que eu não contei?

* * *

Todos vão embora depois disso, com exceção de Peter.
— Então, nós vamos conversar sobre isso? — ele pergunta, arrastando-se atrás de mim para a cozinha. Carrego o saco de lixo com todas as embalagens de sorvete e Sun Capri, e recusei a sua ajuda com ele. Quase tropeço ao descer a escada com ele, mas eu não me importo.
— Claro, vamos conversar. — Giro ao redor e avanço em direção a ele, o saco de lixo balançando na minha mão. Ele levanta as mãos para cima em alarme. — Por que você trouxe Genevieve para cá?
Peter faz uma careta.
— Ugh, Covey, eu sinto muito.
— Você estava saindo com ela? Por isso que não veio mais cedo para me ajudar a organizar?
Ele hesita.
— Sim, eu estava com ela. Ela me ligou chorando, então eu fui lá, e eu não podia deixá-la sozinha... então eu a trouxe.
Chorando? Eu nunca a vi chorando. Mesmo quando sua gata Elizabeth Queen morreu, ela não chorou. Ela deve ter fingido para fazer com que Peter ficasse.
— Você não podia simplesmente deixá-la?
— Não. Ela está passando por algumas coisas agora. Eu só estou tentando estar lá para ela. Como um amigo. É isso!
— Nossa, ela realmente sabe como perturbar você, Peter!
— Não é desse jeito.
— É sempre assim. Ela puxa as cordas e você apenas... — eu balanço meus braços e cabeça como uma marionete.
Peter franze a testa.
— Isso foi maldade.
— Bem, eu me sinto má agora. Portanto, fique atento.
— Você não é má, no entanto. Geralmente não.
— Por que você não pode simplesmente me dizer? Você sabe que eu não vou contar a ninguém. Eu realmente quero entendê-la, Peter.
— Porque não é meu para dizer. Não tente me fazer falar, porque eu não posso.
— Ela só está fazendo isso para manipulá-lo. É o que ela faz.
Ouço o ciúme em minha voz, e eu odeio isso, odeio. Essa não sou eu.
Ele suspira.
— Nada está acontecendo com a gente. Ela só precisa de um amigo.
— Ela tem um monte de amigos.
— Ela precisa de um velho amigo.
Eu balanço a cabeça. Ele não entende. Garotas se entendem de uma forma que os garotos nunca entenderão. É assim que eu sei que tudo isso é apenas mais um dos jogos dela. Aparecer em minha casa hoje foi apenas outra maneira para ela exercer domínio sobre mim.
— Falando sobre velhos amigos, eu não sabia que você e McClaren eram tão amigos — ele diz então.
Eu coro.
— Eu falei que nós éramos amigos por correspondência.
Erguendo as sobrancelhas, ele diz:
— Vocês são amigos por correspondência, mas ele não sabe que estamos juntos?
— Esse assunto nunca surgiu!
Espere um minuto, eu sou a pessoa que deveria estar brava com ele agora mesmo, e não o contrário. De alguma forma, toda esta conversa deu um giro, e agora sou eu quem está levando a bronca.
— Naquele dia em que você foi para a coisa das Nações Unidas há alguns meses e eu perguntei se você viu McClaren, você disse que não. Mas então, hoje ele trouxe à tona o Projeto da ONU, e você claramente o viu lá. Não foi?
Eu engulo.
— Quando foi que você se transformou em um promotor? Argh. Eu o vi lá, mas nós nem sequer conversamos, eu só lhe entreguei um bilhete...
— Um bilhete? Você deu um bilhete a ele?
— Não de mim, era de um país diferente, para o Projeto das Nações Unidas... — Peter abre a boca para fazer outra pergunta, e eu rapidamente adiciono: — Eu só não mencionei porque não deu em nada.
— Então você quer que eu seja honesto com você, mas não quer ser honesta comigo? — ele pergunta, incrédulo.
— Não foi assim! — eu grito.
O que está acontecendo aqui mesmo? Como é que a nossa briga ficou tão grande tão rapidamente? Nenhum de nós diz nada por um momento. Então, calmamente, ele pergunta:
— Você quer terminar?
Terminar?
— Não. — De repente eu me sinto trêmula, como se pudesse chorar. — Você quer?
— Não!
— Você que perguntou em primeiro lugar!
— Então é isso. Nenhum de nós quer terminar, por isso, apenas seguimos em frente.
Peter afunda em uma cadeira da cozinha e repousa a cabeça sobre a mesa. Sento-me em frente a ele. Ele parece distante de mim. Minha mão está ansiosa para se aproximar e tocar seu cabelo, alisá-lo, para fazer essa briga acabar e deixá-la para trás. Ele levanta a cabeça; seus olhos estão tristes e enormes.
— Podemos nos abraçar agora?
Trêmula, eu aceno, e ambos nos levantamos e eu envolvo meus braços em torno de seu tronco. Ele me aperta contra si. Sua voz é abafada contra meu ombro, quando ele diz:
— Nós podemos não brigar nunca mais?
Eu rio uma espécie de risada instável, trêmula e aliviada.
— Sim, por favor.
E então ele está me beijando; sua boca é urgente contra a minha, como se estivesse à procura de algum tipo de garantia, algum tipo de promessa só eu posso dar. Em resposta, eu o beijo de volta – sim, eu prometo, prometo, prometo, nunca vamos brigar novamente. Eu começo a perder o equilíbrio, e seus braços se apertam à minha volta, e ele me beija até que fico sem fôlego.

13 comentários:

  1. Oq será q tá acontecendo com ela??😓
    Acho q ela n tá fingindo.. Ou eu seja só trouxa msm

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    1. Acho q ta gravida do menino da faculdade, ou talvez com alguma doença. Com certeza ela e Peter ão tem mais, ou pelo menos assim espero !

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    2. Nossa eu tô pensando nisso a um tempão!Ela com certeza tá grávida

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  2. Owwwwww ����������������������

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  3. Lindíssimos! o meu casal é topp

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  4. Peter tem que se afastar da Genevieve.

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  5. Eu terminava so por ele não conseguir deixar a Genevieve de lado. Precisa ter muita paciência pra manter um namoro a tres desse jeito, eu não conseguiria

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    1. Concordo!
      Mas me desmancho toda quando ele faz essas coisas de "Peter"😂❤

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  6. Peter = perfeito ❤❤❤

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  7. e se ela estiver grávida de Peter ?

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  8. E o jogo? Não entendi direito como funciona

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    1. Eles pegam uma pesssoa na caixa e tem que fazer algo para tira ela do jogo

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Boa leitura, E SEM SPOILER!